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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Criador do jogo de suicídio Baleia Azul diz que fez ‘limpeza da sociedade’

Criador do jogo de suicídio Baleia Azul é preso e diz que fez 'limpeza da sociedade'

Criador do jogo de suicídio Baleia Azul é preso e diz que fez 'limpeza da sociedade'

Um dos criadores do jogo Baleia Azul afirmou que vê suas vítimas como “lixo biológico”. Preso e em julgamento por incitar o suicídio de 16 garotas, o russo Philipp Budeikin, de 21 anos, confessou os crimes
e disse à polícia que estava “limpando a sociedade”. O jogo letal Baleia Azul é voltado para adolescentes vulneráveis ao longo de 50 dias. Os jovens devem realizar tarefas como acordar de madrugada, assistir a filmes de terror e praticar automutilação. O último comando do jogo é o suicídio.
Budeikin, um dos mentores das tarefas, têm recebido dezenas de cartas de amor de adolescentes na prisão. De acordo com a lei, as autoridades não podem interceptar as cartas nem impedir que ele responda àquelas que fornecem um endereço.
“Provavelmente, essas jovens que se apaixonaram por ele não estavam recebendo amor e atenção suficientes de seus pais”, disse a psicóloga Veronika Matyushina ao Daily Mail . “Foi assim que nasceu o sentimento romântico”.
Budeikin veio de um cenário familiar parecido com esse. Quando jovem, quase não tinha contato com sua mãe, que ia trabalhar logo cedo e voltava tarde para casa. Na escola, ele também não tinha amigos.
Investigadores acreditam que esses fatores o levaram a procurar essa conexão com adolescentes durante a vida adulta.
Em seu depoimento à polícia, Budeikin afirmou que cultivou a ideia por muito tempo antes de criar o jogo. “Começou em 2013, quando eu criei a comunidade online. Eu estava pensando nessa ideia há cinco anos. Era necessário distinguir pessoas normais do lixo biológico”.
“Existem pessoas e existem resíduos biológicos – aqueles que não representam nenhum valor para a sociedade. Que causam ou só vão causar danos à sociedade. Eu estava limpando nossa sociedade dessas pessoas”, disse.
Fonte: O Popular

sexta-feira, 21 de abril de 2017

As baleias cometem suicídio? Segundo a ciência, não

Baleia azul (Thinkstock/VEJA/VEJA)

Fatores ambientais, doenças e até ações humanas podem levar ao encalhamento e à morte desses animais – o suicídio, no entanto, não está entre as causas


Há quem diga, em geral nas redes sociais, que as baleias são capazes de se suicidar, provocando o próprio encalhamento. A crença vai além: encalhamentos em massa seriam desencadeados por um animal que fica preso na praia, e os outros, como uma forma de solidariedade (ou simplesmente um instinto de manter o bando reunido), se atirariam também à terra firme. Não é, porém, o que a ciência diz. Não há comprovação, estudo, pesquisa alguma que indique qualquer veracidade nesse comportamento dos mamíferos marinhos. O que os biólogos sabem é que fatores como doenças e algumas ações do homem podem levar os animais a nadarem até muito próximo da praia, o que causaria – acidentalmente – o encalhamento e eventual morte.

Mas e quando não há uma explicação aparente, seria o suicídio coletivo uma possibilidade para as baleias? A ciência garante que não. “Essa é mais uma tentativa de transferir para os animais algo que é um comportamento exclusivamente humano”, diz Mario Rollo, professor e pesquisador de biologia marinha do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São Vicente. “Não há evidências científicas de nenhuma outra espécie que cometa suicídio.” As baleias, portanto, foram muito injustamente usadas por criadores e usuários da página ‘Baleia Azul’, que induz seus usuários às praticas suicidas

