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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Mais de 40 mil crianças estão na linha de fogo na Síria - Pelo menos 25 crianças foram mortas e muitas ficaram feridas na última onda de violência na região.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), alertou que mais de 40 mil crianças estão na linha de fogo com o aumento dos conflitos na cidade de Raqqa, na Síria. Segundo o diretor regional do Unicef para o Oriente Médio e norte da África, Geert Cappelaere, pelo menos 25 crianças foram mortas e muitas ficaram feridas na última onda de violência na região. A informação é da ONU News.
Cappelaere declarou que hospitais e escolas estão sendo atacados e as pessoas que tentam fugir da área correm o risco de serem mortas ou feridas. “As crianças estão sendo privadas de suas necessidades básicas e pouca ajuda tem chegado a Raqqa desde 2013 por causa da violência e do acesso restrito’.
O conflito resultou em um deslocamento maciço por toda a cidade, onde há aproximadamente 80 mil crianças vivendo em abrigos ou acampamentos temporários. O Unicef pediu a todas as partes envolvidas no conflito que protejam as crianças, garantam uma passagem segura e protejam as pessoas que quiserem deixar a cidade de Raqqa.
Poliomielite
A agência da ONU está fornecendo material escolar e roupas para os menores e ajudando a imunizar mais de 58 mil crianças da região contra a poliomielite e outras doenças. Em Deir-ez-zor, região oriental da Síria, a Organização Mundial da Saúde (OMS), montou uma operação de resposta para combater o vírus da pólio tipo 2, derivado da vacina para combater a doença.
As autoridades disseram que esses casos são raros e representam uma mutação das cepas utilizadas nas vacinas orais que, segundo a OMS, são responsáveis pela eliminação de 99,9% dos casos de poliomielite em todo o mundo.
A Organização Mundial da Saúde preparou campanhas de vacinação para elevar a imunidade da população local e, apesar da violência na região, tem conseguido imunizar milhares de pessoas contra a pólio e outras doenças.
Em 2013 e 2014, a localidade de Deir-ez-zor foi o epicentro de uma epidemia do vírus selvagem da pólio, contida com sucesso na época pelas autoridades de saúde junto com a agência da ONU.
Portal no Ar

terça-feira, 6 de junho de 2017

Menino sírio que comoveu o mundo aparece saudável - O pequeno apareceu saudável em algumas reportagens de TV da Síria, Líbano e Rússia

O pequeno Omran Daqneesh, fotografado no ano passado coberto de poeira e sangue na cidade síria de Alepo, apareceu saudável em algumas reportagens de TV da Síria, Líbano e Rússia
A foto, que se espalhou pelo mundo e comoveu a todos, foi tirada pelo fotógrafo Mahmud Rslan, de 27 anos. O menino, na época com 5 anos, acabava de ser levado para dentro de uma ambulância depois de ser resgatado da própria casa, alvo de um bombardeio.
Com a imagem, veio o alerta para o drama vivido pelos civis em meio ao devastador conflito no país. Em vídeos do momento do resgate, Omran olha para tudo ao seu redor, leva a mão ao rosto, vê o sangue e tenta limpar no banco em que está sentado.

Boy who became symbol of war-torn Syria has recovered and is living with his family in government-controlled Aleppo 
http://  
Portal no Ar 

sábado, 8 de abril de 2017

‘Deus abençoe Trump’: cidade síria celebra bombardeio

'Nós amamos você': sírios satirizam slogan de Assad com a foto de Trump (@Ayei_Eloheichem/Twitter)

Moradores de Khan Sheikhun, alvo do ataque químico, elogiam o presidente americano pela represália contra o governo de Bashar Assad


