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sábado, 3 de junho de 2017
Governo libera vacinação contra a gripe para toda a população - A campanha já tinha sido prorrogada até 9 de junho
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Butantan anuncia testes clínicos de vacina contra dengue em mais quatro cidades
Ensaios clínicos começarão no dia 5 de outubro em Brasília e Cuiabá e, no dia 19, no Recife e em Belo Horizonte
Por Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil
Mais quatro cidades brasileiras começaram a testar a terceira e última etapa da vacina da dengue, que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan. Os ensaios clínicos começarão no dia 5 de outubro em Brasília e Cuiabá e, no dia 19, no Recife e em Belo Horizonte. Até este momento, os testes envolvem 17 mil voluntários em 13 cidades brasileiras.
“Hoje estamos enfrentando este grande desafio. São anos de estudo. É a última fase da primeira vacina do mundo tetravalente com dose única e contra quatro tipos de vírus, com altíssimo índice de proteção. Estamos muito otimistas”, disse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, durante uma reunião entre pesquisadores do Instituto Butantan e de 14 centros de pesquisa de todo o país que estão conduzindo os ensaios clínicos da vacina contra a dengue.
Essa etapa da pesquisa servirá para comprovar a eficácia da vacina. Do total de voluntários, dois terços receberão a vacina e um terço, receberá placebo, que é uma substância com as mesmas características da vacina, mas sem os vírus, ou seja, sem efeito. Ninguém – nem a equipe médica, nem o voluntário – saberão quem receberá a vacina e quem receberá o placebo. O objetivo disso é descobrir, a partir dos exames que serão coletados desses voluntários, se quem tomou a vacina ficou protegido e se quem tomou o placebo contraiu a doença.
Os voluntários são pessoas saudáveis, que já tiveram, ou não, dengue em algum momento da vida e que se enquadrem em três faixas etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 anos e 18 a 59 anos. Durante cinco anos, eles serão acompanhados por uma equipe médica para verificar a eficácia da proteção oferecida pela vacina.
Ofensiva contra o Aedes aegypti
O governo paulista também anunciou hoje (19) uma nova ofensiva em todo o estado para evitar o avanço do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus, no próximo verão.
Chamada de Todos Juntos Contra o Aedes aegypti, a campanha contará com a participação de 20 mil agentes municipais e estaduais, além de mais 30,2 mil profissionais fazendo atividades extras aos sábados, visitando imóveis públicos, privados e baldios e removendo criadouros.
“Resolvemos dar continuidade ao mutirão, primeiro, contratando os voluntários que trabalharão aos sábados, com uma remuneração de R$ 120 por sábado trabalhado. Serão mais de 30 mil voluntários”, disse o secretário estadual da Saúde, David Uip. “A segunda ação é a busca por resíduos de pneus. São mais de 300 municípios envolvidos, e vamos em busca desses pneus, que são os principais redutos de mosquitos.”
Segundo Uip, de 1º de janeiro a 31 de agosto deste ano, o número de casos de dengue em todo o estado caiu 77%, na comparação com o mesmo período do ano passado, passando de 675.129 em 2015 para 154.180 casos da doença neste ano. Também houve queda de 84% no número de óbitos por dengue, que passaram de 482 entre janeiro e agosto do ano passado para 77 este ano.
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terça-feira, 6 de setembro de 2016
Brasileiros desenvolvem vacina contra vício em cocaína - Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o consumo de cocaína no Brasil é quatro vezes maior que a média mundial.
Pesquisadores brasileiros estão desenvolvendo há dois anos e meio uma vacina que pretende eliminar a dependência de cocaína, revelaram na segunda-feira os participantes do projeto, que está em fase de testes com animais.
“Desenvolvemos uma molécula que estimula a produção de anticorpos contra a cocaína no sistema imunológico”, afirmou à AFP o professor Angelo de Fátima, do departamento de Química Orgânica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), um dos responsáveis pela pesquisa.
“Esses anticorpos capturam a cocaína, impedindo-a de chegar ao cérebro, e reduzem os efeitos euforizantes da droga, o que leva o usuário a perder interesse” no seu consumo, explicou o acadêmico.
De Fátima lembrou que nos Estados Unidos há pesquisas nesse mesmo sentido, mas com moléculas diferentes.
“Nossa molécula é distinta da americana. A nossa carece da parte proteica”, declarou, sem revelar o nome da molécula utilizada, pois esta “ainda não foi patenteada”.
Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o consumo de cocaína no Brasil é quatro vezes maior que a média mundial.
Perante esta situação, a vacina é uma estratégia promissora para o tratamento do vício.
A princípio, a vacina só será usada por pacientes altamente motivados a parar de tomar drogas, para a prevenção do abuso de cocaína por crianças e adolescentes, ou na luta contra o crack, diz Fátima.
