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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Condenado estuprou enteada de 7 anos e encarcerou família no RN - Crimes ocorreram em uma residência na zona rural de Nísia Floresta

O juiz Rainel Batista Pereira Filho, da Comarca de Nísia Floresta, condenou um homem acusado de praticar diversos crimes (alguns de natureza sexual) contra sua companheira e os filhos dela na zona rural daquele Município, durante dois anos, a uma pena de 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado para o início do cumprimento da pena.
O acusado foi denunciado pelo Ministério Público pela prática dos crimes de lesão corporal, ameaça, cárcere privado, estupro de vulnerável e satisfação de lascívia perante criança praticado contra sua companheira e contra os dois filhos dela, um casal de crianças..
Segundo a peça acusatória, o homem manteve sua companheira e as crianças em cárcere privado, sob constante ameaça, por aproximadamente dois anos, em uma residência localizada em Boágua, no Município de Nísia Floresta, desprovida de abastecimento de água e energia elétrica, só podendo sair de casa acompanhados do acusado.
Ele também teria praticado sexo e outros atos libidinosos por reiteradas vezes com a sua enteada, de 7 anos de idade na data dos fatos, ainda no período do cárcere. Ou seja, por aproximadamente um mês, o padastro teria abusado sexualmente da menina, consistente na prática de conjunção carnal e outros atos libidinosos, muitas vezes na presença do irmão dela.
De acordo com o MP (que ofereceu a denúncia em 5 de julho de 2012), o acusado angariava o sigilo dos menores valendo-se de ameças de morte, direcionadas normalmente para a mãe das vítimas infantes. As três vítimas também teriam sido submetidas a diversas lesões corporais e que, durante o período, eram mantidas sob ameaças de morte proferidas com a utilização de uma faca e um ferro longo e pontiagudo. A denúncia também menciona a existência de lesões corporais no menor garoto.
Julgamento
Quando julgou a ação penal, o magistrado reconheceu a extinção de punibilidade do acusado, relativamente aos crimes de lesão corporal e ameaça, por estarem prescritos em virtude de já ter se passado mais de cinco anos (termo inicial da prescrição tem a data de 05 de julho de 2012) sem que o Estado tenha imposto pena quanto a estes crimes.
Quanto aos demais crimes, houve condenação do acusado baseado nas provas constantes nos autos da ação penal, especialmente nos depoimentos das vítimas, de testemunhas (como de policiais militares e conselho tutelar) e do próprio acusado.
Se baseando na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, o juiz considerou que os delitos cometidos ocorreram em âmbito doméstico, distante de vizinhos ou pessoas que pudessem testemunhar sobre os atos praticados pelo acusado, de modo que as palavras das vítimas ganham especial relevo como elemento probatório, desde que dotadas de coerência e linearidade, bem como não contrárias as demais provas produzidas.
“Os depoimentos das vítimas apresentam consistência e congruência uns com os outros, bem como com os demais elementos probatórios colacionados aos autos, sendo, muitas vezes, confirmados pelos depoimentos das testemunhas, de modo que merecem força como elemento de prova”, considerou.
Ao condenar o padastro das crianças, o magistrado negou-lhe o direito de recorrer em liberdade, por considerar reincidente o agora condenado e os contornos concretos que envolvem o delito apreciado, praticado contra crianças de pouca idade, no ambiente doméstico de convivência, o que demonstra o desrespeito aos mínimos padrões sociais e denotam a periculosidade do réu.
“Com isso, entendo presente a necessidade de acautelar-se a ordem pública, de forma a impedir que o condenado volte a delinquir, assim NEGO O DIREITO A RECORRER EM LIBERDADE”, decidiu Rainel Batista.
Portal no Ar

sábado, 28 de janeiro de 2017

Com Alcaçuz destruída, contêineres vão abrigar presos até desativação completa do presídio

Serão 50 contêineres instalados no muro da penitenciária e cada um terá capacidade para 20 detentos, totalizando mil vagas temporárias ao sistema carcerário

