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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Deputados entrarão madrugada deste sábado debatendo impeachment de Dilma

Deputados entrarão madrugada debatendo impeachment de Dilma (Foto: Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados)


A sessão de votação do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) se iniciará na segunda-feira, 11, às 10h, e segurá durante todo o dia


Por Estadão Conteúdo
 

Líderes partidários chegaram a um consenso para a realização da sessão de debates na comissão especial do impeachment. Ficou acordado que a sessão de hoje, com começo previsto para as 15h, será encerrada às 3h da madrugada deste sábado.
Assim, a sessão de votação do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) se iniciará na segunda-feira, 11, às 10h. Como o regimento prevê orientação de bancada e a possibilidade de novas intervenções dos parlamentares, a votação em si do parecer ocorrerá ao longo da segunda-feira.
Ao total são 133 inscritos para discursar na reunião de hoje, entre membros titulares e suplentes, além de líderes. Membros podem falar 15 minutos; não-membros, 10 minutos; e líderes partidários, 5 minutos. O prazo limite para que os deputados discursem é 3 horas da madrugada, independentemente do número de inscritos.
Foram quatro reuniões de líderes discutindo o rito da sessão de debates e a votação. Os governistas se recusavam a aceitar sessões de debates no fim de semana, alegando que excepcionalidade poderia levar a judicialização. Os oposicionistas alegavam que era preciso dar espaço para que todos pudessem discursar.
“A judicialização é absolutamente democrática e constitucional de quem entende que tem algum direito ferido. A gente está cumprindo à risca a regra da Constituição, do regimento e por consenso dos líderes”, disse o presidente da comissão, deputado Rogério Rosso (PSD-DF).
O deputado negou que esteja seguindo o cronograma imposto pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e enfatizou que a comissão terminará seus trabalhos no limite das 15 sessões previstas pela lei (10 de prazo para defesa e cinco de apresentação e votação do relatório). “Existe um cronograma legal. Por acaso, a última sessão de votação é segunda-feira. Então meu cronograma é o constitucional, é o da lei”, respondeu.
Portal no Ar

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Movimento LGBT debate assassinatos LGBTfóbicos na Câmara de Natal

A Câmara Municipal de Natal debateu nesta terça-feira, 04, a violência contra a comunidade LGBT de Natal. A Audiência Pública foi proposta pelo mandato do vereador Hugo Manso (PT) e contou com a presença de representantes da organismos da Sociedade Civil e Poder Público como a Secretaria Estadual de Mulher, o Centro de Referência em Direitos Humanos da UFRN (CRDH), o Grupo de Mulheres Independentes (GAMI), a ATREVIDA (Ong de transexuais), o Setorial LGBT do PT, a Secretaria Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres (SPM), e a Coordenação de Defesa das Mulheres e Minorias (CODIMM).

“Em um momento de acirramento político, e uma confusão sobre o direito das minorias vítimas de violência social e histórica, dar visibilidade a pauta da violência LGBT é uma forma de mostrar que essa comunidade precisa, sim, de políticas públicas articuladas que a proteja, pois a LGBTfobia existe física e simbolicamente e está naturalizada na nossa sociedade”, pontuou Hugo.
Robson Pires

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Presidenciáveis participam hoje do “último combate”

 

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Hoje realiza-se o último debate de uma série de quatro verificados na campanha pelo segundo turno. Felizmente ficará para daqui a quatro anos o sacrifício a nós imposto pela ditadura das principais redes de televisão, às quais se rendem covardemente os candidatos e seus partidos.
Porque se são quatro as empresas que detém as preferências do telespectador, dá-se às quatro a oportunidade de repetir os mesmos confrontos, conflitos e exposições incompletas dos pretendentes à presidência da República, numa enfadonha repetição de muitas mentiras e poucas verdades.
Robson Pires

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Contidos na Record, Dilma e Aécio vão para o tudo ou nada na Globo

    

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Dilma e Aécio repetiram o mesmo figurino usado no debate na Band, no dia 14
 
