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domingo, 12 de março de 2017

Três cidades de Minas Gerais realizam novas eleições neste domingo

Segundo o artigo 224 do Código Eleitoral, devem ocorrer novas eleições caso haja indeferimento do registro de candidato eleito em pleito majoritário
Eleições municipais estão sendo realizadas novamente nestes locais porque a Justiça Eleitoral anulou o pleito ocorrido no ano passado

A população das cidades mineiras Alvorada de Minas, Ervália e São Bento Abade volta às urnas hoje (12) para escolher seus prefeitos e vice-prefeitos. As eleições municipais estão sendo realizadas novamente nestes locais porque a Justiça Eleitoral anulou o pleito ocorrido no ano passado. A votação ocorrerá entre 8h e 17h.
Segundo o artigo 224 do Código Eleitoral, devem ocorrer novas eleições caso haja indeferimento do registro de candidato eleito em pleito majoritário. Em Alvorada de Minas, Danilio da Saúde (SD) venceu a disputa no ano passado. No entanto, ele teve seu registro indeferido por não ter se afastado das funções de secretário municipal e por ter praticado atos como servidor público em período vedado. No município há 4.267 eleitores. Disputam a nova eleição três candidatos: Carlos de Abreu (PMDB), Cléber do Esporte (PTdoB) e Vitor de Salvador (SD).
O registro de Edson Rezende (DEM), candidato mais votado no ano passado em Ervália, também foi indeferido. A decisão da Justiça Eleitoral se deu em razão de suas contas públicas terem sido rejeitadas. Os 16.742 eleitores da cidade deverão agora optar entre Alex Ruela de Almeida (PSDB) e Eloisio Cunha (DEM).
Já em São Bento Abade, Janete Rezende Silva (PSDC) havia sido a mais votada no ano passado. O indeferimento de seu registro também ocorreu em decorrência da rejeição das suas contas públicas. No novo pleito, a cidade com 3.895 eleitores conta com três candidatos. Uma delas é a irmã de Janete,  Jane Rezende Silva Elizei (PT). Os outros dois candidatos são Eneias Machado de Souza (PTB) e José Roberto Furtado (PDT), também conhecido como Nonô.
Agora RN

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Escoltados pela Polícia Federal, vereadores de Foz de Iguaçu tomam posse e voltam para a cadeia

Vereadores de Foz de Iguaçu tomam posse escoltados por policiais (TV Câmara/Reprodução)

Cinco parlamentares da Câmara de Foz do Iguaçu (PR), reeleitos em 2016, estão presos por suspeita de envolvimento em esquema de corrupção na prefeitura

Cinco vereadores de Foz do Iguaçu (PR) reeleitos no ano passado saíram da cadeia, onde estavam presos por suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção, foram até a Câmara escoltados pela Polícia Federal (PF), tomaram posse com os policiais ao fundo e voltaram para a prisão.
A posse, ocorrida na manhã desta quarta-feira, foi feita por determinação da Justiça, segundo o presidente da Câmara, Rogério Quadros (PTB), e ocorreu sob forte tumulto. Dezenas de pessoas ocuparam a galeria da Câmara com cartazes contra a iniciativa e aos gritos de “vergonha” e de pedidos de renúncia dos parlamentares.
Os vereadores – Anice Gazzaoui (PTN), Darci Siqueira (PTN), Rudinei de Moura (PEN), Edilio Dall’Agnol (PSC) e Luiz Queiroga (DEM) – estão presos desde dezembro do ano passado na 5ª fase da Operação Pecúlio, da PF, por suspeita de recebimento de propina para aprovar projetos de interesse da prefeitura e de participação em fraudes de licitações para a área da saúde. Os parlamentares fizeram o juramento, assinaram o livro de posse e saíram escoltados.
Segundo o jornal “Gazeta do Povo”, doze presos já foram soltos após firmarem acordos de delação premiada. O então prefeito, Reni Pereira (PSB), também foi preso, junto com empresários, secretários e servidores municipais.
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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Garotinho é transferido à força de hospital para Bangu

O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, é transferido do hospital municipal Souza Aguiar para o presidio em Bangu (Alexandre Cassiano/Agência o Globo)

Sua mulher, Rosinha, e sua filha, Clarissa, choraram e protestaram contra a ordem judicial

Preso na manhã de quarta-feira, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) foi transferido na noite desta quinta-feira, 17, do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, para o presídio Frederico Marques, no complexo penitenciário de Bangu, na Zona Oeste. A ordem de transferência foi do juiz Glaucenir Silva de Oliveira, da 100.º Zona Eleitoral do Rio de Janeiro, em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, que já havia emitido a ordem de prisão preventiva (sem data para terminar) contra o ex-governador, acusado de compra de votos. As informações são do site do jornal O Estado de S.Paulo.

A transferência de Garotinho foi tumultuada. Sua mulher, a ex-governadora Rosinha Garotinho, atual prefeita de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, pelo PR, e Clarissa Garotinho, uma das filhas do casal e deputada federal pelo mesmo partido, choraram e protestaram contra a ordem judicial. Mas não adiantou: o ex-governador foi levado por policiais federais para Bangu — mesmo complexo onde também chegou nesta quinta-feira Sérgio Cabral (PMDB), outro ex-governador e ferrenho adversário político de Garotinho.
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Exame que pode comprovar suicídio de Renato Lima deve ser concluído hoje



As investigações que estão sendo feitas pela Polícia Civil a cerca da morte do ex-candidato à Prefeitura de Goianinha apontam suicídio