Diante do cenário devastador que os agentes penitenciários encontraram ao retomar o controle do Presídio Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte confirmou que vai instalar contêineres na penitenciária para abrigar os presos até que a unidade seja completamente desativada (a previsão é que isso ocorre até o fim deste ano).
Segundo informações da Tribuna do Norte, serão 50 contêineres instalados no muro do presídio e cada um terá capacidade para 20 detentos. Eles serão adaptados e virarão celas. No total, 1.000 vagas estarão disponíveis para abrigar os presos em caráter emergencial. Como o Governo já adiantou que não pretende dar prosseguimento à Alcaçuz, uma reforma no presídio seria inadequada para os cofres públicos.
O governador Robinson Faria adiantou que o Estado está trabalhando para construir três novos grandes presídios em cidades como Ceará-Mirim, Afonso Bezerra e Mossoró. O da primeira cidade, inclusive, já está com mais de 50% de conclusão. Os três presídios gerarão, ao todo, duas mil novas vagas ao sistema penitenciário do Estado, que atualmente sofre bastante com a superlotação.
Agora RN

sábado, 21 de janeiro de 2017

Em Alcaçuz, novas partes de corpos são encontradas e resgatadas por peritos do Itep

Agentes do Itep trabalham para achar possíveis novos corpos de presos em Alcaçuz

Segundo informações do Itep, partes de cadáveres dos presos foram encontradas nos pavilhões 2, 3 e 4 do presídio - onde não há detentos no momento

Na tarde deste sábado (21), três equipes de peritos do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) retornaram à penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, aproveitando a intervenção do governo do Rio Grande do Norte, para investigarem onde estariam os outros corpos de presidiários assassinados durante o confronto entre membros das facções do PCC e do Sindicato do Crime, que – até então – havia deixado 26 mortos contados.
Segundo informações do Itep, que continuará buscando possíveis novos cadáveres, partes de corpos dos presos foram encontrados nos pavilhões 2, 3 e 4 – onde não há detentos no momento – do complexo prisional. O Itep, contudo, não deu maiores informações sobre as buscas e os materiais recolhidos.
Além disso, seguindo a informação dos próprios presos de que haveria mortos jogados em uma das fossas de Alcaçuz, uma equipe da Companhia de Águas e Esgoto (Caern) também foi levada ao presídio para encontrá-la e tentar esvaziá-la.
Agora RN

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Policiais da CIPAM frustram fuga na Penitenciária de Alcaçuz

Policiais da Companhia Independente de Proteção Ambiental (CIPAM) conseguiram frustrar na madrugada desta quarta-feira (13) mais uma fuga na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta. Os militares realizavam o policiamento quando visualizaram três apenados tentando passar pelo muro da unidade e conseguiram coibir a ação. Os três apenados foram apresentados a diretoria da unidade prisional.
Robson Pires

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Túnel é encontrado em Alcaçuz; juiz diz que 22 podem ter fugido

Contagem para saber o número oficial, no entanto, será feita apenas na manhã desta segunda-feira



Ainda não é oficial, mas o sistema prisional do Rio Grande do Norte pode ter registrado mais uma fuga em massa. Desta vez o caso aconteceu na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta.
Na noite desse domingo (21), agentes da unidade encontraram o túnel que saia entre as guaritas 8 e 9 e teve como origem o Pavilhão 1 de Alcaçuz. Um dos guariteiros alertou os guardas depois que viu um possível preso em fuga.
Como o risco de entrar nos pavilhões no período da noite é muito grande, a contagem será feita apenas na manhã desta segunda-feira (22), com a ajuda da Polícia Militar e do Grupo de Operações Especiais do Sistema Penitenciário.
Apesar do número de fugitivos não ter sido confirmado oficialmente, o juiz Henrique Baltazar, titular da Vara de Execuções Penais de Natal, disse que 22 apenados podem ter escapado. “Segundo me informaram, esta noite (ontem) fugiram 22 apenados da Penitenciária Estadual de Alcaçuz”.
Agora RN

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Polícia prende homem suspeito de agredir o pai e estuprar a própria mãe

Caso aconteceu na cidade de Nísia Floresta. Homem foi detido quando tinha acabado de agredir os dois idosos


