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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Cientistas americanos criam pulseira repelente de tubarões; confira

Os produtos não precisam de baterias nem ser carregadas com eletricidade
Em 2015, de acordo com o Arquivo Internacional de Ataques de Tubarões, registradas 98 ocorrências, sendo seis delas mortais


Já pensou em entrar em alto mar e não ter medo de que tubarões se aproximem? Essa é a proposta de uma empresa da Carolina no Sul, nos Estados Unidos, que começaram a idealizar uma pulseira que emite um campo eletromagnético para afastar o animal.
A ideia, segundo o Uol, é proteger os banhistas de possíveis ataques. Em 2015, de acordo com o Arquivo Internacional de Ataques de Tubarões, registradas 98 ocorrências, sendo seis delas mortais.
Após um acidente com um amigo de escola de Nathan Garrison, o pai dele, David Garrison, iniciou estudos que comprovam teses científicos sobre os efeitos dissuasórios das ondas eletromagnéticas. Os produtos não precisam de baterias nem ser carregadas com eletricidade.


“O ser humano nem o sente, mas para o tubarão é muito pouco prazeroso, e são repelidos”, garantiu à Agência Efe David Garrison, cofundador da Sharkbanz, empresa que desenvolveu pulseiras cada vez mais comuns nas praias da Califórnia e da Flórida.
Comercialização
Nos últimos dois anos, relatou a reportagem, foram vendidas mais de 45.000 unidades, desde 2015, ano em que foi criada a pulseia. A comercialização já está, principalmente, nos Estados Unidos e na Austrália, além do Brasil, Japão e alguns países da Europa.

Fonte: Notícias ao Minuto

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Obesidade contribui para surgimento de 8 tipos de câncer, diz ciência

No Brasil, o número de pessoas com sobrepeso ultrapassou os 53,9%
Cientistas descobrem ligação direta do ganho de peso com o surgimento de tumores

Avaliação da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) alerta que estar acima do peso aumenta as chances de desenvolver o câncer de tireoide, doença que afetou quase 7 mil brasileiros em 2016 – Instituto Nacional de Câncer (INCA). Além deste tipo de câncer, a avaliação também atribui o aparecimento de outros sete tipos da patologia (estômago, fígado, vesícula biliar, pâncreas, ovário, meningioma e mieloma múltiplo) em virtude do ganho de peso.
Muito ouve-se sobre a tireoide, mas pouco sabe-se sobre ela. A tireoide é uma glândula localizada próxima à garganta que produz e libera hormônios que contêm iodo, triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4), responsáveis por regular a função de diversos órgãos, auxiliando no crescimento e equilíbrio metabólico do organismo.
Para a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), 60% da população brasileira terá algum nódulo ao longo da vida, e cerca de 5% desses serão cancerosos. A presença de nódulos benignos na tireoide não é anormal, no entanto, é necessário ter atenção. Apesar da frequência com que os nódulos são identificados no dia a dia clínico, dois fatores chamam a atenção: o sobrepeso e o gênero.
“O excesso de gordura favorece o câncer por diversas maneiras. Ele causa um processo inflamatório crônico e modifica a resposta imunológica do organismo e aumenta níveis de insulina, o que favorece a multiplicação de células malignas e aumenta níveis de hormônios que podem estimular o desenvolvimento do câncer. Outro indicador importante é que a doença acomete 5 vezes mais mulheres do que homens”, ressalta Dra. Débora Danilovic, Médica da Unidade de Tireoide do Laboratório de Endocrinologia Celular e Molecular (LIM 25) da Faculdade de Medicina da USP e médica assistente do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo.
No Brasil, o número de pessoas com sobrepeso ultrapassou os 53,9%, dentro dessa porcentagem a faixa etária que mais corre riscos está entre 45 e 64 anos, e do total de obesos, 50,8% são mulheres (Vigitel 2015). A especialista reforça ainda que “embora a patologia possa ocorrer em indivíduos de diferentes gêneros, a população feminina está mais suscetível”.
Como tratar
Apesar de ser uma doença com progressão lenta, o diagnóstico precoce é essencial para o combate ao câncer. Na maioria dos casos, os pacientes diagnosticados ainda na fase inicial e com acesso ao tratamento correto conseguem minimizar impactos no seu bem-estar. Além da palpação do nódulo, sintomas como dificuldade de engolir, problemas respiratórios, inchaço na região do pescoço, rouquidão e alterações na voz são sinais de alerta que acompanham a doença.
Quando diagnosticado, o tratamento se dá pela cirurgia para a retirada da tireoide e, posteriormente, com a reposição de seu hormônio, que substitui a glândula ao longo da vida. Em alguns casos, além da cirurgia, o tratamento é complementado por terapias com iodo radioativo.
Nos tipos mais agressivos e estágios mais avançados da doença, com metástase, as lesões podem ser resistentes a esses tratamentos e não respondem bem a quimioterapia. O paciente tem como opções então o tratamento com sorafenibe, aprovado pela ANVISA, que inibe o crescimento do câncer e reduz a formação dos vasos sanguíneos que o nutrem, ou a participação em estudos clínicos que investigam novos agentes terapêuticos.
Fonte: Notícias ao Minuto

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Você não vai acreditar no que o caroço de abacate pode fazer por você

A especialista afirmou que a semente do abacate é rica em antioxidantes e fibras
O caroço pode ser uma ótima fonte para a redução dos níveis de colesterol LDL (ruim) e aumento do HDL (colesterol bom)

