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sábado, 6 de maio de 2017

Cientistas eliminam HIV do organismo de animais vivos pela primeira vez

A ideia agora é fazer os testes em primatas
Trata-se de uma inédita demonstração de que o tipo HIV-1 pode ser removido de células infectadas usando uma técnica de edição de DNA

Um estudo feito pelos cientistas da Lewis Katz School of Medicine, em parceria com a Universidade de Pittsburgh, conseguiu eliminar o vírus do HIV — causador da AIDS — em camundongos que haviam sido infectados com células humanas.
Trata-se da primeira demonstração de que o tipo HIV-1 pode ser completamente removido de células infectadas usando uma poderosa técnica de edição de DNA conhecida como CRISPR/Cas9.
A técnica, desenvolvida pela bioquímica americana Jennifer Doudna e a microbiologista francesa Emmanuelle Charpentier consiste em uma espécie de ctrl+c/ctrl+v.
A colaboração entre as duas começou quando Charpentier se apresentou para Doudna em um congresso e contou que estava pesquisando uma técnica chamada Crispr (sequências repetitivas no DNA de bactérias), que parecia auxiliar bactérias carnívoras a combater vírus que tentavam atacá-las.
A intenção da francesa era descobrir como o sistema de defesa dessas bactérias funcionava para destruí-lo e, consequentemente, curar as pessoas infectadas por elas. Mas, à medida que a pesquisa evoluiu, ficou claro que uma proteína específica, a Cas9, era a verdadeira estrela do processo: ela era capaz de recortar uma parte específica do DNA do vírus e juntar as duas pontas — algo similar ao ctrl+x, que você faz todo dia no computador. Elas, então, conseguiram adaptar o processo para outros organismos que não as bactérias. E revolucionaram a engenharia genética.
Em 2016, os cientistas que pesquisam HIV aproveitam a descoberta para publicar um estudo prévio que serviu como base para a nova descoberta.
“Nosso novo estudo é mais abrangente. Confirmamos os dados de nosso trabalho anterior e melhoramos a eficiência de nossa estratégia de edição de genes. Nós também mostramos que a estratégia é eficaz em modelos com outros dois tipos de roedores, um representando infecção aguda em células de rato e o outro representando infecção crônica ou latente em células humanas”, disse o co-coordenador da pesquisa Wenhui Hu, professor associado no Centro de Pesquisa de Doenças Metabólicas e do Departamento de Patologia da LKSOM.
A ideia agora é fazer os testes em primatas. “Nosso objetivo final é um ensaio clínico em pacientes humanos”, acrescentou Kamel Khalili, também co-coordenador da pesquisa.
Fonte: Galileu

domingo, 22 de janeiro de 2017

Cresce o número de adolescentes que não usam camisinha - Hábito fez aumentar os casos de aids e sífilis entre os jovens brasileiros

Novos velhos tempos: não é um retrocesso aos anos sem cuidado da era pré-aids, mas há um evidente desleixo (Roberto Setton/VEJA)

Entre os anos 80 e 90 do século passado, a aids impôs mudanças abissais no comportamento sexual — o medo da contaminação fez reduzir o número de parceiros e levou às carteiras e bolsas o preservativo. Bastou que a epidemia fosse controlada para o pavor recuar. E, no vácuo desse recuo, veio o desleixo nos necessários cuidados: pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) feita com mais de 100.000 alunos do 9º ano do ensino fundamental, entre 13 e 15 anos, mostra que, em 2015, 66% tinham usado camisinha na última relação sexual — uma redução preocupante em relação a 2012, quando 75% revelaram ter posto o preservativo. O infectologista Artur Timerman, do Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, afirma: “Os jovens estão deixando de se cuidar porque simplesmente não temem as doenças transmitidas pelo sexo”. O dado assustador: no Brasil, os casos de aids nos adolescentes entre 15 e 19 anos cresceram de 2,8 para cada 100 000 habitantes em 2006 para 5,8 a cada 100 000 pessoas em 2015.
veja

domingo, 4 de dezembro de 2016

Aids chega aos 35 anos envolta em preconceito

O tratamento disponível para a doença passou por uma revolução durante as quase três décadas que separam as duas histórias. O preconceito, no entanto, continua quase o mesmo.


