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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Empreiteiras da Lava Jato doaram R$ 105 mi a campanhas de Dilma e Aécio


Ao todo, Dilma e Aécio receberam mais de R$ 570 milhões em doações para as campanhas eleitorais de 2014. Foto: Divulgação
Ao todo, Dilma e Aécio receberam mais de R$ 570 milhões em doações para as campanhas eleitorais de 2014. Foto: Divulgação
As empreiteiras citadas na operação Lava Jato da PF (Polícia Federal) doaram R$ 105.082.572,21 às campanhas eleitorais dos candidatos à Presidência que foram para o segundo turno das Eleições 2014 — Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). Os dados constam de levantamento com base nas prestações de contas entregues ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A pesquisa levou em conta os repasses feitos pelas seguintes empresas: Camargo Correa, OAS, Andrade Gutierrez, Engevix Engenharia S.A., Galvão Engenharia S.A., UTC, Queiroz Galvão S.A. e Odebrecht. Os cálculos incluem doações diretas pelas construtoras e suas divisões bem como os repasses dos partidos políticos aos candidatos.

Embora citadas na operação Lava Jato, duas empreiteiras não doaram nada nem para Dilma nem para Aécio: Mendes Junior e Iesa.
A empresa que mais repassou recursos para os dois presidenciáveis foi a construtora Andrade Gutierrez, com R$ 41.328.522,53. O segundo lugar ficou com a empreiteira OAS, com doação de R$ 27.486.715,55. A “medalha de bronze” ficou com a Odebrecht, com R$ 15.118.587,85 destinados aos presidenciáveis.

A UTC Engenharia repassou R$ 98.969.67,28; a Queiroz Galvão destinou R$ 5.630.279; a Camargo Correa doou R$ 2.102.500; a Engevix enviou R$ 1.519.000; e a Galvão Engenharia deu R$ 2.000.000.

Participação das empreiteiras
A Odebrecht não teve nenhum executivo preso na 7ª fase da operação Lava Jato, deflagrada pela PF no último dia 14. No entanto, foi alvo de mandados de busca e apreensão.

No caso das empresas Camargo Correa, OAS, Engevix, Iesa, Queiroz Galvão, UTC, Mendes Junior, Galvão Engenharia, houve diretores, gerentes e presidentes presos pela PF. Ao todo, 25 pessoas foram presas, incluindo executivos dessas empresas, da Petrobras, lobistas e doleiros. Onze já foram soltas.

A Andrade Gutierrez não teve executivos presos nem foi alvo de busca e apreensão na etapa mais recente da operação Lava Jato. No entanto, assim como a Odebrecht, teve seu nome mencionado no caderno do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que cumpre prisão domiciliar no Rio de Janeiro.

Dilma x Aécio
A candidata Dilma Rousseff recebeu R$ 66.627.599,25 das oito empreiteiras, enquanto o tucano Aécio Neves ganhou R$ 38.454.972,96 das mesmas empresas.

Ao todo, a petista, que acabou reeleita, teve receitas da ordem de R$ 350.836.301,70. O presidente do PSDB arrebanhou R$ 222.925.853,17 em recursos para sua campanha. Juntos, eles somaram mais de R$ 570 milhões em doações para suas respectivas campanhas.
Fonte: R7

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Robinson teve votação espetacular em Natal, Parnamirim, Mossoró e Pau dos Ferros

    

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Deixar o voto nulo e o branco para escolher um governador, apesar de ser o maior destaque dos números desta eleição, não é o único fato que chama a atenção. A vitória de Robinson em cidades onde Henrique deveria ter tido uma ampla vantagem, também surpreendeu. Afinal, acabou por mostrar que as lideranças políticas, apesar de trabalharem, não tem um poder tão grande, quanto o esperado, na transferência de votos. Foi a chamada “vitória do voto livre”, dita e repetida por Robinson durante todo o segundo turno.
PAU DOS FERROS
Em Pau dos Ferros, por exemplo. Henrique Alves perdeu no primeiro turno e, no segundo turno, a equipe de apoiadores dele sofreu uma baixa importante: o atual prefeito Fabrício Torquato. Mesmo assim, o deputado estadual Getúlio Rêgo (DEM) e o ex-prefeito Leonardo Rêgo (DEM) garantiram que ele venceria no segundo turno, porque iriam se empenhar ainda mais nisso. Henrique se empolgou e Pau dos Ferros foi uma das cidades que ele visitou e que mais o deixou animado, devido a recepção do povo na rua.
Porém, lá, Robinson ganhou mais uma vez no segundo turno. E ampliou a vantagem. Teve 5,9 mil votos no primeiro turno e conseguiu 9,4 mil no segundo. Henrique, que obteve 5,7 mil, teve apenas 5 mil neste domingo. Ou seja: 700 votos a menos mesmo com todo a promessa e empenho das lideranças locais.
Apesar de emblemático, Pau dos Ferros não foi o único. Em Parnamirim, Henrique teve o apoio do ex-prefeito e principal liderança Agnelo Alves (PDT) e do atual prefeito Maurício Marques (PDT). E, mesmo assim, também perdeu por quase 11 mil votos.
NATAL
Em Natal, o prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) mostrou que não conhece seu eleitor e chegou a dizer, na semana antes da votação, que não acreditava que alguém saisse de casa para votar em Robinson. Os eleitores não só sairam e votaram, como deram uma vitória de quase 15 mil votos de maioria para o candidato do PSD.
Isso mostrou que o apoio de dois terços da Câmara Municipal e do prefeito – que intensificou a participação dele na campanha neste segundo turno ao dar declarações como essa – não surtiram tanto efeito na campanha de Henrique. O peemedebista saiu de 130 mil votos, para 160 mil. Robinson, por sua vez, conseguiu apenas 99 mil no primeiro turno, mas chegou aos 175 mil neste segundo turno.
MOSSORÓ
É claro que houve cidades onde o trabalho das lideranças surtiu efeito. Mossoró é um exemplo disso. Lá, o prefeito Francisco José Júnior, do PSD, que já havia dado a vitória para Robinson no primeiro turno, prometeu e conseguiu ampliar a votação dele no segundo turno.
De 52 mil votos no primeiro turno, Robinson Faria alcançou surpreendentes 79 mil no segundo turno. A vantagem, que foi de pouco mais de 20 mil no dia 5 de outubro, chegou aos 48 mil votos neste domingo 26.