A riqueza de nutrientes, que incluem fibras, vitaminas, componentes que ajudam na síntese de colágeno e muito mais, fez dele um alimento muito importante em algumas dietas. Contudo, de acordo com a nutricionista Amy Shapiro, do Real Nutrição NYC, é o caroço do abacate que possui uma maior abundância de nutrientes, sendo tão valioso quanto a fruta.
A especialista afirmou que a semente do abacate é rica em antioxidantes e fibras. Assim, para que seus usos e benefícios sejam melhores aproveitados, o ideal é que ela seja desidratada e triturada até que vire pó. Logo, poderá ser adicionada a vitaminas, sucos, iogurtes ou qualquer outra bebida.
Segundo Shapiro, é no caroço que se encontram 70% dos antioxidantes da fruta. Esse tipo de substância ajuda a eliminar os radicais livres, auxiliando o sistema imunológico na hora de prevenir doenças. Além disso, ele é capaz de melhorar a aparência da pele, diminuindo as rugas. E ainda ajuda em um melhor funcionamento do intestino, graça a presença das fibras – que são essenciais para o organismo por garantirem a absorção dos nutrientes e reduzir as calorias ingeridas.
Além disso, o caroço pode ser uma ótima fonte para a redução dos níveis de colesterol LDL (ruim) e aumento do HDL (colesterol bom). A especialista em nutrição ainda acrescentou que ele é ótimo para garantir a saciedade e garantir uma dieta mais saudável.
Fonte: Jornal Ciência / Agora RN

domingo, 27 de novembro de 2016

Ciência: estatueta ‘Pensador’ de quase 4 mil anos é encontrado em Israel

Peça de 3.800 anos exibida no laboratório da Autoridade Israelense de Antiguidades, em Jerusalém. (Menahem Kahana/AFP)

Arqueólogos encontraram peça de 18 centímetros perto de Tel Aviv. Segundo especialistas, imagem é semelhante à figura feita pelo francês Rodin, no século XX

Arqueólogos de Israel anunciaram nesta semana a descoberta de uma estatueta de 18 centímetros, feita há 3.800 anos, que exibe um homem pensativo. O pequeno boneco foi encontrado durante as escavações de um terreno da cidade de Yahud, próxima de Tel Aviv. De acordo com a Autoridade Israelense sobre Antiguidades (IAA, na sigla em inglês), a escultura chama a atenção pela qualidade e por ser muito semelhante à obra ‘O Pensador’, feita pelo artista francês Auguste Rodin, no século XX.
“O nível de precisão e atenção aos detalhes nesta peça criada há quase 4.000 anos é realmente impressionante”, disse Gilad Itach, diretor de escavações da IAA.
Segundo os arqueólogos, a peça, em excelente estado de conservação, foi encontrada em outubro, durante obras em um terreno onde serão construídas casas populares. Em pouco mais de um mês, os pesquisadores limparam o boneco e remontaram seus pedaços soltos.
O pequeno ‘Pensador’ faz parte da mais extensa coleção de objetos funerários já encontrada em Israel. Junto com a escultura, os cientistas também acharam pontas de flechas, vasos funerários, partes de um machado, pequenas peças de metal e ossos de ovelhas e macacos. Segundo os arqueólogos, a reunião das peças leva a crer que o local pode ter sido o mausoléu de algum nobre da comunidade que habitava a região há cerca de 4.000 anos.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Substância contra câncer é liberada pela Justiça – mesmo sem comprovação científica

A fosfoetanolamina é uma substância produzida pelo Instituto de Química da USP (Universidade de São Paulo) em São Carlos que, supostamente, trata vários tipos de câncer(VEJA.com/Reprodução)

Após a liberação, pacientes com câncer e familiares fazem fila para receber cápsulas de fosfoetanolamina. O composto, produzido pelo Instituto de Química da USP, não foi testado em humanos.

Pacientes com câncer e familiares formam enormes filas no Instituto de Química da Universidade de São Paulo, em São Carlos, para receber cápsulas de uma susbtância que, supostamente, trata vários tipos de câncer. A mobilização ocorreu após a decisão do desembargador José Renato Nalini, presidente do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo. Na última sexta-feira, ele reconsiderou e liberou a distribuição do composto aos doentes. A determinação foi baseada em uma liminar do STF (Supremo Tribunal Federal) que autorizou a entrega das cápsulas a um paciente do Rio de Janeiro.
Não há, contudo, comprovação científica dos benefícios da fosfoetanolamina para a eliminação de tumores. Até agora, a substância só passou por estudos iniciais em células e em animais. Nunca foi testada em humanos. Para ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), seria necessário passar por, pelo menos, três fases de estudos clínicos que visam avaliar a eficácia e segurança do composto.
A grande procura - que levou à distribuição de senhas e o temor de que aumente ainda mais o número de interessados - fez com que a USP divulgasse um comunicado. A instituição alega que não é indústria química ou farmacêutica e não tem condições de atender demanda em larga escala.
No mesmo comunicado a reitoria da USP informa que a substância não é remédio e sugere que a propaganda da droga é obra de "exploradores oportunistas". A reitoria disse ainda que as decisões judiciais serão cumpridas, mas que a universidade vai brigar para revertê-las.
"A USP não desenvolveu estudos sobre a ação do produto nos seres vivos, muito menos estudos clínicos controlados em humanos. Não há registro e autorização de uso dessa substância pela Anvisa e, portanto, ela não pode ser classificada como medicamento, tanto que não tem bula.", afirma o comunicado
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o presidente da Sociedade Brasileira de Oncolgia Clínica, Evanius Wiermann, disse que o caso pode ser resumido como uma loucura. "Os pacientes estão sendo feitos de cobaia sem garantia nenhuma de segurança ou de eficácia", afirmou ao jornal.
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Asteroide gigante passa 'perto' da Terra nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2015


Outro asteroide como esse só passará tão perto da Terra em 2027, de acordo com a Nasa

De acordo com a Nasa, não há risco de colisão do 2004 BL86, que tem cerca de 500 metros de diâmetro, com nosso planeta

Um asteroide com cerca 500 metros de diâmetro vai passar perto da Terra na noite desta segunda-feira, de acordo com a Nasa. A agência espacial americana informou que o asteroide, batizado de 2004 BL86, não tem qualquer risco de colisão com nosso planeta.
Ele passará a cerca de 1,2 milhão de quilômetros da Terra, cerca de três vezes mais distante do que a Lua (a distância lunar é de 384.401 quilômetros). Outro astro como esse só passará tão perto da superfície da terrestre em 2027. A passagem será mais visível entre 23 horas desta segunda e 4 horas da madrugada de terça (no horário de Brasília) nas Américas, Europa e África. No entanto, será preciso ter um pequeno telescópio ou binóculo para observar sua trajetória.

