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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Governo piora meta de déficit primário para 2018, a R$ 129 bi

O governo também estima um rombo de 202,2 bilhões na Previdência e projeta um salário mínimo de 979 reais no ano que vem. (Marcelo Sayão/EFE/VEJA)

A proposta do governo, se confirmada pelo Congresso, representará o quinto ano em que a União gasta mais do que arrecada


A equipe econômica vai propor um orçamento com déficit de 129 bilhões de reais para o governo federal em 2018. O montante representa um aumento em relação aos 79 bilhões feitos em estimativa anterior. O anúncio foi feito nesta sexta-feira em entrevista no Palácio do Planalto com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o do Planejamento, Dyogo Oliveira. O governo também estima um rombo de 202,2 bilhões na Previdência e projeta um salário mínimo de 979 reaisno ano que vem.

Será o quinto ano em que a União fecha com as contas no vermelho, gastando mais do que arrecada. A meta estabelecida para 2017 também é de déficit, de 139 bilhões de reais. O governo, porém, anunciou em março um corte de 58,2 bilhões por avaliar que não conseguiria chegar a esse resultado.  Em 2016, o resultado negativo foi recorde, de 154 bilhões de reais.

O déficit para o governo federal, chamado de governo central, inclui  Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central. Já a previsão para 2018 do rombo no setor público consolidado, que inclui estados, municípios e estatais, é de 131,3 bilhões de reais. Essa conta inclui um déficit de 3 bilhões de reais para estatais federais e superávit de 16 bilhões de reais para estados e municípios. Tanto o rombo do governo central como o do setor público equivalem a 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) projetado para o período.
Segundo o governo, a revisão para um déficit maior era considerada necessária para garantir credibilidade à política fiscal diante do cenário menos favorável de receitas do que o estimado inicialmente. Quando a meta indicativa de déficit em 2018 foi divulgada, em julho de 2016, a previsão de crescimento era de 1,6% neste ano – o que não vai ocorrer, pois o próprio governo já espera alta de 0,5% – e de 2,5% no ano que vem – expectativa que foi mantida.
“As previsões decorrem de efeitos da crise de 2016, 2015 na economia. São efeitos defasados, principalmente na arrecadação”, disse Meirelles, segundo quem “há um compromisso de reduzir o déficit de 2018”.
Fonte veja (Com Estadão Conteúdo e Reuters)

sexta-feira, 31 de março de 2017

Desemprego atinge patamar recorde de 13,5 milhões de pessoas no Brasil

País está com alto índice de desempregados
Em um ano, o país perdeu 1,788 milhão de postos de trabalho, sendo 1,134 milhão com carteira assinada; no mesmo período, população desempregada aumentou em 3,176 milhões

O País registrou o patamar recorde de 13,547 milhões de pessoas desempregadas no trimestre encerrado em fevereiro de 2017, dentro da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada no primeiro trimestre de 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado significa que há mais 3,176 milhões de desempregados em relação a um ano antes, o equivalente a um aumento de 30,6%. Ao mesmo tempo, o total de ocupados caiu 2,0% no período de um ano, o equivalente ao fechamento de 1,788 milhão de postos de trabalho.
Como consequência, a taxa de desemprego passou de 10,2% no trimestre até fevereiro de 2016 para 13,2% no trimestre até fevereiro de 2017, também a mais alta já registrada na série histórica da pesquisa.
A taxa de desemprego só não foi mais elevada porque 730 mil brasileiros migraram para a inatividade no período de um ano. O aumento na população que está fora da força de trabalho foi de 1,1% no trimestre encerrado em fevereiro ante o mesmo período de 2016.
O nível da ocupação, que mede o porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 53,4% no trimestre até fevereiro, o mais baixo de toda a série histórica.
Vagas formais. O mercado de trabalho no País perdeu 1,134 milhão de vagas com carteira assinada no período de um ano. O total de postos de trabalho formais no setor privado encolheu 3,3% no trimestre encerrado em fevereiro de 2017, ante o mesmo período do ano anterior.
Já o emprego sem carteira no setor privado teve aumento de 5,5%, com 531 mil empregados a mais. O total de empregadores cresceu também 9,5% ante o trimestre encerrado em fevereiro de 2016, com 359 mil pessoas a mais.
O trabalho por conta própria encolheu 4,8% no período, com 1,129 milhão de pessoas a menos nessa condição.
Houve redução ainda de 161 mil indivíduos na condição do trabalhador doméstico, 2,6% de ocupados a menos nessa função. A condição de trabalhador familiar auxiliar também encolheu, -2,9%, com 66 mil ocupados a menos.
Setores.  A indústria manteve as dispensas de empregados no País. A atividade cortou 511 mil trabalhadores no período de um ano.
O total de ocupados na indústria recuou 4,3% no trimestre encerrado em fevereiro de 2017 ante o mesmo período do ano anterior. Já a construção extinguiu 749 mil postos de trabalho em fevereiro ante um ano antes, queda de 9,7% na ocupação no setor.
O comércio dispensou 193 mil empregados no trimestre encerrado em fevereiro ante o mesmo período do ano anterior, queda de 1,1% na ocupação no setor.
Outras atividades com corte de vagas foram agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-702 mil empregados, recuo de 7,4% no total de ocupados), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-242 mil vagas, queda de 1,6%) e serviços domésticos (-193 mil empregados, redução de 3,1% no total de ocupados).
O setor de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas – que inclui alguns serviços prestados à indústria – registrou um avanço 208 mil vagas em um ano, 2,2% de ocupados a mais.
Também houve aumento em fevereiro no contingente de trabalhadores de alojamento e alimentação (+409 mil empregados), outros serviços (+119 mil pessoas) e transporte, armazenagem e correio (+72 mil ocupados).
A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.068 no trimestre até fevereiro. O resultado representa estabilidade em relação ao mesmo período do ano anterior.
A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 180,2 bilhões no trimestre até fevereiro, estável ante igual período do ano anterior.
Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar a taxa de desocupação em bases trimestrais para todo o território nacional. A pesquisa substituiu a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrangia apenas as seis principais regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produzia informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.
Agora RN


