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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Condenado estuprou enteada de 7 anos e encarcerou família no RN - Crimes ocorreram em uma residência na zona rural de Nísia Floresta

O juiz Rainel Batista Pereira Filho, da Comarca de Nísia Floresta, condenou um homem acusado de praticar diversos crimes (alguns de natureza sexual) contra sua companheira e os filhos dela na zona rural daquele Município, durante dois anos, a uma pena de 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado para o início do cumprimento da pena.
O acusado foi denunciado pelo Ministério Público pela prática dos crimes de lesão corporal, ameaça, cárcere privado, estupro de vulnerável e satisfação de lascívia perante criança praticado contra sua companheira e contra os dois filhos dela, um casal de crianças..
Segundo a peça acusatória, o homem manteve sua companheira e as crianças em cárcere privado, sob constante ameaça, por aproximadamente dois anos, em uma residência localizada em Boágua, no Município de Nísia Floresta, desprovida de abastecimento de água e energia elétrica, só podendo sair de casa acompanhados do acusado.
Ele também teria praticado sexo e outros atos libidinosos por reiteradas vezes com a sua enteada, de 7 anos de idade na data dos fatos, ainda no período do cárcere. Ou seja, por aproximadamente um mês, o padastro teria abusado sexualmente da menina, consistente na prática de conjunção carnal e outros atos libidinosos, muitas vezes na presença do irmão dela.
De acordo com o MP (que ofereceu a denúncia em 5 de julho de 2012), o acusado angariava o sigilo dos menores valendo-se de ameças de morte, direcionadas normalmente para a mãe das vítimas infantes. As três vítimas também teriam sido submetidas a diversas lesões corporais e que, durante o período, eram mantidas sob ameaças de morte proferidas com a utilização de uma faca e um ferro longo e pontiagudo. A denúncia também menciona a existência de lesões corporais no menor garoto.
Julgamento
Quando julgou a ação penal, o magistrado reconheceu a extinção de punibilidade do acusado, relativamente aos crimes de lesão corporal e ameaça, por estarem prescritos em virtude de já ter se passado mais de cinco anos (termo inicial da prescrição tem a data de 05 de julho de 2012) sem que o Estado tenha imposto pena quanto a estes crimes.
Quanto aos demais crimes, houve condenação do acusado baseado nas provas constantes nos autos da ação penal, especialmente nos depoimentos das vítimas, de testemunhas (como de policiais militares e conselho tutelar) e do próprio acusado.
Se baseando na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, o juiz considerou que os delitos cometidos ocorreram em âmbito doméstico, distante de vizinhos ou pessoas que pudessem testemunhar sobre os atos praticados pelo acusado, de modo que as palavras das vítimas ganham especial relevo como elemento probatório, desde que dotadas de coerência e linearidade, bem como não contrárias as demais provas produzidas.
“Os depoimentos das vítimas apresentam consistência e congruência uns com os outros, bem como com os demais elementos probatórios colacionados aos autos, sendo, muitas vezes, confirmados pelos depoimentos das testemunhas, de modo que merecem força como elemento de prova”, considerou.
Ao condenar o padastro das crianças, o magistrado negou-lhe o direito de recorrer em liberdade, por considerar reincidente o agora condenado e os contornos concretos que envolvem o delito apreciado, praticado contra crianças de pouca idade, no ambiente doméstico de convivência, o que demonstra o desrespeito aos mínimos padrões sociais e denotam a periculosidade do réu.
“Com isso, entendo presente a necessidade de acautelar-se a ordem pública, de forma a impedir que o condenado volte a delinquir, assim NEGO O DIREITO A RECORRER EM LIBERDADE”, decidiu Rainel Batista.
Portal no Ar

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Homem estupra a própria mãe em Pau dos Ferros - O filho da vítima ajudou o amigo a realizar o ato; mulher está internada

Uma mulher de 49 anos foi estuprada pelo próprio filho e por um amigo dele em Pau dos Ferros, no Oeste Potiguar. O caso ocorreu na noite desse domingo, 7, e a vítima está internada após passar por cirurgia.
De acordo com a Polícia Militar, José Fernando Galdino (Sapinho), de 18 anos, filho da mulher que tem nome preservado estava em casa na companhia do amigo Francisco Dantas da Silva, o Cenildo, de 32 anos. Este último teria começado a passar as mãos em suas pernas e forçar uma relação sexual. O filho vendo a reação da mãe tentando evitar, acabou por segurar os braços da genitora para o amigo concretizar o crime sexual.
Os dois homens ao ver que a vítima estava sangrando, se assustaram e saíram do local deixando a vítima deitada num colchão. Uma garota de 14 anos, neta da vítima, chegou minutos depois no local e prestou os primeiros socorros, informou para alguns vizinhos o que tinha acontecido, oportunidade que a guarnição da Polícia Militar foi acionada para ir ao local.
Chegando ao local, a guarnição da Polícia Militar colheu as primeiras informações com a vítima e chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Durante o atendimento de urgência, os dois suspeitos, se aproximaram da ocorrência para ver o atendimento médico, oportunidade em que os policiais prenderam os suspeitos e os conduziu para a delegacia de Polícia Civil.
A vítima foi socorrida para o hospital e ficou internada em virtude da realização de um pequeno procedimento cirúrgico. A equipe da Polícia Civil, sob o comando do delegado Andson Rodrigo, compareceu ao hospital para ouvir formalmente a vítima que acabou por confirmar aquilo que já havia dito aos policiais militares.
Os dois homens são usuários de crack e negam a prática do crime. Os dois foram autuados em flagrante e ficarão a disposição da justiça custodiados no CDP de Pau dos Ferros.
Portal no Ar