A polícia prendeu na manhã desta terça-feira (26), na cidade de Nísia Floresta, Região Metropolitana de Natal, Sebastião Marcelino Santos Silva, de 40 anos. Os crimes que ele é suspeito de ter cometido são, no mínimo, chocantes.
Ao receberem uma denúncia anônima de que Sebastião estaria agredindo os próprios pais, os policiais foram até a residência deles e prenderam o suspeito em flagrante, pois ele tinha acabado de agredir os dois idosos.
Porém, Francisco não apenas agredia os pais. Informações que chegaram para a polícia dão conta de que ele também estuprava a própria mãe. “Isso já vinha acontecendo há algum tempo. Não era de hoje não. O pai dele veio aqui, um velhinho, que nem consegue andar mais direito e confirmou tudo. El ainda disse que finalmente iria dormir em paz, por causa da prisão do filho”, afirmou um policial ouvido pelo Agora RN.
Até o fechamento desta matéria, Sebastião Marcelino ainda estava sendo flagranteado na delegacia de Nísia Floresta.
Agora RN

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Sistema penitenciário: 131 detentos fugiram e 80 são liberados para indulto natalino

Dez, das 18 unidades prisionais da RMN, registraram fugas resultando em 131 foragidos


Dados divulgados pela Coordenadoria de Estatística e Análise Criminais (COINE) e comparados com o relatório da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) mostram a atual fragilidade do atual Sistema Penitenciário do Rio Grande do Norte que permanece em estado de calamidade pública até março de 2016. Ao todo 192 foragidos da justiça foram capturados pelas polícias militar e civil o início do mês de dezembro deste ano contra 131 detentos que fugiram de unidades prisionais em Natal e região metropolitana.
Dez, das 18 unidades prisionais da RMN, registraram fugas resultando em 131 foragidos. A Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, registrou o maior número com 5 fugas e 76 foragidos. A Sejuc ressalta que intensificou as intervenções nas unidades e que frustrou diversas tentativas de fuga, porém, reconhece a deficiência no número de agentes penitenciários e a atual estrutura física do Sistema.
Ainda segundo a Sejuc, a ampliação dos Centros de Detenções Provisórias de São Paulo Potengi, Currais Novos e Ribeira, além da construção da Cadeia pública na cidade de Ceará-Mirim, que terá capacidade para 603 internos, e será dividida em três pavilhões, com 24 celas cada, ajudará a equilibrar o Sistema.
Indulto Segundo o juiz da Vara de Execuções Penais da capital, Henrique Baltazar Villar dos Santos, oitenta presidiários dos regimes semiaberto do Sistema Penitenciário da Comarca de Natal serão beneficiados pela “saída temporária” das unidades prisionais entre os dias 24 de dezembro e 1º de janeiro de 2016.  Ou seja, além dos 131 fugitivos o Estado terá mais 80 criminosos soltos.
Agentes O Rio Grande do Norte conta com 914 agentes penitenciários para todo o sistema prisional, que abriga aproximadamente 7.500 detentos. Dos 500 agentes necessários para atender a população carcerária do Estado, 28 já foram convocados e 300 temporários serão convocados nos próximos meses.
*Do 190rn.com

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Detento é morto em briga de facções no presídio de Alcaçuz

Detentos de facções rivais iniciaram um confronto no Pavilhão 5. Um homem foi morto

Na manhã desta terça-feira (18). fações rivais iniciaram uma briga no Pavilhão 5
Detentos do presídio de Alcaçuz, no município de Nísia Floresta, iniciaram um motim na manhã desta terça-feira (18). Presidiários integrantes de facções iniciaram entraram em luta a unidade prisional. Um dos detentos, Emerson Nascimento da Luz, 38, natural de Natal, foi morto.
Segundo uma fonte do portalnoar.com que circula no presídio, detentos das alas A, B e D do Pavilhão 5 querem iniciar uma rebelião e iniciar um confronto com os presos da ala C. De acordo com as informações colhidas, a briga desta manhã teria sido uma consequência da disputa de poder entre o PCC e a facção Sindicato do RN. Os dois grupos também estão envolvidos na confusão do último fina de semana, quando quatro presos foram mortos e outros quatro ficaram feridos, durante uma briga de facções na Cadeia Pública de Caraúbas.
Apesar do confronto dessa manhã, informações dão conta de que a situação foi controlada pelo Grupo de Operações Especiais (GOE). Os agentes isolaram os presos e uma revista nas celas foi iniciada. Apesar do motim, o interior da penitenciara não foi destruído.
Portal no Ar

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Justiça determina interdição parcial em Presídio de Alcaçuz