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sábado, 25 de junho de 2016
Vacina contra a dengue entra em fase de testes em todo o País
A fórmula tem potencial para proteger contra quatro vírus da doença com uma única dose
Por Agência Brasil
Os testes da terceira e última etapa da vacina contra a dengue, que já vinham sendo feitos desde fevereiro com 1,2 mil voluntários recrutados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), começaram a ser realizados também, nessa quinta-feira (23), com 1,2 mil voluntários na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), no interior paulista.
O Hospital das Clínicas e a Famerp são dois dos 14 centros de estudo credenciados pelo Instituto Butantã – que desenvolve a vacina -, onde serão feitos os testes da terceira etapa do projeto. Esta fase envolverá 17 mil pessoas em 13 cidades, nas cinco regiões do país. Na próxima semana, segundo o instituto, um centro em Manaus (AM) e outro em Boa Vista (RO) também darão início aos trabalhos.
A última etapa da pesquisa servirá para comprovar a eficácia da vacina. Do total de voluntários, dois terços receberão a vacina e um terço receberá placebo, que é uma substância com as mesmas características da vacina, mas sem os vírus, ou seja, sem efeito. Ninguém – nem a equipe médica e nem o voluntário – saberá quem vai receber a vacina e quem receberá o placebo. O objetivo é descobrir, a partir dos exames do material coletado desses voluntários, se quem tomou a vacina ficou protegido e se quem tomou o placebo contraiu a doença.
Segundo Jorge Kalil. diretor do Instituto Butantã, São José do Rio Preto é a única cidade sem ser uma capital que participará desta etapa. “É o único centro que não está em uma capital. [São José do] Rio Preto tem uma medicina de muito boa qualidade e está em uma região onde é muito forte a dengue. Então, é lugar bom para a gente testar [a vacina]”, disse Kalil, em entrevista à Agência Brasil.
Em São José do Rio Preto, a vacinação e o acompanhamento dos voluntários pela Famerp são feitos em uma Unidade Básica de Saúde. As pessoas que participarão do teste são voluntárias, saudáveis, que já tiveram ou não dengue em algum momento da vida e que se enquadrem em três faixas etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 e 18 a 59. Eles são acompanhados pela equipe médica por um período de cinco anos para verificar quanto tempo dura a proteção oferecida pela vacina.
“Essa última etapa significa que, nos 14 centros, vamos vacinar 17 mil pessoas em três faixas etárias. Vamos começar pelos adultos, depois os adolescentes e, em seguida, as crianças. Vamos dar a vacina em um estudo chamado de duplo cego aleatório, ou seja, nem a pessoa que administra nem a que recebe sabe se está tomando a vacina ou o placebo. Vamos ver os casos que vão ocorrer naturalmente de dengue. Há um comitê de observação que sabe quem recebeu uma coisa ou outra [placebo ou vacina], e que vai observar, por cálculos estatísticos, para mostrar se a vacina protege e em que percentual. Esperamos que proteja entre 80% e 90%”, acrescentou Kalil.
Segundo ele, a última etapa de testes pode durar em torno de um ano. “Podemos ter a resposta daqui a um ano, mas vamos acompanhar esses indivíduos por cinco anos porque queremos saber como eles vão se comportando nesse período: se ainda estarão protegidos contra a dengue e se haverá necessidade de uma dose de reforço no futuro”, disse.
O instituto estima que a vacina esteja disponível para registro até 2018. “Essa vacina é importante para o mundo todo. Há 3 bilhões de pessoas no mundo que têm risco de contrair a dengue e existem no Brasil, por ano, mais de 3 milhões de casos da doença, com mortalidade relativamente elevada”, acrescentou o diretor do instituto.
A vacina
A vacina contra a dengue tem potencial para proteger contra quatro vírus da doença com uma única dose. Ela é produzida com vírus vivos, mas geneticamente enfraquecidos. Com os vírus vivos, a resposta imunológica é maior, mas como eles estão atenuados, não há potencial para provocar a doença.
Nas etapas anteriores, a vacina foi testada em 900 pessoas: 600 na primeira fase de testes clínicos, feita nos Estados Unidos, e 300 na segunda etapa, realizada na cidade de São Paulo em parceria com a Faculdade de Medicina da USP (por meio do Hospital das Clínicas e do Instituto da Criança) e com o Instituto Adolfo Lutz.
Segundo Kalil, as demais fases de testes demonstraram que a vacina tem se comportado bem. “Se pegarmos todos os casos das outras fases, quando olhamos o nível de anticorpos neutralizantes produzidos, ou seja, o número de anticorpos que não deixam o vírus proliferar, vemos que ela induziu uma resposta muito forte contra os quatro sorotipos. Além de anticorpos, a vacina induz uma resposta celular, ou seja, a vacina ensina linfócitos chamados T a se defenderem do vírus e isso é um coadjuvante muito importante da resposta antiviral”, comentou.
