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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Irmão do vice-prefeito de Frutuoso Gomes é assassinado

Gerard Muller, irmão do vice-prefeito
Caso aconteceu na noite desta quinta-feira, 23; homem caminhava em calçadão com sua mulher, quando suspeitos os abordaram a tiros


No início da noite desta quinta-feira, 22, um homicídio foi registrado na cidade de Frutuoso Gomes, na região Oeste do estado do Rio Grande do Norte.
A vítima, Gerard Muller Carlos Tomaz, irmão do atual vice-prefeito da cidade, caminhava junto de sua mulher, em um calçadão na estrada da cidade, quando ambos foram abordados por homens que chegaram disparando. Alvejado, Gerard não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Segundo informações de testemunhas, a mulher de Gerard também foi atingida, mas foi socorrida e seu estado não é grave. Os assassinos fugiram. Buscas foram efetuadas, mas nenhum suspeito foi detido. A polícia ainda busca por pistas que levem a motivação do crime.
Agora RN

Presidente do Conselho de Ética diz que Aécio foi vítima de ‘armação’

O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), considera que o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) foi vítima de “uma grande armação”. Nesta sexta-feira, 23, João Alberto arquivou a representação contra o tucano alegando não estar “convencido” das acusações contra o parlamentar, investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os membros do colegiado ainda podem recorrer da decisão do presidente.
Para João Alberto, Aécio não agiu de má-fé ao pedir R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista. “Esse cidadão (Joesley) era tido como um homem sério, um dos principais empresários do País, com trânsito em todas as áreas, e que nunca se pensou que era bandido. Ele (Aécio) entrou para conversar com um bandido pensando que era uma pessoa séria”, defendeu o presidente do Conselho. Ele destacou que as gravações de Aécio com Joesley não o convenceram de que houve quebra de decoro parlamentar, nem as reportagens publicadas pela imprensa.
Aliado do ex-presidente José Sarney, o peemedebista foi apontado como um dos principais atores no acordo suprapartidário costurado entre os partidos do Senado para “salvar Aécio”. O objetivo seria não criar mais um precedente na Casa. “Não existe nada disso, ninguém falou comigo. Eu já disse e repito: ‘não tenho mais idade para aceitar pressão'”, rebateu.
João Alberto contou que aguardava posição do Supremo sobre a prisão de Aécio nesta semana para tomar a sua decisão, porém o julgamento acabou adiado. O prazo para ele decidir sobre o recebimento ou não da representação no Conselho contra Aécio acabaria na próxima segunda, 26. “Como não tinha material que me desse uma certeza de que houvesse quebra de decoro, decidi pelo arquivamento da petição”, alegou. Ele explicou ainda que, caso haja recurso no plenário, ele dará tramitação “normal” ao processo.
Arquivamento
Na petição de arquivamento do processo que pedia a cassação do mandato de Aécio, João Alberto alegou falta de provas. “A fundamentação do pedido deve estar baseada em elementos que possam ser objeto de apuração. O quanto alegado, da mesma forma, deve estar lastreado em conjunto probatório pré-constituído, o qual deverá acompanhar a representação no momento do seu ingresso, o que não ocorreu. Tal circunstância, por si só, seria suficiente para justificar a rejeição preliminar do pedido”, diz trecho do despacho.
A decisão de João Alberto critica ainda a junção de notícias de jornais entre o conjunto de provas, que João Alberto classificou como “temerário” e considera que a delação de Joesley não é suficiente para dar sequência à representação. “Não havendo qualquer prova documental, há aqui claro conflito entre a palavra de um empresário interessado a qualquer custo em se safar da prisão e a palavra de um senador da República que conta com presunção de veracidade.”
Para João Alberto, na gravação de Aécio e Joesley “não há qualquer tratativa de vantagem indevida, muito menos envolvendo interesses públicos” e também não houve pedido de contrapartida. O texto destaca ainda que não foi anexado ao processo nenhuma gravação ou troca de mensagens entre Andrea Neves e Joesley Batista, onde teria ocorrido pedido de vantagem indevida. “Ao contrário, das gravações e dos documentos trazidos aos autos em momento posterior fica claro e evidente que a irmã do representado não pediu ‘propina’ ao empresário, mas sim o procurou para tentar vender um apartamento da família”, afirma João Alberto.
Agora RN

sábado, 17 de junho de 2017

[FOTOS] Confira as principais imagens do sepultamento da ex-governadora Wilma

Caixão da ex-governadora é levado por amigos e familiares

Cortejo fúnebre saiu da Catedral Metropolitana de Natal às 20h e contou com a presença de diversas autoridades políticas como o governador Robinson Faria

Aconteceu ontem, dia 16, por volta das 21h30, o sepultamento da ex-governadora do Rio Grande do Norte Wilma de Faria, que morreu na última quinta-feira 15 vítima de um câncer no intestino.
O cortejo fúnebre saiu da Catedral Metropolitana de Natal às 20h e contou com a presença de diversas autoridades políticas, como o governador Robinson Faria, o deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB) e diversos vereadores de Natal.
Confira as principais imagens do sepultamento:





Fotos: José Aldenir / Agora Imagens
Agora RN

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Familiares alteram local do velório da ex-governadora Wilma de Faria - Inicialmente marcado para Palácio da Cultura, velório da ex-prefeita de Natal será realizado a partir das 09h na Catedral Metropolitana de Natal

Wilma de Faria, ex-governadora do RN

Os familiares da ex-governadora Wilma de Faria (PT do B) alteraram o horário e o local do velório da ex-parlamentar, que estava inicialmente marcado para o Palácio da Cultura.
Agora, o corpo de Wilma será velado a partir das 09h00 na Catedral Metropolitana de Natal, situada na Avenida Mal. Floriano Peixoto, 674, no bairro do Tirol.
Wilma faleceu por volta das 23h40 desta quinta-feira 15. Ela lutava contra o câncer no duodeno que já estava em estágio avançado. Quatro filhos permanecem em vida, um deles a deputada estadual Márcia Maia (PSDB).
Agora RN

Morre a ex-governadora do Rio Grande do Norte Wilma de Faria

Ex-governadora lutava contra um câncer no duodeno


Wilma, que cumpria mandato como vereadora de Natal, estava internada no Hospital São Lucas desde a última semana tratando de uma infecção causada pelo câncer no duodeno

Morreu no final da noite desta quinta-feira 15, feriado de Corpus Christi, aos 72 anos, a ex-governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria. Wilma, que cumpria mandato como vereadora de Natal, estava internada no Hospital São Lucas desde a última semana para continuar o tratamento contra um câncer no duodeno. Nos últimos dias, seu estado de saúde havia se agravado. Ela respirava com a ajuda de aparelhos, mas não resistiu.
A morte da ex-vereadora, que havia tirado licença da Câmara Municipal de Natal, sendo substituída por Dickson Nasser Jr. (PSDB), foi confirmada às 23h40. Ela deixa quatro filhos – a deputada estadual Márcia Maia (PSDB), Ana Cristina Maia, Cíntia Maia e Lauro Maia – e 13 netos.
O corpo de Wilma de Faria será velado no Palácio da Cultura, na Praça 7 de Setembro. O sepultamento, por sua vez, ocorre no Cemitério Morada da Paz, em Emaús.
Trajetória
Mestra em Educação e especialista em Sociologia, Wilma Maria de Faria nasceu em Mossoró, na região Oeste, e cresceu em Caicó, no Seridó. Era professora aposentada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde se licenciou em Letras.
Sua trajetória política foi marcada pelo pioneirismo e ousadia. Quebrando a forte herança machista no estado, Wilma foi eleita a primeira deputada federal pelo RN em 1986, atuando em defesa dos direitos dos trabalhadores – o que lhe rendeu nota 10 do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).
Em 1988 se elegeu a primeira prefeita de Natal, cidade que administrou por três mandatos (1988, 1996 e 2000). Já no ano de 2002 marcou mais um capítulo da história política do estado, ao ser eleita a primeira mulher a governar o Rio Grande do Norte, liderando uma frente de pequenos partidos. Foi reeleita em 2006.
Wilma de Faria também foi vice-prefeita da cidade do Natal entre 2012 e 2016, e presidente estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB/RN) por 20 anos. Atualmente era vereadora de Natal pelo Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB) para a legislatura 2017-2020.
Legado
Por onde passou, Wilma foi reconhecida pelo seu trabalho e dedicação, principalmente na área social. Mas foi à frente do executivo estadual que a ‘guerreira’ desenvolveu suas maiores ações e obras, entre elas a expansão da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), a Refinaria Clara Camarão, em Guamaré; a Ponte de Todos Newton Navarro, em Natal; a Ponte da Ilha de Santana, em Macau; a Ponte de Jucurutu; o Complexo Turístico Ilha de Santana, em Caicó; a Revitalização da Av. Rio Branco, a construção do Expocenter e a implantação do Curso de Medicina, em Mossoró.
Destaque ainda para o Programa de Segurança Alimentar, com os Restaurantes Populares, assim como a duplicação do número de Centrais do Cidadão; além de ter realizado um grande programa rural de apoio ao homem do campo: o Desenvolvimento Solidário.
Wilma orgulhava-se também de ter melhorado os índices socioeconômicos do estado, sobretudo em energia eólica, que alçaram o RN de zero em energia limpa ao 1º lugar nos leilões do país, além de no turismo, principal atividade econômica, ter colocado o RN como destaque do Nordeste.
Agora RN

terça-feira, 13 de junho de 2017

Prisão do senador Aécio Neves será votada na semana que vem

Pedido foi inicialmente negada pelo relator anterior do caso, ministro Edson Fachin, que decidiu somente afastar Aécio das atividades de senador

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou hoje, 13, que levará o pedido de prisão contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) para julgamento na Primeira Turma da Corte na próxima terça-feira, 20.
A prisão foi inicialmente negada pelo relator anterior do caso, ministro Edson Fachin, que decidiu somente afastar Aécio das atividades de senador. A Procuradoria-Geral da República entrou com um agravo contra a decisão, ao mesmo tempo em que a defesa do tucano interpôs um agravo para garantir a liberdade dele.
Ambos os pedidos serão levados à votação na Primeira Turma no mesmo dia, disse hoje o ministro Marco Aurélio, que foi sorteado o novo relator do caso de Aécio após ser acatado um pedido da defesa pela redistribuição do processo. “Serão analisados os extremos”, disse.
O ministro ressaltou que, caso provocado pela PGR, poderá pedir esclarecimento ao Senado sobre o cumprimento da decisão que determinou o afastamento de Aécio das atividades parlamentares. Para Marco Aurélio, não basta que o senador se afaste voluntariamente, mas que o cargo seja considerado vago, sendo convocado um suplente, o que ainda não foi feito.
“Fica uma cadeira vaga. O desejável não isso, é que ela esteja preenchida”, disse Marco Aurélio. “Ao que tudo indica, o episódio de dezembro está fazendo escola. Não me passa pela cabeça que o Senado não cumpra decisão judicial”, acrescentou o ministro, fazendo referência ao caso Renan Calheiros, no fim do ano passado, quando a Mesa Diretora do Senado decidiu não cumprir decisão liminar pelo afastamento do político alagoano da presidência da Casa.
Agora RN

sábado, 10 de junho de 2017

TSE rejeita cassação e absolve Temer - Placar, que era esperado, foi de 4 a 3 pró-governo

Após quatro dias de julgamento, a maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) votou nesta sexta-feira  (9) contra a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições de 2014, pelas acusações de abuso de poder político e econômico. O placar da votação ficou em 4 a 3.  O voto de desempate foi proferido pelo presidente da corte, ministro Gilmar Mendes.
Em seu voto, Gilmar mencionou que foi o relator do pedido inicial do PSDB para a reabertura da análise da prestação de contas da chapa Dilma-Temer. Ele disse, entretanto, que o pedido foi aprovado pelo tribunal para reexame do material e não para condenação sumária. “Não se trata de abuso de poder econômico, mas se trata de um dinheiro que sai da campanha e não disseram para onde vai. Primeiro é preciso julgar para depois condenar. É assim que se faz e não fixar uma meta para condenação. O objeto dessa questão é sensível porque tem como pano de fundo a soberania popular”, defendeu.
Também votaram pela absolvição os ministros Napoleão Nunes MaiaAdmar Gonzaga e Tarcísio VieiraLuiz Fux e Rosa Weber acompanharam o relator, Herman Benjamin, pela cassação da chapa.
Quatro dos sete ministros entenderam que não há provas suficientes para retirar o mandato da chapa. Além disso, a maioria avaliou que as delações de ex-executivos da Odebrecht não podem ser incluídas no julgamento porque não estavam no pedido inicial de cassação, feito pelo PSDB em 2014.
“Não é algum fricote processualista que se quer proteger, mas o equilíbrio do mandato. Não se substitui um presidente a toda a hora, mesmo que se queira. A Constituição valoriza a soberania popular, a despeito do valor das nossas decisões”, disse Gilmar ao proferir seu voto.
A maioria dos ministros também argumentou que as provas que restaram, como outros depoimentos de delatores da Operação Lava Jato, que também citam repasses de propina para a chapa, não são suficientes para concluir que os recursos desviados para o PT e PMDB abasteceram a campanha de 2014.
Mendes voltou a dizer durante seu voto que  “não cabe ao TSE resolver a crise política” do país, e que falou isso a políticos que o procuraram para debater o tema.
Portal no Ar

domingo, 4 de junho de 2017

Ato organizado pelo ‘Vem Pra Rua’ reúne apenas 30 pessoas no Rio de Janeiro

Manifestação aconteceu na manhã deste domingo 4

No local, foi colocada uma lixeira e diversos sacos de lixo com a imagem de políticos de diferentes partidos. Entre as imagens, há do presidente Michel Temer

Cerca de 30 pessoas se reuniram na manhã deste domingo 4 na altura do posto 5, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, em um ato contra a corrupção e a favor da renovação política no País. O movimento foi organizado pelo VemPraRua RJ.
Os manifestantes estenderam duas faixas na calçada que dizem: “Todo apoio à Lava Jato” e “Renovação política”. Em coro, pedem Justiça e fazem referência ao juiz responsável pela Operação Lava Jato em Curitiba, Sérgio Moro.
Os manifestantes estenderam duas faixas na calçada que dizem: “Todo apoio à Lava Jato” e “Renovação política”. Em coro, pedem Justiça e fazem referência ao juiz responsável pela Operação Lava Jato em Curitiba, Sérgio Moro.
No local, foi colocada uma lixeira e diversos sacos de lixo com a imagem de políticos de diferentes partidos. Entre as imagens, há do presidente Michel Temer, do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, dos ex-presidentes Dilma e Lula, além do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, atualmente preso. Os pedestres são estimulados a jogar os sacos de lixo com as imagens dos políticos na lixeira.
O inspetor de equipamentos Agnaldo Nery, 54, disse que é preciso uma mobilização forte da população para que haja mudanças na política. “Temos hoje um processo de corrupção generalizada com quase todos os políticos envolvidos”, disse. Ele segurava um cartaz que dizia: “Fora STF, Temer e Congresso. Prisão já”.
Ao lado, cerca de 15 pessoas também se reuniam com cartazes a favor da intervenção militar.
Agora RN

Geraldo Melo sobre possível candidatura em 2018: “Nunca me recusei a servir” - Nome de Geraldo passou a circular nos meios políticos e empresariais como opção para 2018 devido não estar manchado por práticas de suspeita de corrupção

Ex-governador Geraldo Melo

O nome do ex-senador e ex-governador do Rio Grande do Norte, Geraldo Melo (PMDB), ganhou força nos últimos dias para assumir uma pré-candidatura a governador do Estado nas eleições do próximo ano. Em que pese o quadro político ainda estar totalmente indefinido, segundo todos os prognósticos, em função da crise política e das possíveis variáveis de modificação no quadro, o enfraquecimento da pré-candidatura do prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), devido a problemas administrativos, deixando-o praticamente de fora do jogo da sucessão, põe Geraldo como uma opção plausível dentro do cenário do PMDB.
O nome de Geraldo passou a circular nos meios políticos e empresariais do Estado como opção para 2018 devido não estar manchado por práticas de suspeita de corrupção e também pela experiência administrativa, já que governou o Estado e foi senador da República. Além disso, Geraldo é tido como conhecedor das questões sociais e também das demandas da iniciativa privada. Por último, é considerado um habilidoso ser político, com coloração partidária e bom trânsito.
“Me sinto muito honrado de ouvir esses comentários, e muito agradecido pela lembrança, mas acho que não está realmente nos planos de ninguém (essa possibilidade). Não creio que esteja nos planos de ninguém”, disse inicialmente à reportagem. “É uma coisa honrosa, mas… Não sou político profissional, nunca fui. Costumo dizer que não criei meus filhos com dinheiro de política”, disse Geraldo, pego de surpresa ao ser provocado.
Geraldo Melo iniciou na carreira política como secretário estadual e foi vice-governador, governador, vice-presidente do Senado e senador da República. Tendo construído boa parte da sua vida pública em Ceará-Mirim, colaborou com o governo de Aluísio Alves (1961-1966), tendo trabalhado no DNOCS. Foi indicado vice-governador do Rio Grande do Norte quando o titular era Lavoisier Maia Sobrinho (1978-1983). Em seguida, voltou para o grupo dos Alves e coordenou a campanha vitoriosa de Garibaldi Alves Filho para a Prefeitura de Natal, no ano de 1985. Isso lhe serviu de credencial para disputar o Governo do Estado em 1986. Com o slogan Novos Tempos, Novos Ventos e uma maioria de 14 mil votos, conseguiu eleger-se.
Instado pela reportagem a dizer se aceitaria uma convocação, Geraldo disse que nunca se recusou a prestar serviços ou cumprir com o dever. “Nunca me recusei a prestar serviço e cumprir. Se vier a ser provocado e me sentir preparado, não me recuso. Agora é preciso, que nessa altura da minha vida, é preciso que eu tenha certeza que não sou problema para ninguém”, ponderou. “Não quero ocupar espaços que já estão ocupados”, completou.
Dentro do PMDB, o maior partido do Estado, a escassez de nomes é patente. Nenhuma das três grandes lideranças da legenda admite a possibilidade de disputar o governo do Estado em 2018. O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB) anuncia que disputará mais um mandato de senador. O filho dele, Walter Alves, tentará renovar o mandato de deputado federal. E o ex-ministro Henrique Alves (PMDB) também tentará reconquistar a vaga pedida em 2014 na Câmara dos Deputados.
Uma alternativa para o PMDB seria apoiar o também integrante da família Alves, o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), que aventou a possibilidade de disputar o governo, mas que não contava com a grave crise administrativa que tomou conta da Prefeitura de Natal, com atrasos de salários dos servidores e falta de pagamentos de terceirizados e prestadores de serviço, além da falta de obras e da dificuldade de manter a cidade com os serviços em dia, sobretudo, no que diz respeito aos cuidados urbanos, com as orlas abandonadas, praças sujas e descuidadas, escolas com problemas de gestão e postos de saúde desguarnecidos de médicos e insumos. Nesse contexto, se se confirmar que Carlos não será candidato e que o PMDB terá um nome na disputa, Geraldo Melo surge como opção para 2018.
TRAJETÓRIA POLÍTICA
Em 1993, Geraldo Melo rompeu com o PMDB e passou para o PSDB, onde foi presidente estadual até o ano de 2008, logo após retornou para o PMDB em 2011. Elegeu-se senador em 1994, e, durante esse período, Geraldo foi vice-presidente do Senado de 1995 até 1997. Em 1998, candidata-se a vice-governador na chapa de José Agripino Maia, sendo derrotados por Garibaldi Alves Filho. Em 2002, candidata-se a reeleição porém termina o pleito em 3° lugar, atrás dos eleitos Garibaldi Alves Filho e José Agripino Maia.

Em 2006, candidata-se mais uma vez ao Senado pelo PSDB termina o pleito novamente em 3°lugar atrás da eleita Rosalba Ciarlini e do 2° colocado Fernando Bezerra. Passado todo esse período, estando atualmente de fora do cenário, com a credencial de não possuir qualquer nódoa de corrupção em sua trajetória, Geraldo soma experiência e vida limpa para se candidatar governador do Rio Grande do Norte.
Agora RN

terça-feira, 30 de maio de 2017

Brasil chegará ao fim de 2018 ‘com a casa em ordem’, diz Michel Temer

Temer diz que é preciso respeitar o que estabelece a Constituição

Falando da crise política atual, o presidente disse que vai ficar até o fim de seu mandato e destacou que tem confiança no bom funcionamento das instituições

O presidente Michel Temer disse em discurso para investidores brasileiros e estrangeiros nesta terça-feira, 30, que o Brasil chegará ao final de 2018 “com a casa em ordem”. Ao falar da crise política atual, o presidente disse que vai ficar até o fim de seu mandato, destacou que tem confiança no bom funcionamento das instituições e que é preciso respeitar o que estabelece a Constituição.
“Tenho confiança na solidez das instituições, que estão funcionando normalmente”, disse Temer em discurso que durou cerca de 25 minutos no Fórum de Investimentos Brasil 2017. Na plateia, investidores de mais de 40 países, além do vários ministros de seu governo.
Estavam presentes também o prefeito de São Paulo, João Doria, o governador do Estado, Geraldo Alckmin, e o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno.
“Estamos no caminho certo e pusemos o Brasil nos trilhos. É continuar com a travessia”, disse Temer. Ele defendeu a necessidade de continuar com as reformas, sobretudo a da Previdência e a trabalhista. Ele disse que a condução destas reformas tem sido pautadas por diálogo com o Congresso e com a sociedade e quem critica as mudanças na Previdência são justamente aqueles que querem manter privilégios.
O presidente da República afirmou que os políticos são “meros representantes” populares, não são o poder. Temer disse ainda que deve haver separação e harmonia entre os três poderes, mas, não, independência total entre eles. “Quando há desarmonia entre os podes, há inconstitucionalidade.”
Temer também fez um balanço da economia, destacando a volta do crescimento e a queda da inflação. “O Brasil reúne todas as condições para prosperar”, disse ele, destacando que seu governo “devolveu ao Brasil o caminho do desenvolvimento” e não é intenção do Planalto se afastar deste caminho. “Transmito otimismo e confiança com a segurança jurídica e na prosperidade dos negócios”, afirmou o presidente.
Protestos
Temer lamentou em seu discurso os protestos violentos em Brasília na semana passada, quando autorizou o uso das Forças Armadas para conter os manifestantes. O presidente disse que vai continuar com a estratégia de manter a ordem em “futuras divergências físicas”.
Agora RN

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Pesquisa - 80% dos brasileiros classificam gestão Temer como ruim e péssima

Estudo revela que a atual administração federal atinge a maior taxa negativa de avaliação

Em maio, a avaliação do governo do presidente Michel Temer alcançou o maior índice de rejeição, já que 80% dos brasileiros classificam-no como ruim e péssimo, segundo pesquisa Pulso Brasil, realizada pela Ipsos. Comparando o número atual da gestão do peemedebista com o de abril, percebe-se uma elevação de cinco pontos percentuais neste quesito (de 75% para 80%).  O estudo ainda aponta que 93% dos entrevistados consideram que o Brasil está no rumo errado – uma piora de um ponto percentual em relação ao índice do mês anterior (92%).
“O levantamento é uma fotografia da percepção dos brasileiros poucos dias antes da divulgação do acordo de delação premiada da JBS. Analisando a série histórica, tanto a taxa de aprovação quanto o barômetro sobre os rumos do país, é possível projetar que o noticiário recente tem grande probabilidade de acentuar a tendência identificada na pesquisa de maio”, comenta Danilo Cersosimo, diretor da Ipsos Public Affairs, responsável pelo Pulso Brasil.
No ranking “Barômetro Político”, a pesquisa também analisou a popularidade de 44 nomes listados entre políticos e personalidades públicas.  O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, continua sendo o nome mais rejeitado, com índice de 88%. Na segunda colocação está o presidente Michel Temer com 86%, seguido pelo senador Renan Calheiros, que soma 80%, e por Fernando Collor de Mello e Aécio Neves que estão empatados, com 77% de reprovação.
Analisando a imagem dos últimos três ex-presidentes do país, Dilma Rousseff totaliza 73% de rejeição versus 22% de aprovação. Fernando Henrique Cardoso soma 70% de desaprovação contra 12% de aprovação. Já, Luiz Inácio Lula da Silva possui 63%de reprovação e 33% de aprovação.
Medindo os políticos que já disputaram o segundo turno em um pleito presidencial, Aécio Neves é o tucano com maior taxa de rejeição com 77%, alta de um ponto percentual sobre o mês passado.  Seguido por José Serra, que permanece com os 70% de abril, e por último, Geraldo Alckmin com 64% (único do partido que teve uma queda na desaprovação de quatro pontos percentuais). Já Marina Silva, da REDE, continua melhorando seu índice e diminuiu seis pontos percentuais em relação a última edição do estudo, somando 52% de desaprovação.
Por outro lado, o juiz Sérgio Moro e o ex-juiz Joaquim Barbosa são as personalidades mais bem avaliadas com 69% e 43% de aceitação, respectivamente. Na sequência está o ex-presidente Lula da Silva e o deputado federal Tiririca, empatados com 33% de aprovação, seguidos por Cármen Lúcia que acumula 30% de favorabilidade.
A pesquisa da Ipsos ampliou, no levantamento de maio, a lista de pessoas analisadas. Outras personalidades que foram avaliadas quanto ao índice de desaprovação e aprovação são: Sérgio Cabral (72% e 1%, respectivamente); Anthony Garotinho (69% e 4%, respectivamente); Aloizio Mercadante (50% e 3%, respectivamente); Rodrigo Maia (50% e 2%, respectivamente); Jair Bolsonaro (50% e 14%, respectivamente); Romero Jucá (49% e 3%, respectivamente); Celso Russomano (49% e 17%, respectivamente); Ciro Gomes (48% e 13%, respectivamente); Eduardo Paes (48% e 2%, respectivamente ); Jean Wyllys (47% e 5%, respectivamente); Marcelo Crivella (46% e 12%, respectivamente); Romário (46% e 20%, respectivamente); Paulinho da Força (46% e 4%, respectivamente); ACM Neto (45% e 7%, respectivamente); Gilmar Mendes (44% e 3% respectivamente); Henrique Meirelles (44% e 6%, respectivamente); Fernando Haddad (44% e 5%, respectivamente); Roberto Justus (40% e 18%, respectivamente); Gleisi Hoffmann (40% e 3%, respectivamente); João Doria (39% e 16%, respectivamente); Lindberg Farias (39% e 1%, respectivamente); Paulo Skaf (38% e 6%, respectivamente); Rodrigo Janot (36% e 20%, respectivamente); Deltan Dallagnol (25% e 12%, respectivamente); Jorge Paulo Lemann (20% e 6%, respectivamente); Abilio Diniz (19% e 12%, respectivamente); Guilherme Leal (17% e 7% respectivamente); Luiza Trajano (17% e 8% respectivamente) e Viviane Senna (16% e 22% respectivamente).
Portal no Ar

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Discurso de Michel Temer faz GloboNews ser líder de audiência na TV paga e vice na TV aberta

Toda a polêmica envolvendo o presidente Michel Temer tem gerado horas e mais horas de notícias para todas as emissoras.
Na Globo, por exemplo, os telejornais têm sido esticados aos máximo e acabam, consequentemente, ultrapassando o horário inicial de término.
GloboNews tem apresentado detalhes das delações expostas nos últimos dias e vem fazendo uma cobertura geral do caso, que ainda conta com o senador Aécio Neves como um dos envolvidos.
De acordo com informações da jornalista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, o discurso do atual presidente exibido na última quinta-feira, 18, pelo canal de notícias atingiu a liderança no ranking da TV por assinatura.
A GloboNews ficou na frente também de quase todas as emissoras de TV aberta, perdendo apenas para a Globo. Apresentou um crescimento de 164% em relação as quatro quintas-feiras anteriores.

domingo, 21 de maio de 2017

Dinheiro da JBS ajudou a eleger 16 dos 27 governadores em todo Brasil

Logo do Grupo JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista
Lista dos governantes que o JBS considera seus aliados aparece em uma nota manuscrita entregue pelo executivo Ricardo Saud

Um dos documentos da delação dos executivos da JBS mostra que o grupo empresarial contribuiu para a eleição de 16 dos 27 governadores empossados em 2015. Em termos proporcionais, foram 60% dos vitoriosos nas eleições de 2014.
A lista dos governantes que o JBS considera seus aliados aparece em uma nota manuscrita entregue pelo executivo Ricardo Saud. No mesmo pacote de documentos há uma relação de candidatos financiados em 2014, com os respectivos valores recebidos.
O cruzamento das duas listas mostra que, dos governadores eleitos, o PSDB lidera o ranking de valores recebidos, com R$ 15 milhões. A seguir vêm PT (R$ 13,3 milhões), PSD (R$ 11,3 milhões) e PMDB (6,6 milhões). A eleição dos 16 governadores custou R$ 47,3 milhões à JBS.
Agora RN

segunda-feira, 15 de maio de 2017

No site do PMDB, não à reforma da Previdência ganha de lavada - PMDB faz enquete sobre Previdência e recebe resposta inesperada

Partido cogita fechar questão para estimular união da bancada governista em torno da defesa das mudanças nas regras da Previdência Social


Se depender dos frequentadores do site do PMDB, a legenda pode ser mal avaliada se decidir fechar questão a favor da reforma da Previdência. Na página, o partido disponibilizou uma enquete para que os cidadãos opinassem sobre as mudanças nas regras para a aposentadoria. Até a manhã desta segunda-feira, dos 37 mil participantes do levantamento, quase 36 mil ou 96% já haviam se posicionado contra a medida. Os outros 4% se dividem entre os que estão a favor (601 / 2%), os que não tem conhecimento (560 / 2%) e os que preferiram não opinar (142 / 0%).
Há um ano no governo, o presidente Michel Temer (PMDB) tem tratado a proposta como uma das causas centrais de seu período no Palácio do Planalto até agora. A VEJA Temer já disse querer ser lembrado como “o reformista”, com o patrocínio desta e de outras três grandes mudanças, a trabalhista, a tributária e a política.
Aprovada na comissão especial, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que modifica a Previdência Social ainda não foi a plenário porque o governo espera antes ter certeza que vai obter o número necessário de apoiadores – 308 dos 513 parlamentares. Uma das medidas discutidas para estimular a unidade da base aliada é justamente o fechamento de questão, que proíbe deputados do partido de voltarem contra a reforma.
Depois de aprovada na Câmara dos Deputados, a reforma da Previdência precisa ainda ser aprovada pelo Senado e seguir para sanção de Temer. Desde que chegou ao Congresso, a emenda sofreu diversas modificações e foi abrandada em pontos sensíveis, como o próprio tempo mínimo de contribuição, que caiu de 49 para 40 anos. A enquete do site do PMDB está exposta abaixo de um anúncio “Quando o Brasil quer, o Brasil muda”. Aparentemente, talvez o Brasil – ou ao menos a pequena parcela que acessa a página do partido – não queira mudar.
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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Dilma Rousseff recebeu R$ 200 mil em dinheiro vivo de João Santana, admite Mônica Moura

“Pra (sic) todos que estão perguntando: tirei a Dilma Bolada do ar, o.k.? Sem drama e sem mimimi”

Em delação premiada, Mônica Moura relatou como a campanha de Dilma Rousseff em 2014 convenceu o administrador da página a reativá-la

Em meio à guerra nas redes sociais durante a campanha presidencial de 2014, vencida pela ex-presidente Dilma Rousseff, a página “Dilma Bolada” no Facebook era uma das armas mais poderosas do lado petista das trincheiras virtuais. Tanto era assim que Dilma e o bunker de sua campanha se ressentiram quando a página, com 1,4 milhão de seguidores à época, foi desativada por seu criador, o publicitário Jeferson Monteiro, e se esforçaram (com sucesso) a demovê-lo da deserção.
“Pra (sic) todos que estão perguntando: tirei a Dilma Bolada do ar, o.k.? Sem drama e sem mimimi”, anunciou Monteiro em tom de mistério, no dia 23 de julho de 2014.
Em sua delação premiada, a mulher do marqueteiro João Santana, Mônica Moura, revela a principal motivação da mudança de ideia de Monteiro e como suas postagens sagazes e bem humoradas para dali em diante foram financiadas: 200.000 reais em dinheiro vivo, retirados do caixa dois recebido pelo casal de marqueteiros.
“Em reunião no comitê central da campanha em Brasília, Edinho Silva relatou a Mônica que Dilma Rousseff estava furiosa pela retirada da página Dilma Bolada do ar, e que esse problema teria que ser imediatamente resolvido pela Polis, pois eles não tinham outro meio de sanar o problema com a urgência necessária”, diz o acordo de Mônica Moura firmado com a Procuradoria-Geral da República e divulgado nesta quinta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao saber da fúria da então presidente, Mônica Moura diz ter ligado a Jeferson Monteiro e combinado com o publicitário que um funcionário dela o procuraria para “resolver o assunto”.
“Então, Monica Moura utilizou parte dos pagamentos que recebia por fora em espécie (propina) e realizou pagamento de 200.000 reais ao publicitário em espécie, que reativou a página no dia 29 de julho do mesmo ano”, relatou.
Após a volta do soldado pródigo ao front dilmista (veja o tuíte abaixo), Mônica relatou aos investigadores ter comentado com Edinho Silva, hoje prefeito de Araraquara (SP), “que estava fazendo isso como um ato de boa vontade pois o contrato da Polis não previa este tipo de responsabilidade”.
De acordo com a mulher de João Santana, o funcionário responsável por negociar o pagamento e entregá-lo a Jeferson Monteiro também vai aderir a um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.
Monteiro usou o Facebook para comentar as revelações de Mônica Moura. “Pelos meus cálculos, eu já teria que ter, no mínimo, R$ 1,7 milhão de reais na conta: R$ 500 mil segundo a Revista Época, R$ 1 milhão segundo Marcelo Odebrecht e agora mais R$ 200 mil segundo Monica Moura. Alguém, por gentileza, me avisa onde que tenho que retirar a quantia porque estou com o aluguel atrasado e o telefone cortado. Obrigado!”.
Outros favores
Além de utilizarem dinheiro de caixa dois para convencer Jeferson Monteiro a ressuscitar “Dilma Bolada”, João Santana e Mônica Moura também utilizaram o caixa dois para fazer outros agrados à ex-presidente.
O cabeleireiro Celso Kamura recebeu 50.000 reais de Santana e Mônica, oriundos de pagamentos paralelos, para prestar serviços a Dilma entre os anos de 2010 e 2014, incluindo o período não eleitoral. Segundo a delatora, Kamura cobrava 1.500 reais a cada ida a Brasília, onde atendia a então presidente no Palácio da Alvorada. O valor, sempre em espécie, era entregue ao cabeleireiro em seu escritório em São Paulo, conforme Mônica disse à PGR.
O casal também gastou 40.000 reais com os serviços de uma mulher que fazia as vezes de camareira, cabeleireira e maquiadora particular de Dilma durante o ano de 2010. Segundo a delação de Mônica Moura, o valor foi dividido em parcelas de 4.000 reais, entregues em espécie à funcionária.
Outro favor bancado por Santana e Mônica à ex-presidente com dinheiro de caixa dois de campanha foi o pagamento, em períodos não eleitorais, dos três operadores de teleprompter preferidos de Dilma: Flávio Votmannsberger, Yetor Votmannsberger e Rafael Votmannsberger. Segundo a delatora, eles cobravam 1.500 reais por dia para acompanhar a petista em alguns deslocamentos e “até em viagens internacionais como, por exemplo, na reunião da ONU”. Os Votmannsberger receberam, de acordo com a mulher de João Santana, valores superiores a 100.000 reais.
Fonte: Veja

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Papa Francisco receberá Donald Trump no Vaticano

Papa e presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Santa Sé explicou em comunicado que o encontro entre o papa e Trump está previsto para 3h30, horário de Brasília

Cidade do Vaticano – A Santa Sé confirmou nesta quinta-feira que o papa Franciscoreceberá no Vaticano, em 24 de maio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que depois se reunirá com o secretário de Estado vaticano, o cardeal Pietro Parolin.
A Santa Sé explicou em um comunicado que o encontro entre o papa e Trump está previsto para às 8h30 local (3h30, em Brasília) e acontecerá no Palácio Apostólico vaticano.
Após a reunião, o governante americano conversará, como é habitual, com o secretário de Estado vaticano, o cardeal Parolin, e com o secretário vaticano de Relações com os Estados, Paul Gallagher.
Trump será recebido pelo papa dois dias antes dos chefes de Estado e de Governo do G7, que se reunirão em uma cúpula entre 26 e 27 de maio na cidade siciliana de Taormina (sul).
Em 29 de abril, o papa Francisco afirmou sua disponibilidade para receber Trump, como qualquer outro chefe de Estado que solicitar, durante o voo de volta a Roma procedente do Cairo.
Agora RN

sábado, 29 de abril de 2017

Em cerimônia reservada, Fábio Faria e Patrícia Abravanel se casam em São Paulo

Casal está junto desde 2013

Junto desde 2013, o casal decidiu celebrar a união de maneira íntima, reunindo cerca de 200 convidados, entre amigos próximos e familiares

A apresentadora Patricia Abravanel e o deputado federal Fábio Faria (PSD) se casaram na tarde deste sábado 29 em São Paulo. A cerimônia aconteceu na mansão de Silvio Santos, pai da apresentadora, no bairro do Morumbi, na zona sul da cidade de São Paulo. Ela caminhou até o altar de braço dado com o apresentador.
Junto desde 2013, o casal decidiu celebrar a união de maneira íntima, reunindo cerca de 200 convidados, entre amigos próximos e familiares. O filho deles, Pedro, de 2 anos, esteve presente na cerimônia.
“SEGREDO”
O pedido de casamento por parte de Fábio aconteceu em julho de 2014. Antes de definir o dia 29 de abril, a apresentadora havia cogitado outras datas entre 2015, ano em que outras duas das seis filhas de Silvio casaram, e 2016.

