O Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), uma prévia do indicador oficial de inflação, desacelerou para 0,19%
Por: Portal Brasil
A prévia da inflação oficial, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), fechou outubro em 0,19%– a menor taxa para o mês desde 2009, quando bateu em 0,18%. Alimentação e bebidas, artigos de residência e despesas pessoais ficaram mais baratos no período e influenciaram o resultado.
Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram divulgados nesta sexta-feira (21). O número do mês também mostra uma desaceleração de preços, já que eles subiram menos que em setembro, quando o resultado do IPCA foi de 0,23%.
O grupo alimentos, que tem mais peso no custo de vida dos brasileiros, ficou 0,25% mais barato no período. A principal contribuição para o resultado veio do leite longa vida, que ficou 8,49% mais barato.
Outros itens também ficaram mais baratos de setembro para outubro, a exemplo da batata-inglesa (-13,03%), das hortaliças (-6,18%) e do feijão-carioca (-6,17%). A pesquisa mostra ainda que o grupo artigos de residência (-0,31%) e despesas pessoais (-0,12%) apresentaram redução de preço.
Produtos que ficaram mais baratos em outubro
Também ficaram mais em conta no período hospedagem em hotel (-6,22%), aluguel de veículo (-4,12%), computador (-1,90%), agasalho masculino (-1,36%), aparelho telefônico (-1,29%) e livro (-0,28%).
Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 15 de setembro a 13 de outubro e comparados com aqueles vigentes de 13 de agosto a 14 de setembro. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos.
Nesta segunda-feira (17), às 15h, haverá assembleia geral, na Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do RN
Por Redação
Nesta segunda-feira (17), às 15h, haverá assembleia geral, na Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do RN (Asspmbm/RN). Na ocasião, será discutido, principalmente, sobre a Proposta de Emenda à Constituição 241/16, que limita os gastos do Governo, e seus efeitos no andamento do serviço público, e por consequência, à população. A reunião conta com a participação da categoria policial, bombeiros, e servidores estaduais.
Recentemente aprovada na Câmara dos Deputados, a PEC do Teto de Gastos Públicos, como é chamada a PEC 241, estabelece um teto para os gastos federais para os próximos 20 anos, corrigindo-os pela inflação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O presidente da Asspmbm/RN, Eliabe Marques convoca a todos da categoria militar estadual a participarem da reunião. “É um assunto de extremo interesse dos policiais e bombeiros militares. Se não agirmos agora, não poderemos nos lamentar depois”, afirma Eliabe Marques. Para o presidente, a aprovação da PEC 241 compromete diretamente a qualidade do trabalho da segurança pública. “Na sua essência, a emenda vai limitar os investimentos do Governo, com isso, fica comprometida a ascensão profissional, os investimentos em contratação de pessoal. É o desmonte total do serviço público”, coloca.
Para Dalchem Viana, presidente da Associação dos Bombeiros Militares, são vários itens dentro da PEC que precisam ser analisados. “É uma preocupação também com a Previdência Social, pois se vai haver o congelamento dos gastos primários a previdência dos servidores entra nesse contexto. E toda a máquina pública, no geral. Porque, se diminui o repasse federal para um determinado setor, a divisão do orçamento estadual vai ser menor para todos os setores”, coloca.
Em termos absolutos, 1.101.930 cheques foram devolvidos em agosto, o que representou um aumento de 5,6% na comparação com o mês anterior
Por Agência Brasil
O número de cheques devolvidos pela segunda vez por falta de fundos caiu para 2,13% do total movimentado em agosto, mostra pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 19, pela Boa Vista SCPC. O resultado representa uma queda na margem, já que em julho o nível ficou em 2,21%, mas é mais alto que o de agosto de 2015 (2,07%).
Em termos absolutos, 1.101.930 cheques foram devolvidos em agosto, o que representou um aumento de 5,6% na comparação com o mês anterior. Mas, segundo a Boa Vista SCPC, os cheques movimentados cresceram em uma proporção maior (9,6%) e chegaram a 51.704.060, o que levou à queda proporcional.