A direção da Penitenciária Estadual de Alcaçuz não poderá mais receber presos, até que a lotação esteja dentro do máximo permitido. A determinação vem por meio da portaria 001/2015, assinada pelo juiz José Ricardo Arbex, que integra a comissão de magistrados, destacados para agir em um mutirão voltado à Execução Penal, no município de Nísia Floresta, onde se localiza o presídio, que continua em funcionamento, mas sob interdição parcial.
“Determinamos isso por uma questão de segurança pública, pensando na coletividade. A situação em Alcaçuz já passou do limite. É um barril de pólvora, que, se ‘explodir’, é a população que vai sentir”, justifica o juiz, que também fixou multa de mil reais por detento que seja recebido na unidade sem a autorização judicial. A interdição é resultado de um requerimento feito pelo Ministério Público estadual.
“Não temos como autorizar a entrada de mais nenhum detento no local. O Judiciário não pode mais fazer o papel do executivo. O Governo deve construir penitenciárias o mais urgente possível. Para onde serão levados esses novos presos não saberemos dizer. Caberá ao Poder Executivo”, enfatiza o magistrado.
Segundo o ele, o último relatório obtido pela comissão de juízes identificou que o presídio está com quase mil detentos, quando a lotação máxima é de 620 e, de acordo com o juiz, nesta semana, mais 30 detentos seriam levado a Alcaçuz. “Não temos como dar com exatidão a lotação atual, porque havia o recebimento de presos constantemente. Sem falar nos presos provisórios, que chegam a 20 no momento”, alerta o magistrado.
Robson Pires

quarta-feira, 25 de março de 2015

Alvo das rebeliões, diretora diz que Alcaçuz parecia shopping: “Não havia limites”

Dinorá Simas revela algumas dificuldades que têm enfrentado nos 13 anos que trabalha nos sistema penitenciário do Estado


