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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Analgésicos aumentam o risco de infarto, alerta estudo canadense

O vínculo pode envolver o bloqueio de um hormônio chamado prostaciclina

Um novo estudo confirma que o uso de anti-inflamatórios como ibuprofeno, diclofenaco e naproxeno aumentam em até 53% o risco de infarto

Um estudo publicado no periódico científico BMJ, confirmou o que estudos anteriores já haviam sugerido: medicamentos utilizados para combater dores e inflamações podem colocar em risco a saúde do coração. A pesquisa apontou que o uso dos anti-inflamatórios não-esteroides, conhecidos pela sigla AINEs, como diclofenaco, ibuprofeno, naproxeno e celecoxibe está associado a um aumento de até 53% no risco de infarto.
O novo estudo, realizado por pesquisadores canadenses, finlandeses e alemães, revisou sistematicamente pesquisas realizadas anteriormente envolvendo mais de 446.000 pessoas com idade entre 40 e 79 anos, entre as quais mais de 61.000 tiveram ataques cardíacos.
Apenas uma semana já aumenta o risco
Os resultados mostraram que aqueles que o uso de AINEs durante sete dias, está associado a um aumento de 24% no risco de infarto com celecoxibe, 48% com ibuprofeno, 50% com diclofenaco e 53% com naproxeno. O estudo constatou ainda que o risco aumenta de acordo com a dose e duração do tratamento, mas não houve aumento significativo no risco após um mês tomando os medicamentos.
Michèle Bally, epidemiologista do Hospital da Universidade de Montreal, no Canadá, ressalta que o aumento absoluto do risco é bastante pequeno. Mas ressalta: “Dado que o início do risco de infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco) ocorreu na primeira semana e foi maior no primeiro mês de tratamento com doses mais altas, os médicos devem ponderar os riscos e benefícios dos AINEs antes de prescrever o tratamento, principalmente em altas doses”, disse ao jornal britânico The Guardian.
Como esse foi apenas um estudo observacional, não é possível dizer por que os anti-inflamatórios estão associados a um maior risco de ataque cardíaco. Mas, pesquisas anteriores, sugeriram que o vínculo pode envolver o bloqueio de um hormônio chamado prostaciclina, que protege os vasos sanguíneos.
Bulas
De acordo com a bula do ibuprofeno, “dados epidemiológicos sugerem que o uso de ibuprofeno, particularmente na dose mais alta (2400 mg diariamente) e em tratamento de longa duração, pode estar associado a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos (trombose) com infarto do miocárdio ou derrame”. E adiciona: “estudos epidemiológicos não sugerem que doses baixas de ibuprofeno (menos que 1200 mg diariamente) estejam associadas com o aumento do risco de eventos trombóticos (tromboses) arteriais, particularmente infarto do miocárdio”.
Na bula do diclofenaco, a fabricante também aponta que o medicamento não é indicado para quem tem doenças cardiovasculares e que pacientes de risco devem ter acompanhamento médico. “Se você tiver doença no coração estabelecida ou nos vasos sanguíneos (também chamada de doença cardiovascular, incluindo pressão arterial alta não controlada, insuficiência cardíaca congestiva, doença isquêmica cardíaca estabelecida, ou doença arterial periférica), o tratamento com diclofenaco sódico geralmente não é recomendado.”
Embora não traga nenhuma contra-indicação ou alerta a esse respeito, a bula do naproxeno recomenda “informe seu médico caso você tenha problemas no coração, fígado, rim ou doenças gastrintestinais”.
Já a bula do celecoxibe descreve o infarto do miocárdio como um evento adverso “comum” associado ao medicamento.
Portal no Ar

sábado, 6 de maio de 2017

Cientistas eliminam HIV do organismo de animais vivos pela primeira vez

A ideia agora é fazer os testes em primatas
Trata-se de uma inédita demonstração de que o tipo HIV-1 pode ser removido de células infectadas usando uma técnica de edição de DNA

Um estudo feito pelos cientistas da Lewis Katz School of Medicine, em parceria com a Universidade de Pittsburgh, conseguiu eliminar o vírus do HIV — causador da AIDS — em camundongos que haviam sido infectados com células humanas.
Trata-se da primeira demonstração de que o tipo HIV-1 pode ser completamente removido de células infectadas usando uma poderosa técnica de edição de DNA conhecida como CRISPR/Cas9.
A técnica, desenvolvida pela bioquímica americana Jennifer Doudna e a microbiologista francesa Emmanuelle Charpentier consiste em uma espécie de ctrl+c/ctrl+v.
A colaboração entre as duas começou quando Charpentier se apresentou para Doudna em um congresso e contou que estava pesquisando uma técnica chamada Crispr (sequências repetitivas no DNA de bactérias), que parecia auxiliar bactérias carnívoras a combater vírus que tentavam atacá-las.
A intenção da francesa era descobrir como o sistema de defesa dessas bactérias funcionava para destruí-lo e, consequentemente, curar as pessoas infectadas por elas. Mas, à medida que a pesquisa evoluiu, ficou claro que uma proteína específica, a Cas9, era a verdadeira estrela do processo: ela era capaz de recortar uma parte específica do DNA do vírus e juntar as duas pontas — algo similar ao ctrl+x, que você faz todo dia no computador. Elas, então, conseguiram adaptar o processo para outros organismos que não as bactérias. E revolucionaram a engenharia genética.
Em 2016, os cientistas que pesquisam HIV aproveitam a descoberta para publicar um estudo prévio que serviu como base para a nova descoberta.
“Nosso novo estudo é mais abrangente. Confirmamos os dados de nosso trabalho anterior e melhoramos a eficiência de nossa estratégia de edição de genes. Nós também mostramos que a estratégia é eficaz em modelos com outros dois tipos de roedores, um representando infecção aguda em células de rato e o outro representando infecção crônica ou latente em células humanas”, disse o co-coordenador da pesquisa Wenhui Hu, professor associado no Centro de Pesquisa de Doenças Metabólicas e do Departamento de Patologia da LKSOM.
A ideia agora é fazer os testes em primatas. “Nosso objetivo final é um ensaio clínico em pacientes humanos”, acrescentou Kamel Khalili, também co-coordenador da pesquisa.
Fonte: Galileu