 
As críticas à baixaria e aos ataques agressivos deram resultado. Dilma Rousseff e Aécio Neves tiveram comportamento quase diplomático no debate na Record, realizado na noite de domingo (19).
Nem pareciam os mesmos candidatos que se digladiaram no confronto no SBT, gerando comparações com a campanha difamatória entre Lula e Collor, em 1989.
Mas não houve a tão esperada discussão efetiva de propostas. A petista e o tucano gastaram a maior parte do tempo emitindo opiniões sobre a gestão alheia — Dilma criticando o governo de Aécio em Minas Gerais, e Aécio torpedeando a presidência de Dilma.
A repetição da tática de desqualificação do adversário deixou o confronto quase enfadonho: mesmas perguntas, previsíveis respostas. Nenhum novo esclarecimento relevante ao telespectador-eleitor.
Após a artilharia pesada vista na emissora de Silvio Santos, surgiram boatos sobre supostas acusações bombásticas que seriam apresentadas no embate no canal dos bispos. Foi apenas terrorismo eleitoral. Nada de surpreendente gerou discussão.
Tudo indica que a munição especial, se é que existe, foi preservada para a batalha final, na Globo, na sexta-feira (24). Assim como aconteceu no primeiro turno, deverá ser o debate mais enérgico. O perigoso ‘tudo ou nada’ a 2 dias da eleição.
Na Record, os mediadores Celso Freitas e Adriana Araújo ficam sem muita função com o formato livre do debate. A missão deles se restringiu ao anúncio da ordem dos candidatos para perguntas, respostas, réplicas e tréplicas.
Os dois jornalistas fugiram do roteiro apenas em três momentos, ao tentar (sem sucesso) conter a plateia. As manifestações — aplausos e vaias — foram as mais efusivas entre os debates deste segundo turno.
Uma observação técnica: a emissora errou na iluminação. Bastava Dilma dar um passo para o lado — e a candidata se movimenta bastante enquanto fala — para sair do foco de luz e ficar com o rosto escurecido na tela.
Dilma e Aécio repetiram o mesmo figurino usado no debate na Band, no dia 14: a presidente de blazer branco, a cor mais usada por ela nos encontros entre os presidenciáveis desta eleição, e o senador com o infalível terno cinza com gravata azul claro.
Sisudos, os dois olharam mais para a câmera do que um para o outro. Mais um vez recorreram bastante à papelada em cima da bancada. Esta é a eleição da contestação de dados e estatísticas, e não da discussão profícua de propostas para o país.

Fonte: Terra

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Por Ricardo Noblat de O Globo: Dilma foi nocauteada

 
Segundo turno esquenta com os debates entre Aécio e Dilma
 
Aécio deixou de ser tucano. Na versão política, tucano é uma ave que, apesar do bico grande, bica com delicadeza. É capaz de perder a vida para não perder a elegância. Quem imaginou que Aécio, nesta quinta-feira, no debate do SBT, ofereceria a outra face para apanhar, enganou-se.
Marqueteiros dizem que o eleitor detesta ataques. Lorota. Detesta baixarias. Se alguém se rendeu à baixaria foi Dilma quando perguntou a Aécio o que ele achava da lei que pune motoristas que dirijam bêbados ou drogados.
Uma vez, no Rio, Aécio foi surpreendido por uma blitz da Lei Seca. E se recusou a fazer o teste do bafômetro.
Se Dilma sabe que ele estava bêbado ou drogado deveria ter dito. É uma grave acusação que não pode apenas ser insinuada. Leviandade. No debate da Band, na última terça-feira, Dilma impôs a Aécio sua agenda de discussão. Aécio não soube assimilar os golpes. Foi derrotado.
No debate do SBT, Aécio impôs sua agenda. E rebateu os ataques de Dilma com calma, lógica e argumentos bem pensados. Dilma voltou a perguntar pelos parentes que Aécio empregou no governo de Minas. Aécio respondeu sobre apenas um deles — sua irmã, Andrea, que trabalhou no governo sem nada ganhar.
Em seguida, perguntou a Dilma pelo irmão dela, “que ganha sem trabalhar” na prefeitura de Belo Horizonte. Dilma acusou o golpe.
Aécio carimbou na testa de Dilma que ela não conhece direito Minas. Dilma passou recibo da acusação.
O debate acabou com Dilma nocauteada. Não é força de expressão. Desorientada, como se não soubesse direito onde estava e o que lhe aconteceu, Dilma perdeu a voz ao responder à pergunta de uma repórter do SBT. Esqueceu que estava ao vivo. E, aparentemente grogue, pediu para recomeçar.
Não conseguiu. Alegou que estava passando mal. Foi socorrida com um copo de água. Quis voltar à responder. Como seu tempo acabara, se irritou com a repórter. Desfecho perfeito para uma luta que ela perdeu.
O Globo