No acumulado do ano, o volume de cheques devolvidos em relação ao total movimentado atingiu 2,31%, ante 2,15% no mesmo período de 2015. Foi o maior nível para o acumulado em oito meses da série histórica iniciada em 2006. Os cheques devolvidos recuaram 7,1% e os cheques movimentados caíram 13,7%. Também no acumulado do ano, a devolução de cheques de pessoas físicas diminuiu 8,1% e a de pessoas jurídicas recuou 4,1%.
Divulgada uma vez por ano, a Rais é mais ampla que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e engloba não apenas os trabalhadores do setor privado
Por Agência Brasil
A recessão econômica do ano passado teve efeitos perversos no mercado de trabalho. Em 2015, o Brasil perdeu 1,51 milhão de postos formais, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada ontem (16) pelo Ministério do Trabalho. O resultado é o pior da série histórica, iniciada em 1985.
A retração no mercado de trabalho fez o número de trabalhadores formais (com carteira assinada) cair de 49,6 milhões no fim e 2014 para 48,1 milhões no fim do ano passado. Essa foi a primeira vez desde 1992 em que o país acumulou perdas de empregos no mercado formal de trabalho. Naquele ano, o Brasil tinha eliminado 623 mil vagas.
Divulgada uma vez por ano, a Rais é mais ampla que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e engloba não apenas os trabalhadores do setor privado, mas trabalhadores temporários e servidores públicos federais, estaduais e municipais. Para medir o desempenho do mercado de trabalho, a Rais contabiliza a diferença entre as contratações e as dispensas.
As demissões em massa e as contratações por salários mais baixos afetaram os rendimentos médios reais dos trabalhadores, que recuaram 2,56% em 2015 em relação a 2014. Em valores absolutos, a remuneração média individual caiu de R$ 2.725,28 em 2014 para R$ 2.655,60 em 2015.
Na comparação por setores da economia, apenas a agropecuária contratou mais do que demitiu no ano passado, tendo criado 20,9 mil vagas formais. Os demais setores registraram quedas, com destaque para indústria de transformação (-604,1 mil), construção civil (-393 mil) e comércio (-195,5 mil).
Entre as regiões, o Sudeste foi a que mais eliminou postos de trabalho, com 900,3 mil trabalhadores a menos. Em seguida, vêm o Nordeste (-233,6 mil) e o Sul (-217,2 mil). Apenas três estados acumularam aumento no número de empregos formais em 2015: Piauí (3 mil), Acre (2,8 mil) e Roraima (2,2 mil).
Em relação à faixa etária, o desemprego afetou principalmente os jovens. Na faixa de 18 a 24 anos, foram eliminados 673,4 mil postos de trabalho, contra 477,8 mil entre 25 e 29 anos, 233,9 mil de 30 a 39 anos, 172,1 mil de 40 a 49 anos, e 107,7 mil na faixa até 17 anos. Somente a categoria acima de 50 anos registrou ampliação de vagas: 154,4 mil.
Oferecendo atenção e disponibilidade, o Centro de Valorização da Vida (CVV) recebe mais de um milhão de contatos de pessoas que relatam a vontade de desistir da própria vida. Os motivos para alguém cometer suicídio são diversos, fim de um relacionamento amoroso, as limitações advindas da velhice, e passam também por questões financeiras. No momento em que país vive uma crise e parte da população vive a ameaça da perda do emprego, especialistas apontam que a situação financeira pode ativar pensamentos destrutivos.
Em agosto, casos de supostos suicídios relacionados ao desemprego em São Paulo e no Rio de Janeiro foram divulgados pela imprensa nacional. Em um deles, um homem de 43 anos matou a esposa e os filhos de 7 anos e 10 anos e depois cometeu suicídio. De acordo com as investigações policiais, ele estaria com problemas no trabalho.
“Os momentos de maior risco são os três primeiros meses. Depois disso, normalmente a pessoa se adapta, consegue uma solução, e a ideia de suicídio vai embora”, afirma a coordenadora da Comissão de Combate ao Suicídio da Associação Brasileira de Psiquiatria, Alexandrina Meleiro.
Alta foi provocada, principalmente, pelo avanço de preço da passagem aérea (de -3,39% para 4,20%)
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou variação de 0,34%, na primeira prévia de setembro, o que indica aceleração de 0,02 ponto percentual, em relação à última pesquisa (0,32%). O levantamento é feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), no Recife, Rio de Janeiro, em Salvador, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.