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Cientistas americanos criam pulseira repelente de tubarões; confira

Os produtos não precisam de baterias nem ser carregadas com eletricidade
Em 2015, de acordo com o Arquivo Internacional de Ataques de Tubarões, registradas 98 ocorrências, sendo seis delas mortais


Já pensou em entrar em alto mar e não ter medo de que tubarões se aproximem? Essa é a proposta de uma empresa da Carolina no Sul, nos Estados Unidos, que começaram a idealizar uma pulseira que emite um campo eletromagnético para afastar o animal.
A ideia, segundo o Uol, é proteger os banhistas de possíveis ataques. Em 2015, de acordo com o Arquivo Internacional de Ataques de Tubarões, registradas 98 ocorrências, sendo seis delas mortais.
Após um acidente com um amigo de escola de Nathan Garrison, o pai dele, David Garrison, iniciou estudos que comprovam teses científicos sobre os efeitos dissuasórios das ondas eletromagnéticas. Os produtos não precisam de baterias nem ser carregadas com eletricidade.


“O ser humano nem o sente, mas para o tubarão é muito pouco prazeroso, e são repelidos”, garantiu à Agência Efe David Garrison, cofundador da Sharkbanz, empresa que desenvolveu pulseiras cada vez mais comuns nas praias da Califórnia e da Flórida.
Comercialização
Nos últimos dois anos, relatou a reportagem, foram vendidas mais de 45.000 unidades, desde 2015, ano em que foi criada a pulseia. A comercialização já está, principalmente, nos Estados Unidos e na Austrália, além do Brasil, Japão e alguns países da Europa.

Fonte: Notícias ao Minuto

quinta-feira, 23 de março de 2017

Arqueólogos encontram estátua da avó de Tutancâmon

Estátua da avó de Tutancâmon foi encontrada em bom estado de conservação (Egypt's Ministry of Antiquities/Divulgação)

Essa é a primeira vez que uma estátua de alabastro da rainha Tiye é identificada no templo funerário de seu marido


Arqueólogos descobriram uma estátua da rainha Tiye, esposa do faraó Amenhotep III e avó de Tutancâmon, em Luxor, no Sul do Egito. A obra foi achada em um templo funerário de Amenhotep III na região de Kom al Hitan, situada na margem Oeste do rio Nilo. Segundo Khaled Al Anani, ministro de Antiguidades egípcio, esta é a primeira vez que se descobre uma estátua de alabastro – feita de calcite (um carbonato de cálcio)  da rainha Tiye no interior do templo, já que as demais reproduções encontradas são de rocha. O ministro a qualificou como “grande, formosa e única”, segundo comunicado oficial divulgado nesta quinta-feira.

Uma missão arqueológica composta por europeus e egípcios encontrou a estátua na parte inferior da perna direita de uma grande estátua de seu marido, Amenhotep III. O faraó foi o nono governante da XVIII dinastia, cujo reinado aconteceu entre 1389 a.C. e 1351 a.C. A arqueóloga armênia Hourig Sourouzian, chefe da missão, explicou que a descoberta da escultura ocorreu de maneira “fortuita”, quando se levantava a parte inferior da estátua de Amenhotep III.
Múmia da rainha Tiye, avó do faraó Tutancâmon (Shawn Baldwin/Discovery Channel/Getty Images)
Hourig destacou o bom estado de conservação da obra e ressaltou que ainda conserva as antigas cores com as quais foi pintada. Neste sentido, indicou que a escultura necessitará de um delicado trabalho de consolidação e de restauração.
Na mesma missão também já haviam sido encontradas 109 estátuas da deusa Sekhmet, pedaços de duas estátuas de esfinges e partes de uma estátua de alabastro e uma estátua de quartzo do faraó Amenhotep III, que foi recentemente restaurada no templo e será removida para o Museu de Luxor.
(Com EFE)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Música ajuda a prevenir e frear desenvolvimento de Alzheimer, diz estudo

Mesmo quem não tem Alzheimer pode se beneficiar muito com o conhecimento musical
Pesquisa descobriu que a música fica armazenada em uma parte diferente do cérebro da que guarda a maior parte das nossas memórias