Desorientada, Dilma interrompe entrevista após debate

 

A presidente Dilma Rousseff diz ter se sentido mal após debate no SBT    

A presidente Dilma Rousseff diz ter se sentido mal após debate no SBT (Reprodução/SBT)            

Em entrevista ao vivo logo após o debate do SBT nesta quinta-feira, a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) perdeu o rumo ao falar sobre o duríssimo embate com Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência. Ao responder a pergunta da repórter Simone Queiroz, Dilma gaguejou ao tentar dizer a palavra "inequívoco", se enrolou e pediu para recomeçar a entrevista, momento em que foi avisada que estava ao vivo. Ela tentou retomar o discurso, mas em seguida alegou ter sentido uma queda de pressão e foi conduzida até uma cadeira próxima. "A presidente está passando mal aqui", disse a repórter, assustada.

Um comentarista do SBT entrou no ar. Instantes depois a transmissão voltou a mostrar Dilma, em pé e aparentemente recomposta. "Debate exige muito da gente. Peço desculpas ao telespectador, mas é assim que nós somos".

A repórter disse que esperava que a presidente estivesse se sentindo bem. Dilma, ainda um pouco desorientada, respondeu com rispidez: "Quero terminar a entrevista". Dilma tentou retomar a resposta, mas logo foi avisada que pela lei eleitoral o SBT deveria dar o mesmo tempo de entrevista aos candidatos e por isso não poderia estender a fala da candidata petista. Mais uma vez, Dilma foi áspera: "Se é assim que você quer, assim será", respondeu ela, encerrando um dos episódios mais bizarros de toda a campanha.

Nos bastidores, os assessores da presidente se apressaram em afirmar que Dilma não havia comido nada o dia todo e se sentiu mal ao levantar da cadeira para a entrevista. O marqueteiro João Santana a socorreu com barra de cereal, chocolate e bala. "Meu filho, eu devia ter comido antes de sair de casa. Caiu um pouquinho a minha pressão. Eu senti que ia cair, mas aí imediatamente eu dei uma esfregadinha nos meus pulsos. A minha sorte foi que não aconteceu nada disso (durante o debate). Foi na hora que eu levantei, porque eu levantei subitamente", disse Dilma. (Talita Fernandes e Felipe Frazão, de São Paulo)

             

TSE veta propaganda do PT e proíbe ataques em horário eleitoral

 

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O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (16) que as propagandas eleitorais gratuitas em cadeia nacional de rádio e TV não podem servir para “atacar” candidato adversário, mas sim para debater propostas. A proibição não abarca outros meios pelos quais a propaganda pode ser realizada nem atinge debates, entrevistas e outras manifestações dos candidatos em campanha.
Robson Pires

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Dilma e Aécio fazem debate marcado por ataques

 

