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segunda-feira, 2 de maio de 2016

H1N1: entenda os sintomas da doença

A chegada do Outono, época que antecede a estação mais fria do ano, traz consigo alguns problemas comuns dessas estações, como gripes e resfriados. Além do aumento alarmante das arboviroses – dengue, chikungunya e zika vírus – neste início do ano, surge agora mais uma preocupação à população brasileira: a gripe H1N1.
“Os sintomas são muito parecidos, mas as chances de complicações e de hospitalizações com o vírus H1N1 são mais frequentes do que com os outros tipos de vírus influenza”, afirma o coordenador de infectologia pediátrica do Hospital Sabará de São Paulo, Dr. Marco Aurélio Sáfadi.
Os casos começaram a aparecer mais cedo este ano e ainda não se sabe a explicação para esse fenômeno. Torna-se preocupante ver casos de H1N1 no verão, já que essa é uma doença mais comum no inverno. Com alguns sintomas muito parecidos com os das arboviroses, que tiveram um grande aumento este ano, fazer um diagnóstico diferenciado pode ser um desafio, especialmente nos atendimentos dos prontos socorros. Sintomas como febre, dores musculares, dor de cabeça e fadiga se assemelham aos das arboviroses, mas a H1N1 se diferencia pela presença de coriza, problemas respiratórios e dor de garganta.
Robson Pires

sábado, 19 de março de 2016

Vacina contra zika deve ser testada em macacos até o fim do ano

Em maio, dois experimentos serão iniciados com macacos com a injetação do vírus nos animais para avaliar as reações


Por Estadão Conteúdo
 

Em parceria com pesquisadores americanos do Texas, o Instituto Evandro Chagas, órgão vinculado ao Ministério da Saúde, pretende iniciar testes de uma possível vacina contra o zika ainda neste ano, em macacos, afirmou Pedro Fernando da Costa Vasconcelos, diretor da instituição.
“Em maio, vamos iniciar dois experimentos com macacos injetando o vírus nos animais para avaliar as reações. E até o final do ano, já esperamos ter uma candidata a vacina para iniciar os testes pré-clínicos (em animais)”, explicou o pesquisador. O Instituto Butantã também faz estudos em busca de uma vacina contra a doença.
Portal no Ar

domingo, 6 de março de 2016

Diferença entre dengue, Zika e chikungunya é sutil, diz especialista

As três viroses que mais assustam o Brasil no momento – dengue, Zika e chikungunya – são doenças infecciosas agudas transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti. As semelhanças não param por aí: todas elas podem provocar febre, dor e manchas pelo corpo. “A diferença é sutil e o diagnóstico precisa ser clínico e epidemiológico, levando em conta a situação de infecções naquela localidade”, explicou a infectologista e epidemiologista Helena Brígida.

Em entrevista à Agência Brasil, a integrante do Comitê de Arboviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia destacou que, no caso da dengue, o sintoma de maior destaque é a febre, sempre alta e de início súbito. Já a característica mais marcante na infecção por chikungunya são as dores nas articulações, bem mais intensas que nas outras duas doenças. Por fim, o Zika tem como principal manifestação manchas pelo corpo bastante avermelhadas e que coçam muito, além de joelhos e tornozelos inchados.
“A gente tem que perguntar ao paciente se coça muito, se ele teve febre, se a febre passa quando ele toma remédio, se há dor nas juntas, se o pé está inchado. Não dá pra dizer logo de cara o que é. O médico tem que ouvir todo o conjunto de sintomas para definir a melhor conduta”, destacou. A especialista contou ainda que, em seis horas de plantão em um único dia, se deparou com quatro casos de Zika em seu consultório. A colega que atendia na sala ao lado, segundo ela, registrou outros quatro casos da mesma doença.
Robson Pires