segunda-feira, 27 de março de 2017

Novo shopping do Alecrim terá mais de 200 lojas e 2 mil empregos

O investimento no projeto será da ordem de R$ 55 milhões

O bairro do Alecrim, berço do comércio potiguar, irá ganhar um shopping com cerca de 35 mil m², todo climatizado, nove pavimentos (sendo seis deles para estacionamento, o que resultará em mil vagas), mais de 200 lojas de marcas nacionais e locais, e que possuirá a quarta maior praça de alimentação de Natal. O Outlet 25 Demais pertence ao Grupo 25, que tem atuação no comércio paulista da Rua 25 de Março, e deve iniciar sua operação em 2019, gerando 2 mil empregos diretos. O investimento no projeto será da ordem de R$ 55 milhões.
O projeto foi apresentado ao prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves e a secretários municipais na última quarta-feira (22), em reunião que aconteceu no Palácio Felipe Camarão, e que contou com a presença do presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, e do vice-presidente da instituição e presidente do Sindicato do Comércio Varejista e de Serviços do RN, George Ramalho.
“A reunião foi muito proveitosa. Há um grande esforço do prefeito, tanto nas melhorias da cidade, como uma atenção muito especial a este projeto e à grande mudança que acontecerá no Alecrim, gerando não só novos empregos, mas um crescimento comercial no bairro, trazendo limpeza, segurança, novos empreendedores e empreendimentos a este bairro, que apesar de todos os seus problemas é o único com o perfil da 25 de março em São Paulo”, detalhou o representante do Grupo 25, Minás Aravanis.
De acordo com estudos realizados pelo do Grupo, a expectativa é de que o fluxo inicial no Outlet 25 seja de 40 mil pessoas por dia; e no bairro como um todo, suba para 200 mil pessoas, atraídas não só pelo shopping como também pelas melhorias que o bairro irá receber. Segundo Minás, os projetos estão bem adiantados e a previsão é que as obras comecem no segundo semestre deste ano.
“Em Natal, o único local que comporta mais um shopping, é com certeza o bairro do Alecrim. O fato de termos um terreno próprio, em um bairro centralizado, de fácil acesso, e o grande número de linhas de ônibus para o local também influenciou muito. E claro o grande fluxo de clientes!”, comentou o empresário, só lamentando que apesar do grande fluxo de pessoas, é um bairro carente de estacionamento.
Minás Aravanis fez questão de destacar que os empresários potiguares tiveram uma receptividade positiva à chegada do investimento ao bairro. “Uma obra deste porte no Alecrim aumentaria o fluxo de pessoas e mudaria o bairro comercial mais intenso de Natal, que hoje vem, ano a ano, perdendo seus clientes para os shoppings”, acrescentou.
Portal no Ar

segunda-feira, 20 de março de 2017

Depressão e desânimo atingem 59% dos desempregados, diz pesquisa

Também foram citados sentimentos de privação de consumo
Mais da metade dos entrevistados teve alterações no sono devido ao desemprego; seis em cada dez têm menos vontade de sair

A pesquisa “Impactos do Desemprego: saúde, relacionamentos e estado emocional”, conduzida pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mostra que, além de trazer complicações à vida financeira, o desemprego afeta também o estado físico e emocional das pessoas.
De acordo com o estudo, 59% dos entrevistados se sentem deprimidos ou desanimados, 63% estão estressados ou nervosos e 62% dizem ter estado angustiados. Também foram citados sentimentos de privação de consumo que tinha anteriormente (75%), ansiedade (70%) e insegurança de não conseguir um novo emprego (68%).
Em menor proporção foram mencionados sentimentos de medo (57%), baixa autoestima (55%), perda de valor perante as pessoas (39%), vergonha diante de amigos ou parentes (37%) e culpa (26%).
Por outro lado, 54% das pessoas passaram a sentir-se esperançosas com a vida após perder o emprego e três em cada dez (30%) estão mais otimistas do que era antes e confiam que coisas boas irão acontecer.
Os entrevistados também disseram que o desemprego afetou a saúde, à medida que mais da metade (51%) teve alterações no sono, 45% relatam mudanças no apetite, 40% têm dores de cabeça ou enxaquecas frequentes, 29% tiveram alteração na pressão (principalmente aqueles com mais de 50 anos, 54%) e 16% disseram descontar a ansiedade em vícios como álcool, cigarro, comida entre outros.
Com relação aos impactos nos relacionamentos, o estudo mostra que seis em cada dez (59%) daqueles que perderam o emprego têm menos vontade de sair, 27% ficam mais isolados das pessoas, 9% têm feito algum tipo de agressão verbal a pessoas próximas e 4% agrediram fisicamente algum parente ou amigo.
Segundo Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, o trabalhador precisa ter uma visão realista de sua situação para evitar problemas financeiros maiores. “É importante que o desempregado mantenha a mente aberta para propostas diferentes das que ele esteja esperando, seja em termos de salário ou função. Nessa hora, trabalhos alternativos também podem ser uma fonte de renda temporária”, diz.
Foram entrevistados pessoalmente 600 brasileiros desempregados acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro geral é de 4,0 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.
Agora RN

sábado, 18 de março de 2017

Petrobras reajusta em 9,8% o preço de botijões de gás de uso residencial

empresa alertou que a correção divulgada não se aplica ao GLP de uso industrial.

