O presidente Michel Temer se reuniu ontem (19) com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e os comandantes das Forças Armadas para discutir “a conjuntura atual”. No encontro, que durou cerca de 1 hora e meia, falou-se do Exército, Marinha e Aeronáutica no contexto constitucional. O encontro com Jungmann estava marcado para a parte da manhã na agenda de Temer, mas foi remarcada para às 17h. De manhã, Temer recebeu no Palácio do Jaburu a visita do advogado Antonio Cláudio Mariz, seu amigo pessoal.
Em nota divulgada pelo Centro de Comunicação Social do Exército, o general Villas Bôas, Comandante do Exércio, disse que “a atuação da Força Terrestre tem por base os pilares da estabilidade, legalidade e legitimidade”.
“Convocados pelo ministro da Defesa, os três comandantes de Força compareceram a uma audiência com o presidente da República, em que foi discutida a conjuntura atual. No encontro foi destacada a unidade de pensamento das Forças e a subordinação perene aos ditames constitucionais. O general Villas Bôas, Comandante do Exército, reafirma que a atuação da Força Terrestre tem por base os pilares da estabilidade, legalidade e legitimidade”, diz a nota.
Além de Jungmann e os representantes das Forças Armadas, Temer também recebeu aliados políticos no Palácio do Planalto. A assessoria do presidente, no entanto, não divulgou informações sobre nenhuma das reuniões.
O clima de alívio visto no Palácio do Planalto após a divulgação do áudio do empresário Joesley Batista – onde não ficou confirmada a acusação de que Temer teria comprado o silêncio o ex- deputado Eduardo Cunha e do doleiro Lúcio Funaro – durou só a noite de ontem. O surgimento de novas denúncias na manhã de hoje deixou o presidente e os assessores em reuniões na maior parte do dia.
Em um pronunciamento focado em transmitir uma mensagem de otimismo, Temer abordou as medidas que o governo está adotando para tentar resolver a crise econômica
Por: Agência Brasil
Em pronunciamento em cadeia de rádio e TV na noite de hoje (24), véspera do Natal, o presidente Michel Temer disse que o Brasil derrotará a crise em 2017. Ele destacou que os juros estão caindo e continuarão caindo no ano que vem. O presidente também disse que os empresários voltarão a investir e o desemprego vai cair. Durante a sua fala, Temer fez um balanço das suas ações em pouco mais de 100 dias como presidente e disse que está trabalhando para desburocratizar o Estado e atingir uma “democracia da eficiência”.
Em um pronunciamento focado em transmitir uma mensagem de otimismo, Temer abordou as medidas que o governo está adotando para tentar resolver a crise econômica. Ao defender as reformas, Temer disse que as mudanças nas estruturas do Estado é um “desafio complexo” e que buscará o entendimento por meio do diálogo. “Assumi definitivamente a Presidência da República há pouco mais de cem dias. Tenho trabalhado dia e noite para fazer as reformas necessárias para que o país saia dessa crise e volte a crescer”, disse.
O presidente disse que, nesse período, “muito já foi feito” e que os esforços resultaram na volta da inflação para dentro da meta estabelecida pela equipe econômica. Temer listou entre as iniciativas de sua gestão a aprovação da proposta da emenda à Constituição que limite os gastos públicos por 20 anos, a lei de transparência das estatais e a aprovação, na Câmara, da medida provisória que reforma o Ensino Médio.
“Tenho a perfeita consciência dos problemas do país e da missão que me foi dada. Os brasileiros pagam muitos impostos e pouco recebem em troca. Meu desafio é desburocratizar o Estado e melhorar a qualidade da administração pública. É o que eu chamo de democracia da eficiência”, disse.
Temer disse que ampliou em mais de R$ 8 bilhões o Orçamento da saúde e voltou a defender a proposta de reforma da Previdência, que estabelece a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria e o tempo mínimo de contribuição de 25 anos. “Estamos começando a reforma da Previdência, para que sua sagrada aposentadoria esteja garantida agora e no futuro”, disse.
Ao final, o presidente prestou uma homenagem ao cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, que morreu no dia 14. Dom Paulo, como era conhecido, tinha 95 anos e estava internado em São Paulo para tratar de problemas pulmonares. O cardeal foi um dos personagens mais importantes da história recente do Brasil por sua atuação como defensor dos direitos humanos durante o período da ditadura militar e após a volta da democracia. “A esperança foi seu lema, a coragem sua marca. Coragem e sentimento de esperança não me faltarão”, disse Temer.