Por que, então, esses mamíferos encalham? Segundo o pesquisador, uma das causas mais comuns é a presença de doenças ou ferimentos. Na maioria dos casos, os animais ficam fracos e não conseguem continuar nadando. Por causa disso, são levados até praia e acabam ficando presos, o que resulta, muitas vezes, em morte. O mesmo ocorre quando eles ficam muito velhos.
As ações humanas também contribuem – e muito – para o encalhamento das baleias. A maioria desses animais é extremamente sensível ao som. Rollo afirma que alguns sonares utilizados para navegação podem deixá-los confusos, estressados e atordoados, aumentando as chances de eles nadarem sem querer em direção à praia. Além dessas causas, a poluição, temperatura da água e disponibilidade de alimento são outros fatores que os cientistas consideram estar por trás de alguns desses episódios.
E como explicar, por exemplo, a ocorrência de encalhamentos coletivos, como as baleias piloto – na verdade são golfinhos gigantes – que foram encontradas em uma praia da Nova Zelândia em fevereiro de 2017? Rollo explica que, como esses mamíferos costumam viver em grupos grandes, é muito comum, que um indivíduo adoeça e acabe transmitindo a enfermidade aos demais, provocando uma contaminação em massa. O mesmo se aplica aos outros fatores, já que os animais dividem o mesmo ambiente.
O suicídio, no entanto, definitivamente não é uma hipótese com sustentação científica, segundo o pesquisador. Por mais heroico que pareça, esses animais não estão tirando suas próprias vidas em nome do bando. “Não existe nenhuma indicação de que tenham solidariedade uns com os outros”, afirma. “Para que um animal cometa suicídio é necessário que exista um componente depressivo, algo que é próprio do comportamento humano.”
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Jovens do RN preferem ajuda e não aderem ao ‘Baleia Azul’ - Polícia Civil diz não haver casos no RN sobre jogo suicida

Jovens do RN preferem ajuda e não aderem ao ‘Baleia Azul’
Oito estados brasileiros, incluindo o vizinho Paraíba, já registram casos de suicídio relacionados ao jogo “Baleia Azul”. O Rio Grande do Norte, felizmente, tem até aqui ido pelo caminho do bom senso.
De acordo com a Delegacia Geral de Polícia Civil, não há registro de mortes ligadas ao macabro jogo que surgiu na Rússia e onde jovens cumprem 50 desafios de isolamento, solidão continuada e automutilação, com o inevitável desfecho do suicídio.
Por outro lado, a popularização do jogo fez crescer a procura por ajuda sobre o assunto no Centro de Valorização da Vida (CVV).
De acordo com o coordenador do órgão, Ciro Sampaio, as ligações diárias para o serviço, que presta suporte a quem atravessa momentos de dificuldades psicológicas, são estimada entre 80 e 100 pedidos de ajuda. “Com o Baleia Azul, nas últimas duas semanas, o número de ligações cresceu em um terço”, revelou Ciro Sampaio.

Casos
No Brasil, 1 em cada 10 adolescentes de 11 a 17 anos acessa conteúdo na internet sobre formas de se ferir – e 1 em cada 20, de se suicidar, segundo o Centro de Estudos Sobre Tecnologias da Informação e Comunicação (Cetic). Depois de postar em sua página no Facebook a frase “a culpa é da baleia”, um adolescente de 17 anos tentou se jogar ontem do viaduto sobre a Rodovia Marechal Rondon, em Bauru, interior paulista. Trata-se de mais um caso que envolveria o jogo viral de internet Baleia-Azul, que incita a suicídio e mutilações e já causou alertas policiais e de saúde em oito Estados (SP, PR, MG, MT, PE, PB, RJ e SC).
Pesquisa do Cetic que analisou 19 milhões de internautas brasileiros mostra o avanço das buscas desse público por mutilações (11%) e mortes (6%) no universo online. Os casos mais recentes envolvem o Baleia-Azul. O maior número de registros até agora é na Paraíba, onde a Polícia Militar diz ter identificado 20 adolescentes envolvidos no jogo. O coronel Arnaldo Sobrinho, coordenador do Escritório Brasileiro da Associação Internacional de Prevenção ao Crime Cibernético, relatou tentativas de suicídio e mutilação de adolescentes em João Pessoa e nas cidades de Campina Grande e Guarabira.
A origem e até a existência do suposto jogo, com 50 níveis de dificuldade, tendo o suicídio como resultado final, é polêmica. Seu nome deriva da espécie presente nos Oceanos Atlântico, Pacífico, Antártico e Índico que chega a procurar as praias, por vontade própria, para morrer.
As primeiras informações, de 2015, relatavam um jogo de incentivo ao suicídio propagado pelo Vkontakte (VK), o Facebook russo. Posteriormente, entidades denunciaram o caso como “fake news” (notícia falsa), mas o viral não para de avançar. Participantes surgem em grupos fechados, selecionados de madrugada. Na sequência, o administrador, ou “curador”, lança desafios, que já provocaram problemas em diversos países, incluindo Espanha e França.
Serviço
Centro de Valorização da Vida (CVV)
Telefone: 141 ou (84) 3221-4111.
Além disso, no site, o www.cvv.org.br, a pessoa pode ainda ser ajudada através de videochamadas ou por chat.
Portal no Ar