A Petrobras aumentou em 9,8%, em média, os preços dos botijões de até 13 kg de gás liquefeito de petróleo para uso residencial (GLP P-13). O reajuste entrará em vigor às 0h de terça-feira (21). O último reajuste realizado pela companhia foi em 1º de setembro de 2015. A empresa alertou que a correção divulgada hoje (17) não se aplica ao GLP de uso industrial.
A Petrobras destacou ainda que as revisões dos preços feitas para as refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor, uma vez que, de acordo com a legislação, há liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados. “Isso dependerá de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores”, apontou a empresa na nota de informação do aumento.
Pelos cálculos da companhia, se o reajuste for repassado, integralmente, aos consumidores, o preço do botijão de GLP P-13 pode ter alta de 3,1% ou cerca de R$ 1,76. “Isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos”. Ainda conforme a nota, o ajuste foi aplicado sobre os preços praticados pela Petrobras sem incidência de tributos.
Portal no Ar

domingo, 12 de março de 2017

Correios vão fechar 250 agências para reduzir custos

Correios fecharam 2016 com prejuízo em torno de R$ 2 bilhões

Segundo a empresa, 60 agências já foram incorporadas a outras unidades. Estatal também já começou um Plano de Demissão Voluntária (PDV)

Os Correios anunciaram que vão fechar 250 agências no país para reduzir custos e tentar melhorar a situação financeira da empresa. Por meio de nota, a estatal informou que as unidades estão espalhadas por municípios com população acima de 50 mil habitantes nas cinco regiões do país.
Ainda segundo o texto, a medida faz parte de um esforço “para reverter o cenário financeiro da empresa, visando garantir a manutenção e a qualidade dos serviços à sociedade”. De acordo com os Correios, 60 agências já foram incorporadas a outras unidades, mas não haverá qualquer problema no atendimento aos cidadãos.
“O projeto para fusão de agências dos Correios em todo o país vai tornar a rede de atendimento mais eficiente e melhorar a prestação de serviços à população. A implantação das mudanças será gradual para minimizar os impactos aos clientes com as adequações”, afirma a nota.
A estatal já começou um Plano de Demissão Voluntária (PDV) que já recebeu a adesão de 3 mil funcionários. A expectativa da empresa é que o número chegue a 5 mil. O Correios fecharam 2016 com prejuízo em torno de R$ 2 bilhões.
Agora RN

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Desemprego bate recorde no RN com 15.806 vagas encerradas

Número representa um aumento de 29,8% no índice de desempregados em comparação com 2015, quando o Rio Grande do Norte registrou a perda de 11.929 postos de trabalho

Um dos maiores efeitos da crise econômica brasileira no Rio Grande do Norte foi sentido pelo mercado de trabalho. O estado fechou o ano de 2016 com um total de 15.806 vagas perdidas do estoque de empregos com carteira assinada. Isso representa um aumento de 29,8% no número de desempregados em comparação com 2015, quando o Rio Grande do Norte registrou a perda de 11.929 postos de trabalho. Esse é o maior índice de desemprego verificado na última década, quando iniciou a série histórica em 2007.
Os dados estão na Análise da Evolução do Mercado de Trabalho Formal, um estudo elaborado pela Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae no Rio Grande do Norte e divulgado nesta quarta-feira (1), analisando o comportamento do estoque de empregos celetistas no estado, região e país ao longo dos últimos dez anos. Esse é o segundo estudo conjuntural elaborado pela instituição com base no ano passado. O primeiro foi o Boletim de Comércio Exterior, divulgado na semana passada, tratando do saldo da balança comercial potiguar.
De acordo com a Análise da Evolução do Mercado de Trabalho Formal, a cidade de Campo Redondo foi a recordista em geração de emprego com 1.990 vagas criadas, seguida de Goianinha (386 vagas), Nova Cruz (294 vagas), Apodi (277 vagas) e Ipanguaçu (244 vagas). Por outro lado, a capital potiguar foi a que registrou o maior número de demissões no ano passado: 9.642 postos de trabalho perdidos – 61% de todas as vagas extintas no Rio Grande do Norte. Mossoró foi o segundo município potiguar com o maior índice de desemprego no ano passado. No período, o saldo ficou negativo em 3.047 vagas.
O maior número de demissões foi registrado no setor industrial potiguar, com 9.097 vagas encerradas. Sozinha, a construção civil demitiu 6.602 empregados. O comércio fechou 3.778 postos de trabalho e o setor de serviços outros 3.197. Já o setor agropecuário foi um dos poucos no estado que encerrou o ano com saldo positivo no número de emprego, com 717 vagas geradas.
Ranking no Nordeste
O RN foi o quarto estado nordestino com o maior saldo negativo de empregos em 2016, ficando atrás da Bahia (67.291 postos perdidos), Ceará (37.499 vagas extintas) e Maranhão (18.036 postos perdidos). Segundo a análise, o mercado de trabalho potiguar sofreu duramente os efeitos da crise econômica brasileira. A vizinha Paraíba, por exemplo, semelhante em território, clima e população, tinha um estoque de 406,5 mil trabalhadores celetistas em 2016, enquanto o estoque do Rio Grande do Norte era de 435,3 mil, também em 2016. Nos últimos 10 anos, a Paraíba criou 129,0 mil novas vagas de trabalho, enquanto no RN foram criadas 106,5 mil.
O estudo elaborado pelo Sebrae também revela uma tendência preocupante no que se refere à geração de emprego por porte das empresas. O setor que tradicionalmente mais gerava postos de trabalho, o da microempresa, começa a apresentar declínio. Apesar da relevância na geração de empregos, que vinham equilibrando durante meses e anos as quedas causadas por demissões nas empresas de maior porte, as microempresas se apresentam com a capacidade de resistência se exaurindo. Em 2016 essa faixa está muito próxima de zero, com tendência de baixa, situação semelhante ocorre com a pequena empresa. Médias e grandes, embora ainda mantendo números negativos, mudaram a trajetória de declínio de suas curvas, segundo a análise.
“Essa redução da capacidade de geração de empregos na microempresa e nas empresas de pequeno porte em geral é resultado da conjuntura econômica que o país atravessa. No ano passado, tivemos um número menor de formalização de novos negócios – 15% a menos que em 2015 – e também redução da disponibilidade de crédito para o setor empresarial. Esses fatores influenciam diretamente nas contratações por parte dos pequenos negócios”, acredita a gerente da Unidade de Gestão Estratégica Alinne Dantas.
Agora RN

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Desemprego atinge 12,3 milhões de pessoas na maior taxa desde 2012

Os dados fazem parte da pesquisa nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnade Contínua) e foram divulgados hoje (31)