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Mantida condenação de pastor evangélico por estupro de criança no RN

A defesa ainda questionou o fato da ausência das peritas

Segundo a defesa, o pastor foi vítima de uma “antipatia”, desenvolvida pela avó da criança

A Câmara Criminal do TJ potiguar manteve decisão de primeira instância, dada pela 3ª Vara Criminal de Mossoró, a qual condenou um então pastor evangélico pela prática de estupro de vulnerável, que teria ocorrido no ano de 2013, em dias não determinados, em Mossoró. Os dados do processo correm em segredo de justiça, mas o acusado, de iniciais P. F. P., foi apontado como autor das condutas previstas nos artigos 217 e 61, ambos do Código Penal, e terá que cumprir pena, já que a condenação foi mantida, também, em segunda instância.
“Segue-se assim a execução provisória da pena, conforme repercussão geral do Supremo Tribunal Federal (STF)”, enfatiza o relator da apelação, o juiz convocado Artur Cortez Bonifácio, durante julgamento nessa terça-feira (18) . No entanto, o réu se encontra foragido, conforme informações da defesa.
Segundo a defesa, o pastor foi vítima de uma “antipatia”, desenvolvida pela avó da criança, a qual também sofre de esquizofrenia e que “desmentiu”, em uma carta, as primeiras acusações que tinha feito ao religioso. “Ela mesma disse que nada do que o acusou aconteceu e teme voltar ao Brasil (se encontra na Espanha) porque sabe que fez uma acusação falsa”, defendeu o advogado.
A defesa ainda questionou o fato da ausência das peritas, as quais não compareceram a audiências e que poderiam retirar dúvidas que ainda restassem sobre o fato e, dentre outros pontos, pediu a nulidade das acusações, já que o pastor teria sido mesmo vítima de uma armação.
No entanto, para o relator, conforme preceitua o artigo 207 do Código de Processo Penal, não há obrigatoriedade na presença dos peritos. O julgamento também definiu que a condenação se baseia ainda no parecer psicológico e no depoimento de testemunhas. “Não é com base em apenas um elemento”, completa o juiz convocado Ricardo Procópio, que também acompanhou o voto do relator.
Agora RN

sábado, 8 de abril de 2017

Pastor é preso por estupro de menina de 12 anos em Santa Catarina

De acordo com a vítima, os abusos ocorreram entre junho e julho de 2016

Pastor convenceu a adolescente de que ela estava enfeitiçada e que, para quebrar a maldição, precisaria se relacionar com “um homem de Deus"

Acusado de estuprar uma menina de 12 anos, o pastor Paulo Ross, de 47 anos, líder religioso da Igreja Mundial do Novo Nascimento em Cristo, em Campos Novos, cidade de 33 mil habitantes no Oeste Catarinense, foi preso na noite de quinta-feira, 6.
De acordo com as investigações, o pastor convenceu a adolescente de que ela estava enfeitiçada e que, para quebrar a maldição, precisaria se relacionar com “um homem de Deus, que fosse casado, no mínimo sete vezes”. Ele ainda advertiu que a quebra do feitiço era um segredo e que se contasse para alguém a maldição ficaria mais forte e ela morreria.
De acordo com a vítima, os abusos ocorreram entre junho e julho de 2016. Somente em fevereiro desse ano, após depressão, ela contou à família.
Sua mãe levou o caso para o delegado Luis Eduardo Machado Córdova. A mulher também denunciou que outras duas amigas de sua filha, de 15 e 16 anos, estavam sendo assediadas pelo pastor.
Córdova encontrou no telefone das duas adolescentes mensagens semelhantes, enviadas pelo pastor. “Para quebrar o feitiço é preciso se relacionar com um homem de fé, abençoado e casado”. O pastor ainda escreveu que essa seria a “única forma de vencer o mal” e que “essa era a ordem de Deus” e, portanto, elas “não tinham escolha”.
Com base nessas provas, Paulo Ross foi preso temporariamente na unidade prisional da cidade. Ele é casado e tem filhos.
Agora RN

quarta-feira, 22 de março de 2017

EUA: Estupro coletivo de jovem é transmitido ao vivo no Facebook

A transmissão na rede social foi descoberta por parentes da vítima, que levaram imagens à polícia (Dado Ruvic/Reuters)

A transmissão do crime, que ocorreu em Chicago, foi assistida por quarenta pessoas e nenhuma contatou as autoridades

A polícia de Chicago, nos Estados Unidos, revelou nesta quarta-feira que está à procura de cinco a seis homens suspeitos de realizarem o estupro coletivo de uma adolescente de 15 anos e transmiti-lo ao vivo no Facebook.
A menina, Deahvion Austin, estava desaparecida desde o último domingo e foi encontrada pelas autoridades na terça-feira, após sua mãe levar imagens do vídeo a um superintendente da polícia, Eddie Johnson. Segundo a emissora local WGN, a mãe de Austin foi avisada por um tio da jovem de que o vídeo estaria circulando na internet.
A transmissão chegou a ser assistida por quarenta pessoas e nenhuma contatou os serviços de emergência. A polícia ainda não encontrou responsáveis e tenta rastrear a origem do vídeo. “O que é mais perturbador, mais do que o fato de que fizeram isso, é que tantas pessoas viram e não pegaram o telefone para discar 911”, disse Johnson à WGN.
De acordo com a polícia de Chicago, os detetives pediram imediatamente ao Facebook que o vídeo fosse tirado do ar, o que foi feito em seguida. “Crimes como esse são hediondos e não permitimos esse tipo de conteúdo no Facebook”, informou a rede social em comunicado.
Em janeiro, quatro pessoas foram presas em Chicago após transmitirem na rede social a tortura de um homem com deficiência. No mesmo mês, o estupro coletivo de uma jovem de 18 anos, na Suécia, também foi mostrado ao vivo no Facebook. Três suspeitos foram detidos em flagrante após denúncias de usuários.
veja

sábado, 19 de novembro de 2016

Vigilante Carlos André que matou a psicóloga Natália Tâmara é condenado a 23 anos de prisão em regime fechado

