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sábado, 17 de junho de 2017

Temer chegou a redigir pronunciamento da renúncia - A dúvida pouco antes do discurso

Presidente Michel Temer fala no Palácio do Planalto em Brasília - 20/05/2017 (Ueslei Marcelino/Reuters)

No dia 18 de maio, menos de 24 horas após o Brasil conhecer os estragos provocados pela delação de Joesley Batista, Michel Temer escolheu um tom incisivo e um semblante raivoso para avisar ao país que não renunciaria.
“Não renunciarei. Repito: não renunciarei”, disse na ocasião.
A convicção que tentou demonstrar às câmeras contrastava com a hesitação que o sacudia momentos antes do pronunciamento.
Reunido com seu núcleo duro, ele ouviu a sugestão de um auxiliar para entregar a cadeira e convocar eleições gerais para novembro.
O presidente não só gostou da ideia, como mandou que fosse escrito um discurso com esse conteúdo. O texto foi preparado e entregue. Moreira Franco, porém, não se conformava e tentava convencê-lo a não renunciar.
Dizia: “A gente vai caminhando, se acochambrado e vamos superar”.
Como se sabe, a tese de Moreira venceu. O que ninguém sabe é que pouco antes de subir no púlpito do Palácio do Planalto, Temer tinha dois textos nas mãos. A dúvida sobre um ou outro foi até o final.
veja

domingo, 25 de dezembro de 2016

Em mensagem de fim de ano, Temer diz que Brasil derrotará a crise em 2017

Em pronunciamento em cadeia de rádio e TV na noite de hoje (24), véspera do Natal, o presidente Michel Temer disse que o Brasil derrotará a crise em 2017. Ele destacou que os juros estão caindo e continuarão caindo no ano que vem. O presidente também disse que os empresários voltarão a investir e o desemprego vai cair. Durante a sua fala, Temer fez um balanço das suas ações em pouco mais de 100 dias como presidente e disse que está trabalhando para desburocratizar o Estado e atingir uma “democracia da eficiência”.
Em um pronunciamento focado em transmitir uma mensagem de otimismo, Temer abordou as medidas que o governo está adotando para tentar resolver a crise econômica. Ao defender as reformas, Temer disse que as mudanças nas estruturas do Estado é um “desafio complexo” e que buscará o entendimento por meio do diálogo. “Assumi definitivamente a Presidência da República há pouco mais de cem dias. Tenho trabalhado dia e noite para fazer as reformas necessárias para que o país saia dessa crise e volte a crescer”, disse.
O presidente disse que, nesse período, “muito já foi feito” e que os esforços resultaram na volta da inflação para dentro da meta estabelecida pela equipe econômica. Temer listou entre as iniciativas de sua gestão a aprovação da proposta da emenda à Constituição que limite os gastos públicos por 20 anos, a lei de transparência das estatais e a aprovação, na Câmara, da medida provisória que reforma o Ensino Médio.
“Tenho a perfeita consciência dos problemas do país e da missão que me foi dada. Os brasileiros pagam muitos impostos e pouco recebem em troca. Meu desafio é desburocratizar o Estado e melhorar a qualidade da administração pública. É o que eu chamo de democracia da eficiência”, disse.
Temer disse que ampliou em mais de R$ 8 bilhões o Orçamento da saúde e voltou a defender a proposta de reforma da Previdência, que estabelece a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria e o tempo mínimo de contribuição de 25 anos. “Estamos começando a reforma da Previdência, para que sua sagrada aposentadoria esteja garantida agora e no futuro”, disse.
Ao final, o presidente prestou uma homenagem ao cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, que morreu no dia 14. Dom Paulo, como era conhecido, tinha 95 anos e estava internado em São Paulo para tratar de problemas pulmonares. O cardeal foi um dos personagens mais importantes da história recente do Brasil por sua atuação como defensor dos direitos humanos durante o período da ditadura militar e após a volta da democracia. “A esperança foi seu lema, a coragem sua marca. Coragem e sentimento de esperança não me faltarão”, disse Temer.
A mensagem foi gravada durante a semana, em Brasília. Na quinta-feira (22), Temer embarcou para São Paulo para passar o Natal com a família em sua residência particular. O presidente viajou para a capital paulista após o anúncio de mudanças na legislação trabalhista. O presidente também anunciou, no mesmo dia, a redução de juros do cartão de crédito e saques do FGTS . Temer deverá ficar em São Paulo até a manhã de segunda (26), quando voltará para Brasília.
Ainda sem agenda divulgada, o presidente passará a semana na capital federal, de onde sairá para o Rio de Janeiro. Temer passará o Réveillon com a primeira-dama, Marcela Temer, e o filho do casal na Restinga de Marambaia, no Rio de Janeiro, onde se localiza o Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia (Cadim) base da Marinha, fixada ao sul da Baía de Sepetiba.
Agora RN

