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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Confira a relação completa de todos os 26 novos prefeitos eleitos no País nos dois turnos

Como esperado, Marcelo Crivella levou o Rio de Janeiro e Alexandre Kalil ganhou em Belo Horizonte. Vitórias de lavada aconteceram em Porto Alegre e Macapá.
Edvaldo Nogueira estava em segundo lugar e virou em Aracaju; em Florianópolis, Ângela Amin liderou até o último momento e acabou sendo derrotada por uma pequena margem.
13 partidos aparecem na lista: o com mais sucesso foi o PSDB, que vai comandar sete capitais. Em seguida vem o PMDB, com quatro representantes, e o PDT, com três.
  1. Rio de Janeiro: Marcelo Crivella (PRB)
Marcelo Crivella é o novo prefeito da segunda maior cidade brasileira com 59,37% dos votos válidos contra 40,63% de seu rival Marcelo Freixo (PSOL). Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, ele liderou todas as pesquisas desde o início da disputa mas sua margem de vitória foi reduzida nos últimos dias após uma série de notícias negativas sobre seu passado. Crivella está em seu segundo mandato como senador e foi ministro da Pesca no governo Dilma Rousseff.
  1. Belo Horizonte: Alexandre Kalil (PHS)
Prefeito eleito de Belo Horizonte, Alexandre Kahil (PHS) teve 52,98% dos votos válidos contra 47,02% de João Leite (PSDB). Ele foi presidente do Clube Atlético Mineiro entre 2008 e 2014, comanda a empresa Erkel Engenharia e teve apoio da Rede Sustentabilidade e do Partido Verde na disputa.
  1. Porto Alegre: Nelson Marchezan Jr. (PSDB)
Com 60,5% dos votos válidos contra 39,5% do seu rival Sebastião Melo (PMDB), Nelson Marchezan Jr. foi eleito prefeito de Porto Alegre. Ex-deputado estadual e deputado federal, ele será o primeiro prefeito do PSDB a administrar a capital gaúcha.
  1. Curitiba: Rafael Greca (PMN)
Rafael Greca, do PMN, levou a prefeitura de Curitiba com 53,25% dos votos válidos contra Ney Leprevost, que teve 46,75%. Ele já foi prefeito entre 1993 e 1996.
  1. Aracaju: Edvaldo Nogueira (PCdoB)
Edvaldo Nogueira, do PCdoB, venceu Valadares Filho, do PSB por 52,11% contra 47,89%. Ele já foi prefeito de Aracaju entre março de 2006 a dezembro de 2012.
  1. Belém: Zenaldo Coutinho (PSDB)
Zenaldo Coutinho foi reeleito prefeito de Belém com 52,33% dos votos válidos contra 47,67% do seu adversário Edmilson, do PSOL. Advogado, Zenaldo já foi vereador, deputado estadual e deputado federal.
  1. Vitória: Luciano Rezende (PPS)
Luciano Rezende, do PPS, foi reeleito prefeito de Vítoria, no Espírito Santo, com uma margem pequena: 51,19% dos votos válidos contra 48,81% de Amaro Neto (SD). Ele entrou na política em 1993 e cumpriu quatro mandatos como vereador da cidade.
  1. Florianópolis: Gean Loureiro (PMDB)
Com uma grande coalizão de apoio, Gean Loureiro, do PMDB, teve uma vitória apertada sobre Ângela Amim, do PP: 50,26% contra 49,74%. Ela estava na frente quase até o final da apuração: a virada só veio com a apuração dos últimos 2% das seções.
  1. Recife: Geraldo Julio (PSB)
Geraldo Julio, do PSB, foi reeleito prefeito de Recife por uma larga margem: 61,30% dos votos válidos contra 38,70% de João Paulo, do PT. Ele tem 45 anos.
  1. Campo Grande: Marquinhos Trad (PSD)
Marquinhos Trad, do PSD, ganhou a disputa pela capital do Mato Grosso do Sul com 58,77% dos votos válidos contra 41,23% de Rose Modesto, do PSDB. Ele está em seu terceiro mandato como deputado estadual.
  1. Cuiabá: Emanuel Pinheiro (PMDB)
Prefeito eleito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB) teve 60,41% dos votos contra 39,59% do tucano Wilson Santos. Ele cumpre no momento seu segundo mandato como deputado estadual.
  1. Goiânia: Iris Rezende (PMDB)
Iris Rezende ganhou a prefeitura de Goiânia pelo PMDB com 57,7% dos votos válidos contra 42,3% de Vanderlan, do PSB. Ele começou sua carreira política como prefeito da cidade nos anos 60 e voltou ao cargo entre 2005 e 2010. Também já foi senador, ministro da Justiça e governador do estado por dois mandatos não consecutivos.
  1. Porto Velho: Dr. Hildon (PSDB)
Dr. Hildon (PSDB) é o novo prefeito de Porto Velho, em Rondônia, com 65,15% dos votos válidos contra 34,85% de Léo Moraes (PTB). Com ascensão meteórica na campanha e discurso de “outsider”, seu perfil é comparado ao de João Dória.
  1. São Luís: Edivaldo Holanda Junior (PDT)
O atual prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior (PDT), foi reeleito com 53,94% dos votos válidos contra 46,06% de Eduardo Braide (PMN). Edivaldo tem 38 anos.
  1. Maceió: Rui Palmeira (PSDB)
Prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB) foi reeleito com 60,09% dos votos contra 39,91% de Cicero Almeida (PMDB). Ele já foi deputado estadual e federal.
  1. Fortaleza: Roberto Claudio (PDT)
Roberto Claudio foi reeleito prefeito de Fortaleza, no Ceará, pelo PDT com 53,57% dos votos válidos contra 46,43% de Capitão Wagner, do PR. A coalização vencedora juntava mais de 18 siglas que vão do DEM ao PCdoB.
  1. Macapá: Clécio Vieira (Rede)
Clécio Vieira, da Rede, teve uma vitória esmagadora contra Gilvam Borges, do PMDB: 60,5% contra 39,5%. Ele foi o único candidato do partido a levar uma capital.
  1. Manaus: Arthur Neto (PSDB)
Artur Neto (PSDB) foi reeleito prefeito de Manaus com 55,96% dos votos válidos contra 44,04% de Marcelo Ramos (PR). Ele é diplomata de carreira e governou a cidade também entre 1989 e 1993.
  1. São Paulo: João Dória (PSDB)
Sem nunca ter assumido um cargo eletivo, João Doria Jr (PSDB) se tornou o novo prefeito de São Paulo (SP) no primeiro turno com 53,4% dos votos válidos. Fernando Haddad (PT), atual prefeito que tentava a reeleição, conquistou 16,67%, insuficiente para levar a disputa ao segundo turno. O tucano, que tem Bruno Covas como vice, começou a corrida eleitoral com apenas 5% das intenções de voto e teve uma ascensão surpreendente. Ele já anunciou alguns nomes do seu secretariado.
  1. Teresina: Firmino Filho (PSDB)
O atual prefeito de Teresina, no Piauí, Firmino Filho (PSDB), foi outro reeleito no 1º turno. Ele teve 51,14% dos votos válidos – exatos 220.042.
  1. Boa Vista: Teresa Surita (PMDB)
Teresa Surita (PMDB) foi reeleita pela cidade de Boa Vista (RR) com 77,47% dos votos válidos. Ela recebeu 116.468 votos válidos contra apenas 13.837 recebidos por seu rival nas urnas Sandro Baré, do PP.
  1. Rio Branco: Marcus Alexandre (PT)
O atual prefeito de Rio Branco, no Acre, foi reeleito no primeiro turno com 54,79% dos votos válidos. Foi o único candidato do PT que ganhou a eleição já na primeira rodada.
  1. Salvador: ACM Neto (DEM)
Atual prefeito de Salvador (BA), ACM Neto, do DEM, foi reeleito em primeiro turno isolado, com 73% dos votos válidos – 925.745 exatamente, segundo o site do TSE. Bruno Reis foi escolhido por ACM Neto como vice de sua chapa na reeleição.
  1. Natal: Carlos Eduardo (PDT)
O atual prefeito de Natal, no RN, foi reeleito no 1º turno com 225.583 dos votos, 63,43% dos válidos. Carlos Eduardo (PDT) venceu por uma margem grande de diferença de seus rivais. Kelps Lima (SD) teve 13,37% dos votos e Fernando Mineiro (PT) 10,15%.
  1. Palmas: Carlos Amastha (PSB)
Atual prefeito de Palmas, Carlos Enrique Franco Amastha, do PSB, foi reeleito com 52,42% dos votos válidos. Nascido em Barranquilla, na Colômbia, ele se naturalizou brasileiro em 1990, e concorreu à reeleição pela coligação Palmas Bem Cuidada.
  1. João Pessoa: Luciano Cartaxo (PSD)
Com 222.552 dos votos, 59,67% dos válidos, Luciano Cartaxo, do PSD, foi reeleito no 1º turno para a prefeitura de João Pessoa, na Paraíba.        Ele venceu a disputa com Cida Ramos, do PSB, que teve 33,54% dos votos.