O Tribunal do Júri da Comarca de São Gonçalo do Amarante, RN, realizou nesta sexta-feira, 18, o julgamento de Carlos André Santos Cassimiro, 30, vigilante, que foi sentenciado a 23 anos em regime fechado pela morte de Natália Tâmara Felipe Macedo, 24, psicóloga.
O clima era de comoção entre os familiares de Natália, que acompanharam o julgamento. Cerca de 20 policiais garantiram a segurança do preso e do local.
Carlos está preso há dezoito meses na Cadeia Pública de Natal, na Zona Norte (CPD). Segundo denúncia do Ministério Público Criminal, com base em informações das polícias civil e militar, o crime ocorreu na manhã do dia 22 de maio de 2015.
Carlos André, foi condenado a 23 anos de prisão (Tribuna do Norte)
Durante seu depoimento ao Júri, André repetiu o que já havia dito. Primeiro negou ter estuprado a psicóloga, depois disse que o assassinato “não foi intencional”. O réu permaneceu cabisbaixo durante todo o julgamento.
“Foi fato isolado na minha vida. Perdão para dona Fátima e seu Valmir (pais de Natália), eles foram excelentes cuidando de minha filha”.

A MORTE – A psicóloga foi morta de maneira cruel com golpes de faca de mesa, que atingiram a região do pescoço. A arma do crime foi encontrada enterrada e torta.
O crime aconteceu dentro da casa do réu, pra onde a vítima foi atraída. Na casa de Carlos André, a perícia encontrou vestígios de sangue, sinais de luta corporal. Uma testemunha contou ter ouvido gritos distantes de socorro duas vezes, mas não deu importância. Natália era babá da filha de André, e ambos eram vizinhos
O corpo de Natália foi levada no porta mala de um carro para uma estrada de terra, próximo ao Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, distante dois quilômetros da cena do crime. Segundo a polícia, ela ainda teria chegado respirando na estrada onde foi abandonada.
Carlos André foi preso 24 horas depois na cidade de São Paulo do Potengi, RN. Ele confessou o crime e negou ter estuprado a psicóloga. A perícia não encontrou sinais de que houve relações sexuais.
Para o MP, Natália foi morta por ter recusado manter relações sexuais com Carlos. “Ela foi arrastada para dentro da casa dele. Ela lutou para viver”, disse o promotor criminal, Fausto França.
O assassinato causou comoção e grande repercussão. Quando a polícia capturou o vigilante, populares ameaçaram invadir a Delegacia de Polícia Civil, durante o depoimento. O policiamento precisou ser reforçado.

ACUSAÇÃO – O promotor pediu a condenação judicial máxima para o vigilante. “Ele tem maldade, cometeu uma perversidade. Nunca vi uma vítima tão querida como essa menina”, declarou Fausto durante o júri.
A promotoria apresentou um vídeo da ex-companheira do réu, com declarações de comportamento agressivo e violento de Carlos André. “A ex-esposa do réu relatou violência doméstica, agressividade, que ele quebrava coisas dentro de casa, chegando às vias de fato”, disse o promotor.
Segundo relatos, André fez chantagem para tentar manter relações sexuais com uma vizinha. Disse que se a moradora denunciasse revelaria segredos dela.
Para a promotoria o comportamento do vigilante com as mulheres chamava atenção.
“Natália foi morta por dizer não, foi morta por ser mulher. Isso é feminicídio – morte intencional de pessoas do sexo feminino”, acrescentou.
Segundo a promotoria o assassino conhecia a rotina da vítima e o crime foi premeditado, “acordava às quatro horas da manhã e ficava na frente da casa de Natália, olhando a mãe ir fazer atividades físicas”.
Fausto disse que Natália tinha um futuro brilhante pela frente, estava estudando inglês, e sonhava com especialização universitária, mestrado, doutorado.
O promotor também elogiou o trabalho dos policiais civis e militares, na investigação e elucidação do caso.
Corpo de Natália Tâmara foi encontrado sem vida numa estrada em terra (Divulgação)

DEFESA – A advogada Magna Martins, que fazia defesa de Carlos André, negou que seu cliente tivesse estuprado a vítima, e disse que o crime não foi motivado por Natália ser mulher.
Pediu provas da promotoria de que André perseguia mulheres, tentando desconstruir o depoimento de testemunhas da acusação.
A advogada relatou que a morte foi uma “fatalidade”, e que o réu não estava consciente durante o crime por causa do uso de cocaína e álcool.
A defesa do vigilante tentou sensibilizar o júri dizendo que a casa da mãe do réu tinha sido destruída por populares, que a filha dele não tinha com quem ficar.
Advogada tentou descaracterizar que houve morte cruel. Alegou que André não tinha antecedentes criminais. A defesa tentou por várias vezes tirar o réu da cadeia por meio de inúmeros recursos judiciais.
Magna pediu ao júri para ser imparcial e não julgar apenas pela comoção e repercussão social que o assassinato teve.