Por Ayrton Freire
As investigações que estão sendo feitas pela Polícia Civil a cerca da morte do ex-candidato à Prefeitura de Goianinha, Renato Lima, de 47 anos, apontam suicídio. Ele foi encontrado morto na manhã de quarta-feira (16), numa comunidade chamada de Sítio Guariba, onde o engenheiro agrônomo tinha propriedades de terra.
Nesta sexta-feira (18), deve ser concluído o exame de balística, no qual vão ser confrontados os resídios encontrados no corpo com os extraídos do revólver e do projétil.
De acordo com o delegado da Polícia Civil em Goianinha, Wellington Guedes, os vestígios de pólvora foram encontrados na mão de Renato. Além disso, a arma, que não estava junto ao corpo do político filiado ao Democratas, também foi achada. Ela era registrada no nome do próprio engenheiro agrônomo.
De acordo com Wellington Guedes, “a arma estava com um vaqueiro que mora na região. Ele subtraiu a arma de dentro do carro onde o corpo do engenheiro foi encontrado. Pela posse ilegal da arma de fogo, agora ele está preso”.
Ao se deparar com a cena de Renato morto dentro do carro, o vaqueiro “pegou a arma em um momento impensado, e ficou com medo por causa das impressões digitais dele”, explicou o delegado.
Portal no Ar

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Renato Lima juntou provas e ajuizaria ação por compra de voto em Goianinha - Diferença entre ele e o prefeito eleito era de apenas 520 votos





Pessoas próximas a Renato não descartam motivação política na morte do ex-candidato.



Por Dinarte Assunção
O candidato a prefeito de Goianinha que foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira (16), Renato Lima, ajuizaria na sexta-feira ação na Justiça Eleitoral em que contestariao resultado das eleições no município denunciando compra de votos, com abuso de poder político e econômico, informou o advogado Daniel Maia.
“Ainda estou perplexo com o que aconteceu. Iriamos entrar com ação de investigação judicial eleitoral contra o prefeito eleito. Ele viria hoje ao escritório para terminarmos alguns detalhes, iria para Brasília e, na sexta, iríamos entrar com a ação na Justiça”, declarou Daniel
Segundo apurou a reportagem com duas fontes próximas ao candidato, mas que preferem não se identificar por temerem represálias, ele confeccionou uma peça que elencava uma série de irregularidades na campanha. Tais pessoas não descartam motivação política na morte de Renato. O advogado Daniel Maia, único que falou abertamente com a reportagem ainda comentou:
“Ele reuniu provas sobre a distribuição de tijolo, sacos de cimento, distribuição de cestas básicas em período eleitoral, o que configurava abuso de poder econômico e político. Além disso, iríamos arrolar testemunhas para depor no processo”, comentou
Renato foi encontrado na manhã desta quarta dentro de seu carro com uma marca de tiro no ouvido direito. A polícia não descarta nenhuma hipótese, inclusive suicídio. Na segunda, Renato postou a celebração do aniversário de seu filho de cinco anos.
“No último mês, me encontrei com Renato umas 15 vezes. Ele não deu nenhuma inclinação suicida. Cara altamente tranquilo, nenhuma inclinação suicida. família, gente boa, mesmo motrando irregularidade, sequer alterava a voz. Não sou irresponsável´para fazer aqui alguma acusação, mas em relação a suicídio é hipótese em que não acredito”, afirmou o advogado
Na última eleição, Renato, que disputou pelo Democratas, obteve 8.020 ou 48,43% dos votos válidos. Berg Lisboa (PSD) foi eleito prefeito com 8.540 votos.
Nem o Democratas, nem o grupo da situação que venceu a eleição em Goianinha ainda se manifestaram.
Portal no Ar

Mistério: Candidato a prefeito de Goianinha é encontrado morto - Renato Lima era do partido Democratas e perdeu por a eleição por uma diferença de 520 votos

O candidato a prefeito da cidade de Goianinha, Renato Lima, derrotado nas eleições 2016, foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira (16) dentre de um automóvel em uma de suas propriedades no município.
Renato é do partido Democratas e teve 8.020 votos no dia 2 de outubro passado. Ele era agrônomo, casado e tinha 47 anos. O candidato vencedor teve 8.540 votos.
A polícia se encontra no local para realização de perícia e não descarta nenhuma hipótese.
Agora RN

Polícia Federal prende ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho


Segundo informações da Delegacia Federal de Campos, Garotinho foi preso em sua casa, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro

Policiais federais da Delegacia de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, prenderam hoje (16) o ex-governador fluminense Anthony Garotinho. Segundo a Polícia Federal, a prisão faz parte de investigações relativas ao uso do programa Cheque Cidadão, do município de Campos, para compra de votos.
Segundo informações da Delegacia Federal de Campos, Garotinho foi preso em sua casa, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Atualmente, Garotinho é secretário de Governo do município de Campos (RJ), onde a mulher dele, Rosinha Garotinho, é prefeita.
Além de ex-governador, Garotinho também foi deputado federal e prefeito de Campos.
Agora RN

Candidato a prefeito de Goianinha é encontrado morto; polícia investiga


Renato Lima foi encontrado em seu carro na manhã desta quarta-feira



Por Redação
A Polícia Civil confirmou nesta quarta-feira que o candidato a prefeito de Goianinha Renato Lima, 47, foi encontrado morto em seu carro. Peritos foram encaminhados ao local, em uma estrada vicinal no município.
Preliminarmente, não há marcas de disparos. A polícia diz que ainda é cedo para levantar uma hipótese, mas não descarta nenhuma linha de investigação.
Portal no Ar

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Eleições 2016: 18 deputados federais são eleitos e deixarão Câmara

