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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Imprensa norte-americana destaca sucesso dos Jogos Olímpicos no Brasil

A imprensa americana se rendeu ao sucesso dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Após a cerimônia de encerramento ontem (21) à noite, jornais, rádios, canais de televisão e sites dos Estados Unidos destacaram a organização dos jogos, o calor e a amizade do povo brasileiro, os resultados e recordes alcançados, em uma demonstração de que a mídia do país mudou sua percepção em relação ao evento. Antes dos jogos, o noticiário era dominado por previsões pessimistas, indicando que a competição poderia se transformar em um grande fiasco.
A rede de televisão CBS publicou em sua página na internet 58 slides rotativos destacando a cantora Roberta Sá evocando Carmen Miranda, figurantes formando a imagem do Cristo Redentor, os fogos de artifício e até curiosidades como, por exemplo, atletas britânicos usando tênis que emitiam intenso brilho durante a cerimônia de encerramento.
Em matéria assinada pelos correspondentes Silvio Romero e Andrew Jacobs, o jornal The New York Times destacou que, apesar dos receios generalizados de que a cidade estaria despreparada, ou que a criminalidade e a desorganização poderiam transformar os Jogos Olímpicos em um constrangimento nacional, muitos brasileiros passaram a ver os jogos como “um triunfo e uma distração necessários” para fugir dos problemas econômicas e da agitação política. O mesmo artigo assinala que, nos dias após a cerimônia de abertura, as críticas de que os jogos significaram o uso inadequado de dinheiro público, em um momento de crise financeira do país, ficaram relegadas a segundo plano em decorrência de um sentimento comum de que o Brasil conseguiu superar os desafios logísticos, proporcionando ao maior evento esportivo do mundo a presença de meio milhão de visitantes, que acorreram ao Rio para assistir aos primeiros Jogos Olímpicos da América do Sul.
Robson Pires

domingo, 21 de agosto de 2016

Ibope aponta que Olimpíada foi “desperdício que deu certo”

Para os brasileiros, Olimpíada é um “desperdício que deu certo”. É o que aponta a pesquisa nacional do Ibope, que publicada pelo Estadão. Para 62% dos entrevistados, os Jogos trazem mais prejuízos do que benefícios ao Brasil. Ao mesmo tempo, 57% creem que a imagem do País no exterior ficará mais positiva. A pesquisa apontou que, para 42%, a Olimpíada está sendo boa ou ótima; 30% disseram que é “regular”, e 24% avaliam que é “ruim” ou “péssima”.
Os entrevistados afirmaram que está dando mais certo do que errado. A opinião reflete mais a organização do que os resultados esportivos: 62% disseram ao Ibope que é mais importante que o evento seja um sucesso, e 31% preferem que o Brasil fique bem colocado no quadro de medalhas.
A CEO do Ibope Inteligência, Marcia Cavallari, tem uma hipótese sobre a ambiguidade da opinião pública. “As opiniões são ambíguas porque não se percebe claramente os benefícios que o País pode vir a ter com eventos dessa magnitude”, afirmou ela, segundo relato do Estado. Segundo a pesquisadora, a recessão também explica contradições. “Há uma maioria que apoia, mas há dúvidas sobre o uso do dinheiro público em eventos desta natureza quando há tantas outras prioridades, principalmente considerando a crise econômica.”
O levantamento foi feito entre 11 e 15 de agosto, em 142 municípios de todas as regiões do Brasil. Foram 2.002 entrevistas, com pessoas de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, em um intervalo de confiança de 95%.
Agora RN

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Brasileiros irritam estrangeiros ao vibrar nos Jogos como em estádio de futebol

Provocações típicas da paixão clubística – não só de brasileiros mas de outros latinos – foram ouvidas mesmo em esportes em que o silêncio é a praxe,