CONDENAÇÃO – O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de São Gonçalo do Amarante, aceitou as teses defendidas pela acusação.
O Júri reafirmou que o crime não foi cometido por insanidade mental e descartou hipótese de homicídio simples. Para o jurado foi um assassinato cruel, onde a vítima não teve oportunidade de defesa, e reafirmou-se a tese de feminicídio – morte por ser do sexo feminino.
O réu foi condenado a 23 anos de prisão em regime fechado. “Foi uma pena adequada”, concluiu o promotor que esperava uma sentença de 30 anos para o réu.
A defesa de Carlos André afirmou que vai recorrer da decisão do Júri.
“Vamos recorrer em todas as instâncias. O que nós esperamos é no mínimo a desclassificação do que foi solicitado pelo Ministério Público, que é o feminicídio, e não enxergamos que foi uma morte cruel. Foi um crime que teve realmente comoção social, foi o que o Júri enfatizou”, disse advogada.
Carlos André foi levado direto para o presídio, o FalaRN não conseguiu confirmar o local exato onde ele deverá permanecer.
fonte Fala RN.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Sesed recebe comissão para discutir ações para combater a violência contra a mulher


Secretário recebeu algumas propostas por parte da comissão, como a qualificação de policiais militares e civis para o acolhimento de mulheres vítimas de violência



Por Redação
O secretário da Segurança e da Defesa Social do Rio Grande do Norte, Caio Bezerra, recebeu, nesta quarta-feira (11), uma comissão para discutir ações para combater a violência contra a mulher no Estado.
Durante o encontro, o secretário recebeu algumas propostas por parte da comissão, como a qualificação de policiais militares e civis para o acolhimento de mulheres vítimas de violência, a instalação de equipes multidisciplinares nas delegacias e a possibilidade de atendimentos especiais nas delegacias de plantão da capital.
O titular da Sesed afirmou que o tema é uma das preocupações do órgão e explicou que ações já estão sendo desenvolvidas através da Coordenadoria da Defesa da Mulher e das Minorias (CODIMM). Inclusive, o Ronda Cidadã da Área Integrada de Segurança Pública 4 (AISP 4) é uma das referências nas ações de execuções de medidas protetivas em favor de mulheres vítimas de agressões. “Esse é um problema que a Sesed tem total preocupação em combater. O que pudermos fazer para ajudar a acabar com a violência contra a mulher, nós iremos fazer. Já temos alguns projetos em desenvolvimento que serão colocados em prática nos próximos meses”, destacou.
Participaram do encontro Flávia Lisboa, secretária Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres, Ana Lúcia Raymundo, diretora da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher da Defensoria Pública do RN, Erlândia Moreira Passos, titular da CODIMM, além de Eliana Fernandes e Iara Cristina do Nascimento, integrantes da Comissão de Mulheres Advogadas da OAB/RN.
A Sesed disponibiliza, através da CODIMM, o telefone Disque Denúncia 24 horas: 0800 281 2336, para um atendimento mais rápido para as mulheres vítimas de violência.
Portal no Ar

domingo, 25 de setembro de 2016

ONU Mulheres Brasil diz que pesquisa sobre estupro reflete a sociedade

Mais de um terço da população brasileira (33%) consideram que a vítima é culpada pelo estupro, informou o levantamento


