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quinta-feira, 9 de março de 2017

No dia da Mulher, trabalhadoras em educação do RN foram às ruas lutar por igualdade e direitos

“Aposentadoria fica. Temer sai!”. Esse foi o mantra que ecoou ao longo de toda a Marcha das Mulheres Contra a Reforma da Previdência. A atividade aconteceu na tarde desta quarta-feira, 08 de março, Dia Internacional da Mulher, pelas ruas do Centro de Natal/RN.
A marcha, convocada pelo SINTE/RN, CUT RN e movimentos sociais, reuniu trabalhadoras e trabalhadores em educação de Natal e de vários municípios do Rio Grande do Norte. O movimento se iniciou em frente ao INSS da Rua Apodi, logo após o término da assembleia unificada do Estado e municípios. (Saiba o resultado da assembleia AQUI).
Na marcha, as mulheres falaram acerca de como serão diretamente afetadas se a Reforma da Previdência for aprovada pelo Congresso Nacional. Além da Reforma da Previdência, a ocasião pautou a cotidiana luta das mulheres para conseguir igualdade e reconhecimento perante a sociedade, bem como acabar com a violência cotidiana a qual são submetidas.
Mulheres de distintos credos empunharam cartazes que gritavam suas dores, aflições e pedidos de respeito. Um cartaz exclamava: “Moça, faz da tua dor a tua luta!”. Outro dizia: “Nenhuma a menos. Machismo mata”. Outros traziam mensagens que denunciavam os prejuízos que o governo Temer está causando a toda classe trabalhadora.
Na ocasião, se revezando nos apartes, elas lembraram que têm uma jornada superior a dos homens, a chamada jornada dupla, e ganham uma remuneração inferior. Latas e instrumentos de percussão nas mãos firmes da juventude deram o tom as paródias políticas e sociais cantadas ao longo do movimento.
A coordenadora geral do SINTE/RN, professora Fátima Cardoso, exaltou a importância da atividade e parabenizou as mulheres pelo engajamento: “Esse momento é muito importante. É mais uma oportunidade que nós mulheres temos de mostrar a sociedade as nossas pautas e exigir respeito, denunciar o machismo e a desigualdade. Todas as trabalhadoras em educação estão de parabéns!”.
A marcha prosseguiu pelas ruas até tomar a Avenida Rio Branco. A atividade foi finalizada em frente à Prefeitura da capital.
Sinte RN

segunda-feira, 9 de março de 2015

“Cala a boca, imbecil”: Presidente Dilma é criticada no Twitter


Dilma fez um pronunciamento oficial na TV, neste domingo. Foto: Divulgação
Dilma fez um pronunciamento oficial na TV, neste domingo. Foto: Divulgação

"Sanciona o ROUBOMICÍDIO sua mala sem alça!", escreveu o político Romeu Tuma Junior em seu perfil do Twitter


O pronunciamento oficial da presidente Dilma Rousseff, feito em cadeia nacional de rádio e TV, na noite deste domingo (08), foi motivo de panelaço, gritos de “Fora Dilma” pelas ruas e diversas críticas nas redes sociais.
A presidente começou a falar por volta das 20h40, citando o Dia Internacional da Mulher. Em contraponto, nas redes sociais, ela foi chamada de “vagabunda” e outros xingamentos por diversos internautas. Algumas celebridades também se pronunciaram contra a petista.
“Como fala mentira e merda cala a boca imbecil” e “ela está precisando de um marido”, disse o narrador esportivo Silvio Luiz, em seu perfil no Twitter. “Fora Dilma. Não acredito em você, nem no Lula, muito menos no PT”, afirmou o produtor musical Rick Bonadio. “Fora @dilmabr , fora Pt !!!”, escreveu o piloto Thiago Camilo.
Sobre o escândalo de corrupção que envolve a Petrobras, Dilma defendeu as investigações contra os envolvidos. “O Brasil tem aprendido a praticar a justiça social em favor dos mais pobres, como também aplicar duramente a mão da justiça contra os corruptos”, declarou. “É isso, por exemplo, que vem acontecendo na apuração ampla, livre e rigorosa nos episódios lamentáveis contra a Petrobras”, afirmou.
“Sanciona o ROUBOMICÍDIO sua mala sem alça!”, escreveu o político Romeu Tuma Junior (PTC), filho do ex-senador Romeu Tuma. “Como a crise de 29 acabou e São Pedro lhe contou que a seca é temporária, Dilma podia ter dito que seu desgoverno temporário acaba já já”, disse o jornalista José Nêumanne Pinto.
Alguns internautas publicaram vídeos mostrando o panelaço que aconteceu em seus bairros, durante o pronunciamento da presidente. Nas imagens, é possível ouvir o som de buzinas, gritos e casas com as luzes piscando em apoio ao protesto.
Fonte: Terra

