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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Cerca de 14 milhões de pessoas estão desempregadas em trimestre encerrado

Carteira de trabalho

Em relação ao trimestre anterior, população desocupada cresceu 8,7%, com acréscimo de 1,1 milhão de pessoas a procura de trabalho

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 13,6% no trimestre encerrado em abril de 2017 de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quarta-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A população desocupada é de 14,0 milhões de pessoas, dado 8,7 % maior em relação ao trimestre imediatamente anterior, quando era de 12,9 milhões de pessoas. O número representa um acréscimo de 1,1 milhão de pessoas não ocupadas na procura por trabalho. No confronto com igual trimestre do ano passado, esta estimativa subiu 23,1%, um aumento de cerca de 2,6 milhões de pessoas desocupadas na força de trabalho.
O resultado ficou 1,0 ponto percentual acima da taxa do trimestre que terminou em janeiro (12,6%). Na comparação com o mesmo período de 2016 (11,2%), o quadro também foi de acréscimo (2,4 pontos percentuais). O resultado ficou dentro das expectativas de analistas, que estimavam uma taxa de desemprego entre 13,50% e 14,00%, com mediana de 13,90%.
Já a população ocupada (89,2 milhões de pessoas) caiu 0,7%, quando comparada com o trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017 (89,9 milhões de pessoas). Em comparação com igual trimestre de 2016, quando o total de ocupados era de 90,6 milhões de pessoas, houve queda de 1,5%, uma redução de 1,4 milhão de pessoas.
O número de empregados com carteira assinada (33,3 milhões) reduziu 1,7% (menos 572 mil pessoas) na comparação com o trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017 (33,9 milhões). Frente ao trimestre de fevereiro a abril de 2016, houve queda de 3,6%, o que representou a perda de aproximadamente 1,2 milhão de pessoas nessa condição.
A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.107 no trimestre até abril. O resultado representa alta de 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior e ficou estável frente ao trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017, quando o resultado foi de R$ 2.095.
A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 183,3 bilhões no trimestre até abril, estável em relação a igual período do ano anterior, com R$ 181,2 bilhões e em relação ao trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017, que foi de R$ 183,5 bilhões.
A indústria cortou 220 mil vafas em um ano, mas contratou 204 mil em relação ao trimestre anterior. O setor da construção demitiu 646 mil em um ano, assim como o comércio, que tem menos 174 mil empregados ante o mesmo período do ano passado. Ainda em relação a 2016, os serviços domésticos têm menos 163 mil funcionários e a agricul demitiu 730 mil.
Agora RN

terça-feira, 30 de maio de 2017

Brasil chegará ao fim de 2018 ‘com a casa em ordem’, diz Michel Temer

Temer diz que é preciso respeitar o que estabelece a Constituição

Falando da crise política atual, o presidente disse que vai ficar até o fim de seu mandato e destacou que tem confiança no bom funcionamento das instituições

O presidente Michel Temer disse em discurso para investidores brasileiros e estrangeiros nesta terça-feira, 30, que o Brasil chegará ao final de 2018 “com a casa em ordem”. Ao falar da crise política atual, o presidente disse que vai ficar até o fim de seu mandato, destacou que tem confiança no bom funcionamento das instituições e que é preciso respeitar o que estabelece a Constituição.
“Tenho confiança na solidez das instituições, que estão funcionando normalmente”, disse Temer em discurso que durou cerca de 25 minutos no Fórum de Investimentos Brasil 2017. Na plateia, investidores de mais de 40 países, além do vários ministros de seu governo.
Estavam presentes também o prefeito de São Paulo, João Doria, o governador do Estado, Geraldo Alckmin, e o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno.
“Estamos no caminho certo e pusemos o Brasil nos trilhos. É continuar com a travessia”, disse Temer. Ele defendeu a necessidade de continuar com as reformas, sobretudo a da Previdência e a trabalhista. Ele disse que a condução destas reformas tem sido pautadas por diálogo com o Congresso e com a sociedade e quem critica as mudanças na Previdência são justamente aqueles que querem manter privilégios.
O presidente da República afirmou que os políticos são “meros representantes” populares, não são o poder. Temer disse ainda que deve haver separação e harmonia entre os três poderes, mas, não, independência total entre eles. “Quando há desarmonia entre os podes, há inconstitucionalidade.”
Temer também fez um balanço da economia, destacando a volta do crescimento e a queda da inflação. “O Brasil reúne todas as condições para prosperar”, disse ele, destacando que seu governo “devolveu ao Brasil o caminho do desenvolvimento” e não é intenção do Planalto se afastar deste caminho. “Transmito otimismo e confiança com a segurança jurídica e na prosperidade dos negócios”, afirmou o presidente.
Protestos
Temer lamentou em seu discurso os protestos violentos em Brasília na semana passada, quando autorizou o uso das Forças Armadas para conter os manifestantes. O presidente disse que vai continuar com a estratégia de manter a ordem em “futuras divergências físicas”.
Agora RN

