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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Música ajuda a prevenir e frear desenvolvimento de Alzheimer, diz estudo

Mesmo quem não tem Alzheimer pode se beneficiar muito com o conhecimento musical
Pesquisa descobriu que a música fica armazenada em uma parte diferente do cérebro da que guarda a maior parte das nossas memórias

Toca uma música antiga no rádio e, de repente, você se vê cantando junto. Já passou por isso? Mesmo sem nem lembrar que a canção existia, de alguma forma ela estava lá, armazenada na sua cabeça.
Há alguns anos, cientistas do Instituto Max Planck de Neurociência e da Cognição Humana, em Leipzig, na Alemanha, se questionaram por que pacientes com Alzheimer conseguiam se lembrar de melodias ou apresentar fortes emoções ao ouvir canções que marcaram suas vidas. Foi quando eles descobriram que a música fica armazenada em uma parte diferente do cérebro da que guarda a maior parte das nossas memórias.
O documentário “Alive Inside” mostra isso na prática. Um dos pacientes com Alzheimer retratados no filme começa a responder sobre seu passado com lucidez logo após ouvir uma música.
Custódio Michailowsky, neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, explica que o uso da musicoterapia no tratamento de pacientes com Alzheimer está bem estabelecido. “Ela pode trazer memórias passadas e retardar o processo de degeneração”, explica.
Além disso, a música ainda pode ajudar na socialização do paciente. “Se a pessoa se isola, isso vira uma bola de neve. A música traz emoção, traz motivação para a pessoa. Além de fazer dançar, se mexer”, afirma Michailowsky. Portanto, pode-se dizer que ela estimula até a atividade física.
Prevenção
Mesmo quem não tem Alzheimer pode se beneficiar muito com o conhecimento musical. “É importante a ativação das atividades artísticas. Através da educação artística, o cérebro se desenvolve mais rapidamente. Pode ser pela música, escultura, desenho…”, defende o especialista.
“Pessoas que têm a habilidade de ouvir uma música e tocá-la ou identificar as notas têm o lobo temporal esquerdo melhor desenvolvido”, explica. A música “exercita” diversas partes do cérebro ao mesmo tempo, o que ajuda a prevenir o Alzheimer.
Sensações
“Acredita-se que a única forma de nos comunicarmos com uma civilização de fora da Terra, se encontrarmos uma, é pela música”, relata, ainda Michailowsky, já que as notas musicais transmitem sensações sem precisar de palavras. “A música é muito importante. É umas das coisas que mais provocam excitação do cérebro. Além dos circuitos, há liberação de substâncias, como a serotonina e até algumas análogas da morfina”, finaliza o neurologista.
Agora RN

sexta-feira, 8 de abril de 2016

8 de abril: Dia mundial de combate ao câncer reforça importância de exercícios físicos para prevenir a doença

Sedentarismo e obesidade são a segunda maior causa dos tumores


Por Redação
Nesta sexta-feira (8) é celebrado o dia mundial de combate ao câncer. A data não é lembrada por acaso. No Brasil, é o câncer a segunda causa de morte por doença, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Na estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para o biênio 2016/2017, o Brasil deve registrar 596 mil casos de câncer. Mundialmente, a incidência do câncer cresceu 20% na última década.
E uma das melhores maneiras para evitar a doença está ao alcance de qualquer pessoa. Fazer aquela caminhada no parque ou andar de bicicleta perto de casa não tem resultados apenas para eliminar a gordurinha localizada na barriga. A atividade física frequente pode evitar um tumor.

Segundo o INCA, obesidade e sedentarismo juntos são responsáveis por 20% dos casos de câncer de mama, 50% dos carcinomas de endométrio, 25% dos tumores malignos do cólon e 37% de esôfago. O Ministério da Saúde completa que os dois fatores combinados formam a segunda maior causa de câncer que poderia ser prevenida, atrás apenas do tabagismo.
Portal no Ar

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Cresce número de homens que retiram as mamas para evitar câncer

De acordo com os pesquisadores, a dupla Operação Grifos só é recomendada para uma pequena proporção de homens e a taxa observada no estudo supera essa proporção(Istock/Getty Images)

De acordo com novo estudo, o índice de homens optam pela dupla mastectomia preventiva para evitar câncer de mama aumentou de 3% para 5,6%