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O primeiro debate entre presidenciáveis, na Band, nesta terça-feira, deu mostras do que serão os últimos dias de campanha. Em uma hora e meia de embate, Dilma Rousseff e Aécio Neves trocaram acusações, se acusaram mutuamente de estarem mentindo e não raro davam ou ouviam respostas com falas e gestos irônicos. Faltando 11 dias para a votação, a expectativa é que o embate dê o tom da disputa.
Apoiada em números do seu governo – e às vezes dos 12 anos de PT no Governo Federal, Dilma cumpriu a promessa feita no primeiro bloco, o de confrontar os anos PSDB, com Fernando Henrique Cardoso, e os do petismo no poder. Enquanto Aécio exaltava o Plano Real e estabilidade econômica, Dilma erguia a bandeira as conquistas sociais, como a redução de desigualdade.
Aécio chegou a pedir para Dilma parar de “olhar no retrovisor” e discutir propostas. A petista também aproveitou para atacar Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e ministro da Fazenda em um eventual governo tucano. O controle da inflação foi usado pelos dois candidatos para ataques mútuos. Dilma prometeu segurar o índice em 6,5%, e Aécio afirmou que a taxa está descontrolada.
A candidata do PT também insistiu na derrota de Aécio em sua terra, Minas Gerais, que governou por oito anos. Aécio, por sua vez, lembrou que deixou o posto com 92% de aprovação. Para garantir que não pretende acabar com os programas sociais, Aécio citou dois dos mais famosos para prometer melhorias no Bolsa Família e no Pronatec. A paternidade do primeiro chegou a ser disputada entre os dois em determinado momento do debate.
Aécio defendeu a tese de que o Bolsa Escola, de “DNA tucano”, serviu de base para o Bolsa Família: “O programa tem como pai Fernando Henrique Cardoso e mãe, dona Ruth”. Dilma reagia com ironia e citava mais números: “O Bolsa Escola atendia 5 milhões de pessoas, enquanto o Bolsa Família é para 50 milhões”.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Primeiro debate mostrou tom agressivo que pautará 2º turno no RN

                                    

Foto: Frankie Marcone/Nominuto
Foto: Frankie Marcone/Nominuto
 
Um segundo turno com candidatos mais agressivos. Pelo menos foi o que deixou claro o primeiro debate deste segundo “round”, promovido pela Band TV na noite desta quinta-feira. A julgar pelas declarações enviadas à imprensa através dos releases das assessorias de Henrique e de Robinson, a intenção de ambos é “não alisar” nesta reta final de campanha. A estratégia adotada por Robinson foi tentar responsabilizar Henrique pela derrota de alguns deputados estaduais e federais. O que disse Robinson? “Nós fomos os vitoriosos nas urnas e chegamos ao segundo turno. A nossa senadora venceu e os nossos deputados estão eleitos. Já os candidatos apoiados por você, mentor do acordão, foram todos contaminados.  O seu acordão contaminou todos os que estavam por perto, inclusive deputados que não mereciam a derrota que o acordão proporcionou a eles”.
 
Já Henrique preferiu adotar uma estratégia de tentar mostrar para o eleitor que Robinson, na condição de vice-governador e secretário de Recursos Hídricos nada fez pelo Rio grande do Norte, e se fez, produziu muito pouco. O que disse Henrique sobre Robinson?  “Tenho certeza que ninguém entendeu o que o candidato disse. Eu perguntei uma coisa e ele respondeu outra. Ou seja, não fez nada. Ele não apresentou aqui um resultado prático, não apresentou aqui uma realização em favor do Rio Grande do Norte. O senhor não disse nada do que fez, nada do que trouxe para o RN e esse cargo custou R$ 10 milhões para não se fazer nada. Eu não estou criticando o modelo de vice-governador, mas o fato de não se fazer nada com um custo de R$ 10 milhões, que é o custo do gabinete, com policiais e assessoria. De resultado prático, nós ouvimos. Nada”.
Marcos Dantas

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Dilma e Aécio polarizam debate eletrizante na TV


 
Os candidatos à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) se cumprimentam antes do debate promovido pela Globo, no Rio
Os candidatos à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) se cumprimentam antes do debate promovido pela Globo, no Rio - Ivan Pacheco/VEJA.com
 
O último debate na televisão entre os candidatos à Presidência da República antes das eleições, realizado pela TV Globo, foi eletrizante. Houve de tudo: embates diretos entre os principais presidenciáveis – Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) –, momentos de nervosismo explícito e de humor, dobradinhas entre candidatos e até um tenso confronto entre nanicos.

