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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A perigosa moda do uso de testosterona para o desejo sexual

Os principais riscos associados ao uso de suplementos de testosterona são infarto, problemas de fertilidade, no cérebro, no fígado e no sistema endócrino. (iStock)


Homens e mulheres estão recorrendo a injeções de testosterona para aumentar o apetite sexual. Saiba por que isso é um risco para a saúde

Nos últimos anos, injetar doses de testosterona, o hormônio masculino, virou moda entre mulheres que querem aplacar o cansaço constante e aumentar seu desejo sexual. De acordo com a revista Pulse, o uso dos suplementos dobrou nos últimos cinco anos na Europa e nos Estados Unidos – tanto entre homens quanto mulheres – como uma saída contra o cansaço e a falta de desejo sexual.
A popularidade da prática é tanta que, segundo informações da rede britânicaBBC, Nick Panay, médico da Real Associação de Obstetras e Ginecologistas do Reino Unido, defendeu que a substância seja administrada gratuitamente, em mulheres, pela rede pública de saúde.
A FDA, agência americana que controla e regulamenta os alimentos e medicamentos, lançou um alerta sobre os riscos de infarto e problemas de fertilidade causados pelo consumo excessivo destes suplementos.”O abuso da testosterona, geralmente em uma dose maior do que a receitada pelos médicos, pode afetar seriamente a saúde da pessoa e causar infarto, problemas no cérebro, no fígado e no sistema endócrino”, disse o comunicado da FDA.
Os suplementos de testosterona só devem utilizar a substância caso seja diagnosticada a baixa produção de hormônio e se o seu consumo for controlado por um médico. A nova moda surgiu acompanhada de advertências. Especialistas afirmam que esses suplementos hormonais devem ser usados somente sob supervisão médica. O uso inadequado das substâncias “pode causar infarto, problemas cerebrais, danos no fígado e no sistema endócrino”.
A testosterona é o hormônio masculino responsável pelo desejo e pelas funções sexuais do homem, mas também é possível sintetizar a substância. Várias empresas desenvolveram suplementos de testosterona, retirando-a de plantas (que também a produzem) para vendê-las na forma de comprimidos, injeções ou gel.
Panay esclarece que a substância não é “uma espécie de Viagra feminino. É apenas algo que pode ajudar entre os que sofrem de uma deficiência do composto. Nas mulheres, por exemplo, o hormônio combate o distúrbio conhecido como transtorno do desejo hipoativo, que afeta 15% das mulheres na menopausa. Vi mulheres que passaram a correr maratonas”, explicou o médico.

Adeptos famosos

A prática já tem adeptos famosos: o cantor britânico Robbie Williams admitiu, há dois anos, que tomava injeções de testosterona para aumentar o apetite sexual e aguentar o ritmo das turnês. “Um médico me disse que meu nível de testosterona era igual ao de um homem de 100 anos, então comecei a tomar injeções que me ajudaram não só a melhorar meu estado físico, como a minha atividade sexual”, disse o cantor à revista Esquire.

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sábado, 12 de novembro de 2016

O que acontece com o cérebro quando não sonhamos?

Cientistas estão prestes a desvendar o mistério que envolve a ausência de sonhos, durante o sono

