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domingo, 4 de junho de 2017

Ataques terroristas provocam 7 mortes e deixam 48 feridos em Londres

Pedestres correm em rua próxima à Ponte de Londres
Primeira-ministra Theresa May fez pronunciamento em que culpou o 'extremismo islâmico' pelos 'três ataques terroristas realizados na Inglaterra nos últimos meses'

Ataques terroristas no coração de Londres levaram pânico à população na noite deste sábado 3 causando sete mortes – além de três suspeitos de praticarem os atos, que acabaram mortos pela polícia. De acordo com o serviço de ambulâncias local, 48 pessoas ficaram feridas e foram levadas para os hospitais da capital inglesa.
Na manhã deste domingo, a primeira-ministra Theresa May fez um pronunciamento oficial, em que culpou o “extremismo islâmico” pelos “três ataques terroristas realizados na Inglaterra nos últimos meses” e afirmou e que “a luta contra o o extremismo islâmico é o grande desafio da atual geração”. May também confirmou que as eleições parlamentares – adiantadas pela própria premiê – não serão afetadas pelo atentado: “como um ato de respeito, os dois partidos políticos suspenderam as campanhas nacionais por hoje, mas a violência nunca pode interromper o processo democrático. Portanto, essas campanhas recomeçarão amanhã (segunda-feira) e a eleição geral acontecerá como planejado na quinta-feira.”
OS ATAQUES
Por volta das 22 horas (18 horas em Brasília), a Ponte de Londres foi fechada após testemunhas relatarem que uma van branca em alta velocidade subiu na calçada e atropelou ao menos seis pedestres. A jornalista da BBC Holly Jones, que estava no local no momento do ataque, contou que viu uma van dirigida por um homem e pelo menos cinco pessoas foram atendidas por serviços de emergências com lesões. Jones disse ainda que viu um homem, sem camisa, ser algemado e detido.

Minutos depois, surgiram informações sobre pessoas esfaqueadas em um restaurante no Borough Market, conhecido centro perto da Ponte de Londres. Imagens mostraram clientes assustados quando policiais entraram no local com armas na mão, gritando “fiquem abaixados”. A polícia disse ter efetuado disparos e comunicou a quem quer que estivesse nas zonas afetadas que corressem e se escondessem.
“Foram ataques deliberados e covardes contra londrinos inocentes”, afirmou o prefeito de Londres, Sadiq Khan.
A primeira-ministra acompanhou a situação com os serviços de Segurança. “Quero expressar minha imensa gratidão à polícia e aos serviços de emergência. Nossos pensamentos estão com aqueles afetados por esses terríveis atos.” A cinco dias da eleição no Reino Unido, o atentado pode influenciar o cenário político.
A polícia britânica procurava por suspeitos, mas ainda não há informações sobre quantas pessoas teriam cometido os ataques e se alguma havia sido morta pela polícia. Um homem que aparece em imagens caído no chão e com objetos metálicos presos ao corpo pode ser um dos autores dos ataques.
Um terceiro incidente chegou a ser registrado na região de Vauxhall, também em Londres, mas a polícia descartou que tivesse relação com terrorismo.
MEDO
O Reino Unido já estava em estado de alerta pela série de ataques. No dia 22 de março, um homem lançou seu carro contra dezenas de pessoas na ponte de Westminster. Na sequência, ele matou a facadas um policial que estava em serviço na frente do Parlamento. Cinco pessoas morreram.

No dia 22 de maio, a Grã-Bretanha foi alvo de um ataque que deixou 22 mortos em Manchester, no final do show da cantora americana Ariana Grande. Nele, um jovem britânico de origem líbia se detonou, em um episódio reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).
SEGURANÇA
O presidente americano, Donald Trump, foi informado sobre os ataques e, mesmo antes da confirmação de que se tratavam de terrorismo, aproveitou para reforçar a necessidade de mais medidas de segurança. “Temos que ser inteligentes, vigilantes e fortes. Precisamos que as cortes nos devolvam nossos direitos”, escreveu Trump em seu Twitter, se referindo ao decreto migratório que está paralisado e deve ser analisado pela Suprema Corte.
O presidente também disse que os EUA farão tudo o que for necessário para ajudar Londres nas investigações.
Agora RN

