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domingo, 24 de julho de 2016

Desemprego e endividamento devem impedir aceleração da inflação

Aumento do consumo no Brasil será insuficiente para interromper a trajetória de desaceleração da inflação


Por Estadão Conteúdo
O aumento do consumo no Brasil, que deverá vir quando a economia apresentar seus primeiros sinais de melhora, será insuficiente para interromper a trajetória de desaceleração da inflação. Segundo especialistas ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, fatores que ainda comprometem a renda do brasileiro, como o desemprego e o endividamento devem retardar o avanço da demanda, impedindo os empresários de elevar os preços para recuperar prejuízos registrados durante a crise.
Desde que o dólar começou a se valorizar e a tarifa de energia elétrica ficou mais cara, em 2015, a indústria tem sofrido com o aumento dos custos de produção. O repasse ao preço, no entanto, esbarrou na queda da demanda dos consumidores. As empresas, como resultado, tiveram de reduzir seus lucros. Outras, em situação mais delicada, fecharam as portas ou fizeram pedidos de recuperação judicial. As que sobreviveram, agora, estão na expectativa de que a economia se recupere, para que possam correr atrás do tempo perdido e voltar a ter lucros mais confortáveis.
Se a recuperação se confirmar, as empresas poderão ficar tentadas a subir o preço ao primeiro sinal de melhora da demanda, mas, segundo economistas, enquanto a taxa de desemprego estiver alta, a demanda seguirá baixa. “Embora haja sinais de início de recuperação da economia, ela será muito tímida e não conseguirá reduzir o desemprego no curto prazo”, afirma Thiago Curado, da 4E Consultoria. Na sua avaliação, a taxa de desocupação deve terminar 2016 com uma média de 12,1%, subindo para 13,6% no ano que vem. “Então, até 2018, será limitada a capacidade das empresas de repassarem maiores aumentos de preços”, disse.
O economista André Braz, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), chama a atenção também para o baixo nível de poupança dos brasileiros, que ficou ainda menor após a crise econômica. “Estamos vivendo um período de ‘despoupança’ enorme”, observou Braz. “As reservas que foram construídas estão sendo retiradas pelas pessoas que estão passando por esse período de turbulência, principalmente aqueles que perderam o emprego”, afirmou o pesquisador do Ibre. Com a poupança comprometida, os brasileiros não teriam folga para voltar a consumir como antes.
Para ele, quando o mercado de trabalho melhorar, o primeiro passo do consumidor será pagar as dívidas em atraso, para só então recompor as reservas. “Não vai haver espaço para aquecimento abrupto da demanda, ela vai se aquecendo lentamente”, prevê o economista. No primeiro semestre de 2016, a retirada líquida da poupança alcançou R$ 42,606 bilhões, o maior volume da série histórica do Banco Central (BC) iniciada em janeiro de 1995 (21 anos). Até então, a primeira metade de 2015 era a responsável pelo pior resultado, com um volume de saques R$ 38,542 bilhões superior ao de depósitos.
Embora não ofereça riscos para a inflação no curto prazo, a tentação das empresas em subir os preços deverá dificultar a tarefa do BC em levar a inflação para o centro da meta em 2017, de 4,5%, alerta o economista Marcel Caparoz, da RC Consultores. Para ele, já há uma dificuldade de alcançar o centro da meta em razão da inércia inflacionária que refletirá os reajustes aplicados este ano. A tentativa das empresas de recuperar margens de lucro, portanto, será um fator a mais. A expectativa da RC é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 6% no ano que vem, depois de atingir 7,4% em 2016.
Na avaliação de Caparoz, os preços devem ser elevados principalmente pelos setores de serviços e comércio, que são compostos, em sua maior parte, por empresas pequenas e médias. Por serem de menor porte, diz o economista, sofrem mais com a crise e são mais sensíveis às relações de demanda e oferta. “Elas têm uma capacidade menor de diferenciar seus produtos pela qualidade, então, subir o preço torna-se a única saída para recuperar suas margens”, afirmou. Empresas de maior porte, ele compara, podem apostar mais em aumento da qualidade e elevar suas vendas com base nisso.
Portal no Ar