A mensagem foi gravada durante a semana, em Brasília. Na quinta-feira (22), Temer embarcou para São Paulo para passar o Natal com a família em sua residência particular. O presidente viajou para a capital paulista após o anúncio de mudanças na legislação trabalhista. O presidente também anunciou, no mesmo dia, a redução de juros do cartão de crédito e saques do FGTS . Temer deverá ficar em São Paulo até a manhã de segunda (26), quando voltará para Brasília.
Ainda sem agenda divulgada, o presidente passará a semana na capital federal, de onde sairá para o Rio de Janeiro. Temer passará o Réveillon com a primeira-dama, Marcela Temer, e o filho do casal na Restinga de Marambaia, no Rio de Janeiro, onde se localiza o Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia (Cadim) base da Marinha, fixada ao sul da Baía de Sepetiba.
A pedagoga Patrícia Ferreira Perote, 45, perdeu o emprego de professora em agosto deste ano. Com a crise, não tem conseguido outra colocação em sua área e resolveu buscar, em paralelo, uma vaga de babá.
Enquanto procura um trabalho fixo, tem feito bico como faxineira.
“Preciso desse dinheiro da faxina, até para continuar buscando um emprego.”
Com a crise, milhares de brasileiros com diploma universitário, como Patrícia, têm sido empurrados para ocupações de menor qualificação.
Faxineiro foi, por exemplo, a sexta profissão que mais gerou vagas com carteira assinada para profissionais com ensino superior completo em 2015 em relação a 2014.
Entre as 30 ocupações que mais criaram emprego nessa faixa de escolaridade no ano passado, pelo menos 11 são funções que não exigem alta qualificação, como assistente administrativo, auxiliar de escritório, vendedor no comércio e recepcionista.
Os dados foram levantados pela Folha na Rais (Relação Anual de Informações Sociais), que traz informações sobre mais de 2.500 ocupações no mercado formal e foi divulgada recentemente.
Segundo especialistas, a recessão leva as empresas a trocar profissionais menos escolarizados por outros mais qualificados, que se sujeitam a ganhar menos e a exercer posições menos sofisticadas.
“Nas crises, os empregadores tentam pagar o menos possível e passam a exigir mais qualificação”, afirma o economista Anselmo Luís dos Santos, da Unicamp.
O movimento de contratações e demissões de assistentes administrativos, responsáveis por funções como atualizar planilhas e cuidar de boletos bancários, ilustra isso.
O saldo de assistentes administrativos com ensino médio completo aumentou em todos os anos entre 2007 e 2014. Esse movimento foi interrompido em 2015, com a eliminação de 12.218 vagas.
Já entre profissionais com nível universitário foram criadas 44.801 posições nessa ocupação no ano passado.
Eleitos para prefeituras há quatro anos, um prefeito de capital, sete de cidades médias e vários de cidades pequenas anunciaram que não vão disputar um novo mandato em outubro.
A dificuldade financeira das prefeituras, a possibilidade de punições nos Tribunais de Contas e a dificuldade em arrecadar fundos para a campanha são os principais motivos das desistências.
Os desistentes são de cidades de diversas partes do país, como Florianópolis (SC), Londrina (PR), Itabuna (BA), Caxias do Sul (RS) e Pelotas (RS).
Desde a aprovação da emenda da reeleição em 1997, a taxa de prefeitos aptos a concorrer novo mandato que desistiram da disputa nas urnas varia entre 23% e 38%.
Nas eleições deste ano, quando 4.258 dos 5.568 prefeitos estão aptos à reeleição, a expectativa é de um índice alto de desistência.
“Pelas conversas com os prefeitos, esse número será crescente”, diz Paulo Ziulkoski, da Confederação Nacional dos Municípios.
O prefeito de Florianópolis, César Souza Júnior (PSD), 37, é um dos que citam a crise financeira e a necessidade de medidas impopulares como principais motivos.
Ele será o único prefeito de capital que, mesmo apto à disputa, não vai às urnas este ano.
“A agenda de um candidato acaba turvando a gestão, não é compatível com as medidas necessárias para fechar as contas do ano”, afirma Souza Júnior à Folha.
Em Londrina, segunda maior cidade do Paraná, outro jovem prefeito desistiu de ir às urnas. Alexandre Kireeff (PSD), 49, comunicou a decisão aos eleitores em uma rede social afirmando que sai para focar na gestão e dar espaço a novos nomes.
Em outras cidades médias, como Itabuna, no sul da Bahia, a dificuldade de financiamento da campanha foi ponto determinante. O prefeito Claudevane Leite (PRB) disse que não iria para disputa por não ter “R$ 5 milhões para gastar na reeleição”.
SEM DINHEIRO
Nas cidades menores o cenário ainda é pior. Na Bahia, pelo menos 15 prefeitos de municípios pequenos anunciaram nos últimos meses que não vão disputar novo mandato.