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Nos EUA, Dilma deve denunciar processo para tirá-la da Presidência- Durante a viagem Temer assume a presidência do Brasil





Com viagem, Michel Temer assume comando do país até o retorno de Dilma
Por: Redação - Folha de S.Paulo

Em estratégia para obter apoio internacional contra o impeachment, a presidente Dilma Rousseff pretende reforçar nos Estados Unidos a tese de que o pedido de afastamento dela do cargo é um “golpe de Estado”.

Segundo assessores, durante sua passagem por Nova York, onde chega nesta quinta (21) à noite, a presidente não deixará de “denunciar” que a abertura do processo de impeachment contra ela foi aprovado sem haver crime de responsabilidade caracterizado.

A presidente pode incluir referências sobre o caso no discurso que fará na cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, na ONU (Organização das Nações Unidas), mas este não será o tema central.
Um assessor presidencial disse à Folha de S. Paulo que ela não fará um “discurso panfletário” na ONU, focando sua fala no tema da mudança climática, mas deve fazer citações “elegantes” e “sutis” a respeito do processo de impedimento que tramita no Congresso.
Segundo o auxiliar, ela vai se posicionar sobre o impeachment em falas a veículos nacionais e estrangeiros durante a estada em Nova York, mas quer aproveitar também para capitalizar o fato de o Brasil ter tido papel importante nas negociações sobre o acordo de Paris.
Temer no Poder
Com a viagem de Dilma, que embarca na manhã desta quinta (21), Temer assumirá a Presidência. Ele decidiu que ficará em São Paulo e não viajará para Brasília, para onde deve retornar apenas na próxima segunda (25).
A petista, que até a manhã de terça-feira (19) não considerava viajar a Nova York para a cerimônia, mudou de ideia à noite, em reunião com assessores e auxiliares.
Desde a semana passada, ministros e assessores vinham insistindo na viagem da petista, argumentando a necessidade de ela ressaltar a participação atuante do Brasil no acordo para redução da emissão de gás carbônico e fazer uma espécie de apelo internacional contra o impeachment.
Rompida com Temer, no entanto, ela demonstrava resistências em deixar o peemedebista à frente do cargo durante o período, sobretudo depois de tê-lo chamado de “traidor” e “conspirador”.
Para encurtar o eventual período em que Temer ficaria na cadeira presidencial, Dilma abriu mão de marcar presença em outro evento, de combate às drogas, também promovido pela ONU.
Agora RN

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Para evitar panelaços, buzinaços e todo tipo de protestos, Dilma cancela pronunciamento contra impeachment que faria nas cadeias de Rádio e TV

Caso usasse do expediente para sua defesa pessoal, a petista seria acusada, pela oposição, de utilizar a máquina pública em benefício pessoal


Por Redação
Após questionamento do Solidariedade, a presidente Dilma Rousseff (PT) decidiu suspender o pronunciamento que farias nas cadeias de Rádio e TV nesta sexta-feira (15), para se defender do processo de impeachment, será votada pela Câmara dos Deputados no próximo domingo.
A orientação para o cancelamento partiu da Advogacia Geral da União (AGU). Caso usasse do expediente para sua defesa pessoal, a petista seria acusada, pela oposição, de utilizar a máquina pública em benefício pessoal, o que é vedado pela Lei.
Portal no Ar