O número de homens americanos com câncer de mama que optam pela dupla mastectomia aumentou de 3%, em 2004, para 5,6% em 2011. É o que diz um estudo publicado na última edição da revista científica JAMA Surgery.
A pesquisa, conduzida pela Sociedade Americana de Câncer e o Instituto Dana Faber para o Câncer, incluiu dados de 6 332 homens. Embora os pesquisadores não saibam afirmar os motivos dessa tendência, eles acreditam que seja uma combinação de fatores: garantir a prevenção máxima para evitar o surgimento da doença, o aumento da disponibilidade de testes genéticos e o "efeito Angelina Jolie", que retirou as mamas de forma preventiva.
De acordo com os autores, o mesmo padrão de comportamento já havia sido observado em mulheres. Eles ressaltam, contudo, que esse tipo de procedimento - retirar uma mama que está saudável - nem sempre é necessário.
"A operação só é recomendada para uma pequena proporção de homens (que tem a mutação no gene BRCA) e a taxa observada no estudo é maior que essa proporção. Além disso, há uma falta de evidências que sugerem que tais mastectomias ajudam os pacientes a viver mais tempo", afirmou Ahmedin Jemal, vice presidente de vigilância e serviços pesquisa de saúde da Sociedade Americana de Câncer e principal autor do estudo, ao site especializado Live Science.
Os pesquisadores descobriram que, em média, os homens que optaram pelo procedimento, eram mais jovens do que aqueles que não o fizeram. A taxa de dupla mastectomia também foi diminuindo conforme a idade dos pacientes aumentava.
De acordo com a Sociedade Americana de Câncer, o tumor de mama é 100 vezes mais comum em mulheres do que em homens, mas não é exclusivo delas como o câncer de ovário. Nos Estados Unidos, são estimados cerca de 2 350 novos casos de câncer de mama em homens, em 2015.
(Da redação)

domingo, 31 de maio de 2015

Os seis alimentos anticâncer que não podem faltar no seu cardápio

Tomate
Couve
Chá-verde
Alho
Frutas e verduras ricas em vitamina C
uva
Nos últimos anos, diversas pesquisas mostraram que uma alimentação equilibrada influencia na qualidade de vida. Alguns desses estudos focam, sobretudo, nos benefícios de determinados alimentos para a prevenção contra o câncer, uma das doenças que mais matam no Brasil e no mundo, principalmente o câncer de mama, próstata e pulmão. Diz o médico Paulo Hoff, chefe da oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. "Sabemos por análises retrospectivas que determinados alimentos, sobretudo as frutas e verduras, quando consumidos regularmente, podem ter um efeito protetor".
O recém-lançado livro A Dieta Anticâncer-Prevenir é o melhor Remédio (tradução Téo Lorent; Escrituras Médicas, 200 páginas, 34,90 reais), escrito pela farmacêutica espanhola María Tránsito López, funciona como um guia de saúde, apresentando dezenas de alimentos que podem ser grandes aliados na prevenção contra o câncer. Todos os alimentos podem ser facilmente introduzidos ao cardápio diário.
O livro também orienta sobre o preparo dos alimentos e a quantidade consumida. Estima-se, por exemplo, que pessoas com 13 quilos a mais passam a ter mais predisposição ao câncer, principalmente o de mama e de útero. Isso porque o excesso de tecido adiposo pode alterar os níveis de hormônios sexuais, desencadeando, portanto, o surgimento das doenças.
Mas atenção: frente a qualquer suspeita da doença, é fundamental ter a orientação médica. Algumas substâncias anticâncer podem fazer mal em determinadas situações. Tome-se como exemplo, o chá verde. A bebida é um potente antioxidante, mecanismo associado ao câncer. No entanto, ela é contraindicado para grávidas e pessoas com problemas de epilepsia, úlcera gastroduodenal, insônia e alterações cardiovasculares graves.
Veja

sábado, 2 de maio de 2015

Nova vacina pode eliminar câncer, dizem cientistas


celula cancerPesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma vacina com anticorpos que poderia eliminar o câncer. De acordo com informações do DailyMail, os estudos apontam que o sistema imunológico pode ser treinado para combater alguns tipos da doença, como o câncer pancreático, de mama e o de pulmão. O estudo foi publicado no Jornal Nature.
O professor de medicina, Edgar Engleman, o líder do estudo, afirma que, a injeção pode eliminar tumores em fase inicial, assim como tumores mais desenvolvidos, em casos piores. “O resultado é impressionante. Nós conseguimos ver o tumor ser eliminado”, disse ele.
Ao incentivar o trabalho dos anticorpos no organismo, os cientistas conseguiram combater seis tipos de câncer: dois tipos de melanoma, linfoma, câncer de mama, pulmão e pâncreas. Por hora, os estudos só foram feitos em ratos de laboratório, mas Engleman afirma que o sistema de células imunológicas humanas deve ter uma resposta parecida.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Jabuticaba ajuda a prevenir câncer de próstata e leucemia


Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A fruta possui poucas calorias, em torno de 58 a cada 100 gramas

Ela tem um tamanho diminuto, mas se constitui uma poderosa aliada à saúde do organismo. Além de contribuir para a boa nutrição, a jabuticaba também auxilia a prevenir doenças. Típica da Mata Atlântica, a frutinha cresce grudada aos troncos e ramos da árvore que popularmente é conhecida como jabuticabeira. Saborosa, é utilizada também para fazer doces, sucos, geleias, licores, vinhos, entre outras guloseimas.
 Além de deliciosa, a jabuticaba é fundamental para a saúde, já que possui vitaminas do complexo B e C. Possui poucas calorias, em torno de 58 a cada 100 gramas. Rica em sais minerais como cálcio, fósforo e ferro, é oxidante, ou seja, auxilia no combate aos radicais livres, substâncias que provocam o envelhecimento precoce das células.
Além de tudo a frutinha ajuda a prevenir o câncer de próstata e a leucemia, segundo estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em abril deste ano. De acordo com os estudos, os compostos presentes na casca da jabuticaba reduzem em até 50% a produção de células cancerígenas no organismo.
A pectina encontrada na casca da fruta é uma fibra solúvel que corrige o alto teor de colesterol, diminuindo também o risco de cálculos biliares. É igualmente indicada nos casos de hipoglicemia e diabetes, para que os níveis de glicose (açúcar) no sangue sejam mantidos mais próximos da normalidade.
Como a jabuticaba é rica em açúcar, deve ser colhida e consumida na hora, para evitar-se a fermentação, conseqüentemente, a alteração do seu sabor e de seu valor nutricional. Quando colhidas, as jabuticabas se deterioram muito rapidamente. Por um ou dois dias, elas podem ser guardadas na geladeira, mas não deve passar disso.
Fonte: MSN

domingo, 11 de janeiro de 2015

Diariamente mais de 80 usuários de drogas tentam deixar o vício

Serviço atende de forma anônima, 24 horas por dia, incluindo feriados e finais de semana.


Por Marcelo Brandão, da Agência Brasil
Usuários têm tentado deixar de usar. (Foto: Tânia Rego/ABr)
Usuários têm tentado deixar de usar. (Foto: Tânia Rego/ABr)
A média mensal de atendimento a usuários de drogas pelo serviço Disque 132 ultrapassou a marca de 2.500, cerca de 83 por dia, segundo o mais recente levantamento do Serviço Nacional de Orientações e Informações sobre Drogas.
Os atendimentos aos envolvidos com cocaína e derivados, como o crack, cresceram 13%, representando 46% dos casos em 2014. O serviço atende de forma anônima, 24 horas por dia, incluindo feriados e finais de semana.
O Disque 132 dá orientação aos usuários sobre a necessidade de deixar o vício, e aos parentes como conviver com o problema e manter bom relacionamento com o viciado. O serviço faz parte do Programa Crack, é Possível Vencer, do Ministério da Justiça.
O atendimento é feito por uma equipe de 80 estudantes da área de saúde,  supervisionados por profissionais formados na área. O treinamento dura até dois meses e os habilita a dar informações adaptadas a cada situação.
“Se uma mãe liga, a gente orienta como abordar o filho para que ele procure ajuda. No caso do usuário, o atendente vai tentar descobrir o que ele está passando e, a partir disso, criar uma estratégia para motivar a pessoa a parar de usar drogas”, explicou a assessoria de comunicação do Ligue 132.
“O serviço se preocupa em ouvir tanto o usuário quanto os parentes e presta aconselhamento por meio breve intervenção, estimulando-os a refletir e mudar seu comportamento”, disse a coordenadora de pesquisa do Ligue 132, Maristela Ferigolo.
Portal no Ar

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Pesquisa diz que sexo oral causa mais câncer de garganta que cigarro e bebida


Existem 200 tipos de HPV e podem provocar lesões de pele

Um estudo norte-americano aponta o sexo oral como o principal fator do desenvolvimento do câncer de garganta, superando os atos de fumar e ingerir bebidas alcoolicas.