Em três dos oito grupos pesquisados houve aumento no ritmo de correção e o maior impacto sobre a inflação foi constatado em educação, leitura e recreação (de 0,50% para 0,92%). Essa alta foi provocada, principalmente, pelo avanço de preço da passagem aérea (de -3,39% para 4,20%).
Em alimentação, a taxa subiu de 0,69% para 0,76% com destaque para as frutas (de 5,61% para 8,45%) e no grupo habitação (de 0,10% para 0,11%). Neste último grupo, o motivo foi a conta de luz com um recuo menos expressivo do que na apuração passada (de -1,14% para -0,63%).
Já em transportes, o índice desacelerou passando de 0,11% para 0,01%, efeito da redução observada no preço da gasolina (de -0,64% para -0,98%). Em saúde e cuidados pessoais, ocorreu alta com taxa inferior à registrada no último levantamento (de 0,50% para 0,44%). O mesmo ocorreu em relação ao grupo comunicação (de 0,16% para 0,01%) .
Já em vestuário foi verificada queda mais intensa (de -0,12% para -0,17%), movimento também constatado em despesas diversas (-0,08% para -0,10%).
Os itens que mais influenciaram o avanço do IPC-S foram: mamão papaya (37,99%); show musical (8,25%); refeições em bares e restaurantes (0,64%); plano e seguro de saúde (1,05%) e tomate (13,87%). Em compensação, os itens que ajudaram a diminuir o impacto foram: batata-inglesa (-15,47%); gasolina (-0,98%); tarifa de eletricidade residencial (-0,63%); alface (-11,36) e cebola (-20,71%).
O governo de Michel Temer já definiu o salário mínimo a partir de janeiro de 2017. Será de R$ 945,80, com alta de 7,5%, ligeiramente acima da inflação esperada para este ano, de 7,2%.
O valor do mínimo está na proposta de Orçamento da União que foi encaminhado hoje ao Congresso. Pela regra, o governo deve corrigir o piso salarial pela inflação do ano anterior e pelo Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
Em 2015, o PIB teve queda de 3,8%, mas o governo está desconsiderando isso da previsão do reajuste. Está garantindo a correção da inflação, mais um ligeiro ganho real.
Aumento do consumo no Brasil será insuficiente para interromper a trajetória de desaceleração da inflação
Por Estadão Conteúdo
O aumento do consumo no Brasil, que deverá vir quando a economia apresentar seus primeiros sinais de melhora, será insuficiente para interromper a trajetória de desaceleração da inflação. Segundo especialistas ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, fatores que ainda comprometem a renda do brasileiro, como o desemprego e o endividamento devem retardar o avanço da demanda, impedindo os empresários de elevar os preços para recuperar prejuízos registrados durante a crise.
Desde que o dólar começou a se valorizar e a tarifa de energia elétrica ficou mais cara, em 2015, a indústria tem sofrido com o aumento dos custos de produção. O repasse ao preço, no entanto, esbarrou na queda da demanda dos consumidores. As empresas, como resultado, tiveram de reduzir seus lucros. Outras, em situação mais delicada, fecharam as portas ou fizeram pedidos de recuperação judicial. As que sobreviveram, agora, estão na expectativa de que a economia se recupere, para que possam correr atrás do tempo perdido e voltar a ter lucros mais confortáveis.
Se a recuperação se confirmar, as empresas poderão ficar tentadas a subir o preço ao primeiro sinal de melhora da demanda, mas, segundo economistas, enquanto a taxa de desemprego estiver alta, a demanda seguirá baixa. “Embora haja sinais de início de recuperação da economia, ela será muito tímida e não conseguirá reduzir o desemprego no curto prazo”, afirma Thiago Curado, da 4E Consultoria. Na sua avaliação, a taxa de desocupação deve terminar 2016 com uma média de 12,1%, subindo para 13,6% no ano que vem. “Então, até 2018, será limitada a capacidade das empresas de repassarem maiores aumentos de preços”, disse.