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Curitiba alerta sobre Baleia Azul após 5 tentativas de suicídio

Maria de Fátima Oliveira, 16 anos, encontrada morta em represa do MT supostamente após participar de jogo da Baleia Azul (//Reprodução)

Segundo a prefeitura, cinco adolescentes de 13 a 17 anos foram atendidos na rede municipal de saúde na madrugada após automutilação e ingestão de remédios


A Prefeitura de Curitiba emitiu nesta terça-feira um alerta aos pais sobre o ‘jogo’ da Baleia Azul, que incentiva o suicídio, depois que a rede municipal de saúde registrou nesta madrugada cinco tentativas de suicídio entre adolescentes de 13 a 17 anos, que foram atendidos e encaminhados para acompanhamento em Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Em todos o casos, diz a prefeitura, havia sinais de automutilação e ingestão de medicamentos. O Baleia Azul, que surgiu nas redes sociais russas e virou uma grande preocupação recente dos pais no Brasil, lista uma série de desafios aos participantes, que incluem automutilação e, no ápice, o suicídio.
O problema ganhou repercussão nacional depois que a adolescente Maria de Fátima Oliveira, de 16 anos, foi encontrada morta na terça-feira (11) em uma represa de Vila Rica (MT), supostamente após cumprir a última tarefa do Baleia Azul. A adolescente tinha cortes na coxa e braços e deixou cartas que indicariam a participação dela no desafio. O caso está sob investigação.
Em Curitiba, a prefeitura também diz que “ainda não há confirmação se os casos têm relação com o Baleia Azul”. “A prefeitura acionou o Conselho Tutelar, responsável para comunicar o caso à Polícia Civil, e também solicitou investigação à Polícia Federal. Além disso, serão desenvolvidas atividades deprevenção ao suicídio nas escolas com estudantes adolescentes, faixa etária alvo da página que incentiva o suicídio. A ação envolve as secretarias municipal e estadual de Educação”, afirmou a prefeitura em seu site.
“Orientamos que pais e responsáveis conversem com os adolescentes e fiquem atentos a sinais de isolamento, perda de vínculo familiar e quadros de automutilação”, diz o secretário municipal da Saúde de Curitiba, João Carlos Baracho. De acordo com o Baracho, os postos de saúde são a porta de entrada no sistema para aquelas famílias que precisam de ajuda. Caso seja necessário, o posto pode direcionar para atendimento de saúde mental em Caps ou outro serviço especializado, de acordo com a gravidade do caso.
A prefeitura também fez um alerta em relação ao seriado 13 Reasons Why (13 motivos), série americana de TV exibida pela Netflix que contam a história de uma menina que deixa fitas cassetes explicando as razões que a levaram a cometer suicídio.
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Número de mulheres assassinadas no RN até abril cresce, mostra relatório do Obvio

Município campeão de crimes foi a capital potiguar

Nesta quarta-feira 19, foram registrados mais quatro mulheres assassinadas; ao todo, o número chegou a 36 casos