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Carnaval deverá movimentar cerca de R$ 5,8 bilhões no turismo brasileiro em 2017

Economia no Carnaval

Serviços de alimentação em bares e restaurantes deverão responder por 57,3% da receita, mostra estudo da CNC

Muitas atividades que compõem o setor produtivo têm enfrentado dificuldades neste início de ano, mas uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revela que as atividades turísticas ligadas ao carnaval podem movimentar, em 2017, aproximadamente R$ 5,8 bilhões. Os segmentos de alimentação fora do domicílio, tais como bares e restaurantes (R$ 3,31 bilhões), transporte rodoviário (R$ 977,9 milhões) e os serviços de alojamento em hotéis e pousadas (R$ 652,5 milhões), responderão por mais de 85% de toda a receita gerada com o maior feriado do calendário nacional.
No plano regional, os Estados do Rio de Janeiro (R$ 2,4 bilhões) e de São Paulo (R$ 1,5 bilhão) deverão concentrar 68,2% da receita do setor no período. Destacam-se ainda as movimentações em Minas Gerais (R$ 332,7 milhões) e em três Estados da região Nordeste: Bahia (R$308,7 milhões), Ceará (R$140,3 milhões) e Pernambuco (R$131,4 milhões).
Porém, nem tudo é folia: a receita calculada para este ano é 5,7% menor que aquela apurada para o mesmo período de 2016, registrando o pior desempenho das atividades turísticas para esse período em três anos. Descontada a inflação do setor, a queda real é a maior em pelo menos cinco anos (-8,6%).
“Apesar da tendência recente de uma menor variação dos preços dos serviços típicos dessa época do ano, a retração real de renda tem imposto a necessidade de ajustes frequentes no orçamento das famílias através da postergação dos gastos não essenciais, tais como lazer”, explica Fabio Bentes, economista da Confederação. A queda no faturamento do turismo no carnaval de 2017 não decorre, no entanto, da aceleração dos preços típicos de bens e serviços mais demandados nessa época do ano. Nos últimos 12 meses, a variação média desses preços (+5,8%) foi a menor desde 2009 (+5,5%) e significativamente inferior à de 2016 (+13,2%).
As atividades turísticas que vão compor o trabalho sobre o faturamento do turismo no carnaval 2017 são: Alojamento; Alimentação; Atividades Artísticas, Esportivas e de Lazer; Agências de Viagens; Transporte Rodoviário; Transporte Aéreo e Outros Transportes e Locação de Veículos.
Agora RN

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Serei o maior gerador de empregos que Deus criou, diz Trump


Objetivo é trazer postos de trabalho que alguns setores levaram para fora do país de volta para a economia dos EUA



Por Estadão Conteúdo
 

O novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu estimular a economia norte-americana e declarou a jornalistas que será “o maior criador de empregos que Deus já criou”. Em seu governo, o objetivo é trazer postos de trabalho que alguns setores levaram para fora do país de volta para a economia dos EUA.
“Teremos bons empregos e boas notícias”, disse Trump em seus comentários iniciais, ressaltando que a montadora General Motors siga sua rival Ford e mantenha postos de trabalho nos EUA.
O republicano ressaltou ainda a necessidade da indústria farmacêutica voltar a criar empregos nos EUA e não em outros países. Ele prometeu melhorar os processos para licitações do setor, que tem desenvolvido bons remédios, mas no exterior.
Ao responder uma pergunta sobre se russos invadiram computadores dos EUA para vazar informações durante a campanha eleitoral, Trump disse que acredita que a Rússia tenha feito, mas também outros atuaram como “hackers”, disse ele, citando a China.
Trump ressaltou que não tem negócios com a Rússia e questionou se sua rival na campanha, Hillary Clinton, seria mais dura que ele com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. “Se Putin gosta de Donald Trump, eu considero isso como um ativo, não um passivo”, afirmou o presidente.
Portal no Ar

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Retração do PIB em 2016 passa de 3,40% para 3,49%, calcula Focus

Foi a oitava semana consecutiva de piora nas projeções de atividade para este ano. Há um mês, a perspectiva era de recuo de 3,30%.