O resultado da mais recente pesquisa do
Datafolha, segundo a qual Aécio segue crescendo e empatou tecnicamente com Marina no segundo lugar, também ditou as estratégias dos candidatos: Dilma e o tucano travaram os confrontos mais explosivos. Líder nas pesquisas, Dilma teve de responder várias vezes – e se enrolou devido à já conhecida dificuldade com os microfones – sobre escândalos de corrupção que assolam a Petrobras. Logo na primeira resposta, feita por Luciana Genro, do PSOL, a petista deu uma resposta de difícil – e intrigante – interpretação: "Ninguém está acima da corrupção, todo mundo pode cometer, as instituições que devem investigar".
A estratégia da petista para revidar não poderia ser diferente: repisou o ataque antigo – que funcionou desde 2006 – de dizer que o PSDB de Aécio sempre quis privatizar a Petrobras e os bancos públicos. O tucano devolveu mantendo a crise da Petrobras em tela: "Faltou a senhora explicar quais foram os relevantes serviços prestados pelo diretor Paulo Roberto Costa". Aécio falava do delator do petrolão, o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, que aceitou um acordo de delação premiada para deixar a cadeia e entregar uma constelação de políticos e partidos que orbitam o governo federal.

Dilma também foi emparedada duas vezes sobre a afirmação feita no debate anterior, da TV Record, quando disse ter demitido Paulo Roberto Costa. Segundo os documentos, Paulo Roberto renunciou ao cargo. Dilma disse que todo servidor público tem a oportunidade de abandonar o cargo antes em caso de demissão -- mas não explicou porque ele foi elogiado ao deixar o posto.

A dois dias das eleições – o debate começou na noite de quinta-feira, mas terminou na madrugada de sexta –, alguns acenos também puderam ser facilmente flagrados – o que não significa nenhuma novidade em debates. O caricato candidato do PV, Eduardo Jorge, ajudou Dilma a esfriar o debate no momento mais tenso para ela, no primeiro bloco. A petista questionou Jorge sobre o Pronatec, programa do governo federal voltado ao ensino técnico. O debate gelou. No segundo bloco, quando os temas foram estipulados por sorteio, Jorge deveria questionar a petista sobre corrupção, mas a pergunta foi: “O que você acha da lei que mata mulheres?”. Ele falava sobre o aborto. Ela falou sobre o que quis.

O tucano Aécio Neves trocou confortáveis perguntas com Pastor Everaldo, do PSC, abordando o uso político dos
Correios para distribuir material de campanha do PT e barrar material do PSDB nestas eleições e a corrupção na Petrobras. Everaldo também teve a oportunidade de apontar seu rival para responder a uma pergunta sobre a Previdência, mas escolheu Aécio e o questionou sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – o mediador chamou a atenção. Nas considerações finais. Everaldo lembrou o triste episódio no qual Dilma defendeu na Assembleia Geral da ONU a necessidade de diálogo com o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), responsável por decapitar pessoas no Oriente Médio.

Mais uma vez apagada – exceção a um vistoso broche com seu número na urna –, Marina Silva apostou em duas linhas: inicialmente, lançou a promessa de pagar 13º salário aos beneficiários do programa Bolsa Família. Depois, tentou chamar Dilma para o confronto aberto: "Você não cumpriu seus compromissos de campanha e a corrupção foi varrida para debaixo do tapete. Você tem o projeto contra corrupção, mas não regulamentou. Houve uma ‘demissão premiada’ no caso da Petrobras?". Dilma devolveu: "Vamos colocar os pingos nos is. O diretor nomeado por você no Ibama foi afastado no meu governo por crime de desvio de recursos. E eu não saí por aí dizendo que você sabia disso. Esse diretor nós investigamos e prendemos", afirmou, em referência ao período em que as duas eram ministras do governo Lula.

Com as eleições nos estados encaminhadas, Aécio fez um aceno duplo: aproveitou para falar do "amigo" Geraldo Alckmin (PSDB), favorito à reeleição no primeiro turno em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, e citou nominalmente seu candidato ao governo mineiro, Pimenta da Veiga (PSDB), que corre o risco de perder a eleição para PT já no domingo.