O número de mulheres assassinadas no Rio Grande do Norte ultrapassou o dobro em pouco mais de 40 dias. A informação é do Observatório da Violência Letal Intencional do Rio Grande do Norte (Obvio). Nesta quarta-feira 19, foram registrados mais quatro mulheres assassinadas; ao todo, o número chegou a 36 casos desde o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, quando foi divulgado a última pesquisa.
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De acordo com o levantamento do Obvio de crimes violentos letais intencionais contra as mulheres, foram registradas 19 mortes de 1º de janeiro a 19 de abril de 2015; já em 2016, no mesmo período, o número subiu para 26. Por fim, em 2017, foram 36 mulheres mortas até agora. O município campeão de crimes foi a capital potiguar.
Agora RN

Deprimida, garota busca ajuda na web e cai no jogo Baleia Azul

Luana (nome fictício), 15 anos, que foi atraída para o jogo da Baleia Azul, que incentiva o suicídio (//Arquivo pessoal)

Por achar que mãe não entenderia o problema, Luana, 15 anos, fez amigos em grupos virtuais e recebeu convite para página que prega automutilação e suicídio

Com sintomas clássicos de depressão, entre eles tristeza sem motivo aparente, a adolescente Luana (nome fictício), de 15 anos, moradora da cidade de Vila Rica, a 1.200 km de Cuiabá (MT), procurou nas redes sociais ajuda para enfrentar o problema. Foi navegando em sites e grupos da internet que a garota descobriu o ‘jogo’ da Baleia Azul (ou Blue Whale). A palavra ‘jogo’, porém, não se encaixa ao que o evento representa na realidade, o Baleia Azul é um incentivo ao suicídio. A página leva adolescentes vulneráveis a realizarem tarefas diárias, incluindo a automutilação, ao longo de um período de 50 dias. A última etapa seria a morte.
Luana é aluna do primeiro ano do ensino médio na Escola Estadual Maria Esther Peres, a mesma onde estudava a adolescente Maria de Fátima Oliveira, de 16 anos, que foi encontrada morta na terça-feira (11) em uma represa, supostamente após cumprir a última tarefa do Baleia Azul. Maria de Fátima tinha cortes na coxa e braços e deixou cartas que indicam sua participação no Baleia Azul. O caso está sob investigação.
Em conversa com VEJA, Luana contou como entrou no universo do Balia Azul. Diz que, há pelo menos dois meses, tem se sentido triste, sem vontade de fazer nenhuma atividade ou ficar perto das pessoas. Até mesmo a escola, que ela adorava frequentar, passou a ser um lugar indesejado. “Comecei a faltar, deixei de fazer trabalhos importantes. Queria me isolar do mundo, estava sem ânimo mesmo”, diz a adolescente.
Desmotivada, Luana foi buscar ajuda na internet em grupos sobre depressão, sobre suicídio, sobre pessoas que não queriam mais viver e passou a acompanhar ao menos 25 deles. Por meio desses grupos, ela fez amigos virtuais, que a convidaram para participar de outros grupos, desta vez no celular.  Foi pelo telefone que ela conheceu o jogo da Baleia Azul. “Eu nunca tinha ouvido falar. Mas começaram a falar sobre isso e enviaram links-convites. No começo, não dei muita atenção”, conta.
Após alguns dias, Luana decidiu entrar no link enviado. Era para participar do grupo Blue Whale. Lá, ela conta que as pessoas falam sobre tristeza, depressão, suicídio. Mandam imagens, vídeos. E, muitas vezes, diz Luana, as conversas somem e o grupo muda de nome, voltando a falar sobre “assuntos normais”. “Às vezes, eles apagam o grupo e mandam convite para um novo. Outras vezes, eles removem todos por segurança e mandam links novos”, afirma a adolescente.
Por curiosidade e por estar deprimida, Luana conta que passou a interagir com as pessoas, perguntando quem era o “curador” (pessoa que coordena o grupo, envia tarefas e monitora o cumprimento delas). Uma mulher se apresentou como curadora e a chamou para uma conversa privada. A adolescente conta que a curadora fez perguntas sobre ela e pediu que cortasse a perna – fazendo um desenho de uma estrela – e enviasse a foto. Só depois disso, ela seria aceita no grupo real.
Há cerca de uma semana, Luana seguiu a ordem e se cortou com um pedaço de lâmina de barbear. Enviou a foto para a curadora e foi aceita no grupo. “Não sei dizer por que eu fiz isso. A partir daí, passaram as instruções, mas eu ainda não fiz nenhuma delas”, diz. A estudante não sabe informar, no entanto, quantas pessoas faziam parte do grupo em que ela entrou e se havia mais pessoas da cidade. “Nunca contei, mas são muitas pessoas, e tem gente do Brasil inteiro.”
Quando questionada sobre o motivo de ir buscar ajuda para se livrar da depressão na internet em vez de falar com a mãe, Luana diz que provavelmente sua mãe não entenderia. “Ela teria dito que é frescura minha, algo do tipo.”
De fato, o suicídio na adolescência é algo que vem aumentando no mundo todo e, segundo o psiquiatra Daniel Martins de Barros, coordenador médico do Núcleo de Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), em 90% dos casos, a pessoa tinha algum tipo de transtorno mental, principalmente depressão. E, muitas vezes, os pais não conseguiram entrar no mundo do filho e identificar os sinais.