O Brasil fechou 2016 com 12,3 milhões de pessoas desempregadas, com a taxa média móvel encerrando o 4º trimestre em 12%, mostrando estabilidade em relação aos 11,8% relativos ao 3º trimestre móvel do mesmo ano (julho, agosto e setembro), mas ainda assim a maior taxa da série histórica, iniciada em 2012.
Em relação ao 4º trimestre móvel de 2015 (9%), a taxa de desemprego cresceu 3,1 pontos percentuais. Os dados fazem parte da pesquisa nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnade Contínua) e foram divulgados hoje (31), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a publicação, a população de desocupada no Brasil cresceu 2,7% frente ao trimestre de julho a setembro, aumentando 36% (ou mais 3,3 milhões de pessoas desempregadas) em relação ao mesmo trimestre de 2015.
A população ocupada do país no fechamento de 2016 chegou a 90,3 milhões de trabalhadores, crescendo 0,5% em relação ao trimestre anterior, chegando 2,1% ( 2 milhões de pessoas) em relação ao quarto trimestre de 2015. Cerca de 34 milhões de pessoas ocupadas no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, número que ficou estável no último trimestre móvel do ano, mas recuando nos 12 meses de 2016, com 3,9% (ou menos 1,4 milhão de pessoas).
Portal no Ar

domingo, 22 de janeiro de 2017

Em crise, 73 municípios já entraram em calamidade financeira

Decreto de calamidade como meio de pressão por negociações de socorro.

A dificuldade para pagar salários e honrar compromissos já levou pelo menos 73 municípios a decretarem estado de calamidade financeira desde o ano passado, 43 deles apenas em janeiro, segundo dados atualizados pela CMN. Com a medida, os prefeitos buscam se livrar temporariamente das punições previstas em caso de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Mas, na prática, eles têm visto o decreto de calamidade como meio de pressão por negociações de socorro.
Dos municípios que decretaram calamidade agora em 2017, 14 são do Rio, 11 de Minas, quatro da Paraíba, quatro de São Paulo, três do Ceará, três do Rio Grande do Norte, dois de Santa Catarina, um do Pará e um do Rio de Grande do Sul. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Portal no Ar

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

De cada três novos desempregados no mundo em 2017, um será brasileiro

Desemprego vai continuar crescendo no país canarinho
Até 2018, 13,8 milhões de pessoas não terão trabalho no País e o Brasil terá maior aumento de desemprego entre os países do G-20

O Brasil terá em 2017 o maior aumento do desemprego entre as economias do G-20 e adicionará 1,4 milhão de novos trabalhadores sem emprego à sociedade até 2018. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho que, em um informe publicado nesta quinta-feira, alerta que o desemprego no País vai continuar a se expandir para atingir um total de 13,8 milhões de brasileiros até o ano que vem.
A OIT estima que, entre 2016 e 2017, o exército de desempregados no planeta aumentará em 3,4 milhões. Mas o epicentro dessa crise será o Brasil, responsável por 35% desse número, com 1,2 milhão em 2017 e mais 200 mil em 2018. De cada três novos desempregos no mundo, um será brasileiro.
Em termos absolutos, o Brasil terá a terceira maior população de desempregados entre as maiores economias do mundo, superado apenas pela China e Índia, países com uma população cinco vezes superior a do Brasil. Nos EUA, com uma população 50% superior à brasileira, são 5 milhões de desempregados a menos que no País.
“As coisas vão piorar no Brasil antes de voltar a melhorar”, alertou o economista-senior da OIT, Steve Tobin. Pelos dados da entidade, o número de brasileiros sem empregos passará de 12,4 milhões em 2016 para 13,6 milhões em 2017. Para 2018, o número total chegará a 13,8 milhões.
Em termos percentuais, o salto no desemprego no Brasil vai ser o maior entre as economias do G-20. A taxa irá passar de 11,5% em 2016 para 12,4% em 2017. Ao final de 2018, apenas a África do Sul terá um índice de desemprego ainda superior ao do Brasil.
Na avaliação de Tobin, existem indicações de que a economia brasileira vai começar a se recuperar em 2018. Mas um impacto no mercado de trabalho não seria imediato, já que empresas tendem a aguardar antes de voltar a contratar. “Mesmo que o PIB melhore, existe uma reação retardada no mercado de trabalho”, explicou. Na avaliação da entidade, a recessão em 2016 no Brasil foi “mais profunda que antecipada” e que essa realidade ainda vai se fazer sentir em 2017.
Um dos temores ainda da OIT é de que a informalidade no mercado de trabalho brasileiro cresça, assim como a taxa de pessoas em empregos precários.
Impacto. Na OIT, os economistas não escondem que os números brasileiros tiveram um impacto mundial e afetaram os cálculos gerais. Para a entidade, como consequência, a América Latina tem hoje o maior desafio do desemprego no mundo, diante da recessão e suas consequências em 2017. Além disso, o continente conta ainda com uma população jovem, pressionando o mercado de trabalho.
No total, a região deve terminar 2017 com uma taxa de desemprego de 8,4%, 0,3 pontos a mais que em 2016. “Isso será amplamente gerado pelo aumento do desemprego no Brasil”, disse a OIT, lembrando que a recessão de 2016 foi a segunda em menos de uma década.
De acordo com a entidade, com uma contração do PIB brasileiro de 3,3% e 2016, o resultado foi um impacto em toda a região e nas exportações de países vizinhos. O cenário brasileiro acabou levando o PIB regional a sofrer uma queda de 0,4%. Quanto mais dependente do Brasil, pior foi o resultado para o continente. Na América Central, por exemplo, a expansão do PIB foi de 2,4%. Já na América do Sul, a queda foi de 1,8%.
Uma das consequências deve ser ainda o grau de vulnerabilidade, mesmo entre aqueles com trabalho. Entre 2009 e 2014, esses problemas foram alvo de amplas melhorias. Mas com o fim do crescimento regional em 2015, a taxa de trabalhadores em condições precárias aumentou de novo e passou de 90,5 milhões naquele ano para uma estimativa de 93 milhões ao final deste ano.
No médio prazo, a OIT ve a região com certo otimismo. A tendência aponta para uma estabilização dos preços de commodities e as “incertezas políticas e macroeconômicas começam a diminuir”. O resultado seria uma volta do crescimento do PIB na região já em 2017, de cerca de 1,6%.
Mas, ainda assim, a pressão sobre o mercado de trabalho vai continuar e o número de desempregados aumentará. Isso por conta da expansão da população jovem continuar a um ritmo mais acelerado que a criação de postos de trabalho.
Mundo. Pelo mundo, a OIT alerta que o desemprego também deve aumentar em 2017, mas apenas de forma marginal. No total, serão 3,4 milhões de novos desempregados, uma taxa de 5,8%, contra 5,7% em 2016.
Isso significa que um total de 201 milhões de pessoas estarão sem trabalho neste ano, um número que irá aumentar em outros 2,7 milhões em 2018.
Se no início da década a explosão no desemprego foi gerado pela crise nos países ricos, agora os números apontam para os emergentes. Nas economias desenvolvidas, o número total de desempregados passará de 38,6 milhões de pessoas para 37,9 milhões entre 2016 e 2017. Mas, no mundo em desenvolvimento, ele subirá de 143,4 milhões para 147 milhões.
Para Guy Ryder, diretor-geral da OIT, o crescimento da economia mundial continua a ser “frustrante”, o que deve criar sérios problemas para que mercados gerem postos de trabalho.
Além do desemprego, a OIT alerta para o fato de que 42% daqueles com um trabalho ocupam postos com alta taxa de vulnerabilidade, baixos salários e nenhum direito. “Nos países emergentes, quase um em cada dois trabalhadores vivem uma situação de vulnerabilidade”, disse Tobin, economista da OIT.
Sem um crescimento suficiente da economia mundial, essa população com trabalhos precários deve aumentar em 11 milhões de pessoas. O número de trabalhadores ganhando menos de US$ 3,10 por dia deve também aumentar e mais de 5 milhões em apenas dois anos.
Agora RN