Por Heloisa Cristaldo/Agência Brasil
A responsabilização da mulher por atos de violência sexual – medida pela pesquisa realizada pelo Datafolha, encomendada Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) – acendeu o debate em torno do assunto no país. Mais de um terço da população brasileira (33%) consideram que a vítima é culpada pelo estupro, informou o levantamento. A pesquisa mostrou ainda que 65% da população têm medo de sofrer violência sexual.
Para a representante da Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres Brasil, Nadine Gasman, o levantamento traz “dados muito fortes” e reflete a estagnação da sociedade brasileira em questões de gênero.
“Apontar que a mulher tem culpa em ser estuprada é uma constatação de que a sociedade brasileira tem avançado em muitos aspectos, mas segue machista, sexista e muito racista. A gente conhece as estatísticas de feminicídio. Tem aumentado mais a violência contra mulheres negras. É uma sociedade que ainda não acredita que mulheres e homens são iguais”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.
“Essa questão é reveladora e temos que trabalhar muito para mudar as concepções de gênero. Temos que entender as construções sociais, de mulheres e homens, que são produtos de uma formação patriarcal, onde os homens têm vantagens que os colocam em uma situação de poder contra totalmente o que a humanidade dispõe de marco – de que nascemos livres e iguais”, completa.
O levantamento mostra ainda que 42% dos homens e 32% das mulheres entrevistados concordam com a afirmação: “mulheres que se dão ao respeito não são estupradas”, enquanto 63% das mulheres discordam.
O Datafolha fez 3.625 entrevistas com pessoas a partir de 16 anos, em 217 municípios. A coleta de dados foi feita entre os dias 1º e 5 de agosto deste ano. A margem de erro é dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Violência sexual
A pesquisa aponta que a violência contra as mulheres é definida pelas Nações Unidas como qualquer ato de violência de gênero que resulte ou possa resultar em dano físico, sexual, dano psicológico ou sofrimento para as mulheres, incluindo ameaças, coerção ou privação arbitrária de liberdade, tanto na vida pública como na vida privada.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a violência sexual é “qualquer ato sexual ou tentativa de obter ato sexual, investidas ou comentários sexuais indesejáveis ou tráfico ou qualquer outra forma, contra a sexualidade de uma pessoa usando coerção”. A violência pode ser praticada por qualquer pessoa, independente da relação com a vítima, e em qualquer cenário, incluindo a casa e o trabalho. O ato pode acontecer em casa ou na rua.
Dados do 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que foram registrados 47.646 casos de estupro em todo o país em 2014, o que significa um estupro a cada 11 minutos.
Denúncia
Apesar do número de casos, a pesquisa destaca que a maioria das pessoas que sofre violência sexual não registra denúncia na polícia, o que torna difícil estimar a prevalência deste crime.
“Em termos regionais, o maior medo é verificado nas regiões Norte e Nordeste do país, atingindo 72% de toda a população. No entanto, se verificamos apenas as respostas das mulheres, notamos que 90% das mulheres que residem no Nordeste afirmam ter medo de sofrer violência sexual, seguidas de 87,5% da população feminina do Norte, 84% no Sudeste e Centro-Oeste e 78% no Sul do país”, aponta o documento.
O levantamento aborda a culpabilização pela violência sofrida pela mulher como uma reação frequentemente relatada, até mesmo quando elas recebem atendimento nos serviços de justiça, segurança e saúde. “A dificuldade de reunir evidências materiais do não consentimento, bem como o risco de revitimização durante os procedimentos legais – humilhação, julgamento moral, procedimentos de coleta de provas que expõem o corpo violado da vítima a novas intervenções – são desafios específicos relacionados à violência sexual”.
A coordenadora de projetos do Instituto Avon, Mafoane Odara, ressalta que a mulher não se sente acolhida em espaços de atendimento após situações de abuso sexual. “As mulheres não reconhecem esses espaços como pontos acolhedores. Se sentem revitimizadas, não se sentem respeitadas nesses lugares. Com isso, as mulheres se sentem deslegitimadas a denunciar”.
“Está na hora de a polícia falar mais sobre isso e da gente encontrar formas de acompanhamento das mulheres em situação de violência. Essa não é uma questão das mulheres, é uma questão da sociedade brasileira”, argumenta. “É importante olhar como as instituições corroboram para perpetuação de uma prática como essa e aí isso vai ser sentido pela população”.
Das pessoas entrevistadas, a metade não acredita que a Polícia Militar esteja bem preparada para atender mulheres vítimas de violência sexual. O resultado da pesquisa indica também que mais da metade da população (53%) acredita que as leis brasileiras protegem estupradores.
“Em um país em que persistem altos índices de desigualdade social e que ainda enfrenta o desafio do acesso ao ensino formal, pode-se estimar que o conhecimento sobre a legislação brasileira e sobre as penalidades atualmente previstas para os casos de estupro não seja amplamente difundido entre a população”, ressalta a pesquisa.
No Brasil, a pena para o crime de estupro varia de seis a 12 anos, podendo chegar a 30 anos, a maior pena prevista no ordenamento jurídico brasileiro em caso de morte da vítima. “Um atendimento acolhedor, melhores taxas de esclarecimento nas investigações e resolução dos casos que são denunciados poderiam ter um efeito mais positivo para o enfrentamento do problema e, ainda, tornar a população mais confiante no trabalho das instituições policiais e do Judiciário” diz a pesquisa.
A vítima
A pesquisa revelou que uma grande parcela da população considera as próprias mulheres vítimas de agressão sexual como culpadas por não se comportarem de acordo com uma “mulher respeitável”. A perpetuação da ideia de controle do comportamento e do corpo das mulheres faz com que a violência sexual possa ser tolerada diante da sociedade brasileira.
A pesquisa mostrou, ainda, que 42% dos homens concordam com a afirmação de que “mulheres que se dão ao respeito não são estupradas”, enquanto 63% das mulheres discordam. É bastante comum que o comportamento de quem foi vítima seja questionado com base no que se entende serem as formas corretas de “ser mulher” e “ser homem” no mundo.
A professora de Psicologia Clínica da Universidade de Brasília (UnB), Valeska Zanello, ressalta o aspecto da “objetificação da mulher”.
“Uma coisa que é profundamente naturalizada na nossa cultura é o não protagonismo da mulher com relação ao seu corpo. É punido tanto o protagonismo com relação à própria sexualidade [quando ela não pode escolher se quer ou não fazer sexo e com quantos] e também quando ela não pode dizer não. Geralmente, quando uma mulher sofre violência sexual, se tenta descobrir algum signo na vida dela que desqualifique esse protagonismo e, principalmente, coloque em xeque a índole dela, se ela é uma pessoa recatada ou não. E é isso que vai definir se ela foi estuprada ou não. Para ter uma mudança efetiva, a gente vai ter que trabalhar as novas gerações”, opina.
Educação
A pesquisa mostra que 91% dos entrevistados concordaram com a afirmação de que “temos que ensinar meninos a não estuprar”. Para Valeska Zanello, a mudança desse conceito na sociedade brasileira se dará, de fato, por meio da educação. “Lei é importante, mas ela muito pouco efetiva. A cultura punitiva é muito pouco eficaz, porque, em geral, ela vai punir só aquela pontinha do iceberg. Para a gente mudar uma cultura, as leis não são suficientes. Isso só acontece por meio da educação”, finaliza.
“Uma das coisas mais importantes é que temos leis, políticas, programas, mas tem que trabalhar a educação formal e não formal e meios de comunicação nessa mudança de paradigmas da sociedade com relação a igualdade, especialmente entre homens e mulheres: a ideia de toda sociedade de todos e todas sejam iguais”, ressalta Nadine Gasman.
Portal no Ar