domingo, 23 de abril de 2017

Estado Islâmico mostra criança de 6 anos ajudando numa decapitação

Menino fez um breve discurso em frente à câmera

Essa não é a primeira vez que o grupo terrorista mostra crianças participando de execuções violentas
Uma nova e assustadora propaganda em vídeo do grupo terrorista Estado Islâmico, divulgada nessa terça-feira (18) nas redes sociais, mostra uma criança de seis anos de idade ajudando na decapitação de dois prisioneiros.
No vídeo, o menino – que não teve a identidade revelada ou identificada – faz um breve discurso em frente à câmera, antes de entregar duas facas a uma dupla de membros do Estado Islâmico .
Vestindo trajes de batalha, com roupa camuflada e um lenço negro na cabeça, a criança pede que o profeta Muhammed e Allah abençoe os terroristas responsáveis pela decapitação.
“O infiel e seu assassino nunca se encontram no inferno”, afirma a criança, ao fim de seu discurso. Em seguida, os dois carrascos passam em frente ao menino, carregando suas vítimas.
No vídeo, não é possível identificar quem são as vítimas ou quais crimes foram cometidos por elas.
Outros casos com crianças
Essa não é a primeira vez que uma criança aparece nos vídeos do grupo jihadista. Em julho de 2015, uma outra criança apareceu decapitando friamente um capitão do exército sírio em outra propaganda dos terroristas.
Em janeiro do mesmo ano, um terceiro garoto apareceu em outro vídeo, ao lado de um rebelde do grupo extremista, antes de atirar na cabeça de um refém.
As crianças, aliás, não são usadas apenas como soldados pelos rebeldes. Afinal, relatos de assassinatos brutais em massa contra meninos e meninas já se tornaram comuns na região dominada pelo grupo dentro de uma ampla parte dos territórios sírio e iraquiano.
Relatórios da Organização das Nações Unidas já afirmavam, inclusive, que o Estado Islâmico decapita e queima crianças vivas. Ainda em 2015, o chefe do comitê de segurança da província iraquiana de Diyala, Sadiq al-Husseini, afirmou que integrantes da organização explodiram um bebê à distância durante um treinamento.
Fonte: iG

domingo, 9 de abril de 2017

Atentados contra duas igrejas no Egito deixam 40 mortos - Explosões aconteceram enquanto fiéis participavam de cerimônias do Domingo de Ramos

Parente de uma das vítimas reage após a explosão de uma bomba em uma igreja durante a celebração do Domingo de Ramos em Tanta, no Egito - 09/04/2017 (Mohamed Abd El Ghany/Reuters)

Pelo menos 40 pessoas morreram no Egito neste domingo em duas explosões em igrejas cristãs coptas – igreja cristã nacional do país -, durante as comemorações do Domingo de Ramos, que marca o começo da Semana Santa. O primeiro atentado deixou 27 mortos e sessenta feridos dentro de uma igreja na cidade de Tanta, situada 120 quilômetros ao norte da capital Cairo, informaram fontes de segurança e do Ministério da Saúde. Poucas horas depois, 13 pessoas foram vítimas de outra explosão em Alexandria. O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou os ataques.

A primeira bomba atingiu os fiéis dentro do templo de Mar Guergues (São Jorge, em árabe). O porta-voz do ministério da Saúde, Jaled Mugahed, declarou à televisão estatal egípcia que os hospitais de Tanta já receberam 21 corpos e 59 feridos. Em declarações à emissora privada On TV, o premiê egípcio, Sherif Ismael, condenou o ocorrido e mostrou a determinação do governo para acabar com o terrorismo no país. “Trata-se de um ato terrorista impiedoso, mas erradicaremos o terrorismo do Egito e temos a determinação para acabar com os grupos terroristas”, disse o premiê.
Em Alexandria, no norte do Egito, um atentado suicida vitimou fiéis do lado de fora da igreja São Marcos, segundo a emissora de televisão estatal do país árabe. O papa Teodoro II, chefe da igreja copta, rezava uma missa dentro da catedral no momento do ataque, mas não foi atingido. 
Os coptas representam 10% da população do Egito e são o maior grupo cristão do país, além de terem cerca de 1 milhão de fiéis no resto do mundo. As perseguições contra o grupo cresceram em 2013, quando os militares tomaram o poder do país e derrubaram o presidente Mohamed Morsi, da Irmandade Muçulmana. Determinados grupos da maioria muçulmana, como os terroristas do Estado Islâmico (EI), culpam os coptas de apoiar o golpe militar e intensificaram ataques contra eles. No dia 11 de dezembro, 28 fiéis da minoria cristã copta morreram em um atentado cometido por um suicida contra uma igreja situada próxima da catedral do Cairo, no bairro de Abbassiya.
Os ataques deste domingo acontecem 20 dias antes da visita do papa Franciscoao Egito, que está marcada para os próximos dias 28 e 29 de abril, a primeira viagem do pontífice argentino ao Oriente Médio. Francisco condenou os atentados cometidos no Egito e pediu a Deus que converta “o coração das pessoas que semeiam terror, violência e morte”.
(com agência EFE)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Ruínas históricas da Síria são atacadas pelo Estado Islâmico