Toca uma música antiga no rádio e, de repente, você se vê cantando junto. Já passou por isso? Mesmo sem nem lembrar que a canção existia, de alguma forma ela estava lá, armazenada na sua cabeça.
Há alguns anos, cientistas do Instituto Max Planck de Neurociência e da Cognição Humana, em Leipzig, na Alemanha, se questionaram por que pacientes com Alzheimer conseguiam se lembrar de melodias ou apresentar fortes emoções ao ouvir canções que marcaram suas vidas. Foi quando eles descobriram que a música fica armazenada em uma parte diferente do cérebro da que guarda a maior parte das nossas memórias.
O documentário “Alive Inside” mostra isso na prática. Um dos pacientes com Alzheimer retratados no filme começa a responder sobre seu passado com lucidez logo após ouvir uma música.
Custódio Michailowsky, neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, explica que o uso da musicoterapia no tratamento de pacientes com Alzheimer está bem estabelecido. “Ela pode trazer memórias passadas e retardar o processo de degeneração”, explica.
Além disso, a música ainda pode ajudar na socialização do paciente. “Se a pessoa se isola, isso vira uma bola de neve. A música traz emoção, traz motivação para a pessoa. Além de fazer dançar, se mexer”, afirma Michailowsky. Portanto, pode-se dizer que ela estimula até a atividade física.
Prevenção
Mesmo quem não tem Alzheimer pode se beneficiar muito com o conhecimento musical. “É importante a ativação das atividades artísticas. Através da educação artística, o cérebro se desenvolve mais rapidamente. Pode ser pela música, escultura, desenho…”, defende o especialista.
“Pessoas que têm a habilidade de ouvir uma música e tocá-la ou identificar as notas têm o lobo temporal esquerdo melhor desenvolvido”, explica. A música “exercita” diversas partes do cérebro ao mesmo tempo, o que ajuda a prevenir o Alzheimer.
Sensações
“Acredita-se que a única forma de nos comunicarmos com uma civilização de fora da Terra, se encontrarmos uma, é pela música”, relata, ainda Michailowsky, já que as notas musicais transmitem sensações sem precisar de palavras. “A música é muito importante. É umas das coisas que mais provocam excitação do cérebro. Além dos circuitos, há liberação de substâncias, como a serotonina e até algumas análogas da morfina”, finaliza o neurologista.
Agora RN

domingo, 29 de janeiro de 2017

Asteróide catastrófico se chocará com a Terra em três semanas, diz astrônomo

Nasa diz ser improvável

O planeta pode estar com os dias contados. Ao menos, no entendimento do especialista em astronomia russo Dyomin Damir Zakharovich.
De acordo com ele, conforme publicação do jornal do Reino Unido, Daily Mail, o asteroide 2016WF9, descoberto no ano passado, não passará apenas nas proximidades da Terra, como afirma a NASA, mas sim, se chocará com o planeta, gerando um super tsunami, com chances reais de acabar com a civilização.
O asteroide tem, ao menos, um quilômetro de diâmetro e foi avistado pela última vez no dia 27 de novembro de 2016, pela missão NEOWISE da NASA. Ele estaria viajando a quase cinco anos pelo espaço, passando nas proximidades do principal cinturão de asteroides de Marte e, de acordo com Zakharovich,agora está no caminho da órbita da Terra.
A NASA já pronunciou algumas vezes sobre o que fazer em casos de asteroides de grande proporção vindo em direção ao planeta Terra. A agência garante que a chance de isso acontecer é mínima, por outro lado, caso uma colisão dessa magnitude venha a se confirmar num futuro próximo, não haveria o que ser feito, já que as ideias para destruição de objetos desse tamanho ainda não são viáveis.
Portal no Ar

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Cientistas explicam como o stress aumenta risco cardíaco

Stress e coração: novo estudo mostra como o problema pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares (iStock)

Segundo os pesquisadores, o stress pode ser um fator de risco tão perigoso quanto o fumo e a pressão alta para as doenças cardiovasculares

Suspeitas, enfim, confirmadas: uma vida levada ao pé da letra, em que momentos de stress geram desequilíbrio emocional e fisiológico poderá trazer graves consequências ao coração. Pelo menos é o que atesta o novo estudo publicado no periódico inglês The Lancet. O stress já tinha sido ligado a um aumento no risco de doenças cardiovasculares, que afetam o coração e os vasos sanguíneos. Mas a forma como isso acontecia nunca tinha sido explicada.
Durante o estudo, nas 300 pessoas avaliadas, foi observado que os que apresentavam uma atividade maior na amígdala (parte do cérebro responsável por orquestrar emoções) tinham uma probabilidade maior de desenvolver doenças cardiovasculares – e mais cedo que os outros. Caracterizada como grupos de células localizadas dentro dos lobos temporais mediais do cérebro, a amígdala –duas, localizadas uma de cada lado do cérebro – está ligada a respostas ao medo e ao prazer, tanto em homens como em animais.
De acordo com os pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, stress pode ser um fator de risco tão decisivo como fumo e pressão alta, e uma atividade maior nesta região ajuda a explicar a ligação. Os cientistas sugerem que a amígdala sob stress envia sinais para a medula óssea, para que esta produza mais células brancas para o sangue. Estas células vão causar inflamação nas artérias e isto pode causar ataques cardíacos, angina e derrames. Quando exposta a estresse, esta parte do cérebro parece funcionar como uma boa forma de prever a ocorrência de eventos cardiovasculares. No entanto os pesquisadores de Harvard afirmam que ainda são necessários mais estudos para confirmar esta sequência de reações.
Inflamação
O estudo publicado na “Lancet” analisou duas pesquisas diferentes. A primeira analisou cérebro, medula óssea, baço e artérias de 292 pacientes durante quase quatro anos para verificar se eles desenvolveram doenças cardiovasculares. Durante o período de acompanhamento, 22 pacientes desenvolveram o problema; estes eram os que tinham uma atividade maior nas amígdalas do cérebro. O segundo estudo, com apenas 13 pacientes, analisou a relação entre os níveis de stress e a inflamação no corpo.