Quando pensamos que não tivemos sonhos em uma noite qualquer, a ideia convencional é de que isso aconteceu porque sabe-se que nossa consciência desaparece quando caímos em um sono profundo.
Mas estávamos errados. Pesquisadores canadenses descobriram um novo jeito de definir as diferentes maneiras pelas quais experimentamos a ausência dos sonhos. E mais: chegaram à conclusão de que não há evidência suficiente capaz de comprovar que nossa consciência “desligue” quando deixamos de sonhar.
Na verdade, acreditam que o chamado “estado sem sonhos” é muito mais complicado do que imaginávamos.  “A ideia de que dormir e não sonhar é um estado inconsciente, não é verdade, já que não há evidência que realmente sustentem esta ideia”, explicou Evan Thompson, pesquisador da Universidade de Columbia Britânica, no Canadá, à revista Live Science.
Em vez disso, ele diz que evidências apontam para a possibilidade de que todos passemos por experiências de momentos consciência durante os estágios do sono – que inclui o o sono profundo, e o que poderia ter implicações para os acusados de cometer um crime quando estão sonâmbulos.
Thompson e seus colegas sugerem que a visão tradicional de que há um estado inconsciente durante sono profundo, e consequentemente por isso deixamos de sonhar, sem sonhos, é muito simplista. Ele argumentando estado uniforme de inconsciência seria uma afirmação errada, já que na verdade há uma gama de experiências envolvendo certos estímulos cerebrais e atividades cognitivas durante todo o período de sono.
Mas, então, o que seria, exatamente, esta ausência de sonhos?
Tradicionalmente, a ausência de sonho é definida naquela parte do sono que ocorre entre os episódios de sonhos, ou durante um tempo de sono profundo quando sua experiência consciente é temporariamente desligada. Isso é diferente daqueles momentos em que, ao acordar, você simplesmente não consegue se lembrar do que sonhou, se sonhou etc.
Pesquisadores de sonho da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, explicam que a maioria das pessoas, acima dos 10 anos de idade, é capaz de sonhar de quatro a seis vezes por noite, durante um estágio do sono conhecido por REM (Rapid Eye Movement, ou ‘movimentos rápidos dos olhos’). Tais estudos sugerem, porém, que crianças com menos de 10 anos sonhem cerca de 20% menos durante este mesmo estágio.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Ansiedade faz com que enxerguemos o mundo de maneira diferente, comprova estudo - Para os ansiosos, as sensações funcionam no esquema “8 ou 80”

De acordo com um estudo publicado pelo Jornal Current Biology, ansiosos não tem a capacidade de diferenciar situações “seguras” de situações neutras. Elas se dividem em apenas duas opções: momentos indiferentes ou momentos ameaçadores (ou ruins).

Entenda melhor
A pesquisa feita pelo Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, constatou que essa disfunção está ligada diretamente à plasticidade cerebral, a área do sistema nervoso responsável por desenvolver “respostas” à experiências, ou seja, é a parte do cérebro que indica como cada um de nós vai lidar com cada situação.
Em pessoas diagnosticadas com ansiedade, a plasticidade costuma ser mais “resistente”, ou seja, o cérebro têm mais dificuldade em reorganizar e formar novas conexões.
Com essa confusão, os momentos bons acabam sendo encarados como banais, e os momentos neutros podem ser interpretados pelo cérebro como um momento ruim.

O estudo
Para descobrir isso, inicialmente os cientistas apresentaram aos voluntários três sons específicos, cada um correspondia a um resultado: perder dinheiro, ganhar dinheiro ou ficar na mesma.
Então, esses três sons foram misturados a outros 12 sons, e os especialistas pediram aos voluntários que identificassem quais daqueles ruídos já tinham sido ouvido por eles anteriormente, ou seja, eles tinham que sinalizar quando ouvissem um dos três primeiros sons apresentados.
Foi então que a surpresa aconteceu, os pesquisadores repararam que as pessoas diagnosticadas com ansiedade generalizavam os novos sons, pois tinha a propensão a achar que um som novo era um dos 3 primeiros apresentados no início do teste.
Eles não tinham problemas de audição, nem de aprendizado. Os sons eram encarados como experiências emocionais (ganhar ou perder dinheiro) e para as pessoas sem o transtorno, o experimento era compreendido somente como um teste.
“Os traços da ansiedade podem ser completamente normais e até benéficos do ponto de vista da evolução. Mas um evento emocional, mesmo que de pouca importância, pode induzir mudanças no cérebro que podem levar a um transtorno de ansiedade”, explicou o pesquisador envolvido no estudo, Rony Paz.

De quem é a culpa?
Segundo um estudo da Universidade de Wisconsin-Madison, ansiedade pode ser um fator hereditário. Enquanto isso, de acordo com os dados dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças, órgão do governo americano, só 25% das pessoas diagnosticadas com doenças mentais acreditam que as outras pessoas entendem suas experiências.
É muito importante que estudos como este continuem a serem feitos. A sociedade, com um todo, precisa entender que não podemos responsabilizar quem sofre de ansiedade por seus sintomas.
Fonte: Huffington Post