Após a disputa mais acirrada da história, Dilma pede união e promete começar governo com reforma

  
            

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Após ser reeleita com 51,6% dos votos válidos, na disputa mais apertada da história, a presidente Dilma Rousseff discursou para uma militância inflamada em um hotel de Brasília na noite deste domingo (26). Na fala (leia a íntegra), Dilma defendeu a reforma política por meio de um plebiscito.
“Vamos encontrar a força e a legitimidade exigida nesse momento de transformação para levar à frente a reforma politica. Quero discutir isso com o Congresso Nacional e com toda a sociedade brasileira”, disse a presidente reeleita, que não mencionou o adversário Aécio Neves em seu discurso. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress.

 

sábado, 25 de outubro de 2014

Igreja Universal é lacrada por indício de propaganda irregular

 

Um templo da Igreja Universal do Reino de Deus foi lacrado no fim da manhã de hoje (25), em Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio, por conter grande quantidade de material de campanha e formulários com informações sobre eleitores, como nome e número do título. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), o material é da campanha de um dos candidatos ao governo do estado do Rio de Janeiro. Estão na disputa Marcelo Crivella, do PRB, e Luiz Fernando Pezão, do PMDB.
Fiscais do TRE apreenderam o material, que vai ser inventariado e que pode servir como indício de abuso de poder econômico ou propaganda irregular, dependendo do entendimento do Ministério Público Eleitoral. A realização de propaganda eleitoral dentro de templos religiosos não é permitida pela legislação.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

“Alienação eleitoral” é o segredo para vitória no 2º turno

 

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O que os estatísticos definem em nomenclatura própria por “Alienação eleitoral”, deverá definir as eleições no Rio Grande do Norte nesse segundo turno. Simplificando: “alienação eleitoral” é o universo de eleitores que optam por não votar em candidatos que disputam aquele pleito. Eles estão entre os que se manifestam ”Branco”, “Nulo” ou “Abstenção” (ausência).

A conquista desse contingente apontará para que lado os sinos vão dobrar, dando vitória a um dos protagonistas. Robinson Faria (PSD) e Henrique Alves (PMDB) sabem disso. Como fazer para atrair essa multidão é a chave do êxito nas urnas. De 2.326.583 eleitores aptos ao voto no primeiro turno, a Justiça Eleitoral computou 1.483.371 votos válidos ao Governo do Estado.

A abstenção até que ficou em nível histórico, com 16,83%. Foram 16,29% de votos anulados e 7,05% em branco. Uma multidão de 843.212 eleitores ignorou olimpicamente a existência dos dois candidatos, além dos três demais que participaram da corrida eleitoral no primeiro turno.

Por Carlos Santos

Presidenciáveis participam hoje do “último combate”

 

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Hoje realiza-se o último debate de uma série de quatro verificados na campanha pelo segundo turno. Felizmente ficará para daqui a quatro anos o sacrifício a nós imposto pela ditadura das principais redes de televisão, às quais se rendem covardemente os candidatos e seus partidos.
Porque se são quatro as empresas que detém as preferências do telespectador, dá-se às quatro a oportunidade de repetir os mesmos confrontos, conflitos e exposições incompletas dos pretendentes à presidência da República, numa enfadonha repetição de muitas mentiras e poucas verdades.
Robson Pires

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Contidos na Record, Dilma e Aécio vão para o tudo ou nada na Globo

    

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Dilma e Aécio repetiram o mesmo figurino usado no debate na Band, no dia 14
 
