segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Propaganda eleitoral poderá mudar os quadros políticos

 
Com o início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, a partir desta terça-feira (19), a disputa presidencial ficará mais acirrada e poderá ter mudanças importantes na disputa entre Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB). O palanque eletrônico, como também é chamado, por diversas vezes, foi decisivo na definição de quem vai ao segundo turno para enfrentar o candidato favorito, mas desta vez, poderá promover reviravolta já no primeiro turno das eleições.

Na campanha de 2002, a propaganda na rádio e televisão teve papel decisivo. A campanha televisiva do PT, que trazia   Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em versão "paz e amor", fez o candidato subir de 35% para 45% em um mês e meio.

José Serra (PSDB), candidato do governo na época, estava embolado com Ciro Gomes (PPS), com 10% da intenção dos votos. Mas com a polêmica por ter chamado um ouvinte de "burro" em um programa de rádio, Ciro despencou, Serra ganhou a preferencia como oposição ao PT. E Anthony Garotinho, então no PSB, que antes da propaganda tinha 26% - nove pontos a menos que Lula – não conseguiu emplacar.

Em 2006, foi a vez de Geraldo Alckmin se valer do horário na rádio e TV para crescer 13 pontos porcentuais no período e fir para o segundo turno. Antes da propaganda na TV, Lula tinha mais eleitores que a soma dos adversários, o que lhe daria a reeleição já no primeiro turno.


Com informações da Agência Estado

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