domingo, 9 de outubro de 2016

‘Doença do pombo’ pode atacar todo o sistema nervoso do ser humano


Quando se instala no cérebro, é chamada neurocriptococose e causa meningite e meningoencefalite
Eles parecem inofensivos, mas não são! Os pombos são os principais transmissores de uma doença grave: a criptococose. Conhecida como “doença do pombo”, ela é provocada por um fungo presente nas fezes dessas aves. Quando a sujeira seca, o fungo se espalha pelo ar e pode ser aspirado pelo homem. A doença pode atacar o sistema respiratório, provocando pneumonia, e também o sistema nervoso central. Quando se instala no cérebro, é chamada neurocriptococose e causa meningite e meningoencefalite, que são inflamações nas membranas cerebrais.
“Essa infecção pode atingir qualquer pessoa, mesmo quem está com a saúde perfeita. Porém, é mais comum em pacientes com outras enfermidades, como Aids, diabetes ou câncer”, explica o neurologista Hélio Hiller de Mesquita, que mantém consultório em Araçatuba. “Os primeiros sintomas são febre, mal-estar, falta de apetite e uma dor de cabeça intensa”, afirma o especialista. “Geralmente os sintomas se desenvolvem lentamente. Nos casos mais graves pode haver alterações na visão e comprometimento das funções mentais como confusão, delírio e rebaixamento da consciência.” Ainda segundo o médico, o diagnóstico é feito por meio do exame de líquor, que é o líquido presente dentro do canal vertebral e que envolve o cérebro.
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Quando há demora no diagnóstico, a vida do paciente pode correr risco. Foi o caso do locutor de rodeio Waldemar Ruy dos Santos, o Asa Branca, de 51 anos. Soropositivo há oito anos, ele apresentou sinais da neurocriptococose em 2010 e passou por vários médicos até que o problema fosse identificado. “Ele sentia muita dor de cabeça e começou a perder a coordenação motora”, conta a mulher de Asa Branca, Sandra Maria dos Santos, que acompanha de perto a recuperação do locutor.
Fonte: Folha da Região

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Brasileiros desenvolvem vacina contra vício em cocaína - Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o consumo de cocaína no Brasil é quatro vezes maior que a média mundial.

Pesquisadores brasileiros estão desenvolvendo há dois anos e meio uma vacina que pretende eliminar a dependência de cocaína, revelaram na segunda-feira os participantes do projeto, que está em fase de testes com animais.
“Desenvolvemos uma molécula que estimula a produção de anticorpos contra a cocaína no sistema imunológico”, afirmou à AFP o professor Angelo de Fátima, do departamento de Química Orgânica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), um dos responsáveis pela pesquisa.
“Esses anticorpos capturam a cocaína, impedindo-a de chegar ao cérebro, e reduzem os efeitos euforizantes da droga, o que leva o usuário a perder interesse” no seu consumo, explicou o acadêmico.
De Fátima lembrou que nos Estados Unidos há pesquisas nesse mesmo sentido, mas com moléculas diferentes.
“Nossa molécula é distinta da americana. A nossa carece da parte proteica”, declarou, sem revelar o nome da molécula utilizada, pois esta “ainda não foi patenteada”.
Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o consumo de cocaína no Brasil é quatro vezes maior que a média mundial.
Perante esta situação, a vacina é uma estratégia promissora para o tratamento do vício.
A princípio, a vacina só será usada por pacientes altamente motivados a parar de tomar drogas, para a prevenção do abuso de cocaína por crianças e adolescentes, ou na luta contra o crack, diz Fátima.
Portal no Ar

quinta-feira, 17 de março de 2016

Pacientes com Alzheimer poderão recuperar as memórias

Pesquisa indica que o mal de Alzheimer não provoca perda de memória, mas, sim, dificuldade em recuperá-la. Estudiosos publicaram tese na revista Nature, onde afirmam que há possibilidade de um tratamento que pode algum dia curar os danos causados pela demência.
A pesquisa realizada com camundongos, que tendem a ter princípios comuns em termos de memória, mostrou que o estímulo nas áreas específicas do cérebro os ajudou a conseguir lembrar as experiências que antes não tinham acesso. Este resultado demonstra que o Alzheimer não destrói as memórias.
A técnica utilizada para estimular o cérebro denomina-se optogenética, inserção de um gene especial nos neurônios para torná-los sensíveis à luz azul.
Após isso, estimula-se as partes específicas do cérebro.
Esta pesquisa ajudará milhões de pessoas no mundo, mas ainda é preciso trabalhar mais nesta descoberta.
Robson Pires