Por Redação
O Relatório de Mercado Focus desta semana trouxe novas mudanças nas projeções de atividade, em meio à percepção de que o governo tem dificuldades para promover a retoma do crescimento do País. Pelo documento, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano passaram de retração de 3,40% para queda de 3,49%. Foi a oitava semana consecutiva de piora nas projeções de atividade para este ano. Há um mês, a perspectiva era de recuo de 3,30%.
O BC informou há duas semanas que o IBC-Br de setembro subiu 0,15% ante agosto, na série ajustada. Apesar do ganho mensal, o indicador – uma prévia do PIB – fechou o terceiro trimestre com retração de 0,78% ante o segundo trimestre, o que reforçou entre alguns economistas a percepção de que a retomada da economia ficou mais para frente.
Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), os diretores do BC disseram, ao abordar a questão do crescimento, que “os indicadores de agosto situaram-se abaixo do esperado”, mas ponderaram que oscilações tendem a ocorrer em momentos de estabilização da economia.
Na semana passada, por sua vez, foi a turbulência política, envolvendo os ex-ministros Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e Marcelo Calero (Cultura), além do próprio presidente Michel Temer, que lançou dúvidas sobre a capacidade de o governo continuar promovendo ajustes na economia.
Para 2017, o Focus mostra que a percepção também piorou. O mercado prevê para o País um crescimento de 0,98% no próximo ano, abaixo do 1,00% projetado uma semana antes. Há um mês, a expectativa era de 1,21%. O BC trabalha com uma retração de 3,3% para o PIB em 2016 e com uma alta de 1,3% para 2017. Já o Ministério da Fazenda, que projetava avanço de 1,6% para o próximo ano, divulgou uma nova estimativa na semana passada, de 1,0%.
No relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, 28, as projeções para a produção industrial também indicaram um cenário difícil. A queda prevista para este ano passou de 6,02% para retração de 6,23%. Para 2017, a projeção de alta da produção industrial foi de 1,11% para 1,21%. Há um mês, as expectativas para a produção industrial estavam em recuo de 6,00% para 2016 e alta de 1,11% para 2017. No início de novembro, o IBGE informou que a produção industrial subiu 0,5% em setembro ante agosto, mas recuou 4,8% em relação ao mesmo mês de 2015.
Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para este ano passou de 44,90% para 45,40% no Focus. Há um mês, estava em 45,00%. Para 2017, as expectativas no boletim Focus foram de 49,90% para 50,79%, ante projeção apontada um mês atrás de 49,80%.
Superávit comercial
Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para a balança comercial em 2016. A estimativa de superávit comercial este ano caiu de US$ 47,42 bilhões para US$ 47,00 bilhões, ante US$ 48,00 bilhões de um mês antes. Na estimativa mais recente do BC, o saldo positivo de 2016 ficará em US$ 49 bilhões.
Para 2017, as projeções de superávit comercial do mercado financeiro cederam de US$ 45,00 bilhões para US$ 44,07 bilhões de uma semana para outra – mesmo valor de um mês antes.
No caso da conta corrente, as previsões contidas no Focus para 2016 seguiram apontando déficit de US$ 19,00 bilhões. Há um mês, o rombo projetado estava em US$ 18,00 bilhões. Para 2017, o mercado alterou a estimativa de rombo nas contas externas de US$ 25,35 bilhões para US$ 25,68 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 25,70 bilhões.
Os dados mais recentes mostram que de janeiro a outubro deste ano o País acumulou um déficit na conta corrente de US$ 16,957 bilhões. Já a projeção do BC para o déficit em conta em 2016 é de US$ 18,0 bilhões.
Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o resultado deficitário neste e no próximo ano. A mediana das previsões para o IDP em 2016 permaneceu, no Focus, em US$ 65,00 bilhões de uma semana para a outra – mesmo patamar de um mês antes. No acumulado deste ano até outubro, o IDP somou US$ 54,905 bilhões e a previsão do BC é de que a cifra chegue a US$ 70,00 bilhões até o fim de 2016.
Para 2017, a perspectiva de volume de entradas de investimento direto, de acordo com o Focus, seguiu em US$ 70,00 bilhões. Quatro semanas atrás, estava em US$ 68,00 bilhões.
Portal no ar

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Natal segue com o menor valor da cesta básica entre as capitais nordestinas


