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quinta-feira, 11 de maio de 2017

‘Eu não tenho influência no PT’, afirma Lula a juíz federal Sérgio Moro

Petista minimizou a influência que tinha sobre o Partido

Ex-presidente disse a Sérgio Moro que 'Ministério Público não conhece o PT', ao ser questionado sobre sua influência no partido

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ao juiz federal Sérgio Moro que o “Ministério Público não conhece o PT”, ao ser questionado sobre sua influência no partido e se tomou providências dentro da legenda ao ter conhecimento dos esquemas de corrupção na Petrobras, amplamente divulgados pela imprensa, após a deflagração da Lava Jato. Lula foi interrogado por Moro durante cerca de cinco horas nesta quarta-feira, 10.
O ex-presidente falou ao magistrado no âmbito de processo em que é réu pelo suposto recebimento de propinas de R$ 3,7 milhões da OAS. Na mesma peça de acusação, o Ministério Público Federal sustenta que Lula tinha conhecimento e comandava os esquemas de corrupção dentro da estatal.
Frente a frente com Moro, o petista foi questionado se, quando vieram à tona os escândalos de corrupção na petrolífera, “tomou alguma providência”.
“Já estava fora da presidência há quatro anos. Eu era ex-presidente quando houve as denúncias da Lava Jato”, disse.
Perguntado novamente sobre o mesmo tema, o ex-presidente minimizou a influência que tinha sobre o Partido dos Trabalhadores.
“Essa influência dentro do PT é porque o MP (Ministério Público) não conhece o PT. Se eles conhecessem o PT, não falariam isso. o PT é um partido que eu não participo de nenhuma reunião do PT desde que virei presidente. Isso foi em 2002. Até 2014. Eu não tenho influência no PT, eu tenho influência na sociedade. Quando eu falo as pessoas me ouvem. Alguns ouvem, nem todos”, afirmou.
Agora RN

Policiais federais vão processar Lula após insinuação durante depoimento

A entidade ainda afirma que “a fala de Lula vai gerar consequências”

Ao ser apresentado a um documento por Moro, o ex-presidente 'insinuou' que agentes federais teriam 'plantado provas em seu apartamento'

A Federação Nacional dos Policiais Federais afirmou, por meio de nota, nesta quinta-feira, 11, que vai processar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por “denunciação caluniosa”.
A entidade afirmou que, ao ser apresentado a um documento pelo juiz Sérgio Moro, durante interrogatório, o ex-presidente Lula “insinuou” que agentes federais teriam “plantado provas em seu apartamento”.
As declarações, segundo a entidade, foram feitas no âmbito de processo em que Lula é réu pelo suposto recebimento de R$ 3,7 milhões de propinas da OAS.
O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Luís Boudens, afirmou que “atribuir a inserção de provas dentro do local de busca é uma afronta à Polícia Federal”.
Lula teria feito a insinuação de prova plantada quando o juiz Sérgio Moro, que o interrogou nesta quarta-feira, 10, o questionou sobre documento sem assinatura que agentes da Polícia Federal apreenderam no apartamento em São Bernardo do Campo onde o ex-presidente mora.
O endereço foi alvo de buscas na Operação Aletheia, desdobramento da Lava Jato, no dia 4 de março de 2016. Naquele mesmo dia, os federais conduziram coercitivamente o petista para depor em uma sala no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Congonhas.
“Lula foi pego de surpresa pelo documento exibido por Moro. Ele reagiu de pronto, não pode ter uma reação calculada ou ensaiada. Não vamos permitir que essa alegação de Lula gere como efeitos processos administrativos contra os colegas federais ofendidos”, declarou Luís Boudens.
A entidade ainda afirma que “a fala de Lula vai gerar consequências” e que o ex-presidente fez uma “denunciação caluniosa contra a PF”.
“Vamos esperar os efeitos do judiciário em resposta ao que Lula alegou. A fala dele exige uma reação, foi uma afronta à PF jamais ocorrida durante toda a Lava Jato”, afirmou o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais.
Fonte: Exame

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Moro interroga Lula por 3 horas e 20 min; audiência acaba após 5h

