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sexta-feira, 21 de abril de 2017

As baleias cometem suicídio? Segundo a ciência, não

Baleia azul (Thinkstock/VEJA/VEJA)

Fatores ambientais, doenças e até ações humanas podem levar ao encalhamento e à morte desses animais – o suicídio, no entanto, não está entre as causas


Há quem diga, em geral nas redes sociais, que as baleias são capazes de se suicidar, provocando o próprio encalhamento. A crença vai além: encalhamentos em massa seriam desencadeados por um animal que fica preso na praia, e os outros, como uma forma de solidariedade (ou simplesmente um instinto de manter o bando reunido), se atirariam também à terra firme. Não é, porém, o que a ciência diz. Não há comprovação, estudo, pesquisa alguma que indique qualquer veracidade nesse comportamento dos mamíferos marinhos. O que os biólogos sabem é que fatores como doenças e algumas ações do homem podem levar os animais a nadarem até muito próximo da praia, o que causaria – acidentalmente – o encalhamento e eventual morte.

Mas e quando não há uma explicação aparente, seria o suicídio coletivo uma possibilidade para as baleias? A ciência garante que não. “Essa é mais uma tentativa de transferir para os animais algo que é um comportamento exclusivamente humano”, diz Mario Rollo, professor e pesquisador de biologia marinha do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São Vicente. “Não há evidências científicas de nenhuma outra espécie que cometa suicídio.” As baleias, portanto, foram muito injustamente usadas por criadores e usuários da página ‘Baleia Azul’, que induz seus usuários às praticas suicidas

Por que, então, esses mamíferos encalham? Segundo o pesquisador, uma das causas mais comuns é a presença de doenças ou ferimentos. Na maioria dos casos, os animais ficam fracos e não conseguem continuar nadando. Por causa disso, são levados até praia e acabam ficando presos, o que resulta, muitas vezes, em morte. O mesmo ocorre quando eles ficam muito velhos.
As ações humanas também contribuem – e muito – para o encalhamento das baleias. A maioria desses animais é extremamente sensível ao som. Rollo afirma que alguns sonares utilizados para navegação podem deixá-los confusos, estressados e atordoados, aumentando as chances de eles nadarem sem querer em direção à praia. Além dessas causas, a poluição, temperatura da água e disponibilidade de alimento são outros fatores que os cientistas consideram estar por trás de alguns desses episódios.
E como explicar, por exemplo, a ocorrência de encalhamentos coletivos, como as baleias piloto – na verdade são golfinhos gigantes – que foram encontradas em uma praia da Nova Zelândia em fevereiro de 2017? Rollo explica que, como esses mamíferos costumam viver em grupos grandes, é muito comum, que um indivíduo adoeça e acabe transmitindo a enfermidade aos demais, provocando uma contaminação em massa. O mesmo se aplica aos outros fatores, já que os animais dividem o mesmo ambiente.
O suicídio, no entanto, definitivamente não é uma hipótese com sustentação científica, segundo o pesquisador. Por mais heroico que pareça, esses animais não estão tirando suas próprias vidas em nome do bando. “Não existe nenhuma indicação de que tenham solidariedade uns com os outros”, afirma. “Para que um animal cometa suicídio é necessário que exista um componente depressivo, algo que é próprio do comportamento humano.”
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terça-feira, 7 de março de 2017

Perus fazem ‘dança’ ao redor de gato morto e intrigam a internet

Biólogos acreditam que os animais ficaram presos em um tipo de "círculo sem fim", em que cada ave persegue a cauda que está à sua frente (Youtube/Reprodução)

Cena foi registrada por morador de Boston. Biólogos explicam que animais estavam inspecionando a área – ou simplesmente seguindo um a cauda do outro


Um surpreendente vídeo de uma dúzia de perus andando em círculos ao redor do corpo de um gato atropelado percorreu as redes sociais na última semana, despertando a curiosidade dos usuários. As imagens foram gravadas por Jonathan Davis, morador de Boston, nos Estados Unidos, e postadas em sua conta no Twitter. O vídeo já foi compartilhado quase 100.000 vezes.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Bebê completa 1 ano de vida após nascer com o intestino fora do corpo


rtyieo
Seu intestino foi firmemente embrulhado em uma película plástica para proteção