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Popularidade em baixa faz Dilma desistir de pronunciamento de fim de ano


dilma_cargos
Às vésperas do término do conturbado 2015, o Palácio do Planalto descartou a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff ir ao rádio e à TV em rede nacional fazer o tradicional pronunciamento de fim de ano. Além disso, o Estado de Minas apurou que, até a noite dessa quarta-feira, não se sabia sequer se haveria um discurso a ser transmitido pela internet, como foi feito em maio e setembro.
Há o temor de recepção negativa, um desgaste fruto da baixa popularidade da petista (12%), que vai entrar 2016 confrontada com um processo de impeachment aberto na Câmara. Oito de março foi a última vez em que Dilma apareceu em cadeia de rádio e TV.
Robson Pires

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Dilma não fará pronunciamento de final de ano na TV com medo de panelaço

dilma arrogante no pt
Lauro Jardim informa que Dilma Rousseff não fará o tradicional pronunciamento de final do ano na TV. Ela preferiu assinar um artigo na Folha.
Segundo o colunista, assessores da petista concluíram que não havia balanço positivo a ser apresentado à população.
E o panelaço “iria comer no centro”.
Robson Pires

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Aécio: 'Este 1º de Maio ficará marcado como Dia da Vergonha'

O senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, divulgou nesta sexta-feira vídeo em que critica a decisão da presidente Dilma Rousseff de não fazer um pronunciamento ao país em rede nacional de rádio e TV por ocasião do Dia do Trabalho. "Este 1º de Maio ficará marcado como o Dia da Vergonha", afirma Aécio. O tucano afirma que a presidente Dilma Rousseff se acovardou - e não "tem coragem de dizer aos trabalhadores por que eles pagarão o preço mais caro do ajuste econômico". Aécio então, acrescenta: "Vão pagar porque o governo do PT foi irresponsável". O senador participa nesta sexta da celebração do Dia do Trabalho promovida pela Força Sindical na Praça Campo de Bagatele, em São Paulo. (Carolina Farina, de São Paulo)

AO FUGIR DA TV NO DIA DO TRABALHO, DILMA POUPOU O PAÍS DE MAIS UMA NOITE DE MENTIRA

 Neste 1° de Maio, o país será poupado da discurseira presidencial em cadeia nacional de rádio e TV. Por medo de vaia, Dilma Rousseff raramente sai de casa. Traumatizada pelo som das panelas, resolveu sumir também da telinha.
A  presidente eleita pelo Partido dos Trabalhadores transformou o 1° de Maio num segundo 1° de Abril ─ e o Dia do Trabalho virou a Noite da Mentira. Seguem-se os melhores/piores momentos:
2011“O emprego e o salário aumentam, a desigualdade diminui e o país continua avançando sem retrocesso. (…) Mesmo os brasileiros que mais precisam de apoio sentem que dias melhores estão chegando”.
2012“A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil escolheram o caminho do bom exemplo (…), provando que  é possível baixar os juros cobrados em empréstimos, cartões, cheque especial, inclusive no crédito consignado”.
2013: “Este governo vai continuar sua luta firme pela redução de impostos (…) mesmo que tenha de enfrentar interesses poderosos. Um governo que age assim e uma presidenta que pensa desta maneira não vão descuidar nunca do controle da inflação. Esta é uma luta constante, imutável, permanente”.
2014“O que pode envergonhar um país é não combater a corrupção, é varrer tudo para baixo do tapete. O Brasil já passou por isso no passado, e os brasileiros não aceitam mais a hipocrisia, a covardia ou a conivência. É com essa franqueza que quero falar da Petrobras. A Petrobras é a maior e a mais bem-sucedida empresa brasileira. É um dos mais importantes patrimônios do nosso povo. Por isso, a Petrobras jamais vai se confundir com atos de corrupção ou ação indevida de qualquer pessoa”.
A ideia de sumir da TV sugere que a rainha do marqueteiro João Santana ainda não superou Dona Maria I, a Louca. Se repetisse a procissão de lorotas nesta sexta-feira, o Brasil assustaria o mundo com o mais estrondoso panelaço desde o Dia da Criação.
Por Augusto Nunes
Fonte veja