Fonte: Exame

domingo, 30 de outubro de 2016

7 derrotas em 7 cidades: 2º turno confirma derrocada do PT

A partir de 2017, maior cidade do país comandada pelo partido será a capital do Acre, Rio Branco

O resultado do segundo turno das eleições municipais confirmou o pior desempenho do PT desde 1985. Das sete grandes cidades em que o partido concorria (Anápolis, Recife, Santa Maria, Santo André, Juiz de Fora, Mauá e Vitória da Conquista), não levou nenhuma, segundo indicam os resultados da apuração.
A legenda conquistou apenas uma capital, Rio Branco (Acre), ainda no primeiro turno, e ainda perdeu o controle do chamado “cinturão vermelho” — as cidades no entorno de São Paulo onde o partido era forte desde os anos 1980.
Na única capital onde o partido ainda tinha chance no segundo turno, Recife, o petista João Paulo foi derrotado por Geraldo Júlio (PSB), que conseguiu a reeleição.
No chamado “cinturão vermelho”, o partido também perdeu nas duas cidades em que disputava o segundo turno: Mauá e Santo André. Com isso, não vai comandar nenhuma das cidades — até este ano, tinha seis prefeitos na região, entre eles o de São Bernardo, Luiz Marinho; Lula, que vive lá, não foi nem sequer votar no segundo turno.
Com isso, a maior cidade sob controle do PT no país a partir de 2017 passará a ser Rio Branco, com pouco mais de 300 000 habitantes.
Em São Paulo, a maior cidade comandada pelo petista será Araraquara, com cerca de 150 000 habitantes, onde o ex-ministro de Dilma Edinho Silva foi eleito no primeiro turno.
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Ausência de Lula e Dilma no segundo turno das eleições simboliza declínio do PT, diz professor

