Termina na próxima quinta-feira (29) a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Também é o último dia para reuniões públicas, comício e a utilização de aparelhagens de sonorização fixa, entre às 8h até a meia-noite, com exceção do comício de encerramento da campanha que poderá ser prorrogado por mais duas horas.
Termina, ainda, o prazo para a realização de debate no rádio e na televisão. A partir da próxima quinta-feira, o juiz poderá expedir salvo conduto em favor de eleitor que sofrer violência moral ou física na sua liberdade de votar.
Candidatos devem atentar para a Resolução TSE 23.457/2015, que fala sobre o horário gratuito em mídias como rádio e televisão
Começam, a partir da próxima terça-feira (16), as propagandas eleitorais. Candidatos aos pleitos dos municípios têm até o dia 1º de outubro para discursarem para o povo suas propostas e ideias nos veículos de comunicação.
Os candidatos, contudo, devem atentar para a Resolução TSE 23.457/2015, que fala sobre o horário gratuito em mídias como rádio e televisão, além do que fazer para não cometer ilicitudes durante as campanhas veiculadas.
Dentre as proibições novas, destaca-se a vedação do uso de propagandas pagas na internet. Além disso, não será possível utilizar bens que dependa de permissão do poder público para se promover, bem como propagar o som de alto-falantes ou amplificadores depois das 22h.
Para conferir a Resolução na íntegra, clique neste link.
Partido dos Trabalhadores apresentou um programa de TV que só conversou com os 8% de brasileiros que aprovam Dilma Rousseff. Os 71% que rejeitam a presidente protestaram
No dia que começou com a notícia de que a presidente Dilma Rousseff é a mais impopular da história, segundo pesquisa Datafolha, em que o dólar rompeu a barreira de 3,50 reais e os partidos aliados do governo começaram a desembarcar da base, o programa do Partido dos Trabalhadores na televisão ontem, quinta-feira, (06/08/2015) foi recebido por um sonoro panelaço nas ruas do Brasil. Também houve buzinaços de quem estava preso no trânsito das grandes cidades.
O protesto registrado em todas as regiões - com centenas de imagens publicadas nas redes sociais - intensificou-se quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva surgiu afirmando que "nosso pior momento ainda é melhor do que o melhor momento deles". Na sequência, houve o ápice do panelaço: Dilma apareceu repetindo o discurso de que "estamos em uma travessia" e terminou sua fala dizendo que "sabe suportar pressões".
A peça partidária foi pontuada por ameaças veladas, pelos típicos discursos do "nós contra eles" e não fez nenhuma autocrítica pelo momento de crise política e econômica que o país vive. Também exibiu imagens de políticos da oposição - os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e José Agripino Maia (DEM-RN), e os deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Paulo Pereira da Silva (SD-SP) - enquanto o narrador afirmava: "Não se deixe enganar pelos que só pensam em si mesmos".
O PT, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram alvos de um novo protesto na noite desta terça-feira, durante a exibição do programa do PT, veiculado em cadeia nacional de televisão e rádio. Nos dez minutos da propaganda petista, houve panelaço, buzinaço e até mesmo fogos de artifício em várias cidades do país.
Em São Paulo, foram registrados protestos em toda a cidade, em bairros com moradores de diferentes classes sociais, como Jardins, Barra Funda, Perdizes, Pompeia, Santa Cecilia, Bixiga, Ipiranga, Vila Carrão e Tatuapé. Em Santos, no litoral paulista, o panelaço e buzinaço foram durante o tempo todo da propaganda do PT.
Em Brasília, houve fortes protestos nas Asas Sul e Norte. Em Belo Horizonte, panelaço, cornetas e gritos na vizinhança do apartamento do governador Fernando Pimentel (PT), no bairro da Serra.
No Rio, em vários bairros da zona sul, como Botafogo, Humaitá, ouviuse gritos de “Fora PT”, e “Fora Lula”, Copacabana. Os protestos também foram registrados na zona norte, na Tijuca, e em Niterói, no bairro de Icaraí, de alto poder aquisitivo.
A presidente Dilma Rousseff decidiu não gravar mensagem para o programa nacional do PT, que vai ao ar amanhã. Farei aqui uma análise segundo dois pontos de vista. Aqueles que não gostam de seu governo, que se opõem a ele ou que acreditam que ela tem de ser impichada estão obrigados a fazer o óbvio: lembrar que Dilma é PT.