Dos 80 deputados federais que concorreram nas eleições municipais deste ano, 18 foram eleitos e deixarão a Câmara dos Deputados nos próximos meses. Desses, 14 assumirão as chefias dos Executivos locais e quatro as vice-prefeituras.
O número de deputados eleitos no pleito municipal deste ano é menor que o verificado na eleição municipal de 2012, quando 26 deputados se elegeram prefeitos. Na ocasião, 87 concorreram ao cargo.
Na disputa em segundo turno, dos 16 concorrentes, seis foram eleitos prefeitos: Nelson Marchezan Júnior (PSDB), Porto Alegre; Luís Carlos Busato (PTB), Canoas (RS); Duarte Nogueira (PSDB), Ribeirão Preto (SP); Max Filho (PSDB), Vila Velha (ES); Washington Reis (PMDB), Duque de Caxias (RJ); Anderson Ferreira (PR), Jaboatão dos Guararapes (PE). Dois se elegeram vices: Marcos Rotta (PMDB), Manaus (AM); e Moroni Torgan (DEM), Fortaleza (CE).
Outros dez deputados já tinham sido eleitos no primeiro turno, sendo oito a prefeitos: Marcelo Belinati (PP), Londrina (PR); Odelmo Leão (PP), Uberlândia (MG); Dr. João (PR), São João do Meriti (RJ); Edinho Araújo (PMDB), São José do Rio Preto (SP); Fabiano Horta (PT), Maricá (RJ); Fernando Jordão (PMDB), Angra dos Reis (RJ); Moema Gramacho (PT), Lauro de Freitas (BA); e Arnon Bezerra (PTB) em Juazeiro do Norte (CE). A vice foram eleitos Bruno Covas (PSDB), São Paulo; e Manoel Júnior (PMDB), João Pessoa.
Senado
No Senado, apenas o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) foi eleito prefeito ontem (30), em segundo turno. Ele vai assumir a prefeitura do Rio de Janeiro. Assumirá a vaga dele, o suplente Eduardo Lopes, também do PRB. A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) também disputou a eleição municipal, mas foi derrotada na capital paulista.
Agora RN

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Confira a relação completa de todos os 26 novos prefeitos eleitos no País nos dois turnos