O economista André Braz, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), chama a atenção também para o baixo nível de poupança dos brasileiros, que ficou ainda menor após a crise econômica. “Estamos vivendo um período de ‘despoupança’ enorme”, observou Braz. “As reservas que foram construídas estão sendo retiradas pelas pessoas que estão passando por esse período de turbulência, principalmente aqueles que perderam o emprego”, afirmou o pesquisador do Ibre. Com a poupança comprometida, os brasileiros não teriam folga para voltar a consumir como antes.
Para ele, quando o mercado de trabalho melhorar, o primeiro passo do consumidor será pagar as dívidas em atraso, para só então recompor as reservas. “Não vai haver espaço para aquecimento abrupto da demanda, ela vai se aquecendo lentamente”, prevê o economista. No primeiro semestre de 2016, a retirada líquida da poupança alcançou R$ 42,606 bilhões, o maior volume da série histórica do Banco Central (BC) iniciada em janeiro de 1995 (21 anos). Até então, a primeira metade de 2015 era a responsável pelo pior resultado, com um volume de saques R$ 38,542 bilhões superior ao de depósitos.
Embora não ofereça riscos para a inflação no curto prazo, a tentação das empresas em subir os preços deverá dificultar a tarefa do BC em levar a inflação para o centro da meta em 2017, de 4,5%, alerta o economista Marcel Caparoz, da RC Consultores. Para ele, já há uma dificuldade de alcançar o centro da meta em razão da inércia inflacionária que refletirá os reajustes aplicados este ano. A tentativa das empresas de recuperar margens de lucro, portanto, será um fator a mais. A expectativa da RC é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 6% no ano que vem, depois de atingir 7,4% em 2016.
Na avaliação de Caparoz, os preços devem ser elevados principalmente pelos setores de serviços e comércio, que são compostos, em sua maior parte, por empresas pequenas e médias. Por serem de menor porte, diz o economista, sofrem mais com a crise e são mais sensíveis às relações de demanda e oferta. “Elas têm uma capacidade menor de diferenciar seus produtos pela qualidade, então, subir o preço torna-se a única saída para recuperar suas margens”, afirmou. Empresas de maior porte, ele compara, podem apostar mais em aumento da qualidade e elevar suas vendas com base nisso.
O impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), localizada na região central da capital paulista, atingiu hoje (5), às 13h30, a marca de R$ 1 trilhão, valor que abrange o total de impostos, taxas e contribuições pagas pela população brasileira nos três níveis de governo (municipal, estadual e federal) desde 1º de janeiro de 2016.
Segundo a ACSP, no ano passado esse valor foi alcançado no dia 29 de junho e o atraso deste ano está associado à queda na arrecadação, decorrente da crise que atinge o país e enfraquece a atividade econômica. “Mesmo com esse enfraquecimento, o painel chega a R$ 1 trilhão em função do avanço da inflação. Com preços mais altos, o consumidor desembolsa, também, maiores valores em impostos, já que esses são calculados sobre o preço final das mercadorias e serviços”, diz a ACSP.
Em relação a abril de 2016, os planos de saúde permaneceram praticamente estáveis em maio, com perda de 30.783 beneficiários
Em maio de 2015, havia 50.183.430 beneficiários, contra 48.623.463 no mesmo mês deste ano, segundo a ANS
Em um ano, 1,6 milhão de brasileiros deixaram de ter plano de saúde. Em maio de 2015, havia 50.183.430 beneficiários de planos de assistência médica. No mês passado, esse número caiu para 48.623.463 – redução de 3,1%. Os dados estão disponíveis na Sala de Situação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Em relação a abril de 2016, os planos de saúde permaneceram praticamente estáveis em maio, com perda de 30.783 beneficiários (0,06%). A ANS ressalta que houve aumento de beneficiários nos planos coletivos empresariais – o número passou de 32.269.736, em abril, para 32.275.710, no mês passado.
Entre abril e maio deste ano, Bradesco Saúde S.A teve variação de 0,37%; Amil, de 0,47%; Hap Vida, de 0,79%; Sul America, de 0,50%; e Notre Dame, de 0,21%. Já a Porto Seguro teve uma retração de 2,19%.
Odontologia. Nesse período, os planos exclusivamente odontológicos tiveram crescimento de 0,82% – passaram de 21.749.012, em abril, para 21.926.664, em maio. O aumento de beneficiários se deu em todos os seguimentos (planos individuais, coletivos empresariais e coletivos por adesão).
