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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Ruínas históricas da Síria são atacadas pelo Estado Islâmico

Vista aérea da cidade de Palmira, que voltou a ser atacada pelo Estado Islâmico (Rossiya 24/Reuters)

A fachada do teatro romano e o tetrápilo da cidade síria de Palmira sofreram "danos significativos", segundo a Direção Geral de Antiguidades (DGA) do país

Partes do teatro romano e o tetrápilo (um monumento romano cúbico feito de grandes pilares) da cidade síria de Palmira, cujas ruínas greco-romanas são Patrimônio Mundial da Unesco, sofreram “danos significativos” causados pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI), informou nesta sexta-feira a Direção Geral de Antiguidades (DGA) do país.

A análise de imagens por satélite feita pela associação de Escolas Americanas de Pesquisa Oriental (ASOR, na sigla em inglês) revelou  a destruição de parte da fachada do teatro, bem como  “danos significativos” no tetrápilo, que fica na entada de Palmira.
“Temos informações que o EI causou danos, mas falta confirmar os detalhes”, disse Ahmad Dib, diretor de museus do DGA.
Dib lembrou que os jihadistas assassinaram ontem várias pessoas nesse teatro.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmou que nas últimas 48 horas não se registrou nenhuma explosão na parte arqueológica da cidade nem em seus arredores. A ONG afirmou que no dia 11 de janeiro os extremistas causaram danos na parte frontal do teatro romano quando colocavam explosivos na região.
Os jihadistas retomaram Palmira em 11 de dezembro do ano passado, dias após lançar uma ofensiva contra posições do Exército sírio no leste da província central de Homs, onde fica a cidade.
(Com EFE)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Venezuela é 2º país mais violento do mundo em 2016, aponta ONG

Polícia entra em confronto com manifestantes que tentam se aproximar do Palácio de Miraflores, na Venezuela (Juan Barreto/AFP/AFP)

País contabiliza 91,8 homicídios a cada 100.000 habitantes, atrás apenas de El Salvador

A Venezuela contabilizou 28.479 assassinatos em 2016, uma taxa de 91,8 homicídios a cada 100.000 habitantes, e continuou a ser o segundo país mais violento do mundo, informou nesta quarta-feira, dia 28, o Observatório Venezuelano da Violência (OVV), ONG local.
“Nossas projeções para 2016 são de 28.479 mortes violentas e uma taxa de 91,8 mortes a cada 100.000 habitantes”, afirmou o presidente da organização, León Briceño, em uma coletiva de imprensa em Caracas. De acordo com a OVV, com essa taxa de mortes, a “Venezuela continua se posicionando como o segundo país mais violento”, ficando atrás apenas de El Salvador e na frente de Honduras, que contam com 103 e 59 mortes a cada 100.000 habitantes respectivamente.
Além disso, a ONG também afirmou que Aragua (138 mortes), Miranda (136) e Distrito Capital (134) são as áreas onde se registra um maior índice de violência, que os homicídios foram 18.230 neste ano e que a repressão policial foi responsável por 5.281 mortes. “Esta violência com a qual convivemos hoje não é uma maldição irreversível que caiu do céu ou do inferno para nós, ela é resultado das políticas públicas equivocadas”, disse Briceño.
Em 2015, de acordo com as cifras da OVV, a Venezuela encerrou o ano com 27.875 assassinatos, uma taxa de 90 mortes violentas a cada 100.000 habitantes. Esses números são bem distintos dos divulgados pelo Parlamento venezuelano, que afirmou que em 2015 foram contabilizadas 17.778 assassinatos e 58,1 homicídios a cada 100.000 habitantes.
(Com ANSA)