Em Queimadas, de 26 mil habitantes, o prefeito Tarcísio de Oliveira (PR) diz que decidiu não disputar novo mandato para “não quebrar a prefeitura”.
A cidade, que vive basicamente de repasses estaduais e federais, tem um orçamento mensal de R$ 3 milhões, mas diz gastar R$ 1,2 milhão só com a folha de pessoal da Educação.
Segundo o prefeito, se disputasse um novo mandato, ele fecharia as contas no vermelho e “armaria uma bomba” para si mesmo.
“Quem vai para a disputa, não quer perder. Então, preferi tirar das costas o peso de ter que fazer barganha política e usar a máquina pública”, diz Oliveira, que não quis nem indicar um possível sucessor. Seus aliados lançarão dois candidatos.
Orlando Santiago (PSD), que está no quinto mandato como prefeito de Santo Estêvão (150 km de Salvador), afirma que este foi o período mais difícil em que geriu a prefeitura, com queda na arrecadação e aumento nas despesas.
E diz que não quer mais: “Tenho mais de 70 anos, estou velho e cansado para tanto problema”.
Segundo ele, é “urgente” fazer um governo de “salvação nacional”
Por Agência Brasil
Em suas primeiras palavras como presidente interino da República, Michel Temer, disse que o povo brasileiro há de “prestar sua colaboração para tirar o país” da crise em que se encontra, mencionou entusiasmo dos políticos que o prestigiam e voltou a falar que é “urgente pacificar a Nação” e “unificar o Brasil”.
Após dar posse aos novos ministros de seu governo, que comporão uma equipe menor, Temer citou algumas vezes a necessidade de recuperação da economia. Segundo ele, é “urgente” fazer um governo de “salvação nacional”.
“O povo brasileiro há de prestar sua colaboração para tirar o país dessa grave crise em que nos encontramos. O diálogo é o primeiro passo para enfrentarmos desafios para avançar e garantir retomada do crescimento”, afirmou Temer, mencionando também a necessidade de partidos políticos e lideranças da sociedade civil participarem.
“Minha primeira palavra ao povo brasileiro é a palavra confiança. Confiança nos valores que formam o caráter de nossa gente, na vitalidade de nossa democracia, na recuperação da economia nacional nos potenciais do país, em suas instituições sociais e políticas e na capacidade de que unidos poderemos enfrentar os desafios deste momento que é de grande dificuldade”, afirmou o presidente interino.
Quando Michel Temer entrou na sala em que deu posse ao novo governo, uma salva de fogos de artifício foi ouvida nos corredores do Palácio do Planalto.
“Eu pretendia que esta cerimônia fosse extremamente sóbria e discreta, como convém ao momento que vivemos. Entretanto eu vejo entusiasmo dos colegas parlamentares, dos senhores governadores e tenho absoluta convicção de que este entusiasmo deriva precisamente da longa convivência que nós todos tivemos ao longo do tempo”, disse Temer.
No momento em que o presidente interino falava, houve uma confusão dos manifestantes contrários ao impeachment da presidenta afastada, Dilma Rousseff, que tentaram entrar no Planalto mas foram contidos pela segurança presidencial.
O Brasil dos desempregados já tem quase a mesma população de Portugal: beira os 10 milhões de habitantes.
Por Agência Estado
Desemprego dispara.
O Brasil dos desempregados já tem quase a mesma população de Portugal: beira os 10 milhões de habitantes. Por hora, 282 brasileiros passam a fazer parte desse contingente, segundo cálculos do economista e blogueiro do Estado Alexandre Cabral. É gente como Adeíldo dos Santos, pai de três filhos, que está sem emprego há seis meses; como o haitiano Vito Pharius, que chegou a São Paulo há um ano, sem a família, e até hoje não conseguiu assinar a carteira de trabalho. É gente como André Vernilo, de 21 anos, que acabou de pegar o diploma de relações públicas, mas não consegue achar uma vaga na área; ou como Wagner Soares, ex-funcionário de uma fábrica de autopeças, hoje vendedor ambulante no viaduto Santa Ifigênia, em São Paulo.
A estimativa é de que, até o fim do ano, serão 12 milhões de histórias como essas no País. Vai ser cada vez mais difícil não conhecer alguém que esteja desempregado. E, para quem já está sem emprego, a dificuldade será encontrar portas onde bater. “Isso é muito grave, porque com exceção da agricultura, não há mais nenhum setor livre do fantasma do desemprego”, diz o economista José Roberto Mendonça de Barros, sócio da MB Associados. “E não se trata de uma crise conjuntural, com uma queda temporária. O problema é estrutural.”