Como esperado, Marcelo Crivella levou o Rio de Janeiro e Alexandre Kalil ganhou em Belo Horizonte. Vitórias de lavada aconteceram em Porto Alegre e Macapá.
Edvaldo Nogueira estava em segundo lugar e virou em Aracaju; em Florianópolis, Ângela Amin liderou até o último momento e acabou sendo derrotada por uma pequena margem.
13 partidos aparecem na lista: o com mais sucesso foi o PSDB, que vai comandar sete capitais. Em seguida vem o PMDB, com quatro representantes, e o PDT, com três.
  1. Rio de Janeiro: Marcelo Crivella (PRB)
Marcelo Crivella é o novo prefeito da segunda maior cidade brasileira com 59,37% dos votos válidos contra 40,63% de seu rival Marcelo Freixo (PSOL). Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, ele liderou todas as pesquisas desde o início da disputa mas sua margem de vitória foi reduzida nos últimos dias após uma série de notícias negativas sobre seu passado. Crivella está em seu segundo mandato como senador e foi ministro da Pesca no governo Dilma Rousseff.
  1. Belo Horizonte: Alexandre Kalil (PHS)
Prefeito eleito de Belo Horizonte, Alexandre Kahil (PHS) teve 52,98% dos votos válidos contra 47,02% de João Leite (PSDB). Ele foi presidente do Clube Atlético Mineiro entre 2008 e 2014, comanda a empresa Erkel Engenharia e teve apoio da Rede Sustentabilidade e do Partido Verde na disputa.
  1. Porto Alegre: Nelson Marchezan Jr. (PSDB)
Com 60,5% dos votos válidos contra 39,5% do seu rival Sebastião Melo (PMDB), Nelson Marchezan Jr. foi eleito prefeito de Porto Alegre. Ex-deputado estadual e deputado federal, ele será o primeiro prefeito do PSDB a administrar a capital gaúcha.
  1. Curitiba: Rafael Greca (PMN)
Rafael Greca, do PMN, levou a prefeitura de Curitiba com 53,25% dos votos válidos contra Ney Leprevost, que teve 46,75%. Ele já foi prefeito entre 1993 e 1996.
  1. Aracaju: Edvaldo Nogueira (PCdoB)
Edvaldo Nogueira, do PCdoB, venceu Valadares Filho, do PSB por 52,11% contra 47,89%. Ele já foi prefeito de Aracaju entre março de 2006 a dezembro de 2012.
  1. Belém: Zenaldo Coutinho (PSDB)
Zenaldo Coutinho foi reeleito prefeito de Belém com 52,33% dos votos válidos contra 47,67% do seu adversário Edmilson, do PSOL. Advogado, Zenaldo já foi vereador, deputado estadual e deputado federal.
  1. Vitória: Luciano Rezende (PPS)
Luciano Rezende, do PPS, foi reeleito prefeito de Vítoria, no Espírito Santo, com uma margem pequena: 51,19% dos votos válidos contra 48,81% de Amaro Neto (SD). Ele entrou na política em 1993 e cumpriu quatro mandatos como vereador da cidade.
  1. Florianópolis: Gean Loureiro (PMDB)
Com uma grande coalizão de apoio, Gean Loureiro, do PMDB, teve uma vitória apertada sobre Ângela Amim, do PP: 50,26% contra 49,74%. Ela estava na frente quase até o final da apuração: a virada só veio com a apuração dos últimos 2% das seções.
  1. Recife: Geraldo Julio (PSB)
Geraldo Julio, do PSB, foi reeleito prefeito de Recife por uma larga margem: 61,30% dos votos válidos contra 38,70% de João Paulo, do PT. Ele tem 45 anos.
  1. Campo Grande: Marquinhos Trad (PSD)
Marquinhos Trad, do PSD, ganhou a disputa pela capital do Mato Grosso do Sul com 58,77% dos votos válidos contra 41,23% de Rose Modesto, do PSDB. Ele está em seu terceiro mandato como deputado estadual.
  1. Cuiabá: Emanuel Pinheiro (PMDB)
Prefeito eleito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB) teve 60,41% dos votos contra 39,59% do tucano Wilson Santos. Ele cumpre no momento seu segundo mandato como deputado estadual.
  1. Goiânia: Iris Rezende (PMDB)
Iris Rezende ganhou a prefeitura de Goiânia pelo PMDB com 57,7% dos votos válidos contra 42,3% de Vanderlan, do PSB. Ele começou sua carreira política como prefeito da cidade nos anos 60 e voltou ao cargo entre 2005 e 2010. Também já foi senador, ministro da Justiça e governador do estado por dois mandatos não consecutivos.
  1. Porto Velho: Dr. Hildon (PSDB)
Dr. Hildon (PSDB) é o novo prefeito de Porto Velho, em Rondônia, com 65,15% dos votos válidos contra 34,85% de Léo Moraes (PTB). Com ascensão meteórica na campanha e discurso de “outsider”, seu perfil é comparado ao de João Dória.
  1. São Luís: Edivaldo Holanda Junior (PDT)
O atual prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior (PDT), foi reeleito com 53,94% dos votos válidos contra 46,06% de Eduardo Braide (PMN). Edivaldo tem 38 anos.
  1. Maceió: Rui Palmeira (PSDB)
Prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB) foi reeleito com 60,09% dos votos contra 39,91% de Cicero Almeida (PMDB). Ele já foi deputado estadual e federal.
  1. Fortaleza: Roberto Claudio (PDT)
Roberto Claudio foi reeleito prefeito de Fortaleza, no Ceará, pelo PDT com 53,57% dos votos válidos contra 46,43% de Capitão Wagner, do PR. A coalização vencedora juntava mais de 18 siglas que vão do DEM ao PCdoB.
  1. Macapá: Clécio Vieira (Rede)
Clécio Vieira, da Rede, teve uma vitória esmagadora contra Gilvam Borges, do PMDB: 60,5% contra 39,5%. Ele foi o único candidato do partido a levar uma capital.
  1. Manaus: Arthur Neto (PSDB)
Artur Neto (PSDB) foi reeleito prefeito de Manaus com 55,96% dos votos válidos contra 44,04% de Marcelo Ramos (PR). Ele é diplomata de carreira e governou a cidade também entre 1989 e 1993.
  1. São Paulo: João Dória (PSDB)
Sem nunca ter assumido um cargo eletivo, João Doria Jr (PSDB) se tornou o novo prefeito de São Paulo (SP) no primeiro turno com 53,4% dos votos válidos. Fernando Haddad (PT), atual prefeito que tentava a reeleição, conquistou 16,67%, insuficiente para levar a disputa ao segundo turno. O tucano, que tem Bruno Covas como vice, começou a corrida eleitoral com apenas 5% das intenções de voto e teve uma ascensão surpreendente. Ele já anunciou alguns nomes do seu secretariado.
  1. Teresina: Firmino Filho (PSDB)
O atual prefeito de Teresina, no Piauí, Firmino Filho (PSDB), foi outro reeleito no 1º turno. Ele teve 51,14% dos votos válidos – exatos 220.042.
  1. Boa Vista: Teresa Surita (PMDB)
Teresa Surita (PMDB) foi reeleita pela cidade de Boa Vista (RR) com 77,47% dos votos válidos. Ela recebeu 116.468 votos válidos contra apenas 13.837 recebidos por seu rival nas urnas Sandro Baré, do PP.
  1. Rio Branco: Marcus Alexandre (PT)
O atual prefeito de Rio Branco, no Acre, foi reeleito no primeiro turno com 54,79% dos votos válidos. Foi o único candidato do PT que ganhou a eleição já na primeira rodada.
  1. Salvador: ACM Neto (DEM)
Atual prefeito de Salvador (BA), ACM Neto, do DEM, foi reeleito em primeiro turno isolado, com 73% dos votos válidos – 925.745 exatamente, segundo o site do TSE. Bruno Reis foi escolhido por ACM Neto como vice de sua chapa na reeleição.
  1. Natal: Carlos Eduardo (PDT)
O atual prefeito de Natal, no RN, foi reeleito no 1º turno com 225.583 dos votos, 63,43% dos válidos. Carlos Eduardo (PDT) venceu por uma margem grande de diferença de seus rivais. Kelps Lima (SD) teve 13,37% dos votos e Fernando Mineiro (PT) 10,15%.
  1. Palmas: Carlos Amastha (PSB)
Atual prefeito de Palmas, Carlos Enrique Franco Amastha, do PSB, foi reeleito com 52,42% dos votos válidos. Nascido em Barranquilla, na Colômbia, ele se naturalizou brasileiro em 1990, e concorreu à reeleição pela coligação Palmas Bem Cuidada.
  1. João Pessoa: Luciano Cartaxo (PSD)
Com 222.552 dos votos, 59,67% dos válidos, Luciano Cartaxo, do PSD, foi reeleito no 1º turno para a prefeitura de João Pessoa, na Paraíba.        Ele venceu a disputa com Cida Ramos, do PSB, que teve 33,54% dos votos.