Para o professor, é prematuro projetar uma nova liderança à esquerda com base apenas nos resultados das eleições a prefeituras deste ano

As abstenções dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff nas eleições deste domingo (30) têm valor simbólico, ao comporem um retrato da perda de protagonismo na política brasileira de um PT que vive a pior crise de sua história, avalia o professor do Insper Carlos Melo.
“É uma constatação de que o PT passou, de que não é mais protagonista e de que seus principais personagens não têm mais o que dizer”, afirma o cientista político sobre a decisão dos dois últimos presidentes da República de não comparecer às urnas no segundo turno das eleições municipais.
Lula vota em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, mas, com 71 anos de idade, seu voto é facultativo e ele preferiu não comparecer à urna, numa atitude que seria um ato de protesto contra o quadro político atual. Dilma, por sua vez, está visitando a mãe em Belo Horizonte (MG) e não votou em Porto Alegre (RS). Nos domicílios eleitorais onde votam os ex-presidentes não há representantes petistas na disputa do segundo turno.
“É um protesto ou uma rendição? A história é que vai responder”, afirma Melo. Lembrando da luta pela democracia tanto de Lula, durante as Diretas Já, quanto de Dilma, no período de governos militares, o cientista político diz que não votar é um direito que vale a qualquer cidadão, mas o fato de serem ex-presidentes é simbólico. “É até irônico que eles fiquem, de certo modo, escondidos hoje em suas casas.”
Após lembrar que os dois líderes petistas correriam o risco de serem hostilizados caso comparecessem a seus colégios eleitorais, Melo considerou que o PT vive um momento melancólico. Para ele, é prematuro projetar uma nova liderança à esquerda do espectro político com base apenas nos resultados das eleições a prefeituras deste ano.

Fonte: Exame

Marcelo Crivella é eleito prefeito do Rio de Janeiro a 2ª maior cidade do Brasil com 59% dos votos válidos, 19 pontos na frente de Marcelo Freixo do PSOL

Marcelo Crivella (PRB), candidato à prefeitura do Rio de Janeiro vota no Clube Marinbás no bairro de Copacabana, na zona sul carioca - 30/10/2016 (André Horta/Fotoarena/Folhapress)

Brancos e nulos chegaram a 20% e as abstenções a 26,8%. O candidato do PRB precisará, agora, conquistar esse apoio para governar

O novo prefeito do Rio de Janeiro será Marcelo Crivella, do PRB, eleito neste domingo com 59,3% dos votos. Ele venceu Marcelo Freixo, do PSOL, que teve 40,6%. O resultado já vinha sendo antecipado em todas as pesquisas eleitorais no segundo turno, unanimes em mostrar uma vantagem folgada a Crivella. Apenas no último levantamento, divulgado ontem pelo Datafolha, o psolista conseguiu melhorar seu desempenho, mas, ainda assim, não foi o suficiente para mexer no quadro eleitoral. As urnas também revelaram que o governo de Crivella começará com um apoio cambaleante: 26,8% dos cariocas se abstiveram e outros 20% votaram em branco ou nulo, um nítido sinal de insatisfação com as candidaturas concorrentes. O futuro prefeito, sucessor do peemedebista Eduardo Paes, terá como tarefa de partida unificar a cidade e mostrar, como tanto repetiu nos últimos três meses, que não misturará política e religião. Para vencer a disputa, Crivella, que é bispo licenciado da igreja Universal e sobrinho de Edir Macedo, precisou insistir no apoio ao estado laico.
Ele precisará, agora, conquistar parte do eleitorado que não o escolheu nas urnas. Durante a campanha , o bispo licenciado da igreja Universal falou que, em seus quase 15 anos como senador, nunca atuou para favorecer evangélicos. Insistiu que é um “candidato Ficha Limpa”. Prometeu que o ex-governador Anthony Garotinho (PR), que o apoia, não terá nenhuma participação em sua gestão. Assegurou que vai ouvir a população para administrar a cidade e que terá uma prefeitura transparente. Mas, diante de uma série de polêmicas na reta final da campanha, Crivella optou por faltar a debates e sabatinas com jornalistas e atacou a imprensa em sua propaganda eleitoral.
Com 58 anos, o senador começou a trabalhar aos 14 como auxiliar de escritório. Ficou oito anos no Exército, se formou em engenharia, foi professor universitário, taxista, servidor público, missionário na África “por quase dez anos”. Afirma ser autor de mais de cem obras. Entre elas estão CDs de música Gospel e o livro “Evangelizando a África”, que lhe rendeu dor de cabeça durante a campanha. Até então desconhecido pelo público, o título tem trechos criticando quase todas as religiões, inclusive a igreja Católica. O currículo extenso de Crivella, divulgado em seu site, só não faz menção à Igreja Universal, uma estratégia para tentar se desvincular da imagem de bispo da igreja de seu tio, o bispo Edir Macedo.
Senador desde 2002, Crivella foi ministro da Pesca no governo de Dilma Rousseff (PT), que hoje critica. É casado com Silvia Jane e tem três filhos. Um deles, também Marcelo, o acompanhou de perto durante essa eleição. Foi peça-chave na estratégia de comunicação do pai.
Derrotado nas eleições de 2014 para o governo do estado do Rio de Janeiro, Crivella chegou à disputa de 2016 vacinado contra os ataques a sua ligação com a Universal, tão explorada pela campanha do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Ao eleitor, disse ser vítima de preconceito e de complôs da grande mídia e de candidatos adversários. Para se distanciar da imagem de evangélico, defendeu direitos dos homossexuais e das minorias e disse que irá destinar recursos para a Parada LGBT e para o Carnaval. Além disso, afirmou que é contra o ensino religioso nas escolas. Entre suas promessas está a ampliação do saneamento básico nas favelas, a criação de mais vagas em creches e a diminuição de filas na saúde.
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Segundo turno deve consolidar força do PSDB nas eleições 2016


