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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Thammy Miranda é fotografada de sunga ao lado de sua namorada, mostrando como está o seu corpo após cirurgia para retirar os seios.

A fim de aproveitar o sol do dia, #Thammy Miranda vai com sua namorada à praia para se descontrair um pouco. Sua companheira Andressa Ferreira, uma modelo que gosta de exibir o corpo sarado, aproveita para registrar o momento com uma foto que posteriormente foi postada na rede social.
Os seguidores da rede social puderam ver a foto que mostra Thammy usando apenas uma sunga listrada que combinava com as cores e a estampa do biquíni de sua namorada. Na descrição da foto postada por Andressa, a modelo diz achar meiga a combinação e questiona os internautas perguntando a opinião deles.
Filha de Gretchem Miranda, Tammy, passou por um processo de readequação de gênero em 2014, onde removeu os seios e começou a tomar hormônios de crescimento de pelos – sendo apoiada pela a família sempre. Além de mudar seu físico, Thammy quis ir mais além e iniciou a papelada para poder alterar o próprio nome em todos documentos de identificação.
Mesmo ainda possuindo um nome feminino, todos os seus amigos, inclusive Andressa, se referem a ela no gênero masculino e ao invés de falarem ”a Thammy”, pronunciam “o Thammy” em respeito à sua vontade.
Após essas imagens virilizarem na internet, Thammy foi alvo de inúmeros comentários preconceituosos. Alguns diziam que ela quer ser homem a trancos e barrancos, a chamavam de aberração e outros destacavam que mesmo com pelos ela nunca iria ser homem de verdade. Outros comentários apelavam para o lado religioso, estes afirmavam que tudo não passava de uma blasfêmia.
Mesmo com todas as pessoas que desprezam seus feitos, muitas as apoiam e respeitam as decisões de Thammy. Não foram apenas comentários rudes e ignorantes que o casal recebeu na foto, mas também frases de apoio com muito carinho e admiração dos seus fãs, provando que não importa o quanto às pessoas tenham dentro de si o preconceito quando se trata de sexualidade, querendo sempre interferir no que não lhes diz respeito, pois o mundo está mudando e a mente do ser humano só tende a seguir o caminho da evolução é a aceitação.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Cientistas admitem existência de nono planeta no Sistema Solar

planetas
Cientistas admitiram hoje (20) a possibilidade de existir um nono planeta, gigante e gelado, no Sistema Solar. De acordo com os astrônomos, os estudos são baseados em modelos matemáticos e simulações por computador e não em observação direta.
O corpo celeste, batizado como “nono planeta”, terá uma massa cerca de dez vezes maior que a da Terra e uma órbita 20 vezes mais afastada que a de Netuno, oitavo planeta do Sistema Solar, o mais externo e que gira em torno do Sol a uma distância média de 4,5 bilhões de quilômetros.
Segundo os investigadores Konstantin Batygin e Mike Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, o possível planeta, oculto pela órbita de Plutão, leva entre 10 mil e 20 mil anos para completar uma trajetória ao redor do Sol.
Durante muito tempo Plutão foi considerado como o nono planeta do Sistema Solar, mas perdeu o status, passando a planeta-anão em decorrência do seu tamanho reduzido. O “nono planeta” terá uma massa cinco mil vezes maior à de Plutão.
Robson Pires

sábado, 5 de setembro de 2015

Natal é a melhor capital para fazer turismo no Brasil, apontam agências

Secretários de turismo de Natal e do Rio Grande do Norte comemoram escolha de 500 agências de viagens paulistana