Por Estadão Conteúdo
Quando descobriu estar infectado pelo vírus da aids, o educador José Araújo Lima, de 57 anos, não temeu a morte, mas, sim, ver as pessoas que amava se afastarem. Só abriu o diagnóstico para o primo, com quem dividia um quarto. A partir de então, o parente não aceitou dormir no mesmo cômodo que ele. O resultado positivo para o exame de HIV também fez o professor Bruno, de 23 anos, sentir-se excluído. Os amigos se afastaram e ele foi demitido do emprego quando o chefe descobriu a doença.
Lima se infectou em 1985. Bruno, em 2014. O tratamento disponível para a doença passou por uma revolução durante as quase três décadas que separam as duas histórias. O preconceito, no entanto, continua quase o mesmo.
“Naquela época, quem descobria ser soropositivo vivia na sombra. O preconceito era tão violento que você preferia a morte do que ter de lidar com ele. O tratamento evoluiu, mas a pessoa que descobre hoje o vírus tem os mesmos medos e as mesmas dores que eu carreguei em 1985. A principal delas é o terror do preconceito”, conta Lima, hoje integrante do Movimento Paulistano de Luta contra a Aids (Mopaids).
Também com medo da discriminação, Bruno enfrentou todos os efeitos colaterais dos medicamentos antirretrovirais sozinho, sem a ajuda de parentes nem de amigos, que se afastaram. “Um dia fui a uma festa e percebi que algumas pessoas se afastavam, não conversavam direito. Um deles se aproximou e perguntou se era verdade o que estavam comentando. Até hoje, ninguém fala mais comigo”, conta ele, que encontrou apoio em uma entidade que dá auxílio a jovens soropositivos, a Fundação Poder Jovem.
A maior dificuldade deles é lidar com a segregação. Reunimos jovens com e sem o vírus para participarem juntos dos projetos. Eles fazem palestras em escolas e acolhimento a adolescentes que acabaram de descobrir o diagnóstico ou que estão internados”, conta Sandra Conceição dos Santos, de 48 anos, presidente da fundação.
É participando das atividades da entidade que Caliane Araújo da Silva, de 21 anos, tem tentado superar os traumas deixados pelo preconceito. Infectada pela mãe durante o nascimento, ela é uma das jovens que faz palestras e acolhimento. Cinco anos atrás, ela abandonou a escola justamente por sofrer bullying por causa da sua condição. “Quando vou para o acolhimento, temos uma troca de energia muito boa. Como eu já passei pelo que o jovem passa, tento mostrar que estamos juntos, que é possível conviver com isso de cabeça erguida.”
“Só tem uma alternativa ao preconceito: a informação. A falta dela abre espaço para qualquer pensamento e dificulta as ações de prevenção”, diz Luiz Carlos Pereira Junior, diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Portal no Ar

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Brasil incorpora nova droga no tratamento de pacientes com HIV

Doultegravir inicialmente será ofertado para pacientes que estão iniciando o tratamento contra o vírus e para aqueles que já apresentam resistência a outras drogas


Por Lígia Formenti
 

O Brasil incorporou na rede pública o medicamento Doultegravir para o tratamento de pacientes com o vírus HIV. A droga inicialmente será ofertada para pacientes que estão iniciando o tratamento contra o vírus e para aqueles que já apresentam resistência a outras drogas.
Produzido pela GSK, o Doultegravir é um inibidor de integrase. De acordo com o ministério, o remédio traz menos efeitos adversos que a terapia usual e facilita a adesão ao tratamento, porque ele é feito apenas com um comprimido diário.
Ele passará a ser usado em associação com tenofovir e lamivudina Atualmente, essas duas drogas são usadas em associação com Efavirenz.
A droga passará a ser distribuída a partir de janeiro. A expectativa é de que 100 mil pacientes passem a usar o novo esquema de tratamento. O Brasil registra 798.366 casos notificados de aids. A média brasileira é de 40,6 mil casos novos da infecção por ano.
De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, o preço obtido pelo medicamento é o menor registrado no mundo. O desconto obtido nas negociações, informou, foi de 70%. Cada comprimido vai custar US$ 1,5. Serão adquiridos 40 milhões de unidades.
“Nossa tarefa é ousar”, disse Barros, num discurso que reforça a sua estratégia de imprimir à sua imagem a ideia de eficiência. “Fazer mais por menos”, disse. “Nossa linha de atuação é gestão com qualidade.”
A mensagem é uma tentativa de amortizar as críticas de que, com eventual aprovação da PEC que limita os gastos públicos, o orçamento destinado à Saúde será menor do que o necessário.
O PLOA 2017 enviado ao Congresso prevê para a pasta um valor inferior à variação da inflação deste ano.
Portal no Ar

