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domingo, 9 de abril de 2017

Atentados contra duas igrejas no Egito deixam 40 mortos - Explosões aconteceram enquanto fiéis participavam de cerimônias do Domingo de Ramos

Parente de uma das vítimas reage após a explosão de uma bomba em uma igreja durante a celebração do Domingo de Ramos em Tanta, no Egito - 09/04/2017 (Mohamed Abd El Ghany/Reuters)

Pelo menos 40 pessoas morreram no Egito neste domingo em duas explosões em igrejas cristãs coptas – igreja cristã nacional do país -, durante as comemorações do Domingo de Ramos, que marca o começo da Semana Santa. O primeiro atentado deixou 27 mortos e sessenta feridos dentro de uma igreja na cidade de Tanta, situada 120 quilômetros ao norte da capital Cairo, informaram fontes de segurança e do Ministério da Saúde. Poucas horas depois, 13 pessoas foram vítimas de outra explosão em Alexandria. O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou os ataques.

A primeira bomba atingiu os fiéis dentro do templo de Mar Guergues (São Jorge, em árabe). O porta-voz do ministério da Saúde, Jaled Mugahed, declarou à televisão estatal egípcia que os hospitais de Tanta já receberam 21 corpos e 59 feridos. Em declarações à emissora privada On TV, o premiê egípcio, Sherif Ismael, condenou o ocorrido e mostrou a determinação do governo para acabar com o terrorismo no país. “Trata-se de um ato terrorista impiedoso, mas erradicaremos o terrorismo do Egito e temos a determinação para acabar com os grupos terroristas”, disse o premiê.
Em Alexandria, no norte do Egito, um atentado suicida vitimou fiéis do lado de fora da igreja São Marcos, segundo a emissora de televisão estatal do país árabe. O papa Teodoro II, chefe da igreja copta, rezava uma missa dentro da catedral no momento do ataque, mas não foi atingido. 
Os coptas representam 10% da população do Egito e são o maior grupo cristão do país, além de terem cerca de 1 milhão de fiéis no resto do mundo. As perseguições contra o grupo cresceram em 2013, quando os militares tomaram o poder do país e derrubaram o presidente Mohamed Morsi, da Irmandade Muçulmana. Determinados grupos da maioria muçulmana, como os terroristas do Estado Islâmico (EI), culpam os coptas de apoiar o golpe militar e intensificaram ataques contra eles. No dia 11 de dezembro, 28 fiéis da minoria cristã copta morreram em um atentado cometido por um suicida contra uma igreja situada próxima da catedral do Cairo, no bairro de Abbassiya.
Os ataques deste domingo acontecem 20 dias antes da visita do papa Franciscoao Egito, que está marcada para os próximos dias 28 e 29 de abril, a primeira viagem do pontífice argentino ao Oriente Médio. Francisco condenou os atentados cometidos no Egito e pediu a Deus que converta “o coração das pessoas que semeiam terror, violência e morte”.
(com agência EFE)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Cachorro aciona mina terrestre e salva 30 soldados na Colômbia

O labrador Azabache é acariciado por um soldado colombiano(Divulgação/Exército da Colômbia/VEJA.com)

O labrador Azabache já era reconhecido e querido por seus companheiros, pois os tinha salvado de duas minas em outras oportunidades

Um cachorro do exército da Colômbia treinado para farejar explosivos morreu nesta quinta-feira ao acionar uma mina terrestre, evitando assim que 30 soldados que o acompanhavam fossem atingidos pelo artefato, em uma área rural do município de Suárez, no sudoeste do país. Azabache, um labrador que tinha participado de várias operações do exército nos últimos três anos, foi atingido pela explosão de uma mina quando passava junto com um grupo de militares pelo povoado de Patio Bonito, na província de Cauca.
A detonação alertou os soldados, que correram imediatamente para prestar socorro ao animal, antes de transferi-lo em um helicóptero para um centro veterinário na cidade de Cali. Os exames feitos pelos veterinários do exército revelaram que a explosão causou ferimentos internos no animal, que acabou morrendo quando faltavam dois anos para o fim de sua carreira militar. "Assim como acontece com qualquer um de nossos soldados, sentimos um pesar muito grande pela morte de Azabache, que nos permitiu localizar uma grande quantidade de explosivos durante seus três anos de trabalho na instituição", disse o comandante da terceira divisão do exército colombiano, o general Luis Rojas.
O comandante indicou que a equipe da qual Azabache fazia parte estava em uma região de difícil acesso, onde há forte influência do narcotráfico. O condutor do cachorro, o soldado Víctor Betancourt, foi o encarregado de transmitir a notícia a seus superiores em uma breve narração por rádio. O labrador Azabache se destacava entre os 450 cães do esquadrão antibombas da terceira divisão do exército colombiano e já era reconhecido e querido por seus companheiros, pois os tinha salvado de duas minas em outras oportunidades.
Homenagem - Nesta quinta-feira, Azabache foi homenageado com uma cerimônia militar e sepultado por seus companheiros nas imediações do posto de comando da Força Tarefa Apolo em Cauca. As minas e outros artefatos explosivos utilizados nas mais de cinco décadas de conflito armado na Colômbia deixaram 11.800 mortos e feridos nos últimos 25 anos, segundo números da ONG Campaña Colombiana Contra Minas (CCCM).
Apesar de não existem cálculos oficiais sobre a quantidade de artefatos instalados, o governo estima que a remoção de todas as minas levaria pelo menos uma década. Segundo a CCCM, o custo para desativar minas é de cerca de 1.000 dólares (4.000 reais) por metro quadrado de área, enquanto a fabricação de uma mina custa cerca de 1,20 dólar (4,80 reais).
(Com agência EFE)