A cesta básica nordestina apresentou leve queda em outubro (-0,3%) e fechou o mês como a segunda mais barata entre as regiões do Brasil. A informação é do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão de pesquisas do Banco do Nordeste. A variação negativa de outubro contrapõe o aumento de 0,8% verificado em setembro, que toma como referência o mês de agosto.
De acordo com o estudo do Etene, a variação acumulada em 2016 é de 21,3%, acima dos 11,3% no igual período de 2015. Considerando os últimos 12 meses, a taxa de variação da cesta básica nordestina está em 21,0%, pouco acima dos 19,5% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores.
A cesta básica do Nordeste encerrou outubro custando R$ 388,39. Na variação em 12 meses, ela ficou no mesmo patamar que a variação da cesta nacional, 21,0% para 20,7%. Natal, com uma redução de 0,2% na cesta de outubro, mas uma variação positiva de 18,5% nos últimos 12 meses, é a capital com o conjunto de produtos básicos mais em conta: R$ 366,90.
O valor é 13,2% menor que a cesta mais cara, de Fortaleza, que custa R$ 415,41. Maceió (R$ 403,12), Teresina (R$ 395,21) e São Luís (R$ 386,41) completam o topo da tabela. Recife (R$ 373,66), Aracaju (R$ 378,17) e João Pessoa (R$ 385,50), estão entre as capitais mais baratas depois de Natal.
Apenas três, das nove capitais nordestinas, apresentaram aumento no valor da cesta básica em outubro: Aracaju (1,6%), Maceió (2,1%) e São Luís (0,9%). Em Teresina e Salvador, observaram-se redução de -1,8% e -1,7%, respectivamente, em comparação a setembro.
A redução na cesta básica nordestina em outubro deve-se, principalmente, às variações negativas de -4,4% no preço da banana (peso de 9,7% na cesta mensal); de -4,7% no preço do feijão (peso de 12,6%) e -1,6% no preço do leite (peso de 6,8%). Os aumentos mais relevantes ocorreram na carne (1,6%), açúcar (3,9%) e arroz (2,4%).
Feijão
Grande vilão no primeiro semestre de 2016, o feijão, que tem participação de 12,6% na cesta básica, teve redução média de 4,6%. À exceção de Maceió, em que seu preço aumentou 0,4%, o preço caiu em todas as outras capitais. As maiores reduções aconteceram em Aracaju (-8,3%), Recife (-8,0%) e Teresina (-6,8%).
Na avaliação dos últimos 12 meses, o feijão representa 9,9% da cesta média regional. O alimento teve o preço elevado em 78,6%, apesar da tendência de queda no preço observada nos últimos dois meses. Em todas as capitais nordestinas pesquisadas, a variação superou 50,0%. Os maiores aumentos foram em Aracaju (96,1%), Fortaleza (85,1%) e Natal (81,5%).
A cesta básica regional é resultado de pesquisa do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene) com base em dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Agora RN

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Volume de cheques devolvidos baixou de 2,21% em julho para 2,13% em agosto


Em termos absolutos, 1.101.930 cheques foram devolvidos em agosto, o que representou um aumento de 5,6% na comparação com o mês anterior


Por Agência Brasil
O número de cheques devolvidos pela segunda vez por falta de fundos caiu para 2,13% do total movimentado em agosto, mostra pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 19, pela Boa Vista SCPC. O resultado representa uma queda na margem, já que em julho o nível ficou em 2,21%, mas é mais alto que o de agosto de 2015 (2,07%).
Em termos absolutos, 1.101.930 cheques foram devolvidos em agosto, o que representou um aumento de 5,6% na comparação com o mês anterior. Mas, segundo a Boa Vista SCPC, os cheques movimentados cresceram em uma proporção maior (9,6%) e chegaram a 51.704.060, o que levou à queda proporcional.
No acumulado do ano, o volume de cheques devolvidos em relação ao total movimentado atingiu 2,31%, ante 2,15% no mesmo período de 2015. Foi o maior nível para o acumulado em oito meses da série histórica iniciada em 2006. Os cheques devolvidos recuaram 7,1% e os cheques movimentados caíram 13,7%. Também no acumulado do ano, a devolução de cheques de pessoas físicas diminuiu 8,1% e a de pessoas jurídicas recuou 4,1%.
Portal no Ar

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Passagem de avião fica mais cara e pressiona a inflação, aponta Ibre/FGV

Alta foi provocada, principalmente, pelo avanço de preço da passagem aérea (de -3,39% para 4,20%)


O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou variação de 0,34%, na primeira prévia de setembro, o que indica aceleração de 0,02 ponto percentual, em relação à última pesquisa (0,32%). O levantamento é feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), no Recife, Rio de Janeiro, em Salvador, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.
Em três dos oito grupos pesquisados houve aumento no ritmo de correção e o maior impacto sobre a inflação foi constatado em educação, leitura e recreação (de 0,50% para 0,92%). Essa alta foi provocada, principalmente, pelo avanço de preço da passagem aérea (de -3,39% para 4,20%).
Em alimentação, a taxa subiu de 0,69% para 0,76% com destaque para as frutas (de 5,61% para 8,45%) e no grupo habitação (de 0,10% para 0,11%). Neste último grupo, o motivo foi a conta de luz com um recuo menos expressivo do que na apuração passada (de -1,14% para -0,63%).
Já em transportes, o índice desacelerou passando de 0,11% para 0,01%, efeito da redução observada no preço da gasolina (de -0,64% para -0,98%). Em saúde e cuidados pessoais, ocorreu alta com taxa inferior à registrada no último levantamento (de 0,50% para 0,44%). O mesmo ocorreu em relação ao grupo comunicação (de 0,16% para 0,01%) .
Já em vestuário foi verificada queda mais intensa (de -0,12% para -0,17%), movimento também constatado em despesas diversas (-0,08% para -0,10%).
Os itens que mais influenciaram o avanço do IPC-S foram: mamão papaya (37,99%); show musical (8,25%); refeições em bares e restaurantes (0,64%); plano e seguro de saúde (1,05%) e tomate (13,87%). Em compensação, os itens que ajudaram a diminuir o impacto foram: batata-inglesa (-15,47%); gasolina (-0,98%); tarifa de eletricidade residencial (-0,63%); alface (-11,36) e cebola (-20,71%).
Agora RN