 
As críticas à baixaria e aos ataques agressivos deram resultado. Dilma Rousseff e Aécio Neves tiveram comportamento quase diplomático no debate na Record, realizado na noite de domingo (19).
Nem pareciam os mesmos candidatos que se digladiaram no confronto no SBT, gerando comparações com a campanha difamatória entre Lula e Collor, em 1989.
Mas não houve a tão esperada discussão efetiva de propostas. A petista e o tucano gastaram a maior parte do tempo emitindo opiniões sobre a gestão alheia — Dilma criticando o governo de Aécio em Minas Gerais, e Aécio torpedeando a presidência de Dilma.
A repetição da tática de desqualificação do adversário deixou o confronto quase enfadonho: mesmas perguntas, previsíveis respostas. Nenhum novo esclarecimento relevante ao telespectador-eleitor.
Após a artilharia pesada vista na emissora de Silvio Santos, surgiram boatos sobre supostas acusações bombásticas que seriam apresentadas no embate no canal dos bispos. Foi apenas terrorismo eleitoral. Nada de surpreendente gerou discussão.
Tudo indica que a munição especial, se é que existe, foi preservada para a batalha final, na Globo, na sexta-feira (24). Assim como aconteceu no primeiro turno, deverá ser o debate mais enérgico. O perigoso ‘tudo ou nada’ a 2 dias da eleição.
Na Record, os mediadores Celso Freitas e Adriana Araújo ficam sem muita função com o formato livre do debate. A missão deles se restringiu ao anúncio da ordem dos candidatos para perguntas, respostas, réplicas e tréplicas.
Os dois jornalistas fugiram do roteiro apenas em três momentos, ao tentar (sem sucesso) conter a plateia. As manifestações — aplausos e vaias — foram as mais efusivas entre os debates deste segundo turno.
Uma observação técnica: a emissora errou na iluminação. Bastava Dilma dar um passo para o lado — e a candidata se movimenta bastante enquanto fala — para sair do foco de luz e ficar com o rosto escurecido na tela.
Dilma e Aécio repetiram o mesmo figurino usado no debate na Band, no dia 14: a presidente de blazer branco, a cor mais usada por ela nos encontros entre os presidenciáveis desta eleição, e o senador com o infalível terno cinza com gravata azul claro.
Sisudos, os dois olharam mais para a câmera do que um para o outro. Mais um vez recorreram bastante à papelada em cima da bancada. Esta é a eleição da contestação de dados e estatísticas, e não da discussão profícua de propostas para o país.

Fonte: Terra

domingo, 19 de outubro de 2014

Multidão participa de ato em apoio a Aécio Neves em Natal

 

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Uma imensa faixa azul se formou na Avenida Hermes da Fonseca, uma das principais vias de Natal (RN), durante a tarde deste sábado (18). O movimento de apoio a candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República contou com a participação de diversos setores da sociedade e percorreu o trajeto entre o Museu Câmara Cascudo e o Midway Mall. A estimativa da organização é que mais de 3 mil pessoas participaram do ato.
Durante o percurso, foram muitos os acenos de moradores de edifícios e motoristas que passavam pelo caminho. Entre os presentes, muitos levaram cartazes com frases de protesto contra os diversos problemas enfrentados no país atualmente, com destaque para a corrupção e violência.
Antes de iniciar a caminhada, em discurso para os presentes, o deputado federal eleito Rogério Marinho, presidente de honra do PSDB potiguar, disse que “chegou o momento do Brasil dar um basta nos escândalos de corrupção e no descaso com o dinheiro público. Vamos mostrar que os brasileiros querem mudança”, disse o líder tucano do Estado.
Também estiveram presentes no ato o senador José Agripino Maia (DEM), o deputado federal reeleito Felipe Maia (DEM), a vice-prefeita de Natal Wilma de Faria (PSB), o presidente da Câmara Municipal de Natal, Albert Dickson (Pros) e o vereador Júlio Protásio (PSB), além do presidente do Sindicato dos Médicos, Geraldo Ferreira, e da Associação Médica, Álvaro Barros.
Robson Pires

“O que posso dizer é que a eleição não está decidida”, declara Garibaldi Filho

 

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Em entrevista ao jornal O Mossoroense, o ministro da Previdência Social, Garibaldi Filho (PMDB), analisou as pesquisas eleitorais. Segundo o líder peemedebista não houve uma mudança substancial na campanha. Não há um fato novo que justifique uma mudança tão abrupta na pesquisa que daria vantagem ao candidato do PSD ao governo, Robinson Faria. “Creio que as pesquisas às vezes cometem erros. Não estou afirmando categoricamente que a pesquisa está errada. Para dizer isso eu tenho que ter dados e eu não tenho condições de provar. Quero apenas advertir, no bom sentido”, comentou Garibaldi.
O ministro lembrou que a eleição não vai ser decidida por uma pesquisa. “Há aquele impacto inicial porque não se espera. Agora o eleitor de Henrique [Alves] tem que ir à rua como estou fazendo em Mossoró, rodando em busca do eleitor. O eleitor nosso não pode arriar a bandeira, ele deve seguir dizendo ao indeciso que ele não pode se deixar levar por um sentimento de protesto. O que posso dizer é que a eleição não está decidida”, destacou o líder peemedebista. “Então, não vamos nos deixar levar por esse sentimento. Nós vamos ganhar essa eleição se Deus quiser. Não vamos morrer de véspera que nem peru”.
Robson Pires

sábado, 18 de outubro de 2014

Nova pesquisa Sensus mostra Aécio à frente de Dilma, com 56,4% dos votos válidos.