Os tucanos, que venceram em São Paulo e Teresina no primeiro turno, disputam o segundo turno em outras oito capitais

No ano em que o PT deixou o governo federal com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o PSDB deve sair das urnas neste domingo (30) como protagonista nas capitais brasileiras.
Os tucanos, que venceram em São Paulo e Teresina no primeiro turno, disputam o segundo turno em outras oito capitais. São favoritos em, pelo menos, quatro: Porto Alegre, Manaus, Maceió e Porto Velho.
Também têm chances em Belo Horizonte e Belém, segundo pesquisas Datafolha e Ibope que apontam, respectivamente, João Leite e Zenaldo Coutinho em empate técnico com os seus adversários.
Caso os candidatos que lideram as pesquisas confirmem o favoritismo, os tucanos repetirão o desempenho de 2004, melhor resultado de sua história, com a conquista de seis capitais.
“O segundo turno deve consolidar uma liderança do PSDB no país, sobretudo no número de habitantes que o partido passa a governar. É um resultado que se projeta para 2018, não temos nenhuma dúvida disso”, diz o deputado Sílvio Torres, secretário-geral do PSDB.
Os tucanos, no primeiro turno, venceram em cidades com população conjunta de 37 milhões de habitantes e receita de R$ 136 bilhões, de longe o partido líder nesses quesitos.
O PMDB, partido do presidente Michel Temer, deve sair das urnas com um resultado aquém de suas pretensões.
O partido lançou candidatos em 18 capitais com o objetivo de vencer nas maiores metrópoles do país e ganhar musculatura para as eleições presidenciais de 2018. Mas não deve levar nenhuma das dez maiores capitais do país.
Os peemedebistas venceram em Boa Vista no primeiro turno e são favoritos em Goiânia, Cuiabá e Florianópolis. Mas amargaram derrotas em São Paulo, no Rio de Janeiro e podem perder uma eleição que foi dada como certa em Porto Alegre.
Candidatos de caciques como Jader Barbalho e Valdir Raupp perderam no primeiro turno em Belém e Porto Velho. Em Maceió, o candidato do presidente do Senado, Renan Calheiros, Cícero Almeida, chega ao fim do segundo turno atrás nas pesquisas.
Entre os outros partidos da base de Temer, o PSD é o que deve ter melhor desempenho: elegeu o prefeito de João Pessoa, é favorito em Campo Grande e pode levar Curitiba.
O PSB deve ter resultado semelhante: venceu em Palmas, é favorito no Recife e chega às urnas no segundo turno para uma disputa acirrada em Aracaju, onde o seu candidato é Valadares Filho.
O PRB deve eleger Marcelo Crivela no Rio e o PPS, Luciano Rezende em Vitória. Já partidos como PP, PTB e SD devem sair das urnas sem nenhum gestor de capital.
Professora da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Silvana Krause destaca o crescimento de partidos médios e diz que o desempenho do PSDB nas capitais não necessariamente se refletirá em capital eleitoral para 2018.
“É preciso avaliar com cautela. A vitória do João Doria em São Paulo foi fenômeno que vai além do eleitorado tradicional tucano. E uma possível derrota em Belo Horizonte vai demonstrar uma fragilidade do Aécio Neves e do PSDB em Minas”, afirma.
OPOSIÇÃO
Os partidos de oposição a Temer tendem a sair das urnas enfraquecidos. O PT, que chegou a eleger oito prefeitos de capital em 2004, primeira eleição municipal com Lula na Presidência, deve ficar apenas com Rio Branco (AC).
O partido disputa o segundo turno no Recife, mas pesquisas apontam para a reeleição de Geraldo Júlio (PSB).
O PDT venceu em Natal e deve levar Fortaleza, com a reeleição de Roberto Cláudio, apoiado pelos ex-governadores Cid e Ciro Gomes.
O partido ainda tem chance de reeleger o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda, apoiado pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Mas Eduardo Braide (PMN) chega às urnas como favorito.
O PCdoB tem chance em Aracaju, com o ex-prefeito Edvaldo Nogueira, mas também chega à eleição atrás.
Partidos que atuam conjuntamente no Congresso Nacional, a Rede Sustentabilidade e o PSOL vivem cenários distintos. O partido da ex-senadora Marina Silva chega como favorito em Macapá para reeleger o prefeito Clécio Luis. O PSOL tem chances em Belém.
*Informações da Folha de S.Paulo.
Agora RN

