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sábado, 12 de novembro de 2016

O que acontece com o cérebro quando não sonhamos?

Cientistas estão prestes a desvendar o mistério que envolve a ausência de sonhos, durante o sono

Quando pensamos que não tivemos sonhos em uma noite qualquer, a ideia convencional é de que isso aconteceu porque sabe-se que nossa consciência desaparece quando caímos em um sono profundo.
Mas estávamos errados. Pesquisadores canadenses descobriram um novo jeito de definir as diferentes maneiras pelas quais experimentamos a ausência dos sonhos. E mais: chegaram à conclusão de que não há evidência suficiente capaz de comprovar que nossa consciência “desligue” quando deixamos de sonhar.
Na verdade, acreditam que o chamado “estado sem sonhos” é muito mais complicado do que imaginávamos.  “A ideia de que dormir e não sonhar é um estado inconsciente, não é verdade, já que não há evidência que realmente sustentem esta ideia”, explicou Evan Thompson, pesquisador da Universidade de Columbia Britânica, no Canadá, à revista Live Science.
Em vez disso, ele diz que evidências apontam para a possibilidade de que todos passemos por experiências de momentos consciência durante os estágios do sono – que inclui o o sono profundo, e o que poderia ter implicações para os acusados de cometer um crime quando estão sonâmbulos.
Thompson e seus colegas sugerem que a visão tradicional de que há um estado inconsciente durante sono profundo, e consequentemente por isso deixamos de sonhar, sem sonhos, é muito simplista. Ele argumentando estado uniforme de inconsciência seria uma afirmação errada, já que na verdade há uma gama de experiências envolvendo certos estímulos cerebrais e atividades cognitivas durante todo o período de sono.
Mas, então, o que seria, exatamente, esta ausência de sonhos?
Tradicionalmente, a ausência de sonho é definida naquela parte do sono que ocorre entre os episódios de sonhos, ou durante um tempo de sono profundo quando sua experiência consciente é temporariamente desligada. Isso é diferente daqueles momentos em que, ao acordar, você simplesmente não consegue se lembrar do que sonhou, se sonhou etc.
Pesquisadores de sonho da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, explicam que a maioria das pessoas, acima dos 10 anos de idade, é capaz de sonhar de quatro a seis vezes por noite, durante um estágio do sono conhecido por REM (Rapid Eye Movement, ou ‘movimentos rápidos dos olhos’). Tais estudos sugerem, porém, que crianças com menos de 10 anos sonhem cerca de 20% menos durante este mesmo estágio.
veja

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Ansiedade faz com que enxerguemos o mundo de maneira diferente, comprova estudo - Para os ansiosos, as sensações funcionam no esquema “8 ou 80”

De acordo com um estudo publicado pelo Jornal Current Biology, ansiosos não tem a capacidade de diferenciar situações “seguras” de situações neutras. Elas se dividem em apenas duas opções: momentos indiferentes ou momentos ameaçadores (ou ruins).

Entenda melhor
A pesquisa feita pelo Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, constatou que essa disfunção está ligada diretamente à plasticidade cerebral, a área do sistema nervoso responsável por desenvolver “respostas” à experiências, ou seja, é a parte do cérebro que indica como cada um de nós vai lidar com cada situação.
Em pessoas diagnosticadas com ansiedade, a plasticidade costuma ser mais “resistente”, ou seja, o cérebro têm mais dificuldade em reorganizar e formar novas conexões.
Com essa confusão, os momentos bons acabam sendo encarados como banais, e os momentos neutros podem ser interpretados pelo cérebro como um momento ruim.