"Embora não represente uma ameaça para a Terra num futuro próximo, trata-se de uma passagem relativamente próxima de um asteroide relativamente grande, o que nos proporciona uma oportunidade única para observar e aprender mais", disse em comunicado o astrônomo Don Yeomans, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena, nos Estados Unidos.
Descobertas — Os cientistas planejam mapear a superfície do asteroide com radares durante o sobrevoo, na esperança de aprender mais sobre o seu tamanho, a forma, a velocidade de rotação e outras características. "No momento, não sabemos quase nada sobre ele, portanto, é provável que haja surpresas”, declarou ao site SpaceWeather.com o astrônomo Lance Benner, do Laboratório de Propulsão a Jato.
O asteroide, que orbita o Sol a cada 1,84 ano, foi descoberto em 2004 pelo telescópio Linear (sigla em inglês para Lincoln Near-Earth Asteroid Research), localizado no Estado do Novo México, nos Estados Unidos.
Impacto — Atualmente, a Nasa rastreia mais de 11 000 asteroides em órbitas que passam relativamente perto da Terra. A agência espacial americana diz ter localizado mais de 95% dos maiores asteroides, aqueles com diâmetro de 900 metros ou mais, com órbitas próximas da Terra.
Um objeto desse tamanho atingiu o planeta há cerca de 65 milhões de anos no que hoje é a península de Yucatán, no México, provocando uma mudança climática global que se acredita tenha sido responsável pela extinção dos dinossauros e muitas outras formas de vida na Terra.
Dois anos atrás, um meteorito (pedaços de asteroides que eventualmente atingem a superfície da Terra) relativamente pequeno explodiu na atmosfera sobre a cidade de Chelyabinsk, na Rússia, deixando mais de 1 500 pessoas feridas por estilhaços de vidro e destroços voando. 
Nesse mesmo dia, um outro asteroide não relacionado com ele passou a apenas 28.000 quilômetros da Terra, mais perto do que as redes de satélites de comunicação que cercam o planeta.
(Com Agência Reuters)

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Sistema imunológico elimina constantemente células cancerígenas

 

Sistema imunológico: defesa do organismo destrói células cancerígenas
Sistema imunológico: defesa do organismo destrói células cancerígenas (Thinkstock)
 
Com mutações, essas células podem causar o linfoma não-Hodgkin, doença que afetou Dilma Rousseff e Reynaldo Gianecchini
 
Pesquisadores da Austrália descobriram que o sistema imunológico humano está mais preparado do que se pensava para evitar um tipo de câncer, o linfoma não-Hodgkin. O estudo mostrou que o organismo elimina diariamente células que crescem de forma desordenada e poderiam levar ao desenvolvimento de um tumor. O artigo que descreve as conclusões dos cientistas foi publicado neste domingo, no periódico Nature Medicine.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original:
Fas ligand–mediated immune surveillance by T cells is essential for the control of spontaneous B cell lymphomas

Onde foi divulgada: periódico Nature Medicine

Quem fez:
Shoukat Afshar-Sterle, Dimitra Zotos, Nicholas J Bernard, Anna K Scherger, Mark J Smyth, Ricky Johnstone, David M Tarlinton, Stephen L Nutt e Axel Kallies

Instituição: Instituto Walter e Eliza Hall, na Austrália, e outras

Resultado: Os pesquisadores descobriram que o nosso sistema nervoso elimina células com mutações, para evitar o linfoma não-Hodgkin
O linfoma não-Hodgkin, tipo de câncer que atingiu Dilma Rousseff e Reynaldo Gianecchini, manifesta-se quando células encarregadas de defender o organismo de infecções se desenvolvem de forma inadequada e se espalham pelo organismo. Em 2012, esse tipo de tumor apareceu pela primeira vez na lista dos tipos de câncer mais incidentes entre os brasileiros, elaborada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). A estimativa para 2014 é de que a doença seja responsável por 1,6% dos novos casos de câncer em homens e 1,8% em mulheres.
Os fatores de risco para o desenvolvimento desse tumor incluem sistema imune comprometido, exposição a certos agentes químicos e altas doses de radiação. Entre os sintomas comuns estão o aumento dos gânglios do pescoço, axilas ou virilha, sudorese noturna excessiva, febre e perda de peso sem explicação.
De acordo com o estudo, conduzido por pesquisadores do Instituto Walter e Eliza Hall, na Austrália, a capacidade do sistema imunológico de eliminar essas células que crescem desordenadamente explica o fato de o linfoma não-Hodgkin ser relativamente raro – o que eles consideram surpreendente, levando em consideração a frequência elevada com a qual os linfócitos B, células que produzem anticorpos, sofrem as mutações que podem causar a doença.
 
Prevenção – A equipe realizou a descoberta ao estudar as mudanças que ocorrem nos linfócitos B quando o câncer se desenvolve. "Como parte da pesquisa, nós tornamos os linfócitos T incapazes de atacar o sistema imunológico. Para a nossa surpresa, a doença se desenvolveu em semanas, quando normalmente levaria anos”, afirma Axel Kallies, integrante do grupo de pesquisadores. Os linfócitos T, células de defesa, são os responsáveis pela eliminação dos linfócitos B que sofrem mutações potencialmente cancerígenas.
Segundo os autores, esse estudo pode contribuir para a identificação precoce das células causadoras do câncer ainda em estágio inicial, permitindo que seja feita uma intervenção em pacientes com risco elevado de desenvolver a doença.