A nova onda de retração no mercado de trabalho ficou evidente a partir do segundo semestre do ano passado, quando os setores de comércio e serviços – grandes empregadores de mão de obra – começaram a demitir com mais força. A piora se somou aos desligamentos na construção civil e na indústria, em crise há mais tempo.
Em 2015, o comércio fechou 208 mil postos de trabalho, depois de mais de dez anos de criação de vagas. “Para este ano, estamos esperando o corte de 220 mil postos, já que o ajuste começou mais tarde no setor e muitos seguraram as demissões por causa dos custos”, afirma Fabio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio. No comércio, diz Bentes, contratação é sinônimo de crescimento nas vendas – o que não está acontecendo. Em 2015, as vendas recuaram 8,6% e, neste ano, devem cair 8,3%.
O que ajuda a explicar a forte piora nos setores de comércio e serviços é a queda da renda do Brasil. Em 2015, o recuo real – quando descontada a inflação – foi de 3,7%. A última queda havia sido observada em 2004, de 1,4%. Neste ano, deve chegar a 2,5%. “Se existiam sinais de que poderia haver uma melhora das condições do mercado de trabalho, os últimos dados mostram que todas as fontes fecharam”, diz Claudio Dedecca, professor da Unicamp.
Morador de Diadema, Adeíldo Alfredo dos Santos, de 39 anos, descobriu isso na prática. Há seis meses sem trabalho, ele não tem mais para onde correr. O seguro-desemprego já acabou. O carro, que valia cerca de R$ 12 mil, foi vendido. E o dinheiro não para de sair da conta – restam apenas R$ 10 mil na poupança, que prometem voar com o aluguel, de R$ 850 mensais, e as outras despesas do dia a dia da família.
“Quando fui demitido, ficamos sem nenhuma renda, pois a minha esposa fica em casa com nossos três filhos pequenos”, conta ele, que trabalhava na indústria da borracha. “Não tenho saída a não ser arranjar outro emprego. Mas está péssimo – as vagas estão afunilando cada vez mais”, diz. “Aceito qualquer coisa em qualquer lugar.” No último emprego, Adeíldo ganhava R$ 2 mil por mês. Há alguns anos, chegou a ganhar R$ 3 mil. “A minha condição de vida era melhor uns tempos atrás. Foi em 2013 que as coisas começaram a piorar”, conta.
Não foi só para ele que as coisas mudaram rápido demais. “Em menos de dois anos, o Brasil deixou a condição de pleno emprego” afirma Alessandra Ribeiro, economista e sócia da Tendências Consultoria Integrada. A velocidade com que o mercado de trabalho se deteriorou tem impressionado economistas. “Até o início de 2014, os empresários esperavam uma recuperação e eles seguraram o quanto puderam para não demitir”, diz Mendonça de Barros. “Quando eles perderam a esperança, foi uma correria para ajustar a estrutura.”
Até Porto Alegre, que em 2011 foi batizada de “a capital do pleno emprego”, já sofre com aumento das demissões. Dados da Fundação de Economia e Estatística, da Secretaria de Planejamento do Rio Grande do Sul, mostram que a taxa atingiu os dois dígitos na região metropolitana em fevereiro: 10,1%. Há um ano, estava em 5,8%. Esse cenário atinge gaúchos como Guilherme Pinto, de 37 anos. Técnico em publicidade e propaganda, seu maior período sem emprego foi em 2015, quando ficou nove meses parado. “Tive de usar o FGTS e o seguro-desemprego.”
No fim do ano passado, ele até achou uma vaga, mas a empresa fechou as portas em janeiro. “Fiquei dois meses empregado ganhando menos de R$ 1 mil.” Guilherme mora com a mãe, funcionária pública aposentada por invalidez, que sustenta os dois com menos de R$ 1,3 mil mensais. “Minha rotina agora é fazer cadastro em sites de emprego, enviar currículos e pedir indicações de amigos”, conta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Com esses juros, o consumidor que deve R$ 1 mil no cartão de crédito vê o débito saltar para R$ 5.196,00 ao fim de 12 meses
Por Agência Brasil
O consumidor que não paga a fatura integral do cartão de crédito vê a dívida aumentar mais de cinco vezes em apenas um ano. Segundo pesquisa divulgada hoje (10) pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), em fevereiro, os juros médios no cartão chegaram a 419,6% ao ano, a maior taxa desde outubro de 1995.
Com esses juros, o consumidor que deve R$ 1 mil no cartão de crédito vê o débito saltar para R$ 5.196,00 ao fim de 12 meses. Em janeiro, os juros médios estavam em 410,97% ao ano. Na comparação mensal, a taxa passou de 14,56% ao mês em janeiro para 14,72% em fevereiro.