domingo, 8 de março de 2015

Aprovação do feminicídio é avanço na luta das mulheres, dizem especialistas


femicidioA aprovação pela Câmara dos Deputados, na terça-feira (3), do Projeto de Lei 8305/14 do Senado, que tipifica o feminicídio como homicídio qualificado e o inclui no rol de crimes hediondos, é considerada um avanço na luta pelos direitos das mulheres por especialistas ouvidas pela Agência Brasil. O texto modifica o Código Penal para incluir o crime – assassinato de mulher por razões de gênero – entre os tipos de homicídio qualificado. O projeto aguarda sanção presidencial.
Para a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, a aprovação do projeto de lei representa um avanço político, legislativo e social. “Temos falado há muito tempo da importância em dar um nome a este crime. Essa aprovação coloca o Brasil como um dos 16 países da América Latina que identifica este crime com um nome próprio”, disse.
Segundo Nadine, a tipificação do feminicídio poderá aprimorar procedimentos e rotinas de investigação e julgamento, com a finalidade de coibir assassinatos de mulheres. “Essa lei dá uma mensagem muito clara para os perpetradores de que a sociedade está identificando o feminicídio como um fenômeno específico. Esse tipo de lei tem caráter preventivo”.
Robson Pires

Sessão Solene marcará Dia Internacional da Mulher nesta segunda (09)

As mulheres potiguares que fizeram história na política, na cultura e na luta em defesa dos direitos femininos serão homenageadas pela Assembleia Legislativa (ALRN) em sessão solene em celebração ao Dia Internacional da Mulher. A solenidade nesta segunda-feira (9), às 9h, no plenário do Poder Legislativo.
Na solenidade 14 mulheres serão homenageadas, além das duas deputadas estaduais Márcia Maia (PSB) e Cristiane Dantas (PCdoB) que receberão cumprimentos dos deputados estaduais e servidores do Legislativo do Rio Grande do Norte. Confira a lista das homenageadas:
Terezinha de Oliveira Lima – Albert Dickson (PROS)
Rizza Maria Macedo Montenegro Lira – George Soares (PR)
Marline Inaldy Barbalho Galvão – Dison Lisboa (PSD)
Maria Oziene de Paiva – Carlos Augusto Maia (PTdoB)
Maria de Lourdes Diógenes Torquato – Galeno Torquato (PSD)
Margareth de Brito Gondim – Kelps Lima (SDD)
Lindalva Torquato Fernandes (in memorian) – Gustavo Fernandes (PMDB)
Irmã Carmem Alves – José Dias (PSD)
Idaísa Mota Cavalcanti Fernandes – Cristiane Dantas (PCdoB)
Celina Aparecida Nunes Alves – Tomba Farias (PSB)
Anunciada Cecília da Silva Maia – Márcia Maia (PSB)
Ana Maria de Farias Cavalcanti – Agnelo Alves (PDT)
Maria Lígia de Souza Montenegro (Irmã Lúcia) – Hermano Morais (PMDB)
Iolanda Gomes de Assis (Irmã Ananília) – Ezequiel Ferreira de Souza (PMDB)
Robson Pires

sábado, 8 de março de 2014

Emissoras festejam o Dia Internacional da Mulher nas redes sociais

No dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Através das redes sociais, as emissoras de televisão lembraram da data.