A pesquisa descobriu que os que relataram os níveis mais altos de stress apresentavam também os níveis mais altos de atividade nas amígdalas e mais sinais de inflamação no sangue e nas artérias. “Nossos resultados dão uma percepção única de como o estresse pode levar à doença cardiovascular”, afirmou Ahmed Tawakol, um dos líderes da pesquisa e professor na Faculdade de Medicina de Harvard.
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domingo, 27 de novembro de 2016

Ciência: estatueta ‘Pensador’ de quase 4 mil anos é encontrado em Israel

Peça de 3.800 anos exibida no laboratório da Autoridade Israelense de Antiguidades, em Jerusalém. (Menahem Kahana/AFP)

Arqueólogos encontraram peça de 18 centímetros perto de Tel Aviv. Segundo especialistas, imagem é semelhante à figura feita pelo francês Rodin, no século XX

Arqueólogos de Israel anunciaram nesta semana a descoberta de uma estatueta de 18 centímetros, feita há 3.800 anos, que exibe um homem pensativo. O pequeno boneco foi encontrado durante as escavações de um terreno da cidade de Yahud, próxima de Tel Aviv. De acordo com a Autoridade Israelense sobre Antiguidades (IAA, na sigla em inglês), a escultura chama a atenção pela qualidade e por ser muito semelhante à obra ‘O Pensador’, feita pelo artista francês Auguste Rodin, no século XX.
“O nível de precisão e atenção aos detalhes nesta peça criada há quase 4.000 anos é realmente impressionante”, disse Gilad Itach, diretor de escavações da IAA.
Segundo os arqueólogos, a peça, em excelente estado de conservação, foi encontrada em outubro, durante obras em um terreno onde serão construídas casas populares. Em pouco mais de um mês, os pesquisadores limparam o boneco e remontaram seus pedaços soltos.
O pequeno ‘Pensador’ faz parte da mais extensa coleção de objetos funerários já encontrada em Israel. Junto com a escultura, os cientistas também acharam pontas de flechas, vasos funerários, partes de um machado, pequenas peças de metal e ossos de ovelhas e macacos. Segundo os arqueólogos, a reunião das peças leva a crer que o local pode ter sido o mausoléu de algum nobre da comunidade que habitava a região há cerca de 4.000 anos.
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sábado, 12 de novembro de 2016

O que acontece com o cérebro quando não sonhamos?

Cientistas estão prestes a desvendar o mistério que envolve a ausência de sonhos, durante o sono

Quando pensamos que não tivemos sonhos em uma noite qualquer, a ideia convencional é de que isso aconteceu porque sabe-se que nossa consciência desaparece quando caímos em um sono profundo.
Mas estávamos errados. Pesquisadores canadenses descobriram um novo jeito de definir as diferentes maneiras pelas quais experimentamos a ausência dos sonhos. E mais: chegaram à conclusão de que não há evidência suficiente capaz de comprovar que nossa consciência “desligue” quando deixamos de sonhar.
Na verdade, acreditam que o chamado “estado sem sonhos” é muito mais complicado do que imaginávamos.  “A ideia de que dormir e não sonhar é um estado inconsciente, não é verdade, já que não há evidência que realmente sustentem esta ideia”, explicou Evan Thompson, pesquisador da Universidade de Columbia Britânica, no Canadá, à revista Live Science.
Em vez disso, ele diz que evidências apontam para a possibilidade de que todos passemos por experiências de momentos consciência durante os estágios do sono – que inclui o o sono profundo, e o que poderia ter implicações para os acusados de cometer um crime quando estão sonâmbulos.
Thompson e seus colegas sugerem que a visão tradicional de que há um estado inconsciente durante sono profundo, e consequentemente por isso deixamos de sonhar, sem sonhos, é muito simplista. Ele argumentando estado uniforme de inconsciência seria uma afirmação errada, já que na verdade há uma gama de experiências envolvendo certos estímulos cerebrais e atividades cognitivas durante todo o período de sono.
Mas, então, o que seria, exatamente, esta ausência de sonhos?
Tradicionalmente, a ausência de sonho é definida naquela parte do sono que ocorre entre os episódios de sonhos, ou durante um tempo de sono profundo quando sua experiência consciente é temporariamente desligada. Isso é diferente daqueles momentos em que, ao acordar, você simplesmente não consegue se lembrar do que sonhou, se sonhou etc.
Pesquisadores de sonho da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, explicam que a maioria das pessoas, acima dos 10 anos de idade, é capaz de sonhar de quatro a seis vezes por noite, durante um estágio do sono conhecido por REM (Rapid Eye Movement, ou ‘movimentos rápidos dos olhos’). Tais estudos sugerem, porém, que crianças com menos de 10 anos sonhem cerca de 20% menos durante este mesmo estágio.
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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Síndrome pós-orgasmo afeta homens e causa febre e diarreia

Para alguns homens o orgasmo pode não ser uma experiência prazerosa. Isto ocorre por causa da síndrome da doença pós-orgásmica (POIS, na sigla em inglês), um problema raro que afeta exclusivamente os homens e causa sintomas que vão desde cansaço e febre até diarreia. De acordo com aBBC Brasil, a doença, desoberta em 2002 pelo cientista holandês Marcel Waldinger, neuropsiquiatra da Universidade de Utrecht, na Holanda, já foi identificada em pouco mais de 200 homens. Mas Waldinger acredita que sua incidência pode ser mais comum do que os números indicam.
Isso porque muitos homens não falam sobre o problema por causa da vergonha e confusão que os sintomas causam. Outros sequer sabem que o que têm é uma síndrome. Alguns pacientes enfrentam o transtorno durante a vida toda e têm o chamado “POIS Primário”. Em outros casos, apelidados de “POIS Adquirido”, a doença se desenvolve com o passar dos anos.