Taxa de juros atingiu 419,6% ao ano (Foto: Reprodução)
Em nota, a Anefac informou que a alta dos juros foi provocada pelo crescimento da inadimplência, que faz com que as instituições financeiras reajustem as taxas. O aumento do desemprego, da inflação e de impostos reduz a renda disponível dos consumidores, elevando o risco de calote.
O correntista que entra no cheque especial também não tem alívio e vê a dívida ser multiplicada em quase quatro vezes em um ano. As taxas médias para essa modalidade atingiram 255,94% ao ano (11,16% ao mês), no maior nível desde julho de 1999. Uma dívida de R$ 1 mil aumenta para R$ 3.559,40 ao fim de 12 meses.
Os juros médios nas linhas de crédito para pessoa física chegaram a 7,77% em fevereiro (145,76% ao ano), na maior taxa desde fevereiro de 2005. Nesse caso, uma dívida de R$ 1 mil sobe para R$ 2.457,60 em um ano. Em janeiro, a taxa estava em 7,67% ao mês (142,74% ao ano).
A presidente Dilma Rousseff sancionou, com vetos, a medida provisória 690, que aumenta a tributação sobre bebidas alcoólicas e produtos de informática como smartphones, tablets e notebooks. A sanção foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União, com data de 31/12. O Congresso havia aprovado essa medida em dezembro.
O objetivo do governo com as alterações é obter um acréscimo na arrecadação em um momento de crise financeira. A expectativa é que as alterações tragam receita de R$ 7,7 bilhões em 2016.
No caso das bebidas, a medida provisória atinge somente as chamadas bebidas quentes, como vinho, cachaça e uísque. Além do aumento, houve uma mudança na forma de cobrança: o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) passa a ser calculado com uma alíquota sobre o valor do produto (alíquota “ad valorem”) e não mais, como ocorria antes, por um valor fixo em relação a determinada quantidade produzida.
Dívida Pública Federal subiu de R$ 2,646 trilhões para R$ 2,716 trilhões
A Dívida Pública Federal (DPF) teve, em novembro de 2015, aumento de 2,66%, em comparação ao mês anterior. A dívida subiu de R$ 2,646 trilhões para R$ 2,716 trilhões. Os dados foram divulgados hoje (22) pelo Tesouro Nacional. O endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões, pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta (com destinação específica). No mês passado, as emissões da DPF corresponderam a R$ 54,82 bilhões, enquanto os resgates foram R$ 12,37 bilhões, resultando em uma emissão líquida de R$ 42,45 bilhões.
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 2,84%: passou de R$ 2,504 trilhões, em outubro, para R$ 2,575 trilhões, em novembro. A DPMFi é a dívida pública federal em circulação no mercado nacional. Ela é paga em reais e captada por meio da emissão de títulos públicos. A elevação foi causada pela emissão líquida, de R$ 48,18 bilhões, e incorporação de juros, no valor de R$ 28,03 bilhões, informou o Tesouro Nacional.
A Dívida Pública Federal Externa (DPFe) registrou queda de 0,54% em novembro, em comparação ao resultado do mês anterior. Chegou a R$ 141,66 bilhões, equivalentes a US$ 36,59 bilhões, dos quais R$ 128,99 bilhões (US$ 33,30 bilhões) referem-se à dívida mobiliária (títulos) e R$ 12,67 bilhões (US$ 3,29 bilhões), à dívida contratual. A variação deve-se principalmente, informou o Tesouro, à valorização do real ante às moedas que compõem o estoque da dívida externa.
De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), o governo estima a Dívida Pública Federal,em 2015 entre R$ 2,650 trilhões e R$ 2,8 trilhões.
Previsão é que os vencimentos dos trabalhadores recuem 1,2%
Por Estão Conteúdo
Previsão estima recuo de 1,2% no vencimento dos trabalhadores (Foto: Marcos Santos/USP)
Em um cenário positivo para o mundo, o Brasil será um dos poucos países que terá queda real no valor dos salários em 2016, segundo pesquisa da Korn Ferry Hay Group, empresa especializada em recursos humanos e remuneração. De acordo com o levantamento global, os salários devem ter avanço médio real (descontada a inflação) de 2,5%. No Brasil, diante da crise econômica e também da escalada de preços, a previsão é que os vencimentos dos trabalhadores recuem 1,2%.
A lista dos países que terão perdas reais no salário no ano que vem é liderada pela Venezuela, que convive com a hiperinflação há anos, onde os trabalhadores deverão perder mais da metade de seu poder de compra. Logo depois vêm Ucrânia, que convive com uma guerra civil, e a Rússia, onde o descontrole econômico já dura anos (veja quadro acima). Nas principais economias globais, não há sinal de crise: tanto na Europa quanto nos Estados Unidos os salários vão crescer em 2016.