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Temendo o Panelaço, Dilma poderá não falar no 1º de maio


20150308222449481499iTemendo uma reedição do panelaço durante fala de Dilma Rousseff na TV, integrantes do governo avaliam cancelar o tradicional pronunciamento da presidente no 1º de maio, Dia do Trabalho. Auxiliares da presidente sugerem que ela só se exponha quando a crise política e econômica arrefecer, o que, na avaliação deles, não acontecerá no curto prazo.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o marqueteiro João Santana e o ministro Edinho Silva (Secretaria de Comunicação) são alguns dos que defendem que a presidente não discurse. Dilma ainda avalia a questão.
Robson Pires

terça-feira, 17 de março de 2015

Em coletiva de imprensa, Dilma diz que “corrupção não nasceu hoje”


Após pronunciamento em que comentou os protestos que movimentaram o país dos últimos dias, Dilma Rousseff atendeu à imprensa. Além de justificar as medidas adotadas no setor econômico e defender os ajustes, a presidente falou sobre o pacote “anti-impunidade” do governo. “A corrupção não nasceu hoje. Ela não só é uma senhora muito idosa nesse país, como não poupa ninguém”, disse a presidente.
De acordo com Dilma, é preciso “vigilância e legislação” para evitar novos casos e punir os corruptos e corruptores. Ela disse, ainda, não temer que os parlamentares barrem o “pacote anticorrupção” divulgado durante a campanha eleitoral e lembrado pelos ministros José Eduardo Cardozo, da Justiça, e Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência, na noite de domingo, que deve entrar em pauta nos próximos meses.

segunda-feira, 9 de março de 2015

“Cala a boca, imbecil”: Presidente Dilma é criticada no Twitter


Dilma fez um pronunciamento oficial na TV, neste domingo. Foto: Divulgação
Dilma fez um pronunciamento oficial na TV, neste domingo. Foto: Divulgação

"Sanciona o ROUBOMICÍDIO sua mala sem alça!", escreveu o político Romeu Tuma Junior em seu perfil do Twitter


O pronunciamento oficial da presidente Dilma Rousseff, feito em cadeia nacional de rádio e TV, na noite deste domingo (08), foi motivo de panelaço, gritos de “Fora Dilma” pelas ruas e diversas críticas nas redes sociais.
A presidente começou a falar por volta das 20h40, citando o Dia Internacional da Mulher. Em contraponto, nas redes sociais, ela foi chamada de “vagabunda” e outros xingamentos por diversos internautas. Algumas celebridades também se pronunciaram contra a petista.
“Como fala mentira e merda cala a boca imbecil” e “ela está precisando de um marido”, disse o narrador esportivo Silvio Luiz, em seu perfil no Twitter. “Fora Dilma. Não acredito em você, nem no Lula, muito menos no PT”, afirmou o produtor musical Rick Bonadio. “Fora @dilmabr , fora Pt !!!”, escreveu o piloto Thiago Camilo.
Sobre o escândalo de corrupção que envolve a Petrobras, Dilma defendeu as investigações contra os envolvidos. “O Brasil tem aprendido a praticar a justiça social em favor dos mais pobres, como também aplicar duramente a mão da justiça contra os corruptos”, declarou. “É isso, por exemplo, que vem acontecendo na apuração ampla, livre e rigorosa nos episódios lamentáveis contra a Petrobras”, afirmou.
“Sanciona o ROUBOMICÍDIO sua mala sem alça!”, escreveu o político Romeu Tuma Junior (PTC), filho do ex-senador Romeu Tuma. “Como a crise de 29 acabou e São Pedro lhe contou que a seca é temporária, Dilma podia ter dito que seu desgoverno temporário acaba já já”, disse o jornalista José Nêumanne Pinto.
Alguns internautas publicaram vídeos mostrando o panelaço que aconteceu em seus bairros, durante o pronunciamento da presidente. Nas imagens, é possível ouvir o som de buzinas, gritos e casas com as luzes piscando em apoio ao protesto.
Fonte: Terra

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Na TV, Dilma se curva à voz das ruas, mas defende 'primado da lei e da ordem'

Presidente Dilma Rousseff faz pronunciamento em rede nacional sobre os protestos do país