Pesando cerca de dois quilos, Sydney foi imediatamente levada para uma incubadora, onde passaria por uma série de verificações

Sydney Groves, de Essex, Inglaterra, nasceu com uma condição chamada gastrosquise, um raro defeito na parede abdominal que fez com seu intestino crescesse de forma externa e precisasse ser envolto em plástico.
No entanto, mesmo com uma baixa chance de sobrevivência, ela recentemente completou seu primeiro ano de vida, de acordo com informações do jornal Daily Mail. O intestino externo de Groves foi embrulhado para que gradualmente pudesse ser colocado para dentro, antes de ser costurado. Foram necessários vários dias até que ela pudesse se alimentar e evacuar normalmente. Neste período, foi alimentada por um tubo através do nariz que ia em direção ao estômago.
Felizmente, apesar do começo dramático de sua vida, ela completou um ano de idade e, de acordo com a mãe, Fran Groves, de 26 anos, sequer parece ter passado por tantas complicações, pois está perfeitamente saudável. Sydney foi diagnosticada com a condição rara durante um exame na 12ª semana de gestação, em um hospital em Harlow, Essex. A partir de então, a mãe precisou passar por uma série de cuidados, incluindo a realização do acompanhamento em um hospital maior, em Whitechapel, a quilômetros de distância de sua casa.
“Foi assustador”, disse ela em entrevista ao Daily Mail. “Disseram na minha primeira consulta que algo não estava certo. Era a última coisa que esperávamos. Disseram-nos era apenas um em cada 3.000 que nascia com esta condição, e já tínhamos muitas preocupações”.
Os pais foram informados de que a gravidez não poderia progredir para além de 37 semanas, de modo que não seria mais seguro para o bebê. Então, em dezembro de 2015, Fran foi internada em um hospital em Londres para realizar o parto induzido. No entanto, Sydney nasceu somente cinco dias depois, por meio de uma cesariana de emergência.
Pesando cerca de dois quilos, Sydney foi imediatamente levada para uma incubadora, onde passaria por uma série de verificações iniciais e cuidados intensivos.
Seu intestino foi firmemente embrulhado em uma película plástica para proteção. Nos dias seguintes, a própria gravidade agiu e empurrou o órgão de volta para dentro do corpo. Então, quatro dias depois, os cirurgiões costuraram a abertura em um procedimento que durou cerca de duas horas.
Internada por mais quatro semanas, a criança conseguiu ganhar peso e pôde ser transferida para um hospital em Essex, até que, em fevereiro de 2016, finalmente foi para casa.
De acordo com os pais, Sydney ainda precisa passar por exames a cada seis meses em um hospital de Londres, mas, até o momento, não aconteceram novas complicações.
Fonte: Daily Mail

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Baixo consumo de água aumenta risco de obesidade