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Autorizado reajuste de até 12,5% para medicamentos a partir desta sexta

tumblr_lqlbhj7H1t1r2o856o2_500A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos em resolução publicada nesta sexta-feira, 1º de abril, no Diário Oficial da União determinou que os preços dos remédios poderá subir até 12,5% a partir desta sexta-feira. A medida atinge mais de 9 mil medicamentos em todo o país.
De acordo com a resolução, o reajuste nos preços dos remédios teve por base o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 9 de março de 2016, que acumula variação de 10,36% entre março de 2015 e fevereiro de 2016. As farmácias e drogarias deverão manter à disposição dos consumidores e dos órgãos de defesa do consumidor as listas dos preços de medicamentos atualizadas, informa a resolução.
Robson Pires

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Prévia da inflação oficial acelera em fevereiro e acumula alta de 2,35%

Inflação continua em alta (Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)

O aumento foi o maior para os meses de fevereiro desde 2003, quando a taxa registrou 2,19%


Por Agência Brasil
A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), teve variação de 1,42%, em fevereiro, e ficou 0,5 ponto percentual acima dos 0,92% da da taxa de janeiro, de acordo com dados divulgados hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de geografia e Estatística (IBGE). O aumento foi o maior para os meses de fevereiro desde 2003, quando a taxa registrou 2,19%.
Com o resultado de fevereiro, o IPCA-15 – prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país – acumula alta de 2,35% nos dois primeiros meses do ano. Em fevereiro do ano passado, a alta chegou a 1,33%. Considerando os últimos 12 meses, o índice foi para 10,84%, o maior desde novembro de 2003, que chegou a 12,69%.
Pressão
As influências mais fortes na composição do IPCA-15, segundo o IBGE, são resultado dos grupos Alimentação e Bebidas, com variação de 1,92% e impacto de 0,49 ponto percentual, Transportes, com 1,65% e 0,3 ponto, e Educação, com 5,91% e impacto de 0,27 ponto percentual. Juntos, os três grupos responderam por 75% do IPCA-15.
Portal no Ar

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Projeção de instituições financeiras para inflação sobe para 7,56% este ano

A projeção de instituições financeiras para a inflação este ano continua a subir. No sexto ajuste seguido, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 7,26% para 7,56%. Para 2017, a estimativa sobe por quatro semanas consecutivas.

Desta vez, passou de 5,80% para 6%, de acordo com o boletim Focus, publicação divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. As estimativas de inflação estão distantes do centro da meta, de 4,5%, e neste ano supera o teto, de 6,5%. O limite superior da meta em 2017 é 6%.
Robson Pires

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Inflação dispara, chega a 10,48% em 12 meses e produtos ficam mais caros


tumblr_ma6937tKF01r2wtdzo1_500O custo de vida voltou a ganhar força no fim de ano. A alta de 1,01% em novembro do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi a maior para o mês em 13 anos.
Nos últimos 12 meses, o aumento chegou a 10,48%, retratando um fenômeno que há 12 anos não se via: desde novembro de 2003, a inflação não atingia dois dígitos.
Robson Pires

sábado, 9 de maio de 2015

Custo da energia elétrica aumenta 60% em 12 meses


economialuzO custo da energia elétrica acumula inflação de 60,42% no período de 12 meses, segundo dados de março do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao mesmo tempo, a inflação oficial, medida pelo IPCA, ficou em 8,13%.
Em março deste ano, a energia elétrica ficou, em média, 22,08% mais cara no país, respondendo por mais da metade da inflação oficial no mês, que ficou em 1,32%. “Esse aumento leva em conta os reajustes extraordinários concedidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica [Aneel] às concessionárias. Também inclui a bandeira tarifária que, neste mês, ficou vermelha”, disse a coordenadora de Índice de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.
A bandeira tarifária é um custo extra que o consumidor precisa pagar quando as usinas termelétricas são acionadas para produzir energia. A energia produzida por essas usinas é mais cara do que a produzida pelas usinas hidrelétricas. Como as térmicas estão sendo usadas com frequência, a bandeira tarifária está vermelha: a mais cara.
Robson Pires