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Tuberculose rivaliza com Aids em número de mortes, alerta OMS


tuberculosePela primeira vez, as infecções de tuberculose rivalizam com as de HIV/Aids como a principal causa de mortes por doenças infecciosas, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em um relatório divulgado nesta quarta-feira (28).
A organização apontou que 1,1 milhão de pessoas morreram de tuberculose em 2014, enquanto que no mesmo período, o HIV/Aids matou 1,2 milhão em todo mundo, incluindo 400 mil pessoas que foram infectadas com as duas doenças.
O diretor do programa de tuberculose da OMS, Mario Raviglione, afirmou que o relatório reflete os grandes ganhos em acesso ao tratamento contra o HIV na década passada, o que ajudou muitas pessoas infectadas a sobreviver. No entanto, o documento também reflete disparidades no financiamento relacionado às duas doenças globais.
Robson Pires

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Jovem com HIV tem vírus sob controle sem remédios há 12 anos, diz médico

O caso da adolescente francesa é a remissão mais longa de que se tem conhecimento em uma criança

Uma jovem francesa de 18 anos, infectada pelo HIV durante a gravidez de sua mãe, está em remissão 12 anos após parar de se receber o tratamento antirretroviral, um caso inédito no mundo – segundo estudo publicado nesta segunda-feira. As informações são da AFP.

O caso mostra “que uma remissão prolongada após um tratamento precoce pode ser obtido numa criança infectada pelo HIV desde o nascimento”, de acordo com a pesquisa francesa apresentada pelo médico Asier Saez-Cirion, do Instituto Pasteur de Paris, durante a 8ª Conferência sobre a Patogênese do HIV, em Vancouver, no Canadá.
A garota, que foi tratada até os 6 anos de idade, faz parte de um pequeno grupo que conseguiu remissão do vírus, pelo menos por algum tempo, depois de um tratamento com antirretrovirais. O caso da adolescente francesa é a remissão mais longa de que se tem conhecimento em uma criança, segundo informações da Reuters.
Casos anteriores – Em 2013, houve um caso de um bebê do estado americano do Mississippi que, depois de um tratamento agressivo contra o HIV, controlou a infecção por um período de 27 meses sem tratamento, antes de ela voltar.
A remissão duradoura também foi constatada em um grupo de 14 pacientes franceses conhecidos como o “estudo Visconti”. Eles começaram o tratamento 10 semanas depois da infecção e permaneceram tomando as drogas por uma média de três anos.
Depois de interromper o tratamento, a maioria tinha um nível tão baixo do vírus em seu corpo que permaneceu indetectável por mais de sete anos.
Tratamento precoce – No caso da garota francesa, ela foi tratada inicialmente com uma droga destinada a prevenir que a infecção se instalasse.
Quando a droga foi retirada, seis semanas depois, a criança foi detectada com níveis altos do vírus. Ela, então, recebeu um coquetel de quatro drogas anti-HIV e permaneceu com esse tratamento por seis anos. Os médicos decidiram então não retomar o tratamento, e passaram a monitorá-la.
O médico Sáez-Cirión diz que ela não tem características genéticas associadas com indivíduos que naturalmente conseguem controlar o HIV. Ele atribui a remissão ao fato de ela ter recebido uma combinação de antirretrovirais logo depois da infecção. Para o especialista, o estudo demonstra os benefícios do tratamento precoce tanto para adultos quanto para crianças. 
(Fonte: G1)