Lula é recepcionado por militantes e apoiadores nos arredores da Justiça Federal em Curitiba antes de depoimento ao juiz Sergio Moro - 10/05/2017 (Vagner Rosário/VEJA.com)

Após questionamentos do juiz federal, procuradores do Ministério Público Federal e advogados de defesa fazem perguntas; audiência já dura cinco horas


O interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo juiz federal Sergio Moro durou cerca de 3 horas e 20 minutos. O petista presta depoimento nesta quarta-feira, 10, em ação penal sobre o suposto recebimento de propina da construtora OAS por meio de um tríplex no Guarujá e o armazenamento de bens que acumulou durante a Presidência. O petista é acusado de lavagem de dinheiro e corrupção – ele nega as acusações.
O depoimento terminou por volta das 19h, cerca de cinco horas após o seu início, às 14h10.  Moro foi o primeiro a fazer perguntas a Lula. Durante as quase três horas e vinte minutos, houve apenas um intervalo de cerca de 10 minutos em que as partes puderam se servir de água e café. Após as perguntas juiz da Lava Jato, foi a vez de o Ministério Público Federal dar início a seus questionamentos, já por volta das 17h40. Depois da Procuradoria da República, foi a vez dos advogados das partes.
Lula deixou o prédio da Justiça Federal por volta das 19h25 em uma comitiva de carros – antes, havia chegado caminhando por algumas quadras, quando foi abraçado e ovacionado por seguidores. O amplo esquema de segurança montado em torno do Fórum já foi desmobilizado.
Triplex
O tríplex fica no Edifício Solaris, que era da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), a cooperativa fundada nos anos 1990 por um núcleo do PT. Em dificuldade financeira, a Bancoop repassou para a OAS empreendimentos inacabados, o que provocou a revolta de milhares de cooperados. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto foi presidente da Bancoop.
A ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva (morta em fevereiro deste ano) assinou Termo de Adesão e Compromisso de Participação com a Bancoop e adquiriu “uma cota-parte para a implantação do empreendimento então denominado Mar Cantábrico”, atual Solaris, em abril de 2005.
Em 2009, a Bancoop repassou o empreendimento à OAS e deu duas opções aos cooperados: solicitar a devolução dos recursos financeiros integralizados no empreendimento ou adquirir uma unidade da OAS, por um valor pré-estabelecido, utilizando, como parte do pagamento, o valor já pago à Cooperativa.
Segundo a defesa de Lula, a ex-primeira-dama não exerceu a opção de compra após a OAS assumir o imóvel. Em 2015, Marisa Letícia pediu a restituição dos valores colocados no empreendimento.
Bens
A Lava Jato afirma que a OAS pagou durante cinco anos pelo aluguel de dez guarda-móveis usados para armazenar parte da mudança do ex-presidente Lula quando o petista deixou o Palácio do Planalto no segundo mandato. A empreiteira desembolsou entre janeiro de 2011 a janeiro de 2016, R$ 1,3 milhão pelos contêineres, ao custo mensal de R$ 22.536,84 cada.
Toda negociação com a transportadora Granero teria sido intermediada pelo presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, que indicou a OAS como pagante com o argumento de que a empreiteira é uma “apoiadora do Instituto Lula.” Para investigadores da Lava Jato, os fatos demonstram “fortes indícios de pagamentos dissimulados” pela OAS em favor de Lula. Isso porque o contrato se destinava a “armazenagem de materiais de escritório e mobiliário corporativo de propriedade da construtora OAS Ltda”, mas na verdade os guarda-móveis atendiam a Lula.
(Com Estadão Conteúdo)

terça-feira, 9 de maio de 2017

Tribunal Regional Federal mantém para amanhã depoimento de Lula

Ex-presidente vai ser interrogado nesta quarta-feira

Juiz federal, Nivaldo Brunoni, rejeitou pedido liminar da defesa do petista para suspender a ação penal e o interrogatório do ex-presidente