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Medo do desemprego é o mais alto em 17 anos, diz CNI

Por Heilysmar Lima
O medo do desemprego entre os brasileiros alcançou, em junho, o maior nível desde que começou a ser medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em 1999.
Segundo pesquisa da CNI, no mês passado o indicador ficou em 108,5 pontos. O patamar é o maior da série histórica e só havia sido atingido antes em maio de 1999 durante a crise de desvalorização do real. O índice subiu 1,9% ante a última medição, em março, e 4,2% ante junho de 2015.
O levantamento da entidade apurou ainda o índice de satisfação com a vida dos entrevistados. O indicador ficou em 93,1 pontos em junho, melhorando em relação a março, quando havia caído a 92,4 pontos, patamar mais baixo desde 1999. Em relação a junho de 2015, a satisfação caiu 2,6%.
A pesquisa da CNI é realizada trimestralmente. Para auferir os dados divulgados nesta segunda-feira (18) foram ouvidas, entre 24 e 27 de junho, 2002 pessoas em 141 municípios.
Portal no Ar

domingo, 17 de julho de 2016

Pesquisa Datafolha: brasileiro está mais otimista com economia do país

O brasileiro está mais otimista em relação à economia. De acordo com pesquisa do Instituto Datafolha, a população demonstra mais confiança na queda da inflação, na manutenção do emprego e no aumento do poder de compra. Esse otimismo é o maior registrado desde dezembro de 2014.
A pesquisa foi realizada nos dias 14 e 15 deste mês. Em comparação com fevereiro de 2016, houve uma melhora em cinco dos sete indicadores do chamado Índice Datafolha de Confiança (IDC). Esse índice chegou a 98 pontos na última pesquisa, 11 a mais do que o registrado em fevereiro. No final de 2014, o IDC foi de 121 pontos.
A economia do Brasil no governo Temer é vista positivamente, em comparação com a percepção relativa fevereiro, quando a presidenta Dilma Rousseff ainda não havia sido afastada. Houve aumento de 34 pontos na expectativa de avanço da situação econômica do país. Se, no segundo mês do ano, esse item obteve 78 pontos, agora chegou a 112 pontos.
Robson Pires

terça-feira, 19 de abril de 2016

Temer planeja superministérios da economia, social e infraestrutura

Essas três áreas trabalhariam sustentadas politicamente pelo núcleo mais próximo de Temer no PMDB e encarregado das relações com o Congresso


Por Estadão Conteúdo
 

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), definiu três eixos principais para a formação de seu eventual governo: economia, infraestrutura e área social. A partir desse tripé, ele pretende criar três superministérios para enxugar o tamanho da Esplanada e impulsionar uma gestão de transição que tenha como prioridades a retomada do crescimento e a estabilidade política.
O vice avalia que precisa dar uma resposta convincente ao País de que está comprometido com a recuperação política e econômica. Ele também acha que a formação de um Ministério reconhecidamente técnico e respeitável seria a melhor forma de aliviar as pressões sobre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela cassação da chapa que o elegeu junto com a presidente Dilma Rousseff em 2014.
Somente depois dessas definições o restante do governo seria definitivamente formado, caso Dilma seja afastada pelo Senado. Essas três áreas trabalhariam sustentadas politicamente pelo núcleo mais próximo de Temer no PMDB e encarregado das relações com o Congresso, formado pelos ex-ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, ambos do partido do vice.
O senador, ex-governador, ex-prefeito e ex-ministro José Serra (PSDB-SP) é cotado para comandar esse futuro ministério da infraestrutura, mas também é lembrado para a Fazenda. No modelo estudado pela equipe do vice, a nova pasta poderia abrigar até o Ministério das Comunicações.
O tucano José Serra também poderia ocupar a Saúde, pasta que comandou no governo Fernando Henrique Cardoso, e o Itamaraty. Esta última alternativa agrada a Serra pessoalmente, mas esbarra nas pretensões políticas dele de ser candidato em 2018. Caso Serra assuma o controle da infraestrutura, o médico David Uip, secretário da Saúde de São Paulo, poderia ser chamado a contribuir com o governo federal, na cota de indicações do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Agenda
Temer quer definir uma agenda econômica, algo que ele ainda não tem, para entregá-la a um ministro da Fazenda com forte influência sobre o Banco Central e o Planejamento. A ideia é buscar coesão na política econômica.
O economista e ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga ainda continua como um nome forte, mas, por ser ligado ao PSDB, gostaria de levar com ele, se aceitar o convite, outros nomes do partido, o que encontra resistência por parte do vice. Henrique Meirelles, outro ex-presidente do Banco Central, continua com chances, porém não agrada à totalidade do empresariado com quem o vice tem conversado.
Social
No últimos dias, Temer decidiu eleger a área social como prioridade numa resposta às acusações que sofreu do PT e do Palácio do Planalto de que planeja acabar com o Bolsa Família e outros programas.
Ele pretende fazer uma reformulação do setor, mas que não elimine políticas públicas, apenas as concentre sob um mesmo guarda-chuva. Até ontem o vice não tinha um nome para comandar essa área e gostaria de encontrá-lo na sociedade civil, para reforçar o conceito de um “Ministério de notáveis”.
O vice-presidente quer confiar ao DEM, partido com participação importante no processo de impeachment de Dilma, o Ministério de Minas e Energia, atualmente com o PMDB. José Carlos Aleluia é o nome preferido até agora.
Justiça
Embora não faça parte dos três eixos definidos por Temer, o Ministério da Justiça integra a lista de prioridades porque tem o controle da Polícia Federal e, portanto, uma interface com a Operação Lava Jato. O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim é o preferido de Temer, mas já advogou para empreiteiras investigadas pela operação. Ayres Brito, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, também é sempre lembrado.
Portal no Ar