Nanicos – Eduardo Jorge e Luciana Genro aproveitaram o debate para fuzilar o folclórico Levy Fidelix (PRTB), conhecido candidato do Aerotrem, sobre a fala homofóbica no debate da Record, quando ligou homossexualidade a pedofilia. Jorge e Luciana sugeriram que Fidelix "pedisse perdão" pelas declarações. "Você só falou o que falou porque não há lei que torne homofobia crime. Você deveria sair daquele debate algemado, direto para cadeia", disse a candidata do PSOL. "O senhor envergonhou o Brasil", afirmou Jorge. Fidelix se defendeu dizendo que os rivais "fazem apologia às drogas" e ao aborto. Mas sobraram provocações, dedo em riste e tensão.
veja

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Marina devolve acusação de mentirosa à Dilma

 

Marina Silva participa do debate na TV Record na noite deste domingo (28)
Marina Silva participa do debate na TV Record na noite deste domingo (28) (Felipe Cotrim /VEJA.com)
 
Depois de ter sido chamada de mentirosa pela presidente-candidata Dilma Rousseff sobre seu voto na aprovação da CPMF no Senado, a candidata do PSB ao Palácio do Planalto, Marina Silva, devolveu a crítica à petista dizendo que ela mentiu sobre a demissão do delator do petrolão, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Marina fez publicação em suas redes sociais com uma montagem, contrapondo a fala da presidente e documento de demissão de Costa da estatal, revelado em matéria publicada nesta quinta-feira pelo jornal O Globo. Junto à postagem, Marina escreveu: "Quem mente na campanha eleitoral?". A reportagem mostra que foi Costa que apresentou sua carta de demissão da estatal, ao contrário do que Dilma afirmou em debate presidencial promovido pela TV Record, no último domingo, dizendo que ela havia pedido a saída do ex-diretor. Costa ocupou a Diretoria de Abastecimento e Refino da Petrobras entre 2004 e 2012, e é o delator do 'petrolão', escândalo revelado por VEJA. Costa contou à PF que parlamentares, três governadores e um ministro de Estado foram beneficiados por um esquema de pagamento de propina abastecido pela Petrobras. Costa cumpre prisão domiciliar desde ontem, depois de ter se beneficiado por um acordo de delação premiada. (Talita Fernandes, de São Paulo)

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

UOL, Folha, SBT e Jovem Pan realizam debate com presidenciáveis nesta segunda(01/09/2014): Marina é o alvo

O "furacão" Marina sofrerá estratégias de desconstrução por parte de Dilma e Aécio
 
O UOL, a Folha, o SBT e a rádio Jovem Pan realizarão um debate com os candidatos à Presidência da República nesta segunda-feira (1º), das 17h45 às 19h25, em São Paulo. O debate terá transmissão ao vivo na internet, na TV e no rádio. Este é o segundo encontro entre os postulantes ao Palácio do Planalto. No último dia 26, o primeiro debate foi organizado pela Band e foi marcado pelos ataques entre os principais candidatos. Entretanto, o debate UOL/Folha/SBT/Jovem Pan é o primeiro após a candidata Marina Silva (PSB) ter empatado com Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição, conforme mostrou o último Datafolha.
Além de Dilma e Marina, participam do debate: Aécio Neves (PSDB), Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB), todos os candidatos cujos partidos possuem representação na Câmara dos Deputados, conforme determina a Lei Eleitoral. O programa será dividido em quatro blocos, com intervalos de três minutos. O primeiro será de perguntas livres entre os candidatos. Cada participante escolhe para quem quer fazer a pergunta, não sendo permitido que repita se um candidato já tiver respondido a uma pergunta. A ordem em que serão feitas as perguntas será definida por sorteio.
Robson Pires

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Em debate, Marina é poupada, enquanto Aécio e Dilma rivalizam

 