Veja

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

EGITO - Arqueólogos identificam tumba de faraó

 

Sarcófago do Faraó Sobekhotep I em Abydos, no Egito
Imagem divulgada pelo Conselho Supremo de Antiguidades do Egito mostra a câmara onde foi localizado o sarcófago do Faraó Sobekhotep I, em Abydos, no Egito (AFP/SCA)
 
 
Arqueólogos americanos identificaram o sarcófago do faraó Sobekhotep I, que se acredita ter sido o fundador da 13ª dinastia do Antigo Egito, há 3.800 anos. A tumba pesando cerca de 60 toneladas foi descoberta no sítio arqueológico de Abydos, no Egito, há aproximadamente um ano, mas a equipe de pesquisadores ainda não tinha conseguido identificá-la.

Na última semana, os cientistas encontraram uma inscrição com o nome do faraó, representando-o sentado no trono. "O faraó governou o Egito durante quatro anos e meio, o reinado mais longo da época", afirma Ayman El-Damarani, autoridade do ministério egípcio das antiguidades, que anunciou a descoberta.
 
Apesar de sua importância, os especialistas têm poucas informações a respeito do faraó. A descoberta ajudará a revelar mais detalhes sobre a vida e os hábitos do governante. No local, considerado um dos mais importantes sítios arqueológicos do Alto Egito, os arqueólogos também encontraram urnas funerárias usadas para preservar vísceras e objetos de ouro pertencentes a Sobekhotep I.

Com AFP

domingo, 3 de novembro de 2013

Eclípse solar raro passa despercebido por potiguares

No início da manhã deste domingo (03/11/2013) aconteceu o último eclipse solar de 2013.


O fenômeno  foi do tipo híbrido, diferenciado pela raridade, pois se apresenta em diferentes formas. Dependendo do ponto de observação na Terra, o eclipse podia ser total ou parcial. No Brasil, as regiões Norte e Nordeste eram as que poderia visualizar o fenômeno. Porém, a olho nu não era possível identificar o evento.
O eclipse parcial passou desapercebido pela maioria dos natalenses. Ele ocorreu entre às 8h e 9h da manhã, horário local. José Welington dos Santos, motofretista, passa boa parte de tempo de seu trabalho abaixo do sol, mas não sentiu nenhuma diferença. “Está acontecendo ainda?”, indagou.

Maria da Conceição Moura abriu as portas de casa para limpar a calçada logo cedo, mas disse que nem sabia sobre o eclipse. “Não sabia que ele ia acontecer, e, olhando aqui, nem dá para perceber”, diz.

O eclipse híbrido consiste no momento em que a lua encobre o sol parcialmente por algumas horas. O último eclipse visto na região aconteceu em setembro de 2006. O próximo desse tipo irá ocorrer em 2017.

Eclipses solares
Um eclipse solar acontece quando o alinhamento entre a lua e o sol provoca o bloqueio da luz solar pelo satélite natural. Eles existem em três tipos básicos: parciais, quando a Lua bloqueia apenas uma parte do disco solar; totais, a Lua encobre totalmente o sol, e anulares, a Lua está afastada a ponto de seu disco não ser visto grande o suficiente para tampar completamente o sol, deixando um "anel de fogo" ainda visível.

O eclipse hibrido é um dos mais raros. De alguns pontos da Terra é possível ver o sol ser coberto totalmente, em outros a visualização foi anular. Os eclipses híbridos representam apenas 4,8% do total de eclipses solares.
 
TN

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Cientistas criam método para 'ler pensamentos'

"Ler pensamentos": pesquisa utilizou situações cotidianas para avaliar a atividade cerebral dos pacientes   (Kiyoshi Takahase Segundo/Getty Images/iStockphoto)
Cientistas descobriram um jeito de "ler mentes". A técnica, por enquanto, só funciona com pensamentos numéricos e não permite descobrir exatamente em que a pessoa está pensando, mas torna possível saber se alguém está pensando em valores. A descoberta pode levar a diversas aplicações no futuro, como permitir que pacientes que perderam a capacidade da fala após um derrame, por exemplo, se comuniquem por meio do pensamento.

CONHEÇA A PESQUISA


Onde foi divulgada: periódico Nature Communications

Quem fez: Mohammad Dastjerdi, Muge Ozker, Brett L. Foster, Vinitha Rangarajan e Josef Parvizi

Instituição: Universidade Stanford, EUA, e outras

Dados de amostragem: 3 pacientes com epilepsia que tiveram eletrodos implantados no cérebro