Pesquisa ISTOÉ/Sensus realizada entre a terça-feira 14 e a sexta-feira 17 mostra a consolidação da liderança de Aécio Neves (PSDB) sobre a petista Dilma Rousseff no segundo turno da sucessão presidencial. De acordo com o levantamento, o tucano soma 56,4% dos votos válidos, contra 43,6% da presidenta. Uma diferença de 12,8 pontos percentuais, que representa cerca de 19,5 milhões de votos. Se fossem considerados os votos totais, Aécio teria 49,7%; Dilma, 38,4%; e 12% dos eleitores ainda se manifestam indecisos ou dispostos a votar em branco. 

A pesquisa indica que nessa reta final da disputa os dois candidatos já são bastante conhecidos pelos eleitores. O índice de conhecimento de Dilma é de 94,4% e de Aécio, de 93,3%. “Com os candidatos mais conhecidos, a tendência é a de que o voto fique mais consolidado”, afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. O levantamento, que ouviu 2.000 eleitores de 24 Estados, revela também a liderança de Aécio Neves quando não é apresentado ao eleitor nenhum candidato. Trata-se da chamada resposta espontânea. Nesse quesito, o tucano foi citado por 48,7% dos entrevistados e a petista, que governa o País desde janeiro de 2011, por 37,8%.

Realizada em 136 municípios, a pesquisa ISTOÉ/Sensus também constatou que a campanha petista não conseguiu reduzir o índice de rejeição à candidata Dilma Rousseff. Quase metade do eleitorado, 45,4%, afirma que não admite votar na presidenta de maneira alguma. Com relação ao tucano, segundo o levantamento, a rejeição é de 29,9%. “Isso significa que a margem de crescimento da candidata Dilma é menor do que a de Aécio”, avalia Guedes. Os números mostram, segundo a pesquisa, uma forte migração para o senador tucano dos votos que foram dados a Marina Silva (PSB) no primeiro turno. “Hoje estamos juntos em torno de um programa para mudar o Brasil”, disse Marina na sexta-feira 17, ao se encontrar com Aécio em evento público na zona oeste de São Paulo.

Desde 1989, quando o Brasil voltou a eleger diretamente o presidente da República, é a primeira vez que um candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar começa a última etapa da disputa na liderança. A pesquisa Istoé/Sensus divulgada no sábado 11 já apontava esse movimento, quando revelou que Aécio estava com 52,4% das intenções de voto. 

Na última semana, os levantamentos que são feitos diariamente pelo comando das duas campanhas também mostraram a liderança de Aécio. É com base nessas consultas que tanto o PT como o PSDB planejam a última semana de campanha. E tudo indica que o tom será cada vez mais quente. No PT há uma divisão. Um grupo sustenta que a campanha deve aumentar o tom dos ataques contra Aécio e outro avalia que a presidenta deva imprimir um ritmo mais propositivo à campanha. 

O mais provável, no entanto, é que a campanha de Dilma continue a jogar pesado contra o tucano. Segundo Humberto Costa, líder do PT no Senado, o partido vai insistir na tese de que é necessário “desconstruir a candidatura tucana”. “Não basta ficar defendendo nosso governo”, disse o senador na sexta-feira 17. Claro, trata-se de um indicativo de que a campanha de Dilma vai continuar usando do terrorismo eleitoral. “Se deu certo contra Marina, deverá dar certo contra Aécio”, afirmou Costa.

No QG dos tucanos, a ordem é não deixar nada sem resposta e continuar mostrando ao eleitor os inúmeros casos de corrupção que marcam as gestões petistas, particularmente os quatro anos do governo de Dilma. “Não podemos nos colocar como vítimas. O que precisamos é mostrar nossas propostas, mas em nenhum momento deixar de nos defender com veemência das armações feitas pelos adversários”, disse um dos coordenadores da campanha de Aécio Neves. “Marina tentou apenas fazer a campanha propositiva e acabou atropelada pela máquina de calúnias do PT.” 

Nessa última semana de campanha, Aécio vai intensificar a agenda em Minas e no Nordeste, principalmente na Bahia, em Pernambuco e no Ceará. Não está descartada a possibilidade de que os nomes de novos ministros venham a ser divulgados pelo candidato. (Isto É)

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Desorientada, Dilma interrompe entrevista após debate

 

A presidente Dilma Rousseff diz ter se sentido mal após debate no SBT    

A presidente Dilma Rousseff diz ter se sentido mal após debate no SBT (Reprodução/SBT)            

Em entrevista ao vivo logo após o debate do SBT nesta quinta-feira, a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) perdeu o rumo ao falar sobre o duríssimo embate com Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência. Ao responder a pergunta da repórter Simone Queiroz, Dilma gaguejou ao tentar dizer a palavra "inequívoco", se enrolou e pediu para recomeçar a entrevista, momento em que foi avisada que estava ao vivo. Ela tentou retomar o discurso, mas em seguida alegou ter sentido uma queda de pressão e foi conduzida até uma cadeira próxima. "A presidente está passando mal aqui", disse a repórter, assustada.

Um comentarista do SBT entrou no ar. Instantes depois a transmissão voltou a mostrar Dilma, em pé e aparentemente recomposta. "Debate exige muito da gente. Peço desculpas ao telespectador, mas é assim que nós somos".