Neste domingo, 25 prefeitos tentam reeleição; 57 cidades têm segundo turno


Eleitores voltam às urnas neste domingo para escolher os prefeitos em 57 cidades pelo Brasil

Neste domingo (30), 32,9 milhões de eleitores voltam às urnas para escolher os prefeitos em 57 cidades. Em 25 desses municípios, os prefeitos tentam a reeleição, oito deles em capitais.
No Recife, o prefeito Geraldo Julio (PSB) disputa votos com João Paulo (PT). Em Fortaleza, o prefeito Roberto Cláudio (PDT) tenta o segundo mandato contra Capitão Wagner (PR). Em São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT) tenta se reeleger contra Eduardo Braide (PMN). Já em Maceió, Rui Palmeira (PSDB) busca a reeleição, tendo Cícero Almeida (PMDB) como adversário.
Na região Norte, Artur Virgílio Neto (PSDB) tenta se reeleger em Manaus e enfrenta nas urnas Marcelo Ramos (PR). Em Belém, Zenado Coutinho (PSDB) busca o segundo mandato contra o ex-prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL). Em Macapá, o prefeito da Rede, Clécio Luís, disputa com Gilvam Borges (PMDB).
Entre as capitais do Sudeste, apenas Vitória terá um prefeito buscando a reeleição no segundo turno: Luciano Rezende (PPS) tenta o segundo mandato e enfrenta o candidato do Solidariedade, Amaro Neto.
Entre as capitais da região Sul e Centro-Oeste não há prefeitos que tentam a reeleição neste segundo turno.
 Reeleição nas grandes cidades
No primeiro turno das eleições municipais, 16 dos 53 prefeitos de grandes cidades (capitais e municípios com mais de 200 mil eleitores) que se candidataram à reeleição tiveram sucesso, o que corresponde a um percentual de 30,2%.
A taxa é menor que a das últimas duas eleições. Em 2012, a quantidade de prefeitos reeleitos no primeiro turno dos grandes municípios foi de 36,8%, enquanto em 2008 foi de 67,39%.
O grupo das grandes cidades possui 93 municípios: as 26 capitais e outras 67 cidades com mais de 200 mil eleitores, onde é possível haver segundo turno.
Neste ano, o PSDB foi o partido que mais reelegeu candidatos no primeiro turno nas grandes cidades: foram sete, incluindo Teresina, em que Firmino Filho ganhou mais quatro anos de gestão. Depois aparecem PMDB, com três reeleitos, e DEM, com dois.
Nas capitais, sete dos 15 ex-prefeitos que tentavam voltar ao cargo foram “reprovados” pelas urnas. Outros oito ex-mandatários foram ao segundo turno.
Agora RN

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Confira novo mapa político no Brasil: PT CAIU EM TODO O PAÍS - Pela primeira vez São Paulo não terá 2° turno . Ao todo 18 capitais do Brasil vão para o 2º turno


Eleito a prefeito é o primeiro, desde 1992, a ganhar no 1º turno
Após anos, pela primeira vez São Paulo não terá 2º turno nas eleições. João Doria (PSDB) foi eleito a prefeito da capital com 3.085.187 no domingo (2), para os próximos quatro anos. Doria é o primeiro prefeito de São Paulo eleito em primeiro turno desde 1992, quando as eleições passaram a ter dois turnos.

A votação foi marcada pelo alto índice de votos brancos (5,29%), nulos (11,35%) e de abstenções (21,84%), que juntos somam 38,84% do eleitorado de 8.886.324 pessoas aptas a votar. Nas capitais, a votação do 2º no país acontece no dia 30 de outubro.


A principal mudança nas eleições municipais de 2016 foi o desempenho do PT. Desta vez o partido não conseguiu popularizar com o PSDB nas capitais do Brasil. Em 2016, entre os candidatos petistas, apenas Marcus Alexandre conseguiu se reeleger em primeiro turno em Rio Branco (AC). O PT também conseguiu enviar João Paulo para o segundo turno no Recife (PE).



Ao todo, 18 das 26 capitais terão 2º turno para escolha de prefeito. Já em 2012, 17 capitais tiveram 2º turno. Na região Sul e Centro-Oeste haverá votação novamente em todas as capitais.  No Sudeste, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória terão segundo turno.



Apenas São Paulo definiu João Doria (PSDB) como prefeito no primeiro turno. Já no Nordeste, haverá segundo turno em cinco das nove capitais: Aracaju, Maceió, Recife, Fortaleza, São Luís. Na Região Norte, quatro das sete capitais definirão o prefeito no dia 30: Belém, Macapá, Porto Velho e Manaus.


