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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Uso excessivo de Tylenol causa 150 mortes por ano nos EUA, diz ONG


Segundo a Pro Publica, que consultou dados dos CDCs (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), essas mortes ocorreram por ingestão acidental de doses maiores do que as recomendadas na bula.
O problema, diz a organização, é que a diferença entre a dose máxima por dia para adultos (4 g) e a quantidade que pode causar danos ao fígado é pequena, facilitando a overdose acidental.
Outro problema é que a FDA (agência reguladora de remédios nos EUA) demorou muito para incluir na bula alertas importantes sobre o uso da droga, em especial para pessoas que bebem álcool regularmente ou tomam outros remédios.

FÍGADO
O paracetamol é metabolizado no fígado. Em caso de doses excessivas ou de pessoas desnutridas, que bebam álcool regularmente ou que tomem outros remédios, esse metabolismo produz uma substância tóxica que pode levar à falência hepática.
No Brasil, segundo o hepatologista Raymundo Paraná, não há dados sólidos sobre intoxicações por paracetamol, mas a Sociedade Brasileira de Hepatologia está iniciando um estudo em oito centros de referência para doenças do fígado e em uma unidade básica de saúde para medir sua ocorrência.
Editoria de Arte/Folhapress

O hepatologista, que é professor da faculdade de medicina da UFBA (Universidade Federal da Bahia), afirma que a dose máxima do remédio deveria ser reduzida de 4 g por dia para 3 g.

"É uma droga segura, mas se usada no limite terapêutico. Até 3 g por dia não causa problemas. Entre 3 g e 4 g já houve casos [de intoxicação] em pacientes que usavam outras medicações."

Ele destaca que o efeito colateral causado pelo paracetamol é previsível e proporcional à dose tomada, diferentemente dos problemas que podem ocorrer com o uso do analgésico que encabeça a lista dos remédios mais vendidos no Brasil, a dipirona.
A droga já foi ligada a um problema raro que leva a medula óssea a parar de produzir células de defesa. Nos EUA e em alguns países da Europa, a dipirona não é vendida.
Já para Aurélio Saez, diretor de relações institucionais da Abimip (associação de fabricantes de remédios isentos de prescrição), o fato de o Brasil e outros países onde a dipirona é vendida não terem números tão grandes de intoxicação por paracetamol fala a favor da dipirona.
Mas ele lembra que nos EUA e em outros países com altas taxas de intoxicação por paracetamol, é comum o uso desse remédio em tentativas de suicídio.

OUTRO LADO
Em nota, a Johnson&Johnson, fabricante do Tylenol, afirma que, quando usado de acordo com a bula, o paracetamol tem "um dos melhores perfis de segurança entre os analgésicos isentos de prescrição". Mas, como qualquer remédio, pode trazer riscos acima das doses recomendadas. "Os consumidores devem sempre ler a bula, não ingerir mais do que a dose recomendada e seguir sempre a orientação de um médico."
À Pro Publica, a FDA admitiu que houve demora em acrescentar alertas às bulas do Tylenol, mas que isso foi feito conforme a evolução das evidências científicas.

domingo, 4 de agosto de 2013

Paracetamol pode causar grave problema de pele, diz FDA

Paracetamol: FDA alerta para um novo efeito adverso do analgésico (Thinkstock)

Analgésico com paracetamol mais conhecido no mercado, o Tylenol deverá trazer em bula o efeito adverso; segundo FDA, não é necessário interromper de maneira preventiva o uso do medicamento

O Food and Drug Administration (FDA), agência que regulamenta medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, alertou nesta quinta-feira que o paracetamol pode causar raras, porém sérias, reações da pele — como a síndrome Stevens-Johnsons, cujos sintomas podem incluir bolhas e urticárias. O Tylenol, fabricado pela farmacêutica Johnson & Johnson, é um dos remédios analgésicos mais conhecidos à base de paracetamol. O efeito adverso deverá constar na bula desses medicamentos.
“Esse novo dado não tem como objetivo preocupar os consumidores ou profissionais de saúde e nem encorajá-los a optar por outros medicamentos”, disse em comunicado Sharon Hertz, vice-diretora do FDA. “Porém, é extremamente importante que as pessoas reconheçam a reajam rapidamente aos sintomas iniciais desses raros, mas sérios efeitos adversos, que são potencialmente fatais".
Em caso de alguma reação adversa na pele, o FDA orienta que o uso da medicação seja interrompido, e que o paciente procure um médico imediatamente.
Farmacêutica — A Johnson & Johnson afirmou em comunicado que a informação do FDA “deve ser vista no contexto de milhões de pessoas que se beneficiaram do paracetamol”, e que as reações da pele citadas pela agência são extremamente raras e “cujas causas continuam em debate”.
veja