Ela se elegeu pelo partido. Fica difícil acreditar que a dinheirama do petrolão, que irrigou a legenda, passou longe de sua campanha. Como ministra e como presidente, ela tentou evitar, na prática, ainda que seus defensores possam dizer que não fosse esta a intenção, que os podres da Petrobras viessem à luz. Dilma é PT. PT é Dilma.
Um templo da Igreja Universal do Reino de Deus foi lacrado no fim da manhã de hoje (25), em Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio, por conter grande quantidade de material de campanha e formulários com informações sobre eleitores, como nome e número do título. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), o material é da campanha de um dos candidatos ao governo do estado do Rio de Janeiro. Estão na disputa Marcelo Crivella, do PRB, e Luiz Fernando Pezão, do PMDB.
Fiscais do TRE apreenderam o material, que vai ser inventariado e que pode servir como indício de abuso de poder econômico ou propaganda irregular, dependendo do entendimento do Ministério Público Eleitoral. A realização de propaganda eleitoral dentro de templos religiosos não é permitida pela legislação.
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (16) que as propagandas eleitorais gratuitas em cadeia nacional de rádio e TV não podem servir para “atacar” candidato adversário, mas sim para debater propostas. A proibição não abarca outros meios pelos quais a propaganda pode ser realizada nem atinge debates, entrevistas e outras manifestações dos candidatos em campanha.
Uma nova guerra começa hoje. A propaganda eleitoral na TV será retomada e seguirá até o dia 24. Quarenta minutos diários de embate serão divididos entre os presidenciáveis em dois blocos: das 13h às 13h20 e das 20h30 às 20h50.
O primeiro programa deste segundo turno irá ao ar à noite. Dilma Rousseff (PT) surgirá primeiro na tela por ter sido campeã de votos no dia 5. Em seguida entra Aécio Neves (PSDB). A partir de amanhã haverá alternância.
Muitos jornalistas de política preveem artilharia pesada entre a petista e o tucano. Nas redes sociais os ataques entre eles começaram logo após o resultado das urnas.
Na TV a estratégia será basicamente a da comparação de estatísticas sobre economia, geração de empregos e outras áreas relevantes. Dilma vai contrapor os números dos 8 anos do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) aos 12 anos de gestão do PT.
Aécio deverá ressaltar dados positivos da era FHC e mostrar que Dilma, em alguns segmentos, não manteve os gráficos de crescimento herdados de Lula. O senador mineiro insistirá que representa a ‘mudança segura’ e o voto antipetista.
As denúncias de irregularidades e os escândalos políticos também estarão em pauta. O cardápio será o mesmo: privatizações, mensalão, mensalão mineiro, Petrobras.
Caso o confronto entre Dilma e Aécio fique na seara das planilhas e do denuncismo será benéfico ao telespectador. O temor geral é de que os marqueteiros apelem para a vida pessoal dos candidatos, na tentativa de desonrar o concorrente e escandalizar o eleitor.
O brasileiro costuma ter memória curta, mas a maioria das pessoas se lembra do episódio lamentável ocorrido em 1989, quando a propaganda de Fernando Collor de Mello acusou Lula de pressionar uma ex-companheira a abortar. Aquela foi um das piores baixarias já vistas na política nacional.
A erupção de boatos desta eleição tenta desqualificar Dilma e Aécio abordando temas como orientação sexual, dependência química e violência doméstica. É quase impossível a intimidade de um presidenciável sair incólume de uma disputa de votos. Porém nada justifica fazer apelações deste tipo.
Os brasileiros merecem assistir ao debate construtivo sobre propostas concretas para melhorar o país. Uma campanha limpa vai fazer bem à democracia.
Com a proximidade do primeiro turno das eleições no domingo (5), a Justiça Eleitoral tem algumas regras que não podem ser esquecidas por candidatos, partidos políticos e coligações. Segundo a Lei Eleitoral, amanhã (2) é o último dia para a exibição da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. É também o prazo final para os candidatos fazerem reuniões públicas de campanha, comícios e para a utilização de aparelhagem de som fixa, entre as 8h e a meia-noite. Quinta-feira também é a data limite para a realização de debates políticos na televisão ou no rádio. Debates iniciados no dia 2 podem se estender, no máximo, até as 7h do dia 3 de outubro. Também até amanhã, partidos políticos e coligações terão que indicar à Justiça Eleitoral o nome das pessoas autorizadas a expedir as credenciais dos fiscais e delegados de partido que estarão habilitados a acmpanhar os trabalhos de votação.