A Globo, por exemplo, enalteceu a mulher e a caracterizou como uma super-heroína. O canal aproveitou para avisar que terá uma programação diferenciada. As mulheres irão assumir o comando de diversos programas neste sábado (8).
O SBT preferiu adjetivar as mulheres. Juntos, todos esses adjetivos formaram as curvas de uma mulher.  Ao lado, o boneco de Silvio Santos aparece oferecendo uma rosa.
Para festejar o Dia da Internacional da Mulher, a Record usou Ana Hickmann como exemplo.  “E nesse Dia da Mulher, sabe qual é o verdadeiro e maior presente que uma mulher pode receber? O amor de um filho”, escreveu a emissora em uma rede social. O filho da apresentadora nasceu na noite desta sexta-feira, 7 de março.

sexta-feira, 9 de março de 2012

No seu dia, mulheres brasileiras recebem notícia nada agradável: segundo o IBGE, ainda ganham 72,3% menos que os homens.

No Dia Internacional da Mulher, mulheres brasileiras recebem notícia nada agradável: continuam recebendo menos que os homens.


As mulheres brasileiras continuam ganhando menos que os homens, e essa diferença salarial não diminuiu no Brasil nos últimos três anos. É o que aponta a pesquisa Mulher no Mercado de Trabalho: Perguntas e Respostas, divulgada nesta quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.


De acordo com o levantamento, as mulheres receberam, em média, 72,3% do salário dos homens no ano passado. Essa proporção, de acordo com o IBGE, se mantém inalterada desde 2009.

O levantamento demonstrou ainda que a jornada de trabalho das mulheres é inferior à dos homens. No ano passado, as mulheres trabalharam, em média, 39,2 horas semanais, contra 43,4 horas dos homens, uma diferença de 4,2 horas. Mas, de acordo com o estudo, 4,8% das mulheres ocupadas em 2011 gostariam de aumentar a carga horária semanal.

O estudo também identificou maioria feminina na administração pública (22,6% contra 10,5% de homens) em 2011. Já nos serviços domésticos, a população feminina ocupada está diminuindo. Passou de 7,6% em 2003 para 6,9% em 2011. No entanto, a mão de obra das mulheres ainda é predominante neste setor (94,8%), percentual idêntico ao registrado em 2003.

As atividades que mais absorveram mão de obra feminina em relação a 2003 foram o comércio, em que a participação das mulheres cresceu de 38,2% para 42,6%, e os serviços prestados às empresas, com aumento de 37,3% para 42,0%. Nos serviços domésticos, ainda predomina a mão de obra feminina (94,8%), com porcentual idêntico ao registrado em 2003.

O estudo apontou também um aumento da participação feminina no mercado formal, em comparação com 2003, quando a proporção de homens com carteira assinada no setor privado era de 62,3%, enquanto a das mulheres era de 37,7%, uma diferença de 24,7 pontos porcentuais.

No ano passado, o mercado formal comportou 59,6% de homens e de 40,4% de mulheres, uma redução de 19,1 pontos porcentuais em comparação com 2003.

O estudo apontou, no entanto, que o maior crescimento da participação feminina foi observado no emprego sem carteira assinada no setor privado. Em 2003, as mulheres participavam com 36,5%. Em 2011 essa participação subiu para 40,5%.

No ano passado, as mulheres somaram 53,7% da população brasileira com 10 anos ou mais (idade ativa). Elas ainda ficaram em menor número do que os homens na população ocupada (45,4%). Em relação a 2003, houve crescimento de 2,4 pontos percentuais na população ocupada feminina.

O estudo apontou também avanço em relação a questão racial. Entre as mulheres pretas e pardas, a taxa de desocupação caiu de 18,2% em 2003 para 9,1% em 2011. Entre as brancas, o indicador teve redução de 13,1% em 2003 para 6,1% no ano passado.

Da Agência Brasil