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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Natal segue com o menor valor da cesta básica entre as capitais nordestinas


A cesta básica nordestina apresentou leve queda em outubro (-0,3%) e fechou o mês como a segunda mais barata entre as regiões do Brasil. A informação é do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão de pesquisas do Banco do Nordeste. A variação negativa de outubro contrapõe o aumento de 0,8% verificado em setembro, que toma como referência o mês de agosto.
De acordo com o estudo do Etene, a variação acumulada em 2016 é de 21,3%, acima dos 11,3% no igual período de 2015. Considerando os últimos 12 meses, a taxa de variação da cesta básica nordestina está em 21,0%, pouco acima dos 19,5% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores.
A cesta básica do Nordeste encerrou outubro custando R$ 388,39. Na variação em 12 meses, ela ficou no mesmo patamar que a variação da cesta nacional, 21,0% para 20,7%. Natal, com uma redução de 0,2% na cesta de outubro, mas uma variação positiva de 18,5% nos últimos 12 meses, é a capital com o conjunto de produtos básicos mais em conta: R$ 366,90.
O valor é 13,2% menor que a cesta mais cara, de Fortaleza, que custa R$ 415,41. Maceió (R$ 403,12), Teresina (R$ 395,21) e São Luís (R$ 386,41) completam o topo da tabela. Recife (R$ 373,66), Aracaju (R$ 378,17) e João Pessoa (R$ 385,50), estão entre as capitais mais baratas depois de Natal.
Apenas três, das nove capitais nordestinas, apresentaram aumento no valor da cesta básica em outubro: Aracaju (1,6%), Maceió (2,1%) e São Luís (0,9%). Em Teresina e Salvador, observaram-se redução de -1,8% e -1,7%, respectivamente, em comparação a setembro.
A redução na cesta básica nordestina em outubro deve-se, principalmente, às variações negativas de -4,4% no preço da banana (peso de 9,7% na cesta mensal); de -4,7% no preço do feijão (peso de 12,6%) e -1,6% no preço do leite (peso de 6,8%). Os aumentos mais relevantes ocorreram na carne (1,6%), açúcar (3,9%) e arroz (2,4%).
Feijão
Grande vilão no primeiro semestre de 2016, o feijão, que tem participação de 12,6% na cesta básica, teve redução média de 4,6%. À exceção de Maceió, em que seu preço aumentou 0,4%, o preço caiu em todas as outras capitais. As maiores reduções aconteceram em Aracaju (-8,3%), Recife (-8,0%) e Teresina (-6,8%).
Na avaliação dos últimos 12 meses, o feijão representa 9,9% da cesta média regional. O alimento teve o preço elevado em 78,6%, apesar da tendência de queda no preço observada nos últimos dois meses. Em todas as capitais nordestinas pesquisadas, a variação superou 50,0%. Os maiores aumentos foram em Aracaju (96,1%), Fortaleza (85,1%) e Natal (81,5%).
A cesta básica regional é resultado de pesquisa do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene) com base em dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Agora RN

sábado, 22 de outubro de 2016

Queda no preço dos alimentos desacelera inflação em outubro

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), uma prévia do indicador oficial de inflação, desacelerou para 0,19%

A prévia da inflação oficial, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), fechou outubro em 0,19%– a menor taxa para o mês desde 2009, quando bateu em 0,18%. Alimentação e bebidas, artigos de residência e despesas pessoais ficaram mais baratos no período e influenciaram o resultado.
Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram divulgados nesta sexta-feira (21). O número do mês também mostra uma desaceleração de preços, já que eles subiram menos que em setembro, quando o resultado do IPCA foi de 0,23%.
O grupo alimentos, que tem mais peso no custo de vida dos brasileiros, ficou 0,25% mais barato no período. A principal contribuição para o resultado veio do leite longa vida, que ficou 8,49% mais barato.
Outros itens também ficaram mais baratos de setembro para outubro, a exemplo da batata-inglesa (-13,03%), das hortaliças (-6,18%) e do feijão-carioca (-6,17%). A pesquisa mostra ainda que o grupo artigos de residência (-0,31%) e despesas pessoais (-0,12%) apresentaram redução de preço.
Produtos que ficaram mais baratos em outubro
Também ficaram mais em conta no período hospedagem em hotel (-6,22%), aluguel de veículo (-4,12%), computador (-1,90%), agasalho masculino (-1,36%), aparelho telefônico (-1,29%) e livro (-0,28%).
Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 15 de setembro a 13 de outubro e comparados com aqueles vigentes de 13 de agosto a 14 de setembro. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos.
Agora RN

