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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Após 17 dias preso, empresário Fred Queiroz consegue liberdade

Fred Queiroz foi preso no dia 6 de junho durante a Operação Manus, que investiga um esquema de propina e compra de votos
Justiça Federal autorizou a soltura do suspeito de participar do esquema de propina com o ex-ministro Henrique Alves nesta sexta-feira (23)

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte concedeu, nesta sexta-feira (23), liberdade ao empresário Fred, sueptiso de integrar uma organização criminosa para pagar propinas com o objetivo de comprar apoios políticos na campanha de 2014 do ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves.
O relaxamento da prisão foi assinado pelo juiz Francisco Eduardo Guimarães, titular da 14ª Vara Federal no Rio Grande do Norte, o mesmo que expediu o mandato de prisão temporária expedido no dia 6 de junho, durante a Operação Manus. Após ser solto, Fred vai precisar cumprir uma série de determinações. Caso contrário, ele volta para a ser preso.
Entre as medidas estão a proibição de entrar no diretório do PMDB, a proibição de manter contato com outros investigados e com filiados do partido que possuam mandatos eletivos e a obrigação de se apresentar mensalmente na 14ª Vara para prestar informações das atividades.
Fred Queiroz foi preso durante a Operação Manus, deflagrada pela Polícia Federal no dia 6 de junho em cumprimento a um mandado de prisão, suspeito de praticar os crimes de formação de organização criminosa e de lavagem de dinheiro. Ele é apontado como um dos operadores do esquema que pode ter sido usado para pagar propina em troco de apoio político para Henrique Eduardo Alves, durante a campanha do Governo em 2014.
Ele é ex-secretário da pasta de Obras Públicas da gestão do prefeito Carlos Eduardo Alves. Enquanto esteve preso, ele continuou como titular da Secretaria por três dias. Só foi exonerado após uma pressão de aliados governistas.
Agora RN

sábado, 10 de junho de 2017

Juiz suspende transferência de Henrique até julgamento de HC - Juízo de Brasília pede a transferência do ex-ministro de Natal

O juiz Francisco Farias, da 14ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, suspendeu a transferência para Brasília do ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB), alvo de duas operações da Justiça Federal na última terça-feira (06), informou Época.
Alves foi alvo de mandado de prisão preventiva, na terça-feira, 6, na Operação Manus. Mas, no mesmo dia, também foi alvo de outra operação, com origem em Brasília.
O juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, havia pedido ao juiz Francisco Farias, da 14ª Vara Federal do RN, a transferência de Alves para Brasília.
O advogado Marcelo Leal apresentou habeas corpus contra a decisão. Farias solicitou posicionamento do Ministério Público Federal e depois vai decidir sobre o pleito de permanência em Natal.
Em seu habeas corpus, Leal afirmou que o objetivo era expô-lo à “execração pública” e questionou: “Qual a lógica de transferir Henrique para colocá-lo à disposição de outro juiz de igual envergadura fazendo com que o Estado arque com custos de transporte aéreo, escolta, alimentação e outros, quando o requerente pode ser ouvido pelo juízo do Distrito Federal por videoconferência?”.
Portal no Ar

terça-feira, 6 de junho de 2017

MPF acusa Henrique de receber propina de quatro empreiteiras - Segundo a investigação, R$ 7,5 milhões em recursos ilícitos teriam sido recebidos pelo ex-ministro

O procurador da República Rodrigo Teles disse haver indícios de que o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, preso hoje (6) em Natal, solicitou e recebeu recursos ilícitos de ao menos quatro empreiteiras para sua campanha ao governo do Rio Grande do Norte, em 2014, da qual saiu derrotado.
Segundo a investigação, ao menos R$ 7,5 milhões em recursos ilícitos teriam sido recebidos pelo ex-ministro, que também usou o dinheiro para despesas pessoais.
Uma das empresas envolvidas foi a OAS, responsável pela construção da Arena das Dunas, sede da Copa do Mundo de 2014 em Natal. As investigações in dicam que Alves atuou junto ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte para atrasar em anos as ações de fiscalização do órgão, que havia identificado o superfaturamento da obra.
Em troca, o político recebeu uma doação oficial de R$ 3 milhões da OAS por meio Diretório Estadual do PMDB, afirmaram os investigadores, bem como outros R$ 650 mil diretamente. Negociações parecidas teriam ocorrido junto às empreiteiras Odebrecht (R$ 3 milhões não declarados), Carioca Engenharia (R$ 400 mil) e Andrade Gutierrez (R$ 100 mil).
As investigações foram conduzidas em parceira com a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontaram operações suspeitas, como o saque de grandes quantias em dinheiro a poucos de dias da eleição de 2014.
“A gente analisando a propria época desses saques de valores em espécie nota, inclusive, um saque de R$ 2 milhões em espécie poucos dias antes do segundo turno, o que gerou a suspeita de que esses recursos possam ter sido utilizados para a compra de votos”, afirmou o procurador Rodrigo Teles.
Segundo os procuradores responsáveis pelo caso, Henrique Eduardo Alves teria oferecido a todas as empresas sua influência nos poderes Executivo, Legislativo e, inclusive, Judiciário em troca de propina. Ele teria agido também em conjunto com o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Nesta quarta-feira, a Polícia Federal cumpriu cinco mandados de prisão preventiva na Operação Manus, incluindo aquele contra Henrique Eduardo Alves, além de seis mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada forçadamente a depor, e 22 ordens de busca e apreensão. O ex-ministro permanecerá preso em Natal, informou a PF.
Ele também investigado em um caso paralelo, conduzido pela Procuradoria da República do Distrito Federal, no qual é suspeito de ocultar R$ 20 milhões em contas no exterior. A Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Henrique Eduardo Alves e aguarda retorno.
Portal no Ar