Vista aérea da cidade de Palmira, que voltou a ser atacada pelo Estado Islâmico (Rossiya 24/Reuters)

A fachada do teatro romano e o tetrápilo da cidade síria de Palmira sofreram "danos significativos", segundo a Direção Geral de Antiguidades (DGA) do país

Partes do teatro romano e o tetrápilo (um monumento romano cúbico feito de grandes pilares) da cidade síria de Palmira, cujas ruínas greco-romanas são Patrimônio Mundial da Unesco, sofreram “danos significativos” causados pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI), informou nesta sexta-feira a Direção Geral de Antiguidades (DGA) do país.

A análise de imagens por satélite feita pela associação de Escolas Americanas de Pesquisa Oriental (ASOR, na sigla em inglês) revelou  a destruição de parte da fachada do teatro, bem como  “danos significativos” no tetrápilo, que fica na entada de Palmira.
“Temos informações que o EI causou danos, mas falta confirmar os detalhes”, disse Ahmad Dib, diretor de museus do DGA.
Dib lembrou que os jihadistas assassinaram ontem várias pessoas nesse teatro.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmou que nas últimas 48 horas não se registrou nenhuma explosão na parte arqueológica da cidade nem em seus arredores. A ONG afirmou que no dia 11 de janeiro os extremistas causaram danos na parte frontal do teatro romano quando colocavam explosivos na região.
Os jihadistas retomaram Palmira em 11 de dezembro do ano passado, dias após lançar uma ofensiva contra posições do Exército sírio no leste da província central de Homs, onde fica a cidade.
(Com EFE)

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Detido em Istambul confessa ser autor de massacre no Ano Novo

O terrorista Abdullahad Masharipov (Reprodução/Dogan/VEJA.com)

Abdullahad Masharipov passou 17 dias foragido após o ataque reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI)

Um uzbeque de 34 anos suspeito de matar 39 pessoas em uma boate de Istambul na véspera do Ano Novo confessou ser o autor do massacre nesta terça-feira, horas após sua captura em uma operação policial. As autoridades detiveram Abdullahad Masharipov, que passou 17 dias foragido após o ataque reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), juntamente com três mulheres e um homem iraquiano durante uma grande operação policial em Istambul.
“O terrorista confessou seu crime”, declarou o governador de Istambul, Vasip Sahin, à imprensa, afirmando que as impressões digitais do suspeito combinavam com as do homem que atacou a boate e confirmando que se trata de um cidadão uzbeque. “Ele foi treinado no Afeganistão e fala quatro idiomas. É um terrorista bem treinado”, acrescentou o governador, afirmando que Masharipov teria entrado pela primeira vez na Turquia em janeiro de 2016.
A polícia também confiscou 197 mil dólares e duas armas de fogo durante a operação, acrescentou. A prisão diminuiu a ansiedade dos moradores de Istambul, preocupados após o ataque e que temiam mais ações terroristas enquanto o criminoso estivesse à solta na cidade. Meios de comunicação locais publicaram uma foto do homem detido com sangue no rosto e vestindo uma camiseta, enquanto um policial segurava seu pescoço.
O presidente Recep Tayyip Erdogan saudou a prisão e felicitou as forças de segurança. “A partir de agora, neste país ninguém sairá impune do que fizer”, declarou em um discurso em Ancara. “Todos serão levados à justiça no âmbito do Estado de direito.”
‘Ataque vil’ — A operação para capturar o suposto terrorista envolveu cerca de 2.000 policiais, disse o governador de Istambul. O suspeito desapareceu logo após o ataque contra a famosa boate Reina, na margem do Bósforo, enquanto a polícia reforçava os controles nas fronteiras para evitar que ele escapasse.
Mas ele estava se escondendo nos bairros ocidentais de Istambul, de classe trabalhadora e densamente povoados. Dias de operações de busca da polícia eventualmente o localizaram em um apartamento no distrito residencial de Esenyurt. Um homem iraquiano também foi detido com ele, além de três mulheres, uma cidadã egípcia e as outras duas de Estados africanos, disse Sahin. Todos os suspeitos ainda estão sendo interrogados na sede da polícia, acrescentou.
O grupo extremista EI assumiu a responsabilidade pelo banho de sangue, a primeira vez em que reivindicou abertamente um grande ataque na Turquia. Ele já havia sido culpado por vários ataques no país, incluindo o triplo atentado suicida no aeroporto de Istambul, em junho.
(Com France-Presse)