Por Virgínia França
Natal foi escolhida pela sétima vez consecutiva a melhor capital para fazer turismo no Brasil. Um total de 500 agências de turismo de São Paulo premiaram a capital potiguar com o título e enalteceram o turismo de lazer, de sol e praia.
(Foto: Alberto Leandro/PortalNoar)
Sol e o mar potiguar atraem turistas (Foto: Alberto Leandro/PortalNoar)
O titular da Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Seturde), Fred Queiroz, recebeu posivamente a notícia e relacionou o sucesso de Natal com os agentes de viagens com a recuperação da infraestrutura.
“Estamos fazendo a nossa parte. Preparamos a infraestrutura de Natal, como a orla das praias urbanas, Ponta Negra e os eventos, como o Natal em Natal e o Carnaval. O empresariado também fez a sua parte, investiu e soube conquistar o turista”, declarou Queiroz.
O secretário do Estado de Turismo, Ruy Gaspar, disparou que Natal é o melhor destino do Nordeste, sendo uma cidade privilegiada por ter os dois litorais a serem explorados pelos visitantes.
“Temos dois destinos consolidados no Norte, São Miguel do Gostoso, e Pipa, no litoral Sul. O turista não precisa ficar preso só a Natal. Para gente, essa notícia é fantástica. Reforça o trabalho que realizamos para trazer mais turistas”, afirmou.
Ruy Gaspar acrescentou que no feriado do 7 de setembro, os hotéis das duas praias citadas estão lotados, o que aquece a economia potiguar.
A Inframerica, operadora do Aeroporto Internacional de Natal, prevê a movimentação de 17 mil passageiros no feriado, entre os dias 4 a 8 de setembro. O número de pousos e decolagens previstos para o período é de 160, destes, 10 são extras para o período.

sábado, 8 de novembro de 2014

Conheça o homem que está há 74 anos sem comer e beber água

 

Jani alega que se alimentava de luz, quando olhava diretamente para o sol durante vários minutos por dia

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Um líder religioso indiano chamou a atenção nos últimos anos por conta de uma façanha incomum. Ele estaria há 74 anos sem comer e beber água.
Prahlad Jani, conhecido como Mataji, tem 82 anos. Ele parou de se alimentar quando ainda era criança, aos 8 anos de idade.
O homem aceitou ser submetido a uma investigação rigorosa em um instituto de pesquisas médicas, ficando isolado em um pequeno quarto com câmeras que o filmavam durante dias e noites.
A cada três horas os médicos recolhiam amostras de sangue do indiano. A pesquisa durou 10 dias, e durante todo esse tempo Mataji não comeu ou bebeu água. Da mesma forma ele não precisou realizar suas necessidades naturais.
Jani passou o maior tempo orando e meditando. Ele tomava banho em uma bacia, e os médicos verificavam a quantidade de água para ter certeza de que ele não estava bebendo o líquido.
O homem demonstrou ter um grande vigor físico durante a experiência. Exames não constataram nenhum problema sanguíneo, fazendo com que os médicos não tivessem respostas sobre como o homem estava se mantendo nutrido.
Jani alega que se alimentava de luz, quando olhava diretamente para o sol durante vários minutos por dia. O hábito, porém, pode causar cegueira por conta de problemas gerados na retina dos olhos.
O indiano também afirmou que um orifício surgiu no céu de sua boca quando ele olhava para o sol, deixando escorrer um tipo de gosma doce, a qual permitiria a ele se alimentar.
Uma médica introduziu um dos dedos na boca do homem nesse momento, e comprovou a existência de uma fenda no palato e da substância pegajosa. O indiano deixou o hospital como um verdadeiro herói ao pequeno grupo de seguidores que possuía, os quais o acompanharam até uma caverna. É neste mesmo local que ele vive atualmente, mantendo a meditação e a sobrevivência por meio da luz solar.
 

Fonte: Gadoo

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Dupla tempestade solar ruma à Terra e preocupa cientistas

 

Imagem feita pelo Observatório de Dinâmica Solar da agência espacial americana, Nasa, mostra as condições atuais de "tranquilidade" da coroa solar e a região de transição do Sol, sem a presença de explosões
Tempestade solar quase provocou 'apagão' na Terra em 2012 (Divulgação/Nasa/SDO/VEJA)
 
Combinação rara de eventos solares pode afetar sinais GPS, comunicações por rádio e transmissões de energia. Impactos serão sentidos na sexta e no sábado
 
Uma rara explosão dupla de tempestades solares magneticamente carregadas vai atingir a Terra nesta sexta-feira, causando preocupações de que sinais GPS, comunicações por rádio e transmissões de energia possam ser interrompidos, disseram autoridades nesta quinta. Individualmente, as tempestades, conhecidas como ejeções de massa coronal, ou CMEs, não justificariam advertências especiais, mas o curto intervalo atípico e sua rota direta para a Terra levaram o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (SWPC) a emitir um alerta.