Fonte: Exame

domingo, 30 de outubro de 2016

7 derrotas em 7 cidades: 2º turno confirma derrocada do PT

A partir de 2017, maior cidade do país comandada pelo partido será a capital do Acre, Rio Branco

O resultado do segundo turno das eleições municipais confirmou o pior desempenho do PT desde 1985. Das sete grandes cidades em que o partido concorria (Anápolis, Recife, Santa Maria, Santo André, Juiz de Fora, Mauá e Vitória da Conquista), não levou nenhuma, segundo indicam os resultados da apuração.
A legenda conquistou apenas uma capital, Rio Branco (Acre), ainda no primeiro turno, e ainda perdeu o controle do chamado “cinturão vermelho” — as cidades no entorno de São Paulo onde o partido era forte desde os anos 1980.
Na única capital onde o partido ainda tinha chance no segundo turno, Recife, o petista João Paulo foi derrotado por Geraldo Júlio (PSB), que conseguiu a reeleição.
No chamado “cinturão vermelho”, o partido também perdeu nas duas cidades em que disputava o segundo turno: Mauá e Santo André. Com isso, não vai comandar nenhuma das cidades — até este ano, tinha seis prefeitos na região, entre eles o de São Bernardo, Luiz Marinho; Lula, que vive lá, não foi nem sequer votar no segundo turno.
Com isso, a maior cidade sob controle do PT no país a partir de 2017 passará a ser Rio Branco, com pouco mais de 300 000 habitantes.
Em São Paulo, a maior cidade comandada pelo petista será Araraquara, com cerca de 150 000 habitantes, onde o ex-ministro de Dilma Edinho Silva foi eleito no primeiro turno.
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Marcelo Crivella é eleito prefeito do Rio de Janeiro a 2ª maior cidade do Brasil com 59% dos votos válidos, 19 pontos na frente de Marcelo Freixo do PSOL

Marcelo Crivella (PRB), candidato à prefeitura do Rio de Janeiro vota no Clube Marinbás no bairro de Copacabana, na zona sul carioca - 30/10/2016 (André Horta/Fotoarena/Folhapress)

Brancos e nulos chegaram a 20% e as abstenções a 26,8%. O candidato do PRB precisará, agora, conquistar esse apoio para governar

O novo prefeito do Rio de Janeiro será Marcelo Crivella, do PRB, eleito neste domingo com 59,3% dos votos. Ele venceu Marcelo Freixo, do PSOL, que teve 40,6%. O resultado já vinha sendo antecipado em todas as pesquisas eleitorais no segundo turno, unanimes em mostrar uma vantagem folgada a Crivella. Apenas no último levantamento, divulgado ontem pelo Datafolha, o psolista conseguiu melhorar seu desempenho, mas, ainda assim, não foi o suficiente para mexer no quadro eleitoral. As urnas também revelaram que o governo de Crivella começará com um apoio cambaleante: 26,8% dos cariocas se abstiveram e outros 20% votaram em branco ou nulo, um nítido sinal de insatisfação com as candidaturas concorrentes. O futuro prefeito, sucessor do peemedebista Eduardo Paes, terá como tarefa de partida unificar a cidade e mostrar, como tanto repetiu nos últimos três meses, que não misturará política e religião. Para vencer a disputa, Crivella, que é bispo licenciado da igreja Universal e sobrinho de Edir Macedo, precisou insistir no apoio ao estado laico.
Ele precisará, agora, conquistar parte do eleitorado que não o escolheu nas urnas. Durante a campanha , o bispo licenciado da igreja Universal falou que, em seus quase 15 anos como senador, nunca atuou para favorecer evangélicos. Insistiu que é um “candidato Ficha Limpa”. Prometeu que o ex-governador Anthony Garotinho (PR), que o apoia, não terá nenhuma participação em sua gestão. Assegurou que vai ouvir a população para administrar a cidade e que terá uma prefeitura transparente. Mas, diante de uma série de polêmicas na reta final da campanha, Crivella optou por faltar a debates e sabatinas com jornalistas e atacou a imprensa em sua propaganda eleitoral.
Com 58 anos, o senador começou a trabalhar aos 14 como auxiliar de escritório. Ficou oito anos no Exército, se formou em engenharia, foi professor universitário, taxista, servidor público, missionário na África “por quase dez anos”. Afirma ser autor de mais de cem obras. Entre elas estão CDs de música Gospel e o livro “Evangelizando a África”, que lhe rendeu dor de cabeça durante a campanha. Até então desconhecido pelo público, o título tem trechos criticando quase todas as religiões, inclusive a igreja Católica. O currículo extenso de Crivella, divulgado em seu site, só não faz menção à Igreja Universal, uma estratégia para tentar se desvincular da imagem de bispo da igreja de seu tio, o bispo Edir Macedo.
Senador desde 2002, Crivella foi ministro da Pesca no governo de Dilma Rousseff (PT), que hoje critica. É casado com Silvia Jane e tem três filhos. Um deles, também Marcelo, o acompanhou de perto durante essa eleição. Foi peça-chave na estratégia de comunicação do pai.
Derrotado nas eleições de 2014 para o governo do estado do Rio de Janeiro, Crivella chegou à disputa de 2016 vacinado contra os ataques a sua ligação com a Universal, tão explorada pela campanha do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Ao eleitor, disse ser vítima de preconceito e de complôs da grande mídia e de candidatos adversários. Para se distanciar da imagem de evangélico, defendeu direitos dos homossexuais e das minorias e disse que irá destinar recursos para a Parada LGBT e para o Carnaval. Além disso, afirmou que é contra o ensino religioso nas escolas. Entre suas promessas está a ampliação do saneamento básico nas favelas, a criação de mais vagas em creches e a diminuição de filas na saúde.
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Segundo turno deve consolidar força do PSDB nas eleições 2016


Os tucanos, que venceram em São Paulo e Teresina no primeiro turno, disputam o segundo turno em outras oito capitais