Na cidade de Khan Sheikhun, vítima do ataque químico de terça-feira, a população ainda chora seus mortos, enquanto manifesta esperança de que os bombardeios americanos deem uma lição a seu inimigo, o presidente da Síria Bashar Assad.
“Que Deus abençoe Trump!”, grita Abu Ali, um morador dessa localidade, segundo reportou a agência France-Presse.
ataque químico matou 86 pessoas, entre elas 30 crianças e, três dias depois da tragédia, os habitantes ainda têm dificuldade para falar sobre o que aconteceu, as famílias continuam recebendo condolências de visitantes, e as ruas seguem com pouco movimento.
Algumas horas depois da primeira ação militar americana contra o regime de Assad desde o início do conflito sírio, Abu Ali comemora os ataques dos Estados Unidos. A ofensiva teve como alvo uma base militar de onde teria decolado – segundo os americanos – o avião lançou gases tóxicos sobre Khan Sheikhun.
“É um alerta claro a Bashar Assad: chega de assassinatos e de injustiça!”, acrescenta ele, esperando que Assad, Irã e Rússia vejam nesse episódio um “sinal” sobre a “mudança do equilíbrio de forças”.

Memes de apoio a Trump

Nas redes sociais, opositores ao governo de Bashar Assad comemoram o bombardeio com memes do presidente americano. Centenas de sírios trocaram temporariamente a imagem do perfil por uma sátira a Assad em que um foto de Donald Trump aparece com os dizeres “nós te amamos”, escrito em árabe. O slogan é utilizado por Assad e divulgados nas ruas das cidades sírias. 
O agradecimento à ação militar, no entanto, não significa apoio incondicional ao presidente americano. Em sua conta do Twitter, o usuário Obada destacou que Donald Trump é “um ser humano horrível”, mas fez uma coisa certa.

Insuficiente

Em Duma, reduto rebelde perto de Damasco, os moradores celebraram o ataque dos Estados Unidos, mas pedem mais intervenção. “Não queremos um único ataque, para que, depois, os crimes continuem”, disse à AFP Abu Shahid, de 30 anos. “É necessário um meio de dissuasão mais importante. Não acho que [os ataques] sejam suficientes”, completou.
Alguns querem que Washington impeça os aviões sírios de sobrevoarem a região. “Na realidade, os sírios querem uma zona de exclusão aérea”, comenta Hassan Taqiddin, de 27. “Porque, no fim das contas, esses ataques têm um efeito limitado. Eles atacam um aeroporto e, então, o quê?”, desabafou.
Em Khan Sheikhun, Abu Ali recorda que “uma parte do povo sírio fugiu do país, outra está enterrada, e outra está em busca de ajuda humanitária”. “Não queremos comida. Queremos exatamente que  Trump e seu governo ponham fim a essa farsa”, frisou.

Seis anos de conflitos

O conflito na Síria começou há seis anos, com manifestações pacíficas contra o governo. Duramente reprimidas por Damasco, transformaram-se em rebelião armada. Desde então, já são mais de 320 mil mortos e milhões de deslocados.
Ao longo dos últimos meses, as tropas do governo infligiram uma série de derrotas aos insurgentes. Nos territórios rebeldes, os ataques americanos desta madrugada parecem ter trazido a esperança de volta a seus habitantes.
“Somos agradecidos à Força Aérea americana por ter respondido ao massacre de Khan Sheikhun”, afirmou Ali al-Khaled, que mora no bairro atingido pelo suposto ataque de gás tóxico.
Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), o ataque de Khan Sheikhun é o segundo dessa natureza desde o de 2013, no qual mais de 1.400 pessoas morrera, na região rebelde da Ghuta Oriental, perto de Damasco.
Na época, o governo de Barack Obama disse estar pronto a atacar o Exército de Al-Assad, mas a ação militar acabou sendo descartada.
(com AFP)  -  Veja

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Rússia acusa EUA de planejar ataque na Síria com antecedência

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fala em terrorismo como causa das explosões em São Petersburgo - 03/04/2017 (Dmitri Lovetsky/Reuters)

Em resposta ao bombardeio à Síria, que deixou 9 mortos, Rússia suspende coordenação militar que mantinha com EUA