Celular entregue à polícia

Sueli (nome fictício), mãe de Luana, diz que já havia percebido mudanças no comportamento da filha, mas nunca tinha ouvido falar do Baleia Azul. Diz que notou que a adolescente passava a maior parte do tempo trancada no quarto e que não desgrudava do celular. “Quando a gente pedia para ver o celular, ela ficava super nervosa, agressiva e irritada” , diz. Sueli conta ainda que a menina passou a usar roupas de manga comprida e calça – na cidade, faz muito calor.
Ela teria dito que é frescura minha, algo do tipo.
Luana (nome fictício), 15 anos, sobre por que, deprimida, não pediu ajuda a mãe
A mãe passou a observar mais de perto a filha, mas diz que ela nunca se abria. Sueli só se deu conta de que a adolescente poderia estar participando do Baleia Azul quando soube da morte de Maria de Fátima. “Fiquei em choque e comecei a ligar uma coisa à outra. Fiquei desesperada ao pensar que minha filha poderia fazer parte dessa coisa.”
Sueli chamou Luana para conversar no final de semana e resolveu pressioná-la a dizer o que estava acontecendo. A menina começou a chorar desesperadamente e pediu para a mãe para que mudassem de cidade.  “Minha ficha caiu e eu entrei em pânico. Imediatamente, tirei o celular dela e escondi. Ela ficou nervosa, ficava pedindo o celular, mas eu não devolvi”, diz.
Maria de Fátima, 16 anos, que estudava na mesma escola de Luana e sua última publicação no Instagram: despedida (Reprodução/Reprodução)

Fiquei em choque e comecei a ligar uma coisa à outra. Fiquei desesperada ao pensar que minha filha poderia fazer parte do jogo
Sueli (nome fictício), mãe de Luana, ao saber da morte de Maria de Fátima
Na segunda-feira de manhã, com apoio de professores da escola, Sueli decidiu entregar o celular da filha para a Polícia Militar, durante a realização da primeira palestra educativa para pais e alunos sobre o assunto no colégio.  Os policiais orientaram a mãe a registrar um boletim de ocorrência. Sueli seguiu a sugestão e deixou o aparelho aos cuidados da Polícia Civil para auxiliar nas investigações.
Mais aliviada por ter se livrado do celular, Sueli diz ter medo de ser perseguida. “O caso da Maria de Fátima me despertou a tomar uma atitude. Quero que outros pais façam o mesmo. Prestem atenção nos seus filhos, pois essa história é verdadeira”, disse. Para ajudar a filha, Sueli marcou uma consulta com uma psicóloga.  “Espero que isso tudo acabe logo”, afirmou.
O delegado André Rigonato confirmou o recebimento do aparelho, mas diz que não pode dar detalhes do caso para não atrapalhar as investigações. Joel Outo Matos, tenente coronel da Polícia Militar, diz que a PM fará palestras em escolas de 11 municípios da região. “Vamos trabalhar para ajudar os pais. Nossa orientação é que os pais monitorem a internet dos filhos ou até suspendam o acesso”, afirmou.
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