O estudo
Para descobrir isso, inicialmente os cientistas apresentaram aos voluntários três sons específicos, cada um correspondia a um resultado: perder dinheiro, ganhar dinheiro ou ficar na mesma.
Então, esses três sons foram misturados a outros 12 sons, e os especialistas pediram aos voluntários que identificassem quais daqueles ruídos já tinham sido ouvido por eles anteriormente, ou seja, eles tinham que sinalizar quando ouvissem um dos três primeiros sons apresentados.
Foi então que a surpresa aconteceu, os pesquisadores repararam que as pessoas diagnosticadas com ansiedade generalizavam os novos sons, pois tinha a propensão a achar que um som novo era um dos 3 primeiros apresentados no início do teste.
Eles não tinham problemas de audição, nem de aprendizado. Os sons eram encarados como experiências emocionais (ganhar ou perder dinheiro) e para as pessoas sem o transtorno, o experimento era compreendido somente como um teste.
“Os traços da ansiedade podem ser completamente normais e até benéficos do ponto de vista da evolução. Mas um evento emocional, mesmo que de pouca importância, pode induzir mudanças no cérebro que podem levar a um transtorno de ansiedade”, explicou o pesquisador envolvido no estudo, Rony Paz.

De quem é a culpa?
Segundo um estudo da Universidade de Wisconsin-Madison, ansiedade pode ser um fator hereditário. Enquanto isso, de acordo com os dados dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças, órgão do governo americano, só 25% das pessoas diagnosticadas com doenças mentais acreditam que as outras pessoas entendem suas experiências.
É muito importante que estudos como este continuem a serem feitos. A sociedade, com um todo, precisa entender que não podemos responsabilizar quem sofre de ansiedade por seus sintomas.
Fonte: Huffington Post

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Setembro Amarelo discute o tabu do suicídio - Em nível local, os números não são menos alarmantes. No ano de 2015 a região metropolitana de Natal registou 294 casos.


O Brasil é o oitavo país do mundo no número de suicídios. Somente no ano de 2012, foram 11.821 casos. Em nível local, os números não são menos alarmantes. No ano de 2015 a região metropolitana de Natal registou 294 casos. Este ano foram 196 até o dia 31 de julho, segundo a Polícia Militar.
Ainda segundo dados internacionais, o Brasil é o 4º país com maior taxa de aumento de casos da América Latina. Esta silenciosa epidemia fez com que a comunidade médica brasileira voltasse sua atenção para este que já um problema de saúde pública. Para os psiquiatras, o comportamento suicida é sintoma de uma doença mental em 98% dos casos, e essas mortes poderiam ser evitadas caso os sinais fossem detectados há tempo pela família. Importante também saber que  o comportamento suicida tem razões multifatoriais,com raízes psicológicas, biológicas, culturais e sócio ambientais, não podendo ser ligado a um fato específico e pontual da vida da pessoa, ou como um ato de fraqueza.
Por este motivo a Associação Brasileira de Psiquiatria com o apoio de suas federadas lançou a campanha Setembro Amarelo: mês de prevenção ao suicídio. No nosso estado, a Associação Norteriograndense de Psiquiatria apoia a iniciativa. “Existe um forte tabu, porem, mais do que isso: existe um desconhecimento por parte da população. Muitos acreditam que tocar nesse assunto pode estimular uma pessoa a pensar no assunto e cometer suicídio, quando na verdade uma simples pergunta para quem esta triste ou com outros sinais de depressão. Um simples “tudo bem com você”? Pode gerar um desabafo e expor seus medos e planos (inclusive de morte). Quando se fala em suicídio, não estamos falando em fim. Não estamos falando de morte. Estamos falando em prevenção. Estamos falando em vida”, explica o psiquiatra Leonardo Barbosa, presidente da ANP.
Durante todo este mês os médicos da ANP participarão de atividades e estarão à disposição da imprensa para ajudar nesta importante conscientização.”Queremos contar com a ajuda da imprensa e das redes sociais para desmistificar o tema”, enfatizou o dr. Leonardo.
Portal no Ar

domingo, 24 de julho de 2016

É possível ‘malhar’ apenas com o uso da mente?

A prática é usada em treinamentos de alto nível


Por Redação
Parece uma propaganda carregada de charlatanismo: um método que propõe a “malhação” apenas através do uso de um motor imaginário – ativar o corpo com a força da mente. Isso mesmo: pensando em fazer exercício.
Mas o quanto isso é eficaz?
A prática é usada em treinamentos de alto nível, mas para testar os efeitos que ela teria em pessoas com vida predominantemente sedentária, o programa da BBC Confie em Mim, Sou Médico organizou um experimento com um grupo de sedentários e o professor Tony Kay, da Universidade de Northampton, no Reino Unido.
Kay é especialista em biomecânica do exercício e recrutou sete voluntários que não fazem mais de duas horas de atividade física por semana para submetê-los a uma série de testes voltados a uma área específica do corpo: a panturrilha.
Primeiro, o professor mediu a força deste músculo com o auxílio de um dinamômetro, o tamanho com um aparelho de ultrassom, e a porcentagem de uso do músculo com eletrodos. Para isso, o grupo teve que fazer um exercício básico para contrair ao máximo a panturrilha.
A partir daí, os voluntários passaram 15 miutos por dia pensando no exercício.