O juiz federal Nivaldo Brunoni, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), manteve o interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para esta quarta-feira, 10. O magistrado rejeitou pedido liminar da defesa do petista para suspender a ação penal e o interrogatório do ex-presidente
“Não há razão para o deferimento de suspensão do interrogatório do paciente e sobrestamento da ação penal”, afirmou o magistrado
Nivaldo Brunoni pontuou que “não pode passar despercebido que o interrogatório do réu, ato comum a qualquer ação penal, ganhou repercussão que extrapolou a rotina da Justiça Federal de Curitiba/PR e da própria municipalidade”.
“Medidas excepcionais foram tomadas para evitar tumulto e garantir a segurança nas proximidades do fórum federal; prazos foram suspensos, o acesso ao prédio-sede da Subseção Judiciária será restrito a pessoas previamente identificadas e o trânsito nas imediações será afetado, medidas que vem mobilizando vários órgãos da capital paranaense”, observou o magistrado.
O ex-presidente vai ser interrogado nesta quarta-feira, 10, pelo juiz federal Sérgio Moro. Na ação, ele é acusado de ter recebido R$ 3,7 milhões em propinas da OAS que, em troca, teria fechado três contratos com a Petrobras, supostamente por ingerência de Lula.
Os advogados de Lula pediram por meio de habeas corpus a imediata (concessão de liminar) suspensão do processo criminal em que ele é réu por corrupção e lavagem de dinheiro no caso triplex – imóvel situado no Guarujá, litoral de São Paulo, que a Lava Jato diz pertencer a Lula, o que é negado por ele. A defesa alegou que não teria tempo suficiente para analisar o conteúdo de uma supermídia com 5,42 gigabytes com documentos que a Petrobras anexou aos autos – estima-se que o arquivo tenha 100 mil páginas.
A defesa de Lula havia solicitado pelo menos 90 dias para examinar os documentos da Petrobras e queriam que o Tribunal determinasse “a renovação dos atos processuais prejudicados pelos atos ilegais impugnados, em especial, o interrogatório marcado para o dia 10 de maio de 2017 e a etapa do artigo 402 do Código de Processo Penal”.
Para Brunoni, “no tocante ao prazo de 90 dias para o exame do material apresentado pela Petrobras, não merece acolhimento o pedido por falta de previsão legal”.
“A documentação juntada em meio digital é inédita para todas os atores processuais (defesa, acusação e juízo). Não se desconsidera que a existência de milhares de páginas para exame demanda longo tempo, mas foge do razoável a defesa pretender o sobrestamento da ação penal até a aferição da integralidade da documentação por ela própria solicitada, quando a inicial acusatória está suficientemente instruída”, anotou Nivaldo Brunoni.
Agora RN

domingo, 7 de maio de 2017

Moro pede que população não vá às ruas durante interrogatório de Lula

Sérgio Moro
O juiz federal usou página nas redes sociais para divulgar vídeo pedindo para que a população não vá as ruas; grupos se mobilizam para articulações em Curitiba

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância, solicitou aos simpatizantes da operação que não compareçam a Curitiba na próxima quarta-feira, dia 10 de maio, data em que está marcado o interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Eu tenho ouvido que muita gente que apoia a Operação Lava Jato pretende vir a Curitiba manifestar esse apoio”, disse Moro. “Eu diria o seguinte: esse apoio sempre foi importante, mas, nessa data, ele não é necessário”.
Segundo o juiz, deve-se evitar qualquer tipo de “confusão e conflito” e zelar pela segurança das pessoas, para que ninguém se machuque em eventuais discussões nesta data. “O interrogatório é uma oportunidade que o senhor ex-presidente vai ter para se defender, é um ato normal do processo. Nada de diferente ou anormal vai acontecer nessa data, apenas esse interrogatório”, pondera Moro.
Originalmente, o interrogatório de Lula estava previsto para o dia 3 de maio, mas foi remarcado por Moro para 10 de maio a pedido da Secretaria de Segurança Pública do Paraná e da Polícia Federal. As corporações alegaram necessidade de mais tempo “para providências de segurança” diante de manifestações populares que poderiam ocorrer em Curitiba.
Na ação, Ministério Público Federal sustenta que Lula recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio – de um valor de R$ 87 milhões de corrupção – da empreiteira OAS entre 2006 e 2012. As acusações contra Lula são relativas ao recebimento de vantagens ilícitas da empreiteira OAS por meio do tríplex no Guarujá, no Solaris, e ao armazenamento de bens do acervo presidencial, mantido pela Granero de 2011 a 2016.
“A minha sugestão é: não venha, não precisa. Deixe a Justiça fazer o seu trabalho, tudo vai ocorrer com normalidade. Eu espero que todos compreendam”, finalizou Moro, no vídeo. O material foi publicado por volta das 21 horas de ontem e republicado minutos depois na mesma página. Juntos, os dois vídeos já registraram quase 2 milhões de visualizações e mais de 92 mil compartilhamentos.
Mobilização
Nas redes sociais, grupos apoiadores da operação e pessoas favoráveis a Lula se organizam para fazer manifestação em Curitiba durante o interrogatório. O Movimento Brasil Livre (MBL), que figura entre os grupos mais ativos em apoio a Moro, disse que não está promovendo nenhuma organização oficial de protesto, mas que seus representantes estarão em Curitiba acompanhando a oitiva. A porta voz do movimento Nas Ruas, Carla Zambelli, em declaração pública, também pediu aos seguidores para não irem a cidade, para evitar confrontos.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) disse que não está promovendo a organização de caravanas. Já o grupo Frente Povo Independente usou a internet por meio de um site de financiamento coletivo para garantir o pagamento de dois ônibus fretados rumo a Curitiba. Foram arrecadados R$ 8,5 mil em doações.
Na terça-feira, véspera do depoimento, Lula e apoiadores vão participar de um culto ecumênico na Catedral Metropolitana de Curitiba. Entre os confirmados no ato de apoio e solidariedade ao ex-presidente está a direção nacional do PT, dezenas de deputados, senadores e ex-ministros.
Agora RN

