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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Analgésicos aumentam o risco de infarto, alerta estudo canadense

O vínculo pode envolver o bloqueio de um hormônio chamado prostaciclina

Um novo estudo confirma que o uso de anti-inflamatórios como ibuprofeno, diclofenaco e naproxeno aumentam em até 53% o risco de infarto

Um estudo publicado no periódico científico BMJ, confirmou o que estudos anteriores já haviam sugerido: medicamentos utilizados para combater dores e inflamações podem colocar em risco a saúde do coração. A pesquisa apontou que o uso dos anti-inflamatórios não-esteroides, conhecidos pela sigla AINEs, como diclofenaco, ibuprofeno, naproxeno e celecoxibe está associado a um aumento de até 53% no risco de infarto.
O novo estudo, realizado por pesquisadores canadenses, finlandeses e alemães, revisou sistematicamente pesquisas realizadas anteriormente envolvendo mais de 446.000 pessoas com idade entre 40 e 79 anos, entre as quais mais de 61.000 tiveram ataques cardíacos.
Apenas uma semana já aumenta o risco
Os resultados mostraram que aqueles que o uso de AINEs durante sete dias, está associado a um aumento de 24% no risco de infarto com celecoxibe, 48% com ibuprofeno, 50% com diclofenaco e 53% com naproxeno. O estudo constatou ainda que o risco aumenta de acordo com a dose e duração do tratamento, mas não houve aumento significativo no risco após um mês tomando os medicamentos.
Michèle Bally, epidemiologista do Hospital da Universidade de Montreal, no Canadá, ressalta que o aumento absoluto do risco é bastante pequeno. Mas ressalta: “Dado que o início do risco de infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco) ocorreu na primeira semana e foi maior no primeiro mês de tratamento com doses mais altas, os médicos devem ponderar os riscos e benefícios dos AINEs antes de prescrever o tratamento, principalmente em altas doses”, disse ao jornal britânico The Guardian.
Como esse foi apenas um estudo observacional, não é possível dizer por que os anti-inflamatórios estão associados a um maior risco de ataque cardíaco. Mas, pesquisas anteriores, sugeriram que o vínculo pode envolver o bloqueio de um hormônio chamado prostaciclina, que protege os vasos sanguíneos.
Bulas
De acordo com a bula do ibuprofeno, “dados epidemiológicos sugerem que o uso de ibuprofeno, particularmente na dose mais alta (2400 mg diariamente) e em tratamento de longa duração, pode estar associado a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos (trombose) com infarto do miocárdio ou derrame”. E adiciona: “estudos epidemiológicos não sugerem que doses baixas de ibuprofeno (menos que 1200 mg diariamente) estejam associadas com o aumento do risco de eventos trombóticos (tromboses) arteriais, particularmente infarto do miocárdio”.
Na bula do diclofenaco, a fabricante também aponta que o medicamento não é indicado para quem tem doenças cardiovasculares e que pacientes de risco devem ter acompanhamento médico. “Se você tiver doença no coração estabelecida ou nos vasos sanguíneos (também chamada de doença cardiovascular, incluindo pressão arterial alta não controlada, insuficiência cardíaca congestiva, doença isquêmica cardíaca estabelecida, ou doença arterial periférica), o tratamento com diclofenaco sódico geralmente não é recomendado.”
Embora não traga nenhuma contra-indicação ou alerta a esse respeito, a bula do naproxeno recomenda “informe seu médico caso você tenha problemas no coração, fígado, rim ou doenças gastrintestinais”.
Já a bula do celecoxibe descreve o infarto do miocárdio como um evento adverso “comum” associado ao medicamento.
Portal no Ar