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Ministros da Saúde do Mercosul discutem combate ao Aedes aegypti


aedes_dengue_1Os ministros da Saúde dos países do Mercosul vão se reunir hoje (3) em Montevidéu, no Uruguai, para discutir medidas conjuntas de combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, a febre chikungunya e o vírus Zika, relacionado ao aumento de casos de microcefalia no país.
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, vai representar o país no encontro. A reunião será aberta a integrantes da Comunidade dos Estados Latino-Americanos (Celac) e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).
Robson Pires

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Nordeste recebe R$ 44 milhões para combate ao Aedes aegypti e à microcefalia


dengue_zikaA presidenta Dilma Rousseff sancionou nesta sexta-feira (15) recurso extra de R$ 44.963 milhões à Região Nordeste do país para intensificar as ações e medidas de vigilância, prevenção e controle da dengue, febre chikungunya e Zika, sobretudo, por conta da situação de emergência em saúde pública de importância nacional que o país vive. Com a medida, serão beneficiados 1.794 municípios da Região.
Os recursos extras, aprovados para todo o país, irão se somar ao orçamento aprovado de R$ 1,27 bilhão destinado às ações de vigilância em saúde. A este montante do orçamento serão adicionados R$ 600 milhões destinados à Assistência Financeira Complementar da União para os Agentes de Combate às Endemias.
NORDESTE
1.794
44.963.347,12
AL
102
2.622.873,83
BA
417
11.332.150,44
CE
184
6.912.351,74
MA
217
7.497.110,35
PB
223
2.892.656,81
PE
185
6.700.808,27
PI
224
2.697.897,16
RN
167
2.648.656,09
SE
75
1.658.842,43
Robson Pires

sábado, 26 de dezembro de 2015

Pesquisadores da Fiocruz definem prioridades para eliminar o ‘Aedes aegypti’

A ideia é acompanhar desde o diagnóstico de zika na grávida aos primeiros anos da criança


Por Estadão Conteúdo
 

A Fundação Oswaldo Cruz criou um gabinete de crise para coordenar os estudos sobre a epidemia de microcefalia e traçar estratégias para o enfrentamento do vírus zika. O grupo, que reúne pesquisadores de diferentes institutos ligados à Fiocruz, definiu como prioridades desenvolver um kit diagnóstico que permita identificar com um só exame se a pessoa foi contaminada pelos vírus da dengue, zika ou chikungunya e desenhar estudo de longo prazo para avaliar os efeitos da microcefalia. A ideia é acompanhar desde o diagnóstico de zika na grávida aos primeiros anos da criança.
“(No Brasil) temos uma posição de protagonismo (nas pesquisas) que não desejaríamos ter. Muitos países estão observando nosso modo de trabalhar para saber o que fazer. A epidemia de microcefalia, além de singular, é das mais graves situações que a gente tem na história da saúde pública”, afirmou Valcler Rangel, vice-presidente da Fiocruz e coordenador adjunto do Gabinete para Enfrentamento da Emergência em Saúde Pública, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo.
O que já foi definido pelo gabinete de crise?
