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terça-feira, 6 de junho de 2017

Menino sírio que comoveu o mundo aparece saudável - O pequeno apareceu saudável em algumas reportagens de TV da Síria, Líbano e Rússia

O pequeno Omran Daqneesh, fotografado no ano passado coberto de poeira e sangue na cidade síria de Alepo, apareceu saudável em algumas reportagens de TV da Síria, Líbano e Rússia
A foto, que se espalhou pelo mundo e comoveu a todos, foi tirada pelo fotógrafo Mahmud Rslan, de 27 anos. O menino, na época com 5 anos, acabava de ser levado para dentro de uma ambulância depois de ser resgatado da própria casa, alvo de um bombardeio.
Com a imagem, veio o alerta para o drama vivido pelos civis em meio ao devastador conflito no país. Em vídeos do momento do resgate, Omran olha para tudo ao seu redor, leva a mão ao rosto, vê o sangue e tenta limpar no banco em que está sentado.

Boy who became symbol of war-torn Syria has recovered and is living with his family in government-controlled Aleppo 
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Portal no Ar 

sábado, 8 de abril de 2017

‘Deus abençoe Trump’: cidade síria celebra bombardeio

'Nós amamos você': sírios satirizam slogan de Assad com a foto de Trump (@Ayei_Eloheichem/Twitter)

Moradores de Khan Sheikhun, alvo do ataque químico, elogiam o presidente americano pela represália contra o governo de Bashar Assad


Na cidade de Khan Sheikhun, vítima do ataque químico de terça-feira, a população ainda chora seus mortos, enquanto manifesta esperança de que os bombardeios americanos deem uma lição a seu inimigo, o presidente da Síria Bashar Assad.
“Que Deus abençoe Trump!”, grita Abu Ali, um morador dessa localidade, segundo reportou a agência France-Presse.
ataque químico matou 86 pessoas, entre elas 30 crianças e, três dias depois da tragédia, os habitantes ainda têm dificuldade para falar sobre o que aconteceu, as famílias continuam recebendo condolências de visitantes, e as ruas seguem com pouco movimento.
Algumas horas depois da primeira ação militar americana contra o regime de Assad desde o início do conflito sírio, Abu Ali comemora os ataques dos Estados Unidos. A ofensiva teve como alvo uma base militar de onde teria decolado – segundo os americanos – o avião lançou gases tóxicos sobre Khan Sheikhun.
“É um alerta claro a Bashar Assad: chega de assassinatos e de injustiça!”, acrescenta ele, esperando que Assad, Irã e Rússia vejam nesse episódio um “sinal” sobre a “mudança do equilíbrio de forças”.

Memes de apoio a Trump

Nas redes sociais, opositores ao governo de Bashar Assad comemoram o bombardeio com memes do presidente americano. Centenas de sírios trocaram temporariamente a imagem do perfil por uma sátira a Assad em que um foto de Donald Trump aparece com os dizeres “nós te amamos”, escrito em árabe. O slogan é utilizado por Assad e divulgados nas ruas das cidades sírias. 
O agradecimento à ação militar, no entanto, não significa apoio incondicional ao presidente americano. Em sua conta do Twitter, o usuário Obada destacou que Donald Trump é “um ser humano horrível”, mas fez uma coisa certa.

Insuficiente

Em Duma, reduto rebelde perto de Damasco, os moradores celebraram o ataque dos Estados Unidos, mas pedem mais intervenção. “Não queremos um único ataque, para que, depois, os crimes continuem”, disse à AFP Abu Shahid, de 30 anos. “É necessário um meio de dissuasão mais importante. Não acho que [os ataques] sejam suficientes”, completou.
Alguns querem que Washington impeça os aviões sírios de sobrevoarem a região. “Na realidade, os sírios querem uma zona de exclusão aérea”, comenta Hassan Taqiddin, de 27. “Porque, no fim das contas, esses ataques têm um efeito limitado. Eles atacam um aeroporto e, então, o quê?”, desabafou.
Em Khan Sheikhun, Abu Ali recorda que “uma parte do povo sírio fugiu do país, outra está enterrada, e outra está em busca de ajuda humanitária”. “Não queremos comida. Queremos exatamente que  Trump e seu governo ponham fim a essa farsa”, frisou.