 Dado ao nível de intensidade geomagnética esperado, essas tempestades "poderão provocar problemas nas comunicações por rádio e sinal de GPS, assim como irregularidades na voltagem da rede de distribuição elétrica", disse Thomas Berger, diretor do centro. Os efeitos seriam mais sentidos nas regiões próximas aos polos, onde as interações com o campo magnético terrestre são mais fortes. "Nós não esperamos nenhum impacto incontornável à infraestrutura nacional, mas estamos acompanhando de perto", acrescentou Berger.

O Sol está atualmente no pico de seu ciclo de 11 anos, embora o nível de atividade esteja menor do que o típico para um pico solar. Tempestades como as que agora rumam para a Terra ocorrem entre 100 e 200 vezes durante um ciclo solar de 11 anos, explicou Berger. Para o cientista, a imprevisibilidade da dupla explosão solar exige uma maior preocupação. "O fato único sobre este evento é que nós tivemos dois em rápida sucessão e as CMEs poderiam estar interagindo em seu caminho para a Terra, na órbita da Terra ou além. Nós simplesmente não sabemos ainda", disse ele. O SWPC estima que os efeitos das tempestades ainda serão sentidos no planeta no sábado.

No lado positivo, os eventos solares devem provocar belas auroras nas regiões polares, incluindo o norte dos Estados Unidos e do Canadá.

Histórico – Em 2012, uma
forte tempestade solar quase atingiu a Terra, colocando em sério risco todo o sistema de redes elétricas e ameaçando "reenviar a civilização contemporânea ao século XVIII", revelou a Nasa em julho. A agência espacial americana estima que o impacto de uma tempestade solar como a de 1859 – conhecida como "evento Carrington" – custaria à economia mundial dois trilhões de dólares e provocaria danos sem precedentes em um mundo inteiramente dependente da eletricidade e da eletrônica.

(Com agências Reuters e France-Presse)

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Nasa diz que 2014 será o "ano da Terra"

 

Imagem em alta resolução da Terra tirada pelo satélite Suomi NPP, o primeiro de uma nova geração de satélites que podem observar diversas facetas da planeta
Imagem em alta resolução da Terra tirada pelo satélite Suomi NPP, o primeiro de uma nova geração de satélites que podem observar diversas facetas da planeta (NASA)
 
Cinco missões serão lançadas para monitorar as mudanças climáticas no planeta
 
A agência espacial americana tem pela frente um 'grande ano' com o lançamento, pela primeira vez em mais de uma década, de cinco missões para o estudo da Terra, anunciou o diretor da Nasa, Charles Bolden.
As missões da Nasa terão como enfoque pesquisar e encontrar respostas para desafios críticos do planeta, como alterações climáticas, elevação do nível do mar e diminuição da disponibilidade de água doce. "Este será o ano da Terra. O enfoque no planeta que fará uma diferença significativa na vida dos povos no mundo todo", disse Bolden em uma declaração distribuída pela agência.

 A primeira missão em ciências da Terra é o Global Precipitation Measurement (GPM), um satélite que será lançado em 27 de fevereiro a bordo de um foguete japonês e cuja meta é monitorar a chuva e a neve no mundo todo. Em julho, entrará em órbita o Orbiting Carbon Observatory (OCO)-2, que fará medições precisas da emissão global de dióxido de carbono, gás que contribui com o efeito estufa e o aquecimento da atmosfera. Para novembro o calendário prevê o lançamento do satélite Soil Moisture Active Passive (SMAP), que recolherá dados da umidade do solo, com o objetivo de ajudar nas previsões da produtividade agropecuária, das condições meteorológicas e do clima.

Por fim, duas missões de estudos terrestres serão enviadas à ISS, uma em junho e outra em setembro, para monitorar ventos oceânicos, nuvens e aerossóis – fatores determinantes na pesquisa do clima e na previsão meteorológica. "Em nosso planeta, a água é um requisito essencial para a vida e a maioria das atividades humanas", declarou Michael Freilich, diretor da Divisão de Ciência da Terra da Nasa. "Devemos entender os detalhes de como a água se movimenta na atmosfera, nos oceanos e na terra se queremos prever as mudanças em nosso clima e a disponibilidade dos recursos de água."
Eclipse total da Lua

Um dos espetáculos mais bonitos esperados para este ano é o eclipse total da Lua, previsto para 15 de abril. A Lua vai entrar na região de sombra feita pela Terra, desaparecendo completamente do céu. O evento poderá ser observado em todo o Brasil, exceto o fim do espetáculo, quando a Lua reaparecer, pois já terá amanhecido por aqui.