A pesquisa da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, mostra que o papiloma vírus (HPV) é a principal causa desse tipo de câncer em pessoas com menos de 50 anos. O resultado da pesquisa diz que pelo menos 50% dos cânceres de orofaringe (parte visível da garganta quando uma pessoa abre a boca) têm estreita relação com o HPV.


Quem teve mais de seis parceiros tem nove vezes mais chances de contrair a doença. Se teve algum tipo de infecção provocada pelo HPV, o risco sobe para 32 vezes.

“O vírus é transmitido por contato interpessoal, principalmente, via transmissão sexual. O sexo oral desprotegido tem papel importante na infecção do HPV para a garganta”, explica o médico da Clínica Otorrino de Brasília (CEOL), Caio Athayde.]


Existem 200 tipos de HPV e podem provocar lesões de pele. A maioria das infecções são assintomáticas, assim, muitas pessoas não sabem que têm a doença. Por isso, o vírus é disseminado rapidamente. Na Suécia, por exemplo, 25% dos casos tinham relação com com o HPV há 40 anos. Hoje, pulou para 90%.
“A pesquisa aponta para uma nova tendência para o câncer de garganta”, diz o médico. “A vacinação contra o HPV e a orientação do sexo protegido são as principais orientações para a população geral”, aconselha. Há uma campanha para a vacinação de meninas antes da vida sexual ativa, mas ele alerta que é importante vacinar os meninos também e que isso poderia conter drasticamente a infecção.
Fonte: Jornal de Brasília

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Avanço do Diabetes

O avanço do diabetes no mundo é uma verdadeira bomba relógio, de pavio curto, queimando devagar e perigosamente. O número de casos cresce de forma bastante preocupante. Cerca de cinco milhões de pessoas morreram da doença e suas complicações apenas em 2013. E as expectativas não são nada animadoras.

A Federação Internacional de Diabetes estima que mais de 38 milhões de pessoas terão diabetes até 2035 na América Latina. Atualmente, são 24 milhões — o que representa 9% dos adultos do continente.

O Brasil segue a tendência de avanço da doença. Hoje, mais de 13 milhões de brasileiros  são diabéticos e as estimativas são de que esse número  ultrapasse os 19 milhões até 2030, um crescimento de 58% em um espaço de 20 anos.
Adriano AbreuMais de 13 milhões de brasileiros são diabéticos, e as estimativas são de que esse número ultrapasse os 19 milhões até 2030Mais de 13 milhões de brasileiros são diabéticos, e as estimativas são de que esse número ultrapasse os 19 milhões até 2030


E um dos principais vilões desse avanço todo é o aumento da obesidade no mundo.
De acordo com a endocrinologista Anna Karina Medeiros, muita coisa mudou desde os anos 80 no Brasil, com relação ao diabetes. Naquela década, cerca de 7% da população tinha a doença. Hoje, 12% dos brasileiros na faixa entre 18 e 69 anos são portadores. A partir dos 70 anos, o índice sobe para 20%.

“Um índice bem alto mesmo. E é devido ao advento do aumento da obesidade. As pessoas passaram a comer melhor, começaram a ter hábitos de vida mais sedentários também e com isso o aumento da doença”, comenta a médica.

A doença

Existem dois tipos de diabetes, 1 e 2. O primeiro corresponde de 5% a 10% dos casos. A endócrino o classifica como “uma fatalidade” e diz estar geralmente associado a uma doença autoimune, como lúpus ou fibromialgia, além de acometer mais crianças e adultos jovens. Já o tipo 2 tem um componente genético, além do estilo de vida do portador. “O tipo dois tem correlação muito grande com a obesidade e com sobrepeso. Então,  80% das pessoas com diabetes desse tipo estão acima do peso. Esse diabetes tipo dois que, na verdade, representa 90% dos pacientes com diabetes é que tem essa relação forte com sobrepeso.”

A diabetes é caracterizada pela incapacidade do pâncreas de transformar a glicose — o açúcar em nosso sangue — em energia, por falta de insulina, hormônio produzido pelo órgão. Quando isso acontece, a glicose se acumula na corrente sanguínea, causando a doença.

