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sábado, 10 de setembro de 2016

Crise financeira pode elevar risco de suicídio, diz psiquiatra

Oferecendo atenção e disponibilidade, o Centro de Valorização da Vida (CVV) recebe mais de um milhão de contatos de pessoas que relatam a vontade de desistir da própria vida. Os motivos para alguém cometer suicídio são diversos, fim de um relacionamento amoroso, as limitações advindas da velhice, e passam também por questões financeiras. No momento em que país vive uma crise e parte da população vive a ameaça da perda do emprego, especialistas apontam que a situação financeira pode ativar pensamentos destrutivos.
Em agosto, casos de supostos suicídios relacionados ao desemprego em São Paulo e no Rio de Janeiro foram divulgados pela imprensa nacional. Em um deles, um homem de 43 anos matou a esposa e os filhos de 7 anos e 10 anos e depois cometeu suicídio. De acordo com as investigações policiais, ele estaria com problemas no trabalho.
“Os momentos de maior risco são os três primeiros meses. Depois disso, normalmente a pessoa se adapta, consegue uma solução, e a ideia de suicídio vai embora”, afirma a coordenadora da Comissão de Combate ao Suicídio da Associação Brasileira de Psiquiatria, Alexandrina Meleiro.
Robson Pires

domingo, 10 de abril de 2016

O segredo da longevidade. Leia

Uma droga popular no tratamento de distúrbios mentais pode guardar a chave para a longevidade, segundo um estudo realizado por cientistas britânicos. Pelo menos para um determinado tipo de inseto: a mosca-das-frutas.
Em doses baixas, o lítio prolongou a vida desses invertebrados. Os testes foram conduzidos por uma equipe de pesquisadores da Universidade College London, no Reino Unido.
Os cientistas dizem que a descoberta pode levar ao desenvolvimento de novas drogas que ajudem as pessoas a viver vidas mais longas e saudáveis.
O lítio é receitado por psiquiatras para controlar transtornos mentais, como a bipolaridade e a depressão, mas pode provocar uma série de efeitos colaterais se ministrado em doses altas.
A ciência ainda não sabe explicar muito bem como o lítio atua no cérebro, mas nas moscas a substância retarda o envelhecimento através do bloqueio de uma enzima conhecida como GSK-3.
“A resposta das moscas para doses baixas de lítio é bastante encorajadora e nosso próximo passo é atacar o GSK-3 em animais mais complexos”, disse Linda Partridge, responsável pelo estudo.
“Dessa forma, podemos no futuro pensar em desenvolver testes em humanos”, acrescentou.
O estudo foi publicado na revista científica Cell Reports e concluiu que as moscas tratadas com lítio viveram 16% mais do que a média.
Por outro lado, quando a substância foi ministrada em alta dosagem, diminuiu o período de vida dos insetos.
“As doses baixas não apenas prolongaram a vida das moscas mas também protegeram seus organismos do estresse e ainda bloquearam a produção de gordura naquelas com uma dieta rica em açúcar”, acrescentou Ivana Bjedov, parte da equipe responsável pelas descobertas.
A ONG britânica Parkinson`s UK ajudou a financiar o estudo. Uma de suas porta-vozes, Claire Bale, afirmou que a pesquisa tem o potencial de gerar idosos mais saudáveis e também oferecer possíveis soluções para tratar ou prevenir doenças, como o Mal de Parkinson. (BBC)
Robson Pires