sábado, 17 de setembro de 2016

EUA anunciam morte de “ministro da Informação” do Estado Islâmico

Pentágono diz que matou o "ministro da Informação" do Estado Islâmico, Wa'il Adil Hasan Salman al-Fayad, em um ataque aéreo


Por Redação
O Pentágono informou ontem (16) que matou o “ministro da Informação” do Estado Islâmico, Wa’il Adil Hasan Salman al-Fayad, em um ataque aéreo realizado no dia 7 de setembro em Raqqa, na Síria. As informações são da Agência Ansa.
Segundo o porta-voz da entidade, Peter Cook, “Dr. Wail”, como era conhecido, era um dos líderes mais importantes do grupo terrorista e o responsável pela “supervisão” dos vídeos que mostravam as execuções e torturas cometidas pelos extremistas.
Ainda de acordo com Cook, o “ministro” era muito ligado a Abu Muhammad al-Adnani, considerado o porta-voz dos jihadistas e morto em um ataque aéreo em 30 de agosto.
Trégua
Apesar de estar vivendo uma trégua nas ações militares, a ONG Observatório Nacional para os Direitos Humanos na Síria (Ondus) informou que 54 pessoas foram mortas nas últimas 24 horas no país.
Dessas, 34 eram civis e 20 eram militantes de diversos grupos. Entre os civis, 11 eram crianças. O balanço mais sangrento ocorreu em Mayadin, cidade controlada pelo Estado Islâmico, onde 27 civis morreram em um ataque aéreo ocorrido ontem (15).
A trégua humanitária atinge grandes partes do território sírio, mas não inclui as áreas dominadas pelos extremistas do Estado Islâmico e da Frente al-Nusra.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Foto de perfil no Twitter ligado ao Estado Islâmico mostra Congresso Nacional em chamas

Por Ayrton Freire

Às vésperas da Olimpíada do Rio de Janeiro, o risco de atentados terroristas no Brasil durante os jogos existe e preocupa. Nesta semana, a Polícia Federal prendeu dez brasileiros, supostamente simpatizantes do Estado Islâmico, sob suspeita de planejar ataques na Olimpíada do Rio de Janeiro.
Nas redes sociais, perfis ligados ao EI estão cada vez mais direcionados ao público de Língua Portuguesa. No Twitter, por exemplo, uma conta chegou a publicar uma montagem na qual o Congresso Nacional, em Brasília, aparece em chamas e com um avião em sua direção.
Para especialistas consultados pela BBC Brasil, o objetivo principal destes articuladores é popularizar o grupo entre pessoas que vivem longe do Oriente Médio e estimular os chamados “lone wolves” (lobos solitários, ou pessoas que simpatizam com ideias do grupo, mas não fazem parte de sua estrutura formal) a entrarem em ação isoladamente em seus países.
Mesmo com o risco e com as afrontas postadas na internet, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes acredita que a probabilidade de um ataque na Olimpíada é “mínima”.
Portal no Ar

domingo, 12 de junho de 2016

Atirador de Orlando ligou para a polícia e jurou lealdade ao EI

Omar Mateen

O senador pela Flórida Bill Nelson afirmou que o atentado pode ter relação com o grupo terrorista Estado Islâmico. O atirador, americano de origem afegã, foi morto pela polícia