No ano em que o PT deixou o governo federal com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o PSDB deve sair das urnas neste domingo (30) como protagonista nas capitais brasileiras.
Os tucanos, que venceram em São Paulo e Teresina no primeiro turno, disputam o segundo turno em outras oito capitais. São favoritos em, pelo menos, quatro: Porto Alegre, Manaus, Maceió e Porto Velho.
Também têm chances em Belo Horizonte e Belém, segundo pesquisas Datafolha e Ibope que apontam, respectivamente, João Leite e Zenaldo Coutinho em empate técnico com os seus adversários.
Caso os candidatos que lideram as pesquisas confirmem o favoritismo, os tucanos repetirão o desempenho de 2004, melhor resultado de sua história, com a conquista de seis capitais.
“O segundo turno deve consolidar uma liderança do PSDB no país, sobretudo no número de habitantes que o partido passa a governar. É um resultado que se projeta para 2018, não temos nenhuma dúvida disso”, diz o deputado Sílvio Torres, secretário-geral do PSDB.
Os tucanos, no primeiro turno, venceram em cidades com população conjunta de 37 milhões de habitantes e receita de R$ 136 bilhões, de longe o partido líder nesses quesitos.
O PMDB, partido do presidente Michel Temer, deve sair das urnas com um resultado aquém de suas pretensões.
O partido lançou candidatos em 18 capitais com o objetivo de vencer nas maiores metrópoles do país e ganhar musculatura para as eleições presidenciais de 2018. Mas não deve levar nenhuma das dez maiores capitais do país.
Os peemedebistas venceram em Boa Vista no primeiro turno e são favoritos em Goiânia, Cuiabá e Florianópolis. Mas amargaram derrotas em São Paulo, no Rio de Janeiro e podem perder uma eleição que foi dada como certa em Porto Alegre.
Candidatos de caciques como Jader Barbalho e Valdir Raupp perderam no primeiro turno em Belém e Porto Velho. Em Maceió, o candidato do presidente do Senado, Renan Calheiros, Cícero Almeida, chega ao fim do segundo turno atrás nas pesquisas.
Entre os outros partidos da base de Temer, o PSD é o que deve ter melhor desempenho: elegeu o prefeito de João Pessoa, é favorito em Campo Grande e pode levar Curitiba.
O PSB deve ter resultado semelhante: venceu em Palmas, é favorito no Recife e chega às urnas no segundo turno para uma disputa acirrada em Aracaju, onde o seu candidato é Valadares Filho.
O PRB deve eleger Marcelo Crivela no Rio e o PPS, Luciano Rezende em Vitória. Já partidos como PP, PTB e SD devem sair das urnas sem nenhum gestor de capital.
Professora da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Silvana Krause destaca o crescimento de partidos médios e diz que o desempenho do PSDB nas capitais não necessariamente se refletirá em capital eleitoral para 2018.
“É preciso avaliar com cautela. A vitória do João Doria em São Paulo foi fenômeno que vai além do eleitorado tradicional tucano. E uma possível derrota em Belo Horizonte vai demonstrar uma fragilidade do Aécio Neves e do PSDB em Minas”, afirma.
OPOSIÇÃO
Os partidos de oposição a Temer tendem a sair das urnas enfraquecidos. O PT, que chegou a eleger oito prefeitos de capital em 2004, primeira eleição municipal com Lula na Presidência, deve ficar apenas com Rio Branco (AC).
O partido disputa o segundo turno no Recife, mas pesquisas apontam para a reeleição de Geraldo Júlio (PSB).
O PDT venceu em Natal e deve levar Fortaleza, com a reeleição de Roberto Cláudio, apoiado pelos ex-governadores Cid e Ciro Gomes.
O partido ainda tem chance de reeleger o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda, apoiado pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Mas Eduardo Braide (PMN) chega às urnas como favorito.
O PCdoB tem chance em Aracaju, com o ex-prefeito Edvaldo Nogueira, mas também chega à eleição atrás.
Partidos que atuam conjuntamente no Congresso Nacional, a Rede Sustentabilidade e o PSOL vivem cenários distintos. O partido da ex-senadora Marina Silva chega como favorito em Macapá para reeleger o prefeito Clécio Luis. O PSOL tem chances em Belém.
*Informações da Folha de S.Paulo.
Agora RN

Neste domingo, 25 prefeitos tentam reeleição; 57 cidades têm segundo turno


Eleitores voltam às urnas neste domingo para escolher os prefeitos em 57 cidades pelo Brasil

Neste domingo (30), 32,9 milhões de eleitores voltam às urnas para escolher os prefeitos em 57 cidades. Em 25 desses municípios, os prefeitos tentam a reeleição, oito deles em capitais.
No Recife, o prefeito Geraldo Julio (PSB) disputa votos com João Paulo (PT). Em Fortaleza, o prefeito Roberto Cláudio (PDT) tenta o segundo mandato contra Capitão Wagner (PR). Em São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT) tenta se reeleger contra Eduardo Braide (PMN). Já em Maceió, Rui Palmeira (PSDB) busca a reeleição, tendo Cícero Almeida (PMDB) como adversário.
Na região Norte, Artur Virgílio Neto (PSDB) tenta se reeleger em Manaus e enfrenta nas urnas Marcelo Ramos (PR). Em Belém, Zenado Coutinho (PSDB) busca o segundo mandato contra o ex-prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL). Em Macapá, o prefeito da Rede, Clécio Luís, disputa com Gilvam Borges (PMDB).
Entre as capitais do Sudeste, apenas Vitória terá um prefeito buscando a reeleição no segundo turno: Luciano Rezende (PPS) tenta o segundo mandato e enfrenta o candidato do Solidariedade, Amaro Neto.
Entre as capitais da região Sul e Centro-Oeste não há prefeitos que tentam a reeleição neste segundo turno.
 Reeleição nas grandes cidades
No primeiro turno das eleições municipais, 16 dos 53 prefeitos de grandes cidades (capitais e municípios com mais de 200 mil eleitores) que se candidataram à reeleição tiveram sucesso, o que corresponde a um percentual de 30,2%.
A taxa é menor que a das últimas duas eleições. Em 2012, a quantidade de prefeitos reeleitos no primeiro turno dos grandes municípios foi de 36,8%, enquanto em 2008 foi de 67,39%.
O grupo das grandes cidades possui 93 municípios: as 26 capitais e outras 67 cidades com mais de 200 mil eleitores, onde é possível haver segundo turno.
Neste ano, o PSDB foi o partido que mais reelegeu candidatos no primeiro turno nas grandes cidades: foram sete, incluindo Teresina, em que Firmino Filho ganhou mais quatro anos de gestão. Depois aparecem PMDB, com três reeleitos, e DEM, com dois.
Nas capitais, sete dos 15 ex-prefeitos que tentavam voltar ao cargo foram “reprovados” pelas urnas. Outros oito ex-mandatários foram ao segundo turno.
Agora RN