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Curitiba alerta sobre Baleia Azul após 5 tentativas de suicídio

Maria de Fátima Oliveira, 16 anos, encontrada morta em represa do MT supostamente após participar de jogo da Baleia Azul (//Reprodução)

Segundo a prefeitura, cinco adolescentes de 13 a 17 anos foram atendidos na rede municipal de saúde na madrugada após automutilação e ingestão de remédios


A Prefeitura de Curitiba emitiu nesta terça-feira um alerta aos pais sobre o ‘jogo’ da Baleia Azul, que incentiva o suicídio, depois que a rede municipal de saúde registrou nesta madrugada cinco tentativas de suicídio entre adolescentes de 13 a 17 anos, que foram atendidos e encaminhados para acompanhamento em Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Em todos o casos, diz a prefeitura, havia sinais de automutilação e ingestão de medicamentos. O Baleia Azul, que surgiu nas redes sociais russas e virou uma grande preocupação recente dos pais no Brasil, lista uma série de desafios aos participantes, que incluem automutilação e, no ápice, o suicídio.
O problema ganhou repercussão nacional depois que a adolescente Maria de Fátima Oliveira, de 16 anos, foi encontrada morta na terça-feira (11) em uma represa de Vila Rica (MT), supostamente após cumprir a última tarefa do Baleia Azul. A adolescente tinha cortes na coxa e braços e deixou cartas que indicariam a participação dela no desafio. O caso está sob investigação.
Em Curitiba, a prefeitura também diz que “ainda não há confirmação se os casos têm relação com o Baleia Azul”. “A prefeitura acionou o Conselho Tutelar, responsável para comunicar o caso à Polícia Civil, e também solicitou investigação à Polícia Federal. Além disso, serão desenvolvidas atividades deprevenção ao suicídio nas escolas com estudantes adolescentes, faixa etária alvo da página que incentiva o suicídio. A ação envolve as secretarias municipal e estadual de Educação”, afirmou a prefeitura em seu site.
“Orientamos que pais e responsáveis conversem com os adolescentes e fiquem atentos a sinais de isolamento, perda de vínculo familiar e quadros de automutilação”, diz o secretário municipal da Saúde de Curitiba, João Carlos Baracho. De acordo com o Baracho, os postos de saúde são a porta de entrada no sistema para aquelas famílias que precisam de ajuda. Caso seja necessário, o posto pode direcionar para atendimento de saúde mental em Caps ou outro serviço especializado, de acordo com a gravidade do caso.
A prefeitura também fez um alerta em relação ao seriado 13 Reasons Why (13 motivos), série americana de TV exibida pela Netflix que contam a história de uma menina que deixa fitas cassetes explicando as razões que a levaram a cometer suicídio.
veja

sábado, 10 de dezembro de 2016

BANGU PARA CURITIBA PELA PF - Cabral estava preso em Bangu 8, onde cumpre prisão preventiva pedida pelo Ministério Público Federal no âmbito da Operação Calicute