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Adolescentes se alimentam mal e risco à saúde cresce

Um estudo da UFRJ mostrou que doces e refrigerantes estão mais na rotina alimentar dos jovens do que as frutas, hortaliças e sucos naturais


Adolescentes brasileiros seguem uma dieta de alto risco para problemas cardiovasculares, doenças renais e obesidade. De acordo com dados do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica) divulgados na última quinta-feira pelo Ministério da Saúde, o consumo de refrigerante e balas por jovens entre 12 e 17 anos supera o de frutas, verduras, hortaliças e suco natural.
Endocrinologista do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Tarissa Petry diz que, por praticidade, brasileiros estão deixando de consumir alimentos naturais, mas que isso pode trazer sérias consequências para a saúde. “Estamos diagnosticando a obesidade cada vez mais cedo. Esses jovens vão ter diabete, hipertensão, enfarte e AVC mais cedo também.”
Felizmente, o arroz e o feijão, alimentos considerados saudáveis, estão no topo da lista dos 20 alimentos mais consumidos pelos adolescentes. Depois aparecem pães, sucos e carnes. Mas, logo em seguida, a qualidade cai e o ranking é dominado pelos produtos industrializados. Na sexta posição estão os refrigerantes, seguidos por doces e sobremesas, café, frango, hortaliças, massas, biscoitos doces, óleos e gorduras, tubérculos, salgados frios e assados, carnes processadas, bebidas lácteas, queijos e outros derivados do leite, biscoitos salgados, bolos e tortas.
Segundo especialistas, esse conjunto de hábitos é preocupante e reflete diretamente os índice de obesidade e sobrepeso, que atingem, respectivamente, 17,1% e 8,4% dos adolescentes. Também preocupam o consumo excessivo de sódio e o déficit de vitamina E e cálcio. De acordo com o levantamento, 80% dos adolescentes consomem sódio acima do recomendado e pouco mais da metade (51,8%) bebe menos de cinco copos d’água por dia – quando o recomendado é de oito copos.
“Vivemos em uma transição do padrão africano, onde a fome era prevalente, para o padrão americano, onde a obesidade predomina. Nossa tarefa é tentar reverter esse padrão, sobretudo com população mais jovem”, afirmou a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção à Saúde, Fátima Marinho. A epidemiologista considera que o fenômeno identificado agora entre adolescentes já ocorre há alguns anos na população adulta.
Mais da metade tem o hábito de comer em frente à TV, seja uma refeição completa ou um lanche. Dos entrevistados, 40% disseram que petiscam enquanto estão com o aparelho ligado e 73,5% passam duas horas ou mais vendo TV ou no computador. Além disso, menos da metade (48,5%) toma sempre ou quase sempre café da manhã, e 21,9% nunca tomam.
A pesquisa, feita em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),  ouviu cerca de 75 .000 estudantes com idade entre 12 e 17 anos, de 1.247 escolas em 124 municípios.

Vigitel

O padrão entre adultos é ainda mais desanimador. Dados do Vigitel 2015 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), mostram que 19% do brasileiros têm o hábito de consumir refrigerantes e sucos artificiais e 20% consomem doces 5 vezes por semana ou mais. O hábito reflete diretamente na obesidade: 18,6% são obesos – em 2010, eram 15%.
O estudo, feito por telefone com moradores com mais de 18 anos das capitais do país, revelou também que menos da metade dos brasileiros tem o hábito de comer frutas e hortaliças regularmente. O consumo de doces e refrigerantes também é considerado excessivo.
Propaganda
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou que a propaganda de alimentos ricos em sal, açúcar e gordura e com excesso de álcool poderia ser “aprimorada”, sem dizer, no entanto, o que poderia ser feito. Ele também assinou uma portaria que proíbe a venda, promoção, publicidade ou propaganda de alimentos industrializados, processados, com excesso de açúcar, gordura e sódio dentro das unidades do ministério. O mesmo vale para eventos patrocinados.
veja