Segundo um novo estudo, pessoas que tomam pouca água correm um risco 50% maior de obesidade, em comparação com aquelas que estão adequadamente hidratadas
Faz tempo que a ciência conhece os benefícios do consumo de água para uma boa saúde. Agora, um novo estudo sugere que até a obesidade pode estar relacionada à ingestão inadequada do líquido. De acordo com a pesquisa, publicada recentemente no periódico científico Annals of Family Medicine,pessoas que tomam pouca água diariamente correm um risco 50% maior de ficar acima do peso, em comparação com aquelas que ingerem a quantidade ideal.
Pesquisadores da Universidade do Michigan, nos Estados Unidos, analisaram 9.528 adultos, com idade entre 18 e 64 anos, participantes de uma pesquisa nacional realizada pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês). Os dados incluíam informações sobre a dieta, ingestão de água e nível de hidratação dos participantes, medido por meio da concentração da urina.
Os resultados mostraram que cerca de 33% dos participantes não estavam adequadamente hidratados. Além disso, as pessoas que estavam desidratadas tendiam a ter um índice de massa corporal (IMC) maior do que as hidratadas. De acordo com os autores, embora a associação entre hidratação e peso não esteja clara, ela vai de encontro às recomendações atuais que afirmam que manter-se hidratado pode ajudar a perder peso, já que, muitas vezes, o corpo interpreta a sensação de sede como fome.
Outra possível explicação para o fenômeno, segundo os autores, é que pessoas obesas precisam de mais água para manter-se hidratadas, do que aquelas com um corpo menor. Isso faz com que elas tenham mais dificuldade de alcançar um nível adequado de hidratação. Mas, estudos anteriores já mostraram que pessoas com sobrepeso que tomam água antes das refeições, ingerem menos calorias do que aquelas que não têm esse hábito. Isso sugere que a água desempenha um papel importante no controle do peso.
“Há muito foco na alimentação e no exercício físico, mas outros fatores influenciam na perda de peso. Nossas descobertas sugerem que a hidratação pode merecer mais atenção quando se pensa em tratar a obesidade. Além disso, manter-se hidratado é bom para a saúde de qualquer forma.”, afirmou Tammy Chang, principal autora do estudo.
O corpo precisa de água para funcionar corretamente. Atividades corporais, como a respiração, a transpiração, a urina e os movimentos peristálticos gastam bastante água. Por isso, o líquido precisa ser constantemente reposto para que o corpo se mantenha hidratado. Embora a quantidade de água necessária para manter-se hidratado varie de acordo com a idade, peso e nível de atividade física de cada indivíduo, recomenda-se que um adulto ingira entre 2,7 e 3,7 litros de líquidos por dia, provenientes de bebidas (de preferência água) e alimentos.
A falta de água pode levar à desidratação, o que pode alterar sua saúde física, emocional e mental. Diversos estudos relacionaram a desidratação à danos na memória, no humor, nos rins, cansaço, dor de cabeça, constipação, e, em casos severos, pode levar à morte.
Mas como saber se você está hidratado? “A sensação de sede é a maneira mais simples de saber se o seu corpo necessita de mais água. Sua boca fica seca e você pode sentir-se cansado ou menos alerta. No entanto, as pessoas frequentemente confundem esses sintomas com outros impulsos como fome ou fadiga em geral”, disse Tammy.
Diante disso, a autora afirma que a forma mais confiável de saber se você está corretamente hidratado é pela cor da urina. Se sua urina estiver clara, quase da cor da água, você está adequadamente hidratado. Mas se sua urina estiver escura, é preciso tomar mais água.
veja

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Cientistas admitem existência de nono planeta no Sistema Solar

planetas
Cientistas admitiram hoje (20) a possibilidade de existir um nono planeta, gigante e gelado, no Sistema Solar. De acordo com os astrônomos, os estudos são baseados em modelos matemáticos e simulações por computador e não em observação direta.
O corpo celeste, batizado como “nono planeta”, terá uma massa cerca de dez vezes maior que a da Terra e uma órbita 20 vezes mais afastada que a de Netuno, oitavo planeta do Sistema Solar, o mais externo e que gira em torno do Sol a uma distância média de 4,5 bilhões de quilômetros.
Segundo os investigadores Konstantin Batygin e Mike Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, o possível planeta, oculto pela órbita de Plutão, leva entre 10 mil e 20 mil anos para completar uma trajetória ao redor do Sol.
Durante muito tempo Plutão foi considerado como o nono planeta do Sistema Solar, mas perdeu o status, passando a planeta-anão em decorrência do seu tamanho reduzido. O “nono planeta” terá uma massa cinco mil vezes maior à de Plutão.
Robson Pires

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Lua vai “sumir” no dia 09 de janeiro


super luaDe repente, durante a noite, você olha para o céu e não encontra sequer um traço da Lua. Essa noite sem Lua pode até servir como elemento poético em diferentes músicas, mas o fenômeno é real e seu ápice ocorrerá nesse mês, na noite do dia 9 de janeiro.
Calma, a Lua não vai sumir de verdade. O início da Lua Nova fará com que ela desapareça temporariamente do nosso olhar. Por volta das 23h30 (horário de Brasília), a Lua se posicionará exatamente entre o Sol e a Terra e não receberá nenhuma incidência significativa de luz solar. Assim, teremos a impressão de que ela vai se apagar do céu. O fenômeno ocorrerá às 23h30 (horário de Brasília).
O “sumiço” da Lua não inspira somente cantores sertanejos. Para o mundo científico, é um momento excelente para pesquisar o universo porque o brilho da Lua não ofusca os instrumentos de observação. De acordo com o presidente da Associação Riograndense de Astronomia (Anra),  professor Antônio Araújo Sobrinho, é claro que a Lua não some. O “sumiço” da Lua é algo comum durante a fase da Lua Nova.
Robson Pires

sábado, 31 de outubro de 2015

Pesquisadores descobrem o que torna um pênis atraente

Tudo começou com uma preocupação séria. Médicos suíços queriam saber se os homens que passam por uma cirurgia corretiva de hipospádia (para corrigir a abertura da uretra) sofrem problemas na cama. Não problemas funcionais, mas com possíveis olhares curiosos das parceiras. A ideia era descobrir se elas realmente achavam normal um pênis operado.