Prisão de Henrique se deu para evitar que ex-ministro esvaziasse contas da corrupção

Ex-ministro do Turismo Henrique Alves (PMDB) foi preso pela Polícia Federal

Pedido é apoiado em informações fornecidas pelo Ministério Público da Suíça sobre movimentação bancária do ex-ministro até 2015, quando a Lava-Jato já estava em curso

BRASÍLIA – O Ministério Público Federal (MPF) pediu a prisão do ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, um dos mais antigos aliados do presidente Michel Temer, para impedir que o ex-deputado esvazie contas bancárias supostamente abastecidas com dinheiro de propina, parte dela das obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.
O pedido é apoiado em informações fornecidas pelo Ministério Público da Suíça sobre movimentação bancária do ex-ministro até 2015, quando a Lava-Jato já estava em curso. O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal, considerou consistentes os argumentos dos procuradores do caso.
“Em liberdade Henrique Alves pode livremente movimentar as contas, colocar em nome de laranjas, apagar ou tentar apagar o produto do que se diz ser crime, usar os valores para fins diversos, em prejuízo do processo penal a que responde ou outras investigações que eventualmente venham a ocorrer”, sustenta Vallisney conforme trecho da ordem de prisão obtida pelo GLOBO.
Henrique Alves é acusado de se associar ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para receber propina da Carioca Engenharia, uma das empresas responsáveis pelas obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.
Com base em informações da Suíça, o Ministério Público Federal acusa Henrique Alves como destinatário de pelo menos US$ 827 mil de propina que teria sido repassada a ele por ordem de Cunha. O dinheiro teria sido depositado na conta Beefield, na Suíça, por Ricardo Pernambuco, um dos donos da Carioca.
As obras foram em parte financiadas com recursos do Fundo de Investimento do FGTS, administrado pela Caixa Econômica Federal. Também participaram das obras a Odebrecht e a OAS.
Pelo relato de delatores da Carioca e da Odebrecht, os financiamentos eram condicionados a pagamentos de propinas a Cunha e outras pessoas com influência no Conselho Curador do FGTS.
Agora RN

Relatório diz que Henrique influenciou repasses da OAS para ABC e América

Henrique Alves, Rubens Guilherme, ex-presidente do ABC, e Alex Padang, ex-presidente do América

Clubes receberam, em 2013, R$ 2 milhões cada em virtude de contrato firmado com a OAS Engenharia, que construiu e administra a Arena das Dunas, obra superfaturada

Quando ABC e América firmaram contrato com a Arena das Dunas, em meados de 2013, para mandarem seus jogos no palco que viria, pouco tempo depois, receber quatro jogos da Copa do Mundo FIFA, eles jamais imaginariam que isso, um dia, se tornaria caso de polícia. Porém, neste 06 de junho de 2017 a situação aconteceu e tem causado pânico nos torcedores das duas equipes.
Diante da prisão do ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, capturado hoje através da Operação Manus (desdobramento da Lava Jato no Rio Grande do Norte), a Polícia Federal incluiu em seu relatório que o ex-deputado intercedeu junto a Léo Pinheiro, então sócio da OAS Engenharia (empresa que construiu e administra a Arena) para que a empresa firmasse contrato com os clubes. A informação foi à tona através do portal Globoesporte.com.
De acordo com o relatório da PF, a situação se caracteriza por ‘corrupção passiva’ quando se identifica ‘vantagem indevida a favor de terceiros’, no caso ABC e América. Em 2013, os dois clubes receberam R$ 2 milhões de luvas pela assinatura do contrato com a OAS sob influência de Henrique Alves. A participação do ex-deputado foi confirmada por Alex Padang e Rubens Guilherme, presidentes dos clubes à época.
No documento, a Polícia Federal diz que “houve solicitação de vantagem indevida em favor de terceiro em razão do auxílio político e parlamentar prestado pelo então deputado federal ao grupo empresarial OAS, e que pode configurar o crime de corrupção passiva, previsto no art. 317 do Código Penal”. Muito embora isso tenha sido ‘constatado’ pela investigação, o relatório diz que ainda vai apurar caso o ex-deputado tenha solicitado dinheiro em troca do auxílio.
Henrique Eduardo Alves foi preso no início da manhã desta terça-feira 06 acusado dos crimes de corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro. A investigação conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público aponta que o deputado teria sido beneficiado no sobrepreço de R$ 77 milhões identificado na construção da Arena das Dunas, palco potiguar da Copa de 2014. Na época, Henrique era candidato ao Governo do RN.
Agora RN