O eclipse vai começar às 3h da manhã. Por volta das 4h, se inicia a fase total do eclipse, quando a Lua some atrás da sombra da Terra. Às 5h24, o satélite começa a sair da escuridão, e ressurge inteiramente às 6h33.

No dia 8 de outubro haverá outro eclipse total da Lua. Mas este terá início quando o dia estiver clareando para nós, por volta das 6 da manhã, de modo que a maior parte do território nacional não vai ver nada. Quem estiver no Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia e em parte do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará e Amapá pode conseguir observar o comecinho do evento.

Segundo Gustavo Rojas, astrofísico da Universidade Federal de São Carlos, apesar de comum, esse evento não ocorre anualmente, pois depende das configurações de ciclo da Terra, da Lua e do Sol. Em 2013, por exemplo, nenhum eclipse total lunar foi observado. Quando eles acontecem, costumam ser dois no mesmo ano.

Veja

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Calor eleva consumo, e cresce risco de casos pontuais de falta de luz

As altas temperaturas no país neste início de ano levaram, na sexta-feira passada, as usinas elétricas a bater seu recorde histórico de produção de energia e trouxeram uma preocupação: o risco de falha nos equipamentos de transmissão e distribuição, o que pode gerar faltas de luz pontuais e localizadas.
 
Segundo a Folha de São Paulo, a avaliação é do coordenador do Gesel/UFRJ (Grupo de Estudos do Setor Elétrico/UFRJ), Nivalde de Castro. Aliado ao aumento do consumo, o calor "estressa" os equipamentos, que, por sua vez, podem vir a apresentar falhas técnicas pontuais. Na atual situação, o risco de problemas na transmissão ou na distribuição é maior do que o de questões estruturais -a oferta de energia não acompanhar a demanda, por exemplo.
 
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Marcos Dantas

domingo, 3 de novembro de 2013

Eclípse solar raro passa despercebido por potiguares

No início da manhã deste domingo (03/11/2013) aconteceu o último eclipse solar de 2013.


O fenômeno  foi do tipo híbrido, diferenciado pela raridade, pois se apresenta em diferentes formas. Dependendo do ponto de observação na Terra, o eclipse podia ser total ou parcial. No Brasil, as regiões Norte e Nordeste eram as que poderia visualizar o fenômeno. Porém, a olho nu não era possível identificar o evento.
O eclipse parcial passou desapercebido pela maioria dos natalenses. Ele ocorreu entre às 8h e 9h da manhã, horário local. José Welington dos Santos, motofretista, passa boa parte de tempo de seu trabalho abaixo do sol, mas não sentiu nenhuma diferença. “Está acontecendo ainda?”, indagou.

Maria da Conceição Moura abriu as portas de casa para limpar a calçada logo cedo, mas disse que nem sabia sobre o eclipse. “Não sabia que ele ia acontecer, e, olhando aqui, nem dá para perceber”, diz.

O eclipse híbrido consiste no momento em que a lua encobre o sol parcialmente por algumas horas. O último eclipse visto na região aconteceu em setembro de 2006. O próximo desse tipo irá ocorrer em 2017.

Eclipses solares
Um eclipse solar acontece quando o alinhamento entre a lua e o sol provoca o bloqueio da luz solar pelo satélite natural. Eles existem em três tipos básicos: parciais, quando a Lua bloqueia apenas uma parte do disco solar; totais, a Lua encobre totalmente o sol, e anulares, a Lua está afastada a ponto de seu disco não ser visto grande o suficiente para tampar completamente o sol, deixando um "anel de fogo" ainda visível.

O eclipse hibrido é um dos mais raros. De alguns pontos da Terra é possível ver o sol ser coberto totalmente, em outros a visualização foi anular. Os eclipses híbridos representam apenas 4,8% do total de eclipses solares.
 