domingo, 23 de outubro de 2016

Quase 80% das cidades brasileiras estão com as contas no vermelho

A crise se agravou porque os prefeitos contavam com R$ 99 bilhões de repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM)


Por Agência Sebrae
Passado o segundo turno das eleições, a situação financeira das prefeituras virá à tona. De 3.155 municípios que informaram o quadro de suas finanças ao Tesouro Nacional, 2.442, ou 77,4%, já estão com as contas no vermelho, segundo levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). E a situação vai piorar até o fim do ano, com a contínua queda da arrecadação, deixando a bomba fiscal para a próxima administração.
Ao contrário dos governadores, que alardearam nos últimos meses a crise sem precedentes nos seus cofres para ganhar mais dinheiro do governo federal, as prefeituras empurraram os problemas para debaixo do tapete durante a campanha eleitoral – não é exatamente um trunfo eleitoral mostrar que as finanças estão descontroladas.
Os futuros prefeitos, que vão herdar o rombo – no caso dos reeleitos, deles mesmos -, fizeram uma romaria nos últimos dias pelos gabinetes do Congresso em busca de dinheiro para 2017. Mas, com o teto de gastos já aplicado ao Orçamento federal do ano que vem, se depararam com uma grande dificuldade em emplacar seus pedidos de emendas aos deputados e senadores.
As informações prestadas pelos municípios ao Tesouro não são obrigatórias. Por isso, boa parte dos 5.570 prefeitos não as enviam. Mesmo assim, o levantamento representa o retrato mais amplo disponível sobre as finanças das prefeituras. Ao analisar por Estados, todos os municípios do Amazonas e do Rio que divulgaram as informações estão no negativo. Em São Paulo, 402 prefeituras registram déficit. No Rio Grande do Sul, o quadro não é muito diferente, com 371 cidades nessa situação.
“A bomba já estourou e vai ficar pior até o final do ano. No período eleitoral, quem vai dizer que está mal?”, diz o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. Segundo a confederação, 576 delas estão atrasando salários.
Fundo menor. A crise se agravou porque os prefeitos contavam com R$ 99 bilhões de repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 2016, mas a previsão é que esse valor não chegará a R$ 84 bilhões no fim do ano. A queda das transferências da União é mais dramática para Estados do Nordeste e Norte do País, onde boa parte das prefeituras depende desse dinheiro.
As prefeituras também arcam com custos cada vez maiores com a Previdência. No ano passado, a despesa com servidores inativos cresceu 13,22% ante 2014, segundo dados do Tesouro Nacional para municípios acima de 200 mil habitantes. As receitas correntes, por sua vez, subiram apenas 6,81% no período.
“Só vamos saber mesmo a situação quando sentarmos na cadeira”, diz o prefeito eleito de Brejo Grande (SE), Clysmer Ferreira. Membro do PSB, ele era o candidato da oposição no município e esteve no Congresso na última semana para pedir emendas aos parlamentares.
Se para os prefeitos que vão assumir os cargos a perspectiva para o ano que vem não é animadora, para os que estão deixando o cargo com as contas deficitárias o risco é de uma condenação por crime de responsabilidade fiscal. Na avaliação da CNM, muitos prefeitos vão virar ficha- suja. A Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe uma série de práticas nos últimos oito meses do mandato, entre elas deixar ao sucessor restos a pagar a descoberto (sem dinheiro em caixa para honrar o pagamento).
O economista José Roberto Afonso, pesquisador do Ibre/FGV e um dos formuladores da LRF, acredita que a sanção é correta, desde que em situação de normalidade econômica. “Não é o caso agora. Seria preciso encontrar uma solução que impedisse uma gastança, mas não levasse a punições de prefeitos por fatores que são alheios à sua atuação.”
Portal no Ar

sábado, 15 de outubro de 2016

De 3º a 10º partido do País, vereador do PT reconhece e pede mudanças: “Fomos derrotados”

O vereador de Natal Hugo Manso (PT), que não teve seu mandato renovado na Câmara para a próxima legislatura, ao fazer avaliação sobre os resultado obtidos pelo PT no Brasil e no estado, disse que a sigla foi “derrotada” e que precisa fazer reformulações em nível nacional.
Com perda significativa de espaço no Brasil e também no RN nas eleições de 2016, o Partido dos Trabalhadores caiu de 3º para 10º partido em número de prefeitos no país. Uma perda de quase 60% comparando-se às eleições municipais de 2012.
Hugo Manso conversou com a reportagem no Portal Agora RN na manhã desta sábado (15) e comentou sobre as eleições 2016. Ele disse que apesar de alguns resultados significativos, o partido se saiu menor no âmbito estadual.
“Tivemos algumas vitórias importantes, como a conquista da vereadora Isolda em Mossoró, e da boa surpresa do vereador Odon Júnior em Currais Novos, com uma disputa boa e tranquila, mas só elegemos dois prefeitos. No geral fomos derrotados”, disse Hugo.