Possíveis causas

Em relação às possíveis causas, desde sua descoberta, cientistas identificaram várias, que variam entre uma possível alergia ao próprio sêmen a um distúrbio neurobiológico. Mas, Waldinger acredita que o problema pode ter uma base psicológica.
Um estudo realizado este ano com 45 homens que sofrem da doença apontou uma nova possível causa para a POIS: uma reação autoimune ao plasma seminal. Caso seja isso, os cientistas acreditam que esta reação pode ser tratada com injeções regulares de sêmen diluído. Esse tratamento ainda está em fase experimental e só foi administrado em dois pacientes.
Outras possíveis causas sugeridas por Waldinger em um novo relatório são uma disfunção da glândula pituitária e a deficiência de testosterona. Já Barry Komisaruk, cientista especializado em respostas neuronais a estímulos sexuais e diretor do Programa de Pesquisa Biomédica da Universidade de Rutgers, em Newark, Estados Unidos, sugere que a doença está ligada à atrofiação do nervo vago ou pneumogástrico, um nervo craniano que envia impulsos para quase todos os órgãos.
“Muitos dos sintomas que os pacientes apresentam são mediados pelo nervo vago”, explicou Komisaruk.

Sintomas

Entre os sintomas da doença estão cansaço extremo, dificuldades de memória, problemas de concentração, debilidade da musculatura, febre ou sudorese extrema, diarreia, calafrios, alterações do estado de ânimo, geralmente irritabilidade, discurso incoerente, congestão nasal e olhos ardendo.
Todas essas manifestações aparecem alguns segundos, minutos ou poucas horas após a ejaculação e podem durar entre dois e cinco dias.

Tratamento

As variações de sintomas de um paciente para outro e a ausência de uma causa específica dificulta o desenvolvimento de um tratamento único. Pacientes já tentaram tratamentos à base de vitaminas, adesivos de testosterona, eliminação de laticínios de suas dietas, sedativos e antibióticos. No entanto, até o momento, a medida mais eficiente para evitar o problema é, infelizmente, a abstinência sexual.
Homens que sofrem com a síndrome da doença pós-orgásmica participam do Fórum POIS Center, um lugar onde compartilham suas experiências e falam sobre truques para tentar driblar os sintomas. Apesar da ausência de um tratamento eficaz, para muitos usuários do Fórum o importante por enquanto é divulgar mais a doença e assim aumentar as chances de se encontrar uma cura.
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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Pílula do câncer entra na segunda fase de testes

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo começa, no próximo dia 10, a segunda fase de testes da fosfoetanolamina sintética, conhecida como a “pílula do câncer”. Serão incluídos na pesquisa 20 pacientes com diferentes tipos de câncer. Dez já integram o estudo.
De acordo com Milena Mak, médica e pesquisadora do instituto, a primeira fase de testes, já finalizada, provou que o medicamento não é tóxico para as pessoas. Ela explica que ainda é precoce tentar avaliar se a pílula obteve eficácia contra a doença.
A previsão da médica é que após seis meses seja possível mensurar se a pílula é capaz de combater o câncer. Nessa fase, os pacientes serão avaliados a cada duas semanas, nos dois primeiros meses. Após esse período, o acompanhamento será mensal.
Robson Pires

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Baixo consumo de água aumenta risco de obesidade