sábado, 23 de janeiro de 2016

Crise reduziu consumo de nove entre dez brasileiros, mostra pesquisa


compras_do_varejoPesquisa divulgada esta semana pelo Instituto Data Popular mostra que nove entre dez brasileiros diminuíram o consumo no ano passado, devido à crise econômica. As entrevistas foram feitas entre os dias 4 e 12 de janeiro com 3,5 mil consumidores maiores de 16 anos em 153 municípios de todos os estados.
Segundo os dados, dos 99% dos consultados que acreditam que o país está em crise, 81% têm certeza de que vivenciam um período de recessão. Para 55%, esta é a pior crise que já enfrentaram. De acordo com o presidente do instituto, Renato Meirelles, isso acontece por dois fatores.
O primeiro deles é que existe hoje um contingente enorme de consumidores que não participavam do mercado na época em que o Brasil conviveu com hiperinflação. “Não eram adultos na época da hiperinflação. É, de fato, um conjunto de consumidores jovens que tendem a achar que esta é a maior crise”, disse Meirelles, para quem a crise atual não é a maior que o país atravessa. “A gente já teve crises com taxas de desemprego maiores, com o país com menos reserva internacional do que tem hoje, com mais inflação.”
Robson Pires

sábado, 9 de janeiro de 2016

Cesta básica sobe em todas as capitais em 2015, revela Dieese

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O preço da cesta básica subiu em todas as 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no ano de 2015, dentre elas Natal (15,34%).
De acordo com a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos, as maiores altas foram registradas em Salvador (23,67%), Curitiba (22,78%), Campo Grande (22,78%), Aracaju (20,81%) e Porto Alegre (20,16%). As menores variações ocorreram em Manaus (11,41%) e Goiânia (11 51%).
Em 2015, seis produtos tiveram seus preços elevados, em média, em todas as cidades: carne bovina, tomate, pão francês, café em pó, açúcar e óleo de soja. Já o valor do arroz, leite e manteiga subiu em 17 localidades. A batata, por sua vez, subiu em todas as 10 capitais em que é pesquisada.


Robson Pires

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Dilma inicia agenda de trabalho de 2016 com desafios na política e na economia


A previsão é que, pela manhã, a presidenta reúna-se com o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, e tenha reuniões com assessores



Por Agência Brasil
Após passar o réveillon com a família em Porto Alegre (RS), a presidente Dilma Rousseff inicia hoje (4) a agenda de trabalho de 2016 no Palácio do Planalto com desafios nas áreas política e econômica. A previsão é que, pela manhã, a presidenta reúna-se com o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, e tenha reuniões com assessores.
A presidente Dilma manifestou otimismo com 2016 na mensagem de Ano-Novo aos brasileiros, que postou nas redes sociais. Em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo no dia 1° de janeiro, a presidente também disse esperar um ano melhor e falou sobre temas da economia e política, como o controle da inflação, a manutenção dos ajustes necessários para o equilíbrio fiscal e o pedido de impeachment em análise na Câmara dos Deputados. Sobre a inflação, Dilma disse que o controle da taxa é uma prioridade do governo. “Ela [inflação] cairá em 2016, como demonstram as expectativas dos próprios agentes econômicos”.
Em relação ao momento político que o governo atravessa, registrou no artigo: “Mesmo injustamente questionada pela tentativa deimpeachment, não alimento mágoas nem rancores. O governo fará de 2016 um ano de diálogo com todos os que desejam construir uma realidade melhor”.
Nos últimos dias de trabalho de 2015, a presidente Dilma fez uma reunião com a equipe econômica do governo e assinou o decreto que reajustou o salário mínimo para R$ 880 a partir de 1° de janeiro.
A presidente também sancionou com vetos a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016. O texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União, com data de 31 de dezembro, e traz, entre os vetos, dispositivo que previa reajuste para os beneficiários do Bolsa Família. A presidente justificou que o reajuste não está previsto no projeto de Lei Orçamentária de 2016. “Assim, se sancionado, o reajuste proposto, por não ser compatível com o espaço orçamentário, implicaria necessariamente no desligamento de beneficiários do Programa Bolsa Família”, explicou na justificativa ao veto.
Portal no Ar