terça-feira, 21 de março de 2017

Estudo mostra que 40% das crianças de 0 a 14 anos no Brasil vivem na pobreza

Cerca de 17 milhões de crianças até 14 anos – o que equivale a 40,2% da população brasileira nessa faixa etária – vivem em domicílios de baixa renda. No Norte e no Nordestes, regiões que apresentam as piores situações, mais da metade das crianças [60,6% e 54%, respectivamente] vivem com renda domiciliar per capita mensal igual ou inferior a meio salário mínimo. Desse total, 5,8 milhões vivem em situação de extrema pobreza, caracterizada quando a renda per capita é inferior a 25% do salário mínimo.
Os dados fazem parte do relatório Cenário da Infância e Adolescência no Brasil, documento que faz um panorama da situação infantil no país , divulgado pela Fundação Abrinq. O estudo foi feito utilizando dados de fontes públicas, entre elas o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Nesta quarta edição, a publicação reúne 23 indicadores sociais, divididos em temas como trabalho infantil, saneamento básico, mortalidade e educação. A publicação também apresenta uma série de propostas referentes às crianças e que estão em tramitação no Congresso Nacional.
“Nesta edição, além de retratar a situação das crianças no Brasil, também apresentamos a Pauta Prioritária da Infância e Adolescência no Congresso Nacional. O conteúdo revela as principais proposições legislativas em trâmite no Senado e na Câmara dos Deputados, com os respectivos posicionamentos da Fundação Abrinq baseados na efetivação e proteção de direitos da criança e do adolescente no Brasil”, disse Heloisa Oliveira, administradora executiva da Fundação Abrinq.
VIOLÊNCIA
Um dos temas abordados no documento é a violência contra as crianças e adolescentes. Segundo o estudo, 10.465 crianças e jovens até 19 anos foram assassinados no Brasil em 2015, o que corresponde a 18,4% dos homicídios cometidos no país nesse ano. Em mais de 80% dos casos, a morte ocorreu por uso de armas de fogo. A Região Nordeste concentra a maior parte desses homicídios (4.564 casos), sendo 3.904 por arma de fogo.

A publicação também mostra que 153 mil denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes chegaram ao Disque 100 em 2015, sendo que em 72,8% das ligações a denúncia se referia a casos de negligência, seguida por relatos de violência psicológica (45,7%), violência física (42,4%) e violência sexual (21,3%).
TRABALHO INFANTIL
Com base em dados oficiais, o documento revelou que as condições do trabalho infantil estão mais precárias. Embora tenha diminuído o número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil na faixa de 10 a 17 anos [redução de cerca de 659 mil crianças e adolescentes ocupados em 2015 em comparação a 2014], houve aumento de 8,5 mil crianças de 5 a 9 anos ocupadas.

O universo de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos que trabalhavam n somou 2,67 milhões em 2015. Mais de 60% delas são do Nordeste e do Sudeste, mas a maior concentração ocorre na Região Sul.
O estudo mostrou também dados mais positivos, como a taxa de cobertura em creches do país, que passou de 28,4% em 2014 para 30,4% em 2015 – ainda distante, no entanto, da meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação, de chegar a 50% até 2024.
Os dados completos podem ser vistos no site www.observatoriocrianca.org.br
Agora RN

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Um terço da população do país culpa as mulheres por estupro, diz pesquisa

Apesar de os debates sobre os direitos das mulheres terem se intensificado neste ano — provocados por casos de repercussão nacional como o estupro coletivo de uma jovem, no Rio de Janeiro, em maio —, praticamente  um terço da população brasileira ainda acredita que a culpa da violência sexual é da vítima. Os dados são da pesquisa inédita #ApolíciaPrecisaFalarSobreEstupro, encomendada ao Datafolha pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
O levantamento apresenta que 42% dos homens acreditam que o estupro acontece porque a mulher não se dá ao respeito e/ou usa roupas provocativas, e 32% das mulheres têm a mesma opinião. A pesquisa será lançada hoje no 10º Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que tem como tema a “Violência Contra a Mulher, Acesso à Justiça e o papel das Instituições Policiais”.
Robson Pires

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Estudo propõe a cura da otite com apenas uma gota de antibiótico


20160915073254373599eNa primeira infância, é quase impossível não passar por ela. Estimativas indicam que 90% das crianças com até 7 anos de idade foram acometidas pelo menos uma vez na vida pela otite média, e que 75% terão sofrido ao menos três episódios.
Dificulta ainda mais a situação a forma como se dá a intervenção usual contra essa infecção do ouvido: ingestão de antibióticos por, em média, 10 dias, geralmente a cada oito horas. Cientistas dos Estados Unidos trabalham em uma solução que tem condições de revolucionar esse tratamento. A proposta, detalhada na edição de hoje da revista Science Translational Medicine, é aplicar apenas uma gota de medicamento no ouvido do paciente e pôr fim à complicação.
Robson Pires

domingo, 24 de julho de 2016

Estudo relaciona suicídio a desemprego

Estudos internacionais, como um feito pela Universidade de Zurique com dados de 63 países de 2000 a 2011, apontaram forte relação entre suicídios e desemprego.


