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domingo, 30 de outubro de 2016

7 derrotas em 7 cidades: 2º turno confirma derrocada do PT

A partir de 2017, maior cidade do país comandada pelo partido será a capital do Acre, Rio Branco

O resultado do segundo turno das eleições municipais confirmou o pior desempenho do PT desde 1985. Das sete grandes cidades em que o partido concorria (Anápolis, Recife, Santa Maria, Santo André, Juiz de Fora, Mauá e Vitória da Conquista), não levou nenhuma, segundo indicam os resultados da apuração.
A legenda conquistou apenas uma capital, Rio Branco (Acre), ainda no primeiro turno, e ainda perdeu o controle do chamado “cinturão vermelho” — as cidades no entorno de São Paulo onde o partido era forte desde os anos 1980.
Na única capital onde o partido ainda tinha chance no segundo turno, Recife, o petista João Paulo foi derrotado por Geraldo Júlio (PSB), que conseguiu a reeleição.
No chamado “cinturão vermelho”, o partido também perdeu nas duas cidades em que disputava o segundo turno: Mauá e Santo André. Com isso, não vai comandar nenhuma das cidades — até este ano, tinha seis prefeitos na região, entre eles o de São Bernardo, Luiz Marinho; Lula, que vive lá, não foi nem sequer votar no segundo turno.
Com isso, a maior cidade sob controle do PT no país a partir de 2017 passará a ser Rio Branco, com pouco mais de 300 000 habitantes.
Em São Paulo, a maior cidade comandada pelo petista será Araraquara, com cerca de 150 000 habitantes, onde o ex-ministro de Dilma Edinho Silva foi eleito no primeiro turno.
veja

sábado, 15 de outubro de 2016

De 3º a 10º partido do País, vereador do PT reconhece e pede mudanças: “Fomos derrotados”

O vereador de Natal Hugo Manso (PT), que não teve seu mandato renovado na Câmara para a próxima legislatura, ao fazer avaliação sobre os resultado obtidos pelo PT no Brasil e no estado, disse que a sigla foi “derrotada” e que precisa fazer reformulações em nível nacional.
Com perda significativa de espaço no Brasil e também no RN nas eleições de 2016, o Partido dos Trabalhadores caiu de 3º para 10º partido em número de prefeitos no país. Uma perda de quase 60% comparando-se às eleições municipais de 2012.
Hugo Manso conversou com a reportagem no Portal Agora RN na manhã desta sábado (15) e comentou sobre as eleições 2016. Ele disse que apesar de alguns resultados significativos, o partido se saiu menor no âmbito estadual.
“Tivemos algumas vitórias importantes, como a conquista da vereadora Isolda em Mossoró, e da boa surpresa do vereador Odon Júnior em Currais Novos, com uma disputa boa e tranquila, mas só elegemos dois prefeitos. No geral fomos derrotados”, disse Hugo.

Nacional
Ele atribui a queda do PT ao clima de instabilidade do partido nacionalmente. Também defendeu que o partido faça uma auto avaliação e se encontre num processo de mudança.
“Não faço parte da maioria que dirige o PT, mas defendo uma mudança nacional. Mudança de postura, de direções e de agenda. Depois dessas eleições, temos que fazer uma avaliação. O PT pagou o preço pelos erros históricos do partido”, concluiu Hugo.
Agora RN

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Governo teme que derrota expressiva nesta segunda amplie isolamento político de Dilma


Na outra ponta, a oposição avalia que uma boa vitória hoje na comissão, aliada aos eventos da semana passada decorrentes da Operação Lava Jato, lhe dará fôlego nesta semana decisiva