Rússia suspendeu, nesta sexta-feira, a coordenação militar que tinha com os Estados Unidos na Síria, em resposta ao ataque americano contra uma base aérea, que deixou nove mortos. O Ministério das Relações Exteriores russo acusa Washington de ter planejado o ataque com antecedência. “A parte russa suspende a vigência do memorando que existe para evitar incidentes e garantir a segurança de voos durante as operações (militares) na Síria, assinado com os EUA”, afirmou o Ministério, em uma declaração lida por sua porta-voz, Maria Zakharova.
De acordo com a porta-voz, “para qualquer especialista está claro que a decisão do ataque foi tomada em Washington antes do fato de Idlib (ataque com armas químicas atribuído ao governo sírio), utilizado como pretexto para uma demonstração de força”. “Estamos diante de uma clara agressão contra a Síria. As ações tomadas hoje pelos EUA destroem ainda mais as relações russo-americanas.”
Os russos acusam Washington de tentar usar “uma demonstração de força, o confronto militar com um país que luta contra o terrorismo internacional”, sem se preocupar em esclarecer as circunstâncias do suposto ataque químico contra população civil síria.
“Sem dúvida, a ação militar dos EUA também é uma tentativa de desviar a atenção da situação em Mossul (Iraque), onde como resultado das ações, entre outras da coalizão liderada pelos Estados Unidos, morreram centenas de civis inocentes e aumenta a catástrofe humanitária”, afirmou.

O ataque

Os Estados Unidos lançaram na noite desta quinta-feira uma ofensiva militar na Síria contra o regime de Bashar Assad. Na primeira ação militar do governoDonald Trump, as forças americanas bombardearam com 59 mísseis Tomahawkuma base aérea em Homs. A ofensiva foi lançada a partir de navios de guerra mobilizados no Mediterrâneo.
Nove civis, incluindo quatro crianças, foram mortos pelo ataque, afirmou a agência de notícias estatal da Síria. Segundo a Sana, os civis foram mortos em vilarejos perto da base aérea. De acordo com a agência, mais sete pessoas ficaram feridas e casas na região foram severamente danificadas.
(Com EFE) Fonte veja

Guerra na Síria: ataque foi ‘imprudente’ e ‘irresponsável’

EUA bombardeiam base do regime de Assad na Síria - 06/04/2017 (Mass Communication Specialist 3rd Class Ford Williams/U.S. Navy/AP)

O ataque na madrugada dessa sexta-feira foi a primeira ação militar do governo Donald Trump


Síria disse nesta sexta-feira que o ataque de mísseis dos Estados Unidoscontra uma base aérea em Homs foi “imprudente” e irresponsável” e que o governo americano foi “inocentemente convencido por uma campanha falsa de propaganda”. A declaração da Presidência emitida em um comunicado faz referência a acusações de que o governo sírio seria responsável pelo ataque de armas químicas desta semana, mais um capítulo sangrento na guerra na Síria, que entrou em seu sétimo ano.
Segundo Damasco, a ofensiva dos Estados Unidos aumentou também a determinação da Síria para derrotar grupos insurgentes, que se comprometeu a aumentar as ações contra os rebeldes. “Essa agressão intensificou a determinação da Síria para atingir esses agentes terroristas, para continuar a derrotá-los, e acelerar a velocidade de ações com esse objetivo onde quer que eles estejam”, dizia o comunicado.
O ataque na madrugada desta sexta foi a primeira ação militar do governo Donald Trump. As forças americanas bombardearam com 59 mísseis Tomahawk uma base aérea em Homs. A ofensiva foi lançada a partir de navios de guerra mobilizados no Mediterrâneo.
Segundo a agência de notícias oficial do governo sírio Sana, pelo menos nove civis, entre eles quatro crianças, morreram no ataque. As vítimas civis estavam nos povoados de Al Hamrat, Al Shayrat e Al Manzul, situados nos arredores da base área de Shayrat.