Os resultados do Brasil refletem os valores médios de todos os salários, de acordo com Gustavo Tavares, diretor da Korn Ferry Hay Group. Embora a maior parte das convenções coletivas ainda possam garantir a reposição da inflação, o corpo executivo não costuma ser coberto pelos reajustes acertados com sindicatos. “As convenções costumam cobrir salários mais baixos, em geral de até R$ 6 mil”, diz o executivo da Korn Ferry Hay Group.
Para quem tem cargo de gestão, o aperto deverá ser ainda maior em 2016. Há hoje um movimento de substituição de executivos com redução de salários. As empresas que, ao longo dos anos de bonança, prepararam quadros sucessórios nos níveis gerenciais estão conseguindo economizar na hora da crise. “Quando o novo ocupante de um cargo de gestão é escolhido internamente, esse profissional ganha, em média, 13% a menos do que o antecessor”, explica Tavares.
Mesmo as companhias que agora buscam executivos de mercado estão tentando economizar, de acordo com o sócio da consultoria em recursos humanos Exec, Carlos Eduardo Altona. “Muitas empresas estão buscando pessoas com perfil mais ‘júnior’ no mercado para preencher posições sênior”, explica.
Em geral, as empresas vêm oferecendo salários 15% mais baixos em comparação com o que vinham pagando. “Diria que esse movimento é mais intenso justamente no ‘top management’ (posições de direção e vice-presidência)”, diz Altona. “São as substituições que fazem o mercado de contratações girar hoje.”
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Outra tendência do “topo da pirâmide” é a ênfase em remuneração variável. Ou seja: o executivo só vai receber o bônus caso realmente faça diferença no resultado. Ao trocar de emprego, em agosto de 2015, o executivo Pedro Alba Bayarri, de 45 anos, aceitou um pacote que lhe permitia manter a remuneração anterior mas com um peso maior do variável. “Hoje, o mercado está buscando um tipo de profissional: o que pode fazer o ‘turnaround’ (reestruturação). Por sorte, eu tenho este perfil.”
Por falta de recursos, as eleições municipais de 2016 serão manuais e não com voto eletrônico. A informação de que o contingenciamento de gastos impedirá a realização das eleições por meio eletrônico foi publicada hoje (30) no Diário Oficial da União. Desde 2000, todos os brasileiros votam em urnas eletrônicas.
Por meio de nota, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que mais de R$ 428 milhões deixarão de ser repassados para a Justiça Eleitoral, "o que prejudica a compra e manutenção de equipamentos necessários para as eleições de 2016".
“O impacto maior reflete no processo de aquisição de urnas eletrônicas, com licitação já em curso e imprescindível contratação até o fim do mês de dezembro, com o comprometimento de uma despesa estimada em R$ 200.000.000,00”, acrescentou a nota.
Segundo o TSE, a demora ou a não conclusão do procedimento licitatório causará “dano irreversível e irreparável” à Justiça Eleitoral, já que as urnas que estão sendo licitadas têm prazo certo para que estejam em produção nos cartórios eleitorais.
“O contingenciamento imposto à Justiça Eleitoral inviabilizará as eleições de 2016 por meio eletrônico”, diz o texto da Portaria Conjunta número 3, assinada pelos presidentes do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandosvki; do Tribunal Superior Eleitoral, Dias Toffoli; do Tribunal Superior do Trabalho, Antonio José de Barros Levenhagen; do Superior Tribunal Militar, William de Oliveira Barros; do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, Getúlio de Moraes Olveira; e pela presidenta em exercício do Superior Tribunal de Justiça, Laurita Vaz.
De acordo com a portaria, os órgãos do Poder Judiciário da União sofreram contingenciamento de R$ 1,74 bilhão.
desemprego (Foto: Bruno Corrá)Crescimento de 0,10% no desemprego é menor do que a média nacional.
Corte de vagas na construção civil puxou aumento do desemprego no RN.
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou um crescimento negativo da geração de empregos no Rio Grande do Norte durante o mês de outubro de 2015. De acordo com os dados apresentados pela Caged, o desemprego no estado cresceu 0,10% no período avaliado, o que equivale a redução de 470 vagas de emprego no estado.
Ainda de acordo com os dados da Caged, o crescimento do desemprego foi puxado pelas demissões nos setores da construção civil, que teve uma retração absoluta de 569 vagas, e de serviços, que reduziu 344 postos de trabalho. O número só não foi maior em razão do crescimento de empregos na agropecuária, que gerou 346 empregos, e do comércio, que abriu 247 novas vagas.