A grande prioridade é o desenvolvimento de tecnologia diagnóstica para ficar disponível nos laboratórios centrais brasileiros. Precisamos desenvolver kit diagnóstico que atenda dengue, chikungunya e zika ao mesmo tempo para facilitar o processo diagnóstico. Essa é uma carência que a gente tem hoje. Pesquisadores do Instituto Carlos Chagas, no Paraná, estão à frente desse estudo, que vem sendo feito em articulação com o Ministério da Saúde, com o Comitê da Operação de Emergência em Saúde. É preciso saber o nível de certeza que esse exame dá, se não há cruzamentos de reação, que possam confundir as doenças e dar falso negativo e falso positivo. Precisamos fazer isso porque será usado em larga escala. Também é fundamental que se iniciem estudos que documentem os casos que estão ocorrendo para fazer seu acompanhamento prospectivo.
Como será esse estudo?
Vamos acompanhar desde o momento de diagnóstico para avaliar as características que a microcefalia está apresentando. A ideia é acompanhar as gestantes desde o diagnóstico de zika, porque existem gestantes que os bebês não têm microcefalia. As mães passarão por investigação, responderão a perguntas, será feita coleta de exames. Não posso te afirmar o prazo de acompanhamento geral. A gente não sabe outras consequências que podem aparecer. A microcefalia certamente é das mais graves que poderiam ocorrer exceto o próprio óbito. Que outras má-formações ou que outras consequências podem estar ocorrendo? Esses estudos serão fundamentais para revelar isso também. É possível que elas tenham de ser acompanhadas por alguns anos.
O Brasil está construindo a literatura médica sobre zika. O País já teve protagonismo no estudo de uma doença como agora? É possível fazer um paralelo com a Doença de Chagas?
Eu diria que é mais ou menos parecido com Chagas. É claro que são épocas muito diferentes e a comparação é complexa. Carlos Chagas descreve todo o ciclo do Tripanossoma cruzi, o adoecimento, a sintomatologia, o ciclo do vetor. Não é à toa que Carlos Chagas foi cogitado para o Prêmio Nobel, em função de uma caracterização inédita para a ciência, de um país ter feito isso com um grupo de pesquisa. Certamente se assemelha à doença de Chagas nessa questão do protagonismo. Em outros aspectos, não: é uma doença aguda; é um vírus; tem capacidade de transmissão muito alta; casos que acontecem de uma hora para outra no território nacional, com condições de espraiamento regional e até para outros continentes. Certamente temos uma situação de protagonismo que não desejaríamos ter. As medidaps de proteção são conhecidas, mas até o momento não são eficazes, que é o controle do vetor. O vetor está presente em mais de 100 países e portanto, não é característica brasileira. Tem muitos elementos de dificuldade. Mas eu acho que, com muita mobilização social, a gente tem condição de vencer esse desafio.
Esse ponto foi discutido pelo gabinete de crise?
É a única certeza hoje: temos de eliminar o Aedes. Seja no desenvolvimento de larvicidas ou na possibilidade de usar técnicas novas e mobilizar a população. Defendemos que sejam criados comitês populares para o controle do mosquito, que mobilizem o setor público a fazer ações de combate que tenham permanência. Não teremos resultado nessa situação se não houver maneiras de a sociedade se organizar em torno do controle do vetor.
Portal no Ar