A repórter disse que esperava que a presidente estivesse se sentindo bem. Dilma, ainda um pouco desorientada, respondeu com rispidez: "Quero terminar a entrevista". Dilma tentou retomar a resposta, mas logo foi avisada que pela lei eleitoral o SBT deveria dar o mesmo tempo de entrevista aos candidatos e por isso não poderia estender a fala da candidata petista. Mais uma vez, Dilma foi áspera: "Se é assim que você quer, assim será", respondeu ela, encerrando um dos episódios mais bizarros de toda a campanha.

Nos bastidores, os assessores da presidente se apressaram em afirmar que Dilma não havia comido nada o dia todo e se sentiu mal ao levantar da cadeira para a entrevista. O marqueteiro João Santana a socorreu com barra de cereal, chocolate e bala. "Meu filho, eu devia ter comido antes de sair de casa. Caiu um pouquinho a minha pressão. Eu senti que ia cair, mas aí imediatamente eu dei uma esfregadinha nos meus pulsos. A minha sorte foi que não aconteceu nada disso (durante o debate). Foi na hora que eu levantei, porque eu levantei subitamente", disse Dilma. (Talita Fernandes e Felipe Frazão, de São Paulo)

             

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ibope aponta vitória de Robinson com 160 mil votos de maioria sobre Henrique Alves

Candidato do PSD lidera segundo turno com 54% das intenções de voto, contra 46% do peemedebista     
 
O candidato do PSD, Robinson Faria, é o favorito na disputa pelo Governo do Estado. E quem está apontando isso não são os políticos aliados ao peessedista, é o Ibope. Nesta quarta-feira, o instituto de pesquisa divulgou um novo levantamento, o primeiro realizado no segundo turno, e deu Robinson na frente com 54% das intenções de votos válidos. O candidato do PMDB, Henrique Eduardo Alves, ficou oito pontos atrás, com 46%.
 
Se colocado os votos brancos, nulos e os eleitores que ainda estão indecisos, Robinson Faria fica com 45% e Henrique, 38%. Diante disso, baseado no número de eleitores do RN (2.326.583) e desconsiderando o não comparecimento, significaria dizer que o candidato do PSD teria 1,046 milhão de votos e Henrique, 884 mil votos. Ou seja: Robinson seria vitorioso com 160 mil votos de maioria, segundo o Ibope.
 
Com relação aos votos válidos, o placar representou um crescimento de 12 pontos percentuais de Robinson Faria neste segundo turno, se comparado ao resultado da última pesquisa divulgada pelo Ibope (no dia 3 de outubro) e o resultado da própria votação do dia 5. Afinal, nos dois ele ficou com 42% dos votos válidos. Henrique, por sua vez, caiu quatro pontos com relação à última pesquisa do Ibope e um ponto se comparado a votação que obteve em primeiro turno.
 
O crescimento de Robinson, é bem verdade, foi ainda maior se comparado aos números que o Ibope apontou como previsão de segundo turno ainda na pesquisa divulgada no dia 3. Afinal, nesse levantamento, foi feito uma projeção de primeiro turno e a vitória era de Henrique, com 42% das intenções de voto, contra 36% de Robinson. Naquela época, 7% ainda estavam indecisos e não sabiam em quem votar.
 
Neste novo levantamento, o número de indecisos foi de apenas 5% e outros 5% não responderam a pergunta. O número de votos brancos e nulos ficou na casa dos 12%. O Ibope ouviu 812 eleitores em 39 municípios do Estado, de 12 a 14 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de três pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.
 
MIGRAÇÃO
A virada de Robinson Faria pode significar que muitos dos eleitores que votaram no professor Robério Paulino, do PSOL, no primeiro turno, agora estão com o peessedista. Robério teve 129,6 mil votos, o que representou quase 9% dos votos válidos do primeiro turno.
 
Contudo, ainda assim, Robinson não teria tanta vantagem se o próprio Henrique Alves também não tivesse perdido voto, conforme apontou o Ibope. E essa perda de votos pode ser resultado dos ataques feitos por Robinson, relembrando, no programa eleitoral do PSD, os escândalos que o candidato do PMDB se envolveu.
 
Quase metade do eleitorado do Estado rejeita candidatura de Henrique Alves
Os números da pesquisa Ibope desta quarta-feira não foram negativos apenas no aspecto de que Robinson Faria abriu uma vantagem de 8 pontos faltando 11 dias para a eleição no segundo turno. Foi negativo também por apontar que Henrique Eduardo Alves é rejeitado por 47% dos eleitores, o que representaria algo em torno do 1,1 milhão de eleitores. Considerando o universo de 2,3 milhões de pessoas aptas a votar no Rio Grande do Norte, isso significaria que quase metade dos eleitores não vota em Henrique.
Segundo a pesquisa do Ibope, o nome de Robinson Faria é rejeitado por 35% dos eleitores potiguares. Pelo menos 15% disseram não rejeitar nenhum dos dois e 8% disseram não saber ou não quiseram responder.
Essa rejeição de Henrique cresceu consideravelmente se comparada a pesquisa do Ibope divulgada no dia 29 de setembro, portanto, ainda no primeiro turno da disputa. Com mais candidatos em disputa, Henrique foi citado como “não vota de jeito nenhum” por 37%. Robinson Faria teve 27%; Araken Farias (PSL), 25%; Simone Dutra, 21%; e Robério Paulino, 16%.
 