A Odontoprev S.A, com 6,3 milhões de beneficiários, teve uma queda de 0,27% entre abril e maio de 2016. Amil cresceu 2,38%; Hap Vida, 3,9%; Interodonto, 0,35%; Sul América, 5,02%, e Porto Seguro S.A, 2,11%.
Economistas da empresa explicam que o crédito mais escasso e mais caro, a queda do poder de compra dos brasileiros, tendo em vista a escalada do desemprego, e a inflação ainda em patamar elevado, afetaram negativamente o movimento varejista no Dia dos Namorados
Por Estadão Conteúdo
As vendas no Dia dos Namorados, que é a terceira data mais relevante para o varejo brasileiro, registraram pior desempenho neste ano, segundo os levantamentos realizados pela Serasa Experian e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio – Dia dos Namorados 2016 mostrou que as vendas em todo o País na semana da data – de 6 a 12 de junho – recuaram 9,5% ante o mesmo período do ano anterior, o pior desempenho desde o início da série, em 2006. Já no final de semana (10 a 12 de junho), houve queda de 10,7% na comparação com o final de semana equivalente de 2015 (5 a 7 de junho).
Somente na cidade de São Paulo, conforme a Serasa, as comercializações na semana diminuíram 8,9% e no final de semana, 8,6%. Os economistas da empresa explicam que o crédito mais escasso e mais caro, a queda do poder de compra dos brasileiros, tendo em vista a escalada do desemprego, e a inflação ainda em patamar elevado, afetaram negativamente o movimento varejista no Dia dos Namorados deste ano.
Já o indicador calculado pelo SPC Brasil e CNDL, as vendas a prazo, caíram 15,23% entre os dias 5 e 11 de junho no País na comparação com o mesmo período de 2015, o pior resultado dos últimos sete anos. Conforme as entidades, desde 2011, o comércio vem desacelerando o seu ritmo de crescimento para a data, sendo que nos últimos dois anos as vendas haviam registrado resultado negativo.
Em anos anteriores, as variações foram de -7,82% (2015), -8,63% (2014), +7,72% (2013), +9,08% (2012), +10,80% (2011) e 7,00% (2010).
Segundo uma pesquisa realizada antes da data sobre intenção de compras, os produtos mais procurados neste período seriam os itens de vestuário, calçados, perfumaria, floricultura, joias e bijuterias. Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, em nota, “a intenção de presentear ainda é alta mas neste ano houve um redirecionamento para os presentes mais baratos e geralmente pagos à vista, tendo em vista que os consumidores estão mais preocupados em não comprometer o próprio orçamento com compras parceladas”.
Sobre o desempenho do varejo para as próximas datas comemorativas, a economista pondera anda, que, embora os dados de confiança comecem a mostrar interrupção da piora que era vista desde 2014, ainda é cedo para afirmar que haverá um impacto positivo nas datas do segundo semestre. De acordo com ela, para que a melhora efetiva seja sentida pelos comerciantes é preciso que se verifique uma tendência de melhora na confiança dos consumidores, calcada no avanço da renda e do emprego, o que num cenário otimista, deve se efetivar apenas em 2017.
O IBGE divulgou há pouco que o desemprego no primeiro trimestre deste ano ficou em 10,9%, a maior taxa desde o início da série histórica da Pnad Contínua, quatro anos atrás.
Dilma é uma recordista. 11,1 milhões de desempregados.
A maior parte das dívidas é com cartões de crédito (77,9%)
Por Agência Brasil
O percentual de famílias endividadas no país caiu de 60,3% em março para 59,6% em abril deste ano. Segundo os dados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (27) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual é também inferior ao observado em abril de 2015, que ficou em 61,6%.
A proporção de famílias inadimplentes, ou seja, com dívidas em atraso, caiu de 23,5% em março para 23,2% em abril deste ano. No entanto, esse indicador ainda está em patamar superior ao observado em abril de 2015 (19,7%).
O mesmo acontece com as famílias que não terão condições de pagar suas contas. O percentual recuou de março (8,3%) para abril (8,2%), mas manteve-se acima do patamar de abril de 2015 (6,9%).