Apesar da diminuição de vagas de trabalho formal, o resultado do Rio Grande do Norte é melhor do que a média nacional, que registrou um crescimento do desemprego de 0,42%. Ao todo, de acordo com os dados da Caged, 169.131 de trabalho foram perdidas no mês.
A Tribuna do Norte destaca que o setor da construção civil fechou, por mês, cerca de 500 postos de trabalho com carteira assinada no Rio Grande do Norte, de janeiro a setembro deste ano, segundo dados do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. Neste período, o número de admissões somou 22.505 enquanto os desligamentos chegaram a 26.925 empregos, um saldo negativo de -4.420 vagas em nove meses. O número poder ser ainda maior quando incluídos os empregos informais. Pela pesquisa PNAD Contínua, do IBGE – que diferente do Caged contabiliza as vagas formais e também as informais -, o estoque de empregos nos canteiros de obras passou de 102 mil, no primeiro trimestre deste ano, para 84 mil, no segundo.
A conjuntura de retração econômica somada a inexistência de lançamentos imobiliários e de grandes obras estruturantes – à exemplo do que foi visto até o início de 2014 – são apontadas como as principais causas para as sucessivas perdas. A crise da construção civil repercute em outros segmentos da indústria potiguar, alerta o economista e superintendente regional do IBGE no RN, Aldemir Freire, que atuam de forma integrada: como a ceramista (tijolos e telhas), de cimento e agregados (concreto).
A Tribuna também destaca que, para combater a crise econômica e melhorar a qualificação dos gastos, o Governo do Estado fará uma economia de cerca de R$ 800 milhões na folha do funcionalismo. O anúncio foi feito pelo governador do Estado, Robinson Farias, durante a abertura do seminário Motores do Desenvolvimento, nesta manhã (9).
No pronunciamento, o governador detalhou ações do Governo do Estado para recuperar a economia e incentivar a classe produtiva. De acordo com Farias, uma das primeiras ações será a economia da folha do funcionalismo, justificada pela auditoria na folha, contratada em janeiro, e pelo início do censo de servidores estaduais. A estimativa é que sejam economizados R$ 800 milhões da folha. Atualmente, o gasto com pessoal é o maior custo da folha: R$ 400 milhões por mês.
“Recebemos o estado em um nível delicado, a nível RN e Brasil. Recebemos o RN com débitos vencidos de quase R$ 1 bilhão, algo grande para um estado pequeno; além de questões reprimidas, como sistema prisional; a maior crise hídrica da história do nosso estado. Tudo isso de uma só vez. Mas a primeira medida para que pudéssemos enfrentar a jornada de dificuldades, foi manter o otimismo e motivação”, pontuou o chefe do Executivo.
As expectativas pessimistas dos comerciantes brasileiros se confirmaram e o comércio varejista registrou o pior resultado dos últimos seis anos para o Dia dos Pais. As consultas para vendas a prazo, que sinalizam o ritmo do movimento no comércio, repetiram o comportamento de baixa das demais datas comemorativas deste ano e caíram 11,21% na semana do Dia dos Pais, entre os dias 2 e 8 de agosto.
Os dados são calculados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Em 2014, as vendas já haviam registrado uma queda de 5,09%, mas em anos anteriores, os resultados foram positivos: crescimentos de 3,78% (2013), 4,75% (2012), 6,86% (2011) e 10% (2010).
Segundo fontes ouvidas pela agência Reuters, corte adicionar amplia para R$ 11 bilhões o bloqueio sobre os repasses aos programas educacionais
O governo vai fazer corte adicional de até 2 bilhões de reais no orçamento do Ministério da Educação deste ano que, se concretizado integralmente, amplia para mais de 11 bilhões de reais o bloqueio sobre os programas educacionais, informaram à agência de notícias Reuters nesta quinta-feira (30/07/2015) duas fontes do governo com conhecimento sobre o assunto.
Com isso, a área de Educação poderá responder sozinha por quase um quarto do corte adicional de 8,6 bilhões de reais nas despesas de 2015 anunciado na semana passada e que faz parte do novo ajuste fiscal. “O Ministério da Educação será uma das pastas mais atingidas pelo novo corte”, disse uma fonte do governo. Uma segunda fonte do governo disse que a tesoura será maior no MEC porque possui um dos maiores orçamentos em comparação aos demais ministérios.
Procurado, o Ministério da Educação não tinha alguém imediatamente disponível para comentar o assunto. Já o Ministério do Planejamento, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que somente se manifestará após a publicação do decreto de Programação Orçamentária e Financeira, que deve ocorrer ainda nesta quinta-feira por meio de edição extra do Diário Oficial da União.