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No dia em que uma pesquisa eleitoral apontou que Marina Silva venceria as eleições presidenciais no segundo turno, a candidata do PSB mirou os ataques ao Governo Dilma Rousseff (PT) durante o primeiro debate entre os concorrentes, na noite desta segunda-feira, na Rede Bandeirantes, em São Paulo. A socialista disse que o Brasil apresentado por Rousseff é “quase cinematográfico, não é o Brasil que existe”. A mesma linha foi seguida pelo outro oposicionista, Aécio Neves (PSDB): “Temos agora uma extraordinária oportunidade de confrontar o mundo real com o mundo imaginário. O sonho dos brasileiros hoje é morar em uma propaganda do PT”.
A petista, por sua vez, não entrou no embate contra Marina, só com Aécio. Ela se contentou em defender sua gestão de críticas econômicas e das acusações contra a administração da Petrobras. Rousseff quis vincular Aécio ao governo de seu correligionário Fernando Henrique Cardoso dizendo que em oito anos, ele quebrou financeiramente o Brasil três vezes. “O seu partido [PSDB] cortou salários e deu tarifaços”, disse a petista ao tucano a quem acusou que tomaria medidas impopulares como o corte de empregos.
Uma das poucas críticas diretas a Marina foi feita por Aécio, que disse não ver coerência no discurso dela sobre a nova política, já que não subirá no palanque de Geraldo Alckmin (PSDB) para o governo de São Paulo, mas que gostaria de governar ao lado de José Serra (PSDB), a quem recusou apoiar no segundo turno das eleições de 2010. Marina respondeu afirmando que seu objetivo é combater “a velha polarização [entre PT e PSDB] que há 20 anos constitui um atraso para o nosso país” e governar ao lado dos bons quadros de qualquer partido. Para exemplificar essa sua postura, Marina elogiou dois ex-presidentes, Cardoso e Lula. “O Lula não foi gerente, foi um homem de visão estratégica. O FHC não é um gerente, é um acadêmico com visão estratégica”
Robson Pires

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Com Marina na mira, presidenciáveis farão 1º debate na TV

 

Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB), Marina Silva (PSB)
Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB), Marina Silva (PSB) (Divulgação/Valter Campanato/ABr/VEJA)
 
Em ascensão nas pesquisas de intenção de voto, a candidata do PSB ao Planalto, Marina Silva, deve se tornar nesta terça-feira o alvo principal dos adversários Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) no primeiro debate entre os presidenciáveis – ainda que nenhum dos dois pretenda atacá-la diretamente. Com o crescimento da candidata do PSB nas pesquisas de intenção de voto, tucanos e petistas já começaram a adotar uma estratégia de que a ex-ministra não tem experiência administrativa para comandar o país pelos próximos quatro anos. E é esse o discurso que deve marcar as discussões desta noite. O debate, promovido pela Rede Bandeirantes, começa às 22 horas.
 
À frente nas pesquisas, Dilma pretende deixar o confronto direto com Marina para Aécio – pesquisas internas do PSDB apontam Marina consolidada em segundo lugar, números que devem ser confirmados em pesquisa Ibope que será divulgada horas antes do debate. Ao jornal Folha de S. Paulo, um integrante do governo definiu o quadro: o embate com Marina “será inevitável, mas não será agora”. No domingo Dilma chegou a rebater uma crítica de Marina quanto a seu estilo de governar: disse que só “quem nunca teve experiência administrativa” afirma que o Brasil não precisa de um “gerente”.
 
Em entrevista concedida na noite de segunda-feira no Alvorada, a presidente disse que deve participar de quatro ou cinco debates – e se negou a comentar a questão da prestação de contas do jatinho utilizado por Eduardo Campos, então candidato do PSB à Presidência que morreu em 13 de agosto em um acidente aéreo. Disse apenas que os candidatos precisam "inexoravelmente dar explicação de tudo". Marina prometeu na segunda que o PSB dará explicações sobre o caso nesta terça-feira.
 