As capitais que não terão segundo turno são:
Salvador - Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM)
São Paulo - João Doria (PSDB)
Teresina - Firmino Filho (PSDB)
Rio Branco - Marcus Alexandre (PT)
Natal - Carlos Eduardo (PDT)
Boa Vista - Teresa (PMDB)
João Pessoa - Luciano Cartaxo (PSD)
Palmas - Amastha (PSB)


As capitais que terão segundo turno são:


Sudeste

Rio de Janeiro (RJ): Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (PSOL)
Belo Horizonte (MG): João Leite (PSDB) e Alexandre Kalil (PHS)
Vitória (ES): Luciano Rezende (PPS) e Amaro Neto (SD)



Sul
Curitiba (PR): Rafael Greca (PMN) e Ney Neto (PSD)
Florianópolis (SC): Gean Loureiro (PMDB) e Angela Amin (PP)
Porto Alegre (RS): Nelson Júnior (PSDB) e Sebastião Melo (PMDB)



Nordeste
Aracaju (SE): Edvaldo Filho (PCdoB) e Antonio Valadares (PSB)
Maceió (AL): Rui Palmeira (PSDB) e Cicero de Almeida (PMDB)
Recife (PE): Geraldo Filho (PSB) e João Lima e Silva (PT)
Fortaleza (CE): Roberto Claudio (PDT) e Capitão Wagner (PR)
São Luís (MA): Edivaldo de Holanda (PDT) e Eduardo Salim (PMN)



Norte

Deurico/Capital News
Urnas confirmam pesquisas e 2º turno terá Marquinhos e Rose na disputa
Em Campo Grande os candidatos Marquinhos Trad (PSD) e Rose Modesto do PSDB irão disputar o 2º turno
Belém (PA): Zenaldo Júnior (PSDB) e Edmilson Rodrigues (PSOL)


Macapá (AP): Clecio Luís (Rede) e Gilvam Borges (PMDB)
Manaus (MA) Artur Neto (PSDB) e Marcelo Ramos (PR)
Porto Velho (RO): Hildon Chaves (PSDB) e Leonardo de Moraes (PTB)



Centro-Oeste
Goiânia (GO): Iris Machado (PMDB) e Vanderlan Cardoso (PSB)
Cuiabá (MT): Emanuel Pinheiro (PMDB) e Wilson dos Santos (PSDB)
Campo Grande (MS): Marcos Trad (PSD) e Rose (PSDB)

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Lula ainda lidera pesquisa, mas perderia para Aécio e Marina no 2º turno

O senador Aécio Neves (PSDB) aparece como favorito em todos os confrontos diretos na segunda etapa das eleições


Por Redação
A 131ª Pesquisa CNT/MDA, realizada de 2 a 5 de junho de 2016 e divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) nesta quarta-feira (dia 8) fez uma simulação do comportamento do eleitorado para as eleições de 2018.
Apesar de o ex-presidente Lula (PT) liderar as simulações de primeiro turno, o senador Aécio Neves (PSDB) aparece como favorito em todos os confrontos diretos na segunda etapa das eleições.
Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.
Confira os números da pesquisa estimulada do primeiro turno:
Cenário 1
Lula 22,0%, Aécio Neves 15,9%, Marina Silva 14,8%, Ciro Gomes 6,0%, Jair Bolsonaro 5,8%, Michel Temer 5,4%, Branco/Nulo: 21,2%, Indecisos: 8,9%
Cenário 2
Lula 22,3%, Marina Silva 16,6%, Geraldo Alckmin 9,6%, Ciro Gomes 6,3%, Michel Temer 6,2%, Jair Bolsonaro 6,2%, Branco/Nulo: 24,0%, Indecisos: 8,8%
Veja as simulações de segundo turno:
Cenário 1:
Aécio Neves 34,3%, Lula 29,9%, Branco/Nulo: 28,8%, Indecisos: 7,0%
Cenário 2:
Aécio Neves 32,3%, Michel Temer 15,8%, Branco/Nulo: 42,2%, Indecisos: 9,7%
Cenário 3:
Aécio Neves 29,7%, Marina Silva, 28,0%, Branco/Nulo: 34,6%, Indecisos: 7,7%
Cenário 4:
Lula 31,7%, Michel Temer 27,3%, Branco/Nulo: 33,4%, Indecisos: 7,6%
Cenário 5:
Marina Silva 33,7%, Michel Temer 20,9%, Branco/Nulo: 37,0%, Indecisos: 8,4%
Cenário 6:
Marina Silva, 35,0%, Lula 28,9%, Branco/Nulo: 30,0%, Indecisos: 6,1%
Portal no Ar

domingo, 12 de julho de 2015

Ibope: o 'volume morto' de Lula- O tucano Aécio Neves venceria o petista por 48% a 33% num eventual segundo turno, segundo a mais recente pesquisa do Ibope

O ex-presidente Lula e os números recentes do Ibope: o volume morto é pior do que o esperado(Paulo Whitaker/Reuters)

Se o segundo turno da eleição presidencial fosse hoje, o tucano Aécio Neves derrotaria o petista Luiz Inácio Lula da Silva por 48% a 33% dos votos, segundo pesquisa encomendada pelo jornal O Estado de S. Paulo feita ao instituto Ibope. Nos votos válidos - sem os indecisos e os eleitores que não votariam nos dois candidatos-, o resultado fica em 59% a 41% para o tucano.
Realizada na segunda quinzena de junho, a sondagem ainda fez uma simulação de uma eventual disputa entre o petista e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Nesse cenário, haveria empate técnico, com leve vantagem para o tucano: 40% a 39% - nos votos válidos, 51% contra 49% a favor de Alckmin.
A pesquisa ainda mostra a preferência pelo nome de Aécio nos segmentos de sexo, idade e tamanho do município. No segmento de renda e escolaridade, Lula ficaria à frente apenas entre os eleitores que ganham até um salário mínimo, de 788 reais, e que têm até quatro anos de estudo. Os números mostram também uma baixa considerável na popularidade de Lula entre os eleitores de baixa renda que ganham entre um e dois salários mínimos: desses, 53% votariam em Aécio, e 47% nele. A adesão aos votos ao tucano cresce conforme o aumento de renda, até chegar a uma diferença entre 78% a 28% na faixa dos que recebem mais de cinco salários mínimos.
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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Câmara aprova, em 2º turno, fim da reeleição e mandato de cinco anos