domingo, 31 de maio de 2015

Os seis alimentos anticâncer que não podem faltar no seu cardápio

Tomate
Couve
Chá-verde
Alho
Frutas e verduras ricas em vitamina C
uva
Nos últimos anos, diversas pesquisas mostraram que uma alimentação equilibrada influencia na qualidade de vida. Alguns desses estudos focam, sobretudo, nos benefícios de determinados alimentos para a prevenção contra o câncer, uma das doenças que mais matam no Brasil e no mundo, principalmente o câncer de mama, próstata e pulmão. Diz o médico Paulo Hoff, chefe da oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. "Sabemos por análises retrospectivas que determinados alimentos, sobretudo as frutas e verduras, quando consumidos regularmente, podem ter um efeito protetor".
O recém-lançado livro A Dieta Anticâncer-Prevenir é o melhor Remédio (tradução Téo Lorent; Escrituras Médicas, 200 páginas, 34,90 reais), escrito pela farmacêutica espanhola María Tránsito López, funciona como um guia de saúde, apresentando dezenas de alimentos que podem ser grandes aliados na prevenção contra o câncer. Todos os alimentos podem ser facilmente introduzidos ao cardápio diário.
O livro também orienta sobre o preparo dos alimentos e a quantidade consumida. Estima-se, por exemplo, que pessoas com 13 quilos a mais passam a ter mais predisposição ao câncer, principalmente o de mama e de útero. Isso porque o excesso de tecido adiposo pode alterar os níveis de hormônios sexuais, desencadeando, portanto, o surgimento das doenças.
Mas atenção: frente a qualquer suspeita da doença, é fundamental ter a orientação médica. Algumas substâncias anticâncer podem fazer mal em determinadas situações. Tome-se como exemplo, o chá verde. A bebida é um potente antioxidante, mecanismo associado ao câncer. No entanto, ela é contraindicado para grávidas e pessoas com problemas de epilepsia, úlcera gastroduodenal, insônia e alterações cardiovasculares graves.
Veja

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Quentinhas de policiais militares são servidas com frango estragado

Policiais militares lotados no 9º Batalhão foram servidos com quentinhas estragas, no almoço deste domingo (29). Ao todo, segundo a denúncia, 40 unidades chegaram aos pontos base, companhias e viaturas com o frango azedo. Os PMs tiveram que improvisar ou se deslocar até as próprias residências para se alimentar. Um soldado acabou passando mal depois de consumir o alimento.
A reportagem do Portal BO foi procurada por policiais de uma guarnição que mostraram parte das quentinhas, um deles, que terá a identidade preservada, relatou que a alimentação chegou no horário de sempre e foi disponibilizada para todos que estavam de serviço, nas viaturas, nas bases do bairro Nordeste, Bom Pastor, Planalto, nas companhias e guardas, no entanto, apenas um PM se arriscou a comer e passou mal.
“É lamentável o que vem acontecendo, na opinião de todos os companheiros isso é uma falta de respeito muito grande para com os praças que merecem o mínimo de dignidade para executar a função”, disse.
O comandante geral da Polícia Militar, coronel Araújo Silva, informou ao Portal BO que o armazenamento e o transporte das quentinhas muitas vezes compromete o alimento, mas que já tomou providencias para evitar a repetição desse tipo de problema. “É inadmissível que nossos policiais passem por essa situação, a alimentação digna é um direito de cada. Pensando assim já assinamos contrato com outra empresa, desta vez, não de quentinhas, mas de vale refeição que serão distribuídos aos policiais que estarão de serviço nas ruas”, relatou.
O comandante ainda informou que o contrato com a antiga empresa termina no início do mês de julho e que com os vales o policial pode escolher o local onde vai fazer a refeição e o horário. Ao todo, a atual empresa entrega cerca de 800 quentinhas, sendo 400 no almoço e 400 no jantar.

Portal BO

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Cesta básica cai no país pela 1ª vez desde 2007

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Vilões nos primeiros meses do ano, os alimentos apresentam queda generalizada de preço e, agora, empurram para baixo os índices de inflação. Em julho, o valor da cesta básica caiu em todas as capitais pesquisadas pelo Dieese –fato inédito desde 2007. Itens retirados momentaneamente dos carrinhos de compra devido ao alto preço, como o tomate e o feijão, tiveram as maiores influências para a queda no mês passado.
Historicamente, a maioria dos alimentos ‘in natura’, como hortaliças e frutas, sobe nos primeiros meses do ano, devido ao excesso de chuvas, e caem na metade, beneficiados pelo clima.
Robinson Pires