Por Redação
Há cerca de dois anos, a fábrica de estofados Luizzi, em Rio Claro (SP), produzia 65 mil jogos de sofás de cinco lugares por mês. Era mais do que o suficiente para acomodar toda a população da cidade de 200 mil habitantes.
Neste ano, a produção recuou a menos de um terço: 18 mil jogos por mês. O único cliente da Luizzi, a Via Varejo, dona das Casas Bahia, reduziu as compras, na esteira da recessão e da queda do apetite do consumidor.
No mês passado, 20% do efetivo foi demitido. A decisão ocorreu após a fábrica, fundada por Luiz Antônio Scussolino, tentar, sem sucesso, reduzir a jornada de trabalho em 20%, com corte proporcional de salário.
“Ficamos 14 meses empurrando essa decisão. Mas o Luiz, sempre otimista, tinha esperança de que o mercado melhoraria, mês após mês. Essa melhora não veio. A gente foi tentando e esgotando todas as possibilidades”, diz Almir Santos, diretor de negócios e recursos humanos.
Cinco dias depois das demissões, Scussolino, então com 66 anos, apareceu morto, enforcado, em um dos galpões da fábrica. Para executivos da Luizzi, o empresário não resistiu à depressão em que afundou após os cortes.
“No dia da demissão, ele passou mal e foi hospitalizado com arritmia. Um dia antes de morrer, falei com ele ao telefone e ele disse que não conseguia sair da cama”, diz Carlos Eduardo Marques, diretor de governança.
Os dados mais recentes sobre suicídios no Brasil são de 2014, antes do agravamento da crise. Estudos internacionais, como um feito pela Universidade de Zurique com dados de 63 países de 2000 a 2011, apontaram forte relação entre suicídios e desemprego.
O diretor dos ambulatórios do Instituto de Psiquiatria da USP, Rodrigo Leite, diz que os suicídios são um fenômeno diferente de outros transtornos mentais, porque têm influência do ambiente.
Segundo ele, o impacto do desemprego é grande porque, além do salário, há solidão, isolamento, perda de apoio social, crises familiares e sensação de impotência.
Gota d’água
Esse conjunto de fatores desencadeia tendências autodestrutivas e o abuso de álcool e drogas, agravando transtornos como ansiedade e depressão e agindo ainda como “desinibidores”, ou seja, reduzindo o medo da morte. “É a gota d’água”, diz Leite.
O risco é considerado maior no caso de homens na faixa de 45 a 50 anos de idade, porque o potencial de perda extrapola a economia.
Eles têm responsabilidade familiar e status social ameaçados. “A sensação de fracasso é maior. É todo um projeto de vida ruindo”, afirma Leite. Homens são também mais resistentes a procurar ajuda médica ou psicológica. “Em saúde mental, o homem é o sexo frágil.”
Portal no Ar

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Adolescentes se alimentam mal e risco à saúde cresce

Um estudo da UFRJ mostrou que doces e refrigerantes estão mais na rotina alimentar dos jovens do que as frutas, hortaliças e sucos naturais


Adolescentes brasileiros seguem uma dieta de alto risco para problemas cardiovasculares, doenças renais e obesidade. De acordo com dados do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica) divulgados na última quinta-feira pelo Ministério da Saúde, o consumo de refrigerante e balas por jovens entre 12 e 17 anos supera o de frutas, verduras, hortaliças e suco natural.
Endocrinologista do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Tarissa Petry diz que, por praticidade, brasileiros estão deixando de consumir alimentos naturais, mas que isso pode trazer sérias consequências para a saúde. “Estamos diagnosticando a obesidade cada vez mais cedo. Esses jovens vão ter diabete, hipertensão, enfarte e AVC mais cedo também.”
Felizmente, o arroz e o feijão, alimentos considerados saudáveis, estão no topo da lista dos 20 alimentos mais consumidos pelos adolescentes. Depois aparecem pães, sucos e carnes. Mas, logo em seguida, a qualidade cai e o ranking é dominado pelos produtos industrializados. Na sexta posição estão os refrigerantes, seguidos por doces e sobremesas, café, frango, hortaliças, massas, biscoitos doces, óleos e gorduras, tubérculos, salgados frios e assados, carnes processadas, bebidas lácteas, queijos e outros derivados do leite, biscoitos salgados, bolos e tortas.
Segundo especialistas, esse conjunto de hábitos é preocupante e reflete diretamente os índice de obesidade e sobrepeso, que atingem, respectivamente, 17,1% e 8,4% dos adolescentes. Também preocupam o consumo excessivo de sódio e o déficit de vitamina E e cálcio. De acordo com o levantamento, 80% dos adolescentes consomem sódio acima do recomendado e pouco mais da metade (51,8%) bebe menos de cinco copos d’água por dia – quando o recomendado é de oito copos.
“Vivemos em uma transição do padrão africano, onde a fome era prevalente, para o padrão americano, onde a obesidade predomina. Nossa tarefa é tentar reverter esse padrão, sobretudo com população mais jovem”, afirmou a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção à Saúde, Fátima Marinho. A epidemiologista considera que o fenômeno identificado agora entre adolescentes já ocorre há alguns anos na população adulta.
Mais da metade tem o hábito de comer em frente à TV, seja uma refeição completa ou um lanche. Dos entrevistados, 40% disseram que petiscam enquanto estão com o aparelho ligado e 73,5% passam duas horas ou mais vendo TV ou no computador. Além disso, menos da metade (48,5%) toma sempre ou quase sempre café da manhã, e 21,9% nunca tomam.
A pesquisa, feita em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),  ouviu cerca de 75 .000 estudantes com idade entre 12 e 17 anos, de 1.247 escolas em 124 municípios.