O percentual de famílias que se consideram muito endividadas subiu de 12% em abril de 2015 para 14,5% em abril de 2016. A maior parte das dívidas é com cartões de crédito (77,9%). Em seguida, aparecem os carnês (15,4%), financiamentos de carro (11,9%) e créditos pessoais (10,5%). O tempo médio dos pagamentos em atraso fica em 61,8 dias.
O número de desempregados no Rio Grande do Norte aproxima-se de 10 mil, segundo dados fornecidos pela Caged, Carteira Nacional de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho. As demissões atingem fortemente a indústria e a construção civil.
O número salta para 76,3% quando se trata de conhecer alguém que foi demitido nos últimos seis meses ou que tiveram de encerrar as atividades do seu negócio
Por Redação
A escalada do desemprego tem atingido cada vez mais pessoas e quatro em cada dez brasileiros (42,2%) têm algum familiar desempregado dentro da própria casa, segundo pesquisa da SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e da (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).
O número salta para 76,3% quando se trata de conhecer alguém que foi demitido nos últimos seis meses ou que tiveram de encerrar as atividades do seu negócio.
Diante do mercado de trabalho em deterioração, 82,7% dos pesquisados acreditam que o desemprego aumentará neste ano e mais de um terço (37%) avalia que não se sentem seguros em seu trabalho.
“O risco de perder o emprego e a baixa perspectiva de recolocação exerce forte influência sobre a confiança do consumidor, alimentando a queda do consumo e do próprio emprego num ciclo vicioso para a economia”, analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizaro Junior.
O Brasil dos desempregados já tem quase a mesma população de Portugal: beira os 10 milhões de habitantes.
Por Agência Estado
Desemprego dispara.
O Brasil dos desempregados já tem quase a mesma população de Portugal: beira os 10 milhões de habitantes. Por hora, 282 brasileiros passam a fazer parte desse contingente, segundo cálculos do economista e blogueiro do Estado Alexandre Cabral. É gente como Adeíldo dos Santos, pai de três filhos, que está sem emprego há seis meses; como o haitiano Vito Pharius, que chegou a São Paulo há um ano, sem a família, e até hoje não conseguiu assinar a carteira de trabalho. É gente como André Vernilo, de 21 anos, que acabou de pegar o diploma de relações públicas, mas não consegue achar uma vaga na área; ou como Wagner Soares, ex-funcionário de uma fábrica de autopeças, hoje vendedor ambulante no viaduto Santa Ifigênia, em São Paulo.
A estimativa é de que, até o fim do ano, serão 12 milhões de histórias como essas no País. Vai ser cada vez mais difícil não conhecer alguém que esteja desempregado. E, para quem já está sem emprego, a dificuldade será encontrar portas onde bater. “Isso é muito grave, porque com exceção da agricultura, não há mais nenhum setor livre do fantasma do desemprego”, diz o economista José Roberto Mendonça de Barros, sócio da MB Associados. “E não se trata de uma crise conjuntural, com uma queda temporária. O problema é estrutural.”
A nova onda de retração no mercado de trabalho ficou evidente a partir do segundo semestre do ano passado, quando os setores de comércio e serviços – grandes empregadores de mão de obra – começaram a demitir com mais força. A piora se somou aos desligamentos na construção civil e na indústria, em crise há mais tempo.
Em 2015, o comércio fechou 208 mil postos de trabalho, depois de mais de dez anos de criação de vagas. “Para este ano, estamos esperando o corte de 220 mil postos, já que o ajuste começou mais tarde no setor e muitos seguraram as demissões por causa dos custos”, afirma Fabio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio. No comércio, diz Bentes, contratação é sinônimo de crescimento nas vendas – o que não está acontecendo. Em 2015, as vendas recuaram 8,6% e, neste ano, devem cair 8,3%.
O que ajuda a explicar a forte piora nos setores de comércio e serviços é a queda da renda do Brasil. Em 2015, o recuo real – quando descontada a inflação – foi de 3,7%. A última queda havia sido observada em 2004, de 1,4%. Neste ano, deve chegar a 2,5%. “Se existiam sinais de que poderia haver uma melhora das condições do mercado de trabalho, os últimos dados mostram que todas as fontes fecharam”, diz Claudio Dedecca, professor da Unicamp.