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Henrique Alves recebia propina por meio do Ibope, aponta delator da JBS

Ex-ministro do Turismo Henrique Alves (PMDB)

Ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara é citado como tendo recebido R$ 3 milhões, para campanha ao governo do Rio Grande do Norte, em 2014

Ricardo Saud, diretor de Relações Institucionais da J&F, entregou, como parte de sua delação premiada ao Ministério Público Federal, contratos e notas fiscais que teriam sido utilizados para dissimular propinas à cúpula do PMDB. O ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB) é citado como tendo recebido R$ 3 milhões, para campanha ao governo do Rio Grande do Norte, em 2014.
Entre os documentos que, segundo o delator, são “frios” e “fictícios”, estão números de notas fiscais emitidas pela JBS ao Ibope. Do total deste montante, R$ 1 milhão foi doado oficialmente ao PMDB Nacional, “em nome do Henrique”, segundo palavras de Ricardo Saud, e outra parte foi por meio de contratos de advocacia e de consultoria, e termos firmados com o Ibope.
“Fazia pesquisa para eles (senadores) e pagava com essa propina. O Ibope recebia propina. Nunca fez um serviço para nós”. O instituto reagiu com veemência à denúncia do executivo da JBS sobre emissão de notas fiscais frias.
A acusação de Saud está registrada em vídeo, onde ele detalha o pagamento ao político potiguar, que depois veio a ser ministro do Turismo nos governos de Dilma e Temer, mas acabou pedindo exoneração do cargo após as inúmeras acusações que surgiram contra ele no âmbito da Operação Lava Jato.
O delator ainda relatou que o Ibope teria sugerido contratos fraudulentos para justificar os repasses da JBS. “Inclusive, eles várias vezes mandavam um contrato com um punhado de pesquisa e falaram: arquiva isso aí direitinho, se amanhã ou depois, se acontecer alguma coisa, você mostra isso aí. Eu falei: ‘ó, rapaz, agora quer me ensinar a roubar dos outros?’”. “Nunca fizeram pesquisa pra mim. Pegavam pesquisa nacional e queria pôr no contrato da gente”, relatou.
Um dos anexos do acordo de colaboração da JBS com a Procuradoria-Geral da República se refere a um pacotão de R$ 46 milhões ao PMDB nas eleições de 2014, que, segundo os executivos, teriam sido acertados entre o então ministro da Fazenda Guido Mantega e um dos donos da JBS, Joesley Batista. Do total, R$ 35 milhões seriam destinados à cúpula do PMDB no Senado.
Agora RN

terça-feira, 21 de março de 2017

Investigada na Carne Fraca abasteceu campanhas de deputado, senador e governador no RN: Fátima Bezerra e Robinson Faria foram os mais beneficiados

Fátima Bezerra, Robinson Faria, Larissa Rosado e Beto Rosado foram alguns dos beneficiados com recursos da JBS

Empresa investigada na Operação doou para candidatos a deputado federal e estadual, senador e governador no Rio Grande do Norte. Senadora do PT recebeu mais de R$ 1 milhão

Uma das 32 empresas investigadas na Operação Carne Fraca, desencadeada pela Polícia Federal na última sexta-feira 17, a JBS S/A – responsável pelas marcas Seara e Big Franco, gigantes do setor alimentício – fez doações oficiais para as campanhas de políticos potiguares nas eleições de 2014.
De acordo com os dados oficiais das prestações de contas divulgados pela Justiça Eleitoral, candidatos de todos os cargos em disputa – de deputado estadual a governador – receberam recursos da empresa, acusada de pagar propinas a fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura para que pudessem vender produtos adulterados com produtos químicos e carnes vencidas.
Entre os parlamentares potiguares, a maior beneficiada com os recursos da JBS foi a senadora Fátima Bezerra (PT). Candidata em 2014, a petista recebeu doações da ordem de R$ 1,165 milhão. Os repasses aconteceram por meio de três depósitos: R$ 500 mil provindos do Diretório Estadual do partido e outros dois créditos de R$ 475 mil e R$ 190 mil, oriundos do Diretório Nacional do PT.
Além dos recursos da JBS, Fátima recebeu doações de outros três frigoríficos: R$ 80 mil da Marfrig Frigoríficos Com Alimentos SA, R$ 50 mil da MFB Marfrig Frigoríficos Brasil SA e dois depósitos de R$ 70 mil cada da Pampeano Alimentos SA. Essas últimas empresas não são alvos da Carne Fraca, entretanto.
A principal adversária de Fátima na campanha para o Senado em 2014, Wilma de Faria (PTdoB, então no PSB), não recebeu recursos de nenhuma das empresas investigadas na Carne Fraca.
GOVERNO
Os dois principais candidatos a governador também receberam doações oficiais da JBS S/A na campanha de 2014. Tanto Robinson Faria (PSD), que venceu a eleição, quanto Henrique Alves (PMDB) tiveram suas campanhas abastecidas com dinheiro da empresa.