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Brasil tornou o zika vírus uma preocupação mundial


aedes_dengue_1A primeira vez que o mundo ouviu falar do zika vírus foi em 1947, após um experimento científico feito na floresta de Zika, em Uganda, para estudar a febre amarela. Na ocasião, um macaco rhesus ficou doente e morreu. Os cientistas descobriram o novo vírus ao tentar encontrar a causa da morte do animal.
De lá para cá, a presença do vírus já foi confirmada em quatro continentes. No Brasil, se espalhou por 18 Estados, provou sua relação com casos de microcefalia e fez com que o mundo prestasse mais atenção nesta doença até então considerada de baixa gravidade.
Robson Pires

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Tríplice epidemia faz do ‘Aedes Aegypti’ alvo nº1


Mosquitos transgênicos, estéreis e infectados com bactérias são algumas das "armas biológicas" que a ciência está desenvolvendo para incrementar o arsenal de guerra dos seres humanos contra o inseto -



Por Estadão Conteúdo
 

A luz verde dada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ao Instituto Butantã para prosseguir com os testes clínicos de uma vacina contra a dengue reacendeu as esperanças de um dia acabar com as sucessivas epidemias da doença. Mas isso agora é só uma parte do problema. O surgimento de dois outros vírus (zika e chikungunya) reforçou a necessidade de se encontrar uma solução para a origem comum de todas essas ameaças: o mosquito Aedes aegypti.
Mosquitos transgênicos, estéreis e infectados com bactérias são algumas das “armas biológicas” que a ciência está desenvolvendo para incrementar o arsenal de guerra dos seres humanos contra o inseto – historicamente limitado a aplicações de fumacê e campanhas de conscientização pública para eliminação de criadouros, que ajudam a atenuar, mas passam longe de resolver o problema.
Por mais engajadas que as pessoas sejam, dizem os especialistas, é impossível eliminar todos os focos de reprodução do mosquito em um ambiente urbano. “Precisamos de uma estratégia de controle integrado, com base na soma de várias ações”, diz a bioquímica Margareth Capurro, da Universidade de São Paulo (USP), que trabalha no desenvolvimento de mosquitos geneticamente modificados.
Uma das tecnologias mais avançadas nesse campo é o Aedes aegypti transgênico da empresa britânica Oxitec, introduzido no País em parceria com a brasileira Moscamed. Os mosquitos são modificados com um gene que torna a prole inviável, causando uma redução gradativa da população, à medida que eles copulam com os mosquitos selvagens.
O produto foi aprovado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) em 2014 e aguarda registro na Anvisa para poder ser comercializado. Em testes realizados na Bahia, as populações de Aedes aegypti foram reduzidas em até 95%. Um novo experimento está sendo feito desde abril em um bairro de Piracicaba, no interior paulista, com a soltura de 800 mil mosquitos transgênicos por semana. Resultados preliminares indicam uma redução de 50% da população local do inseto, segundo o diretor da Oxitec no Brasil, Glen Slade.
Uma das dificuldades, diz ele, é que as áreas tratadas são constantemente repovoadas por mosquitos selvagens do entorno, exigindo a liberação de mais transgênicos e reduzindo os benefícios locais da técnica.
Bactérias
Já a Fiocruz está testando no Rio uma tecnologia desenvolvida originalmente na Austrália, que usa uma bactéria chamada Wolbachia para tornar o Aedes resistente à infecção pelo vírus da dengue. Nos mosquitos que têm a bactéria, o vírus não consegue se desenvolver, de modo que a doença não é transmitida de uma pessoa picada para outra.
“Você não vai acabar com a população de mosquitos, mas vai substituí-la por outra, menos suscetível à transmissão de doenças”, explica Luciano Moreira, pesquisador da Fiocruz de Minas, que coordena o projeto no Brasil. Estudos recentes indicam que, além da dengue, os mosquitos com Wolbachia são também resistentes aos vírus zika e chikungunya.
A estratégia consiste em liberar machos e fêmeas de Aedes aegypti com Wolbachia no ambiente, para que eles copulem com os mosquitos selvagens e espalhem a bactéria pela população. Moreira ressalta que a Wolbachia é uma bactéria inofensiva para seres humanos e outros animais, presente naturalmente em muitos mosquitos, e não é transmitida na picada.
Testes preliminares estão sendo feitos em dois bairros: Tubiacanga, no Rio, e em Jurujuba, em Niterói, com apoio das comunidades e aprovação da Anvisa e órgãos ambientais. Os resultados preliminares indicam que mais da metade da população de mosquitos nessas duas localidades já está infectada com a bactéria. Ainda não está sendo avaliado, porém, qual é impacto disso na transmissão de doenças.
“São estratégias interessantes, mas não vejo isso sendo aplicável a uma cidade do tamanho de São Paulo ou do Rio”, avalia o infectologista Artur Timerman, referindo-se aos Aedes transgênicos e com Wolbachia.
Manutenção
Enquanto essas e outras estratégias não são aprimoradas, é essencial manter os esforços convencionais de eliminação de criadouros – única maneira testada e confirmada de reduzir a população de mosquitos, segundo o especialista Gonzalo Vecina, da Faculdade de Saúde Pública da USP e do Hospital Sírio-Libanês. “O que podemos fazer parece pouco, mas não é inócuo. Se não fizéssemos, a situação seria muito pior, com certeza.”
Portal no Ar

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Sete mortes de bebês com microcefalia são notificadas no RN e no Brasil casos somam 1.761

Mortes no Rio Grande do Norte ainda estão sob investigação para confirmar a associação da diminuição do cérebro à infecção pelo zika vírus