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Prévia da inflação aponta alta de 8,22% em 12 meses

Alta em Índice Nacional de Preços ao Consumidor está dentro de projeções de especialistas

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 1,07% em abril, após subir 1,24% em março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira, 17. O resultado ficou dentro do intervalo de estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, que esperavam inflação entre 0,72% e 1,28%, e acima da mediana, positiva em 1,02%. Com o resultado anunciado nesta sexta-feira (17), o índice acumula altas de 4,61% no ano e de 8,22% em 12 meses.

A taxa média dos núcleos IPCA-15 registrou uma alta maior em abril na comparação com março. Cálculos da Rosenberg Associados enviados ao Broadcast mostram que a média dos núcleos atingiu 0,82% no quarto mês do ano, depois de 0,73% em março. No mesmo período, o IPCA-15 teve inflação de 1,07% ante 1,24%, ficando acima da mediana das expectativas do AE Projeções, de 1,02% (previsões de 0,72% a 1,28%). A média de 0,82% ficou perto da mediana de 0,83%, obtida das estimativas que iam de 0,66% a 0 91%.

As medidas de núcleos do IPCA são calculadas pelas instituições do mercado financeiro logo que o IBGE divulga o indicador, uma vez que são acompanhadas de perto pelo Banco Central, que tem como um dos seus principais objetivos o cumprimento das metas de inflação. Os resultados encontrados podem variar ligeiramente de instituição para instituição, mas sempre indicam o caminho que os núcleos estão tomando, auxiliando o mercado e o próprio BC no monitoramento da inflação.

Na abertura dos núcleos, o IPCA-EX, a Rosenberg informou uma alta de 1,16%, no confronto com 0,94% em março. O dado veio menor que o teto das previsões, de 1,19%, e que tinha piso de 0 94% e mediana de 1,09%. Este núcleo exclui do cálculo geral os preços de alimentos com comportamentos mais voláteis e combustíveis.

O IPCA-DP, abreviação de Índice de Preços ao Consumidor Amplo - Dupla Ponderação, ficou em 0,81% enquanto a taxa no terceiro mês do ano foi de 0,80%. O número informado pela Rosenberg superou a maior estimativa (0,77%). A menor, era de 0,63%, com mediana de 0,70%.

Quanto a IPCA-MS, que é o tradicional núcleo de médias aparadas com suavização, houve alta de 0,74%, ficando acima da de 0,66% apurada em março e também maior que a mediana de 0,71% (previsões de 0,48% a 0,78%).


Estadão Conteúdo

quarta-feira, 8 de abril de 2015

“Parabéns”: internautas ironizam Dilma após alta da inflação


Internautas não pouparam críticas à presidente Dilma Rousseff após a divulgação da inflação de março. Foto: Divulgação
Internautas não pouparam críticas à presidente Dilma Rousseff após a divulgação da inflação de março. Foto: Divulgação
IPCA avançou 1,32% no mês passado, maior alta para março desde 1995, a atingiu 8,13% no acumulado de 12 meses, bem acima do teto da meta do BC
Com a notícia de que a inflação intensificou sua força no mês passado, internautas não pouparam a presidente Dilma Rousseff de críticas e ironias no Twitter.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Economistas preveem inflação acima de 7% em 2015


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Economistas do mercado financeiro elevaram mais uma vez as projeções para a inflação neste ano. Segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, agora a previsão é que o IPCA, índice oficial que mede a alta de preços no país, feche o ano em 7,01%, na quinta elevação seguida da previsão. É a primeira vez que a projeção para o indicador supera o patamar dos 7%, desde que começaram a ser calculadas estimativas para 2015.
Segundo O Globo, parte da pressão sobre os preços virá dos chamados preços administrados, como tarifas de energia e combustíveis. A expectativa para o “tarifaço” fez a mediana de projeções para essa categoria de preços subir pela oitava vez seguida, de 8,7% para 9%.
Robson Pires