Sexta-feira (3) será a data limite para que se faça a divulgação paga, na imprensa escrita, a reprodução na internet do jornal impresso, de propaganda eleitoral. Ainda nesta sexta-feira, os presidentes de mesa que não tiverem recebido o material destinado à votação deverão comunicar a falha ao juiz eleitoral. No sábado (4), termina a propaganda eleitoral com uso de alto-falantes ou amplificadores de som, entre as 8h e as 22h. Carreatas, caminhadas, passeatas e a distribuição de material gráfico também só poderão ser feitos até as 22h deste sábado.
Desde terça-feira (30), até 48 horas depois do encerramento da votação, nenhum eleitor pode ser preso ou detido, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou ainda por desrespeito a salvo-conduto. A proibição de prisão de candidatos está em vigor desde o último dia 20. No entanto, quem concorre a cargo eletivo pode ser detido ou preso em caso de flagrante delito. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a competência para proibir a venda de bebidas alcoólicas no dia da votação é da Secretaria de Segurança Pública de cada estado, município ou do Distrito Federal.
Desde a morte de Eduardo Campos, Renata vinha mantendo uma atuação discreta e de bastidor na campanha. Foto: Divulgação
Pela primeira vez após a morte do marido, a viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, 47 anos, gravou uma participação para o programa eleitoral do PSB. Ela – que gravou depoimentos emocionados no último sábado – vinha mantendo uma atuação discreta e de bastidor na campanha. As informações são da Folha de S.Paulo.
Renata Campos gravou participações para as campanhas “Eu confi em Paulo Câmara”, em apoio ao candidato do PSB ao governo de Pernambuco, e “Eu confio em Fernando Bezerra Coelho”, candidato ao Senado.
Apesar de ser a primeira vez que ela participa de programas de TV da campanha, um discurso seu – feito em ato do pastido um dia após o sepultamento de Campos – já foi usado.
Segundo a reportagem, a campanha não chegou a divulgar se o trecho em que a viúva se emociona será usado ou não. Os textos lidos por Renata foram escritos por ela mesma e poucas pessoas acompanharam as gravações, feitas na sala e na varanda da casa onde a viúva e os cinco filhos do casal vivem.
O candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos, morreu na manhã do dia 13 de agosto, em um acidente de avião em Santos, em São Paulo. A aeronave Cessna 560 XL decolou do aeroporto Santos Dumont (RJ) com destino ao Guarujá, mas perdeu contato com o controle de tráfego aéreo depois de ter arremetido a uma tentativa de pouso por conta do mau tempo.
A candidata Marina Silva: discurso em que ela diz que passou fome na infância produziu um vídeo de alta voltagem dramática (VEJA)
Marina saca da arma que era de uso exclusivo do PT e expõe a trajetória sofrida para estancar a queda nas pesquisas e brigar pela última cota de eleitores disponíveis, a dos chamados volúveis
O contra-ataque veio na forma que o PT mais temia. Depois de sofrer a Blitzkrieg dilmista por vinte dias ininterruptos, Marina Silva sacou do coldre uma arma cujo poder de fogo seus adversários conhecem bem: o apelo emocional. Em um vídeo gravado durante um comício em Fortaleza e levado ao ar no seu programa eleitoral de terça-feira, a candidata dizia que passou fome e viu seus pais deixarem de comer para que os filhos pudessem dividir um ovo — e que alguém que passou por uma experiência assim jamais iria acabar com o Bolsa Família. A voz embargada da ex-senadora, as pausas estratégicas de sua fala, a eloquência da frase final (“Isso não é um discurso, isso é uma vida”) e os olhos marejados das pessoas no palanque produziram um vídeo de alta voltagem dramática — foram os dois minutos de maior impacto nas quase doze horas de programa eleitoral presidencial veiculadas na TV até aquela data, como mostrou o número de visualizações do filme na internet (67 000 até sexta-feira, recorde na campanha).
O uso da emoção em campanhas eleitorais está longe de ser algo novo, mas, no caso de Marina, ele embute um significado extra. Ao rebater os ataques do adversário com sua história de vida — menina negra e pobre, nascida em um seringal do Acre e alfabetizada aos 16 anos de idade —, ela tira do PT o monopólio da emoção e inicia um perigoso avanço no território inimigo, ao mesmo tempo em que enfraquece o discurso do medo usado pelo PT. A disseminação do boato de que Marina acabaria com o Bolsa Família — motivo do seu discurso em Fortaleza — foi parte do bombardeio petista cujos resultados apareceram na última pesquisa do Datafolha, divulgada na sexta-feira.