Por 420 votos a 30, além de uma abstenção, os deputados federais aprovaram em segundo turno, na noite desta terça-feira, 7, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma política. Na próxima semana, a Câmara ainda votará destaques feitos ao texto que, só então, seguirá para apreciação do Senado, também em dois turnos.

Desta vez a votação foi feita em bloco e não ponto a ponto, como no primeiro turno. Pela segunda vez, os deputados aprovaram mandato de cinco anos, fim da reeleição para presidente, governador e prefeito, doações de empresas apenas a partidos, uma cláusula de barreira “light”, a impressão dos votos registrados em urna eletrônica e uma quarentena que prevê que as resoluções e atos normativos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) somente terão efeito após 18 meses da data da sua vigência. Os deputados reduziram a idade mínima para eleição de deputados estaduais e federais (de 21 para 18), senadores (de 35 para 29) e governadores (de 30 para 29).
Robson Pires

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Robinson teve votação espetacular em Natal, Parnamirim, Mossoró e Pau dos Ferros

    

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Deixar o voto nulo e o branco para escolher um governador, apesar de ser o maior destaque dos números desta eleição, não é o único fato que chama a atenção. A vitória de Robinson em cidades onde Henrique deveria ter tido uma ampla vantagem, também surpreendeu. Afinal, acabou por mostrar que as lideranças políticas, apesar de trabalharem, não tem um poder tão grande, quanto o esperado, na transferência de votos. Foi a chamada “vitória do voto livre”, dita e repetida por Robinson durante todo o segundo turno.
PAU DOS FERROS
Em Pau dos Ferros, por exemplo. Henrique Alves perdeu no primeiro turno e, no segundo turno, a equipe de apoiadores dele sofreu uma baixa importante: o atual prefeito Fabrício Torquato. Mesmo assim, o deputado estadual Getúlio Rêgo (DEM) e o ex-prefeito Leonardo Rêgo (DEM) garantiram que ele venceria no segundo turno, porque iriam se empenhar ainda mais nisso. Henrique se empolgou e Pau dos Ferros foi uma das cidades que ele visitou e que mais o deixou animado, devido a recepção do povo na rua.
Porém, lá, Robinson ganhou mais uma vez no segundo turno. E ampliou a vantagem. Teve 5,9 mil votos no primeiro turno e conseguiu 9,4 mil no segundo. Henrique, que obteve 5,7 mil, teve apenas 5 mil neste domingo. Ou seja: 700 votos a menos mesmo com todo a promessa e empenho das lideranças locais.
Apesar de emblemático, Pau dos Ferros não foi o único. Em Parnamirim, Henrique teve o apoio do ex-prefeito e principal liderança Agnelo Alves (PDT) e do atual prefeito Maurício Marques (PDT). E, mesmo assim, também perdeu por quase 11 mil votos.
NATAL
Em Natal, o prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) mostrou que não conhece seu eleitor e chegou a dizer, na semana antes da votação, que não acreditava que alguém saisse de casa para votar em Robinson. Os eleitores não só sairam e votaram, como deram uma vitória de quase 15 mil votos de maioria para o candidato do PSD.
Isso mostrou que o apoio de dois terços da Câmara Municipal e do prefeito – que intensificou a participação dele na campanha neste segundo turno ao dar declarações como essa – não surtiram tanto efeito na campanha de Henrique. O peemedebista saiu de 130 mil votos, para 160 mil. Robinson, por sua vez, conseguiu apenas 99 mil no primeiro turno, mas chegou aos 175 mil neste segundo turno.
MOSSORÓ
É claro que houve cidades onde o trabalho das lideranças surtiu efeito. Mossoró é um exemplo disso. Lá, o prefeito Francisco José Júnior, do PSD, que já havia dado a vitória para Robinson no primeiro turno, prometeu e conseguiu ampliar a votação dele no segundo turno.
De 52 mil votos no primeiro turno, Robinson Faria alcançou surpreendentes 79 mil no segundo turno. A vantagem, que foi de pouco mais de 20 mil no dia 5 de outubro, chegou aos 48 mil votos neste domingo 26.

Após a disputa mais acirrada da história, Dilma pede união e promete começar governo com reforma

  
            

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Após ser reeleita com 51,6% dos votos válidos, na disputa mais apertada da história, a presidente Dilma Rousseff discursou para uma militância inflamada em um hotel de Brasília na noite deste domingo (26). Na fala (leia a íntegra), Dilma defendeu a reforma política por meio de um plebiscito.
“Vamos encontrar a força e a legitimidade exigida nesse momento de transformação para levar à frente a reforma politica. Quero discutir isso com o Congresso Nacional e com toda a sociedade brasileira”, disse a presidente reeleita, que não mencionou o adversário Aécio Neves em seu discurso. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress.