Após um mês, a força das panturrilhas tinha aumentado, em média, 8%. Mas um dos voluntários conseguiu um incremento de quase 34% na força muscular.
É importante explicar que isso não ocorreu por causa de aumento de massa muscular, mas sim porque, ao pensar em um exercício particular durante um mês, os participantes aprenderam a estimular melhor as fibras musculares. No início do experimento, o grupo utilizava, em média, 46,3% da massa muscular da panturrilha. No final, o percentual de uso chegou quase a 69%.
“Eles conseguiram exigir mais do músculo”, explica Kay. “Com isso, ativam uma porcentagem muito maior do músculo ao fazer o exercício, o que lhes permite produzir mais força.”
O “motor imaginário” é utilizado por atletas de elite para melhorar seu rendimento, mas também é ideal para evitar perda de força muscular em pessoas lesionadas ou que não podem realizar uma atividade física.
Portal no Ar

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Síndrome do pânico melhora com atividade física - A síndrome do pânico é uma das doenças psiquiátricas mais comuns do mundo

Pessoas com síndrome do pânico costumam ter baixíssima tolerância ao exercício. Muito provavelmente, segundo cientistas, devido aos sintomas manifestados num ataque, como taquicardia. Num ciclo vicioso, essas pessoas costumam apresentar baixo condicionamento cardiorrespiratório. Porém, é justamente o exercício que tem feito pacientes assim ganharem qualidade de vida, autoconfiança e supressão de crises extremas de ansiedade.
A síndrome do pânico é uma das doenças psiquiátricas mais comuns do mundo. Afeta entre 1,7% e 5% da população global, e a Organização Mundial de Saúde (OMS) a lista entre as 20 doenças mais debilitantes do planeta. Um estudo pioneiro dos pesquisadores brasileiros Raphael Marques Gomes, Aline Sardinha, Claudio Gil Araújo, Antonio Nardi e Andrea Deslandes, todos da UFRJ, mostrou que treinamento aeróbico pode ajudar a controlá-la.
O editor de livros Ronaldo Bolsas Pereira Teixeira, de 63 anos, convive com a síndrome do pânico desde 1980. Há dez anos, porém, viu sua vida melhorar com programa de exercícios. Ele faz atividade física regularmente, sob a supervisão de Araújo:
— No início, tinha medo, porque os ataques de ansiedade fazem com o que coração dispare. Você teme infartar. Vira hipocondríaco. Aos poucos, o treinamento lhe mostra que isso não é verdade. Com o exercício mais intenso, sua pulsação sobe mais do que num ataque. E nada acontece. Você descobre que ficará bem. É uma sensação maravilhosa. Devolve a autoconfiança.
Ele conta que as medicações auxiliam em muitos aspectos, mas não eliminam, por exemplo, uma hipocondria intensa:
— Com exercício, ela desaparece. Você vê na prática que os sintomas não têm fundamento.
Fonte: O Globo

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Parar de fumar contribui para o bem-estar mental, aponta estudo

Deixar o cigarro contribui para o bem-estar mental, tendo o mesmo efeito que o uso de antidepressivos, aponta um estudo publicado no periódico médico British Medical Journal (BMJ), na edição disponível a partir desta sexta-feira.
De acordo com os pesquisadores britânicos, que revisaram 26 estudos sobre o tema, o efeito de parar de fumar pode ser “equivalente, ou superior, ao de antidepressivos utilizados no tratamento da ansiedade, ou de transtornos de humor”. Os fumantes incluídos nos trabalhos eram “medianamente dependentes”, com idade média de 44 anos, e fumavam de 10 a 40 cigarros por dia.

Robson Pires