Por Estadão Conteudo
 

Casos suspeitos de microcefalia no Brasil já somam 1.761, em 422 municípios espalhados por 13 Estados e pelo Distrito Federal. O novo boletim epidemiológico foi divulgado na manhã desta terça-feira, 8, no Ministério da Saúde. Já foram notificados 19 mortes de bebês – sete só no Rio Grande do Norte -, ainda sob investigação para confirmar a associação da diminuição do cérebro à infecção pelo zika vírus.
Criança com microcefalia, segundo pediatras, pode ter problemas linguísticos, cognitivos e motores (Foto Astaffolani Wikimedia Common-Arquivo)
Criança com microcefalia, segundo pediatras, pode ter problemas linguísticos, cognitivos e motores (Foto Astaffolani Wikimedia Common-Arquivo)
Pernambuco segue liderando o número de casos, com 804. Em seguida, vêm Paraíba (316), Bahia (180), Rio Grande do Norte (106), Sergipe (96), Alagoas (81), Ceará (40), Maranhão (37), Piauí (36), Tocantins (29), Rio de Janeiro (23), Mato Grosso do Sul (9), Goiás (3) e Distrito Federal, com apenas um registro.
Na segunda-feira, 7, o ministério resolveu, para “incluir um número maior de bebês na investigação”, diminuir de 33 cm para 32 cm a medida padrão do perímetro cefálico dos bebês. Todos os recém-nascidos que apresentarem crânio menor que isso serão considerados suspeitos de microcefalia.
“Se forem descartadas outras causas, como toxoplasmose, sífilis ou problemas genéticos, o caso se enquadra como infecção por zika”, informou o diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde, Cláudio Maierovitch. “Pelo critério anterior, talvez tenhamos dado à situação uma dimensão maior do que realmente tem, mas preferimos não subestimar.”
Vigilância
Foi lançado, também, um protocolo de vigilância e resposta à ocorrência de microcefalia relacionada à infecção pelo zika. O documento estabelece diretrizes aos profissionais de saúde e áreas técnicas para lidar com casos suspeitos e pacientes confirmados, não sem frisar que ainda existem “várias lacunas” no conhecimento da doença.
Não se sabe, por exemplo, se uma mulher infectada pelo zika vírus terá problemas em gestações futuras. O mesmo sobre a amamentação. “É empírico, mas médicos recomendam a interrupção da amamentação enquanto o vírus ainda não foi eliminado do organismo, o que pode levar de cinco a 10 dias”, disse o diretor.
Quem planeja engravidar em breve deve ter “uma preocupação adicional com este novo vírus que está circulando”, afirmou Maierovitch, “mas não nos cabe influenciar na decisão da mulher.”
O secretário de Vigilância em Saúde, Antônio Carlos Nardi, disse que a guerra contra o Aedes aegypti, transmissor do vírus, deve continuar, e que isso depende não só dos agentes públicos, mas também de “um esforço da população”.
A partir desta terça-feira, de acordo com o novo protocolo, as vigilâncias de Estados e municípios deverão detectar casos não apenas em recém-nascidos, mas também monitorar gestantes com possível infecção por zika, fetos com alterações no sistema nervoso, abortos espontâneos e nascidos mortos suspeitos de contrair o vírus.
Maierovitch afirmou que existem pesquisadores interessados em buscar recursos, junto ao governo federal, para desenvolver uma vacina contra o zika. “O processo é demorado, já que exige uma série de estudos clínicos que pode levar mais de uma década. Além disso, é preciso um pouco de sorte. Não vamos vender falsas expectativas.”
Histórico
O zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, foi isolado pela primeira vez em 1947, em uma floresta africana. Em 2015, apareceu na Região Nordeste do Brasil. Depois das análises feitas pelo Instituto Evandro Chagas, do Pará, o Ministério da Saúde confirmou que o vírus está associado a um aumento de casos de microcefalia.
O zika invade a placenta da mulher grávida, entra na corrente sanguínea do bebê e provoca uma inflamação dos neurônios, comprometendo a formação do cérebro, que fica diminuído. A criança com microcefalia, segundo pediatras, pode ter problemas linguísticos, cognitivos e motores, retardando o desenvolvimento de habilidades básicas como falar, sentar, engatinhar e andar.
Portal no Ar