Robinson, que ganhou o pleito no segundo turno, recebeu R$ 6,5 milhões da JBS. Os recursos foram oriundos de diversas fontes: R$ 1 milhão veio do Diretório Nacional do PSD, R$ 4,4 milhões vieram do Diretório Estadual do partido (divididos em quatro doações) e houve outro depósito efetuado diretamente na conta de campanha do então candidato a governador no valor de R$ 1,1 milhão.
A JBS também doou para o candidato adversário, Henrique. O peemedebista recebeu menos recursos que o vitorioso, porém. Foram três depósitos oriundos do Diretório Estadual do PMDB, nos respectivos valores de R$ 2 milhões, R$ 500 mil e R$ 250 mil. Os três totalizaram uma doação de R$ 2,75 milhões do frigorífico.
DEPUTADOS FEDERAIS
Entre os deputados federais que concorreram em 2014, metade foi beneficiada com recursos da JBS. Segundo dados oficias da Justiça Eleitoral, quem mais recebeu dinheiro da JBS foi Fábio Faria (PSD). No caso dele, a verba totalizou R$ 1,1 milhão – doada por meio de três depósitos: um no valor de R$ 500 mil e dois de R$ 300 mil. Todos os recursos são oriundos de contribuições via Diretório Estadual da legenda.

Em segundo lugar entre os que mais arrecadaram dinheiro oficial da JBS, está Beto Rosado (PP). Ele recebeu R$ 400 mil via Diretório Nacional da legenda, por meio de três depósitos: um no valor de R$ 200 mil e dois no valor de R$ 100 mil.
Além deles, Felipe Maia (DEM) recebeu R$ 85 mil da JBS, sendo depósitos de R$ 80 mil do Diretório Nacional e R$ 5 mil do Diretório Estadual, e Antônio Jácome (PTN) obteve a contribuição de R$ 70 mil, em depósito único oriundo do Diretório Estadual.
Os deputados Rafael Motta (PSB), Rogério Marinho (PSDB), Walter Alves (PMDB) e Zenaide Maia (PR) não receberam doações oficiais de nenhuma das empresas investigadas na Operação Carne Fraca em suas campanhas de 2014.
DEPUTADOS ESTADUAIS
As campanhas para deputado estadual de 6 dos 24 parlamentares da Assembleia Legislativa também foram abastecidas com recursos da JBS. Confira abaixo a relação de todos os beneficiados, obedecendo a ordem de maiores doações. Nestes casos, todas as doações ocorreram via Diretório Estadual dos respectivos partidos.

Larissa Rosado (PSB): R$ 200 mil
José Adécio (DEM): 130 mil (depósitos de R$ 100 mil e R$ 30 mil)
Kelps Lima (SD): R$ 100 mil
Nélter Queiroz (PMDB): R$ 100 mil
Souza Neto (PHS): R$ 50 mil
Jacó Jácome (PSD): R$ 30 mil

Os dados completos com todas as doações, incluindo formas de pagamento e data do envio dos recursos, estão disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral.
Fonte: Agora RN

quinta-feira, 16 de março de 2017

Tribunal Regional Federal manda parar processo contra o ex-ministro Henrique Eduardo Alves

Henrique Alves, ex-deputado federal

Desembargador Ney Bello acatou pedido da defesa e paralisou o processo sobre possível pagamento de propina na liberação de aportes do fundo de investimento do FGTS

O desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, acatou pedido das defesas do ex-deputado Henrique Eduardo Alves e do corretor Lúcio Bolonha Funaro e paralisou o andamento do processo sobre possível pagamento de propina na liberação de aportes do fundo de investimento do FGTS. A decisão tem origem em um pedido anterior feito pela defesa do ex-deputado Eduardo Cunha. Na prática, o desembargador estendeu a decisão concedida a Cunha aos outros réus da ação. Até então, o caso de Cunha havia sido desmembrado para evitar a paralisação de todo o processo.
Para as defesas,  é necessário paralisar o andamento do processo para os outros réus até que sejam juntadas nos autos todas as mídias com os depoimentos dos delatores Fabio Cleto e Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, os dois últimos da Carioca Engenharia. Esta já é a quarta interrupção no processo. Com a decisão, a audiência prevista para amanhã na 10ª Vara Federa de Brasília deve ser suspensa.
Em seu pedido, o advogado Bruno Espiñeira, responsável pela defesa de Funaro, aponta que o desmembramento causado pela paralisação do processo em relação a Cunha vinha ocasionando um “tumulto processual” e para que isso seja corrigido é necessário que até a “juntada integral das mídias por parte do MPF” todas as audiências agendadas sejam suspensas.
“O ato de determinar a juntada aos autos e correspondente acesso às mídias ainda não apresentadas, além da devolução integral dos prazos para apresentação da defesa prévia é comum a todos os réus. O acesso a prova ou declaração de seu direito não se restringe a um dos acusados, pois não é de natureza pessoal”, afirmou o desembargador em seu voto.
Segundo Ney Bello, o “constrangimento ilegal” sofrido pelo réu Eduardo Cunha “é o mesmo imposto aos demais corréus, razão pela qual lhes defiro, também, o acesso ao conteúdo dos arquivos digitais dos depoimentos já colhidos e ainda não juntados nos autos”.
Agora RN