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

RN tem 188 casos notificados de microcefalia

Entre os casos notificados, 61 foram confirmados


Por Redação

A Secretaria de Estado da Saúde Pública divulgou na tarde de hoje o mais recente boletim epidemiológico de microcefalia no Rio Grande do Norte. Até a semana epidemiológica nº 02, terminada em 16/01/2016, a Sesap registrou um total de 188 casos suspeitos de microcefalia relacionada ao Zika vírus, sendo três casos de intra-útero e 181 nascidos vivos, 2 nascimortos e 2 abortos. Até o momento ocorreram 16 óbitos.
Entre os casos notificados, 61 foram confirmados (53 por exame de imagem com alteração típica de infecção e quatro pelo isolamento do vírus zika e 4 óbitos pelo exame PCR) e 14 descartados para microcefalia relacionada à infecção congênita. Os casos notificados estão distribuídos em 49 municípios do RN.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), através da Coordenadoria de Promoção à Saúde (CPS) recebeu recentemente a confirmação da associação entre o Zika vírus com a microcefalia e outras malformações. Um exame realizado pelo Centro de Prevenção e Controle (CDC) dos Estados Unidos confirmou a hipótese em quatro casos.
Os quatro casos são relativos a dois abortos e dois recém-nascidos falecidos com poucas horas de vida. Todos os casos foram positivos para Zika vírus usando PCR, e as amostras do cérebro dos dois recém-nascidos submetidas à análise imunohistoquímica foram positivas. Ambos apresentavam microcefalia e outras malformações.
De acordo com a investigação clínico-epidemiológica feita pela UFRN, todas as gestantes apresentaram febre e exantema (manchas vermelhas) durante a gestação. Em relação aos casos de aborto, as amostras foram testadas para toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes vírus e dengue, todas com resultados negativos.
Portal no Ar

sábado, 9 de janeiro de 2016

Novo estudo sugere caminho para frear Alzheimer


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Um estudo britânico sugere que o bloqueio da produção de nova células do sistema imunológico no cérebro pode reduzir problemas de memória comuns em casos do mal de Alzheimer. Pesquisadores da Universidade de Southampton dizem que a descoberta reforça a teoria de dá ainda mais credibilidade à teoria de que a doença é provocada por inflamação no cérebro.
Um remédio usado para bloquear a produção destas células imunológicas – chamadas micróglias – no cérebro de ratos teve resultados positivos. Os especialistas afirmam que os resultados são animadores e poderão levar à criação de novos tratamentos para a doença.
As maioria dos medicamentos usados atualmente para tratar demência têm como alvo as placas amilóides detectadas no cérebro de pessoas com o mal de Alzheimer. Mas esta última pesquisa sugere que, na verdade, é preciso enfrentar a inflamação no cérebro causada pelas células micróglias para conter o avanço da doença. A pesquisa foi publicada na revista especializada Brain.

Robson Pires

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Síndrome do pânico melhora com atividade física - A síndrome do pânico é uma das doenças psiquiátricas mais comuns do mundo

Pessoas com síndrome do pânico costumam ter baixíssima tolerância ao exercício. Muito provavelmente, segundo cientistas, devido aos sintomas manifestados num ataque, como taquicardia. Num ciclo vicioso, essas pessoas costumam apresentar baixo condicionamento cardiorrespiratório. Porém, é justamente o exercício que tem feito pacientes assim ganharem qualidade de vida, autoconfiança e supressão de crises extremas de ansiedade.
A síndrome do pânico é uma das doenças psiquiátricas mais comuns do mundo. Afeta entre 1,7% e 5% da população global, e a Organização Mundial de Saúde (OMS) a lista entre as 20 doenças mais debilitantes do planeta. Um estudo pioneiro dos pesquisadores brasileiros Raphael Marques Gomes, Aline Sardinha, Claudio Gil Araújo, Antonio Nardi e Andrea Deslandes, todos da UFRJ, mostrou que treinamento aeróbico pode ajudar a controlá-la.
O editor de livros Ronaldo Bolsas Pereira Teixeira, de 63 anos, convive com a síndrome do pânico desde 1980. Há dez anos, porém, viu sua vida melhorar com programa de exercícios. Ele faz atividade física regularmente, sob a supervisão de Araújo:
— No início, tinha medo, porque os ataques de ansiedade fazem com o que coração dispare. Você teme infartar. Vira hipocondríaco. Aos poucos, o treinamento lhe mostra que isso não é verdade. Com o exercício mais intenso, sua pulsação sobe mais do que num ataque. E nada acontece. Você descobre que ficará bem. É uma sensação maravilhosa. Devolve a autoconfiança.
Ele conta que as medicações auxiliam em muitos aspectos, mas não eliminam, por exemplo, uma hipocondria intensa:
— Com exercício, ela desaparece. Você vê na prática que os sintomas não têm fundamento.
Fonte: O Globo