Dilma mantém 30% de vantagem sobre Aécio
 
O Ibope ouviu também a intenção de votos para o Governo Federal e, nesta disputa, os números se mantiveram parecidos com os de primeiro turno: com a atual presidente Dilma Rousseff, do PT, 30% a frente de Aécio Neves, do PSDB. Afinal, a petista conseguiu 65% das intenções de voto, contra 35% do senador tucano/ex-governador de Minas Gerais.
Esses, ressalta-se, são os votos válidos. Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.
 
Considerando os votos totais, Dilma teve 59% das intenções de voto. Aécio Neves ficou com 32%. Votos brancos e nulos somaram 6% e indecisos, 3%.
No primeiro turno, Dilma Rousseff conseguiu 60% dos votos e Aécio Neves, 19,82%. Isso significa que o tucano conseguiu absorver boa parte dos votos de Marina Silva, que conseguiu 17% dos votos dos potiguares no primeiro turno.
 
NACIONAL
Apesar da vantagem no RN, se considerado todo o País, Dilma Rousseff ficou atrás de Aécio Neves. O candidato tucano teve 51% das intenções de voto, contra 49 da petista. Com isso, os dois estão empatados tecnicamente segundo o instituto.
JH

Ibope: Aécio sobe 4 pontos no Nordeste e Dilma oscila no Sudeste

 
Em todo o Brasil, Aécio lidera no Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Apesar de queda, Dilma segue na frente no Nordeste
Dilma e Aécio durante o primeiro debate do segundo turno das eleições, na Band. Foto: Divulgação
Dilma e Aécio durante o primeiro debate do segundo turno das eleições, na Band. Foto: Divulgação
O Ibope divulgou na noite de quarta-feira (15) mais uma pesquisa de intenção de voto para o segundo turno das eleições para presidente nas cinco regiões do Brasil. Aécio Neves (PSDB) lidera na maioria e no Nordeste, única em que Dilma Rousseff (PT) segue na frente, ele melhorou.
O candidato tucano subiu quatro pontos percentuais em relação ao último levantamento, feito entre os dias 8 e 9 de outubro. Aécio passou de 35% para 39%. Já Dilma também teve uma variação de quatro pontos, só que para menos, saindo de 65% e indo para 61%.
No Sudeste, Aécio continua na frente, mas passou de 56% para 54%. Enquanto isso, Dilma oscilou positivamente, de 44% para 46%. No Sul, o cenário se repetiu e o tucano também caiu e a petista subiu. Aécio passou de 65% para 62% e Dilma foi de 35% para 38%.
Já no Norte e no Centro-Oeste, melhora apenas para Aécio, que passou de 52% para 55%. Dilma saiu de 48% e agora aparece com 45%.
Fonte: IG

Garibaldi Filho se dedica à campanha em Mossoró


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O ministro da Previdência Social, senador licenciado Garibaldi Alves Filho (PMDB), se dedicará à campanha do candidato ao governo Henrique Eduardo Alves (PMDB) em Mossoró. Na capital do Oeste, o ministro inicia sua agenda visitando a Central de Abastecimento (COBAL), a partir das 7 horas. Às 8h30, concede entrevista ao programa de J. Nobre, na Rádio Difusora. Ainda pela manhã, a partir das 9h30, fará caminhada no bairro de Quixabeirinha.
No período da tarde, ao lado da vereadora Izabel Montenegro, o ministro visita empresas de Mossoró. Em seguida (17h), participa de carreata pelo bairro Santo Antônio, encerrando a agenda com reunião de campanha em Barrocas. Durante os três dias, o ministro deverá contar com a presença da ex-prefeita Fafá Rosado e o deputado Leonardo Nogueira, além das deputadas federal e estadual, Sandra e Larissa Rosado.
Robinson Pires

EFEITO IBOPE: “Não tem sapato alto nesse palanque porque aqui é de sandália havaiana ou de pé no chão”, diz Robinson

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Em São Paulo do Potengi, após saber dos números da pesquisa Ibope que o colocam sete pontos percentuais à frente do adversário na disputa do segundo turno, o candidato ao Governo do Estado, Robinson Faria (PSD), afirmou que não vai reduzir o ritmo de campanha, nem agir como se a vitória estivesse garantida. “Sapato alto aqui nesse palanque não tem. É de sandália havaiana ou de pé no chão. Vamos manter a luta, não vamos baixar a guarda, não vamos perder um minuto de trabalho”, discursou Robinson.
Com a senadora eleita Fátima Bezerra (PT) e o prefeito do município Naldinho, Robinson disse que muito da sua garra e resistência se deve ao fato de terem acreditado que ele não teria coragem de enfrentar um candidato com tantos apoios. “O adversário achava que não ia ter alguém que topasse a parada de enfrentar o acordão. Mas apareceu não um homem arrogante e sim um homem corajoso. Essa coragem Deus me deu e é com essa coragem que formamos esse palanque e demos a oportunidade a vocês de terem uma eleição democrática. Esse é o palanque da liberdade que conquistou o povo do Rio Grande do Norte”, afirmou.
Em seu discurso, a senadora eleita Fátima Bezerra disse que o povo deu uma lição de coragem e de ousadia ao elegê-la e mandar a eleição para o segundo turno. “O povo está tendo a oportunidade de aprofundar o debate e ter mais segurança para fazer a escolha. E hoje em São Paulo do Potengi estamos comemorando a primeira pesquisa do segundo turno que coloca Robinson rumo à vitória”, disse.
Robson Pires