Por Estadão Conteúdo
 

Às vésperas da votação do parecer pela admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Comissão Especial, Brasília teve um fim de semana de reuniões estratégicas.
A base governista se concentrou em buscar votos para evitar uma derrota expressiva hoje na comissão. Se isso ocorrer, avaliam governistas, poderá ampliar a percepção de fraqueza e de isolamento político da presidente Dilma.
Na outra ponta, a oposição avalia que uma boa vitória hoje na comissão, aliada aos eventos da semana passada decorrentes da Operação Lava Jato, lhe dará fôlego nesta semana decisiva.
De acordo com o Placar do Impeachment, do jornal O Estado de S. Paulo, ao menos 35 dos 65 deputados da comissão, que se reúne a partir das 1oh de hoje, se declaram favoráveis ao impeachment. É necessária maioria simples.
Por isso, a expectativa da oposição e do governo é de que o impeachment comece a ser votado em plenário na sexta-feira. A votação deverá terminar no domingo. São necessários 342 votos dos 513 deputados para o impeachment ser aprovado.
Para a oposição, o momento é favorável ao impedimento e o placar na comissão vai variar de 35 a 39 votos pelo afastamento.
Já aliados da presidente afirmam que, se houver derrota na comissão, será por uma margem de, no máximo, dois votos. O Planalto busca ao menos 30 votos favoráveis. Ontem, Dilma se reuniu com ministros para avaliar o cenário da semana.
“Será um placar apertado”, previu o vice-líder do governo, deputado Paulo Teixeira (PT-SP). “Vai ser por um placar apertado mas vamos perder ganhando”, disse o vice-líder do governo, Silvio Costa (PT do B-PE). O governo começou a semana com pequenas vitórias que, avaliam, ajudará a obter essa margem apertada de votos desta segunda-feira, 11.
O presidente da Comissão Especial, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), decidiu que não haverá chamada nominal, o que faz com que os votantes se manifestem apenas por meio do painel eletrônico. A oposição avaliava que a votação nominal pressionaria, sob os holofotes da oposição, os deputados a votar contra o governo.
Após conversa com o advogado-geral da União, ministro José Eduardo Cardozo, que ligou para confirmar presença na sessão de hoje, Rosso – que tendia a acatar o pedido da oposição para chamada um a um – consultou o regimento e concluiu que a solicitação da oposição só poderia ser acatada se o painel estivesse indisponível.
Ausências
Além disso, foi antecipada a estratégia do governo sobre os ausentes. Se a oposição trabalha para convencer os deputados a votar “sim” ao impeachment, aliados do Planalto orientam colegas a não comparecer à sessão, se abster ou votar não. Na comissão, o deputado Washington Reis (PMDB-RJ) – um dos oito indecisos do grupo – faltará porque está internado com a gripe H1N1.
Reis disse à reportagem ontem que em seu lugar votará Marx Beltrão (PMDB-AL), aliado do governo. A ausência de Reis foi um dos temas da reunião da oposição, que tentará garantir o voto de um suplente pró-impeachment. “A gente vai ter de correr para ver o suplente”, disse o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). Rosso decidiu que só votará o suplente do bloco que registrar presença primeiro.
Integrante da comissão, Valtenir Pereira (PMDB-MT) se declarava até a véspera da votação “indefinido”. “Há uma forçação de barra no relatório e no pedido de impeachment.” Ele disse que não faltará à sessão e, se não decidir até a hora da votação, optará por se abster e tomar uma posição só em plenário.
Entre os oposicionistas, o cenário político da semana é visto com otimismo. “Estamos em ascensão”, disse o líder do PSDB, Antonio Imbassahy (BA). A divulgação de trechos da delação do ex-executivo da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo foi um dos fatores que teriam ajudado a convencer parlamentares indecisos a defender o afastamento.
O parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recomendando a anulação da nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil também contribuiu. “Estamos muito animados”, afirmou o deputado Mendonça Filho (DEM-PE). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Portal no Ar

quarta-feira, 9 de julho de 2014

‘Vergonha’ e ‘catástrofe’, diz imprensa europeia sobre a derrota do Brasil

 

jornais copa
A derrota da seleção brasileira por 7 a 1 para Alemanha na semifinal da Copa nesta terça-feira (8) foi tratada pela imprensa europeia como um dos maiores vexames da história do futebol. O espanhol “El País” afirmou que o futebol “nunca mais será o mesmo” depois da goleada no Mineirão. Para o jornal, o “Maracanazo” na Copa de 1950 é uma “piada” perto do que ocorreu no Mineirão.
“Se produziu a maior catástrofe desde que rola a bola há mais de um século. Jamais houve nada igual ou parecido”, disse. “O que o Brasil viveu 64 anos depois do ‘Maracanazo’ foi ainda mais mortal. Um trauma por toda a vida”, ressaltou. Para o site da rede britânica BBC, o sonho brasileiro de conquistar em casa a Copa do Mundo terminou numa “brutal humilhação” na maior derrota da história em uma semifinal. “A perda para um país que construiu o orgulho esportivo, e na sua própria Copa do Mundo, será o suficiente para levar os questionamentos da derrota para um novo nível”, disse.
Robson Pires

Felipão assume erro e diz que partida contra Alemanha foi a pior de sua vida

“Foi o pior jogo da minha vida”. Foi assim que o técnico Luiz Felipe Scolari se referiu à partida de hoje (8) em que o Brasil perdeu para a Alemanha por 7 a 1. Em entrevista coletiva concedida logo após o jogo, no Estádio Mineirão, o técnico brasileiro assumiu a culpa pelo resultado e disse que houve “um apagão” e um “branco total” na equipe brasileira após o primeiro gol da Alemanha, aos dez minutos do primeiro tempo.
“Acho que demos o nosso melhor, mas perdemos para uma grande equipe que teve a qualidade de, em seis ou sete minutos, definir o jogo, com três ou quatro gols, de forma fantástica”, disse Felipão. “Quem é o responsável pelas escolhas? Eu. O resultado catastrófico pode ser dividido por toda o grupo. Mas a responsabilidade, a escolha da parte tática e da forma de jogar, fui eu. O responsável fui eu”, admitiu o técnico.
Para Felipão, houve um descontrole dos jogadores após o primeiro gol alemão. “Houve um descontrole. Isso não é normal, mas acontece. Perdemos um jogo, mas para uma grande seleção. Nem eles [alemães] sabem o que aconteceu. Foram cinco bolas e cinco gols”, disse. “Ficamos em pânico e as coisas foram acontecendo”, acrescentou.
De acordo com o técnico, o resultado não seria diferente de Neymar tivesse jogado hoje. O atacante ficou de fora do Mundial após sofrer uma fratura na terceira vértebra lombar, na partida de sexta-feira (4) contra a Colômbia. “Tudo o que a Alemanha fazia hoje dava certo”, ressaltou Felipão, destacando que a “Alemanha fez sua melhor partida no Mundial, enquanto o Brasil fez a sua pior”.
Segundo o técnico, o Brasil agora terá que aprender com os erros cometidos na partida. “Se foi uma derrota catastrófica, a pior derrota do mundo da seleção brasileira, temos que aprender com isso”, acrescentou, ressaltando que pelo menos 14 jogadores desse grupo poderão estar na próxima Copa. Felipão disse que, agora, o foco será o jogo de sábado, quando o Brasil disputa o terceiro lugar contra o perdedor do jogo de amanhã (8) entre Argentina e Holanda.