Se o time de futebol masculino não vem inspirando a torcida brasileira, a cultura da arquibancada se disseminou pelos outros esportes na Rio-2016 –para espanto e, às vezes, irritação de atletas e imprensa estrangeira.
Além de exibir camisas e bandeiras dos times nacionais, a torcida importou dos estádios para as arenas olímpicas gritos clássicos como “lê, lê, lê, ô, Brasil!” e “olê, olê, olá, lá, fulano vem aí e o bicho vai pegar!”.
As provocações típicas da paixão clubística –não só de brasileiros mas de outros latinos– foram ouvidas mesmo em esportes em que o silêncio é a praxe, como o tênis de mesa e o tiro esportivo.
Um dos exemplos mais comentados até agora foi a (ineficaz) pressão que os brasileiros fizeram durante o último tiro do vietnamita Xuan Vinh Hoang, que decidia a medalha de ouro na prova de pistola de ar de 10 m contra o paulistano Felipe Wu.
Outra tendência observada na torcida é “adotar” uma equipe quando a sua não está em campo –as regras gerais são apoiar o lado mais fraco ou qualquer um que esteja enfrentando a Argentina.
Numa luta de judô entre o americano Nick Delpopolo e Ahmed Goumar, do Níger, os brasileiros apoiaram em peso o africano. “Era uma luta de Davi e Golias. É claro que apoiaríamos o que tem menos chance”, diz Nana Vaz, 39. A mesma coisa aconteceu no jogo de basquete entre China e EUA. Mais uma vez torcendo contra os americanos, os brasileiros importaram dos estádios de futebol o grito “ôôô, vamos virar, China!”
“Nosso treinamento de torcedor é nos estádios de futebol. Não conseguimos ficar quietinhos como o público de tênis”, diz Ana Luisa Gama, 23, que usava uma camisa do Grêmio no Parque Olímpico.
No estádio de handebol, os irmãos Fábio, 35, e Robson Cérgoli, 33, desfraldaram uma bandeira do Paulista de Jundiaí confeccionada pela mãe deles e com passagem por dez jogos na Copa-2014.
“Queremos mostrar ao mundo a nossa cidade e o nosso time. Queremos representar nosso pessoal”, diz Fábio.
Eles acham, no entanto, que a exaltação da torcida brasileira em arenas olímpicas ainda fica muito atrás da ferocidade exibida no futebol.
“Nem se compara”, diz Robson. “Torcidas olímpicas são tradicionalmente mais comedidas do que as de Copa do Mundo, por exemplo.”
De fato, o clima é mais ameno. As lutas têm um público especialmente entusiasmado –em geral, o adversário do Brasil é muito vaiado.
No entanto, o grito “uh, uh, vai morrer”, importado do MMA, não emplaca na arena, ainda que alguém sempre tente puxá-lo, como foi o caso na disputa entre a judoca brasileira Rafaela Silva e a romena Carina Caprioriu.
O público ferve mesmo quando o Brasil perde. Na derrota do basquete para a Lituânia, a avaliação do pivô Nenê foi que a torcida foi o MVP (Most Valuable Player, o jogador mais útil).
Os gringos nas arquibancadas também estão boquiabertos com o comportamento dos brasileiros.
“Fiquei chocada. Achei que o telhado fosse se soltar, de tanto de gritavam”, diz a norueguesa Anna Figenschau, 47, que viu a equipe de handebol feminino de seu país perder para o Brasil no sábado (6).
Outros estrangeiros disseram se entusiasmar com os brasileiros. “A empolgação deles acaba influenciando a nossa também”, disse o espanhol Javier Madera, 31.
Mas há quem ache que o comportamento da torcida, especialmente as vaias ao adversário, não tem a ver com espírito olímpico.
“Numa competição como o judô, em que os lutadores são sempre muito respeitosos uns dos outros, é estranho ouvir tanta vaia”, diz o espanhol Alejandro Sanchez, 40.
Portal no Ar

Olimpíadas do Rio mostra a força das atletas femininas

As Olimpíadas do Rio mal começaram e as mulheres já mostraram que são as protagonistas da vez


Por Estadão Conteúdo
 

As Olimpíadas do Rio mal começaram e as mulheres já mostraram que são as protagonistas da vez e fortes candidatas a medalhas. Elas têm dado um show de habilidade e eficiência, com desempenhos inclusive melhores que as masculinas, demonstrando que esporte é coisa de mulher, sim! As atletas olímpicas como Daniele Hypólito, as gêmeas Bia e Branca Feres, a jogadora Marta e tantas outras, resistem bravamente no ambiente predominado pela presença masculina. Será que as Olimpíadas no Brasil será delas? A força física interfere?
Homens tem mais força?
“Na maioria dos casos, o homem tem uma estrutura mais alta e mais forte. Por essas razões, costuma ter vantagem no desempenho físico. O homem possui maior quantidade de massa muscular e menor de gordura corporal. Esses fatores, associados a questões hormonais, em geral, colocam o sexo masculino em melhor condição para as práticas esportivas”, explica o médico Rodrigo Freitas, especialista em medicina esportiva
Outro fator importante é o ciclo menstrual. As alterações hormonais durante o período podem influenciar de diferentes maneiras, dependendo da fase e do tipo de atividade que é praticada. “Na maioria dos casos, as mulheres não sentem influência em seu desempenho físico. Quando o rendimento é afetado, percebemos com maior intensidade nas atividades de longa duração. Enquanto as atividades de caráter explosivo, em muitos casos, até melhoram. O melhor rendimento físico da mulher geralmente é atingido no período pós-menstrual pela maior concentração hormonal de estrógeno, o que aumenta a secreção de noroadrenalina”, afirma Roberta Gabriel, personal gestante do programa Mamãe Gentil, exibido no ano passado na Rede Globo.
Portal no Ar