Vigitel

O padrão entre adultos é ainda mais desanimador. Dados do Vigitel 2015 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), mostram que 19% do brasileiros têm o hábito de consumir refrigerantes e sucos artificiais e 20% consomem doces 5 vezes por semana ou mais. O hábito reflete diretamente na obesidade: 18,6% são obesos – em 2010, eram 15%.
O estudo, feito por telefone com moradores com mais de 18 anos das capitais do país, revelou também que menos da metade dos brasileiros tem o hábito de comer frutas e hortaliças regularmente. O consumo de doces e refrigerantes também é considerado excessivo.
Propaganda
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou que a propaganda de alimentos ricos em sal, açúcar e gordura e com excesso de álcool poderia ser “aprimorada”, sem dizer, no entanto, o que poderia ser feito. Ele também assinou uma portaria que proíbe a venda, promoção, publicidade ou propaganda de alimentos industrializados, processados, com excesso de açúcar, gordura e sódio dentro das unidades do ministério. O mesmo vale para eventos patrocinados.
veja

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Mulheres com a bunda grande geram filhos mais inteligentes, diz estudo

Um estudo da Universidade de Pittsburgh descobriu que o desenvolvimento do cérebro de um bebê depende dos suplementos de gordura que estão localizados nas coxas e bunda das suas mães, e a quantidade lá armazenada pode influenciar diretamente a inteligência dos seus filhos. “A gordura nestas áreas é um depósito de alguns componentes vitais para a construção do cérebro de um bebê”, afirmou William D.Lassek.
A gordura fornece um químico conhecido como ácido docosa-hexaenoico (DHA), que segundo Lassek é “um componente particularmente importante no cérebro humano”. É um ácido gordo Omega-3 que os bebês precisam para o desenvolvimento dos seus olhos e para o sistema nervoso do seu cérebro durante os primeiros seis meses de vida. A quantidade de gordura armazenada nessas zonas influencia, então, a inteligência e criatividade da criança.
Segundo o estudo, “a gordura na parte superior do corpo não é tão benéfica e a gordura da parte inferior do corpo tem efeitos positivos nos suplementos de ácidos gordos poli-insaturados que são essenciais para o desenvolvimento neurológico. Consequentemente, a relação cintura-quadril (RCQ), um substituto útil para a proporção de gordura na parte superior do corpo com a parte inferior do corpo, deve prever uma habilidade cognitiva nas mulheres e nos seus descendentes”. “Parece que as mulheres evoluíram para acumular estas gorduras e se manterem com elas – até um bebê chegar”.
Robson Pires

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Número de obesos no mundo cresceu seis vezes nos últimos anos, diz estudo