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Especulação - Henrique Alves poderá voltar a ser ministro de Michel Temer

Com a decisão do presidente da República Michel Temer (PMDB) de não nomear apenas ministros que sejam réus na Operação Lava Jato, abre-se a possibilidade de o ex-ministro do Turismo e amigo do presidente de longas datas, Henrique Alves (PMDB), presidente do PMDB norte-rio-grandense e ex-presidente da Câmara dos Deputados, voltar a ser ministro.
Temer disse que só serão afastados dos cargos apenas os ministros que forem réus.
Na mesma situação de Henrique se encontra o ex-ministro do Planejamento Romero Jucá, que deixou o cargo por ser citado ou acusado.
Agora RN

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

“Agora só o tempo e paciência para refazer imagem do RN”, lamenta Henrique Alves

O atual presidente do PMDB no Rio Grande do Norte e ex-deputado federal, Henrique Alves, lamentou a crise pela qual passa o sistema carcerário do estado, em especial, na penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta. O co-proprietário da InterTV Cabugi, afiliada da Rede Globo, caracterizou como “incrível” o fato de que o estado está há 12 dias sendo repercutido negativamente.
“Incrível! 12 dias de pauta nacional extremamente negativa para o Rio Grande do Norte com Alcaçuz e seus absurdos. Agora tempo e paciência para refazer imagem do Estado”, criticou o ex-ministro do Turismo em seu perfil pessoal no microblog “Twitter”.
Já o governador Robinson Faria (PSD), por sua vez, confirmou que Alcaçuz será em breve fechada. O fim das operações na detenção ocorrerá tão logo as unidades prisionais de Ceará-Mirim, Afonso Bezerra e Mossoró estejam prontas, medidas que serão de médio/longo prazo.
Agora RN

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

“Se ela for candidata, estaremos juntos”, diz Jaime sobre possível candidatura de Zenaide ao Senado

Prefeito de São Gonçalo disse ainda estar muito cedo para fazer projeções para 2018, e que não tem projeto político pessoal
O prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado (PR), disse na manhã desta quarta-feira (28) em entrevista ao Portal Agora RN que, apesar de ainda faltar muito tempo para as eleições de 2018, apoiaria a candidatura de sua esposa, deputada federal Zenaide Maia (PR) ao Senado, caso fosse da sua vontade.
Recentemente, um artigo publicado em um portal do estado defendeu a candidatura de Zenaide a senadora nas próximas eleições e tomou repercussão nas redes sociais. Jaime disse estar contente com a lembrança de sua esposa e com as atitudes firmes dela na Câmara Federal.
“Eu fico muito feliz com isso. Somos do interior, de origem humilde, e eu digo muito que se a gente vem de longe e chega lá, tem que fazer bonito. Então é isso que, graças a Deus, tem acontecido com Zenaide. Isso deveria ser a rotina da política. Se as pessoas vão à rua pedir o apoio do povo e promete defender os interesses do povo, não pode chegar lá e fazer o contrário. Mas fico contente de ver essas referências à Zenaide”, disse Jaime, presente no ato de inauguração do novo Assaí Atacadista, em São Gonçalo do Amarante.
O prefeito, prestes a deixar o cargo, disse que não tem pretensões pessoais para 2018, mas que se Zenaide for realmente candidata, irá apoiá-la, apesar de ainda estar longe para fazer projeções.
“Claro que se ela for candidata, estaremos juntos. Agora, temos que avaliar, porque dois anos parece muito pouco tempo, mas na política é uma eternidade. Eu não tenho especificamente nenhum projeto determinado. Vou cuidar da vida privada, mas não vou me afastar da política, porque gosto, e o futuro à Deus pertence. Não estou atualmente cultivando nenhum projeto pessoal”, declarou.
Agora RN

sábado, 5 de novembro de 2016

Henrique e José Agripino receberam propina na construção da Arena das Dunas, denuncia revista

Ex-ministro do Turismo e atual senador da República estão na mira dos investigadores que apuram irregularidades na construção da praça esportiva


A edição desta semana da Veja destaca que a Lava-Jato e a Copa do Mundo de 2014 fazem parte de um mesmo jogo. Reportagem de VEJA desta semana mostra que, até o momento, foram identificados sobrepreços nas arenas que somam 1,5 bilhão de reais, fraude que tem como protagonistas as mesmas empreiteiras, os mesmos políticos e os mesmos métodos de corrupção revelados pela operação da Polícia Federal.
No texto, as histórias de corrupção em cinco estádios nas cinco regiões do país: Mané Garrincha (Brasília), Itaquerão (São Paulo), Maracanã (Rio), Arena Amazônia (Manaus) e Arena das Dunas (Natal).
As irregularidades que envolvem o estádio potiguar puseram na mira dos investigadores o ex-ministro Henrique Alves (PMDB-RN) e o senador José Agripino Maia (DEM-RN). Eles teriam recebido dinheiro em troca de ajuda no processo de liberação de financiamentos para a obra.
Agora RN