Os principais sintomas do diabetes tipo 1 e de alguns casos do 2 são sentir muita sede, urinar em excesso e perder peso sem motivo aparente.  Já no diabetes mellitus tipo 2, nem sempre as reações citadas se manifestam, principalmente no início da doença. Por isso, é de extrema importância uma avaliação médica para obter um diagnóstico correto e precoce. Cerca de 50% dos portadores não sabem que tem diabetes.
TN

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Uso diário de aspirina previne câncer e reduz mortalidade da doença

Aspirina: segundo estudo, remédio reduzir risco de câncer colorretal
Aspirina: segundo estudo, remédio reduzir risco de câncer colorretal (Thinkstock/VEJA)
 
Um extenso estudo britânico indicou que o uso diário de aspirina ajuda a prevenir tipos comuns de câncer, como o colorretal e o de próstata, além de reduzir o risco de mortalidade dessas doenças.
 
Após revisarem cerca de 200 trabalhos sobre o assunto, os autores da pesquisa concluíram que, se os britânicos de 50 a 64 anos tomassem aspirina diariamente por uma década, seria possível evitar 130 000 mortes em vinte anos. Isso porque, segundo o estudo, os benefícios do medicamento permanecem mesmo após uma pessoa deixar de usá-lo. 
CONHEÇA A PESQUISA

Título original:
Estimates of benefits and harms of prophylactic use of aspirin in the general population​

Onde foi divulgada:
 Annals of Oncology

Quem fez: 
J. Cuzick, M. A. Thorat, C. Bosetti, P. H. Brown, J. Burn, entre outros

Instituição: Universidade Queen Mary London, na Inglaterra, entre outras

Resultado: Tomar aspirina diariamente por dez anos ajuda a prevenir tipos comuns de câncer.
A aspirina parece inibir o acúmulo de plaquetas no sangue e, assim, é considerada uma forma de prevenir doenças cardiovasculares. Pesquisas recentes sugerem que o remédio também pode diminuir o risco de melanoma e o de câncer no ovário.
O novo estudo foi publicado na edição desta semana do periódico Annals of Oncology. Os resultados indicaram, por exemplo, que o uso diário de aspirina por dez anos pode diminuir a incidência e a mortalidade por câncer colorretal (em 35% e 40%, respectivamente); por câncer de estômago (em 30% e 35%); por câncer de esôfago (em 30% e 50%) e por câncer de próstata (em 10% e 15%). A pesquisa também reforçou que o uso constante da droga reduz o risco de infarto em até 18% e de mortes pelo problema em 5%.
 
Para o coordenador do estudo, Jack Cuzick, chefe do Centro para Prevenção de Câncer da Universidade Queen Mary London, os benefícios da aspirina superam os potenciais prejuízos da droga. Seu trabalho indicou, por exemplo, que tomar aspirina diariamente durante dez anos aumenta em até 2,6% o risco de hemorragia no estômago entre pessoas acima de 60 anos.
Cuzick defende que todas as pessoas de 50 a 65 anos considerem fazer uso diário de 75 miligramas de aspirina. O pesquisador considera que, depois de deixar de fumar e de combater a obesidade, a droga é a forma mais eficaz de diminuir o risco de câncer. Autoridades de saúde, porém, recomendam os pacientes procurem seus médicos antes de começar a fazer uso diário do remédio.
 
Câncer no Brasil

Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para novos diagnósticos da doença em 2014

Total: 576 580 novos casos (52,4% entre homens e 47,6% entre mulheres)
 
Principais tipos entre homens: Câncer de pele não melanoma (32,5%); de próstata (22,8%); de traqueia, brônquio e pulmão (5,4%); s cólon e reto (5%) e de estômago (4,3%).
 
Principais tipos entre mulheres: Câncer de pele não melanoma (30,3%); de mama (20,8%); de cólon e reto (6,4%); de colo do útero (5,7%); e de traqueia, brônquio e pulmão (4%)
veja


sábado, 10 de maio de 2014

Saiba quais são os sintomas e como prevenir o infarto agudo do miocárdio

 
A morte de Jair Rodrigues, aos 75 anos, que aconteceu na manhã da última quinta-feira (08) em São Paulo, chocou os familiares, o meio musical e os fãs. O cantor faleceu em razão de um infarto agudo do miocárdio mesmo sem problemas de saúde. Recentemente, ele havia feito uma série de exames de rotina para checar alguma anormalidade.
O RD1 entrou em contato com o médico Luciano Baracioli, cardiologista do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo), e tirou algumas dúvidas sobre a doença.
De acordo com o entrevistado, exames apontarem uma saúde perfeita e logo depois acontecer a morte do paciente é um caso pouco frequente, no entanto, realmente é possível. “Podem acontecer pequenas obstruções, que não seriam percebidas no check up, e que levam a uma obstrução total do coração”, explica. A placa de gordura pode romper em uma independente do momento, mesmo que o paciente esteja em repouso ou até dormindo.
 