O atirador responsável pelo massacre em uma boate em Orlando, apontado como o pior ataque armado da história dos Estados Unidos, teria ligado para a polícia minutos antes do tiroteio e jurado lealdade ao líder do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), de acordo com a rede CNN. O senador pela Flórida Bill Nelson também afirmou que o ataque teria alguma relação com o grupo.
O grupo terrorista Estado Islâmico se responsabilizou pelo ataque, por meio de um comunicado da agência de notícias Amaq, comandada pelos extremistas. As autoridades americanas estão sendo cautelosas em relação ao massacre. Até agora, confirmam apenas que Omar Mateen, de 29 anos e descendente de afegãos, foi o responsável pelo ato.
Mateen foi investigado em duas ocasiões pelo FBI por sua possível ligação com grupos terroristas. Em entrevista coletiva, o agente do FBI Ron Hopper confirmou que o atirador foi investigado em 2013 por defender o EI em comentários nas redes sociais e novamente em 2014 por aparentemente querer cometer um ataque suicida. As autoridades, contudo, consideraram o resultado da apuração inconclusiva. O FBI disse ainda que o atirador comprou ao menos duas armas de fogo nas últimas semanas e que trabalhou como segurança.
O senador Nelson lamentou que dois fatos de violência perpetrados por homens armados ocorreram em um mesmo fim de semana em Orlando e manifestou a necessidade de uma maior regulação no uso de armas entre os cidadãos do país. Na sexta-feira, um homem de 27 anos disparou contra a cantora Christina Grimmie durante um show que ela fazia na cidade e a jovem morreu em decorrência dos ferimentos.
No tiroteio da última madrugada, pelo menos 50 pessoas morreram e outras 53 ficaram feridas na boate gay Pulse, no centro de Orlando. O responsável pelo massacre morreu em um enfrentamento com a polícia no local.
(Com EFE e Estadão Conteúdo)

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Conheça os grupos terroristas que mais matam no mundo - O Estado Islâmico, que realizou os atentados em Paris há duas semanas, não encabeça a lista


Estado Islâmico

O Estado Islâmico age principalmente na Síria e Iraque e tem como característica a brutalidade - decapitações, crucificações e execuções coletivas. Em 2014, foram 1.071 ataques protagonizados pelo grupo terrorista, nos quais 6.073 pessoas morreram e outras 5.799 ficaram feridas. Os sunitas do EI, que surgiram de uma dissidência do braço da Al Qaeda no Iraque, aspiram conquistar a região do Levante, que inclui Israel, Iraque, Jordânia, Líbano e Síria. O grupo opõe-se ao regime do ditador Bashar Assad na Síria e ao governo xiita no Iraque. Afirma estar travando uma guerra sagrada contra os muçulmanos xiitas, os cristãos e os yazidis, um grupo étnico-religioso no Iraque e na Síria.


Boko Haram (Jerome Delay/AP)
Após os atentados de 13 de novembro em Paris, no qual 130 pessoas morreram, a atenção do mundo se voltou para o grupo terrorista Estado Islâmico, que reivindicou a autoria dos ataques. Apesar das atrocidades cometidas pelo EI, como decapitações e crucificações, o grupo não é o que causou mais mortes em 2014 no mundo, segundo um estudo publicado pelo Instituto para Economia e Paz, baseado em Sidney, na Austrália. O Índice Global de Terrorismo 2015 coloca o nigeriano Boko Haram no topo da lista dos grupos terroristas mais letais do mundo. Os jihadistas que agem principalmente na Nigéria, Camarões e Chade mataram 6.644 pessoas em 2014. Já os jihadistas do Estado Islâmico causaram 6.073 mortes no mesmo ano.
O índice se baseou nos dados de ataques de grupos extremistas reunidos pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, desde 1970. Em nível global, existem 530 grupos classificados por distintos governos como organizações terroristas. Só em 2014, 33 novas organizações radicais foram criadas.
Os civis constituem 77% de suas vítimas. Recentemente, o grupo tem aumentado o uso de bombas e explosivos em seus ataques. A maior parte dos atentados atingem mercados ou lugares públicos, como um ataque realizado em janeiro deste ano, quando um bomba presa a uma garota de 10 anos matou, além da criança, pelo menos 20 pessoas que estavam em um mercado de Maiduguri, na Nigéria.
Os jihadistas africanos têm interagido constantemente com a Al Qaeda e com a Al Qaida no Magreb Islâmico, grupo de origem argelina que mantém laços com a Al Qaeda desde 2002. Mais recentemente, eles passaram a se relacionar com o Estado Islâmico, compartilhando treinamentos militares e canais de mídias sociais. Em março de 2015, o Boko Haram firmou oficialmente aliança com o EI e reconheceu seu líder, al-Baghdadi, como Califa dos Muçulmanos.
Segundo o índice, em 2014, os jihadistas protagonizaram 453 ataques. Devido à violência deste grupo, a Nigéria é hoje, atrás do Iraque, o país com o mais alto número de mortes causadas por terrorismo, segundo o Índice.
Os dois ataques mais letais realizados pelo grupo em 2014 ocorreram em junho, quando os terroristas invadiram uma prisão em Badush, no Iraque, e mataram 670 prisioneiros xiitas, e em agosto, quando 500 pessoas da etnia Yazidi foram mortas em Sinjar, também no Iraque.
Al Qaeda - Por outro lado, a rede jihadista Al Qaeda, que orquestrou os ataques do 11 de setembro sob a chefia de Osama Bin Laden, tem perdido sua influência e encontra dificuldade para financiar seus planos. As derrotas sofridas para os rivais do Estado Islâmico no Oriente Médio esvaziaram os cofres do grupo jihadista e provocaram uma debandada de recrutas. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian em junho, dois dos principais chefes da Al Qaeda declararam que o atual número um da organização, o egípcio Ayman al-Zawahiri, não possui mais influência para chefiar os comandantes do grupo e só o mantém em atividade devido aos pedidos por lealdade que faz reiteradas vezes.
A tática utilizada pelo EI para orquestrar seus ataques no Ocidente também tem se destacado do método da Al Qaeda. Os jihadistas usam os novos combatentes cooptados no exterior para executar seus ataques em outros países. O estudo do Instituto para Economia e Paz chama essa estratégia de "tática dos lobos solitários", já que a maioria dos atentados executados por seguidores do grupo em países ocidentais são realizados por um único terrorista ou grupos pequenos e independentes.
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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Usando “drones” ataque aéreo dos EUA mata terrorista que matou jornalistas