20160401071622244991o (1)O número de obesos no mundo cresceu seis vezes nas últimas quatro décadas, subindo de 105 milhões de pessoas acima do peso em 1975 para 641 milhões em 2014. A revelação é resultado de um grande estudo internacional, publicado ontem na revista The Lancet, que considerou mais de 1,6 mil levantamentos feitos em 186 países no período analisado. O trabalho mostra que a média global de peso por indivíduo subiu 1,5kg a cada década e que esse ganho se deu de forma bastante desigual entre a população, com um aumento acelerado da proporção de pessoas com obesidade severa. De acordo com as projeções apresentadas, se as pessoas continuarem a engordar nesse ritmo, cerca de um quinto da população mundial estará acima do peso saudável em menos de 10 anos.
No Brasil, é possível notar uma escalada média de 0,1 ponto no índice médio de massa corporal da população por ano. Ao longo de quatro décadas, os homens e as mulheres brasileiros atingiram a taxa de 25,6 e 26, respectivamente, se tornando oficialmente uma população acima do peso saudável. Em 2014, o país atingiu a marca de quase 30 milhões de pessoas acima do peso, cerca de um terço delas na lista de obesidade severa. Em termos absolutos, fazemos parte da lista de cinco nações com maior número de obesos do mundo. “A média já está preocupante”, alerta Ana Paula Cândido, professora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e autora de um dos estudos usados na análise mundial publicada na The Lancet.
Robson Pires

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Estudo mostra melhora do desempenho de jovens brasileiros em matemática

O Brasil está entre os países que mais reduziram o número de estudantes na faixa de 15 anos com baixo rendimento em matemática no período de 2003 a 2012. Conforme dados divulgados pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Alemanha, a Itália, o México e Portugal também estão nesta lista.
Relatório publicado hoje (10) pela OCDE recomenda que, para ampliar os ganhos de rendimento dos estudantes, os países aumentem o acesso à educação na infância, a oferta de atividades diferenciadas para alunos com dificuldades e o incentivo à participação dos pais e da comunidade na vida escolar.
Robson Pires

sábado, 9 de janeiro de 2016

Novo estudo sugere caminho para frear Alzheimer


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Um estudo britânico sugere que o bloqueio da produção de nova células do sistema imunológico no cérebro pode reduzir problemas de memória comuns em casos do mal de Alzheimer. Pesquisadores da Universidade de Southampton dizem que a descoberta reforça a teoria de dá ainda mais credibilidade à teoria de que a doença é provocada por inflamação no cérebro.
Um remédio usado para bloquear a produção destas células imunológicas – chamadas micróglias – no cérebro de ratos teve resultados positivos. Os especialistas afirmam que os resultados são animadores e poderão levar à criação de novos tratamentos para a doença.
As maioria dos medicamentos usados atualmente para tratar demência têm como alvo as placas amilóides detectadas no cérebro de pessoas com o mal de Alzheimer. Mas esta última pesquisa sugere que, na verdade, é preciso enfrentar a inflamação no cérebro causada pelas células micróglias para conter o avanço da doença. A pesquisa foi publicada na revista especializada Brain.

Robson Pires

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Estudo revela que usar esmalte pode engordar


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Existe uma imensa quantidade de coisas que comemos e que podem contribuir para o ganho de peso. Mas você sabia que o esmalte que usamos também pode influenciar nos quilinhos a mais na balança? A revelação chocante é de um estudo recente publicado pela Universidade de Duke, nos Estados Unidos.
De acordo com os pesquisadores, o fosfato de trifenila, uma substância presente na maioria dos esmaltes, está fortemente ligada aos hormônios. O excesso dessa substância altera a organização hormonal e pode levar ao aumento de peso, além de afetar o desenvolvimento neurológico e até mesmo o ritmo de crescimento durante a puberdade.
Segundo a co-autora do estudo, Kate Hoffman, essa descoberta indica uma necessidade de reformulação das leis que dizem respeito à venda de cosméticos. “Precisamos nos certificar de que todos os componentes são seguros antes de colocá-los à venda e expor o corpo das pessoas a eles”, alerta.
Robson Pires

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Filhos de mulheres que sofrem com estresse têm mais cáries, aponta estudo


mae filhoNão tem escapatória: uma vez mãe, a mulher será acometida pelo estresse. Os impactos do esgotamento físico e/ou mental em excesso, no entanto, não se limitam a ela. E são extensos. Chegam à saúde bucal dos filhos, segundo estudo publicado na revista American Journal of Public Health. Os cientistas descobriram que as cáries são mais comuns em crianças cuja genitora tem dois ou mais marcadores biológicos de estresse crônico. Além do maior risco para problemas dentais, a condição materna reduz a probabilidade de amamentação.
Erin Masterson, pesquisadora da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e Wael Sabbah, da britânica King’s College London, notaram que 44,2% das crianças com cáries tinham mães com pelo menos dois marcadores de estresse crônico, sinais que refletem a forma como o organismo responde a eventos adversos frequentes. Basicamente, indicam o desgaste dos sistemas imunológico, cardiovascular, metabólico e nervoso. Caracterizado pelos níveis elevados de cortisol e adrenalina, o conjunto de marcadores é chamado carga alostática (CA) e gera alterações no colesterol e na glicose, por exemplo, além de desequilíbrios na circunferência abdominal, na pressão sanguínea, nos triglicerídios, na PCR e no fibrinogênio.
Robson Pires