segunda-feira, 3 de março de 2014

Estudo identifica diferenças cerebrais relacionadas à insônia

Insônia
Insônia: desordem afeta o cérebro 24 horas por dia, diz estudo (Thinkstock)
 
 
Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, afirmaram que insones crônicos têm maior plasticidade e atividade em uma região do cérebro que controla o movimento do que as que pessoas que dormem bem. O estudo será publicado na edição de março do periódico Sleep.
Os pesquisadores descobriram que o córtex motor do cérebro de insones crônicos é mais adaptável a mudanças, isto é, mais plástico, do que o das pessoas sem o problema. Eles também constataram que os neurônios dessa região são mais ativos nas vítimas de insônia crônica, sugerindo que essas pessoas estão em um estado constante de processamento de informações, o que pode interferir no sono. "A insônia não é uma desordem noturna", diz a líder do estudo, Rachel E. Salas, professora assistente de neurologia da universidade. "Trata-se de uma condição que afeta o cérebro 24 horas por dia, como um interruptor de luz que está sempre aceso."

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Para o estudo, Rachel e sua equipe utilizaram estimulação magnética transcraniana (EMT), uma técnica indolor e não invasiva que aplica correntes eletromagnéticas em áreas específicas do cérebro e pode, de modo seguro e rápido, interferir na função da área estimulada. 
Os cientistas recrutaram 28 adultos, dentre eles dezoito que sofriam de insônia há pelo menos um ano e dez que não tinham problemas para dormir. Cada voluntário teve eletrodos fixados no polegar dominante, assim como um acelerômetro, para medir a velocidade e a direção do dedo. Em seguida, os pesquisadores emitiram 65 pulsos elétricos nas áreas do córtex motor dos participantes, enquanto observavam os movimentos involuntários gerados no polegar. Os voluntários também foram treinados para mover o polegar na direção oposta ao movimento involuntário original, e submetidos ao teste novamente. Quanto mais o dedo se mexesse na nova direção, mais o córtex motor poderia ser considerado plástico.
Como a falta de sono durante a noite tem sido associada à diminuição da memória e da concentração durante o dia, Raquel e seus colegas suspeitavam que o cérebro dos dorminhocos fosse mais adaptável. O resultado, no entanto, foi o oposto. Segundo Rachel, o estudo mostra que a EMT pode ajudar no diagnóstico e no tratamento de insônia, por meio da redução da atividade do córtex motor.

Veja

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Mulheres correm mais riscos de sofrer AVC do que homens

As mulheres, de todas as idades, correm mais riscos de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do que os homens. Elas devem, por isso, ficar atentas à pressão arterial, de acordo com as novas recomendações da Associação Norte-Americana do Coração. As mulheres têm também maiores fatores de risco que favorecem os acidentes cerebrais, como enxaquecas, depressão, diabetes e arritmia cardíaca. Os acidentes vasculares cerebrais são a terceira causa de mortalidade entre as mulheres, depois das doenças cardíacas e do câncer, que é a quinta causa de morte nos homens.  
O novo guia lembra a importância de controlar regularmente a pressão arterial, principalmente em mulheres jovens, antes de tomarem contraceptivos e de ficarem grávidas. Os sintomas de um AVC em mulheres são similares aos dos homens: dormência súbita ou fraqueza do braço, dificuldade em falar ou compreender o que dizem os outros. Segundo os autores do estudo, os sintomas de um acidente vascular cerebral nas mulheres podem ser mais sutis, uma vez que elas têm mais dificuldades em se expressar ou estar cientes do seu ambiente. Um acidente vascular cerebral ocorre quando uma artéria que irriga o cérebro é obstruída por um coágulo, causando a destruição dos tecidos cerebrais.
 