O infarto também não acontece em uma faixa etária determinada. Os jovens, por exemplo, sofrem um ataque cardíaco mais intenso, pois não possuem a circulação periférica (como se fosse uma circulação alternativa e que protege o coração). Em pessoas mais velhas, o órgão já tem “outros caminhos” para fazer a passagem do sangue.  De acordo com o médico, uma pesquisa de 2012 revelou que cerca de 300 a 400 mil infartos acontecem a cada ano no Brasil.
Os riscos são basicamente relacionados ao estilo de vida. O tabagismo, hipertensão, colesterol e diabetes altos aumentam as chances de um ataque cardíaco. “Um pico de estresse muito grande pode aumentar as possibilidades”, completa Baracioli. Dessa forma, o importante é “minimizar os fatores de perigo. Controlar a alimentação e fazer atividade física de quatro a cinco vezes por semana, entre 40 e 50 minutos, se for uma caminhada. Essa é uma questão de cada um”, relembra.
No entanto, o profissional destaca a importância de se procurar um médico caso sinta “qualquer dor abrupta. Muitas pessoas morrem antes de chegar ao hospital”, diz ele. Por isso, é importante ficar atento às dores já conhecidas, que são no peito e no braço.
Outros sinais podem surgir e indicar a proximidade de um infarto, como: falta de ar, perda de força momentânea em um dos membros (confundido com o derrame), tontura seguida de desmaio e dores na garganta, no estômago e na região central da coluna. Esses sintomas são mais comuns em pessoas com idade avançada ou diabéticas e a população feminina e idosa tem mais chances de apresentar esse quadro. Porém, independente do sexo, deve-se ficar atento.
 
Fonte: RD1

sábado, 12 de maio de 2012

Nos Estados Unidos foi criada droga que previne Aids

De acordo com estudos, a nova droga pode reduzir o risco de infecção pelo HIV de 44% a 7

Washington. Uma equipe de especialistas de saúde dos Estados Unidos defende o uso de uma droga denominada Truvada, primeiro medicamento desenvolvido para prevenir que indivíduos saudáveis contraiam o vírus HIV.

No entanto, a medida divide opiniões no meio médico e só será aplicada no país após a definição do órgão oficial que é responsável pelo tema.

O Comitê Consultivo sobre Drogas Antivirais, agência reguladora norte-americana de medicamentos e alimentos (cuja sigla em inglês é FDA) recomendou o uso da droga no tratamento dos pacientes. O FDA tem até o dia 15 de junho para decidir sobre o assunto.

Para os especialistas, a aprovação da droga representa um marco histórico na luta contra a aids. A recomendação é que o Truvada seja associado a outras drogas retrovirais.

De acordo com estudos feitos em 2010, a nova droga pode reduzir o risco de infecção pelo HIV de 44% a 73%.

Experimentalmente, desde 2004, o Truvada tem sido usado como um tratamento para pessoas infectadas com o HIV nos Estados Unidos. Em votação, durante um painel com representantes de especialistas e da comunidade, a aprovação do novo medicados obteve 19 votos favoráveis e 3 contrários.

Ficou acertado que a droga será receitada para o grupo considerado de maior risco, homens não infectados que tem relações sexuais com múltiplos parceiros também homens.

Também foi aprovado, por maioria dos votos, a prescrição do Truvada para pessoas não infectadas que tem parceiros portadores do HIV e para outros grupos considerados em risco de contrair o vírus através de atividade sexual. Porém, houve oposição de alguns especialistas e integrantes de grupos que defendem os direitos da comunidade HIV. Segundo os contrários à droga, o receio é que os usuários podem ganhar uma falsa sensação de segurança e assim diminuir a prevenção e os tratamentos paralelos.

Também há medo que o alto custo do Truvada impeça o financiamento para os demais tratamento de combate à doença.

A votação no comitê ocorreu depois de uma reunião de 11 horas em Silver Spring, Maryland, e uma longa sessão de comentários.

Associado

O uso do medicamento Truvada já foi aprovado pela FDA para pessoas que já tem o vírus HIV e é tomado junto com outros medicamentos. A FDA não é obrigada a seguir o aconselhamento do comitê, mas geralmente segue.

Fonte> Diário do Nordeste