Segundo um novo estudo, pessoas que tomam pouca água correm um risco 50% maior de obesidade, em comparação com aquelas que estão adequadamente hidratadas
Faz tempo que a ciência conhece os benefícios do consumo de água para uma boa saúde. Agora, um novo estudo sugere que até a obesidade pode estar relacionada à ingestão inadequada do líquido. De acordo com a pesquisa, publicada recentemente no periódico científico Annals of Family Medicine,pessoas que tomam pouca água diariamente correm um risco 50% maior de ficar acima do peso, em comparação com aquelas que ingerem a quantidade ideal.
Pesquisadores da Universidade do Michigan, nos Estados Unidos, analisaram 9.528 adultos, com idade entre 18 e 64 anos, participantes de uma pesquisa nacional realizada pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês). Os dados incluíam informações sobre a dieta, ingestão de água e nível de hidratação dos participantes, medido por meio da concentração da urina.
Os resultados mostraram que cerca de 33% dos participantes não estavam adequadamente hidratados. Além disso, as pessoas que estavam desidratadas tendiam a ter um índice de massa corporal (IMC) maior do que as hidratadas. De acordo com os autores, embora a associação entre hidratação e peso não esteja clara, ela vai de encontro às recomendações atuais que afirmam que manter-se hidratado pode ajudar a perder peso, já que, muitas vezes, o corpo interpreta a sensação de sede como fome.
Outra possível explicação para o fenômeno, segundo os autores, é que pessoas obesas precisam de mais água para manter-se hidratadas, do que aquelas com um corpo menor. Isso faz com que elas tenham mais dificuldade de alcançar um nível adequado de hidratação. Mas, estudos anteriores já mostraram que pessoas com sobrepeso que tomam água antes das refeições, ingerem menos calorias do que aquelas que não têm esse hábito. Isso sugere que a água desempenha um papel importante no controle do peso.
“Há muito foco na alimentação e no exercício físico, mas outros fatores influenciam na perda de peso. Nossas descobertas sugerem que a hidratação pode merecer mais atenção quando se pensa em tratar a obesidade. Além disso, manter-se hidratado é bom para a saúde de qualquer forma.”, afirmou Tammy Chang, principal autora do estudo.
O corpo precisa de água para funcionar corretamente. Atividades corporais, como a respiração, a transpiração, a urina e os movimentos peristálticos gastam bastante água. Por isso, o líquido precisa ser constantemente reposto para que o corpo se mantenha hidratado. Embora a quantidade de água necessária para manter-se hidratado varie de acordo com a idade, peso e nível de atividade física de cada indivíduo, recomenda-se que um adulto ingira entre 2,7 e 3,7 litros de líquidos por dia, provenientes de bebidas (de preferência água) e alimentos.
A falta de água pode levar à desidratação, o que pode alterar sua saúde física, emocional e mental. Diversos estudos relacionaram a desidratação à danos na memória, no humor, nos rins, cansaço, dor de cabeça, constipação, e, em casos severos, pode levar à morte.
Mas como saber se você está hidratado? “A sensação de sede é a maneira mais simples de saber se o seu corpo necessita de mais água. Sua boca fica seca e você pode sentir-se cansado ou menos alerta. No entanto, as pessoas frequentemente confundem esses sintomas com outros impulsos como fome ou fadiga em geral”, disse Tammy.
Diante disso, a autora afirma que a forma mais confiável de saber se você está corretamente hidratado é pela cor da urina. Se sua urina estiver clara, quase da cor da água, você está adequadamente hidratado. Mas se sua urina estiver escura, é preciso tomar mais água.
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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Mulheres com a bunda grande geram filhos mais inteligentes, diz estudo

Um estudo da Universidade de Pittsburgh descobriu que o desenvolvimento do cérebro de um bebê depende dos suplementos de gordura que estão localizados nas coxas e bunda das suas mães, e a quantidade lá armazenada pode influenciar diretamente a inteligência dos seus filhos. “A gordura nestas áreas é um depósito de alguns componentes vitais para a construção do cérebro de um bebê”, afirmou William D.Lassek.
A gordura fornece um químico conhecido como ácido docosa-hexaenoico (DHA), que segundo Lassek é “um componente particularmente importante no cérebro humano”. É um ácido gordo Omega-3 que os bebês precisam para o desenvolvimento dos seus olhos e para o sistema nervoso do seu cérebro durante os primeiros seis meses de vida. A quantidade de gordura armazenada nessas zonas influencia, então, a inteligência e criatividade da criança.
Segundo o estudo, “a gordura na parte superior do corpo não é tão benéfica e a gordura da parte inferior do corpo tem efeitos positivos nos suplementos de ácidos gordos poli-insaturados que são essenciais para o desenvolvimento neurológico. Consequentemente, a relação cintura-quadril (RCQ), um substituto útil para a proporção de gordura na parte superior do corpo com a parte inferior do corpo, deve prever uma habilidade cognitiva nas mulheres e nos seus descendentes”. “Parece que as mulheres evoluíram para acumular estas gorduras e se manterem com elas – até um bebê chegar”.
Robson Pires

sábado, 4 de junho de 2016

Tamanho da cintura afeta o risco de câncer de próstata

Um estudo mostrou que 10 cm a mais na circunferência abdominal aumenta em 13% o risco de desenvolver tipo mais agressivo da doença

Homens com cintura larga correm maior risco de desenvolver tipos mais agressivos de câncer de próstata. A conclusão é de um estudo apresentado durante a Conferência da Obesidade na Europa, realizada em Gothenburg, na Suécia.
Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, acompanharam 140.000 homens, na faixa dos 50 anos, de oito países europeus, durante 14 anos. Neste período, houve cerca de 7 mil casos de câncer de próstata, dos quais 934 foram fatais.
Os resultados mostraram que homens com um alto índice de massa corporal (IMC) e cintura larga corriam um risco maior de desenvolver câncer de próstata de alto risco. Por exemplo, homens com cintura de 94 cm tinha 13% maior risco de câncer de próstata agressivo do que aqueles com 84 cm de cintura.
Segundo Aurora Pérez-Cornago, da Universidade de Oxford, o estudo mostrou que a associação entre o tamanho do corpo e o câncer de próstata é complexa e varia conforme a agressividade da doença. Umas das possíveis explicações para essa relação seriam os hormônios causadores de câncer presentes nas células de gordura.
Apesar dos resultados, ainda são necessários mais estudos para comprovar tal associação. De qualquer forma, a autora recomenda que os homens mantenham um peso saudável e, se possível, percam medidas na cintura.
“Manter um peso saudável pode ajudar homens a reduzir o risco de outros tipos de câncer incluindo câncer do intestino”, afirmou Thea Cunningham, da ONG Cancer Research UK, à rede britânica BBC.
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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Zika pode ser transmitido por sexo oral

Mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, zika e chikungunya

Uma francesa teria contraído o vírus após realizar a prática em seu companheiro, que teve sintomas de zika após uma viagem ao Brasil


Cientistas sugerem que o zika vírus pode ser transmitido por sexo oral e até mesmo pelo beijo – embora esta última possibilidade seja mais remota.  Tais possibilidades passaram a ser avaliadas após o relato de um caso relatado em um artigo publicado esta semana no periódico científico New England Journal of Medicine, de uma francesa que teria contraído a doença após realizar sexo oral em seu parceiro.
A francesa, de 24 anos, teria apresentado sintomas de zika após praticar sexo oral  em seu parceiro. O homem, de 46 anos, tinha acabado de voltar de uma temporada no Brasil e havia apresentado sintomas da infecção – febre, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo – enquanto ainda estava no país.
De acordo com o casal, antes dos sintomas da doença aparecerem na parceira, eles tiveram sete relações sexuais que envolveram sexo vaginal sem ejaculação e sexo oral com ejaculação.
Alguns dias após o aparecimento dos sintomas, ambos fizeram o teste para o zika. No organismo masculino foram encontrados grandes quantidades do vírus no sêmen e na urina, mas nada no sangue e na saliva. Já na mulher, detectou-se o zika na urina e na saliva. além de anticorpos para o vírus no sangue. O material vaginal não apresentou infecção.
“Não podemos excluir a possibilidade da transmissão não ter ocorrido pelo sêmen, mas por outros fluídos biológicos, como secreções pré-ejaculatórias ou saliva”, escreveram os autores.
Em relação à possibilidade da transmissão ter ocorrido pelo beijo, John T. Brooks, epidemiologista do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos  (CDC, na sigla em inglês)  acredita que seja improvável. “O beijo precisa ser seguro, porque, se não fosse, você não acha que teríamos muito mais casos de zika? Mas, para ter certeza disso, precisaríamos fazer um estudo onde as pessoas somente se beijassem e não houvesse contato sexual, e isso é muito difícil.”, disse ao jornal americano The New York Times.
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quinta-feira, 26 de maio de 2016

Pesquisa brasileira pode aumentar longevidade de pacientes com câncer de pulmão

Pesquisadores do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro descobriram por meio de pesquisas que pode aumentar a qualidade e a longevidade de pacientes com câncer de pulmão com metástase óssea. Eles identificaram maior risco de metástase óssea em um subtipo do câncer: adenocarcinoma de pulmão, explicou o coordenador da pesquisa, Marcelo Bragança dos Reis.
Foram selecionados 413 pacientes diagnosticados entre 2003 e 2012. A pesquisa ocorreu durante o ano de 2015, e o estudo foi publicado recentemente no periódico Lung Cancer, a mais importante revista científica sobre câncer de pulmão.
“Os ossos são um dos principais locais de metástase no organismo e esse risco aumenta em pacientes com adenocarcinoma. Com esta descoberta, temos como avaliar por exames e tentar rastrear o osso do paciente com adenocarcinoma. Se identificarmos que se espalhou para o osso, podemos tratar mais cedo e aumentar as chances de vida desse paciente”, disse.
Robson Pires

domingo, 8 de maio de 2016

Pesquisadores devem levar pelo menos cinco anos para concluir vacina de Zika

Pesquisadores ainda devem demorar pelo menos cinco anos até disponibilizar uma vacina contra o Zika, vírus já disseminado em todos os estados brasileiros e em cerca de 40 países e territórios. A previsão é o vice-diretor do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, José Cerbino Neto. “Isso envolve o desenvolvimento de adjuvantes, de estratégias vacinais, de modelos experimentais para persistência e resistência da infecção. Além disso, o produto tem que estar em condição de testagem humana, e isso leva tempo, e também leva tempo os estudos de fase um, dois e três”, disse Cerbino Neto, em audiência pública na Câmara dos Deputados na quinta-feira (5).
Para o desenvolvimento de um imunizante, são necessárias várias etapas, que vão desde a decisão de que tipo de tecnologia será usada até a comparação entre grupos que foram imunizados e que não foram. A primeira vacina contra a dengue, por exemplo, desenvolvida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur, levou 20 anos para ser concluída. Mas os especialistas ressaltam que, enquanto a dengue tem quatro subtipos, o zika só tem um, o que facilitaria. “Temos um horizonte de pelo menos cinco anos, antes disso, acho que a gente não tem como ter uma resposta mais concreta sobre a eficácia dessa vacina”.
Robson Pires

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Cientistas chineses anunciam criação de embriões humanos imunes ao HIV


Uma equipe de cientistas da Universidade de Medicina de Cantão, no Sul da China, anunciou que conseguiu criar embriões humanos resistentes ao vírus HIV, por meio de modificação genética. Segundo o coordenador da equipe, Fan Yong, os testes feitos em 26 embriões “defeituosos e inaptos a tratamentos de fertilidade” permitiram criar quatro embriões imunes ao HIV, enquanto os restantes mostraram mutações “não planejadas”, informou hoje (13) um jornal oficial.
O trabalho foi publicado no último número do Journal on Assisted Reproduction and Genetics e detalha que todos os embriões foram destruídos no espaço de três dias. É a segunda vez que um grupo de médicos chineses causa controvérsias com experiências sobre a modificação genética de embriões. No ano passado, uma equipe da Universidade Zhongshan, também em Cantão, disse ter conseguido alterar pela primeira vez na história o genoma humano em embriões.