Morador de Diadema, Adeíldo Alfredo dos Santos, de 39 anos, descobriu isso na prática. Há seis meses sem trabalho, ele não tem mais para onde correr. O seguro-desemprego já acabou. O carro, que valia cerca de R$ 12 mil, foi vendido. E o dinheiro não para de sair da conta – restam apenas R$ 10 mil na poupança, que prometem voar com o aluguel, de R$ 850 mensais, e as outras despesas do dia a dia da família.
“Quando fui demitido, ficamos sem nenhuma renda, pois a minha esposa fica em casa com nossos três filhos pequenos”, conta ele, que trabalhava na indústria da borracha. “Não tenho saída a não ser arranjar outro emprego. Mas está péssimo – as vagas estão afunilando cada vez mais”, diz. “Aceito qualquer coisa em qualquer lugar.” No último emprego, Adeíldo ganhava R$ 2 mil por mês. Há alguns anos, chegou a ganhar R$ 3 mil. “A minha condição de vida era melhor uns tempos atrás. Foi em 2013 que as coisas começaram a piorar”, conta.
Não foi só para ele que as coisas mudaram rápido demais. “Em menos de dois anos, o Brasil deixou a condição de pleno emprego” afirma Alessandra Ribeiro, economista e sócia da Tendências Consultoria Integrada. A velocidade com que o mercado de trabalho se deteriorou tem impressionado economistas. “Até o início de 2014, os empresários esperavam uma recuperação e eles seguraram o quanto puderam para não demitir”, diz Mendonça de Barros. “Quando eles perderam a esperança, foi uma correria para ajustar a estrutura.”
Até Porto Alegre, que em 2011 foi batizada de “a capital do pleno emprego”, já sofre com aumento das demissões. Dados da Fundação de Economia e Estatística, da Secretaria de Planejamento do Rio Grande do Sul, mostram que a taxa atingiu os dois dígitos na região metropolitana em fevereiro: 10,1%. Há um ano, estava em 5,8%. Esse cenário atinge gaúchos como Guilherme Pinto, de 37 anos. Técnico em publicidade e propaganda, seu maior período sem emprego foi em 2015, quando ficou nove meses parado. “Tive de usar o FGTS e o seguro-desemprego.”
No fim do ano passado, ele até achou uma vaga, mas a empresa fechou as portas em janeiro. “Fiquei dois meses empregado ganhando menos de R$ 1 mil.” Guilherme mora com a mãe, funcionária pública aposentada por invalidez, que sustenta os dois com menos de R$ 1,3 mil mensais. “Minha rotina agora é fazer cadastro em sites de emprego, enviar currículos e pedir indicações de amigos”, conta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Os brasileiros nunca estiveram tão insatisfeitos, revela pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística (Ibope) para a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em março, o Índice de Satisfação com a Vida caiu 2,8% na comparação com dezembro de 2015 e atingiu 92,4 pontos, o menor patamar desde o início da série histórica iniciada em março de 1999. Na comparação com março de 2015, a queda foi de 2,4%.
O Índice de Medo do Desemprego teve alta de 4,1% em março ante dezembro de 2015 e registrou 106,5. Esse foi o segundo maior indicador da série histórica, iniciada em 1999. Na comparação com março de 2015, o índice cresceu 7,8%. Segundo a pesquisa, o medo do desemprego aumentou mais fortemente entre dezembro de 2014 e março de 2015. O levantamento foi feito com 2.002 pessoas em 142 municípios entre 17 e 20 de março.
Os brasileiros nunca estiveram tão insatisfeitos, revela pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística (Ibope) para a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em março, o Índice de Satisfação com a Vida caiu 2,8% na comparação com dezembro de 2015 e atingiu 92,4 pontos, o menor patamar desde o início da série histórica iniciada em março de 1999. Na comparação com março de 2015, a queda foi de 2,4%.