Já Aécio deve reforçar a estratégia de explorar a “falta de preparo” de Marina, que nunca assumiu um cargo no Executivo e é considerada, na avaliação de tucanos, “idealista demais”. O tucano, contudo, não quer atacar diretamente a concorrente. Em discurso no sábado, deixou claro: respeita Marina, mas tem propostas melhores. A estratégia do PSDB inclui ainda colocar Aécio como um candidato que tem equipe técnica “mais preparada” para conduzir o governo, e mais habilidade política para negociar com o Congresso Nacional temas de interesse do país. Políticos de expressão do PSDB criticaram nesta segunda-feira a candidata do PSB.
 
O senador Aloysio Nunes Ferreira classificou Marina Silva como uma incógnita, um "estado de espírito". O ex-governador de São Paulo e um dos vice-presidentes do PSDB, Alberto Goldman, publicou na segunda um artigo em que questiona a governabilidade de um eventual mandato presidencial de Marina. No texto, Goldman afirma que ninguém põe em dúvida a integridade moral de Marina. Mas lembrou que ninguém tinha dúvidas sobre a integridade de Dilma Rousseff e o governo dela "está sendo um desastre para o país".
 
Marina, por sua vez, pretende amparar-se nas trajetórias dos ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso, informa edição desta terça do jornal O Estado de S. Paulo. A candidata do PSB vai se apresentar como a que chegou para quebrar a polarização - e não "segregar". Como informa a coluna Radar, de Lauro Jardim, Marina retomou na noite de segunda a preparação para o debate. Além do marqueteiro Diego Brandt, que dá as diretrizes em comunicação, ela reforçou o treinamento com Maurício Rands e Neca Stúbal, dupla responsável por repassar o programa de governo.
(Com Estadão Conteúdo)

quarta-feira, 14 de março de 2012

3º Fórum Municipal de Cultura de São Gonçalo do Amarante será realizado no dia 13 de abril de 2012

Teatro Municipal Prefeito Poti Cavalcanti (foto) local onde será realizado o 3º Fórum Municipal de Cultura.

No dia 13 de abril de 2012 será realizado no Teatro Municipal Poti Cavalcanti, na rua Alexandre Cavalcanti, das 8h às 17h, o 3° Fórum Municipal de Cultura Aberto à sociedade, com entrada franca. O evento será promovido e coordenado pelo Grupo PeduBreu e a Republica das Artes.

O principal objetivo é subsidiar as discussões e princípios para a elaboração, consolidação e fortalecimento do Plano Municipal, Conselho Municipal de Política Cultural e Fundo Municipal de incentivo a cultura.

“Em sua terceira edição”, o Fórum Municipal terá como intuito avaliar as diretrizes traçadas no 1° e 2° Fórum (2005 e 2010) como também na primeira Conferência de Cultura em 2010. Dentro destas propostas e novas metas para o desenvolvimento Político Cultural em São Gonçalo, Será solicitado à gestão municipal a assinatura do Acordo de Cooperação Federativa do Sistema Nacional de Cultura – SNC. Assumindo assim o compromisso de criar e implantar, até 31 de Dezembro de 2012, pelo menos cinco componentes básicos: Secretaria de Cultura ou órgão equivalente, Conselho Municipal de Política Cultural, Conferência Municipal de Cultura, Plano Municipal de Cultura e Sistema Municipal de Financiamento da Cultura (tendo o Fundo Municipal de Cultura como seu principal mecanismo). Estes instrumentos fortaleceram institucionalmente as políticas culturais da União, Estados e Municípios tendo em sua estrutura básica a participação da sociedade civil articulada na garantia de direitos culturais, conforme estabelece a Constituição Brasileira de 1988.

A programação do evento inclui palestras e debates a serem conduzidos por autoridades no âmbito da cultura local.
Durante o Fórum serão realizadas apresentações culturais, por artistas do município, e haverá ainda um espaço para exposições fotográficas das expressões culturais do RN.

Ao final do evento será preparado um documento, que servirá para fomentar a elaboração do Plano e do Conselho Municipal de Política Cultura, que já vem sendo proposto pelos artistas desde 2005, destacando as demandas dos agentes envolvidos.