Robson Pires

domingo, 10 de abril de 2016

O segredo da longevidade. Leia

Uma droga popular no tratamento de distúrbios mentais pode guardar a chave para a longevidade, segundo um estudo realizado por cientistas britânicos. Pelo menos para um determinado tipo de inseto: a mosca-das-frutas.
Em doses baixas, o lítio prolongou a vida desses invertebrados. Os testes foram conduzidos por uma equipe de pesquisadores da Universidade College London, no Reino Unido.
Os cientistas dizem que a descoberta pode levar ao desenvolvimento de novas drogas que ajudem as pessoas a viver vidas mais longas e saudáveis.
O lítio é receitado por psiquiatras para controlar transtornos mentais, como a bipolaridade e a depressão, mas pode provocar uma série de efeitos colaterais se ministrado em doses altas.
A ciência ainda não sabe explicar muito bem como o lítio atua no cérebro, mas nas moscas a substância retarda o envelhecimento através do bloqueio de uma enzima conhecida como GSK-3.
“A resposta das moscas para doses baixas de lítio é bastante encorajadora e nosso próximo passo é atacar o GSK-3 em animais mais complexos”, disse Linda Partridge, responsável pelo estudo.
“Dessa forma, podemos no futuro pensar em desenvolver testes em humanos”, acrescentou.
O estudo foi publicado na revista científica Cell Reports e concluiu que as moscas tratadas com lítio viveram 16% mais do que a média.
Por outro lado, quando a substância foi ministrada em alta dosagem, diminuiu o período de vida dos insetos.
“As doses baixas não apenas prolongaram a vida das moscas mas também protegeram seus organismos do estresse e ainda bloquearam a produção de gordura naquelas com uma dieta rica em açúcar”, acrescentou Ivana Bjedov, parte da equipe responsável pelas descobertas.
A ONG britânica Parkinson`s UK ajudou a financiar o estudo. Uma de suas porta-vozes, Claire Bale, afirmou que a pesquisa tem o potencial de gerar idosos mais saudáveis e também oferecer possíveis soluções para tratar ou prevenir doenças, como o Mal de Parkinson. (BBC)
Robson Pires

sábado, 16 de janeiro de 2016

Plantas da Caatinga podem ajudar a combater Aedes aegypti

A cutia e a umburana são capazes de exterminar até 50% das larvas do mosquito


Por Maiana Diniz - Agência Brasil
Spondias tuberosa
Árvores de caatinga podem ajudar no combate ao mosquito Aedes aegypti (Foto: Reprodução)
Duas plantas comuns na Caatinga – a cutia e a umburana – estão sendo estudadas por um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional do Semiárido por terem compostos que funcionam como biopesticidas no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, do vírus Zika e da chikungunya. Os testes mostraram que os compostos dessas plantas são capazes de exterminar até 50% das larvas dos mosquitos, valor de referência para que sejam classificados como eficazes.
O coordenador da pesquisa, Alexandre Gomes, contou que desde 2011 um grupo de pesquisadores do Núcleo de Bioprospecção e Conservação da Caatinga vem estudando plantas desse bioma em busca de substâncias com propriedades larvicidas contra o mosquito. “Já sabíamos que os compostos aromáticos, ou terpenoides, reconhecidos a partir do cheiro forte de certas plantas, são inseticidas. Se eu pegar a folha da pitanga e amassar, por exemplo, vou sentir o cheiro da pitanga. O mesmo ocorre com o cravo da índia. Essas plantas têm uma quantidade boa desses compostos chamados terpenóides”, explicou. Os óleos essenciais da cutia e da umburana também são obtidos por meio do sumo da folha.
Os pesquisadores testaram os óleos essenciais de diversas plantas, seguindo o modelo definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “A gente pega um recipiente, no caso, um copo descartável, faz uma solução do óleo essencial com água e, em cada copinho, coloca 50 ml de líquido e 10 larvas do mosquito. Após 24h, averiguamos quantas larvas morreram e se o resultado foi satisfatório.”
Alexandre Gomes explicou que a grande vantagem de usar pesticidas vegetais, orgânicos, é que essas substâncias são mais seletivas e agem em pragas específicas. Os resultados dos testes mostraram que os óleos matam mais de 50% das larvas, número de referência na biologia para saber se um composto funciona. “Um produto é considerado eficaz quando mata 50%”, ressaltou.
Testes
Agora, para que esses óleos essenciais possam se tornar produtos comerciais, os pesquisadores estão investigando se só fazem mal aos mosquitos. “Apesar de ser um produto natural, precisamos saber até que dose podemos utilizar, até que ponto não fazem mal. Estamos em fase de teste de toxicidade para saber se não causam danos a células humanas e a outros organismos”, explicou. Segundo ele, os testes de toxicidade vão permitir que saibam a dose exata. “Ainda no primeiro semestre teremos os resultados”, acrescentou.
A expectativa do pesquisador é que no segundo semestre a equipe comece a buscar parcerias com a iniciativa privada para que esses óleos possam chegar ao mercado. “Infelizmente, no Brasil, o pesquisador não é preparado para ser empreendedor. Esta é a grande limitação dos pesquisadores: conseguir transformar a pesquisa em produtos. A gente só vai conseguir fazer isso com a iniciativa privada.”
As plantas usadas foram coletadas no Parque Nacional do Catimbau, em Pernambuco, e também podem ser encontradas em Sergipe e no Espírito Santo.
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