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Ibope: Robinson tem 54% e Henrique, 46%, no RN


Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (15) aponta os seguintes percentuais de votos válidos na corrida para o governo do Rio Grande do Norte:
– Robinson Faria (PSD) – 54%
– Henrique Eduardo Alves (PMDB) - 46%
 
Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.
É o primeiro levantamento divulgado pelo instituto no segundo turno da eleição para governador do RN. Segundo o Ibope, os candidatos estão empatados tecnicamente dentro da margem de erro, de três pontos. A pesquisa foi encomendada pela Inter TV Cabugi.

Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:
– Robinson Faria (PSD): 45%
– Henrique Eduardo Alves (PMDB): 38%
– Branco/nulo: 12%
– Não sabe/não respondeu: 5%
 
O Ibope ouviu 812 eleitores em 39 municípios do estado de 12 e 14 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de três pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Eleitoral Regional (TRE-RN) sob o protocolo RN-00043/2014.
 
Rejeição
O Ibope perguntou em qual candidato o eleitor não votaria de jeito nenhum. Veja os números:
Henrique Eduardo Alves – 47%
Robinson Faria – 35%
Poderia votar em ambos – 15%
Não sabe/não respondeu - 8%
 
Expectativa de vitória
O Ibope também perguntou aos entrevistados quem eles acham que será o próximo governador, independentemente da intenção de voto. Para 43%, Henrique Eduardo Alves sairá vitorioso; 43% acreditam que Robinson Faria ganhará; 14% não sabe ou não respondeu.

Aliados evitam usar imagem de Dilma no segundo turno

Presidente acumula mais apoios nos Estados, mas praticamente não aparece na propaganda dos candidatos a governos estaduais

Dilma Rousseff durante a entrevista coletiva no Palácio da Alvorada em Brasília/DF - 13/10/2014
Dilma Rousseff durante a entrevista coletiva no Palácio da Alvorada em Brasília/DF - 13/10/2014 (Alan Marques/Folhapress)
Dos 28 candidatos que concorrem nos 14 catorze Estados onde há disputa pelo segundo turno das eleições, dezesseis declararam apoio à presidente-candidata Dilma Rpusseff (PT) e dez ao candidato tucano Aécio Neves. Apesar da vantagem numérica, Dilma tem recebido um apoio tímido da maioria deles. Até a noite desta terça-feira, por exemplo, ela havia aparecido no horário eleitoral de TV apenas cinco deles, enquanto o tucano foi exibido por sete apoiadores.
 
Um Estado que ilustra bem a situação de Dilma é o Rio de Janeiro. No terceiro maior colégio eleitoral do país, a petista tem o apoio formal tanto do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) quanto do senador Marcelo Crivella (PRB), mas, por enquanto, não apareceu na propaganda de TV de nenhum deles. O peemedebista, apesar de declarar ter um "carinho muito especial" por Dilma, não proibiu que seus aliados confeccionassem materiais de campanha em que aparece ao lado do presidenciável tucano, num movimento batizado de "Aezão".
 
O mesmo acontece no Amapá, onde Dilma tem palanque duplo, mas visibilidade zero. Lá, tanto o atual governador, Camilo Capiberibe (PSB), quanto Waldez Góes (PDT) não têm nem sequer material ao lado da presidente. As duas campanhas dizem que até o fim da semana a situação será resolvida. No Rio Grande do Norte, Dilma recebe apoio de Henrique Alves (PMDB) e Robinson Faria (PSD), mas é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quem aparece no horário eleitoral. Em pelo menos dez Estados, o ex-presidente é mais lembrado pelos aliados do que a atual candidata.
Entre os mais fiéis a Dilma, está o gaúcho Tarso Genro (PT), candidato à reeleição. Ele fez toda a sua campanha vinculada à da presidente. "Represento aqui a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula", costuma dizer em quase todas as aparições públicas. Outro aliado que tem se mostrado fiel é o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB). Mesmo com seu partido tendo decidido apoiar Aécio, ele aposta na imagem da presidente, que teve mais de 55% dos votos no Estado, para vencer o tucano Cássio Cunha Lima.
No Ceará, onde a presidente obteve uma vantagem de 2,4 milhões de votos sobre Aécio no 1º turno, os dois candidatos ao governo tentam colar sua imagem na dela: Camilo Santana (PT) e Eunício Oliveira (PMDB).
 