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó pouco depois das 10h de hoje (9) para ser transferido pela Polícia Federal, informou a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária.
Cabral estava preso em Bangu 8, onde cumpre prisão preventiva pedida pelo Ministério Público Federal no âmbito da Operação Calicute. A operação investiga um esquema de corrupção que envolvia pagamento de propinas e lavagem de dinheiro e aponta Cabral como chefe da organização.
A transferência foi decidida pela Justiça Federal após um ofício do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apontando que Cabral vinha recebendo visitas irregulares em Bangu 8.
O promotor André Guilherme Freitas diz no ofício que o réu teve visitas de amigos e familiares em desconformidade com a Resolução SEAP nº584, de 23 de outubro de 2016. O promotor destaca que apenas uma pessoa amiga poderia ter sido credenciada para visitá-lo, e apenas após a satisfação de formalidades listadas na resolução.
“Por outro lado, caso se tenha como visitação extraordinária a que vem ocorrendo em relação a este réu, cabe esclarecer que esta, quando desempenhada por autoridades públicas, deve estar estritamente relacionada ao exercício da função”, diz o ofício, acrescentando que as visitas foram divulgadas amplamente pela imprensa, reconhecidas pela Secretaria de Administração Penitenciária e confirmadas em declarações públicas de um dos visitantes.
Em nota, a Seap afirma que todas as visitas de Cabral foram cadastradas dentro das normas da secretaria. “Cabe ressaltar que deputados possuem prerrogativas parlamentares para entrar e, inclusive, fiscalizar unidades prisionais a qualquer momento, sem necessariamente ser o dia de visita”, diz o texto que informa ainda que câmeras da unidade prisional poderão ser solicitadas para a apuração de irregularidades.
Agora RN

domingo, 26 de junho de 2016

Sérgio Moro é ovacionado por plateia durante show da banda Capital Inicial



Moro se levantou para agradecer aos aplausos da plateia


O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, foi ovacionado pelo público na noite de sábado (25) durante um show do Capital Inicial, em Curitiba.
Moro se levantou para agradecer aos aplausos da plateia, que bateu palmas a ele por mais de um minuto.
Segundo a assessoria de imprensa do show, o Teatro Positivo, que tem capacidade para 2.400 pessoas, estava lotado. Confira o vídeo abaixo:
Agora RN

sexta-feira, 18 de março de 2016

Ministro do STF suspende a posse de Lula; processo volta ao juiz Sérgio Moro

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu hoje (18) suspender a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cargo de ministro-chefe da Casa Civil. O ministro atendeu a um pedido liminar do PPS, em uma das 13 ações que chegaram ao Supremo ontem (17) questionando a posse de Lula.


A primeira decisão que barrou a posse foi proferida ontem pelo juiz federal Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, logo após a cerimônia realizada no Palácio do Planalto. Após a decisão, o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que reverteu a decisão proferida pelo juiz. Em seguida, outras decisões no Rio de Janeiro e em São Paulo suspenderam a autorizaram para a posse.
Na mesma decisão, Mendes decidiu que os processos que envolvem Lula na Operação Lava Jato devem ficar sob a relatoria do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba. Ontem (17), Moro decidiu enviar os processos ao Supremo em função da posse do ex-presidente no cargo de ministro da Casa Civil, fato que faz com que Lula tivesse direito ao foro por prerrogativa de função.
Robson Pires

domingo, 13 de março de 2016

13 de março em Curitiba: no berço da Lava Jato, 160 mil vão às ruas

Manifestantes contrários ao governo Dilma Rousseff inflam boneco da presidente durante ato pelo impeachment na Praça Santos Andrade, em Curitiba (PR), neste domingo (13)



Cerca de 160 000 pessoas lotaram a praça Santos Andrade, em Curitiba, em protesto pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, segundo informação da Polícia Militar. É a maior mobilização contra o governo já registrada na capital paranaense, berço da Operação Lava Jato da Polícia Federal. Não por acaso, o personagem mais citado é o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela investigação do petrolão. (Da redação)