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Ney Matogrosso escapou da Aids: “não tem explicação”


ney
Cantor Ney Matogrosso, 73 anos, que se relacionou com pessoas portadoras do vírus HIV, diz que pediu aos médicos uma explicação científica para ele não ter contraído a doença, mas nunca teve a resposta.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Sistema Único de Saúde distribuirá novos medicamentos contra a Aids

 

coquetel-contra-a-aids-Reprodução
Esta semana o Sistema Único de Saúde (SUS) começou a distribuir duas novas formulações de medicamentos para pacientes com Aids. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, cerca de 135 mil pessoas em tratamento contra a doença serão beneficiadas.
Robson Pires

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Reação do corpo abre perspectiva para a cura da Aids

 


A aparente cura de dois homens portadores de HIV graças a um fenômeno natural abre perspectivas interessantes nas buscas pela cura da Aids, revelou nesta terça-feira (4) um estudo científico publicado na revista especializada “Clinical Microbiology and Infection”. Este fenômeno natural permite ao organismo infectado integrar o vírus no DNA, neutralizando-o.
Os dois pacientes em questão estavam infectados com o HIV sem nunca terem estado doentes, nem terem uma quantidade detectável de vírus no sangue, segundo a investigação. Nenhum deles foi submetido a tratamentos. “Esta observação é muito interessante e pode representar um caminho para a cura” da Aids, explicou Didier Raoult, professor da Faculdade de Medicina de Marselha (França), coautor da pesquisa com outra equipe francesa, liderada pelo professor Yves Levy.
A análise realizada graças a tecnologias modernas permitiu reconstituir o vírus encontrado no genoma dos pacientes. Os pesquisadores conseguiram provar que o vírus foi inativado por um sistema de interrupção da informação fornecida pelos genes do vírus. O sistema, denominado “codon-stop” marca o fim da tradução de um gene em proteína. O vírus torna-se incapaz de se multiplicar, mas permanece presente no DNA dos pacientes. Estas interrupções se devem a uma enzima conhecida, o Apobec, que faz parte do arsenal disponível nos seres humanos para combater o vírus, mas que normalmente é desativada por uma proteína do vírus.
Robson Pires

quarta-feira, 16 de julho de 2014

19 milhões de pessoas não sabem que estão infectadas pelo HIV, alerta Unaids

O órgão alertou que, para dar fim à epidemia até 2030, é preciso ampliar esforços para acabar com a lacuna de pessoas sem diagnóstico

Por Paula Laboissière/Agência Brasil
Dos 35 milhões de pessoas que vivem com HIV no mundo, 19 milhões não sabem que estão infectados. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (16) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids). O órgão alertou que, para dar fim à epidemia até 2030, é preciso ampliar esforços para acabar com a lacuna de pessoas sem diagnóstico e, consequentemente, sem acesso ao tratamento.
Segundo dados da Unaids, 19 milhões de pessoas não sabem que estão infectadas (Foto: Marcelo Camargo/ABr)
Segundo dados da Unaids, 19 milhões de pessoas não sabem que estão infectadas (Foto: Marcelo Camargo/ABr)
O relatório destaca que, na África Subsaariana, quase 90% das pessoas que testaram positivo para HIV buscaram acesso à terapia antirretroviral. Dessas, 76% alcançaram a supressão da carga viral, reduzindo significativamente o risco de transmissão para seus parceiros. Estudos recentes indicam que, para cada 10% de ampliação na cobertura antirretroviral, os casos de novas infecções caem 1%.
De acordo com o Unaids, os esforços globais para aumentar o acesso aos medicamentos antirretrovirais estão funcionando. Em 2013, 2,3 milhões de pessoas passaram a fazer uso da terapia, totalizando 13 milhões de soropositivos em tratamento no mundo. A estimativa é que, atualmente, cerca de 13,9 milhões de pessoas façam uso de antirretrovirais.
“Se acelerarmos os esforços até 2020, estaremos no caminho certo para acabar com a epidemia em 2030”, disse o diretor-executivo do Unaids, Michel Sidibé. “Se não conseguirmos, corremos o risco de aumentar significativamente o tempo que seria necessário para isso – adicionando uma década, se não mais”, completou.
Ainda segundo o relatório, atingir a meta de encerrar a epidemia de aids até 2030 significaria evitar 18 milhões de novas infecções por HIV e 11,2 milhões de mortes relacionadas à doença entre 2013 e 2030.
Atualmente, 15 países contabilizam mais de 75% dos 2,1 milhões de casos de novas infecções registrados em 2013. Na África Subsaariana, apenas três países – Nigéria, África do Sul e Uganda – somam 48% dos casos de novas infecções no mundo.
O Unaids alerta que países como República Democrática do Congo, Indonésia e Sudão do Sul estão “abandonados” em relação ao combate ao HIV, com baixas taxas de cobertura antirretroviral e quedas mínimas ou nulas nos índices de infecção.
Dados do órgão mostram também que o risco de infecção é 28 vezes maior entre usuários de drogas; 12 vezes maior entre profissionais do sexo; e até 49 vezes maior entre mulheres transgênero (homens que se identificam como mulheres). Na África Subsaariana, meninas adolescentes e jovens mulheres representam um de cada quatro novos casos de infecção.
“Não haverá o fim da aids sem que as pessoas sejam colocadas em primeiro lugar, sem assegurar que as pessoas que vivem a epidemia sejam parte de uma nova estratégia”, disse o diretor-executivo do Unaids. “Sem uma abordagem centrada nas pessoas, não conseguiremos avançar na era pós-2015”, concluiu.
(Foto: Unaids)
(Foto: Unaids)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Ministério da Saúde estende tratamento para todos com HIV