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Desemprego atinge 12 milhões de pessoas e tem maior taxa desde 2012

Dados foram divulgados hoje (29), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Taxa de desocupação e o contingente de pessoas são os mais altos da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012

O desemprego atinge 12,1 milhões de pessoas, o que equivale a 11,9% de pessoas desocupadas no trimestre móvel encerrado em novembro. A taxa de desocupação e o contingente de pessoas são os mais altos da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 .
Os dados foram divulgados hoje (29), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e são semelhantes aos do trimestre móvel imediatamente anterior (junho a agosto), quando a taxa de desocupação fechou em 11,8%. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, foi registrada uma alta de 2,9 pontos percentuais.
Os número de desempregados teve um crescimento de 33,1% em relação ao mesmo trimestre do ano passado – o equivalente a 3 milhões de pessoas a mais em busca de trabalho. O contingente de pessoas ocupadas hoje é de 90,2 milhões.
Agora RN

domingo, 25 de dezembro de 2016

Em mensagem de fim de ano, Temer diz que Brasil derrotará a crise em 2017

Em pronunciamento em cadeia de rádio e TV na noite de hoje (24), véspera do Natal, o presidente Michel Temer disse que o Brasil derrotará a crise em 2017. Ele destacou que os juros estão caindo e continuarão caindo no ano que vem. O presidente também disse que os empresários voltarão a investir e o desemprego vai cair. Durante a sua fala, Temer fez um balanço das suas ações em pouco mais de 100 dias como presidente e disse que está trabalhando para desburocratizar o Estado e atingir uma “democracia da eficiência”.
Em um pronunciamento focado em transmitir uma mensagem de otimismo, Temer abordou as medidas que o governo está adotando para tentar resolver a crise econômica. Ao defender as reformas, Temer disse que as mudanças nas estruturas do Estado é um “desafio complexo” e que buscará o entendimento por meio do diálogo. “Assumi definitivamente a Presidência da República há pouco mais de cem dias. Tenho trabalhado dia e noite para fazer as reformas necessárias para que o país saia dessa crise e volte a crescer”, disse.
O presidente disse que, nesse período, “muito já foi feito” e que os esforços resultaram na volta da inflação para dentro da meta estabelecida pela equipe econômica. Temer listou entre as iniciativas de sua gestão a aprovação da proposta da emenda à Constituição que limite os gastos públicos por 20 anos, a lei de transparência das estatais e a aprovação, na Câmara, da medida provisória que reforma o Ensino Médio.
“Tenho a perfeita consciência dos problemas do país e da missão que me foi dada. Os brasileiros pagam muitos impostos e pouco recebem em troca. Meu desafio é desburocratizar o Estado e melhorar a qualidade da administração pública. É o que eu chamo de democracia da eficiência”, disse.
Temer disse que ampliou em mais de R$ 8 bilhões o Orçamento da saúde e voltou a defender a proposta de reforma da Previdência, que estabelece a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria e o tempo mínimo de contribuição de 25 anos. “Estamos começando a reforma da Previdência, para que sua sagrada aposentadoria esteja garantida agora e no futuro”, disse.
Ao final, o presidente prestou uma homenagem ao cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, que morreu no dia 14. Dom Paulo, como era conhecido, tinha 95 anos e estava internado em São Paulo para tratar de problemas pulmonares. O cardeal foi um dos personagens mais importantes da história recente do Brasil por sua atuação como defensor dos direitos humanos durante o período da ditadura militar e após a volta da democracia. “A esperança foi seu lema, a coragem sua marca. Coragem e sentimento de esperança não me faltarão”, disse Temer.
A mensagem foi gravada durante a semana, em Brasília. Na quinta-feira (22), Temer embarcou para São Paulo para passar o Natal com a família em sua residência particular. O presidente viajou para a capital paulista após o anúncio de mudanças na legislação trabalhista. O presidente também anunciou, no mesmo dia, a redução de juros do cartão de crédito e saques do FGTS . Temer deverá ficar em São Paulo até a manhã de segunda (26), quando voltará para Brasília.
Ainda sem agenda divulgada, o presidente passará a semana na capital federal, de onde sairá para o Rio de Janeiro. Temer passará o Réveillon com a primeira-dama, Marcela Temer, e o filho do casal na Restinga de Marambaia, no Rio de Janeiro, onde se localiza o Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia (Cadim) base da Marinha, fixada ao sul da Baía de Sepetiba.
Agora RN

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Retração do PIB em 2016 passa de 3,40% para 3,49%, calcula Focus

Foi a oitava semana consecutiva de piora nas projeções de atividade para este ano. Há um mês, a perspectiva era de recuo de 3,30%.