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

PF e MP apontam repasses da Odebrecht a Santana no Brasil e pedem prorrogação de prisão

João Santana e a esposa foram encaminhados ao IML de Curitiba para passarem por exame de corpo de delito(Vagner Rosário/VEJA.com)

Planilha apreendida na Lava Jato indica que o marqueteiro do PT e a sua mulher, Mônica Moura, receberam da empreiteira R$ 4 milhões durante a campanha de Dilma Rousseff


A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal pediram nesta sexta-feira que o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, prorrogue por mais cinco dias a prisão temporária do marqueteiro do PT João Santana e de sua mulher, Mônica Moura. Também foi solicitado que a secretária do empreiteiro Marcelo Odebrecht, Maria Lúcia Tavares, suspeita de atuar na contabilidade paralela de dinheiro do grupo, continue atrás das grades. O pedido tem por base novas provas apreendidas nas buscas realizadas nesta semana, na 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé. Entre os documentos apreendidos está uma planilha com indicação de que o casal recebeu da Odebrecht 4 milhões de reais no Brasil durante a campanha eleitoral de 2014 - o que eles negaram em depoimento à PF. Foram sete repasses, entre outubro e novembro daquele ano, enquanto Santana trabalhava na campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff.
A planilha também contém a anotação de que a "negociação" total chegaria a 24 milhões de reais. O documento estava na casa de Maria Lúcia Tavares, funcionária da Odebrecht, contra quem a PF também requisitou a prorrogação de prisão temporária. Para os delegados, a origem dos recursos ainda não foi esclarecida, mas eles estão "claramente à margem da contabilidade oficial". As datas revelam que o repasse teria sido feito depois que a Lava Jato realizou buscas na sede da Odebrecht em São Paulo.
"Em se tratando de investigação em que parte dos investigados ligados ao grupo Odebrecht se encontra fora do país - ao nosso ver, em clara tentativa de obstruir a investigação e dificultar a obtenção de provas -, entendemos imprescindível que o aprofundamento das investigações, por meio da obtenção de esclarecimentos adicionais pelos investigados e processamento do restante do material, dê-se com manutenção da privação de liberdade de Mônica Moura, João Santana e Maria Lúcia Tavares. A medida é necessária para garantir a investigação criminal, em caráter cautelar", afirmam os delegados Márcio Anselmo e Renata da Silva Rodrigues.
documento rasgado 1
(VEJA.com/VEJA)
documento rasgado 2
(VEJA.com/VEJA)
Maria Lúcia Tavares é a responsável por elaborar a planilha de pagamentos de propina da empreiteira. João Santana é vinculado ao codinome "Feira". O documento foi encontrado no e-mail de Fernando Migliaccio da Silva, controlador das contas usadas pela Odebrecht para realizar pagamentos no exterior. A PF identifica Maria Lúcia Tavares como uma das responsáveis por gerenciar "a contabilidade paralela" e organizar também a entrega da propina - ou, conforme os investigados diziam, "os acarajés quentinhos". Em uma agenda dela, a PF encontrou, associados à anotação "Feira", os nomes de Mônica Moura, de seu filho Daniel Requião e de João Santana, além de telefones deles (uma linha internacional, de Nova York) e o endereço de um flat em São Paulo.
"Inegável que a anotação vincula, em definitivo, ambos os investigados - João Santana e Mônica Moura - às menções contidas na planilha encontrada no e-mail de Fernando Migliaccio e, por conseguinte, aos pagamentos realizados a eles no exterior pela Odebrecht, via Shellbill", afirma o relatório da PF.
O advogado do casal Santana, Fábio Tofic, pede a revogação da prisão. A PF rebateu, em representação ao juiz, os argumentos da defesa. "Inicialmente, com relação às alegações da defesa cabe destacar que, em que pese a alegação de que 'tanto os recursos recebidos da Odebrecht como aqueles doados por Zwi [Skornicki] são de campanhas realizadas no exterior, onde foram feitas seis das nove campanhas presidenciais que comandaram', não foi apresentado qualquer indício que seja, por parte de seus defensores, que corrobore tal afirmação", afirmou a PF. "Curiosamente, parte dos recursos foi atribuído à campanha de um ex-Presidente já falecido (Hugo Chávez)."
"Ademais, em que pese tenham os investigados autorizado o acesso à conta da Shellbill, mantida no Banco Heritage, não foi apresentado um documento sequer da referida conta por parte dos investigados, que já tinham conhecimento, há tempos, de que ao menos os depósitos por parte de Klienfeld, offshore ligada à Odebrecht, poderia vinculá-los às investigações da Operação Lava Jato. Assim, a defesa reduz os inúmeros indícios expostos nos presentes autos a meras especulações, mas até o presente momento nada apresentou que possa fazer prova em contrário. Não há um contrato, umainvoice, um registro ou mesmo uma troca de e-mails ou qualquer indício, por menor que seja, apto a corroborar os fatos alegados pela de defesa de João Santana e Mônica Moura."
Os delegados também destacaram que o sócio da maior empreiteira do país Marcelo Bahia Odebrecht, preso em Curitiba, sinalizou que pretende colaborar e prestar depoimento sobre os fatos investigados na 23ª fase da Lava Jato: "Espera-se que Marcelo Bahia Odebrecht possa prestar esclarecimentos relevantes sobre sua rede de distribuição de 'acarajés' e sobre as menções ao codinome Feira espalhadas em seu celular e replicadas por seus funcionários em planilhas e anotações".
Veja

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Lava Jato: João Santana e Mônica Moura serão ouvidos nesta quarta-feira

Polícia Federal investiga envolvimento de João Santana com a Odebrecht

Depoimentos do publicitário e de sua esposa devem ser dados a Polícia Federal no início desta tarde


A Polícia Federal em Curitiba deve ouvir nesta quarta-feira (24), o publicitário João Santana e a mulher dele, Mônica Moura. Os depoimentos estão previstos para o início da tarde na Superintendência da Polícia Federal (PF). Santana deve ser ouvido primeiramente.
João Santana e Mônica Moura chegaram em Curitiba no fim da manhã dessa terça-feira (23), e foram encaminhados à Superintendência da PF na capital paranaense. Os dois tiveram a prisão temporária decretada na 23ª fase da Operação Lava Jato, que investiga a relação de Santana com a empresa Odebrecht. A empreiteira também é alvo de investigações da Polícia Federal e teria feito repasses financeiros ao publicitário no exterior.
Bens
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos inquéritos da Operação Lava Jato, determinou na última segunda-feira (22) o sequestro de um apartamento, localizado em São Paulo, registrado em nome de Santana e de sua mulher. Há suspeitas de que o imóvel teria sido pago com dinheiro retirado de uma conta secreta na Suíça.
Portal no Ar

sábado, 30 de maio de 2015

Curitiba é a capital mais desenvolvida do país; SP é a 2ª e Natal, a 14ª

São Paulo, Vitória, Belo Horizonte e Florianópolis completam o Top 5 do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal

Considerando o nível de emprego, renda e indicadores de saúde e educação, Curitiba é a capital mais desenvolvida do Brasil. É o que está em ranking da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro divulgado hoje (veja lista abaixo).

São Paulo, Vitória, Belo Horizonte e Florianópolis completam o Top 5 do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), que congrega os dados oficiais do governo federal para elaborar o nível de desenvolvimento de cada município do país em 2010.

Manaus ficou na última posição.
Assim como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, o IFDM vai de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvida é a localidade. Os dados levados em consideração, no entanto, são distintos.
O IFDM analisa emprego e renda (salários médios, geração e estoque dos empregos formais), educação (taxa de matrícula infantil, abandono, distorção idade-série, entre outros) e saúde (número de consultas pré-natal, óbitos por causa mal definidas e óbitos infantis evitáveis).
Já o IDH leva em conta expectativa de vida, educação e PIB per capita. Mesmo assim, ambos podem ser vistos como uma espécie de indicador de qualidade de vida, embora não seja exatamente esta a proposta original.
No IFDM, índices de 0,6 a 0,8 indicam desenvolvimento moderado. São 11 capitais neste grupo. As restantes têm nota acima de 0,8, sendo, segundo a Firjan, de alto desenvolvimento.
Apenas Maceió (AL), Teresina (PI) e Campo Grande (MS) tiveram piora no IFDM entre 2009 e 2010. A maior evolução foi vista em Rio Branco, no Acre, onde o índice melhorou mais de 8%.
JH