Por isso convidaram algumas voluntárias para ver fotos do pênis de homens operados e circuncidados. Os dois modelos se parecem por não ter a pele que reveste a cabeça do órgão. Todas acharam os pintos extremamente normais, sem qualquer problema.
Bem, então, foram além: descobrir o que torna um pênis bonito, segundo as mulheres. Juntaram 105 participantes e pediram a elas para classificarem a importância de oito fatores: diâmetro, tamanho, aparência do escroto, formato da glande, posição e formato do meato (abertura urinária), pele, aparência dos pelos pubianos, e “aparência geral cosmética”.
E elas não se importaram muito com espessura e tamanho. Os dois quesitos ficaram, respectivamente, em terceiro e sexto lugar – pois é, tamanho não quer dizer muita coisa. O mais importante, segundo elas, é a aparência geral do pênis (os pesquisadores não perguntaram qual era a aparência ideal, sorry). Os pelos pubianos apareceram na vice-liderança. Na sequência: diâmetro e pele, empatados, formato da glande, tamanho, aparência do saco e posição do meato.
Robson Pires

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Sexto sentido não existe, diz estudo

 

Sexto sentido não existe
Novo estudo feito na Universidade de Melbourne, na Austrália, desmente a existência da percepção extrassensorial (LuminaStock/Getty Images)
 
 
Pesquisa afirma que a capacidade de perceber as mudanças ao redor, mesmo sem saber apontar quais são elas, não é fruto de habilidades extrassensoriais, mas sim de informações captadas por sentidos como visão ou audição
 
O sexto sentido costuma ser associado a uma característica feminina. Cientificamente, porém, ele não existe. Um estudo da Universidade de Melbourne, na Austrália, publicado no periódico Plos One nesta terça-feira, mostrou que as pessoas captam as mudanças ao redor, mesmo sem saber defini-las, por meio de sentidos como visão ou audição, e não de uma habilidade extrassensorial.
 
Para provar que o sexto sentido é apenas o processamento de dados que não conseguimos verbalizar, o psicólogo Piers Howe, autor do estudo, mostrou pares de fotografias da mesma mulher a 48 pessoas. Em alguns casos, uma das imagens era ligeiramente diferente da outra: a mulher poderia estar com o cabelo mais curto ou usando óculos. As fotos eram visualizadas durante 1,5 segundo, com intervalo de 1 segundo. Após a última fotografia, as pessoas precisavam dizer se haviam visto alguma coisa diferente e, se sim, escolher qual foi a alteração em uma lista de nove possibilidades.
Os resultados mostraram que os participantes eram capazes de identificar se alguma mudança foi feita, mesmo que não conseguissem apontar qual foi ela. E, para isso, não precisavam de um sexto sentido – apenas confiaram nos cinco tradicionais.
 
Adeus à percepção extrassensorial – O pesquisador começou seu experimento depois que uma de suas alunas disse ter sexto sentido. Para provar que ela não tinha percepção extrassensorial e estava apenas processando inconscientemente sinais que mostravam se algo ruim iria acontecer a outras pessoas, ele passou um ano desenvolvendo a pesquisa. 
"Recebemos muitas informações que não conseguimos ou não podemos verbalizar. Isso acontece, por exemplo, quando algo desaparece. Se meus filhos estão sendo muito barulhentos na sala ao lado e, de repente, eles ficam quietos, não percebo que o que me causou surpresa foi a falta de barulho. Inconscientemente, recebo o alerta, vou à sala e descubro que eles estão quietos porque estão fazendo algo errado. Isso não é sexto sentido", explicou Howe, em entrevista ao jornal The Guardian.