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou na manhã deste domingo (01), no Rio de Janeiro, que todos os adultos com testes positivos de HIV, mesmo que não apresentem comprometimento do sistema imunológico, terão acesso aos medicamentos antirretrovirais contra a aids pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A medida integra o novo Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e Aids e é uma dasações do Ministério da Saúde que marca o Mundial de Luta contra a Aids, celebrado hoje. A portaria será publicada nesta segunda-feira (2) no Diário oficial da União. Atualmente, além do Brasil, apenas França e Estados Unidos ofertam medicamento antirretroviral aos pacientes soropositivos, independente do estágio da doença.
A oferta com antirretrovirais é uma medida inovadora, com impacto na saúde individual porque garante a melhoria da qualidade de vida das pessoas infectadas pelo HIV e reduz a transmissão do vírus. Isso porque a pessoa em tratamento com antirretrovirais, ao diminuir a carga viral, reduz a propagação do HIV.
 
Marcos Dantas

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ex-atletas lutam contra Hepatite C uma doença silenciosa que contamina quase 180 milhões de pessoas no mundo

Seringas usadas antigamente eram de vidro e para
a desinfecção passavam por um processo de fervura

Era comum a aplicação de vitaminas em seringas compartilhadas entre os anos 50 e 70 em atletas  jogadores de futebol


A hepatite C é uma doença silenciosa e que hoje contamina quase 180 milhões de pessoas no mundo. E entre os ex-jogadores de futebol que atuaram entre as décadas de 60 e 80 é praticamente uma máxima comum. Isso porque naquela época era normal a utilização de seringas de vidro, o que proliferava a doença. Por na maioria das vezes não apresentar um quadro agudo, muitos ex-atletas podem ter a doença e sequer saber disso. O vírus pode permanecer na pessoa por 20 ou 30 anos sem que ela tenha qualquer sintoma. Mas os efeitos posteriores podem ser sérios.