Durante os sete dias de crise no sistema penitenciário do Rio Grande do Norte – começou no dia 11 e terminou no dia 18 de março – a principal reivindicação dos detentos que participaram dos motins e rebeliões era a saída de Dinorá Simas da diretoria da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, maior unidade prisional do RN, que fica no município de Nísia Floresta, Grande Natal. Entretanto, mesmo diante da situação, Dinorá se negou a entregar o cargo. Agora, com a situação se acalmando, ela resolveu abrir o jogo e falar das dificuldades e de sua história de trabalho diário com alguns dos criminosos mais perigosos do Estado.
Dinorá, que é natural da cidade de Grajaú, no Maranhão, trabalha há 13 anos no sistema prisional do Rio Grande do Norte. Ele começou como agente penitenciária no Complexo Penal Dr. João Chaves, foi diretora do CDP da Ribeira e também titular da Coordenadoria de Administração Penitenciária (Coape). Em Alcaçuz, a primeira oportunidade aconteceu em 2012, quando se tornou a primeira mulher a assumir o comando da unidade. Apesar de ter enfrentado diversos problemas ao longo dos anos, nada se comparou ao que ela teve que encarar nas últimas semanas: os dias de rebeliões e motins em 16 presídios potiguares, além de cinco ônibus queimados em Natal por ordem dos detentos. Tudo isso tendo como uma das principais reivindicações a saída de Dinorá da diretoria de Alcaçuz.
Mãe de quatro filhos, ela conta que teve que se isolar quase que completamente dos familiares. “Durante essa crise no sistema penitenciário, se eu falei duas vezes com a minha família foi muito. Fiquei em casa sozinha, pois tinha que me dedicar completamente ao que estava acontecendo. Além disso, eu tinha que garantir a segurança dos meus familiares”.
Questionada se em algum momento pensou em entregar o cargo para tentar conter a onda de rebeliões, Dinorá disse que não. “Se o Governo tivesse me tirado, eu iria aceitar, pois sou funcionária. Mas entregar o cargo eu não faria. Em um momento de crise, mudanças assim não devem acontecer. O Estado e meus companheiros de profissão, os agentes penitenciários, precisavam de mim e eu não podia abandoná-los em um momento como esse”, disse a diretora de Alcaçuz, que ainda deixou no ar uma possível “mudança de vida” em um futuro próximo. “Vamos esperar a poeira baixar um pouco. A situação ainda está sendo totalmente controlada. Quando tudo isso passar, irei pensar no que fazer”.
Sobre os motivos que teriam levado os detentos a pedirem que ela saísse de Alcaçuz, Dinorá afirmou que as diversas apreensões que vêm acontecendo na unidade têm incomodado muitos apenados. “Na verdade eu faço de tudo por eles (detentos). Se eles precisam de alguma coisa, que faço de tudo para conseguir. Acredito que o problema maior é que estamos fazendo muitas apreensões em Alcaçuz e isso não é bom para a ‘atividade’ deles”.
Com 13 anos de serviços prestados e em contato direto com centenas de detentos, as ameaças também fazem parte da vida da maranhense. A situação piorou quando ela assumiu Alcaçuz, em 2012. “Quando cheguei, Alcaçuz parecia um shopping, com os presos à vontade, sem limite algum e quase nunca eram revistados. Mudei isso com muita luta e coragem. No começo, eles (presos) ficaram chateados. Recebi algumas ameaças sim, mas em geral eram bilhetes e informações de que os detentos estavam me ameaçando. Só que isso nunca me abalou. Sempre continuei trabalhando da mesma forma”. Um dos episódios mais graves contra Dinorá aconteceu em maio de 2013, quando uma casa de praia de propriedade dela, foi queimada. Segundo informações da polícia, criminosos atearam fogo e picharam as paredes da residência com inscrições de uma facção criminosa.
Embora tenha ciência das dificuldades que o cargo de diretora de um presídio como Alcaçuz traz, Dinorá Simas acredita que o trabalho poderia ser facilitado caso os investimentos no sistema prisional fossem feitos de maneira mais rápida. “Hoje o sistema prisional do Rio Grande do Norte tem muitos problemas estruturais e também de equipamentos. Já é complicado manter a paz em presídios, imagine sem as condições ideais. Precisamos de equipamento de raio-x nas revistas. Também é preciso investir em pessoal, o efetivo de agentes penitenciários é muito pequeno para tantos detentos”.
Vida pessoal afetada
Com 57 anos de idade, até 2002 Dinorá Simas sequer pensava em seguir a carreira de agente penitenciária. Até então recebia uma generosa pensão do ex-marido, de quem separou em 1995. “Quando eu separei, eu tinha apenas o primeiro grau. Depois investi nos estudos e em 2002 resolvi fazer o concurso para agente. Passei e até hoje não me arrependo da profissão que escolhi”.
Formada no curso de Administração, a diretora de Alcaçuz também estava fazendo faculdade de Serviço Social, mas as jornadas de trabalha, muitas vezes beirando as 24 horas por dia, impediram que ela concluísse o curso. “A minha profissão ocupa boa parte do meu tempo. Sempre tento fazer alguma outra coisa, mas infelizmente não tenho tempo. Como falei anteriormente, muitas vezes vejo minha família bem menos do que eu gostaria. Tenho que abrir mão de algumas coisas para seguir na minha profissão”.
Mesmo com todas as dificuldades e das vontades que tem que abdicar, a atual diretora de Alcaçuz disse que a profissão traz muitas alegrias. “De maneira alguma eu me arrependo da profissão eu escolhi. Eu que quis seguir esse caminho, não foi ninguém que me obrigou. Sei que o trabalho que eu faço é muito importante para a sociedade. O trabalho que fazemos nos presídios tem um reflexo direto na vida da população.
JH

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Casal de policiais civis é assaltado e agredido por bandidos


Um casal de policiais civis do Rio Grande do Norte foi alvo de bandidos na praia de Barreta, em Nísia Floresta, litoral sul do estado, na noite de ontem. Quatro bandidos armados renderam, agrediram e assaltaram o casal. Ninguém foi preso.

De acordo com informações da polícia, foi rendido em casa por quatro criminosos. Após descobrirem que se tratava de dois policiais, o bando chegou a agredir o casal, antes de levar duas pistolas .40 e aproximadamente 100 munições. O grupo fugiu no carro do policial, um Corolla de cor branca.

Após a ação, os criminosos abandonaram o veículo em Parnamirim, próximo ao bairro Cajupiranga, e fugiram para destino incerto. Diligências foram realizadas, mas ninguém foi preso.