TN

sábado, 19 de janeiro de 2013

Superficiais, bronzeamentos a jato ou vapor garantem tom dourado ao corpo com segurança

bronzeamento artificial (também conhecido como auto bronzeamento) se refere a aplicar produtos químicos na pele para produzir um efeito similar em aparência ao bronzeamento solar tradicional. O bronzeamento artificial através de produtos químicos ganhou força em resposta às ligações entre a exposição ao sol e o câncer de pele descobertas nos anos 1960s. Além dos produtos químicos, muitas pessoas preferem métodos alternativos de bronzeamento, como a câmara de bronzeamento.

Hoje em dia está cada vez mais raro esse tipo de frustração para quem faz os bronzeamentos artificiais. 

Alerta da ANVISA: cuidado com o excesso do uso das câmaras de bronzeamento.

Segundo o site oficial da ANVISA, “As câmaras de bronzeamento artificial não poderão mais ser utilizadas para fins estéticos no país”. Isso é devido à falta de controle das máquinas que se encontram no país, a falta propriamente dita de manutenção e, mais ainda, o já comprovado risco iminente de câncer que a pessoa é exposta a cada sessão
O fato de o sol em excesso ser nocivo à saúde não significa que é preciso passar o verão no melhor estilo “branco escritório”. Afinal, uma pele bronzeada valoriza as roupas, traz aquela leveza do verão, aumenta a autoestima e (há quem diga) emagrece e disfarça a celulite. Sendo assim, o caminho é lançar mão dos métodos artificiais de bronzeamento, como os procedimentos feitos em clínicas de estética ou os autobronzeadores cosméticos. Fora isso, nada é seguro. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Passagem do planeta Vênus pelo Sol chama a atenção de astrônomos



Vênus realizou na noite de terça-feira (5) e madrugada de quarta-feira (6/6) a passagem diante do Sol para deleite dos astrônomos, que estavam na expectativa por um fenômeno que só voltará a acontecer dentro de 105 anos, e para desespero de milhões de asiáticos que não viram o espetáculo por culpa da chuva.

O trânsito do planeta entre a Terra e o Sol começou pouco depois das 19h00 (horário de Brasília) no límpido céu da América do Norte, América Central e na parte norte da América do Sul. O deslocamento de Vênus, convertido em um grosso ponto negro na superfície do Sol, deve ser observado através de filtros solares aprovados para evitar o risco de cegueira, advertem os cientistas.

"Não é um eclipse clássico, no qual o sol é totalmente obscurecido. O diâmetro de Vênus representa um centésimo do Sol, então será apenas um ponto superposto na esfera solar e que se movimenta", disse Fred Watson, do Observatório Astronômico da Austrália.

A Austrália, descoberta no século XVIII pelo explorador britânico James Cook, depois de uma missão de observação de Vênus no Pacífico, foi o melhor local para acompanhar o fenômeno, com quase sete horas de visibilidade na zona oriental e central do país. O fim do fenômeno foi observado durante a manhã na Europa, Oriente Médio e Ásia meridional. Na maior parte da América do Sul, África ocidental e do sudoeste, o fenômeno não pôde ser observado.

Os cientistas asseguram que estudar o trânsito incentivará esforços futuros para identificar planetas distantes e aprender mais sobre suas atmosferas. Apenas seis passagens de Vênus diante do Sol foram registradas das 53 ocorridas entre 2000 a.C. e 2004 d.C, quando ocorreu o último.

A próxima passagem de Vênus entre o Sol e a Terra ocorrerá em 2117, dentro de 105 anos. Esses trânsitos acontecem duas vezes a cada oito anos e, depois, não são registrados por mais de um século. O último trânsito de Vênus entre o sol e a Terra aconteceu em 2004 e nenhum fenômeno foi verificado em todo o século XX.

"Uma passagem assim é um espetáculo maravilhoso e raro, se você levar em consideração a imensidão do céu. Um planeta passar diante do disco solar é bastante incomum e teremos que esperar até 2117 para o próximo", disse o cientista Richard Harrison, que trabalha no "Solar Dynamics Observatory", o SDO.

O SDO, lançado pela agência espacial americana (Nasa) em 2010 e em órbita terrestre, deve ajudar a compreender melhor a atividade do Sol, assim como seu impacto sobre a Terra e o clima. A Nasa prometeu "a melhor vista possível do evento" através de imagens em alta resolução captadas de seu Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês).