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domingo, 30 de abril de 2017

“A máscara caiu, ele virou um anti-herói”, dispara Fernanda Montenegro sobre Lula

Fernanda Montenegro, 87, revelou estar decepcionada com a política brasileira e as mudanças no cenário nacional. Em entrevista à revista “Veja”, a atriz contou que se surpreendeu com os políticos do Partido dos Trabalhadores (PT)
“Esses corruptos invadiram Brasília feito ETs e dominaram o país. Sempre votei no Lula, mas minha decepção começou há tempos, em 2012, quando ele visitou Paulo Maluf para pedir apoio à candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo, bem antes da Lava-Jato. Ali, a máscara caiu, e ele virou um anti-herói”, afirmou a veterana.
Montenegro, que recentemente mandou um “Fora, Temer!” no Festival de Teatro de Curitiba, falou ainda sobre a hipótese de Lula ser preso. “O momento é tão surpreendente que não sabemos o que vai acontecer amanhã. Brasília continua como se nada estivesse acontecendo. A equipe do Temer está toda envolvida com corrupção. Mas, quando gritam ‘Fora, Temer’, não temos quem colocar no lugar. A Lava-Jato nos mostrou que todas as tendências partidárias e correntes ideológicas estão unidas no crime. A propina conseguiu algo incrível: unir esquerda e direita”, disse.
No raro desabafo, a atriz da Globo confidenciou que não vê esperança no atual governo: “E o pior é que nem começamos a passar as coisas a limpo. Ainda estamos na fase de pôr as cartas na mesa. Muitas descobertas virão à tona. Vivemos uma tragédia”. 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

PT já cogita eleição sem Lula como candidato, diz jornal

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Reprodução/VEJA)

Em análises internas de cenário, petistas reconhecem que delações da Odebrecht e de Léo Pinheiro, da OAS, complicaram a vida de Lula para as eleições


As novas suspeitas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado de corrupção por ex-executivos de empreiteiras, fez com que o PT passasse a incluir em suas análises internas do cenário político e discussões sobre estratégias a possibilidade concreta de não contar com o seu líder máximo na disputa eleitoral de 2018. O receio é que uma condenação em segunda instância na Operação Lava Jato o torne inelegível com base na Lei da Ficha Limpa.

A reação do PT às novas suspeitas é reforçar o empenho na defesa de Lula tanto nas ruas quanto nas redes sociais. Ninguém no partido ousa questionar ou cobrar explicações do ex-presidente.
Lula é visto no PT como alvo de perseguição da Lava Jato e vítima de uma campanha para impedir sua candidatura em 2018. Mas, com a divulgação dos depoimentos da Odebrecht e a delação do empreiteiro José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, da OAS, a possibilidade de condenação de Lula, antes vista como remota, ganhou novo status.
Líderes petistas avaliam que mesmo que as novas acusações não sejam confirmadas com provas materiais, elas engrossam o caldo das chamadas “provas indiciárias” (com base em indícios) que poderiam sustentar, pelo volume, um pedido de condenação de Lula com base na teoria do domínio do fato, usada para levar José Dirceu à prisão no mensalão.
Lula é alvo de seis pedidos de abertura de inquéritos enviados pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), à primeira instância da Justiça Federal com base nas delações da Odebrecht.
Na semana passada, Léo Pinheiro disse, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, que Lula pediu a destruição de provas e seria o verdadeiro dono do tríplex no Guarujá (SP) que está em nome da OAS. Além disso, o ex-presidente é réu em outros cinco processos relacionados à Lava Jato.

Cenário

Embora a ordem seja sair em defesa de Lula, no PT já se fala em um cenário no qual ele seria um grande cabo eleitoral transferindo votos para outro candidato. Uma das possibilidades é o partido indicar um nome para ser vice na chapa deCiro Gomes (PDT). O mais citado é o do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.
Para o PT, o conteúdo da lista de Fachin e a delação de Pinheiro não afetam o eleitorado cativo do partido, mas afastam eleitores que estavam se convencendo a voltar a votar em Lula por causa de políticas impopulares do governo Michel Temer. Além disso, dificultam o discurso da militância em defesa do ex-presidente.
As saídas são a mobilização popular em defesa do petista e a criação de uma narrativa favorável a Lula. Por isso o ex-presidente vai pedir a Moro que o depoimento marcado para o dia 10 de maio, em Curitiba, seja transmitido ao vivo. Lula diz a pessoas próximas que está convencido de que vai “engolir” Moro devido à falta de provas sobre o apartamento no Guarujá.
Para o ex-prefeito de Porto Alegre Raul Pont, integrante do Diretório Nacional do PT, Lula é alvo de um processo “tão tendencioso que não resta outro caminho que não a solidariedade e a defesa”. Ele avalia, no entanto, que a difusão das acusações causaram “um estrago do PT na opinião pública”. “O ódio, isso foi alcançado”, disse ele, que admite a possibilidade de Lula não ser candidato no ano que vem.
(Com Estadão Conteúdo)

domingo, 30 de outubro de 2016

7 derrotas em 7 cidades: 2º turno confirma derrocada do PT

A partir de 2017, maior cidade do país comandada pelo partido será a capital do Acre, Rio Branco

O resultado do segundo turno das eleições municipais confirmou o pior desempenho do PT desde 1985. Das sete grandes cidades em que o partido concorria (Anápolis, Recife, Santa Maria, Santo André, Juiz de Fora, Mauá e Vitória da Conquista), não levou nenhuma, segundo indicam os resultados da apuração.
A legenda conquistou apenas uma capital, Rio Branco (Acre), ainda no primeiro turno, e ainda perdeu o controle do chamado “cinturão vermelho” — as cidades no entorno de São Paulo onde o partido era forte desde os anos 1980.
Na única capital onde o partido ainda tinha chance no segundo turno, Recife, o petista João Paulo foi derrotado por Geraldo Júlio (PSB), que conseguiu a reeleição.
No chamado “cinturão vermelho”, o partido também perdeu nas duas cidades em que disputava o segundo turno: Mauá e Santo André. Com isso, não vai comandar nenhuma das cidades — até este ano, tinha seis prefeitos na região, entre eles o de São Bernardo, Luiz Marinho; Lula, que vive lá, não foi nem sequer votar no segundo turno.
Com isso, a maior cidade sob controle do PT no país a partir de 2017 passará a ser Rio Branco, com pouco mais de 300 000 habitantes.
Em São Paulo, a maior cidade comandada pelo petista será Araraquara, com cerca de 150 000 habitantes, onde o ex-ministro de Dilma Edinho Silva foi eleito no primeiro turno.
veja

Ausência de Lula e Dilma no segundo turno das eleições simboliza declínio do PT, diz professor

Para o professor, é prematuro projetar uma nova liderança à esquerda com base apenas nos resultados das eleições a prefeituras deste ano

As abstenções dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff nas eleições deste domingo (30) têm valor simbólico, ao comporem um retrato da perda de protagonismo na política brasileira de um PT que vive a pior crise de sua história, avalia o professor do Insper Carlos Melo.
“É uma constatação de que o PT passou, de que não é mais protagonista e de que seus principais personagens não têm mais o que dizer”, afirma o cientista político sobre a decisão dos dois últimos presidentes da República de não comparecer às urnas no segundo turno das eleições municipais.
Lula vota em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, mas, com 71 anos de idade, seu voto é facultativo e ele preferiu não comparecer à urna, numa atitude que seria um ato de protesto contra o quadro político atual. Dilma, por sua vez, está visitando a mãe em Belo Horizonte (MG) e não votou em Porto Alegre (RS). Nos domicílios eleitorais onde votam os ex-presidentes não há representantes petistas na disputa do segundo turno.
“É um protesto ou uma rendição? A história é que vai responder”, afirma Melo. Lembrando da luta pela democracia tanto de Lula, durante as Diretas Já, quanto de Dilma, no período de governos militares, o cientista político diz que não votar é um direito que vale a qualquer cidadão, mas o fato de serem ex-presidentes é simbólico. “É até irônico que eles fiquem, de certo modo, escondidos hoje em suas casas.”
Após lembrar que os dois líderes petistas correriam o risco de serem hostilizados caso comparecessem a seus colégios eleitorais, Melo considerou que o PT vive um momento melancólico. Para ele, é prematuro projetar uma nova liderança à esquerda do espectro político com base apenas nos resultados das eleições a prefeituras deste ano.

Fonte: Exame

sábado, 15 de outubro de 2016

De 3º a 10º partido do País, vereador do PT reconhece e pede mudanças: “Fomos derrotados”

O vereador de Natal Hugo Manso (PT), que não teve seu mandato renovado na Câmara para a próxima legislatura, ao fazer avaliação sobre os resultado obtidos pelo PT no Brasil e no estado, disse que a sigla foi “derrotada” e que precisa fazer reformulações em nível nacional.
Com perda significativa de espaço no Brasil e também no RN nas eleições de 2016, o Partido dos Trabalhadores caiu de 3º para 10º partido em número de prefeitos no país. Uma perda de quase 60% comparando-se às eleições municipais de 2012.
Hugo Manso conversou com a reportagem no Portal Agora RN na manhã desta sábado (15) e comentou sobre as eleições 2016. Ele disse que apesar de alguns resultados significativos, o partido se saiu menor no âmbito estadual.
“Tivemos algumas vitórias importantes, como a conquista da vereadora Isolda em Mossoró, e da boa surpresa do vereador Odon Júnior em Currais Novos, com uma disputa boa e tranquila, mas só elegemos dois prefeitos. No geral fomos derrotados”, disse Hugo.

Nacional
Ele atribui a queda do PT ao clima de instabilidade do partido nacionalmente. Também defendeu que o partido faça uma auto avaliação e se encontre num processo de mudança.
“Não faço parte da maioria que dirige o PT, mas defendo uma mudança nacional. Mudança de postura, de direções e de agenda. Depois dessas eleições, temos que fazer uma avaliação. O PT pagou o preço pelos erros históricos do partido”, concluiu Hugo.
Agora RN

domingo, 9 de outubro de 2016

PT já avalia desistir de vez da candidatura ao Planalto nas eleições de 2018


Fracasso nas eleições municipais, Lava-Jato e possibilidade de Lula virar ficha suja levam petistas a buscar alternativas para a Presidência

A derrota fragorosa nas eleições municipais e a pressão da Lava-Jato sobre Luiz Inácio Lula da Silva, a principal estrela do partido, pode levar o PT a uma escolha considerada inimaginável: abrir mão de uma candidatura própria ao Planalto em 2018 e apoiar o nome de Ciro Gomes, hoje filiado ao PDT. Se isso acontecer, será a primeira vez, desde 1989, que o principal partido de esquerda do país não terá a cabeça de chapa na disputa presidencial. As conversas ainda não chegaram ao nível de cúpula partidária, mas começam a correr nas instâncias mais básicas do partido e em outras legendas que disputarão a presidência com o PT.
Um grande empecilho para o início oficial do debate é que o próprio Lula ainda não autorizou esse caminho. Mesmo réu em dois processos da Lava-Jato, os petistas acreditam que o ex-presidente não será preso neste momento. Mas isso não significa que ele poderá ser candidato. A avaliação interna é de que ele será condenado pela Justiça Federal, o que o enquadraria na Lei da Ficha Limpa, tornando-o inelegível.
O medo do PT é tomar uma decisão de maneira tão antecipada. “Ciro vai se viabilizar realmente como candidato? Ele já demonstrou em outros momentos disposição para a tarefa, mas acabou sucumbindo às próprias palavras”, afirmou, temeroso, um interlocutor petista. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, está de braços abertos à espera dos petistas. “Não houve uma conversa formal nesse sentido, apenas expectativas. Mas posso dizer que seria um caminho natural”, destacou Lupi. “Ciro tem bom trânsito na esquerda, um recall interessante perante o eleitorado e, mais importante, não tem máculas em sua trajetória”, completou o pedetista.
O grande dilema é saber se, de fato, o PT está maduro para uma decisão como essa. A legenda tem uma tradição hegemônica, embora enfrente o pior momento de sua história recente. Lula tem o Ministério Público e a Polícia Federal em seu encalço, a ex-presidente Dilma Rousseff foi afastada por acusação de crime de responsabilidade. O discurso sindical do partido, diante dos tempos modernos, tornou-se obsoleto. E o eleitorado parece pouco disposto a ouvir o que a legenda tem a dizer.
Ainda assim, o PT tem dificuldades para se autoanalisar. “Sim, cometemos nossos erros e precisamos pagar por eles. Mas por que só cobram de nós? Por que os outros partidos não são obrigados a purgar pelos equívocos?”, afirmou o presidente nacional da legenda, Rui Falcão, em recente reunião com parlamentares petistas. Cada vez mais, na base partidária, essa postura passiva incomoda. “É uma intervenção de alguém que não tem a mínima noção para onde precisamos ir. É ridículo querer cobrar que o PMDB e o PP tenham a mesma atitude que nós”, atacou uma liderança petista.

Fonte: Correio Braziliense

sábado, 13 de agosto de 2016

Com impeachment de Dilma próximo de ser selado, PT ensaia o retorno ao papel de oposição

Saída de Dilma fará o partido se tornar oposição ao governo do peemedebista Michel Temer


Com a possibilidade cada vez mais concreta de a presidente Dilma Rousseff ser definitivamente afastada do cargo após se tornar ré no processo de impeachment, o PT começa a se debruçar sobre a construção da narrativa de oposição que terá de voltar a sustentar nos próximos dois anos. Autoridades de diversas áreas no partido têm sido procuradas por parlamentares com essa missão. Entre os consultados estão integrantes da Fundação Perseu Abramo, o ex-presidente Lula, na questão política, e o ex-ministro Nelson Barbosa, na área econômica.
Desgastados pela Operação Lava-Jato e pela crise econômica que se intensificou no governo Dilma, os petistas querem, essencialmente, reconectar-se com as bases sociais que possibilitaram a expansão do partido nas últimas décadas. Nesse sentido, as pautas defendidas pelo PT vão confrontar o âmago da política econômica proposta por Temer.
Inicialmente, o discurso será mais crítico do que propositivo. Entre os pontos já estabelecidos pela militância petista está a discordância em relação à idade mínima para aposentadoria no âmbito da reforma da Previdência; sobre a limitação de gastos sociais; em relação à redução do SUS; a privatizações em áreas como Educação; à flexibilização da jornada de trabalho e à terceirização; à diminuição de programas como Fies e Pronatec; e ao favorecimento de faixas de renda mais altas no Minha Casa Minha Vida.
— Passado o impeachment, vamos trabalhar mais organizadamente para pensar a política, a economia e os programas sociais. Vamos fazer oposição, não há hipóteses de aliança com este governo — afirma o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).
Mas, dentro do próprio partido, há quem se sinta desconfortável com a pauta que está sendo esboçada e diz que o PT precisa evoluir em suas posições para se adequar ao momento que o país vive, em que é preciso controlar os gastos e organizar as contas para o futuro.
— Sabemos que tem de haver reforma na Previdência, mas não do jeito que o Temer e o Meirelles querem fazer. Além disso, que interesse teria o PT em se posicionar a favor de uma pauta que é contra os trabalhadores? O que nos restaria de discurso? — questiona um petista.
Os integrantes do PT sabem que a recuperação da economia passa por um ajuste fiscal, mas ainda não conseguiram encontrar uma forma de falar em austeridade sem parecerem alinhados com a agenda de Temer. Principalmente porque grande parte das ações que hoje estão sendo conduzidas pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vai na mesma linha proposta por Dilma em seus últimos meses de governo.
O governo da presidente afastada vinha trabalhando numa proposta de reforma da Previdência que estabelecia uma idade mínima para aposentadoria. Também estava em estudo uma reforma trabalhista pela qual o acordo feito entre patrões e empregados pudesse prevalecer sobre o legislado, desde que não colocasse em risco direitos essenciais dos trabalhadores.
A equipe de Dilma também via necessidade de fixar um teto para os gastos públicos, proposta que foi apresentada por Barbosa pouco antes de deixar o cargo. Também foi Dilma quem abriu as negociações com os governadores para renegociar as dívidas dos estados com a União.
Agora RN

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Justiça bloqueia bens de ex-prefeito e de dois ex-secretário do PT


Por Allan Darlyson
A Justiça bloqueou os bens no limite de R$ 6.620.616,00 do ex- prefeito de Osasco Emídio de Souza, atual presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), em São Paulo, do ex-secretário de Finanças Estanislau Dobbeck e do ex-secretário de Assuntos Jurídicos Renato Afonso Gonçalves, ambos do mesmo município, informou o Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A decisão, que atendeu pedido da Promotoria do Patrimônio Público, também quebrou os sigilos bancário e fiscal dos três.
Segundo o Ministério Público, em 2011, o governo municipal celebrou um convênio de cooperação técnico-financeira para pesquisa na área de finanças públicas no valor de mais de R$ 5 milhões com o Instituto Cidad. “O objetivo da contratação era, supostamente, a realização de pesquisas para aprimorar a arrecadação tributária da cidade”, disse o MP. Mais oito envolvidos também respondem à ação, além do município de Osasco.
A Promotoria considerou o convênio vago e indeterminado, o que dificultava sua compreensão exata e alcance. “Investigações do MP revelaram que o Instituto Cidad é uma empresa totalmente inidônea e que repassou a terceiros grande parte dos valores recebidos pelo município de Osasco”.
Para o Ministério Público, a celebração do convênio foi uma forma de burlar a obrigatoriedade da licitação e que, na verdade, não houve “uma conjugação de esforços” no convênio, mas, sim, uma prestação de serviços ao governo municipal. A dispensa de licitação caracterizou ainda ato de improbidade administrativa, no qual se beneficiou indevidamente o Instituto Cidad e a empresa Cognus, além de seus sócios, de acordo com a promotoria.
Além do desvio das verbas públicas, houve deficiência na prestação de contas pelo instituto, o que gerou prejuízos para a prefeitura. Com o objetivo de garantir o ressarcimento ao município, o MP pede na ação a decretação de nulidade do convênio e a devolução aos cofres públicos de R$ 2.206.872,00, acrescido de juros e correção monetária, além de perda de função pública, multa civil, proibição de contratar com o poder público, entre outras sanções.
De acordo com o MP-SP, no dia 16 de julho, os bens de Emídio de Souza, no valor de R$ 3.567.874,54, já tinham sido bloqueados por ter contratado, sem licitação, a União Educacional Panamericana para a prestação de serviços em atendimento e capacitação em tecnologias da informação e comunicação.
Portal no Ar

sexta-feira, 27 de maio de 2016

O PT torrava R$ 3,5 bilhões mensais com cargos de confiança

Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) revela que a administração pública federal — incluindo Executivo, Legislativo e Judiciário federais — gasta hoje R$ 3,47 bilhões por mês com funcionários em cargos de confiança e comissionados. O valor representa 35% de toda a folha de pagamento do funcionalismo público na esfera federal, que é de R$ 9,6 bilhões mensais.
Robson Pires

domingo, 24 de abril de 2016

Com impeachment, PT vive onda de deserções e perde 1 de cada 5 prefeitos

O maior desgaste da legenda está concentrado em São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro
A janela de filiação partidária aberta no mês de março e a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) impulsionaram o movimento de debandada de prefeitos petistas para outros partidos políticos.
A seis meses das eleições municipais, levantamento feito pela Folha no sistema de filiação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aponta que, de cada cinco prefeitos do PT eleitos em 2012, um deixou o partido. Os dados mostram filiações e desligamentos concluídos até 15 de abril.
Ao todo, 135 dos 638 prefeitos eleitos pelo PT pediram desfiliação ou foram expulsos do partido. Essa conta inclui gestores que renunciaram ou foram cassados.
O maior desgaste da legenda está concentrado em São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, governados pelo PSDB e pelo PMDB, mas o movimento também atingiu Estados comandados por petistas, como a Bahia e Minas Gerais.
Em São Paulo, 35 dos 73 prefeitos eleitos migraram. No Paraná, foram 18 baixas entre 40 gestores. No Rio de Janeiro, mantiveram-se fiéis ao PT só quatro dos 11 prefeitos eleitos há quatro anos.
Fonte: Folha de SP

domingo, 10 de janeiro de 2016

Singer: estratégia do governo sepulta o lulismo 2018


Lula-políticaO cientista político André Singer afirmou neste sábado, 9, que a estratégia adotada até o momento pelo governo da presidente Dilma Rousseff para sair da crise econômica e política “praticamente sela a derrota do lulismo em 2018”.
“Pelo desenho enunciado, não haveria tempo de recuperação eleitoral. Na prática, o que Dilma está propondo, tanto ao capital quanto à oposição, é que a deixem concluir o mandato em troca de passar o bastão a outro bloco daqui três anos”, afirma Singer em artigo na Folha.”A opção minimalista representa o desastre. O PT levará uma tunda nas eleições municipais e Dilma, mesmo se escapar do impeachment, continuará acossada por pressões golpistas. Por isso, Lula e o PT cobram outra postura imediata”, afirma.
Para Singer, ao afirmar que o PT se lambuzou no “financiamento privado”, o ministro Jaques Wagner responde à pressão partidária com uma chamada à responsabilidade de cada um. “Afinal, a crise econômica é também resultado parcial da Operação Lava Jato. O recado é: todos erramos e teremos que pagar o preço juntos, não há salvação individual”, afirma.
Robson Pires

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

PT divulga circular de mobilização contra o “golpe”


pt_golpe
O Partido dos Trabalhadores divulgou, nesta quarta-feira (9), uma circular de mobilização da legenda em defesa da democracia, do mandato da presidenta Dilma Rousseff e contra o “golpe”. No texto, assinado pela Comissão Nacional de Mobilização do Partido dos Trabalhadores, a sigla reforça a importância de participação na mobilização nacional programada para o dia 16 de dezembro.
“Estamos seguros de que esta batalha, fundamental para os destinos do país, será também decisiva para reconstruir as condições políticas que permitam a implementação do programa eleito pelo povo brasileiro em 2014, com a retomada do desenvolvimento do país, da distribuição de renda, da geração de empregos, da inclusão social, da melhoria dos serviços públicos”, diz o documento.
Robson Pires