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Um terço da população do país culpa as mulheres por estupro, diz pesquisa

Apesar de os debates sobre os direitos das mulheres terem se intensificado neste ano — provocados por casos de repercussão nacional como o estupro coletivo de uma jovem, no Rio de Janeiro, em maio —, praticamente  um terço da população brasileira ainda acredita que a culpa da violência sexual é da vítima. Os dados são da pesquisa inédita #ApolíciaPrecisaFalarSobreEstupro, encomendada ao Datafolha pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
O levantamento apresenta que 42% dos homens acreditam que o estupro acontece porque a mulher não se dá ao respeito e/ou usa roupas provocativas, e 32% das mulheres têm a mesma opinião. A pesquisa será lançada hoje no 10º Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que tem como tema a “Violência Contra a Mulher, Acesso à Justiça e o papel das Instituições Policiais”.
Robson Pires

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Candidato a vereador em Recife é preso acusado de estupro de crianças

Jamerson Dantas foi preso pelo Departamento de Polícia da criança e do Adolescente (DPCA) na manhã desta quarta-feira


Acusado de abusar duas crianças e um adolescente, o candidato a vereador do Recife pelo PSD, Jamerson Dantas, foi preso pelo Departamento de Polícia da criança e do Adolescente (DPCA) na manhã desta quarta-feira (24), no bairro de Caixa D’Água, em Olinda, na Região Metropolitana. O delegado titular do DPCA, Ademir Oliveira, afirmou ao Jornal do Commercio que a apuração começou em abril, depois da denúncia de um adolescente de 13 anos.
Depois do relato do menino, duas outras vítimas que foram abusadas há dois anos, também denunciaram o candidato. São dois primos, uma menina que tinha 10 anos e um menino que tinha 8, quando o crime foi cometido. Dantas é técnico de enfermagem e cuidava da avó das crianças. O candidato a vereador foi preso na casa da mãe dele, onde estava escondido, segundo o delegado. Dantas havia sido ameaçado de morte por causa da acusação.
Agora RN

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Gospel Bianca Toledo perde o marido para a pedofilia - Pastora fez a revelação nas redes sociais: ‘Eu fui enganada’

A escritora e pastora Bianca Toledo(Reprodução/ Facebook/VEJA)
Famosa no meio evangélico, a pastora, escritora e ex-cantora Bianca Toledo fez um desabafo em texto e vídeo no Facebook nesta quarta-feira sobre os problemas que tem enfrentado com o marido, Felipe Heiderich. Na publicação, que já soma quase 4 milhões de visualizações, Bianca conta que seu esposo, que também é pastor, confessou ser homossexual e estar envolvido em casos de pedofilia. Ele tentou suicídio, foi avaliado por uma clínica psiquiátrica e agora está preso em Bangu 1, no Rio de Janeiro, por estupro de vulnerável.
"Confesso que descobri coisas que não queria ter descoberto, passamos por um momento muito difícil", conta. "O que eu descobri é muito grave. Eu o confrontei e ele confirmou que tinha um quadro de homossexualidade latente durante o casamento, o que me fez querer cancelar o casamento".
Bianca narra que na clínica ele foi diagnosticado com psicose maníaco-depressiva, neurose grave e múltiplas personalidades. "Ele está acautelado por crime de pedofilia. E eu estou esperando a justiça do céu e a Justiça da Terra", diz. "Eu fui enganada. Fui enganada", ressalta.
No texto que acompanha o vídeo, Bianca escreve que o processo de anulação do casamento foi iniciado. "A teologia do Felipe era perfeita, mas seu interior era uma fraude. Me enganou e enganou a todos. É triste, mas é a verdade", diz. "A investigação de Pedofilia torna mais grave e triste tudo que descobri. O Pedido de Prisão do MP (Ministério Público) foi feito mediante uma série de provas contundentes."
Histórico - Bianca ficou conhecida em 2001, durante o programa do Raul Gil. Ela ficou grávida do primeiro marido e, próximo ao nascimento da criança, o intestino da cantora se rompeu. Ela passou mais de 50 dias em coma, fez diversas cirurgias e sofreu duas paradas cardíacas. No total, Bianca ficou cinco meses imobilizada no hospital. Sua recuperação aumentou sua fama no meio evangélico. Ela escreveu um livro sobre o ocorrido e passou a viajar pelo Brasil contando sua história de sobrevivência considerada um milagre. Os problemas de saúde, contudo, impediram que ela voltasse a cantar.
O primeiro esposo a deixou enquanto ela estava internada. Já o segundo casamento, ocorrido em 2014, se tornou parte do testemunho de Bianca. O vídeo da cerimônia possui no YouTube mais de 1,3 milhão de visualizações.
veja

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Marido mata estuprador da esposa e mulher entrega corpo na Delegacia

O homicídio ocorreu na noite deste domingo, 03 de julho, em frente a Delegacia de Polícia Civil da cidade de Buritis/RO