Por Redação
O Relatório de Mercado Focus desta semana trouxe novas mudanças nas projeções de atividade, em meio à percepção de que o governo tem dificuldades para promover a retoma do crescimento do País. Pelo documento, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano passaram de retração de 3,40% para queda de 3,49%. Foi a oitava semana consecutiva de piora nas projeções de atividade para este ano. Há um mês, a perspectiva era de recuo de 3,30%.
O BC informou há duas semanas que o IBC-Br de setembro subiu 0,15% ante agosto, na série ajustada. Apesar do ganho mensal, o indicador – uma prévia do PIB – fechou o terceiro trimestre com retração de 0,78% ante o segundo trimestre, o que reforçou entre alguns economistas a percepção de que a retomada da economia ficou mais para frente.
Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), os diretores do BC disseram, ao abordar a questão do crescimento, que “os indicadores de agosto situaram-se abaixo do esperado”, mas ponderaram que oscilações tendem a ocorrer em momentos de estabilização da economia.
Na semana passada, por sua vez, foi a turbulência política, envolvendo os ex-ministros Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e Marcelo Calero (Cultura), além do próprio presidente Michel Temer, que lançou dúvidas sobre a capacidade de o governo continuar promovendo ajustes na economia.
Para 2017, o Focus mostra que a percepção também piorou. O mercado prevê para o País um crescimento de 0,98% no próximo ano, abaixo do 1,00% projetado uma semana antes. Há um mês, a expectativa era de 1,21%. O BC trabalha com uma retração de 3,3% para o PIB em 2016 e com uma alta de 1,3% para 2017. Já o Ministério da Fazenda, que projetava avanço de 1,6% para o próximo ano, divulgou uma nova estimativa na semana passada, de 1,0%.
No relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, 28, as projeções para a produção industrial também indicaram um cenário difícil. A queda prevista para este ano passou de 6,02% para retração de 6,23%. Para 2017, a projeção de alta da produção industrial foi de 1,11% para 1,21%. Há um mês, as expectativas para a produção industrial estavam em recuo de 6,00% para 2016 e alta de 1,11% para 2017. No início de novembro, o IBGE informou que a produção industrial subiu 0,5% em setembro ante agosto, mas recuou 4,8% em relação ao mesmo mês de 2015.
Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para este ano passou de 44,90% para 45,40% no Focus. Há um mês, estava em 45,00%. Para 2017, as expectativas no boletim Focus foram de 49,90% para 50,79%, ante projeção apontada um mês atrás de 49,80%.
Superávit comercial
Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para a balança comercial em 2016. A estimativa de superávit comercial este ano caiu de US$ 47,42 bilhões para US$ 47,00 bilhões, ante US$ 48,00 bilhões de um mês antes. Na estimativa mais recente do BC, o saldo positivo de 2016 ficará em US$ 49 bilhões.
Para 2017, as projeções de superávit comercial do mercado financeiro cederam de US$ 45,00 bilhões para US$ 44,07 bilhões de uma semana para outra – mesmo valor de um mês antes.
No caso da conta corrente, as previsões contidas no Focus para 2016 seguiram apontando déficit de US$ 19,00 bilhões. Há um mês, o rombo projetado estava em US$ 18,00 bilhões. Para 2017, o mercado alterou a estimativa de rombo nas contas externas de US$ 25,35 bilhões para US$ 25,68 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 25,70 bilhões.
Os dados mais recentes mostram que de janeiro a outubro deste ano o País acumulou um déficit na conta corrente de US$ 16,957 bilhões. Já a projeção do BC para o déficit em conta em 2016 é de US$ 18,0 bilhões.
Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o resultado deficitário neste e no próximo ano. A mediana das previsões para o IDP em 2016 permaneceu, no Focus, em US$ 65,00 bilhões de uma semana para a outra – mesmo patamar de um mês antes. No acumulado deste ano até outubro, o IDP somou US$ 54,905 bilhões e a previsão do BC é de que a cifra chegue a US$ 70,00 bilhões até o fim de 2016.
Para 2017, a perspectiva de volume de entradas de investimento direto, de acordo com o Focus, seguiu em US$ 70,00 bilhões. Quatro semanas atrás, estava em US$ 68,00 bilhões.
Portal no ar

domingo, 20 de novembro de 2016

Recepcionista e faxineiro com diploma

A pedagoga Patrícia Ferreira Perote, 45, perdeu o emprego de professora em agosto deste ano. Com a crise, não tem conseguido outra colocação em sua área e resolveu buscar, em paralelo, uma vaga de babá.
Enquanto procura um trabalho fixo, tem feito bico como faxineira.
“Preciso desse dinheiro da faxina, até para continuar buscando um emprego.”
Com a crise, milhares de brasileiros com diploma universitário, como Patrícia, têm sido empurrados para ocupações de menor qualificação.
Faxineiro foi, por exemplo, a sexta profissão que mais gerou vagas com carteira assinada para profissionais com ensino superior completo em 2015 em relação a 2014.
Entre as 30 ocupações que mais criaram emprego nessa faixa de escolaridade no ano passado, pelo menos 11 são funções que não exigem alta qualificação, como assistente administrativo, auxiliar de escritório, vendedor no comércio e recepcionista.
Os dados foram levantados pela Folha na Rais (Relação Anual de Informações Sociais), que traz informações sobre mais de 2.500 ocupações no mercado formal e foi divulgada recentemente.
Segundo especialistas, a recessão leva as empresas a trocar profissionais menos escolarizados por outros mais qualificados, que se sujeitam a ganhar menos e a exercer posições menos sofisticadas.
“Nas crises, os empregadores tentam pagar o menos possível e passam a exigir mais qualificação”, afirma o economista Anselmo Luís dos Santos, da Unicamp.
O movimento de contratações e demissões de assistentes administrativos, responsáveis por funções como atualizar planilhas e cuidar de boletos bancários, ilustra isso.
O saldo de assistentes administrativos com ensino médio completo aumentou em todos os anos entre 2007 e 2014. Esse movimento foi interrompido em 2015, com a eliminação de 12.218 vagas.
Já entre profissionais com nível universitário foram criadas 44.801 posições nessa ocupação no ano passado.
FOLHA