Congresso americano

A decisão de lançar uma ofensiva militar na Síria contra o regime de Bashar Assad foi aplaudida por grande parte dos membros do Congresso americano. Republicanos e democratas aprovaram a ação do presidente Trump, mas pediram que em próximas decisões militares o Congresso seja consultado.
“Garantir que Assad saiba que quando comete atrocidades tão desprezíveis ele pagará um preço é a coisa certa a  fazer”, disse o líder da minoria do Senado, o democrata Chuck Schumer. “Esta ação foi apropriada e justa”, disse o presidente da Câmara, Paul Ryan.
Mas, em ambos os partidos, muitos membros pediram por mais consulta ao Congresso. “O presidente precisa de autorização do Congresso para ações militares, conforme exigido pela Constituição, e peço-lhe que venha ao Congresso para um debate apropriado”, disse o senador republicano Rand Paul, do Kentucky. “Se o presidente pretende aumentar o envolvimento dos militares dos EUA na Síria, ele deve vir ao Congresso para uma autorização de Uso da Força Militar, que é qualificada para enfrentar a ameaça e impedir uma outra guerra no Oriente Médio”, afirmou também a líder da minoria na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.
Rússia
 A primeira consequência do ataque veio  da Rússia. O governo de Vladimir Putin suspendeu, nesta sexta-feira, a coordenação militar que tinha com os Estados Unidos na Síria. O Ministério das Relações Exteriores russo acusa Washington de ter planejado o ataque com antecedência. “A parte russa suspende a vigência do memorando que existe para evitar incidentes e garantir a segurança de voos durante as operações (militares) na Síria, assinado com os EUA”, afirmou o ministério, em uma declaração lida por sua porta-voz, Maria Zakharova.
veja

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Ruínas históricas da Síria são atacadas pelo Estado Islâmico

Vista aérea da cidade de Palmira, que voltou a ser atacada pelo Estado Islâmico (Rossiya 24/Reuters)

A fachada do teatro romano e o tetrápilo da cidade síria de Palmira sofreram "danos significativos", segundo a Direção Geral de Antiguidades (DGA) do país

Partes do teatro romano e o tetrápilo (um monumento romano cúbico feito de grandes pilares) da cidade síria de Palmira, cujas ruínas greco-romanas são Patrimônio Mundial da Unesco, sofreram “danos significativos” causados pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI), informou nesta sexta-feira a Direção Geral de Antiguidades (DGA) do país.

A análise de imagens por satélite feita pela associação de Escolas Americanas de Pesquisa Oriental (ASOR, na sigla em inglês) revelou  a destruição de parte da fachada do teatro, bem como  “danos significativos” no tetrápilo, que fica na entada de Palmira.
“Temos informações que o EI causou danos, mas falta confirmar os detalhes”, disse Ahmad Dib, diretor de museus do DGA.
Dib lembrou que os jihadistas assassinaram ontem várias pessoas nesse teatro.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmou que nas últimas 48 horas não se registrou nenhuma explosão na parte arqueológica da cidade nem em seus arredores. A ONG afirmou que no dia 11 de janeiro os extremistas causaram danos na parte frontal do teatro romano quando colocavam explosivos na região.
Os jihadistas retomaram Palmira em 11 de dezembro do ano passado, dias após lançar uma ofensiva contra posições do Exército sírio no leste da província central de Homs, onde fica a cidade.
(Com EFE)

sábado, 9 de julho de 2016

Mulheres cristãs formam milícia para enfrentar o Estado Islâmico na Síria

Casadas, solteiras, com ou sem filhos, e inclusive com netos, as integrantes das FPMB querem demonstrar que as mulheres também podem lutar