Por Redação
O corpo de um homem foi deixado dentro de veículo em frente a delegacia, deixado por uma mulher. O caso ocorreu na noite deste domingo, 03 de julho, em frente a Delegacia de Polícia Civil da cidade de Buritis/RO.
De acordo com informações da Polícia, uma mulher acompanhada do irmão foi até a delegacia dirigindo uma picape Volkswagen, modelo Saveiro de cor branca e placa OBW-8107/Buritis-RO e relatou aos policiais civis que dentro de seu carro havia um homem baleado.
Porém, os policiais constataram que Ezequias Rodrigues apresentava perfurações de disparo de arma de fogo, entre elas, no tórax e já encontrava-se em óbito.
Para a polícia, a mulher relatou com riqueza de detalhes que na noite de sábado, 02 de julho, estava transitando pela linha C-14 próximo da Vila União na área rural de Campo Novo de Rondônia quando foi surpreendida por um homem de cara limpa e armado que fez ameaças e a estuprou  e subtraiu sua calcinha, tal estuprador seria Ezequias.
O marido ao tomar conhecimento da violência sexual que sua esposa sofreu, na tarde de hoje foi até Campo Novo de Rondônia e em companhia dela e de seu irmão passaram a procurar pelo estuprador, ocasião em que o avistaram no distrito de Vila União. Na ocasião, o marido e o irmão da vítima de estupro amarram Ezequias e obrigaram este a indicar o local onde residia.
*Com informações do AC24horas - Portal no Ar

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Bomba! Luiza Brunet revela ter sido violentamente agredida pelo companheiro

Luiza Brunet com o empresário Lírio Parisotto (Foto: Reprodução)

Mais um caso de violência contra a mulher acaba de entrar para a estatística. Uma bomba envolvendo o nome de Luiza Brunet acaba de explodir nas redes sociais. Nesta sexta-feira (1°), o colunista Alcelmo Gois, do Jornal “O Globo”, revelou que a atriz foi violentamente agredida pelo ex-companheiro, o empresário Lírio Parisotto.
Segundo a publicação, a ex-modelo de 54 anos foi violentada no último dia 21 de maio durante uma viagem à Nova York. Lírio teria começado a discutir com Luiza enquanto jantava com ela e alguns amigos em um restaurante e depois levou a discussão para o apartamento.
Ao chegarem ao apartamento, ele teria partido para cima dela com agressões verbais. Logo depois, ela recebeu um soco no olho e chutes pelo corpo. Luiza contou que foi derrubada no sofá e imobilizada violentamente até ter quatro costelas quebradas. Ela só conseguiu escapar depois de gritar por ajuda. Então, se trancou no quarto e só saiu de lá no dia seguinte, para voltar ao Brasil.
“Eu sempre tive uma família estruturada e sempre fui discreta em minha vida pessoal. É doloroso aos 54 anos ter que me expor dessa maneira. Mas eu criei coragem, perdi o medo e a vergonha por causa da situação que nós, mulheres, vivemos no Brasil. É um desrespeito em relação à gente. O que mais nos inibe é a vergonha. Há mulheres com necessidade de ficar ao lado do agressor por questões econômicas, porque está acostumada ou mesmo por achar que a relação vai melhorar”, disse.
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Mãe flagra estupro da filha de 8 anos por idoso no interior de SP

O acusado é o pintor Jair de Oliveira, de 63 anos, que foi preso em flagrante


Por Estadão Conteúdo
Depois de flagrar a filha de oito anos sendo estuprada por um homem na tarde desta quinta-feira, 30, em Bastos, no interior de São Paulo, a diarista Maria Rita da Silva de Araújo, de 46 anos, chamou a Polícia Militar.
O acusado é o pintor Jair de Oliveira, de 63 anos, que foi preso em flagrante. Segundo a PM, ele também abusava de outra filha da diarista, uma menina de apenas dois anos.
As irmãs foram examinadas por uma médica no Pronto-Socorro Municipal. Foi constatado que “elas tinham marcas de violência na região íntima”, de acordo com um porta-voz da PM ouvido pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Depois, as meninas passaram por exames no Instituto Médico Legal(IML) de Tupã, que confirmaram o estupro. O pintor, que é pai de uma conselheira tutelar, morava na casa da diarista, que também tem um filho.
“Ele dava dinheiro para o menino comprar doce e, enquanto o menor estava fora, abusava das irmãs”, segundo o porta-voz.
‘Cadeia dos estupradores’
Depois de ser ouvido na Delegacia de Bastos, o pintor Jair de Oliveira foi transferido para a cadeia de Barra Bonita. O local é conhecido como a cadeia dos estupradores.
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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Polícia prende políticos acusados de explorar crianças e adolescentes sexualmente

Entre os presos do caso, denunciado em 2009 e conhecido como "Meninas de Guarus", está o ex-deputado Nelson Nahim Matheus de Oliveira, irmão do ex-governador do Rio, Anthony Garotinho


Por Agência Estado
 

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro prenderam, na manhã desta quinta-feira, 9, 12 pessoas acusadas de participar de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes, em Campos de Goytacazes, no norte fluminense. Entre os presos do caso, denunciado em 2009 e conhecido como “Meninas de Guarus”, está o ex-deputado Nelson Nahim Matheus de Oliveira, irmão do ex-governador do Rio, Anthony Garotinho.
Também foram presos o ex-vereador Marcus Alexandre dos Santos Ferreira, o policial militar Ronaldo de Souza Santos e o empresário Renato Pinheiro Duarte. Além dos 12 presos, duas pessoas condenadas ainda estão foragidas, Gustavo Peçanha e Dovany Salvador. A condenação foi feita pela juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, da 3ª Vara Criminal de Campos.
De acordo com a denúncia, os réus mantinham e exploravam crianças e adolescentes, entre 8 e 17 anos de idade, em uma casa situada em Guarus, distrito de Campos, para fins de prostituição e exploração sexual. O lugar era mantido com as portas e janelas trancadas, com correntes e cadeados, sempre sob vigília armada. As vítimas eram obrigadas a consumir drogas, como cocaína, haxixe, crack, ecstasy e maconha, sem que pudessem oferecer resistência.
Os acusados foram condenados pelos crimes de quadrilha armada, estupro de vulnerável, exploração sexual de crianças e adolescentes. A maior pena aplicada foi de 31 anos para os condenados Leilson Rocha e Ronaldo Santos, sendo aplicada pena de 12 anos para Nelson Nahim.
A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro.
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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Maníaco estupra, mata e arranca coração de criança de 10 anos em MG