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Natal segue com o menor valor da cesta básica entre as capitais nordestinas


A cesta básica nordestina apresentou leve queda em outubro (-0,3%) e fechou o mês como a segunda mais barata entre as regiões do Brasil. A informação é do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão de pesquisas do Banco do Nordeste. A variação negativa de outubro contrapõe o aumento de 0,8% verificado em setembro, que toma como referência o mês de agosto.
De acordo com o estudo do Etene, a variação acumulada em 2016 é de 21,3%, acima dos 11,3% no igual período de 2015. Considerando os últimos 12 meses, a taxa de variação da cesta básica nordestina está em 21,0%, pouco acima dos 19,5% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores.
A cesta básica do Nordeste encerrou outubro custando R$ 388,39. Na variação em 12 meses, ela ficou no mesmo patamar que a variação da cesta nacional, 21,0% para 20,7%. Natal, com uma redução de 0,2% na cesta de outubro, mas uma variação positiva de 18,5% nos últimos 12 meses, é a capital com o conjunto de produtos básicos mais em conta: R$ 366,90.
O valor é 13,2% menor que a cesta mais cara, de Fortaleza, que custa R$ 415,41. Maceió (R$ 403,12), Teresina (R$ 395,21) e São Luís (R$ 386,41) completam o topo da tabela. Recife (R$ 373,66), Aracaju (R$ 378,17) e João Pessoa (R$ 385,50), estão entre as capitais mais baratas depois de Natal.
Apenas três, das nove capitais nordestinas, apresentaram aumento no valor da cesta básica em outubro: Aracaju (1,6%), Maceió (2,1%) e São Luís (0,9%). Em Teresina e Salvador, observaram-se redução de -1,8% e -1,7%, respectivamente, em comparação a setembro.
A redução na cesta básica nordestina em outubro deve-se, principalmente, às variações negativas de -4,4% no preço da banana (peso de 9,7% na cesta mensal); de -4,7% no preço do feijão (peso de 12,6%) e -1,6% no preço do leite (peso de 6,8%). Os aumentos mais relevantes ocorreram na carne (1,6%), açúcar (3,9%) e arroz (2,4%).
Feijão
Grande vilão no primeiro semestre de 2016, o feijão, que tem participação de 12,6% na cesta básica, teve redução média de 4,6%. À exceção de Maceió, em que seu preço aumentou 0,4%, o preço caiu em todas as outras capitais. As maiores reduções aconteceram em Aracaju (-8,3%), Recife (-8,0%) e Teresina (-6,8%).
Na avaliação dos últimos 12 meses, o feijão representa 9,9% da cesta média regional. O alimento teve o preço elevado em 78,6%, apesar da tendência de queda no preço observada nos últimos dois meses. Em todas as capitais nordestinas pesquisadas, a variação superou 50,0%. Os maiores aumentos foram em Aracaju (96,1%), Fortaleza (85,1%) e Natal (81,5%).
A cesta básica regional é resultado de pesquisa do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene) com base em dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Agora RN

domingo, 13 de novembro de 2016

Comércio no Rio Grande do Norte deve enfrentar nova seca de vendas neste Natal

Expectativa é que o volume das vendas de varejo deste ano siga abaixo em relação a 2015, inclusive, registrando um recuo de 10%

Em virtude da crise financeira que assola o país, comerciantes de todo Brasil devem se preparar para mais um ano de baixas vendas no Natal. Cientes das possíveis dificuldades, poucos se movimentam para investir, buscando atrair a atenção dos clientes. Segundo dados apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), a cada dez comerciantes ativos apenas três pretendem fazer investimentos durante o período natalino, como decorações e enfeites.
De acordo com pesquisa da Tribuna do Norte, em contato com o IBGE e a Fecomércio RN, a expectativa é que o volume das vendas de varejo deste ano siga abaixo em relação a 2015, inclusive, registrando um recuo de 10%. A esperança do setor comercial estaria depositada em um possível acerto salarial entre o governo e os servidores municipais, o que poderia encorajar a população a uma movimentação inspirada pela tradição natalina de presentear os familiares.
Com informações da Tribuna do Norte

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Em crise, Rio Grande do Norte terá dificuldades para pagar 13º de servidores, diz jornal

Frustração de receitas no Rio Grande do Norte chega a R$ 800 milhões, mas repatriação deve render 'apenas' trezentos; informações são do secretário de tributação André Horta