Marcos Dantas

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Sorrir é tão eficiente quanto exercícios para o bem-estar

É científico, sorrir faz bem à saúde. O cérebro é induzido a produzir e liberar mais endorfina quando o indivíduo sorri. Esse neurotransmissor é responsável pelas sensações de prazer e bem-estar, além de ser um potente analgésico natural. O processo é semelhante ao que ocorre ao praticar exercícios físicos. Pode diminuir a pressão sanguínea, o estresse, além de estimular o sistema imunológico.
Em uma pesquisa da Universidade Loma Linda, na Califórnia, 14 voluntários foram monitorados enquanto assistiam comédias. Foi possível perceber uma queda significativa nos hormônios que causam estresse, na pressão sanguínea e até nos índices de colesterol. Segundo os pesquisadores, a terapia do riso pode reduzir a incidência de doenças do coração e diabetes.

Robinson Pires

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Doença de Alzheimer e as suas prevenções

Alzheimer: Níveis de duas proteínas específicas presentes no fluido que envolve o cérebro podem prever Alzheimer(Thinkstock)

A descoberta pode auxiliar no desenvolvimento de medicamentos capazes de postergar ou evitar o surgimento da doença

Cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, descobriram uma forma de detectar se os problemas de memória apresentados por um paciente podem evoluir para a doença de Alzheimer. Em um estudo, a equipe concluiu que níveis específicos de duas proteínas presentes no fluido cerebrospinal (líquido que envolve e protege o cérebro contra lesões) ajudam a prever o surgimento da doença até cinco anos antes do início dos sintomas.
Para os autores, a descoberta, publicada nesta quarta-feira na revista Neurology, pode auxiliar no desenvolvimento de medicamentos capazes de postergar ou evitar o surgimento do Alzheimer — atualmente, não existem drogas com esse efeito. Os pesquisadores acreditam que os testes feitos até agora falharam por terem sido realizados em pessoas que apresentavam sintomas relacionados ao Alzheimer e que possivelmente já haviam sido afetadas de forma mais grave pela doença. Acredita-se que a moléstia se desenvolva no cérebro pelo menos dez antes dos primeiros sintomas clínicos aparecerem.
“Quando vemos um paciente com pressão ou colesterol altos, não esperamos até que ele tenha uma insuficiência cardíaca para tratá-lo. O tratamento precoce em pessoas com doenças do coração evita que o problema se agrave, então é possível que o mesmo ocorra com indivíduos com Alzheimer pré-sintomático”, diz Marilyn Albert, professora de neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins e coordenadora do estudo.
Análise — A pesquisa de Marilyn se baseou em amostras de fluido cerebrospinal coletadas de 265 adultos saudáveis, entre 1996 e 2005. Durante o período da pesquisa e até o ano de 2009, os voluntários foram submetidos a diversos exames físicos e neuropsicológicos.
Os pesquisadores conseguiram identificar quais são os níveis de duas proteínas presentes no fluido cerebrospinal relacionadas a uma maior possibilidade de o comprometimento cognitivo evoluir para a doença de Alzheimer. Essas duas proteínas são a Tau e a beta-amiloide. A equipe demonstrou que quanto maior o nível da proteína Tau e menor o da beta-amiloide no fluido cerebrospinal, maiores as chances de desenvolver a enfermidade.
Segundo os autores, porém, mesmo que uma pesquisa maior confirme esses achados, ainda não será possível evitar o surgimento do Alzheimer justamente pelo fato de ainda não existir um medicamento capaz de fazer isso.
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Epilepsia: mitos, desconhecimento e verdades


Setembro é o mês nacional e latino-americano de combate à epilepsia


Se uma pessoa caísse diante de você, debatendo-se com um crise de epilepsia, qual seria sua primeira atitude para ajudá-la? Apesar da boa vontade, tem muita gente que não sabe o que fazer, e muito disso deve-se à aura de mitos, preconceitos e desinformação que cerca a doença. Para reverter essa situação, foi criado o Dia Nacional e Latino-Americano de Combate à Epilepsia, celebrado no último dia 9, mas com ações que se estendem por todo o mês de setembro. 
O objetivo é divulgar, esclarecer mitos e tabus, passar informação à população e melhorar a aceitação do problema bem como esclarecer sobre formas de tratamento e acesso a serviços, visando melhorar a qualidade de vida dos portadores e seus familiares. 