domingo, 19 de abril de 2015

Ladrão tenta aliviar sua barra na DP dizendo que rouba menos que Dilma

O vendedor desempregado Jean Rodrigo de Moraes, de 23 anos, foi preso na Cidade Industrial, suspeito de furtar mais de 10 residências de luxo em Curitiba. Segundo a Polícia Civil, ele fazia parte de uma quadrilha especializada neste tipo de crime.
De acordo com as investigações da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), a quadrilha a qual o rapaz pertencia age sempre da mesma forma, entrando nas casas quando os moradores saem ou viajam. Eles tocavam a campainha da casa escolhida e, se ninguém os atendesse, invadiam a residência.A polícia chegou a Jean por causa do carro usado nos crimes: um Fiat Stilo dourado. O veículo pertence à sogra de Jean, identificada como Loraci Taborda, de 53 anos. Ela também foi presa, pois deu falsa queixa de roubo do veículo.
O rapaz disse aos policiais que era apenas motorista do bando. Segundo ele, ganhava os objetos roubados como pagamento para ajudar os bandidos. Quando perguntado pelas equipes de reportagem se ele se considerava bandido, Jean afirmou que “a Dilma rouba muito mais do que ele”.
Jornal de Hoje

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Homem é preso pela polícia ao praticar exercícios físicos pelado

Ele fazia exercício quando foi denunciado na manhã de sexta-feira (16)
Um homem que saiu pelado de casa foi detido em flagrante pela Polícia Militar no bairro Bacacheri, na manhã de sexta-feira (16) em Curitiba.
A situação inusitada aconteceu na Rua Gago Coutinho com a Eduardo Geronasso, por volta das 7h30. Segundo a Polícia Militar (PM), várias denúncias chegaram via 190 sobre o morador que fazia exercícios sem roupas. Uma equipe do 20° Batalhão foi ao local e deteve o rapaz.
Uma ambulância do Samu foi chamada para examinar o atleta ousado e avaliar se o estado de saúde é normal.
Fonte: Terra

domingo, 28 de outubro de 2012

Filho do apresentador Ratinho, vence no primeiro turno, mas perde no segundo turno, em Curitiba

 
Ratinho Junior do (PSC), perdeu as eleições na cidade de Curitiba, o filho do apresentador Ratinho do SBT, perdeu para Gusatvo Fruet (PDT). No início da campanha eleitoral, as pesquisas de intenção de voto, apontavam a vitória de Ratinho no primeiro turno, o que não aconteceu.

Com 100% das urnas apuradas, em Curitiba, Gustavo Fruet (PDT) foi eleito com 597.200 votos (61%), Ratinho Junior (PSC), conseguiu 387.483 (39%).

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Filho de Ratinho lidera corrida eleitoral para prefeitura de Curitiba

Ratinho (foto) famoso apresentador de programas  do SBT
Ratinho Júnior (foto) na preferência dos eleitores  para prefeito  de Curitiba

Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (24/08/2012) revela uma disputa acirrada pela prefeitura de Curitiba. No segundo levantamento feito na capital paranaense, o deputado federal Ratinho Júnior (PSC), filho do apresentador de TV Carlos Massa, lidera com 27% das intenções de votos, seguido de perto pelo socialista Luciano Ducci, com 23%, e pelo pedetista Gustavo Fruet, com 21%.

A pesquisa encomendada pela RPC TV, afiliada à Rede Globo, foi feita entre os dias 21 e 23 de agosto, e entrevistou 602 pessoas. A margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos, o que indica um empate técnico entre Ratinho e Ducci e outro empate técnico, entre Ducci e Fruet.

Rafael Greca, do PMDB, segue em quarto lugar, com 6% e Bruno Meirinho (PSOL) tem 1% dos votos. Carlos Moraes (PRTB), Alzimara Bacellar (PPL) e Avanilson Araújo (PSTU) não foram citados por nenhum entrevistado. Votos brancos ou nulos somam 10% e os indecisos, 12%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), sob o número PR-00066/2012.

Da Agência O Globo