Em pronunciamento de dez minutos em cadeia de rádio e televisão, presidente demonstrou grande preocupação com a segurança e prometeu pacto nacional pela melhoria dos serviços

Depois de uma quinta-feira de extrema tensão em que a presidente Dilma Rousseff viu chegar à sua porta a onda de protestos que varre o Brasil com dezenas de demandas e forte sentimento de rejeição à classe política, uma rede nacional de rádio e televisão foi convocada, às 21h desta quinta-feira, para que ela se dirigisse ao país. A fala de dez minutos teve dois eixos: Dilma afirmou reiteradas vezes que seu governo está "ouvindo as vozes democráticas que pedem mudanças", mas também demonstrou grande preocupação com a segurança e com o "primado da lei e da ordem".
"Como presidenta, eu tenho a obrigação tanto de ouvir a voz das ruas, como dialogar com todos os segmentos, mas tudo dentro dos primados da lei e da ordem, indispensáveis para a democracia", afirmou.
Uma terceira parte do seu discurso foi dedicada às promessas - algumas bem requentadas. Ela afirmou que convidará governadores e prefeitos das grandes cidades para "um grande pacto em torno melhoria dos serviços públicos". As prioridades seriam a formulação de um plano nacional de mobilidade urbana em conjunto com estados e municípios, a destinação de 100% dos royalties do petróleo para a educação e a despropositada contratação de milhares de médicos estrangeiros para atender a demanda dos rincões do Brasil.

Chamou a atenção a ênfase dada pela presidente ao "barulho e a truculência de alguns arruaceiros". De fato, a opção por fazer o pronunciamento começou a ser tomada na noite de ontem enquanto Dilma, no Palácio do Planalto, acompanhada por alguns assessores mais próximos, assistia aos protestos que se desenrolavam a 700 metros do seu gabiente e em uma centena de outras cidades pelo país. A violência que se desdobrou no Rio de Janeiro foi decisiva. Dilma conversou com o governador do Rio de Janeiro, Sério Cabral (PMDB), que lhe transmitiu um relato alarmante sobre a depredação nas ruas da capital fluminense - acontecimentos muito mais chocantes do que as televisões exibiam ao país. Não por outro motivo, a reunião na manhã desta sexta-feira foi com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. Ao longo do di, o discurso foi esculpido pelas mãos do marqueteiro João Santana e mostrado a diversos ministros antes de uma gravação feita em estilo "ao vivo". 
A violência também parece ter alarmado o governo pelo efeito que pode ter sobre a imagem do país - jornais internacionais de todo o mundo têm dado cobertura ampla aos protestos e ressaltado que estilhaçam a imagem de um Brasil em que tudo vai bem. "Não podemos conviver com essa violência que envergonha o Brasil", disse Dilma. Em referência à Copa das Confederações e à Copa do Mundo de 2014, ela pediu uma "acolhida generosa aos povos irmãos" e que sejam tratados "com respeito os nossos hóspedes".
O repúdio manifestado nas ruas aos políticos e partidos - em especial ao PT, partido da presidente, que por décadas se arvorou no papel de porta-voz dos anseios populares - também ensejou uma menção da presidente: "É um equívoco achar que qualquer país possa prescindir de partidos e, sobretudo, do voto popular, base de qualquer processo democrático".
Este foi o quarto pronunciamento em rede nacional de Dilma neste ano. O primeiro deles foi marcado pelo tom agressivo e pela retórica do "nós contra eles", ou seja, direcionado a atacar a oposição ao seu governo, chamados por ela de "do contra". Nas duas falas seguintes, Dilma baixou o tom e se limitou a exaltar feitos de sua gestão e a anunciar medidas de forte impacto no eleitorado, como a desoneração de produtos da cesta básica. Às vésperas do início das passeatas no país, Dilma ostentava índice próximo de 60% de aprovação nas pesquisas de opinião, ainda que com viés de queda. Foi um caminho surpreendente o que levou Dilma Rousseff do seu primeiro pronunciamento, em janeiro, à fala desta sexta-feira, concluída com um enfático "Eu estou ouvindo vocês!"