Cansadas de ver como o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) ameaça seus povos no nordeste da Síria, as cristãs decidiram pegar em armas para lutar contra os radicais em uma milícia que combate ombro a ombro com os homens. "Eu me uni porque nos tempos atuais não devemos nos sentar em casa para ver o que acontece com nossos povoados e nossa gente, não queremos ver outro massacre, por isso que tomei o caminho das armas", disse à Agência Efe pela internet a porta-voz das Forças de Proteção da Mulher Beznahrin (FPMB), Nisha Gawriye.
Este grupo lembra o contingente feminino mais famoso da Síria, as Unidades de Proteção da Mulher, ramo feminino das milícias curdo-sírias, nas quais elas sempre tiveram um papel preponderante, e inclusive comandaram batalhas épicas contra os jihadistas como a de Kobani. No entanto, Gawriye diz que, por enquanto, seu grupo não mantém qualquer relação com as forças curdas, embora pretenda estabelecer laços em breve. As FPMB nasceram há quase um ano como a seção feminina do Conselho Militar Siríaco Sírio, uma facção armada cristã que atua, sobretudo, na província de Al Hasaka, no nordeste do país. Lá, a maioria dos fiéis cristãos são assírios, um grupo étnico que segue várias igrejas como a caldeia, a siríaca ortodoxa e a igreja do leste.
De fato, o nome das FPMB, "Beznahrin" (casa dos dois rios, em idioma siríaco), faz referência à maneira com que os assírios denominam a Mesopotâmia em sua língua. Gawriye explicou que as fileiras do FPMB são integradas por "centenas" de mulheres, já que não quis dizer o número exato, sobretudo, cristãs, embora também haja de outras crenças, com idades que oscilam entre os 18 e os 60 anos."Estamos abertas a todas as religiões", assegurou a jovem, que decidiu abandonar a universidade para se unir à luta armada, apesar da oposição inicial de seus pais. "Temiam por mim, como qualquer pai e mãe que têm medo por seus filhos, mas lhes expliquei meus objetivos e princípios", disse.
Treinamento - Antes de entrar no campo de batalha, as novas recrutas recebem treinamento em alguma das academias da milícia em Al Hasaka. "A formação que recebemos é boa, muito treino no uso de armas e nas artes do combate", afirmou Gawriye. Seu trabalho consiste em vigiar igrejas, patrulhar as ruas e realizar revistas, além de participar de ofensivas militares contra o EI.
Gawriye lembrou que as FPMB lutaram contra o "Daesh" (acrônimo em árabe de Estado Islâmico) nos últimos meses nas frentes de Al Hul e de Al Shadadi, no sul de Al Hasaka. Na sua opinião, quase não há diferença entre um homem e uma mulher no campo de batalha, "somente o corpo, porque a constituição do homem é maior", embora, tenha refletido, "a mulher seja mais paciente, especialmente na frente de combate".
Casadas, solteiras, com ou sem filhos, e inclusive com netos, as integrantes das FPMB querem demonstrar que as mulheres também podem lutar. "Queremos testar a nós mesmas em todos os âmbitos, fortalecer nossa personalidade e defender nossa terra e nosso povo mano a mano com os homens", ressaltou Gawriye, para quem a única maneira de derrotar o EI é com "resistência". Mesmo assim, seu objetivo vai além de vencer os jihadistas e expulsá-los do território sírio: "Buscamos a igualdade da mulher na sociedade, essa é a meta de todas nossas metas, porque a sociedade é incompleta sem mulheres".
(Com agência EFE)

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Refugiado sírio encontra 50 mil euros e entrega à polícia - O jovem de 25 anos descobriu o valor escondido no compartimento secreto de seu armário


Um refugiado sírio virou herói na Alemanha após entregar à polícia local uma quantia de 50 mil euros (equivalente a mais de 180.000 reais), além de cadernetas de poupança no valor de 100.000 euros, que estavam escondidos no guarda-roupa usado que ganhou de uma instituição de caridade.
O jovem de 25 anos, identificado pela polícia da cidade de Minden como Muhannad M., disse ao jornalBild que, como um muçulmano, não poderia ficar com o dinheiro. "Alá nunca permitiria que eu financiasse meus próprios interesses com a riqueza dos outros", afirmou. O dinheiro encontrado estava em um compartimento secreto, entre dois pedaços de madeira, no fundo do armário. Antes de decidir o que fazer com a alta quantia, Muhannad fez uma rápida busca na internet para checar se as notas de 500 euros eram verdadeiras e resolveu procurar os oficiais.
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De acordo com as autoridades, Muhannad chegou à Alemanha como refugiado em outubro, após deixar a sua família na Síria. Quatro semanas depois, ele foi realocado em Minden, onde está cursando aulas de alemão e planejando continuar seus estudos no futuro. O dinheiro encontrado seria suficiente para trazer seus dois irmãos mais novos para a Europa e construir uma nova vida.
"Esse jovem se comportou de maneira exemplar e merece ser reconhecido", declarou a polícia em um comunicado. "As pessoas costumam devolver pequenos valores, mas uma soma tão alta é absolutamente excepcional". A polícia ainda está buscando o dono das notas e das cadernetas de poupança, porém, Muhannad irá receber 3% do valor (1500 euros ou 5300 reais) como recompensa por ter devolvido o dinheiro.
(Da redação) veja