Resultado: Os pesquisadores conseguiram identificar uma região do cérebro que, quando ativa, significa que a pessoa está pensando em números, valores ou quantidades.
Teorias "conspiratórias" afirmam que a técnica pode ser utilizada para criar um chip que mapeie pensamentos. "Se fosse um jogo de baseball, nós teríamos acabado de comprar o ingresso para entrar no estádio", compara Josef Parvizi, neurologista da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, e um dos autores do estudo.
Situações reais – Publicada nesta terça-feira no periódico Nature Communications, a pesquisa é a primeira a medir a atividade cerebral de voluntários não apenas em ambientes laboratoriais, mas em ações cotidianas. Os três voluntários do estudo foram pacientes que estavam internados em um hospital, aguardando uma cirurgia para epilepsia resistente a medicamentos. Para descobrir o local do cérebro que originava as convulsões e verificar a possibilidade de removê-lo cirurgicamente sem afetar outras funções do organismo, esses pacientes tiveram parte do crânio removida para a implantação de eletrodos diretamente no cérebro. Enquanto aguardavam os resultados dos exames, os participantes permaneceram internados, mas podiam realizar atividades como conversar com amigos e familiares, comer e assistir televisão.
Os pacientes responderam um questionário com perguntas de verdadeiro ou falso. Algumas envolviam raciocínio matemático (como “2+4=5”?) e outras memória episódica, ou seja, eventos que podem ser lembrados conscientemente ("você tomou café esta manhã?"). As ações dos participantes durante os dias em que estavam sendo monitorados com os eletrodos também foram filmadas, para que os pesquisadores pudessem comparar as atividades com o comportamento das células nervosas.
Dessa forma, os cientistas descobriram que a atividade na parte do cérebro chamada sulco intraparietal, relacionada à capacidade de lidar com números, aumentava apenas quando os voluntários faziam cálculos ou pensavam numericamente. Um dos pacientes, por exemplo, falava com um amigo sobre ter recebido “um pouco mais” de um analgésico, e outro mencionou “uma crise epiléptica de 10 a 15 minutos”. Em ambos os casos, a atividade no sulco intraparietal disparou, da mesma forma como quando as perguntas de matemática do teste foram respondidas.
Dificuldade – Aplicar essa técnica a uma leitura específica de pensamentos ou de linguagem, porém, seria muito mais complicado. A ciência ainda não descobriu como o cérebro processa conceitos específicos, como palavras ou números. A nova pesquisa revelou onde ocorre o processamento numérico, mas não o circuito específico responsável pelo número dois, por exemplo. Por enquanto, de acordo com o neurologista Josef  Parvizi, apenas é possível dizer que uma pessoa está ou não pensando em números.
As técnicas utilizadas anteriormente para este tipo de estudo, como a ressonância magnética, impossibilitam a análise da atividade cerebral em um contexto da vida real, uma vez que o paciente precisa ficar imóvel em uma câmara escura para que as imagens sejam obtidas. O cruzamento dos dados levou à conclusão de que o padrão de atividade cerebral nos dois ambientes é muito semelhante.
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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Especialistas alertam para aumento do suicídio e avisam: “quanto antes se detectar, mais fácil prevenir”

Detectar os sinais precocemente aumenta as chances de salvar uma vida: depressão é um  dos principais sinais


Detectar os sinais precocemente aumenta as chances de salvar uma vida. Foto: Divulgação
Nem todo suicida quer morrer, apenas quer mudar a situação
No Brasil, estima-se que haja uma média de 25 suicídios por dia. Uma tentativa aumenta em 50% a chance de uma segunda investida. E mais de 90% dos casos estão ligados a problemas de saúde mental. Como se fala muito pouco sobre o assunto — salvo quando um caso como o do músico Champignon ganha as manchetes — os indícios do suicídio, considerado um tabu social, são mal conhecidos. Mas a única forma de evitá-lo é adotar estratégias de prevenção e, para isso, é preciso conhecer os sinais.
“Estão envolvidos em uma tentativa de suicídio os fatores predisponentes, como genética, psiquismo do indivíduo, círculo social, ambiente familiar e até religião. E os precipitantes, aqueles fatores que motivaram o ato”, diz José Manoel Bertolote, autor do livro “Suicídio e sua Prevenção” (Editora Unesp) e especialista em psiquiatria da Unesp em Botucatu.
Mas 90% dos casos de suicídio estão atrelados a algum problema de saúde mental, como depressão, transtornos de personalidade, alcoolismo, abuso de drogas, bipolaridade ou esquizofrenia, entre outros.
“Quem fala não faz” é um mito comum sobre o suicídio. A maioria dos suicidas dá sinais claros de que vai se matar. “São praticamente anúncios. Normalmente os mais jovens são mais diretos. Eles verbalizam claramente, ou avisam pelas redes sociais, por email. Já os mais idosos são mais sutis. Eles se despedem distribuindo posses”, diz Bertolote.
Há também os sinais indiretos, que precisam ser decodificados. Um tipo de sinal, neste caso, é começar a colocar a vida em risco, como abusar de álcool e drogas, dirigir de forma irresponsável, brincar com armas de fogos perigosas. São os chamados suicidas passivos.
Para Karen Scavacini, gestalt terapeuta e mestre em saúde pública de promoção de saúde mental e prevenção ao suicídio, outro mito é relacionado ao tabu que cerca o tema: perguntar se a pessoa pensa em se suicidar não a induzirá ao ato. Ao contrário, falar sobre o assunto pode salvar muitas vidas. “Se você ficou desconfiado diante dos sinais, pergunte a ela: ‘você está pensando em se matar?’ Faça então um encaminhamento desta pessoa. Não precisa ser só para o psicólogo ou para o psiquiatra. Pode ser para o padre, o diretor da escola, o agente comunitário, o bombeiro”, aconselha Karen.
Um estudo realizado pela Unicamp detectou que, no Brasil, 17 de 100 pessoas pensam seriamente em se matar. Com o silêncio que cerca o tema, a abordagem do suicídio como problema de saúde pública ainda engatinha. “Não existe no País saúde pública que dê conta deste fenômeno. A Estratégia Nacional de Prevenção continua até hoje no papel. O médico da unidade básica deveria ser o primeiro a detectar indícios”, diz.
Na Europa, as taxas de suicídio estão diminuindo porque a prevenção funciona. Já nos Estados Unidos foi lançada a campanha “Amigo bravo é melhor que amigo morto”, para incentivar os jovens a não manterem segredo e contarem o que sabem sobre as intenções dos colegas. “No Brasil, simplesmente não se fala no assunto”, completa Karen.
A voluntária do CVV Adriana Rizzo, que dedica quarto horas por semana para ouvir e aconselhar pessoas que pensam em se matar, diz que mudanças bruscas de comportamento são as principais pistas que o suicida dá. “Eram pessoas muito tímidas e, do nada, ficam muito agitadas. Também acontece uma retirada da vida social, um isolamento, ou abuso de álcool e drogas“, alerta.
Além da mudança de personalidade, ligue o alerta quando notar grande alteração alimentar ou de sono, sentimento de desvalor e desesperança. Pessoas que tiveram perdas recentes, como mortes, divórcio, histórico familiar de suicídio ou que tiveram diagnóstico de doença grave, fazem parte do grupo de risco.
O quanto antes se detectar, mais fácil prevenir. “Bem como intervir em crises”, conta a voluntária Adriana. “O nosso trabalho é oferecer atenção e conversar com a pessoa sobre um assunto que ela quer dividir e não consegue, pois se sente julgada, criticada. Ao desabafar e compartilhar o que está lhe afligindo, ela se sente valorizada. A gente procura a entender por que ela quer desistir de viver. Para o copo não transbordar, ela precisa esvaziar o que está sentindo antes”.