Deputados potiguares gastaram mais de meio milhão no esquema da Farra das Passagens

Lavoisier Maia, Sandra Rosado, João Maia, Betinho Rosado e Henrique Alves são os potiguares envolvidos no esquema; planilha detalhou gastos de cada um, separadamente


Relatório da Procuradoria Regional da República da 1.ª Região aponta que 443 ex-deputados gastaram R$ 25 milhões na ‘Farra das Passagens’. No total, estão incluídos valores desembolsados com as tarifas dos bilhetes e com a taxa de embarque.
Trazendo a realidade para os ex-deputados do Rio Grande do Norte que estão inclusos no esquema (Henrique Alves, João Maia, Betinho Rosado, Lavoisier Maia e Sandra Rosado), os gastos foram de R$ 532.689,47. Ao todo, foram 816 passagens compradas pelos parlamentares.
Confira abaixo os números dos ex-deputados do RN no esquema:
deputados-gastos-rn
Em 2009, a revelação de que deputados e senadores usavam recursos do Congresso para pagar passagens para amigos e familiares viajarem no Brasil e no exterior ficou conhecida como ‘Farra das Passagens’. Na época, o presidente da Câmara era Michel Temer (PMDB), hoje presidente da República.
Na sexta-feira (4), em outra frente de investigação, a Procuradoria enviou ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a lista de 219 políticos que teriam feito ‘uso indevido’ de recursos públicos no caso da ‘Farra das Passagens’.
O documento cita nominalmente deputados, senadores, ministros do Tribunal de Contas da União e governadores – políticos que detêm foro privilegiado perante o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
As investigações apuraram os gastos com viagens no período de janeiro de 2007 a fevereiro de 2009.
As denúncias aguardam a manifestação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Os denunciados são acusados de peculato, incidindo na prática do crime do artigo 312 do Código Penal, por ‘terem desviado, em proveito de terceiros, valores de que tinham a posse em razão do cargo’. A pena para o delito é de reclusão de dois a doze anos, mais multa.

Documento

Com informações da Agência Estado
Agora RN

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Cunha apresenta Lula e Temer como testemunhas de defesa

Em sua defesa prévia, protocolada na noite de terça-feira (1), o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) apresentou como testemunhas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o atual presidente Michel Temer. Também foram citados Henrique Alves, ex-ministro do Turismo da ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-senador Delcídio do Amaral e o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, entre outros 17.
Cunha é réu na Lava Jato sob as acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ele foi preso preventivamente no último dia 19, sob ordens do juiz federal Sergio Moro, que passou a tratar do caso do ex-parlamentar depois que ele perdeu o foro privilegiado com a cassação de seu mandato.
Segundo a acusação, Cunha recebeu aproximadamente US$ 1,5 milhão em uma conta na Suíça. O valor é referente a um contrato da estatal no Benin, país do oeste da África.
A propina teria como objetivo garantir sustentação política para Jorge Luiz Zelada na área internacional da Petrobras. Cunha também é acusado de lavagem de dinheiro por tentar mascarar as movimentações bancárias fora do país.
Na peça, a defesa de Cunha negou as acusações e pediu a rejeição da denúncia. “O defendente requer que caso Vossa Excelência não rejeite a denúncia contra ele apresentada, nem o absolva sumariamente, nos termos pleiteados, ordene a diligência abaixo requerida, ouça as testemunhas arroladas e, ao fim, julgue improcedente a acusação, absolvendo-o de todas as imputações lhe formuladas.”
Os advogados de Cunha também pedem que a Shell forneça cópia do procedimento de contratação dos poços de petróleo no Benin. “Por meio dessa diligência, pretende-se provar que o contrato investigado nos presentes autos foi celebrado em conformidade com as regras do mercado e não, ao contrário do que diz o MPF, em razão de propina paga ao defendente”, sustenta a defesa.
Agora RN

sábado, 15 de outubro de 2016

De olho na disputa pela Câmara em 2018, Henrique Alves articula ida de prefeitos a Brasília


Ex-ministro do Turismo promete buscar apoio do governo federal, liderado pelo peemedebista Michel Temer, seu correligionário, para projetos dos municípios

O ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB), que pode disputar pela 12ª vez uma vaga na Câmara Federal em 2018, tem se reunido desde quinta-feira (13) com prefeitos eleitos do PMDB de vários municípios.
Através da sua conta no Twitter, Henrique registrou seus encontros com os grupos políticos do interior do estado que se saíram vitoriosos nas eleições 2016, e tem prometido apoio junto ao governo federal para os eleitos.
Henrique também disse que vai “trabalhar muito e junto” com os prefeitos para que tenham sucesso na administração, num esforço também para aglutinar a base peemedebista no Rio Grande do Norte.
Entre as menções de Henrique no twitter, foram citados os prefeitos eleitos de Riachuelo, Mara Cavalcanti, de Monte Alegre, Severino Rodrigues, dentre outros.
Agora RN