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Foto de perfil no Twitter ligado ao Estado Islâmico mostra Congresso Nacional em chamas

Por Ayrton Freire

Às vésperas da Olimpíada do Rio de Janeiro, o risco de atentados terroristas no Brasil durante os jogos existe e preocupa. Nesta semana, a Polícia Federal prendeu dez brasileiros, supostamente simpatizantes do Estado Islâmico, sob suspeita de planejar ataques na Olimpíada do Rio de Janeiro.
Nas redes sociais, perfis ligados ao EI estão cada vez mais direcionados ao público de Língua Portuguesa. No Twitter, por exemplo, uma conta chegou a publicar uma montagem na qual o Congresso Nacional, em Brasília, aparece em chamas e com um avião em sua direção.
Para especialistas consultados pela BBC Brasil, o objetivo principal destes articuladores é popularizar o grupo entre pessoas que vivem longe do Oriente Médio e estimular os chamados “lone wolves” (lobos solitários, ou pessoas que simpatizam com ideias do grupo, mas não fazem parte de sua estrutura formal) a entrarem em ação isoladamente em seus países.
Mesmo com o risco e com as afrontas postadas na internet, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes acredita que a probabilidade de um ataque na Olimpíada é “mínima”.
Portal no Ar

domingo, 17 de julho de 2016

Brasil com medo de atentados terroristas: Para Olimpíadas Rio 2016, inspeção nos aeroportos será reforçada - A partir desta segunda-feira, 18, a Anac vai endurecer as regras para revista de bagagens e passageiros nos voos domésticos


Se você pretende viajar de avião nos próximos dias, prepare-se: a partir desta segunda-feira, 18, os brasileiros que utilizarem aeroportos passarão a sentir os efeitos do aperto na política de segurança em razão das Olimpíadas Rio 2016. A poucos dias do início dos jogos, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) vai reforçar a fiscalização nos voos domésticos. De acordo com a Anac, a segurança do transporte aéreo envolve procedimentos como revista de passageiros para o acesso às áreas restritas dos aeroportos – áreas de embarque, pista e aeronaves – e a inspeção de bagagens. Porém, a agência ressalta que a medida não tem ligação com as Olimpíadas ou qualquer outro fato externo – e não tem prazo para terminar. “Esses procedimentos de segurança são adotados e padronizados internacionalmente”, segundo a nota.
Todos os passageiros estarão sujeitos a passar por revista física feita por um agente do mesmo sexo, independentemente do disparo do alarme do equipamento de raio-X. A agência explica que a revista poderá ocorrer em local público ou reservado, a critério do passageiro e do agente, e com presença de testemunha.
Também será exigida a retirada de computador portátil e de outros dispositivos eletrônicos do interior de malas e mochilas transportadas nas bagagens de mão. Atualmente, a medida é adotada somente para voos internacionais.
A inspeção manual aleatória de pertences de mão no momento da passagem pelo equipamento de raio-X também poderá ser solicitada. Neste caso, informa a Anac, os passageiros deverão abrir suas bagagens de mão para inspeção pelo agente. Em caso de recusa, o passageiro será proibido de acessar a área de embarque.
Nem mesmo crianças ficarão livres da inspeção. Contudo, a agência afirma que “a idade mínima é uma informação reservada, por questões de segurança.” Os passageiros com necessidade de assistência especial também serão inspecionados.
A Anac recomenda aos passageiros que se apresentem com 1h30 de antecedência do horário da partida, em caso de voo nacional.