Pelo levantamento, a presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, abriu 7 pontos de vantagem sobre a ex-senadora no primeiro turno e diminuiu de 10 para 2 pontos a diferença no segundo. Aécio Neves, do PSDB, que chegou a ter 20 pontos a menos que Marina, agora está separado dela por 13. Na campanha de Dilma, o marqueteiro João Santana comemorou: “A Marina está derretendo”. As pesquisas internas do governo já mostravam que a estratégia de atacá-la a todo custo havia dado resultado. Para o diretor-geral do instituto, Mauro Paulino, a queda de Marina era esperada. “Pelo volume de ataques que ela sofreu, seu patamar não mudou muito.” Ele disse acreditar que o vídeo de Fortaleza deverá ter impacto junto ao eleitor, mas seus efeitos só serão sentidos na próxima pesquisa (as entrevistas do Datafolha foram feitas entre a última quarta e quinta-feira).
Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) (Ivan Pacheco e Felipe Cotrim/VEJA.com)
Campanha do PT centra fogo na adversária do PSB, que seria eleita com uma base parlamentar reduzida e cujo perfil é apontado como inflexível para conduzir negociações. "Seria a chefe do partido do eu sozinho."
A arrancada de Marina Silva (PSB) na última pesquisa Datafolha provocou mudanças na linha da campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) na televisão. Nesta terça-feira, a propaganda eleitoral petista subiu o tom e comparou a adversária do PSB aos ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor de Melo. O recado foi direto: "O Brasil elegeu dois salvadores da pátria. E a gente sabe como isso terminou".
No programa, a campanha petista, comandada pelo marqueteiro João Santana, exibiu imagens de jornais estampando a renúncia de Jânio e o impeachment de Collor – no caso do último, que é aliado de Dilma, sem exibir seu rosto. O programa questiona que, se Marina fosse eleita hoje, teria uma base parlamentar no Congresso de 33 deputados, incapaz de conseguir aprovar projetos. "Seria a chefe do partido do eu sozinho", diz o locutor. Na sequência, alfinetou o perfil de Marina, apontada como inflexível pelos adversários: "Como é que você acha que ela vai conseguir esse apoio sem fazer acordos?" E será que ela quer? Será que ela tem jeito para negociar?", questionou o locutor.
O jogo de apoio político também foi abordado por Marina, mas na linha contrária: a ex-senadora lembrou o loteamento de ministérios e cargos na máquina em troca de votos no Congresso. Na TV, Marina disse que não é possível fazer avanços com um "governo repartido como carta de baralho".
Em terceiro lugar nas pesquisas, o candidato tucano Aécio Neves afirmou que o eleitor tem hoje "dois caminhos" e citou nominalmente Marina Silva – além do seu, obviamente. O tucano disse que Marina é uma pessoa com “boas intenções”, mas sem “força política” para fazer mudanças. E continua: “Sem experiência, sem força política, o sistema engole as boas intenções”.
O comediante e deputado federal Everaldo Oliveira Silva, o Tiririca, participa da cerimônia de posse do novo Congresso Nacional, em Brasília
Levantamento da Veja mostra que há uma série de diferenças entre a classe política nacional e os eleitores brasileiros – mas elas estão se tornando menores. Uma delas é a discrepância, ainda elevada, de escolaridade dos políticos em relação às médias do país. E o peso que os partidos nanicos possuem na fatia dos candidatos com menos escolaridade. Na prática, pequenas siglas servem como porta de entrada para eles – os candidatos que completaram apenas o ensino médio constituem o maior grupo nesses partidos.
Neste ano, os partidos escolheram 45% de seus representantes para disputas eleitorais entre os diplomados com grau superior e 30% entre os que passaram pela escola, mas não chegaram à universidade. A distância entre as duas principais classificações dos candidatos, com base no critério de escolaridade, diminuiu em 2014.
Com o início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, a partir desta terça-feira (19), a disputa presidencial ficará mais acirrada e poderá ter mudanças importantes na disputa entre Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB). O palanque eletrônico, como também é chamado, por diversas vezes, foi decisivo na definição de quem vai ao segundo turno para enfrentar o candidato favorito, mas desta vez, poderá promover reviravolta já no primeiro turno das eleições.
Na campanha de 2002, a propaganda na rádio e televisão teve papel decisivo. A campanha televisiva do PT, que trazia Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em versão "paz e amor", fez o candidato subir de 35% para 45% em um mês e meio.