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Diário Oficial publica exoneração de Henrique do Turismo

A exoneração de Henrique Eduardo Alves do cargo de ministro do Turismo está publicada na edição de hoje (17) do Diário Oficial da União. Ele pediu demissão ontem (16) após ser citado na delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.
Ex-presidente da Câmara, Henrique Alves teria recebido, segundo Machado, R$ 1,55 milhão em doações eleitorais com recursos ilícitos. Alves enviou ontem carta com o pedido de demissão ao presidente interino Michel Temer, afirmando que tomou a decisão de deixar a pasta para “não criar constrangimentos” ou “qualquer dificuldade” para o governo.
Citado na delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e investigado na Operação Lava Jato, Henrique Alves disse acreditar que todas as denúncias contra ele “serão esclarecidas.” “Confio nas nossas instituições e no nosso Estado Democrático de Direito. Por isso, vou me dedicar a enfrentar as denúncias com serenidade e transparência nas instâncias devidas”, disse na carta.
Robson Pires

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Henrique Eduardo Alves pede demissão do Ministério do Turismo


O pedido de exoneração do ministro ocorreu um dia depois da delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que acusou Alves de receber propina



Por Estadão Conteudo
 

O presidente em exercício, Michel Temer, aceitou o pedido de demissão do ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, conforme antecipou Sônia Racy da Coluna Direto da Fonte. A informação foi confirmada na tarde desta quinta-feira, 16, pela assessoria do Palácio do Planalto. A gota d’água foi a nova revelação sobre a delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado ao Ministério Público Federal, no âmbito da operação Lava Jato.
O ex-presidente da Transpetro diz ter pago a Henrique Alves R$ 1 55 milhão. Alves já estava na mira do governo por conta do acúmulo de notícias negativas contra o peemedebista e interlocutores do presidente em exercício já pressionavam pela sua saída, alegando que a permanência dele no cargo, contrariava a fala de Temer de que, surgindo denúncias, a autoridade atingida deveria pedir demissão do cargo.
As denúncias de Sérgio Machado, no entanto, atingem grande parte da cúpula do PMDB e até o presidente Temer que, mais cedo, convocou a imprensa para rebater as denúncias e acusá-las de criminosas, mentirosas e irresponsáveis. Temer, que está “muito irritado” com as acusações, chegou a dizer que “alguém que teria cometido aquele delito irresponsável que o cidadão Machado apontou não teria até condições de presidir o país”.
A saída de Henrique Alves serve como uma espécie de válvula de escape para Temer, que estava sendo alvo de críticas por manter o ministro do Turismo no cargo. Com isso, seria uma espécie de “vão-se os anéis e ficam os dedos”.
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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Após denúncias, Temer decide manter Henrique Alves, Osório e Fátima Pelaes

Henrique Alves já responde a inquérito no STF por eventual envolvimento na Operação Lava-Jato. Terá que sair do governo se o inquérito apontar que tem culpa


Em reunião na manhã desta segunda-feira (06/06/2016), o presidente interino Michel Temer decidiu manter nos cargos três pemedebistas envolvidos em denúncia e desgastes nos últimos dias: Eduardo Alves (Turismo), Fábio Osório (AGU) e Fátima Pelaes (Secretaria de Mulheres). Apesar de aparecer em matéria do jornal “Folha de S.Paulo” como receptor de recursos do petrolão, o ministro Henrique Eduardo Alves permanecerá no comando do ministério do Turismo. Na avaliação do presidente, as informações publicadas são “antigas”. Henrique Alves já responde a inquérito no STF por eventual envolvimento na Operação Lava-Jato. Terá que sair do governo se o inquérito apontar que tem culpa.
Quanto ao advogado-geral da União, Fábio Medina Osório, o presidente interino ficou incomodado com sua atuação nos últimos dias, mas resolveu conversar com o auxiliar e definir um “acordo de procedimento”. Temer não gostou do advogado não ter atuado para impedir a volta do presidente da EBC, escolhido pela presidente afastada Dilma Rouseff. O ministro do STF Dias Toffoli concedeu liminar a Ricardo Melo, determinando sua volta ao posto de presidente da EBC porque não teria sido feita a defesa do governo Temer na nomeação do jornalista Laerte Rímoli para o mesmo posto.
Outro problema no horizonte do governo era a nomeação de Fátima Pelaes para a Secretaria de Mulheres. Ela foi escolhida por Temer na semana passada, mas está sendo investigada por desvio de recursos de emendas parlamentares no âmbito da Operação Voucher. O presidente interino vai mantê-la no cargo, porque análise feita pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e concluída na manhã desta segunda-feira apontou que ela não tem problemas legais que a impeçam de atuar na pasta.
(Agência O Globo)

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Henrique Eduardo Alves volta para o Ministério do Turismo