Seis anos de conflitos

O conflito na Síria começou há seis anos, com manifestações pacíficas contra o governo. Duramente reprimidas por Damasco, transformaram-se em rebelião armada. Desde então, já são mais de 320 mil mortos e milhões de deslocados.
Ao longo dos últimos meses, as tropas do governo infligiram uma série de derrotas aos insurgentes. Nos territórios rebeldes, os ataques americanos desta madrugada parecem ter trazido a esperança de volta a seus habitantes.
“Somos agradecidos à Força Aérea americana por ter respondido ao massacre de Khan Sheikhun”, afirmou Ali al-Khaled, que mora no bairro atingido pelo suposto ataque de gás tóxico.
Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), o ataque de Khan Sheikhun é o segundo dessa natureza desde o de 2013, no qual mais de 1.400 pessoas morrera, na região rebelde da Ghuta Oriental, perto de Damasco.
Na época, o governo de Barack Obama disse estar pronto a atacar o Exército de Al-Assad, mas a ação militar acabou sendo descartada.
(com AFP)  -  Veja

sábado, 20 de setembro de 2014

Contra-ataque de Marina contra o bombardeio do PT: a emoção vai ao palanque

 

A candidata Marina Silva:  discurso em que ela diz que passou fome na infância produziu um vídeo de alta voltagem dramática
A candidata Marina Silva:  discurso em que ela diz que passou fome na infância produziu um vídeo de alta voltagem dramática (VEJA)
 
Marina saca da arma que era de uso exclusivo do PT e expõe a trajetória sofrida para estancar a queda nas pesquisas e brigar pela última cota de eleitores disponíveis, a dos chamados volúveis
 
O contra-ataque veio na forma que o PT mais temia. Depois de sofrer a Blitzkrieg dilmista por vinte dias ininterruptos, Marina Silva sacou do coldre uma arma cujo poder de fogo seus adversários conhecem bem: o apelo emocional. Em um vídeo gravado durante um comício em Fortaleza e levado ao ar no seu programa eleitoral de terça-feira, a candidata dizia que passou fome e viu seus pais deixarem de comer para que os filhos pudessem dividir um ovo — e que alguém que passou por uma experiência assim jamais iria acabar com o Bolsa Família. A voz embargada da ex-senadora, as pausas estratégicas de sua fala, a eloquência da frase final (“Isso não é um discurso, isso é uma vida”) e os olhos marejados das pessoas no palanque produziram um vídeo de alta voltagem dramática — foram os dois minutos de maior impacto nas quase doze horas de programa eleitoral presidencial veiculadas na TV até aquela data, como mostrou o número de visualizações do filme na internet (67 000 até sexta-feira, recorde na campanha).
 
O uso da emoção em campanhas eleitorais está longe de ser algo novo, mas, no caso de Marina, ele embute um significado extra. Ao rebater os ataques do adversário com sua história de vida — menina negra e pobre, nascida em um seringal do Acre e alfabetizada aos 16 anos de idade —, ela tira do PT o monopólio da emoção e inicia um perigoso avanço no território inimigo, ao mesmo tempo em que enfraquece o discurso do medo usado pelo PT. A disseminação do boato de que Marina acabaria com o Bolsa Família — motivo do seu discurso em Fortaleza — foi parte do bombardeio petista cujos resultados apareceram na última pesquisa do Datafolha, divulgada na sexta-feira.
 
Pelo levantamento, a presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, abriu 7 pontos de vantagem sobre a ex-senadora no primeiro turno e diminuiu de 10 para 2 pontos a diferença no segundo. Aécio Neves, do PSDB, que chegou a ter 20 pontos a menos que Marina, agora está separado dela por 13. Na campanha de Dilma, o marqueteiro João Santana comemorou: “A Marina está derretendo”. As pesquisas internas do governo já mostravam que a estratégia de atacá-la a todo custo havia dado resultado. Para o diretor-geral do instituto, Mauro Paulino, a queda de Marina era esperada. “Pelo volume de ataques que ela sofreu, seu patamar não mudou muito.” Ele disse acreditar que o vídeo de Fortaleza deverá ter impacto junto ao eleitor, mas seus efeitos só serão sentidos na próxima pesquisa (as entrevistas do Datafolha foram feitas entre a última quarta e quinta-feira).
Veja