Portal no Ar
sábado, 18 de junho de 2016
Surtos de caxumba no Brasil têm aumentado no Brasil
O número de surtos de caxumba no Brasil tem aumentado de forma significativa nos últimos anos, batendo recordes anuais em diversos municípios brasileiros, mesmo com a vacina para a doença disponível na rede pública de saúde. Segundo o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, há no país uma geração de jovens adultos que não recebeu as duas doses da vacina contra a caxumba e está mais propensa a ter a doença.
“Há vários anos o Brasil acumula uma parte da população não foi vacinada e isso propicia a circulação do vírus. Ainda não passaram por campanhas nacionais de vacinação para adultos da tríplice viral e nasceram antes de a vacina ser incorporada ao calendário nacional de vacinação na primeira infância.”
Além da maior quantidade de casos, o perfil dos contaminados também mudou. Nos últimos anos observou-se deslocamento da faixa etária da caxumba – que era mais comum em crianças pequenas – para crianças acima de dez anos, adolescentes e adultos jovens. Nesses casos, a doença pode ser mais severa e levar à encefalite e meningite. Segundo o especialista, é preciso ter atenção às possíveis complicações da doença, mas não há motivo para alarde.
Robson Pires
domingo, 8 de maio de 2016
Pesquisadores devem levar pelo menos cinco anos para concluir vacina de Zika
Pesquisadores ainda devem demorar pelo menos cinco anos até disponibilizar uma vacina contra o Zika, vírus já disseminado em todos os estados brasileiros e em cerca de 40 países e territórios. A previsão é o vice-diretor do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, José Cerbino Neto. “Isso envolve o desenvolvimento de adjuvantes, de estratégias vacinais, de modelos experimentais para persistência e resistência da infecção. Além disso, o produto tem que estar em condição de testagem humana, e isso leva tempo, e também leva tempo os estudos de fase um, dois e três”, disse Cerbino Neto, em audiência pública na Câmara dos Deputados na quinta-feira (5).
Para o desenvolvimento de um imunizante, são necessárias várias etapas, que vão desde a decisão de que tipo de tecnologia será usada até a comparação entre grupos que foram imunizados e que não foram. A primeira vacina contra a dengue, por exemplo, desenvolvida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur, levou 20 anos para ser concluída. Mas os especialistas ressaltam que, enquanto a dengue tem quatro subtipos, o zika só tem um, o que facilitaria. “Temos um horizonte de pelo menos cinco anos, antes disso, acho que a gente não tem como ter uma resposta mais concreta sobre a eficácia dessa vacina”.
Robson Pires
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sábado, 19 de março de 2016
Vacina contra zika deve ser testada em macacos até o fim do ano
Em maio, dois experimentos serão iniciados com macacos com a injetação do vírus nos animais para avaliar as reações
Por Estadão Conteúdo
Em parceria com pesquisadores americanos do Texas, o Instituto Evandro Chagas, órgão vinculado ao Ministério da Saúde, pretende iniciar testes de uma possível vacina contra o zika ainda neste ano, em macacos, afirmou Pedro Fernando da Costa Vasconcelos, diretor da instituição.
“Em maio, vamos iniciar dois experimentos com macacos injetando o vírus nos animais para avaliar as reações. E até o final do ano, já esperamos ter uma candidata a vacina para iniciar os testes pré-clínicos (em animais)”, explicou o pesquisador. O Instituto Butantã também faz estudos em busca de uma vacina contra a doença.
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sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Vacina promete interromper ciclo de transmissão da dengue
Cientistas descobriram um gene provável causador da infecção da dengue nas pessoas. E essa descoberta pode ajudar no desenvolvimento de uma vacina que interrompa o ciclo da doença no mosquito. As informações foram divulgadas na revista PLOS Pathogens.
De acordo com cientistas da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, a possível vacina contra a dengue seria aplicada em pessoas que já têm a doença. Como o mosquito aedes aegypti pode passar a doença a outras pessoas ao picar uma pessoa já infectada, a vacinação de pessoas com dengue pode interromper o ciclo e acabar com a proliferação da doença.
Tonya Colpitts e Michael Conway, líderes do estudo, descobriram um gene do mosquito, que batizaram como CRVP379, que é responsável pelo início da infecção nos humanos. Dessa maneira, quando os mosquitos picarem alguém já infectado, eles vão receber os anticorpos da vacina e isso interromperá o ciclo de infecção.
Robson Pires
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sábado, 2 de maio de 2015
Nova vacina pode eliminar câncer, dizem cientistas
O professor de medicina, Edgar Engleman, o líder do estudo, afirma que, a injeção pode eliminar tumores em fase inicial, assim como tumores mais desenvolvidos, em casos piores. “O resultado é impressionante. Nós conseguimos ver o tumor ser eliminado”, disse ele.
Ao incentivar o trabalho dos anticorpos no organismo, os cientistas conseguiram combater seis tipos de câncer: dois tipos de melanoma, linfoma, câncer de mama, pulmão e pâncreas. Por hora, os estudos só foram feitos em ratos de laboratório, mas Engleman afirma que o sistema de células imunológicas humanas deve ter uma resposta parecida.
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