O novo ministro presidiu a Câmara dos Deputados entre 2013 e 2014



Por Agência Brasil
O ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB) vai voltar a ocupar a pasta que deixou quando o PMDB rompeu com o governo em março. O novo ministro presidiu a Câmara dos Deputados entre 2013 e 2014, e atualmente está sem mandato eletivo na Casa após 44 anos como deputado federal pelo Rio Grande do Norte.
Advogado, nascido no Rio de Janeiro em 1948, o ex-deputado deixou de concorrer à reeleição como deputado federal nas últimas eleições  para tentar o governo do Rio Grande do Norte, mas foi derrotado por Robinson Mesquita Faria (PSD). Alves  foi lançado na política por seu pai, o ex-deputado, ex-ministro e ex-governador do Rio Grande do Norte Aluízio Alves (morto em 2006).
Alves teria sido citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa como um dos beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras, descoberta pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Alves nega todas as acusações e pede que sejam esclarecidas as citações, consideradas por ele como “absurdas”.
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sábado, 30 de abril de 2016

PR já dá sinais de adesão ao possível governo Temer e João Maia poderá permanecer como vice-presidente do Banco do Brasil

Indicado pelo PR para vice-presidência do BB, João Maia poderá permanecer no governo Temer (Foto: Wellington Rocha)


Principal líder do PR atualmente, o ex-deputado Valdemar Costa Neto já afirmou a aliados que não vai se opor à participação da legenda em um eventual governo Michel Temer


Por Estadão Conteúdo
 

Principal líder do PR atualmente, o ex-deputado Valdemar Costa Neto já afirmou a aliados que não vai se opor à participação da legenda em um eventual governo Michel Temer. A sinalização do ex-parlamentar, que atualmente cumpre prisão domiciliar por condenação no mensalão do PT, é apontada como principal senha para possibilitar o apoio unânime da legenda a um futuro governo do peemedebista.
Até a votação do impeachment na Câmara, Valdemar defendeu a permanência do PR na base aliada da presidente Dilma Rousseff. Segundo aliados, ele argumentava que a sigla devia gratidão por todo o espaço que teve durante os governos do PT. A defesa feita por Valdemar provocou inclusive rachas no partido, como a saída do deputado Maurício Quintella (AL) da liderança do PR na Câmara para apoiar o impeachment de Dilma Rousseff.
O deputado Alfredo Nascimento (AM) também protagonizou outro racha, ao renunciar à presidência do PR segundos antes de anunciar voto pró-impeachment. A atitude surpreendeu governistas já que ele tinha sido ministro dos Transportes no primeiro mandato de Dilma.
Com a certeza cada vez maior do afastamento de Dilma pelo Senado (a votação está prevista para 11 de maio) e com o placar da votação do impeachment na Câmara na bancada do PR (26 votos a favor e 14 contra), a situação mudou. “Ele (Valdemar) já falou que não vai se opor (a participação do PR em um governo Temer) e claro que a opinião dele tem uma influência muito grande sobre o resto do partido”, diz o deputado Maurício Quintella, que diz falar “toda semana” com o comandante do PR.
Sinalizações
Sinais dessa mudança de postura de Valdemar foram emitidos nesta semana na Câmara dos Deputados. Quintella, que tinha abdicado da liderança, foi indicado novamente, dessa vez para ser vice-líder do partido na Casa.
Outro sinal foi a volta de Nascimento à direção do PR. Com a “bênção” de Valdemar, ele assumirá a vice-presidência. A presidência foi passada para Antônio Carlos Rodrigues, que ainda ocupa o Ministério dos Transportes.
“Natural”
Para o líder do PR na Câmara, deputado Aelton Freitas (MG), essa unidade do partido em torno do apoio a Temer é natural após a maioria da bancada da Câmara votar a favor do impeachment de Dilma no último dia 17 de abril.
“Esse governo dividiu, metade foi para um lado e metade foi para o outro. Mas a maioria do PR acabou indo para um lado, por isso, é natural que o partido vá participar (de um eventual governo Temer)”, afirma Freitas.
O líder diz que o partido não condena os parlamentares que, como ele, votaram contra o impeachment. De acordo com o parlamentar, os votos favoráveis a Dilma foram uma “posição de gratidão” do PR. “Sempre fomos bem contemplados nos governos do PT”, afirma.
Até então governista, Aelton já fala abertamente que o PR tenta manter os Transportes em um eventual governo Temer. Segundo ele, os principais nomes que partido deve indicar são os de Quintella e de Antônio Carlos Rodrigues.
“Se (Gilberto) Kassab se mantiver na Cidades, vamos defender a manutenção de Antônio Carlos. Em não sendo, temos os nomes de Maurício Quintella e dos ex-deputados federais Bernardo Santana (MG) e Luciano Castro (PR)”, disse.
Prisão
Mesmo cumprindo prisão domiciliar e não sendo o presidente do PR Valdemar é que comanda o partido. Por conta da pena, o ex-deputado evita declarações públicas sobre assuntos ligados à política.
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