(com Estadão Conteúdo)

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Rio-2016: corpo esquartejado em Copacabana espanta imprensa internacional

Novo caso de violência, próximo à arena do vôlei de praia e a 36 dias do início dos Jogos, ganhou destaque em jornais estrangeiros

Jornal britânico The Guardian destacou o corpo esquartejado encontrado em Copacabana
Jornal britânico The Guardian destacou o corpo esquartejado encontrado em Copacabana(The Guardian/Reprodução)
corpo esquartejado encontrado em Copacabana, próximo à arena que abrigará os jogos de vôlei de praia na Olimpíada do Rio, ganhou destaque na imprensa internacional, a 36 dias do início dos Jogos. O fato foi bastante explorado, especialmente por jornais ingleses, e representa mais um fato embaraçoso para a organização da Rio-2016.
Partes de um corpo mutilado foram encontradas na orla de Copacabana, já próximo à praia do Leme nesta quarta-feira. O jornal britânico Daily Mail caracterizou o ocorrido como uma "descoberta macabra", enquanto a agência de notícias Reuters deu destaque para a proximidade entre o local em que foi achado o corpo e arena olímpica.
O também britânico The Guardian engloba o crime a outros problemas sociais no Brasil, como o crescimento criminal nos últimos meses, a recessão econômica e o escândalo político que o país enfrenta. O diário espanhol Mundo Deportivo, por sua vez, ressalta que se trata de mais um "capítulo incômodo" para a organização dos Jogos no Brasil.
Ao longo dos últimos meses, várias publicações estrangeiras demonstraram preocupação em relação à segurança dos Jogos. Casos de violência nas ruas e a queda de um trecho da ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, que matou duas pessoas, receberam destaque internacional, assim como a poluição da Baía de Guanabara, que sediará esportes aquáticos, e os possíveis riscos do vírus zika.
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terça-feira, 28 de junho de 2016

Golfista desiste de disputar olimpíadas no Brasil por causa da Zika

Australiano Jason Day, 28 anos, revelou ter medo de contrair o vírus e, por isso, não disputará o torneio olímpico de golfe


Por Marcelo Brandão/Agência Brasil
Mais um atleta do golfe decidiu não disputar os jogos Olímpicos do Rio de Janeiro por causa do vírus Zika. O australiano Jason Day, 28 anos, revelou ter medo de contrair o vírus e, por isso, não disputará o torneio olímpico de golfe.
“O motivo da minha decisão são as preocupações com a possível transmissão do vírus Zika e os riscos que isso pode representar a uma futura gravidez da minha esposa e para futuros membros de minha família”, disse Day, em declaração divulgada pela agência de notícias Ansa.
O australiano é o líder do ranking mundial de golfe. Além dele, outros sete golfistas decidiram não jogar no Rio de Janeiro, no que será a volta do golfe ao programa olímpico após 112 anos. Adam Scott, Louis Oosthuizen, Charl Schwartzel, Marc Leishman e Vijay Singh avisaram às federações de golfe de seus países que não integrarão seus respectivos times nacionais. Destes, só Leishman citou a Zika como um dos motivos para não vir: o vírus e a saúde debilitada de sua esposa.
OMS
A Zika também foi o motivo apresentado pelo norte-irlandês Rory McIlroy, um dos principais nomes do esporte na atualidade, para ficar de fora dos jogos. Em um comunicado divulgado pela empresa que faz a gerência de sua carreira esportiva, McIlroy disse que percebeu que sua saúde e da família “vem antes de qualquer outra coisa”. “Embora o risco de infecção do vírus Zika seja considerado baixo, é um risco que não estou disposto a correr”.
Seu substituto no time irlandês seria Graeme McDowell, mas ele também decidiu ficar de fora do torneio. McDowell é outro que cita o vírus como justificativa. Ele explicou que sua esposa está grávida e deve dar à luz poucas semanas após o torneio olímpico de golfe.
Além de alguns atletas manifestarem publicamente preocupação com o tema, cientistas internacionais propuseram à Organização Mundial da Saúde (OMS), em carta aberta, a mudança das datas da Olimpíada e Paralimpíada.
Em resposta, pesquisadores brasileiros que participam do Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz (PROCC/Fiocruz) e da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV) afirmaram que não há motivo para tal atitude.
Federação Internacional
Em nota, o presidente da Federação Internacional de Golfe (IGF, sigla em inglês), Peter Dawson, informou que a entidade lamenta que alguns de seus atletas decidam não competir. Ele não cita o vírus Zika diretamente, apenas afirma “entender os desafios dos atletas em termos de agenda neste verão”. Dawson também exalta a volta do golfe à Olimpíada e fala em “experiência única” para os atletas que competirem no Brasil.
“O IGF entende os desafios que os atletas enfrentam em termos de agenda neste verão e é lamentável ver alguns dos principais jogadores se retirarem dos jogos deste ano. A Olimpíada é a maior celebração esportiva do mundo e é excitante e apropriado que o golfe participe de seu programa novamente. Verdadeira história será feita nas competições olímpicas deste ano e acreditamos que a experiência única de competir viverá para sempre com os atletas que participarem”, conlcluiu Peter Dawson.
Portal no Ar

sábado, 18 de junho de 2016

Crise obriga Rio de Janeiro a decretar calamidade pública a 49 dias da Olimpíada

Com medida, estado deverá mais facilmente captar recursos para fugir da situação em que se encontra