Nacional
Ele atribui a queda do PT ao clima de instabilidade do partido nacionalmente. Também defendeu que o partido faça uma auto avaliação e se encontre num processo de mudança.
“Não faço parte da maioria que dirige o PT, mas defendo uma mudança nacional. Mudança de postura, de direções e de agenda. Depois dessas eleições, temos que fazer uma avaliação. O PT pagou o preço pelos erros históricos do partido”, concluiu Hugo.
Agora RN

terça-feira, 11 de outubro de 2016

TRE-RN cassa registro de prefeito e vice-prefeito eleitos em Portalegre

Neto Freitas, eleito prefeito de Portalegre-RN

Decisão se baseia na lista do Tribunal de Contas do Estado, na qual consta o nome de Ecimar por suposta irregularidade em processo licitatório

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte cassou, por quatro votos a um, em julgamento realizado nessa segunda-feira (10), o registro do vice-prefeito eleito Ecimar de Euclides (PMDB) no município de Portalegre, na região Oeste do Rio Grande do Norte.
Ele integra a chapa que venceu as eleições deste ano juntamente com o candidato a prefeito Neto Freitas (PP), que também fica com o registro indeferido devido à situação.
De acordo com o TRE, a decisão se baseia na lista do Tribunal de Contas do Estado, na qual consta o nome de Ecimar por suposta irregularidade em processo licitatório quando foi presidente da Câmera de Portalegre. Ambos podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral.
Eleição
Em segundo lugar ficou Careca, do DEM, que obteve 2.087 votos (40,92%).
Agora RN

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Confira novo mapa político no Brasil: PT CAIU EM TODO O PAÍS - Pela primeira vez São Paulo não terá 2° turno . Ao todo 18 capitais do Brasil vão para o 2º turno


Eleito a prefeito é o primeiro, desde 1992, a ganhar no 1º turno
Após anos, pela primeira vez São Paulo não terá 2º turno nas eleições. João Doria (PSDB) foi eleito a prefeito da capital com 3.085.187 no domingo (2), para os próximos quatro anos. Doria é o primeiro prefeito de São Paulo eleito em primeiro turno desde 1992, quando as eleições passaram a ter dois turnos.

A votação foi marcada pelo alto índice de votos brancos (5,29%), nulos (11,35%) e de abstenções (21,84%), que juntos somam 38,84% do eleitorado de 8.886.324 pessoas aptas a votar. Nas capitais, a votação do 2º no país acontece no dia 30 de outubro.


A principal mudança nas eleições municipais de 2016 foi o desempenho do PT. Desta vez o partido não conseguiu popularizar com o PSDB nas capitais do Brasil. Em 2016, entre os candidatos petistas, apenas Marcus Alexandre conseguiu se reeleger em primeiro turno em Rio Branco (AC). O PT também conseguiu enviar João Paulo para o segundo turno no Recife (PE).



Ao todo, 18 das 26 capitais terão 2º turno para escolha de prefeito. Já em 2012, 17 capitais tiveram 2º turno. Na região Sul e Centro-Oeste haverá votação novamente em todas as capitais.  No Sudeste, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória terão segundo turno.



Apenas São Paulo definiu João Doria (PSDB) como prefeito no primeiro turno. Já no Nordeste, haverá segundo turno em cinco das nove capitais: Aracaju, Maceió, Recife, Fortaleza, São Luís. Na Região Norte, quatro das sete capitais definirão o prefeito no dia 30: Belém, Macapá, Porto Velho e Manaus.


As capitais que não terão segundo turno são:
Salvador - Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM)
São Paulo - João Doria (PSDB)
Teresina - Firmino Filho (PSDB)
Rio Branco - Marcus Alexandre (PT)
Natal - Carlos Eduardo (PDT)
Boa Vista - Teresa (PMDB)
João Pessoa - Luciano Cartaxo (PSD)
Palmas - Amastha (PSB)


As capitais que terão segundo turno são:


Sudeste

Rio de Janeiro (RJ): Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (PSOL)
Belo Horizonte (MG): João Leite (PSDB) e Alexandre Kalil (PHS)
Vitória (ES): Luciano Rezende (PPS) e Amaro Neto (SD)



Sul
Curitiba (PR): Rafael Greca (PMN) e Ney Neto (PSD)
Florianópolis (SC): Gean Loureiro (PMDB) e Angela Amin (PP)
Porto Alegre (RS): Nelson Júnior (PSDB) e Sebastião Melo (PMDB)



Nordeste
Aracaju (SE): Edvaldo Filho (PCdoB) e Antonio Valadares (PSB)
Maceió (AL): Rui Palmeira (PSDB) e Cicero de Almeida (PMDB)
Recife (PE): Geraldo Filho (PSB) e João Lima e Silva (PT)
Fortaleza (CE): Roberto Claudio (PDT) e Capitão Wagner (PR)
São Luís (MA): Edivaldo de Holanda (PDT) e Eduardo Salim (PMN)



Norte

Deurico/Capital News
Urnas confirmam pesquisas e 2º turno terá Marquinhos e Rose na disputa
Em Campo Grande os candidatos Marquinhos Trad (PSD) e Rose Modesto do PSDB irão disputar o 2º turno
Belém (PA): Zenaldo Júnior (PSDB) e Edmilson Rodrigues (PSOL)


Macapá (AP): Clecio Luís (Rede) e Gilvam Borges (PMDB)
Manaus (MA) Artur Neto (PSDB) e Marcelo Ramos (PR)
Porto Velho (RO): Hildon Chaves (PSDB) e Leonardo de Moraes (PTB)



Centro-Oeste
Goiânia (GO): Iris Machado (PMDB) e Vanderlan Cardoso (PSB)
Cuiabá (MT): Emanuel Pinheiro (PMDB) e Wilson dos Santos (PSDB)
Campo Grande (MS): Marcos Trad (PSD) e Rose (PSDB)