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Governo Dilma corta só 10% dos cargos que seriam extintos

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A reforma administrativa anunciada pela presidente Dilma Rousseff no começo de outubro mal saiu do papel. Segundo reportagem do jornal O Globo, dos 3 mil cargos de confiança que seriam extintos pela presidente, apenas 346 foram cortados, ou seja, cerca de 10%. A prometida redução do salário de Dilma e de seu vice, Michel Temer, de R$ 30,9 mil para R$ 27,8 mil, também não ocorreu até agora. A diminuição de cargos de confiança e de ministérios foi anunciada como medida necessária para cobrir o déficit de R$ 30,5 bilhões previstos na ocasião no orçamento de 2016.
Com a reforma, o governo pretendia economizar R$ 200 milhões. Mas, até agora, a economia foi de R$ 16,1 milhões, informa O Globo. Principal marca da reforma administrativa, a redução de ministérios foi tímida. Inicialmente o governo planejava cortar dez pastas. Mas anunciou a redução de oito, o que fez cair de 39 para 31 o número de ministérios por meio de fusões e incorporações de 11 estruturas. Até agora, no entanto, apenas cinco secretarias foram realmente extintas, de acordo com o jornal.
Robson Pires

sábado, 17 de outubro de 2015

Horário de verão deve resultar em economia de R$ 7 bilhões

Novo horário terá início à meia-noite de sábado para domingo


Além da economia para o país, o horário de verão costuma ajudar quem gosta de fazer exercícios físicos. Foto: Divulgação

O horário de verão deste ano deverá resultar em uma economia de R$ 7 bilhões nos investimentos previstos para o setor elétrico brasileiro. Anunciada nesta quinta-feira (15), a estimativa do governo tem por base a expectativa de que deixarão de ser consumidos 2.610 megawatts (MW) na edição 2015-2016.
O novo horário terá início à meia-noite de sábado (17) para domingo (18), quando os relógios deverão ser adiantados em uma hora. A medida ficará em vigor até meia-noite do dia 21 de fevereiro de 2016. “É um investimento economizado”, justificou o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Luiz Eduardo Barat, ao anunciar os números.
O horário de verão de 2015/2016 inclui o Distrito Federal e os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
De acordo com o ministério, nos últimos dez anos a medida tem possibilitado uma redução média de 4,5% na demanda por energia no horário de maior consumo e uma economia absoluta de 0,5%. Isso equivale aproximadamente ao consumo mensal de uma cidade do porte de Brasília, com 2,8 milhões de habitantes.
Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o principal objetivo da medida é a redução da demanda no período de pico da noite, entre as 18h e as 21h. A estratégia é aproveitar a intensificação da luz natural durante o verão para reduzir o gasto de energia.
Entre os meses de outubro e fevereiro, os dias têm maior duração em algumas regiões por causa da posição da Terra em relação ao Sol. Por isso, a luminosidade natural pode ser melhor aproveitada.
Fonte: Terra

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Aneel informa que cobrança extra na conta de luz continua em agosto


tumblr_lgkhu5jV671qzc4eao1_500Em agosto, os consumidores vão pagar novamente um adicional de R$ 5,50 a cada 100 quilowatts/hora (kWh) de energia consumidos. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira, 31, que a bandeira tarifária vermelha estará em vigor no período.
O sistema de bandeiras tarifárias permite a cobrança de um valor extra na conta de luz, de acordo com o custo de geração de energia. Em julho, a bandeira também foi vermelha, por causa do uso intenso da energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a gerada por usinas hidrelétricas.
Com as cores verde, amarela e vermelha, as bandeiras servem para indicar as condições de geração de energia no país. Se for um mês com poucas chuvas, os reservatórios das hidrelétricas estarão mais baixos, por isso, será necessário usar mais energia gerada por termelétricas.
Robson Pires

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Desemprego chega a 6,9% em junho, a maior taxa desde 2010

MERCADO DE TRABALHO - Rua 24 de Maio no centro de São Paulo várias agências de emprego colam cartazes com oferta de trabalho(Reinaldo Canato/VEJA)

Segundo o IBGE, o efetivo de desempregados no país subiu 44,9% em junho em relação ao mesmo mês do ano passado

A taxa de desemprego subiu para 6,9% em junho, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. É a maior taxa observada para o mês desde junho de 2010, quando chegou a 7%. No mesmo mês do ano passado, o índice estava em 4,8%.