Com o slogan “Brasil Pátria Educadora”, o governo da presidente Dilma Roussef já havia feito um corte de quase 9,5 bilhões de reais na Educação neste ano, como parte do contingenciamento de 70 bilhões de reais em maio e que já havia imposto à pasta a desaceleração em vários programas educacionais.
As ações de empresas de educação caíram nesta quinta, na Bolsa de Valores. Às 15 horas, Kroton Educacional caía mais de 4% por cento e Estácio Participações desabava mais de 5%. O Ibovespa tinha perdxas de 0,68%. Fora do principal índice da bolsa, Ser Educacional perdia quase 5% e Anima Educação abandonou os ganhos e declinava cerca de 2,5%.
Com a economia cada vez pior, com previsões de analistas de recessão para este e o próximo ano e que afetam diretamente a arrecadação, a equipe econômica teve de reduzir as metas fiscais para este e os próximos anos na semana passada, quando também divulgou corte adicional total de 8,6 bilhões de reais, mas sem especificar quais áreas e de que maneira seriam atingidas.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acredita que o Legislativo, que até o dia 31 de julho está em recesso branco, terá um segundo semestre difícil, concentrando agendas sensíveis. Entre os temas delicados, Renan citou as dificuldades na economia, a análise de vetos presidenciais, as comissões parlamentares de inquéritos (CPIs), o projeto de Lei de Responsabilidade das Estatais. “Não diria que será um agosto ou setembro negro, mas serão meses nebulosos, com a concentração de uma agenda muito pesada. Cabe a todos nós resolvê-la”.
Em pronunciamento veiculado pela TV Senado na noite da última sexta-feira (17), Renan avaliou que a maioria do Congresso é contrária à aprovação de novos tributos ou ao aumento de impostos e disse que a sociedade já está no limite de sua contribuição com impostos, tarifaços, inflação e juros. Para atingir as medidas necessárias para o ajuste fiscal, Renan voltou a pedir que o governo enxugue a máquina.“É preciso cortar, cortar ministérios, cortar cargos comissionados, enxugar a máquina pública e ultrapassar, de uma vez por todas, a prática superada da ‘boquinha e do apadrinhamento”, disse.
Quase meio milhão de trabalhadores com carteira assinada perdeu o emprego entre fevereiro e abril deste ano no Brasil. Foram 415 mil demitidos. Entre os trabalhadores sem carteira, a queda no emprego foi de 3,5%, com a dispensa de 372 mil trabalhadores.
Por atividade econômica, o setor que mais demitiu foi o da construção civil: 288 mil frente ao período de novembro a janeiro. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda do emprego no setor atingiu 609 mil pessoas.
A crise na construção aparece também no rendimento dos trabalhadores do setor. Houve queda 6,5% frente ao mesmo período do ano anterior e de 1,2% contra o trimestre de novembro a janeiro. O rendimento médio do setor é de R$ 1.479, um dos cinco mais baixos entre as atividades econômicas.
A taxa de desemprego apurada em abril deste ano, de 6,4%, é a maior desde março de 2011, quando ficou em 6,5%, informou nesta quinta-feira, 21, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que anunciou a Pesquisa Mensal de Emprego do mês passado. O resultado ainda se iguala ao observado em abril e maio de 2011, quando a desocupação também ficou em 6,4% da população economicamente ativa.
Considerando apenas meses de abril, a taxa de desemprego observada em 2015 é a maior desde 2010, quando ficou em 7,3%, e igual à de 2011 (6,4%).
De acordo com IBGE, a população desocupada - que busca trabalho, mas não encontra - recebeu um contingente de 384 mil pessoas a mais entre abril de 2014 e o mês passado. Isso representa um crescimento de 32,7% na comparação interanual, segundo o órgão.
Por outro lado, a população ocupada diminuiu nesse intervalo. A queda foi de 0,7% em abril contra igual mês do ano passado, o que significou um corte de 171 mil postos de trabalho. Houve ainda aumento de 0,9% na população economicamente ativa (+213 mil pessoas) e avanço de 0,4% nos inativos (+70 mil pessoas) nesta mesma comparação.
Em abril ante março, a população desocupada também aumentou. São 63 mil pessoas a mais na fila do desemprego na passagem do mês, alta de 4,2%, segundo o IBGE. A população ocupada também cresceu mas em ritmo menor: o avanço foi de 0,2%, o que representa 42 mil pessoas a mais com emprego na comparação com março.
Houve ainda alta de 0,4% na população economicamente ativa em abril ante março (+105 mil pessoas), enquanto a população inativa diminuiu 0,5% no período (-104 mil pessoas).