Crime hediondo aconteceu em Buenópolis. Suspeito do crime, de 42 anos, está foragido

A Polícia Civil e a Polícia Militar de Minas Gerais entram nesta segunda-feira, 6, no quarto dia de buscas a Jairo Lopes, de 42 anos, suspeito de estuprar, matar e arrancar o coração de uma menina de 10 anos em Buenópolis, na região central do Estado, a 270 quilômetros de Belo Horizonte. O criminoso é considerado foragido da Justiça.

Lopes responde pelos crimes de homicídio, estupro e roubo em Montes Claros, no norte do Estado. Ele escapou em fevereiro de 2012 do Presídio Alvorada, no município, segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds).

O criminoso estaria vivendo há dois meses em Buenópolis, a 145 quilômetros de Montes Claros e era vizinho da vítima. A menina foi vista pela última vez na quinta-feira, 1º, quando ia à escola. Segundo a Polícia Civil, o corpo foi encontrado em uma estrada próximo à Fazenda Bom Jardim zona rural do município, com sinais de violência física e sexual. Havia ainda perfuração no estômago e estava sem o coração.

O corpo passou por exames e teve material genético coletado e enviado ao Instituto de Criminalística em Belo Horizonte. A previsão é de que o laudo fique pronto em 30 dias. O corpo será enterrado no cemitério de Buenópolis.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Seis suspeitos de estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos são considerados foragidos no Rio de Janeiro

Nesta manhã, agentes da Polícia Civil estiveram em favelas e bairros do Rio de Janeiro à procura dos seis, sem sucesso


Por Estadão Conteudo
 

A Polícia Civil do Rio de Janeiro procura nesta segunda-feira, 30, seis homens acusados de envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos, ocorrido no bairro de Jacarepaguá, zona oeste, no sábado, dia 21, e divulgado em redes sociais na terça-feira, 24. Eles são considerados foragidos. Ainda não se sabe quem participou do ato em si e quem o divulgou na internet.
Estão sendo procurados Sérgio Luiz da Silva Júnior, conhecido como Da Russa; Marcelo Miranda da Cruz Correa; Raphael Assis Duarte Belo; Michel Brasil da Silva; Lucas Perdomo Duarte Santos; e Raí de Souza. Da Russa é apontado como chefe do tráfico do Morro da Barão, na Praça Seca, onde ocorreu o crime. O Disque Denúncia oferece R$ 1 mil para quem der informações sobre seu paradeiro. Santos tinha um relacionamento com a vítima.
Nesta manhã, agentes da Polícia Civil estiveram em favelas e bairros da região à procura dos seis, sem sucesso. A ação foi coordenada pela delegada Cristiana Onorato, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), e pelo diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada, Ronaldo de Oliveira.
Em entrevista neste domingo, 29, ao Fantástico, da TV Globo, a adolescente declarou que está recebendo ameaças pela internet e que se sentiu desrespeitada na delegacia onde prestou dois depoimentos.
“Quando vim à delegacia, não me senti à vontade em nenhum momento. Acho que é por isso que as mulheres não fazem denúncias”, disse a adolescente. Ao explicar o que aconteceu na delegacia, a jovem afirmou: “Tentaram me incriminar, como se eu tivesse culpa por ser estuprada”.
No mesmo dia, a família decidiu dispensar a advogada Eloísa Samy Santiago, que defendia a adolescente no caso. Ela será protegida pelo Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte, da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, em parceria com o governo federal.
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sábado, 28 de maio de 2016

RN tem 1.472 denúncias de violência sexual em quatro anos

Casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, como o que ocorreu no último sábado (21), no Rio de Janeiro – onde uma jovem de 16 anos foi brutalmente violentada – também alimentam estatísticas alarmantes no Rio Grande do Norte.
Dados da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (DCA), apontam que 49% dos boletins de ocorrência registrados somente em 2015, são denúncias de violência sexual contra crianças e jovens de 0 na 18 anos. Os registros mostram que dos 712 casos recebidos na especializada, 348 foram de crimes sexuais.
Em 2015, dados da DCA revelam que Natal teve 139 estupros a vulnerável, ou seja, vítimas com até 14 anos de idade, e 34 estupros de adolescentes entre 15 e 18. Segundo a titular da especializada, delegada Dulcineia Costa, os de Natal que mais concentram casos estão na Zona Norte. Os bairros que lideram o ranking são de Nossa Senhora da apresentação, com 32 casos, seguido de Lagoa Azul, com 28, Felipe Camarão, com 19, seguido de Pajuçara e do Planalto, ambos com 14. Nos últimos quatro anos, 1.472 denúncias relacionadas a violência sexual.
Tribuna do Norte / Por Robson Pires