 

sábado, 25 de outubro de 2014

Igreja Universal é lacrada por indício de propaganda irregular

 

Um templo da Igreja Universal do Reino de Deus foi lacrado no fim da manhã de hoje (25), em Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio, por conter grande quantidade de material de campanha e formulários com informações sobre eleitores, como nome e número do título. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), o material é da campanha de um dos candidatos ao governo do estado do Rio de Janeiro. Estão na disputa Marcelo Crivella, do PRB, e Luiz Fernando Pezão, do PMDB.
Fiscais do TRE apreenderam o material, que vai ser inventariado e que pode servir como indício de abuso de poder econômico ou propaganda irregular, dependendo do entendimento do Ministério Público Eleitoral. A realização de propaganda eleitoral dentro de templos religiosos não é permitida pela legislação.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

“Alienação eleitoral” é o segredo para vitória no 2º turno

 

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O que os estatísticos definem em nomenclatura própria por “Alienação eleitoral”, deverá definir as eleições no Rio Grande do Norte nesse segundo turno. Simplificando: “alienação eleitoral” é o universo de eleitores que optam por não votar em candidatos que disputam aquele pleito. Eles estão entre os que se manifestam ”Branco”, “Nulo” ou “Abstenção” (ausência).

A conquista desse contingente apontará para que lado os sinos vão dobrar, dando vitória a um dos protagonistas. Robinson Faria (PSD) e Henrique Alves (PMDB) sabem disso. Como fazer para atrair essa multidão é a chave do êxito nas urnas. De 2.326.583 eleitores aptos ao voto no primeiro turno, a Justiça Eleitoral computou 1.483.371 votos válidos ao Governo do Estado.

A abstenção até que ficou em nível histórico, com 16,83%. Foram 16,29% de votos anulados e 7,05% em branco. Uma multidão de 843.212 eleitores ignorou olimpicamente a existência dos dois candidatos, além dos três demais que participaram da corrida eleitoral no primeiro turno.

Por Carlos Santos

Presidenciáveis participam hoje do “último combate”

 

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Hoje realiza-se o último debate de uma série de quatro verificados na campanha pelo segundo turno. Felizmente ficará para daqui a quatro anos o sacrifício a nós imposto pela ditadura das principais redes de televisão, às quais se rendem covardemente os candidatos e seus partidos.
Porque se são quatro as empresas que detém as preferências do telespectador, dá-se às quatro a oportunidade de repetir os mesmos confrontos, conflitos e exposições incompletas dos pretendentes à presidência da República, numa enfadonha repetição de muitas mentiras e poucas verdades.
Robson Pires

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Contidos na Record, Dilma e Aécio vão para o tudo ou nada na Globo

    

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Dilma e Aécio repetiram o mesmo figurino usado no debate na Band, no dia 14
 
 
As críticas à baixaria e aos ataques agressivos deram resultado. Dilma Rousseff e Aécio Neves tiveram comportamento quase diplomático no debate na Record, realizado na noite de domingo (19).
Nem pareciam os mesmos candidatos que se digladiaram no confronto no SBT, gerando comparações com a campanha difamatória entre Lula e Collor, em 1989.
Mas não houve a tão esperada discussão efetiva de propostas. A petista e o tucano gastaram a maior parte do tempo emitindo opiniões sobre a gestão alheia — Dilma criticando o governo de Aécio em Minas Gerais, e Aécio torpedeando a presidência de Dilma.
A repetição da tática de desqualificação do adversário deixou o confronto quase enfadonho: mesmas perguntas, previsíveis respostas. Nenhum novo esclarecimento relevante ao telespectador-eleitor.
Após a artilharia pesada vista na emissora de Silvio Santos, surgiram boatos sobre supostas acusações bombásticas que seriam apresentadas no embate no canal dos bispos. Foi apenas terrorismo eleitoral. Nada de surpreendente gerou discussão.
Tudo indica que a munição especial, se é que existe, foi preservada para a batalha final, na Globo, na sexta-feira (24). Assim como aconteceu no primeiro turno, deverá ser o debate mais enérgico. O perigoso ‘tudo ou nada’ a 2 dias da eleição.
Na Record, os mediadores Celso Freitas e Adriana Araújo ficam sem muita função com o formato livre do debate. A missão deles se restringiu ao anúncio da ordem dos candidatos para perguntas, respostas, réplicas e tréplicas.
Os dois jornalistas fugiram do roteiro apenas em três momentos, ao tentar (sem sucesso) conter a plateia. As manifestações — aplausos e vaias — foram as mais efusivas entre os debates deste segundo turno.
Uma observação técnica: a emissora errou na iluminação. Bastava Dilma dar um passo para o lado — e a candidata se movimenta bastante enquanto fala — para sair do foco de luz e ficar com o rosto escurecido na tela.
Dilma e Aécio repetiram o mesmo figurino usado no debate na Band, no dia 14: a presidente de blazer branco, a cor mais usada por ela nos encontros entre os presidenciáveis desta eleição, e o senador com o infalível terno cinza com gravata azul claro.
Sisudos, os dois olharam mais para a câmera do que um para o outro. Mais um vez recorreram bastante à papelada em cima da bancada. Esta é a eleição da contestação de dados e estatísticas, e não da discussão profícua de propostas para o país.

Fonte: Terra