Pressionados pela grave crise fiscal, governadores cobram do Palácio do Planalto uma ajuda emergencial da União para terminar o ano e conseguir pagar o 13º salário dos servidores públicos. Pelo menos três estados — Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte — estão com sérias dificuldades para honrar essas despesas. Outras unidades da federação também enfrentam problemas e já tiveram de atrasar ou parcelar salários nos últimos meses.
É o caso, por exemplo, de Minas Gerais e do Distrito Federal. Um dos principais argumentos apresentados pelos governadores é que o não pagamento do benefício causaria uma onda de pessimismo no país, pois a gratificação contribui para movimentar a economia no fim do ano. Eles alegam que isso teria impacto negativo para os setores de comércio e serviços.
Integrantes da equipe econômica reconhecem o drama dos estados, mas afirmam que não há como colocar mais dinheiro nas mãos dos governadores, pois o problema é estrutural. Eles afirmam que o caminho a seguir é implementar programas de ajuste fiscal que reequilibrem as contas regionais. Os estados, por sua vez, rebatem que esse tipo de ação não resolverá as dificuldades até o fim de 2016.
As 22 medidas fiscais anunciadas pelo Rio de Janeiro na sexta-feira, como aumento da contribuição previdenciária de servidores, cortes de secretarias, cargos comissionados e programas sociais, por exemplo, começarão a ter efeito a partir de 2017. Segundo o secretário de Fazenda do estado, Gustavo Barbosa, o resultado desejado só virá a partir de 2022.
Técnicos da área econômica ouvidos pelo GLOBO elogiaram o pacote do governo fluminense e disseram que, pela primeira vez, o estado “está pagando o ônus político do ajuste”. Eles lembram que a União também está com problemas para fechar suas contas e que transferir recursos ou dar aval do Tesouro Nacional a mais empréstimos para governadores sem condições financeiras é “prejudicar o global em detrimento de alguns”.
SOLUÇÃO POLÍTICA NÃO ESTÁ DESCARTADA
Mesmo assim, interlocutores do governo federal afirmam que o Planalto está sensível às demandas e que “uma solução política não está descartada”. O formato dessa saída não está definido. As propostas dos governadores são as mais variadas. Um grupo defende até mesmo um socorro do BNDES para quem precisar de ajuda para quitar o 13º salário.
Uma dificuldade, porém, é que o banco de fomento não pode emprestar recursos para financiar despesas de custeio. A ideia é que os empréstimos do BNDES fossem usados para pagar despesas de capital (como a dívida externa tomada para investimentos) e, assim, desonerar os tesouros estaduais para pagar os servidores. Seria uma nova edição do Programa Especial de Financiamento (PEF), mecanismo usado em 2009 e 2011 para socorrer estados.
Procurado, o BNDES disse desconhecer qualquer solicitação nesse sentido, mas afirmou que, como órgão de governo, está aberto a estudar alguma solução, “desde que inserida na política econômica global do governo”.
CENÁRIO POTIGUAR
No Rio Grande do Norte, há atrasos nos salários, e o secretário de Fazenda do estado, André Horta, afirmou que o 13º depende de quanto será repassado aos governos regionais pelo programa de repatriação de recursos e de receitas adicionais que estão sendo buscadas. Ele explicou que a frustração de receitas no Rio Grande do Norte chega a R$ 800 milhões, sendo que a repatriação deve render R$ 300 milhões. Ou seja, ainda ficam faltando R$ 500 milhões para fechar as contas.
A repatriação, que rendeu R$ 50,9 bilhões à União, será partilhada com estados e municípios. A equipe econômica alega que apenas o que foi obtido com Imposto de Renda (IR) deve ser dividido, o que equivale a R$ 12,7 bilhões. No entanto, 12 estados procuraram o STF para pedir que o valor arrecadado com a multa também seja dividido com os governadores.
Agora RN

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Desemprego vai a 11,8% e país tem 12 milhões de desocupados

A taxa de desocupação cresceu 0,5 ponto percentual ao passar de 11,3% para 11,8%


Por Redação
A taxa de desocupação cresceu 0,5 ponto percentual ao passar de 11,3% para 11,8%, entre o trimestre encerrado em junho (abril, maio e junho) e o encerrado em setembro (julho, agosto e setembro) deste ano. Com o resultado, a população desempregada atingiu em setembro 12 milhões de pessoas, um crescimento de 3,8% em relação ao trimestre encerrado em junho – o equivalente a mais 437 mil pessoas desocupadas.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números do trimestre encerrado em setembro indicam, em contrapartida, uma ligeira melhora no salário real pago ao trabalhador, embora ele ainda esteja abaixo do valor pago em igual trimestre de 2015.
Rendimentos subiram 0,9%
Pela pesquisa, o rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos fechou setembro em R$ 2.015,00, uma alta de 0,9% frente aos R$ 1.997,00 pagos no trimestre de abril a junho de 2016.
Comparativamente ao mesmo trimestre do ano passado, quando o salário médio real habitualmente recebido era R$ 2.059, houve queda de 2,1%.

Já a massa de rendimento real habitualmente recebida pelas pessoas ocupadas em todos os trabalhos não apresentou variação significativa em relação ao trimestre de abril a junho de 2016, ao fechar setembro em R$ R$ 176,8 bilhões. Já frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve queda de 3,8%.
População ocupada é de 89,8 milhões
Os dados da pesquisa Pnad Contínua, divulgados hoje pelo IBGE, indicam que a população ocupada fechou setembro deste ano em 89,8 milhões de pessoas, uma redução de 1,1%, quando comparada com o trimestre de abril a junho, menos 963 mil pessoas.
Quando comparada a igual trimestre de 2015, houve queda de 2,4% na população ocupada, uma retração de 2,3 milhões de pessoas no contingente de pessoas ocupadas no país em um ano.
Segundo o IBGE, é a primeira vez desde o segundo trimestre de 2013 que a população ocupada fica abaixo dos 90 milhões de trabalhadores.
Do ponto de vista dos trabalhadores com carteira assinada (34,1 milhões de pessoas em setembro), houve queda de 0,9% frente ao trimestre de abril a junho deste ano (menos 314 mil pessoas). Quando a comparação se dá com igual trimestre do ano anterior, a redução no número de pessoas com carteira assinada é de 3,7% – menos 1,3 milhão de pessoas.
Metodologia aplicada pelo IBGE
Os indicadores da Pnad Contínua são calculados para trimestres móveis, utilizando-se as informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa. A taxa do trimestre móvel terminado em setembro de 2016 foi calculada a partir das informações coletadas em julho, agosto e setembro deste ano.
Desta forma, no trimestre de julho a setembro de 2016, havia cerca de 12 milhões de pessoas desocupadas no Brasil. Este contingente cresceu 3,8% (mais 437 mil pessoas) frente ao trimestre de abril a junho de 2016, quando a desocupação foi estimada em 11,6 milhões de pessoas. No confronto com igual trimestre do ano passado (neste caso na base comparativa de 12 meses) esta estimativa subiu 33,9% (mais 3 milhões de pessoas).
Portal no Ar