Por Estadão Conteúdo
O governo do Estado do Rio de Janeiro decretou, a 49 dias dos Jogos Olímpicos, estado de calamidade pública nesta sexta-feira, 17, no Diário Oficial Estadual. O texto assinado pelo governador em exercício, Francisco Dornelles (PP), aponta para a crise econômica que afeta o Estado e a queda na arrecadação, citando o ICMS e os royalties do petróleo, como fatores do decreto.
De acordo com o governo, “a referida crise vem impedindo o Estado do Rio de Janeiro de honrar com os seus compromissos para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016”, que começarão em menos de 50 dias. O governo também argumenta que a crise econômica “vem acarretando severas dificuldades na prestação dos serviços públicos, na saúde, na educação, na mobilidade e na gestão ambiental”.
Pelo artigo 2º do decreto, as autoridades competentes ficam autorizadas a “adotar medidas excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos essenciais” para a realização das Olimpíadas do Rio.
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terça-feira, 3 de maio de 2016

Dilma diz que Brasil fará ‘a melhor Olimpíada’ apesar do momento crítico

A presidente destacou que todos os olhos do mundo estarão voltados para o Brasil e que o País está preparado para atender as melhores expectativas


Por Estadão Conteúdo
 

Em meio ao processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff exaltou nesta terça-feira os feitos do governo federal na área esportiva e já no fim de seu discurso durante a cerimônia de acendimento da tocha olímpica reconheceu que o momento político traz dificuldades para o evento. Apesar disso, Dilma afirmou que o país tem condições de fazer “a melhor Olimpíada da história” e fez um apelo para que os brasileiros recebam bem os visitantes durante os Jogos Olímpicos.
“Sabemos as dificuldades políticas que existem em nosso País hoje. Conhecemos a instabilidade política, mas o Brasil será capaz de, mesmo convivendo com período difícil, muito difícil, verdadeiramente crítico da nossa história e da nossa democracia, conviver porque criamos todas as condições para isso”, disse.
Dilma disse ainda que o momento é de convívio “com opiniões diferentes” e afirmou que conta com a “conhecida hospitalidade e alegria do povo brasileiro”. “Convivermos de forma respeitosa é uma das principais mensagens como exemplo para humanidade”, afirmou.
A presidente destacou que todos os olhos do mundo estarão voltados para o Brasil e que o País está preparado para atender as melhores expectativas. “Juntos podemos ter orgulho de estarmos oferecendo a melhor Olimpíada”, afirmou. “Sabemos que o que vale é a luta e nós sabemos lutar, somos todos olímpicos.”
Ao fazer o que classificou como “chamamento ao País”, a presidente destacou o fato de o Brasil ser a primeira nação a sediar os Jogos na América Latina e garantiu que o País está seguro para atletas e turistas. “Investimos muito em inteligência. Asseguro que o Brasil está plenamente preparado para proporcionar proteção a todos”, disse. “O Brasil está pronto para realizar a mais bem sucedida edição dos Jogos Olímpicos. Nós trabalhamos para isso”, reforçou.
O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) e do Comitê Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, destacou que a chama olímpica traz o “sentimento de união, inclusão e paz” e afirmou que sua missão histórica “é promover a trégua”. “Aqui ela deve fazer mais, vai levar o ideal olímpico para todo o território nacional vai unir o país em torno dos jogos”, disse.
Sem a presença do peemedebista Eduardo Paes, Nuzman fez agradecimento ao prefeito do Rio e disse que a cidade está superando “obstáculos com determinação”. “Nenhuma cidade do mundo está tendo ou teve a transformação que o Rio teve”, disse o presidente do COI, ressaltando que Paes executou a “missão” com “enorme energia”. “O Rio está pronto para entrar para história”, afirmou.
Sem citar diretamente a crise política, o ministro do Esporte, Ricardo Leyser, exaltou o trabalho da presidente Dilma para o setor e acabou provocando na plateia gritos isolados de “não vai ter golpe”. “Não tenho dúvidas de afirmar que a senhora, para o esporte, é a melhor presidente da República da história”, disse.
O nadador e medalhista olímpico Tiago Pereira também falou durante o evento e convidou todos os brasileiros a assistirem aos Jogos que começam no dia 5 de agosto.
Portal no Ar