José Serra (PSDB), candidato do governo na época, estava embolado com Ciro Gomes (PPS), com 10% da intenção dos votos. Mas com a polêmica por ter chamado um ouvinte de "burro" em um programa de rádio, Ciro despencou, Serra ganhou a preferencia como oposição ao PT. E Anthony Garotinho, então no PSB, que antes da propaganda tinha 26% - nove pontos a menos que Lula – não conseguiu emplacar.
Em 2006, foi a vez de Geraldo Alckmin se valer do horário na rádio e TV para crescer 13 pontos porcentuais no período e fir para o segundo turno. Antes da propaganda na TV, Lula tinha mais eleitores que a soma dos adversários, o que lhe daria a reeleição já no primeiro turno.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Toffoli, indeferiu pedido apresentado pelo PV e seu candidato a presidente, Eduardo Jorge, para o adiamento por três dias do início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, que começa na próxima terça-feira (19).
A sigla e o candidato solicitaram o adiamento em razão do acidente aéreo que vitimou o candidato a presidente Eduardo Campos (PSB) e equipe. Em sua decisão, o presidente do TSE destaca que, “não há como postergar o início da propaganda gratuita, pois a matéria é estabelecida pela legislação eleitoral e não por ato de vontade da Justiça Eleitoral”.
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV começa na próxima terça-feira (19/08/2014) e vai até 2 de outubro, em primeiro turno. Ou seja, terá início 47 dias antes do primeiro turno e encerrará três dias antes das eleições.
O credenciamento de pessoas autorizadas deve obedecer a modelo específico e ser assinado por representante ou advogado do partido ou coligação. As mídias serão encaminhadas pelos partidos e coligações conforme protocolo de entrega, disponível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As prefeituras suspenderam a aplicação da marca do Governo Federal assim como o uso de marcas e identidades visuais vinculadas aos atos, programas e campanhas dos órgãos públicos federais, seguindo a recomendação da legislação.
Esta recomendação se estenderá até o dia 26 de outubro, período denominado de “defeso eleitoral”. Portanto, durante este período, veículos governamentais que possuam alguma logomarca ou slogan do Governo Federal devem ter as marcas apagadas ou cobertas.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou hoje (10) a estimativa de tempo que os 11 candidatos à Presidência da República terão no horário eleitoral no rádio e na televisão, que começa no dia 19 de agosto. Os números serão apresentados aos partidos em audiência pública na quarta-feira (16). Após as coligações tomarem conhecimento da minuta, o plano de divulgação definitivo será colocado em votação no plenário do tribunal.
Segundo os dados, a coligação Com A Força do Povo, da candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT), terá 11 minutos e 48 segundos. A coligação Muda Brasil, do candidato Aécio Neves (PSDB), ficou com quatro minutos e 31 segundos. Eduardo Campos (PSB), da Coligação Unidos pelo Brasil, terá um minuto e 49 segundos.
O restante do tempo no rádio e na TV ficou dividido entre o PSC, do Pastor Everaldo (um minuto e oito segundos); PV, de Eduardo Jorge (um minuto e um segundo); PSOL, da candidata Luciana Genro (51 segundos), e Eymael, do PSDC (47 segundos). Os candidatos Levy Fidelix (PRTB), Zé Maria (PSTU), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) terão 45 segundos para expor suas ideias.
O bloco de 20 minutos que será destinado aos que disputam a Presidência da República foi dividido de acordo com o número de partidos e coligações que registraram candidaturas ao cargo e a suas representações na Câmara dos Deputados. O TSE definirá a primeira ordem de exibição dos programas em sorteio no dia 5 de agosto. Nos programas seguintes, a ordem seguirá o critério de rodízio. Caso a disputa vá para segundo turno, o bloco de 20 minutos será dividido de forma igualitária entre as coligações.
A propaganda eleitoral só será permitida a partir do dia 6 de julho. Desse dia em diante, candidatos e partidos poderão fazer funcionar, das 8h às 22h, alto-falantes ou amplificadores de som, nas suas sedes ou em veículos. Poderão, também, realizar comícios e utilizar aparelhagem de sonorização fixa, das 8h às 24h, e divulgar propaganda eleitoral na internet, sendo proibida a veiculação de qualquer tipo de propaganda paga.
A multa para quem desrespeitar a regra varia de R$ 5 mil a R$ 25 mil ao responsável e ao seu beneficiário, caso este tenha conhecimento prévio da mesma. As eleições de 2014 vão eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais e distritais. O primeiro turno será no dia 5 de outubro e eventual segundo turno ocorrerá no dia 26 de outubro.