O fato de tantos ex-atletas estarem com hepatite C se deve à forma de serem tratados na época em que atuavam quando era comum a utilização de seringas de vidro mal esterilizadas na aplicação de medicamentos. Os jogadores de futebol foram vítimas desta prática não só para aplicação de vitamínicos e estimulantes, como também para as famosas infiltrações de corticóide para conter as dores articulares, fruto do desgaste.
O tratamento está disponível, é gratuito, mas muita gente não aparece para fazer os exames ou iniciar o tratamento. É o que afirma o médico Aelson Moacir, integrante da AGAP-RN (Associação de Garantia ao Atleta Profissional do Rio Grande do Norte). “Já diagnosticamos muitos atletas com Hepatite C, mas o caso é que eles sumiram. Grandes nomes do futebol brasileiro estão nessa situação. Não estamos falando apenas de ex-atletas, estamos convidando todas as pessoas que no passado tiveram contato com seringas de vidro e demais métodos de contaminação. Muita gente não sabe que tem Hepatite C. Hoje a hepatite C contamina mais os brasileiros cinco vezes mais que a AIDS. O tratamento é caríssimo, mas conseguimos ele de forma gratuita”, diz o médico.
O doutor Aelson Moacir faz um apelo para que as pessoas compareçam ao Giselda Trigueiro, onde os exames e tratamentos são realizados. “Toda sexta-feira pela manhã, no Giselda Trigueiro, o médico Antônio Araújo está a frente de todos os exames necessários. Se diagnosticado o tratamento será iniciado de forma gratuita. Todo o acompanhamento é gratuito, apesar de ser extremamente caro, mas que o poder público cobrirá”, afirma.
Ex-atleta de futebol profissional, Aelson Moacir faz também um esclarecimento. “Eu participei daquele época. É importante ressaltar que não era uso de drogas. Eram medicamentos. Eram anti-inflamatórios. Era uma cultura normal demais para a época. Não se tinha o conhecimento necessário. Hoje as seringas são descartáveis e isso praticamente não existe mais”, completa.
Um problema grave para quem tem hepatite C é o alcool. Cirrose e até câncer no fígado são os principais problemas trazidos pela doença. “O Alcool amplia os problemas da hepatite C. É uma mistura explosiva. O cara tem uma cirrose e não sabe porque”, finaliza.
JH

sábado, 12 de maio de 2012

Nos Estados Unidos foi criada droga que previne Aids

De acordo com estudos, a nova droga pode reduzir o risco de infecção pelo HIV de 44% a 7

Washington. Uma equipe de especialistas de saúde dos Estados Unidos defende o uso de uma droga denominada Truvada, primeiro medicamento desenvolvido para prevenir que indivíduos saudáveis contraiam o vírus HIV.

No entanto, a medida divide opiniões no meio médico e só será aplicada no país após a definição do órgão oficial que é responsável pelo tema.

O Comitê Consultivo sobre Drogas Antivirais, agência reguladora norte-americana de medicamentos e alimentos (cuja sigla em inglês é FDA) recomendou o uso da droga no tratamento dos pacientes. O FDA tem até o dia 15 de junho para decidir sobre o assunto.

Para os especialistas, a aprovação da droga representa um marco histórico na luta contra a aids. A recomendação é que o Truvada seja associado a outras drogas retrovirais.

De acordo com estudos feitos em 2010, a nova droga pode reduzir o risco de infecção pelo HIV de 44% a 73%.

Experimentalmente, desde 2004, o Truvada tem sido usado como um tratamento para pessoas infectadas com o HIV nos Estados Unidos. Em votação, durante um painel com representantes de especialistas e da comunidade, a aprovação do novo medicados obteve 19 votos favoráveis e 3 contrários.

Ficou acertado que a droga será receitada para o grupo considerado de maior risco, homens não infectados que tem relações sexuais com múltiplos parceiros também homens.

Também foi aprovado, por maioria dos votos, a prescrição do Truvada para pessoas não infectadas que tem parceiros portadores do HIV e para outros grupos considerados em risco de contrair o vírus através de atividade sexual. Porém, houve oposição de alguns especialistas e integrantes de grupos que defendem os direitos da comunidade HIV. Segundo os contrários à droga, o receio é que os usuários podem ganhar uma falsa sensação de segurança e assim diminuir a prevenção e os tratamentos paralelos.

Também há medo que o alto custo do Truvada impeça o financiamento para os demais tratamento de combate à doença.

A votação no comitê ocorreu depois de uma reunião de 11 horas em Silver Spring, Maryland, e uma longa sessão de comentários.

Associado

O uso do medicamento Truvada já foi aprovado pela FDA para pessoas que já tem o vírus HIV e é tomado junto com outros medicamentos. A FDA não é obrigada a seguir o aconselhamento do comitê, mas geralmente segue.

Fonte> Diário do Nordeste