Ambivalência
Nem todo suicida quer morrer, apenas quer mudar a situação. Todo suicida é ambivalente: uma hora ele quer, na outra não. De acordo com Bertolote, isso explica porque muitas vezes, quando o suicida fez uso de um método letal e está à beira da morte, bate o desespero e ele se arrepende.
Tanto para quem convive com um suicida em potencial ativo, que toma objetivamente a decisão, quanto para quem vive com um passivo, que adota comportamento abusivo em busca de um “acidente”, o conselho mais importante é não ignorar qualquer sinal. Leve a sério as ameaças e tome providências para ajudar a pessoa em risco. “O tratamento dos transtornos mentais é a primeira intervenção. Isso porque a maioria dos suicidas têm um transtorno como depressão, alcoolismo ou esses dois males associados”, diz Bertolote.
JH

domingo, 4 de agosto de 2013

Paracetamol pode causar grave problema de pele, diz FDA

Paracetamol: FDA alerta para um novo efeito adverso do analgésico (Thinkstock)

Analgésico com paracetamol mais conhecido no mercado, o Tylenol deverá trazer em bula o efeito adverso; segundo FDA, não é necessário interromper de maneira preventiva o uso do medicamento

O Food and Drug Administration (FDA), agência que regulamenta medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, alertou nesta quinta-feira que o paracetamol pode causar raras, porém sérias, reações da pele — como a síndrome Stevens-Johnsons, cujos sintomas podem incluir bolhas e urticárias. O Tylenol, fabricado pela farmacêutica Johnson & Johnson, é um dos remédios analgésicos mais conhecidos à base de paracetamol. O efeito adverso deverá constar na bula desses medicamentos.
“Esse novo dado não tem como objetivo preocupar os consumidores ou profissionais de saúde e nem encorajá-los a optar por outros medicamentos”, disse em comunicado Sharon Hertz, vice-diretora do FDA. “Porém, é extremamente importante que as pessoas reconheçam a reajam rapidamente aos sintomas iniciais desses raros, mas sérios efeitos adversos, que são potencialmente fatais".
Em caso de alguma reação adversa na pele, o FDA orienta que o uso da medicação seja interrompido, e que o paciente procure um médico imediatamente.
Farmacêutica — A Johnson & Johnson afirmou em comunicado que a informação do FDA “deve ser vista no contexto de milhões de pessoas que se beneficiaram do paracetamol”, e que as reações da pele citadas pela agência são extremamente raras e “cujas causas continuam em debate”.
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terça-feira, 11 de junho de 2013

Oito coisas que os humanos acham que viram em Marte

Onde existe apenas uma rocha, ufólogos e teóricos da conspiração enxergaram um rato vivo, na superfície de Marte. Isso acontece por causa de um fenômeno chamado pareidolia (Nasa)

Desde que o homem começou a explorar o planeta vermelho, imagens das areias e pedras em sua superfície têm sido confundidas com ratos, coelhos e outras criaturas típicas da Terra. Isso não revela nada sobre Marte - mas diz muito sobre a mente humana

No final do ano passado, o robô Curiosity tirou mais uma de suas inúmeras fotos da superfície marciana. A paisagem era composta por areia e pedras vermelhas — nada muito diferente das outras imagens do planeta. Apesar disso, a fotografia tem circulado pela internet, principalmente por sites de ufologia, como se fosse uma evidência de vida fora da Terra. Acontece que uma das pedras mostradas lembrava, bem vagamente, um roedor. Isso foi suficiente para que sites como o Ufo Sightings Daily afirmassem que a Nasa estaria escondendo a existência do animal.
Apesar de ser altamente improvável que um rato terrestre fosse capaz de sobreviver em Marte ou que tivesse evoluído de forma independente no planeta, a imagem foi parar na imprensa escrita e nas redes de televisão — na maioria das vezes em tom de deboche. O animal ganhou até um perfil na rede social Twitter, com mais de 1.700 seguidores: o @realmarsrat. "Povo da Terra. Vocês me encontraram. Preparem-se para a invasão", diz a descrição da conta.
Essa não é a primeira vez que imagens de Marte induzem ilusões de ótica e teorias da conspiração. Inúmeras pessoas já relataram ter visto faces humanas, coelhos e papagaios em sua superfície. Isso acontece por causa de um fenômeno psicológico chamado pareidolia, que faz com que o ser humano atribua a estímulos visuais vagos um significado que lhe seja familiar. É ele o responsável, por exemplo, pela visão de carneirinhos nas nuvens ou uma bota no mapa da Itália.
Segundos os cientistas, o fenômeno pode ter surgido como uma adaptação evolutiva para ajudar o homem a reconhecer, rapidamente e de modo inconsciente, animais, faces humanas e outros elementos do mundo natural. Às vezes, o efeito vai longe demais e faz as pessoas enxergarem coisas que não estão lá, como imagens religiosas em torradas ou figuras humanas em montanhas. As visões na superfície de Marte dizem muito pouco sobre o planeta vermelho — principalmente sobre vida em sua superfície. Mas diz muito sobre a mente humana.