Desde dezembro do ano passado, quando chegou ao menor nível da história (4,3%), o desemprego vem avançando mês após mês. Em maio, o porcentual estava em 6,7%. Os dados refletem a deterioração do mercado de trabalho afetado pela desaceleração da economia.

Em junho, o número de desocupados subiu 44,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. Ou seja, cerca de 522.000 pessoas passaram de alguma forma a procurar emprego no período. Enquanto isso, o efetivo de ocupados caiu 1,3%, com 298.000 vagas de trabalho sendo fechadas na mesma época.

Dos números, depreende-se a explicação para a alta do desemprego: há mais pessoas tentando ingressar no mercado de trabalho do que vagas disponíveis.

Os números fazem parte da Pesquisa Mensal do Emprego, do IBGE, que é feita em seis regiões metropolitanas do país - Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
(Da redação)

sábado, 18 de julho de 2015

Mais de nove mil pessoas foram demitidas no Rio Grande do Norte em junho

 
Áreas que mais demitiram foram construção civil, indústrias, serviços, comércios e utilidade pública

Por Redação
O Rio Grande do Norte registrou a demissão de 9764 trabalhadores no primeiro semestre deste ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão do Ministério do Trabalho (MTE), divulgados na última sexta-feira (17).
MP será discutida(Foto: Marcello Casal Jr./ABr)
MP será discutida(Foto: Marcello Casal Jr./ABr)
As áreas que mais demitiram foram a construção civil, indústrias, serviços, e comércio. O Caged também apontou que houve 2188 demissões a mais que o número de contratações em junho. Foi o pior resultado para o mês desde o ano 2003 no RN.
Em relação ao mês passado, o Brasil encontrou no setor de agricultura um desempenho positivo, com geração de 44.650 postos de trabalho. O resultado foi alcançado, de acordo com o ministério, por motivos sazonais. Este resultado também reflete no RN, onde o setor contratou mais de 231 pessoas.
No recorte por regiões, apenas o Centro-Oeste registrou aumento de empregos, com abertura de 3.508 vagas. A Região Sudeste fechou 57.294 postos de trabalho; o Sul, 30.828; o Nordeste, 18.589; e o Norte, 7.996.
Os estados que tiveram mais contratações foi, Minas Gerais, Mato Grosso, Maranhão, Goiás, Ceará e Acre. São Paulo teve o pior desempenho, com fechamento de 52,3 mil vagas.
Brasil
Mais de 100 mil postos de trabalho com carteira assinada foram fechados no mês de junho no Brasil. O resultado é o menor para meses de junho registrado desde 1992. Os registros também comparam a diferença entre admissões e demissões.
Neste mês, esta dessemelhança foi menor que o mês anterior. No Brasil, houve 1.453.335 de contratações e 1,5 milhões de pessoas demitidas. Segundo o ministério, no primeiro semestre, houve perda de 345.417 postos de trabalho.
É o menor resultado para o período desde 2002. Nos últimos 12 meses, o recuo foi de 601.924 postos de trabalho, na série ajustada.
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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Mercado financeiro eleva previsão da inflação pela 13ª vez seguida

O mercado financeiro voltou nesta segunda-feira a aumentar a estimativa da inflação para 2015, desta vez de 9,04% para 9,12%. Esta é a 13ª semana consecutiva em que a projeção é ajustada para cima. Com isso, consolida-se a perspectiva de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ultrapassará a barreira dos 9% neste ano, muito acima do teto da meta, de 6,5%, e mais longe ainda do centro dela, de 4,5%.
As informações constam do boletim Focus, que é divulgado semanalmente pelo Banco Central e é produzido a partir das estimativas de mais de cem instituições financeiras.
Para o próximo ano, o mercado, no entanto, voltou a apostar em uma ligeira redução da taxa de inflação de 5,45% para 5,44%. Uma das razões que fundamentaram essa expectativa é a projeção de aumento na taxa básica de juros (a Selic) de 12,06% para 12,25% em 2016. Para este ano, a previsão da Selic permaneceu em 14,50% como estava na semana passada.
Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), os analistas mantiveram a perspectiva de queda de 1,50%. Se ela for concretizada, será o pior desempenho da economia brasileira desde 1990, quando foi verificada retração de 4,35%.
Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA subiu 0,79% em junho, atingindo a casa dos 6,17% no primeiro semestre – o maior porcentual em doze anos. Segundo o instituto, o preço da conta de luz e dos alimentos foram os grandes responsáveis pela escalada da inflação.
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