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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Analgésicos aumentam o risco de infarto, alerta estudo canadense

O vínculo pode envolver o bloqueio de um hormônio chamado prostaciclina

Um novo estudo confirma que o uso de anti-inflamatórios como ibuprofeno, diclofenaco e naproxeno aumentam em até 53% o risco de infarto

Um estudo publicado no periódico científico BMJ, confirmou o que estudos anteriores já haviam sugerido: medicamentos utilizados para combater dores e inflamações podem colocar em risco a saúde do coração. A pesquisa apontou que o uso dos anti-inflamatórios não-esteroides, conhecidos pela sigla AINEs, como diclofenaco, ibuprofeno, naproxeno e celecoxibe está associado a um aumento de até 53% no risco de infarto.
O novo estudo, realizado por pesquisadores canadenses, finlandeses e alemães, revisou sistematicamente pesquisas realizadas anteriormente envolvendo mais de 446.000 pessoas com idade entre 40 e 79 anos, entre as quais mais de 61.000 tiveram ataques cardíacos.
Apenas uma semana já aumenta o risco
Os resultados mostraram que aqueles que o uso de AINEs durante sete dias, está associado a um aumento de 24% no risco de infarto com celecoxibe, 48% com ibuprofeno, 50% com diclofenaco e 53% com naproxeno. O estudo constatou ainda que o risco aumenta de acordo com a dose e duração do tratamento, mas não houve aumento significativo no risco após um mês tomando os medicamentos.
Michèle Bally, epidemiologista do Hospital da Universidade de Montreal, no Canadá, ressalta que o aumento absoluto do risco é bastante pequeno. Mas ressalta: “Dado que o início do risco de infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco) ocorreu na primeira semana e foi maior no primeiro mês de tratamento com doses mais altas, os médicos devem ponderar os riscos e benefícios dos AINEs antes de prescrever o tratamento, principalmente em altas doses”, disse ao jornal britânico The Guardian.
Como esse foi apenas um estudo observacional, não é possível dizer por que os anti-inflamatórios estão associados a um maior risco de ataque cardíaco. Mas, pesquisas anteriores, sugeriram que o vínculo pode envolver o bloqueio de um hormônio chamado prostaciclina, que protege os vasos sanguíneos.
Bulas
De acordo com a bula do ibuprofeno, “dados epidemiológicos sugerem que o uso de ibuprofeno, particularmente na dose mais alta (2400 mg diariamente) e em tratamento de longa duração, pode estar associado a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos (trombose) com infarto do miocárdio ou derrame”. E adiciona: “estudos epidemiológicos não sugerem que doses baixas de ibuprofeno (menos que 1200 mg diariamente) estejam associadas com o aumento do risco de eventos trombóticos (tromboses) arteriais, particularmente infarto do miocárdio”.
Na bula do diclofenaco, a fabricante também aponta que o medicamento não é indicado para quem tem doenças cardiovasculares e que pacientes de risco devem ter acompanhamento médico. “Se você tiver doença no coração estabelecida ou nos vasos sanguíneos (também chamada de doença cardiovascular, incluindo pressão arterial alta não controlada, insuficiência cardíaca congestiva, doença isquêmica cardíaca estabelecida, ou doença arterial periférica), o tratamento com diclofenaco sódico geralmente não é recomendado.”
Embora não traga nenhuma contra-indicação ou alerta a esse respeito, a bula do naproxeno recomenda “informe seu médico caso você tenha problemas no coração, fígado, rim ou doenças gastrintestinais”.
Já a bula do celecoxibe descreve o infarto do miocárdio como um evento adverso “comum” associado ao medicamento.
Portal no Ar

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Bebida alcoólica corta o efeito dos analgésicos? Veja mitos e verdades

Tratar dores de cabeça e musculares com analgésicos é uma prática comum, uma vez que para adquirir os do tipo não-narcóticos (Dipirona, Paracetamol e Ácido acetilsalicílico) não é preciso de receita, mas os médicos alertam para os perigos da ingestão descontrolada destes medicamentos que podem causar doenças e até matar.

Segundo especialistas ouvidos pelo UOL, tomar analgésicos constantemente pode causar lesões no fígado, nos rins. Além do risco de provocar gastrite, úlcera ou mesmo uma hepatite medicamentosa. “Todo mundo generaliza que grávidas podem tomar paracetamol a vontade. Mas nenhuma pessoa de qualquer idade deve usar analgésicos de forma regular”, diz o neurologista Abouch Krymchantowski, diretor do Centro de Avaliação e Tratamento da Dor de Cabeça do Rio de Janeiro.
Algumas pessoas acreditam que as bebidas alcoólicas cortam o efeito dos medicamentos, no entanto, o álcool não interfere na ação dos remédios. O que ocorre é que por ter um efeito diurético o álcool faz o organismo excretar mais rapidamente os analgésicos interferindo na duração da ação desses fármacos.
Outro mito sobre a combinação de bebidas alcoólicas e analgésicos é que a mistura causaria um efeito semelhante ao uso de entorpecentes. “O álcool tem uma potente ação sobre o nosso sistema nervoso. A ingestão de bebidas alcoólicas altera a percepção do indivíduo a vários estímulos, entre eles o estímulo doloroso. Assim, ocorre uma falsa impressão de potencialização do efeito dos analgésicos”, afirma o médico anestesiologista Erick Curi, diretor administrativo da Sociedade Brasileira de Anestesiologia.
Robson Pires

domingo, 4 de agosto de 2013

Paracetamol pode causar grave problema de pele, diz FDA

Paracetamol: FDA alerta para um novo efeito adverso do analgésico (Thinkstock)

Analgésico com paracetamol mais conhecido no mercado, o Tylenol deverá trazer em bula o efeito adverso; segundo FDA, não é necessário interromper de maneira preventiva o uso do medicamento

O Food and Drug Administration (FDA), agência que regulamenta medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, alertou nesta quinta-feira que o paracetamol pode causar raras, porém sérias, reações da pele — como a síndrome Stevens-Johnsons, cujos sintomas podem incluir bolhas e urticárias. O Tylenol, fabricado pela farmacêutica Johnson & Johnson, é um dos remédios analgésicos mais conhecidos à base de paracetamol. O efeito adverso deverá constar na bula desses medicamentos.
“Esse novo dado não tem como objetivo preocupar os consumidores ou profissionais de saúde e nem encorajá-los a optar por outros medicamentos”, disse em comunicado Sharon Hertz, vice-diretora do FDA. “Porém, é extremamente importante que as pessoas reconheçam a reajam rapidamente aos sintomas iniciais desses raros, mas sérios efeitos adversos, que são potencialmente fatais".
Em caso de alguma reação adversa na pele, o FDA orienta que o uso da medicação seja interrompido, e que o paciente procure um médico imediatamente.
Farmacêutica — A Johnson & Johnson afirmou em comunicado que a informação do FDA “deve ser vista no contexto de milhões de pessoas que se beneficiaram do paracetamol”, e que as reações da pele citadas pela agência são extremamente raras e “cujas causas continuam em debate”.
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