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Mulheres têm orgasmos mais intensos quando parceiro é engraçado e rico, diz estudo

 

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Um homem que te faz rir pode te deixar muito feliz — e não só pelas boas piadas. Pelo menos esta é a conclusão de um estudo realizado pela Universidade de Albany, nos Estados Unidos. Após interrogar estudantes universitárias sobre a sua vida sexual e as características de seus parceiros, os pesquisadores concluíram que quanto melhor o senso de humor do parceiro, mais chances elas têm de experimentar orgasmos intensos. Da mesma forma, o prazer também aumentaria de acordo com a autoestima e a renda familiar do homem.
Conduzida pelo psicólogo George Gallup, a pesquisa levantou detalhes como medidas, personalidade e aparência dos parceiros das entrevistadas. A intensidade dos orgasmos também se relacionava com a frequência com que o casal tinha sexo durante a semana e em quão atraída por seu parceiro a mulher se sentia.
Além disso, mulheres que começaram a vida sexual mais cedo revelaram ter tido mais parceiros e experimentado mais orgasmos. Elas também disseram estar mais satisfeita sexualmente com seus companheiros do que as demais.
“Nós identificamos uma série de traços — motivação, inteligência, foco e determinação — que previam quão frequentemente uma mulher iniciava relações sexuais. Além disso, o senso de humor do parceiro não apenas previa sua autoestima e renda familiar, mas também a propensão da mulher de iniciar o sexo, e quão frequentemente o casal fazia sexo e a frequência do orgasmo em relação a outros parceiros”, escreveram os pesquisadores.
Robson Pires

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Sexto sentido não existe, diz estudo

 

Sexto sentido não existe
Novo estudo feito na Universidade de Melbourne, na Austrália, desmente a existência da percepção extrassensorial (LuminaStock/Getty Images)
 
 
Pesquisa afirma que a capacidade de perceber as mudanças ao redor, mesmo sem saber apontar quais são elas, não é fruto de habilidades extrassensoriais, mas sim de informações captadas por sentidos como visão ou audição
 
O sexto sentido costuma ser associado a uma característica feminina. Cientificamente, porém, ele não existe. Um estudo da Universidade de Melbourne, na Austrália, publicado no periódico Plos One nesta terça-feira, mostrou que as pessoas captam as mudanças ao redor, mesmo sem saber defini-las, por meio de sentidos como visão ou audição, e não de uma habilidade extrassensorial.
 
Para provar que o sexto sentido é apenas o processamento de dados que não conseguimos verbalizar, o psicólogo Piers Howe, autor do estudo, mostrou pares de fotografias da mesma mulher a 48 pessoas. Em alguns casos, uma das imagens era ligeiramente diferente da outra: a mulher poderia estar com o cabelo mais curto ou usando óculos. As fotos eram visualizadas durante 1,5 segundo, com intervalo de 1 segundo. Após a última fotografia, as pessoas precisavam dizer se haviam visto alguma coisa diferente e, se sim, escolher qual foi a alteração em uma lista de nove possibilidades.
Os resultados mostraram que os participantes eram capazes de identificar se alguma mudança foi feita, mesmo que não conseguissem apontar qual foi ela. E, para isso, não precisavam de um sexto sentido – apenas confiaram nos cinco tradicionais.
 
Adeus à percepção extrassensorial – O pesquisador começou seu experimento depois que uma de suas alunas disse ter sexto sentido. Para provar que ela não tinha percepção extrassensorial e estava apenas processando inconscientemente sinais que mostravam se algo ruim iria acontecer a outras pessoas, ele passou um ano desenvolvendo a pesquisa. 
"Recebemos muitas informações que não conseguimos ou não podemos verbalizar. Isso acontece, por exemplo, quando algo desaparece. Se meus filhos estão sendo muito barulhentos na sala ao lado e, de repente, eles ficam quietos, não percebo que o que me causou surpresa foi a falta de barulho. Inconscientemente, recebo o alerta, vou à sala e descubro que eles estão quietos porque estão fazendo algo errado. Isso não é sexto sentido", explicou Howe, em entrevista ao jornal The Guardian.