Estima-se que até 2% da população mundial sofra de epilepsia. No Brasil, cerca de 3 milhões de pessoas seriam epilépticas. 


A epilepsia é uma alteração temporária e reversível do cérebro, que provoca uma série de descargas elétricas e convulsões. Durante a crise são emitidos sinais cerebrais incorretos, o que faz a pessoa permanecer desacordada e debatendo-se, geralmente expelindo uma saliva espessa.

As crises duram, no máximo, cinco minutos e acabam sozinhas. Depois disso, muitas vezes, a pessoa adormece. É preciso ter calma e livrar-se de preconceitos para ajudar quem está passando por uma crise.

As causas podem ser muitas e variadas — desconhecidas ou com origens em sequelas de partos mal-sucedidos. Abuso com álcool e outras drogas, tumores cancerígenos e outros distúrbios neurológicos também podem gerar a doença. 

Cirurgia é novidade 
Os medicamentos administrados no tratamento contra a epilepsia agem bloqueando a atividade anormal do cérebro, evitando as crises e trazendo melhor qualidade de vida aos portadores da doença. O uso tem que ser seguido à risca por um longo período ou até que os espasmos cessem. Por muito tempo, até mesmo profissionais da área da saúde acreditaram só haver essa forma de amenizar os efeitos convulsivos. Mas existem novidades, inclusive cirúrgicas.

Cerca de 1/3 das pessoas com epilepsia apresentam comportamento refratário ao tratamento clínico. Neles, os medicamentos não fazem efeito. Por mais que usem, troquem, mudem a dose, as crises continuam.

Para essas pessoas, a cirurgia de epilepsia pode ser a solução. Após o especialista investigar e confirmar a origem das crises, o paciente é encaminhado para o procedimento, onde é retirado um pequeno pedaço do cérebro, justamente a parte doente.

Preconceito e antiguidade

Há registros dos primeiros casos de epilepsia ainda em 2.000 a.C., na antiga Babilônia. À doença era atribuído uma aura de magia e misticismo, acreditando-se que as pessoas estavam possuídas pelo demônio durante as crises. Já durante a Idade Média, foi considerada distúrbio mental e tida como contagiante — algo que muita gente ainda acredita hoje em dia. 



segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Iberê Ferreira se submete a cirurgia hoje a tarde para retirada de novo nódulo no cérebro

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Thaisa Galvão destaca em seu Blog que o ex-governador Iberê Ferreira de Souza, vice-presidente do PSB, se submeterá logo mais, às 14 horas, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, a mais uma cirurgia, para retirada de mais um nódulo no cérebro. Iberê disse que foi a São Paulo na quinta-feira, para mais uma revisão do tratamento contra o câncer, e os exames constataram o nódulo. O ex-governador já havia retirou um nódulo no cérebro.
“Os médicos não conseguiram identificar se trata-se de uma necrose por causa da radiocirurgia ou se é metástase. E como eu sempre adotei a política de não esconder nada, estou lhe informando”, disse Iberê, otimista como sempre foi em todas as 5 cirurgias às quais já se submeteu. Cirurgias que ele enumerou: “Uma no pulmão, uma na próstata, uma no intestino, uma no cérebro e na semana passada, uma de catarata”. Seggundo o ex-governador, o corticóide usado no tratamento afetou a visão e ele teve que ser operado mais uma vez.
Agora, com fé “em Santa Rita de Cássia, minha padroeira”, Iberê Ferreira volta à sala de cirurgia com a mesma equipe médica que o acompanha desde que a doença surgiu, há quase 3 anos, quando era governador e havia anunciado sua candidatura à reeleição. Segundo Iberê, o procedimento de hoje, como informaram seus médicos, será mais simples do que a primeira cirurgia do cérebro. É que a caixa craniana já foi aberta uma vez. “O caminho já está feito”, brincou o ex-governador, que está em São Paulo com a irmã Uiara e com o ex-chefe de gabinete, Leopoldo Rosado.
Por Marcos Dantas