Rato
A imagem acima foi obtida pelo robô Curiosity em setembro do ano passado. Em dezembro, o site Ufo Sightings Daily descobriu ali, em meio a rochas, a presença de um conhecido animal. “É um belo roedor em Marte. Observe a cor mais clara nas pálpebras superiores e inferiores, o nariz e a bochecha, o seu ouvido, sua perna da frente e estômago”, escreveram os ufólogos. O texto ainda afirmava que a Nasa teria descoberto vida no planeta vermelho, mas não revelaria o segredo para que Rússia e China não obtivessem a informação.
Depois, o site mudou de versão. Alertados por seus leitores, eles consideraram mais provável que o roedor fizesse parte de uma experiência da Nasa, que o usou para testar quanto tempo um animal seria capaz de sobreviver na superfície do planeta. A Nasa não falaria do assunto, segundo a nova teoria da conspiração, por medo de ser processada por grupos que defendem os direitos dos animais.
Segundo os cientistas da agência espacial, a imagem mostra uma simples pedra, que adquiriu um formato estranho por causa da erosão causada pelo vento e clima marcianos. A rocha seria tão desimportante, que, segundo a agência, não merecia nenhum tipo de análise mais detalhada.
Veja

domingo, 14 de abril de 2013

Tamanho do pênis é, sim, importante para as mulheres, diz estudo


Cientistas australianos avaliaram quais características alteravam a atratividade do corpo masculino. As mulheres preferiram os tamanhos maiores


As voluntárias avaliaram 343 figuras masculinas diferentes, que variavam em sua altura, tamanho do pênis  e proporção entre ombros e cintura
Um novo estudo publicado nesta segunda-feira na revista PNAS mostra que, sim, o tamanho importa. Pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália analisaram a reação de um grupo de mulheres a 343 formatos de corpos masculinos diferentes e descobriram que existem algumas características que deixam um homem mais atraente, entre elas o tamanho do pênis.
CONHEÇA A PESQUISA


Onde foi divulgada: periódico PNAS

Quem fez: Brian S. Mautz, Bob B. M. Wong, Richard A. Peters e Michael D. Jennions

Instituição: Universidade Nacional da Austrália

Dados de amostragem: 105 mulheres australianas que avaliaram 343 imagens de corpos masculinos com altura, proporção entre ombro e cintura e tamanho de pênis diferentes

Resultado: Ao analisar os dados, os pesquisadores descobriram que as três características importavam para medir o quanto uma mulher considerava o corpo de um homem atraente
O tamanho médio do órgão sexual masculino costuma variar de espécie para espécie. Entre os humanos, por exemplo, ele é maior do que nos outros grandes primatas, seus parentes evolutivos mais próximos. O gorila, por exemplo, apesar de poder chegar até os dois metros de altura, tem um pênis de apenas quatro centímetros (o humano, flácido, tem um tamanho médio de 9 centímetros e de 14 centímetros ereto). Essa variação costuma ser explicada pela taxa de sucesso que os diferentes tipos de pênis têm na hora da fertilização: a evolução tenderia a selecionar os órgãos sexuais responsáveis pelos maiores índices de sucesso reprodutivo. Os pesquisadores, no entanto, dizem que o tamanho da genitália masculina também pode ser produto de uma seleção sexual, e a preferência feminina teria, nesse caso, ajudado a selecionar pênis cada vez maiores na espécie humana.
Para descobrir se as mulheres realmente consideram que tamanho é documento, pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália realizaram uma pesquisa com 105 voluntárias heterossexuais de seu país. Elas foram apresentadas a uma série de figuras masculinas geradas por computador, cada uma variando em três características: tamanho do pênis (em estado flácido), altura e proporção entre ombros e cintura (pesquisas anteriores já haviam mostrado que homens com altos valores nas duas últimas características são mais atraentes). As figuras mostravam sete variações em cada uma dessas características, fornecendo, ao todo, 343 formatos diferentes de corpo. As mulheres tinham de avaliar cada figura conforme sua atratividade, ajudando assim os pesquisadores a descobrir quais características eram mais importantes. 

Como resultado, descobriram que a característica mais importante para um homem ser considerado atraente é a proporção entre o tamanho dos ombros e a cintura. Em seguida, aparecem empatados a altura e o tamanho do pênis. Essas características também se relacionam entre si, e as mulheres consideraram o tamanho da genitália mais importante entre os homens mais altos e com maiores proporções entre ombro e cintura.

Seleção sexual -  A pesquisa fornece indícios de que o tamanho do pênis flácido pode afetar no quanto uma mulher considera um determinado homem atrente. Os pesquisadores perceberam, no entanto, que a atratividade não variava de forma constante conforme o tamanho do pênis mudava. Nos tamanhos menores, cada aumento no órgão proporcionava um grande acréscimo na atratividade masculina. Mas, a partir dos 7,6 centímetros — tamanho menor do que a média da espécie humana — os aumentos sucessivos vão se tornando cada vez menos importantes.

Os índices de atratividade também estiveram relacionados ao biotipo da mulher que avaliava as figuras. Quanto mais alta fosse a voluntária, mais importância ela dava à altura masculina. Também houve uma pequena tendência de as mulheres mais obesas daram mais importância ao tamanho do órgão sexual. 

Os cientistas dizem ser difícil explicar as origens dessas preferências femininas, que podem ter causas tanto culturais quanto biológicas. Mas concluem que, independente do mecanismo por trás disso, o resultado do estudo apoia a hipótese de que as escolhas de companheiros por parte das mulheres pode ter levado à evolução de maiores pênis nos seres humanos. É importante ressaltar que essa preferência tem origens pré-históricas, quando os humanos e seus ancestrais não usavam roupas.