Procurando manter a discrição, a apresentadora e o deputado não tinham anunciado a definição da data, mas foram “dedurados” por Silvio Santos durante a premiação do Troféu Imprensa, realizada no início deste mês. Na ocasião, ele revelou ainda que a filha havia engravidado pela segunda vez e sofrido um aborto espontâneo.
Patricia chamou o pai de “linguarudo” e evitou falar sobre os preparativos do casamento nas redes sociais. A apresentadora seguiu sua agenda de compromissos normalmente durante a semana. Ela comandou o quadro Patricia Tá na Rua, entrevistando populares na Avenida Paulista no domingo 23, e participou da gravação do Programa Silvio Santos na terça-feira 25.
PRESENTES
“Ter nossos amigos no nosso casamento é o melhor presente que poderíamos receber” é a simpática mensagem escrita pelos noivos no convite. Mesmo assim, para facilitar os convidados que quiserem presentear, Patricia e Fábio fizeram listas – em lojas de São Paulo, onde vivem, e Natal (RN), onde mora a família do noivo – com pedidos variados, em diversas faixas de preço (de toalhas de lavabo, de R$ 48, a jogos de lençóis de algodão egípcio, de R$ 8.350). Geladeira, adega, fogão, TV, chaleira e torradeira também estão entre os itens.

FESTA
Animados, os noivos avisaram os convidados que a festa é “sem hora pra acabar!”, com direito a show de Tiago Abravanel, sobrinho da noiva, e do cantor Pedro Luccas, além de um DJ.

Familiares de Fábio vieram do Nordeste e se hospedaram em hotéis da cidade de São Paulo. Com antecedência, receberam indicações da noiva de cabeleireiros e maquiadores na capital paulista.
Agora RN

quinta-feira, 27 de abril de 2017

PT já cogita eleição sem Lula como candidato, diz jornal

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Reprodução/VEJA)

Em análises internas de cenário, petistas reconhecem que delações da Odebrecht e de Léo Pinheiro, da OAS, complicaram a vida de Lula para as eleições


As novas suspeitas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado de corrupção por ex-executivos de empreiteiras, fez com que o PT passasse a incluir em suas análises internas do cenário político e discussões sobre estratégias a possibilidade concreta de não contar com o seu líder máximo na disputa eleitoral de 2018. O receio é que uma condenação em segunda instância na Operação Lava Jato o torne inelegível com base na Lei da Ficha Limpa.

A reação do PT às novas suspeitas é reforçar o empenho na defesa de Lula tanto nas ruas quanto nas redes sociais. Ninguém no partido ousa questionar ou cobrar explicações do ex-presidente.
Lula é visto no PT como alvo de perseguição da Lava Jato e vítima de uma campanha para impedir sua candidatura em 2018. Mas, com a divulgação dos depoimentos da Odebrecht e a delação do empreiteiro José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, da OAS, a possibilidade de condenação de Lula, antes vista como remota, ganhou novo status.
Líderes petistas avaliam que mesmo que as novas acusações não sejam confirmadas com provas materiais, elas engrossam o caldo das chamadas “provas indiciárias” (com base em indícios) que poderiam sustentar, pelo volume, um pedido de condenação de Lula com base na teoria do domínio do fato, usada para levar José Dirceu à prisão no mensalão.
Lula é alvo de seis pedidos de abertura de inquéritos enviados pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), à primeira instância da Justiça Federal com base nas delações da Odebrecht.
Na semana passada, Léo Pinheiro disse, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, que Lula pediu a destruição de provas e seria o verdadeiro dono do tríplex no Guarujá (SP) que está em nome da OAS. Além disso, o ex-presidente é réu em outros cinco processos relacionados à Lava Jato.

Cenário

Embora a ordem seja sair em defesa de Lula, no PT já se fala em um cenário no qual ele seria um grande cabo eleitoral transferindo votos para outro candidato. Uma das possibilidades é o partido indicar um nome para ser vice na chapa deCiro Gomes (PDT). O mais citado é o do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.
Para o PT, o conteúdo da lista de Fachin e a delação de Pinheiro não afetam o eleitorado cativo do partido, mas afastam eleitores que estavam se convencendo a voltar a votar em Lula por causa de políticas impopulares do governo Michel Temer. Além disso, dificultam o discurso da militância em defesa do ex-presidente.
As saídas são a mobilização popular em defesa do petista e a criação de uma narrativa favorável a Lula. Por isso o ex-presidente vai pedir a Moro que o depoimento marcado para o dia 10 de maio, em Curitiba, seja transmitido ao vivo. Lula diz a pessoas próximas que está convencido de que vai “engolir” Moro devido à falta de provas sobre o apartamento no Guarujá.
Para o ex-prefeito de Porto Alegre Raul Pont, integrante do Diretório Nacional do PT, Lula é alvo de um processo “tão tendencioso que não resta outro caminho que não a solidariedade e a defesa”. Ele avalia, no entanto, que a difusão das acusações causaram “um estrago do PT na opinião pública”. “O ódio, isso foi alcançado”, disse ele, que admite a possibilidade de Lula não ser candidato no ano que vem.
(Com Estadão Conteúdo)