droner
Os Estados Unidos lançaram nesta quinta-feira (12) um ataque aéreo com drones na Síria que teve como alvo o cidadão britânico Mohammed Emwazi, conhecido como “Jihadi John”, que apareceu em vários vídeos de decapitações do Estado Islâmico (EI), informou o Departamento de Defesa dos EUA.
O porta-voz Peter Cook não informou se Mohamed Emwazi morreu, afirmando apenas que “os resultados da operação realizada durante a madrugada estão sendo avaliados e informações adicionais serão dadas quando for apropirado”, segundo comunicado.
Ele é acusado de executar jornalistas. TV americana diz que alvo foi ‘aniquilado’.
G1

terça-feira, 30 de junho de 2015

EI crucifica 5 pessoas na Síria por não respeitarem jejum do Ramadã

Pesssoas observam um homem morto e crucificado em Raqqa, na Síria(Reprodução/Observatório Sírio de Direitos Humanos/VEJA)

Há alguns dias, os terroristas também começaram, pela primeira vez, a decapitar mulheres em algumas províncias sírias. Elas foram acusadas de praticarem 'bruxaria'

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) crucificou cinco pessoas no nordeste da Síria porque elas não realizavam o jejum do Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, informou nesta terça-feira (30/06/2015) o diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdul Rahman.
O ativista disse por telefone que as vítimas foram assassinadas ontem (29), na cidade de Al Mayadin, onde foram penduradas em um muro de um quartel da 'hisba', a 'polícia' do EI, com um cartaz no pescoço que dizia "ficarão crucificados o dia todo e serão castigados com 70 chicotadas por romper o jejum do Ramadã". Os extremistas crucificaram as cinco pessoas diante de uma multidão, entre eles alguns menores. Segundo os relatos colhidos pela ONG que monitora a guerra civil na Síria, muitos dos espectadores zombaram dos crucificados e atiraram pedras neles.
Abdul Rahman lembrou que nos últimos dias o EI vem cometendo uma série de assassinatos na província de Deir ez Zor, onde, pela primeira vez, começou a decapitar mulheres. Ontem, o OSDH indicou que os jihadistas tinham decapitado uma síria e seu marido, acusados de "bruxaria". O casal foi degolado com uma espada em um dos bairros controlados pelo EI na cidade de Deir ez Zor. No domingo, outro casal foi assassinado de forma similar pela mesma acusação em Al Mayadin.
Segundo dados do OSDH divulgados nesta segunda, pelo menos 3.027 pessoas foram assassinadas pelos radicais na Síria desde a proclamação de um califado neste país e no Iraque há um ano. Deles, pelo menos 1.787 eram civis, dos quais: 74 eram crianças, 216 eram rebeldes ou milicianos curdos que lutaram contra o EI, 881 soldados ou combatentes leais ao regime de Damasco e 143 membros do grupo radical que tentaram fugir para a Turquia ou foram acusados de espionagem para outros países.
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