Veja 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Fruta noni torna-se milagrosa e vira sensação entre o povo


Uma fruta verde de tamanho médio e cheiro forte está entrando na rotina de muitas pessoas  que sofrem dos mais variados tipos de doenças. O noni, como é chamado o fruto da árvore Morinda Citrifolia, pode ser encontrado facilmente em feiras livres e mercados públicos e tem sido utilizado por pessoas que sofrem desde dores de cabeça até pacientes com diabetes. No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) impede a importação, comercialização e uso de produtos derivados da fruta. De acordo com a agência, os estudos científicos realizados até o momento, apesar de não conclusivos, revelam alguns casos de danos ao fígado e aos rins.
O taxista Paulo César Tavares, 44 anos, é um dos que defende a fruta. Diagnosticado com diabetes há três anos, ele enumera uma série de melhorias conquistadas desde que começou a tomar o suco de noni, forma mais popular de consumo. Tavares prepara a bebida por meio de uma mistura com uva. “Com apenas três semanas, eu perdi uns 5 kg e minhas taxas de glicose começaram a cair. As roupas estão todas frouxas”, conta. 
O noni é originário do Sudeste asiático e costuma ser encontrado largamente no Taiti, ilha da Polinésia. Apesar de, supostamente, ter efeitos terapêuticos e medicinais, produtos derivados da fruta têm a comercialização proibida no Brasil. A empresa norte-americana Morinda, que produz o suco Tahitian Noni, encerrou as operações no país em maio de 2009, alegando ser alvo de “muitas exigências dos órgãos governamentais”.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

FIM DO MUNDO: Especialista em literatura apocalíptica diz que período acaba,mas não o mundo

Pedra com calendário maia exposta no México em 2011

O professor do departamento de História da Universidade de Brasília (UnB) Vicente Dobroruka, especialista em literatura apocalíptica da Antiguidade, diz que o mundo não vai acabar nesta quinta-feira (21) – pelo menos não por influência da suposta profecia maia sobre o fim dos tempos.
Dobroruka diz que o principal registro documental da cultura maia, o manuscrito “Popol Vuhl”, não indica que o fim do mundo esteja próximo. Para ele, a civilização poderia entender a data apenas como a mudança de um período, como ocorreu entre os anos 1999 e 2000 no calendário gregoriano.
De acordo com o professor, o manuscrito, que pode ser traduzido como “livro do povo” ou “livro da comunidade”, considera a existência de vários mundos – a humanidade vive atualmente no quarto.

“Não há evidência de fim dos tempos, nem de mudança. A única mudança que temos é de uma data [..].Do ponto de vista dos maias, é uma mudança de ciclo, mas no calendário gregoriano, por exemplo, a entrada do ano 2000 marcou um novo ciclo, pois é um ano jubilar. E se paramos para pensar, o mundo mudou bem mais de 2000 para 2010 do que de 1980 para 1990”, afirmou o professor.
De acordo com o texto, o mundo atual iria durar 13 períodos, chamados “b’akt’uns”. Pela contagem dos dias no calendário gregoriano, o primeiro período teve início em 11 de agosto de 3114 a.C. e termina nesta sexta-feira (21). Mas o fim previsto é do período, não do mundo.
Não há evidência de fim dos tempos, nem de mudança. A única mudança que temos é de uma data [..].Do ponto de vista dos maias, é uma mudança de ciclo, mas no calendário gregoriano, por exemplo, a entrada do ano 2000 marcou um novo ciclo, pois é um ano jubilar."
Vicente Dobroruka, professor da UnB especialista em literatura apocalíptica da Antiguidade
Segundo Dobroruka, outra evidência arqueológica faz referência a uma mudança de ciclo. Em uma peça encontrada no sítio arqueológico Tortuguero, no México, inscrições fazem relação do 13º b’akt’un com o deus B’olon-Yokte’ – ligado à guerra, ao conflito e ao submundo. É dessa peça que se originou a suposição de que o mundo acaba neste dia 21.
Outros vestígios da cultura maia, em monumentos da América Central, porém, indicam a existência de vida por muito mais anos, diz Brodoruka.
“Na Guatemala, há uma série de inscrições em escadaria maia que indicam acontecimentos até 21 de outubro de 4772.  Uma estudiosa maionista já encontrou uma sequência que fala em um universo no ano 2777 vezes 10 elevado à 28ª potência”, afirmou. “Não há nada que indique de modo conclusivo que o dia 21 de dezembro seja um período catastrófico”, disse.
A sérvia naturalizada brasileira Lidjia Milovic, que interpreta símbolos e analisa situações por meio da borra do café (Foto: Felipe Néri/G1)A sérvia naturalizada brasileira Lidjia Milovic, que interpreta símbolos e analisa situações por meio da borra do café 
Borra de café
Para a sérvia nacionalizada brasileira Lidjia Milovic, que interpreta os símbolos da vida das pessoas e analisa situações por meio da energia emitida pela borra do café, o mundo também não vai acabar no próximo dia 21. “Eu plenamente acho que o mundo não acaba. Nada acaba, tudo se transforma. Não existe o fim”, afirmou.
É muito óbvio [que o mundo não vai acabar]. Estou na beira do rio Buriti, em Buritinópolis, em Goiás. O céu está calmo e tranquilo. Vejo apenas uma outra ligação com outra energia, com o centro de universo: pai, mãe e criador do universo."
Lidjia Milovic, que interpreta símbolos por meio da borra
“É muito óbvio [que o mundo não vai acabar]. Estou na beira do rio Buriti, em Buritinópolis, em Goiás. O céu está calmo e tranquilo. Vejo apenas uma outra ligação com outra energia, com o centro de universo: pai, mãe e criador do universo. Tem algo mudando, mas no sentido positivo. Não sou eu que estou fazendo isso profissionalmente, todo mundo está captando uma vibração mais positiva”, disse.
De acordo com ela, a humanidade passa por uma fase de grande transformação. “É uma transformação de muito mais luz, que nos ajuda a ver as coisas. É como se fosse o momento de acender as lâmpadas, e estamos percebendo mais coisas e sentido mais. Você age com mais consciência. Estão mudando os hábitos. A maioria das pessoas está mudando mesmo.”
G1