O Índice de Medo do Desemprego teve alta de 4,1% em março ante dezembro de 2015 e registrou 106,5. Esse foi o segundo maior indicador da série histórica, iniciada em 1999. Na comparação com março de 2015, o índice cresceu 7,8%. Segundo a pesquisa, o medo do desemprego aumentou mais fortemente entre dezembro de 2014 e março de 2015. O levantamento foi feito com 2.002 pessoas em 142 municípios entre 17 e 20 de março.
Entre lojistas, a sensação é de que mais lojas devem encerrar as atividades
Por Estadão Conteúdo
Os shoppings novos das regiões Norte e Centro-Oeste são os que têm os maiores índices de lojas vazias. Enquanto, no País, a ociosidade dos empreendimentos inaugurados entre 2013 e 2015 está em 45%, nos shoppings do Norte esse porcentual é de 56% e, no Centro-Oeste, de 53%, revela o estudo do Ibope Inteligência. Inaugurado em agosto de 2013, o Shopping Bosque dos Ipês, em Campo Grande (MS) tem 59 lojas fechadas e outros pontos de venda devem encerrar as atividades nos próximos meses. Só na última semana, três lojas encerraram as atividades: uma esmalteria e duas lojas de roupa, segundo lojistas ouvidos pelo Estado.
Com capacidade para 167 estabelecimentos, o shopping pretendia atrair o público principalmente por meio de grandes marcas, mas a crise não facilitou o processo. Até mesmo a praça de alimentação, que deveria ser um chamariz, vem perdendo unidades.
Um restaurante tailandês, que chamou atenção nos primeiros meses de inauguração, já não existe mais e o local está vago. Em fevereiro, um restaurante japonês também deixou de funcionar. Na praça de alimentação, que comporta 20 unidades, há pelo menos cinco fechadas.
No restante do shopping, a situação não é tão diferente. Basta percorrer os corredores para perceber que há poucos clientes e muitas lojas vagas. Até mesmo as âncoras – lojas maiores que costumam atrair mais movimento – deixaram o local, como a rede Walmart. Desde o final de 2015, quando o hipermercado fechou, o espaço continua vago. A marca Luigi Bertolli, em recuperação judicial, também saiu.
Entre lojistas, a sensação é de que mais lojas devem encerrar as atividades. “A crise atrapalhou e o movimento já está caindo bastante”, disse a comerciante Jaqueline Spuri, que trabalha com artesanato. “No mês passado, não vendemos o suficiente nem para pagar a conta de luz.”
Região Norte
Em Manaus, o shopping Vianorte, inaugurado em 2014, enfrenta o mesmo problema. Mais distante das principais áreas de fluxo e comércio entre os shoppings da cidade, o empreendimento impressiona pelo grande número de lojas fechadas. No ano passado a Associação Comercial do Amazonas divulgou o número de unidades vagas em três centros comerciais da cidade. Na época, o Vianorte tinha 69 lojas desocupadas. Localizado na periferia da cidade, ele chamou atenção na inauguração pela sua infraestrutura, mas isso não foi suficiente para atrair consumidores.
Procuradas, as administrações dos shoppings Vianorte e Bosque dos Ipês não retornaram os pedidos de entrevista do Estado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Houve melhora na percepção do brasileiro em relação ao endividamento frente aos últimos três meses
Por Portal da Indústria
O pessimismo dos consumidores cresceu em março puxado pela preocupação com o emprego. O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), que reduziu 1,1% frente a fevereiro, está 11% abaixo da média histórica. Só o indicador de desemprego teve queda de 6,1% na passagem de fevereiro para março. As informações são da pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)nesta sexta-feira (1º).
A redução da confiança dos brasileiros sinaliza um período de demanda ainda mais fraca. Dos seis componentes do INEC, outros dois também apresentaram queda em março ante fevereiro. O indicador de situação financeira na comparação com os últimos três meses ficou 2,9% menor e o de expectativas para os próximos seis meses em relação à renda pessoal caiu 2,8% no período.
Houve melhora na percepção do brasileiro em relação ao endividamento frente aos últimos três meses, cujo indicador teve alta de 2,2% em março. Já o indicador de expectativas em relação à inflação, que cresceu 0,4%, e o expectativas de compras de bem de maior valor, com aumento de 0,7% no período, ficaram praticamente estáveis.
Feito em parceria com o Ibope, o INEC deste mês ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios entre os dias 17 e 20 de março.