Fidelidade - Com menos apoio nos Estados, Aécio ganha vantagem na fidelidade de seus candidatos. Seis deles já veicularam sua imagem na televisão, entregaram santinhos e usaram até mesmo sua plataforma de propostas para ganhar votos. Em Mato Grosso do Sul, o tucano Reinaldo Azambuja tenta integrar sua imagem ao do presidenciável para vencer o petista Delcídio Amaral. "Nós vamos para a rua e vamos levar nossa militância para promover a mudança no Brasil", disse.
No Acre, terra de Marina Silva, que declarou apoio ao tucano no domingo, Marcio Bittar (PSDB) divulga o nome de Aécio em cada ato de campanha, destacando os projetos de reforma política e o fim da reeleição. Na terça, o tucano também recebeu outro apoio de peso, do candidato ao governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), que terminou o 1.º turno na liderança. Eles devem gravar juntos para a propaganda eleitoral nos próximos dias. No DF, Aécio também tem o apoio do representante do PR na disputa, Jofran Frejat.
 
Na Paraíba e no Rio Grande Sul, Aécio vive uma situação parecida. Apesar de os candidatos à reeleição apoiarem Dilma, os dois favoritos a ganharem a eleição estão com o tucano: Cassio Cunha Lima (PSDB) e Ivo Sartori (PMDB).
(Com Estadão Conteúdo)

Garibaldi pode deixar o governo Dilma por causa do apoio de Lula a Robinson

 

Garibaldi_HenriqueAlves
O colunista Cláudio Humberto destaca que o primo do candidato ao governo Henrique Alves (PMDB-RN), ministro Garibaldi Filho (Previdência) avalia abandonar o cargo após notícia de que ex-presidente Lula irá ao Estado para pedir votos ao adversário Robinson Faria (PSD). Garibaldi confirma ter conversado com Henrique sobre a possibilidade de deixar o ministério, mas nada foi decidido: “Não pretendo tomar nenhuma decisão isolada ou precipitada”, afirmou.
A oposição aguarda o desfecho do caso para tentar fazer Garibaldi Alves “correr para o abraço” com Aécio Neves para presidente. O problema com Lula será tratado inicialmente pelo vice Michel Temer num “contexto nacional”, diz Garibaldi: “Não queremos dissidência”. Henrique Alves tem sido pressionado a romper com o governo Dilma desde que Lula gravou vídeo pedindo voto para Robinson, no 1º turno. Lula apoia Robinson sob pressão do PT-RN, que acusa Henrique de prejudicar Fátima Bezerra para se aliar ao DEM, PSDB e PSB.
Robson Pires

Dilma e Aécio fazem debate marcado por ataques

 

debate band
O primeiro debate entre presidenciáveis, na Band, nesta terça-feira, deu mostras do que serão os últimos dias de campanha. Em uma hora e meia de embate, Dilma Rousseff e Aécio Neves trocaram acusações, se acusaram mutuamente de estarem mentindo e não raro davam ou ouviam respostas com falas e gestos irônicos. Faltando 11 dias para a votação, a expectativa é que o embate dê o tom da disputa.
Apoiada em números do seu governo – e às vezes dos 12 anos de PT no Governo Federal, Dilma cumpriu a promessa feita no primeiro bloco, o de confrontar os anos PSDB, com Fernando Henrique Cardoso, e os do petismo no poder. Enquanto Aécio exaltava o Plano Real e estabilidade econômica, Dilma erguia a bandeira as conquistas sociais, como a redução de desigualdade.
Aécio chegou a pedir para Dilma parar de “olhar no retrovisor” e discutir propostas. A petista também aproveitou para atacar Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e ministro da Fazenda em um eventual governo tucano. O controle da inflação foi usado pelos dois candidatos para ataques mútuos. Dilma prometeu segurar o índice em 6,5%, e Aécio afirmou que a taxa está descontrolada.
A candidata do PT também insistiu na derrota de Aécio em sua terra, Minas Gerais, que governou por oito anos. Aécio, por sua vez, lembrou que deixou o posto com 92% de aprovação. Para garantir que não pretende acabar com os programas sociais, Aécio citou dois dos mais famosos para prometer melhorias no Bolsa Família e no Pronatec. A paternidade do primeiro chegou a ser disputada entre os dois em determinado momento do debate.
Aécio defendeu a tese de que o Bolsa Escola, de “DNA tucano”, serviu de base para o Bolsa Família: “O programa tem como pai Fernando Henrique Cardoso e mãe, dona Ruth”. Dilma reagia com ironia e citava mais números: “O Bolsa Escola atendia 5 milhões de pessoas, enquanto o Bolsa Família é para 50 milhões”.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Pesquisa mostra Aécio com 57% e Dilma 43% das intenções de voto em MG

 


Pesquisa de intenção de votos para à Presidência mostra que o tucano Aécio Neves está na frente na corrida em Minas Gerais. De acordo com o Instituto Veritá, o tucano superou a petista e reverteu o quadro do primeiro turno, quando ficou na segunda posição. Segundo o levantamento divulgado nesta terça-feira, Aécio tem 57% e Dilma 43% dos votos válidos. No levantamento nacional o tucano tem 54,8% dos votos válidos, contra 45,2 da petista. A margem de erro é de 1,4 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Se inseridos os que manifestaram intenção de votar em branco ou nulo, que somam 7%, e os que não souberam ou não responderam, que totalizam 5,8%, Aécio fica com 47,8% e Dilma com 39,4%. De acordo com o Instituto Veritá, foram ouvidos 5.165 eleitores, entre os dias 06 e 08 de outubro. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-01067/2014.