TN

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Grávida de cinco meses é detida tentando entrar com droga na vagina no presídio de Alcaçuz


Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Uma mulher grávida de cinco meses foi detida tentando entrar com maconha escondida na vagina na tarde desta quinta-feira (11) na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, conhecida como Pavilhão 5 da Penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal.
O diretor da unidade prisional, Osvaldo Rossato, ressalta que a segurança está sendo intensificada no fim do ano, época em que costumam ser comuns as tentativas de fugas nas unidades prisionais. Nesta quinta foram apreendidos 50 gramas de maconha. “Não estão acreditando muito no que está acontecendo. Em duas semanas, três mulheres foram pegas tentando entrar com drogas. Duas delas com maconha e uma com maconha e cocaína”, afirma o diretor da penitenciária.
De acordo com Rossato, esta foi a segunda vez que a mulher detida nesta quinta foi visitar o marido. “Ela está grávida, mas achou que ninguém desconfiaria”, concluiu

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Mulher é flagrada em Alcaçuz com maconha escondida no ânus

 

Uma mulher foi flagrada com maconha escondida no ânus. A prisão aconteceu no final da manhã desta quarta-feira (15), no presídio Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta. As agentes penitenciárias da unidade flagraram a companheira de um dos presos com quatro pedaços de maconha prensada.
 

Márcia Maria de Lima, de 36 anos, recebeu voz de prisão e foi autuada na delegacia da cidade por tráfico de drogas. De acordo com a diretora de Alcaçuz, Dinorá Simas, esta foi a segunda mulher presa tentando entrar com drogas nas celas onde se encontram os companheiros.
"É uma decisão muito arriscada tomada por essas mulheres, que na maioria das vezes são ameaçadas para transportar o material ilícito", disse.
Ainda segundo a Dinorá, o setor de revista não conta com equipamentos adequados para a atividade, mas as agentes responsáveis pelo procedimento de segurança são muito atentas e impedem que aconteça a entrada de drogas.
“No ano de 2013, oito mulheres foram flagradas em Alcaçuz conduzindo drogas nas partes intimas. Todas elas ainda se encontram presas aguardando julgamento”, completou Dinorá Simas.
 
Portal BO

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Mulher é presa com maconha e óleo perfumado na vagina

Marceliana Silva de Oliveira (foto)
 
 
 
Agentes penitenciárias do presidio Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, prenderam na manhã desta quarta-feira (8) uma mulher de 20 anos identificada como Marceliana Silva de Oliveira por portar maconha e um pequeno recipiente de óleo perfumado na vagina. Segundo a diretora da unidade, Dinorá Simas, o material seria entregue ao companheiro da mulher, preso no pavilhão 2.
Ainda de acordo com Dinorá, a jovem apresentou um comportamento bastante nervoso no momento que foi levada pelas agentes pra a sala de revista, o que despertou a suspeita. "Ela chegou muito nervosa e sozinha, quando foi para a sala de revista as agentes já sabiam que algo tinha de errado e acabaram constatando logo depois", disse.

Marceliana levava dois tabletes de maconha e um pequeno recipiente de fabricação Japonesa contendo óleo perfumado. Interrogada pela equipe de segurança do presídio a jovem relatou que entregaria o material ao companheiro, identificado como Lucierlan Silva de Lima, que cumpre pena no pavilhão 2 por tráfico de assalto. Marceliana foi conduzida a delegacia da cidade e autuada por tráfico de drogas.

Portal BO

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Mulher é presa com maconha e fone de ouvido dentro do ânus

 

Uma mulher de 35 anos foi presa na manhã deste domingo (29), no presídio estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta. Ângela Maria Silva de França foi flagrada no momento da revista realizada pelas agentes penitenciárias durante a visita. De acordo com a diretora da unidade prisional Dinorá Simas, Ângela tentava entrar no pavilhão II com o entorpecente escondido no ânus.
O fato aconteceu por volta do meio dia, as agentes penitenciárias já estavam concluindo a revista quando perceberam que a visitante apresentava atitude suspeita e estava muito nervosa, ao ser submetida a revista a jovem acabou confessando o que todos desconfiavam e revelou que escondia maconha em um pacote contendo também um fone de ouvido.
Ainda segundo a direção de Alcaçuz todos que presenciaram o flagrante ficaram perplexos com a quantidade de droga inserida no reto da mulher. " Isso é o retrato de uma situação que vem sendo denunciada ha muto tempo nos presídios em todo o estado. a submissão de muitas mulheres que muitas vezes sob ameaça se submetem a riscos que podem custá-las a libertada", disse.
Maria se preparava para visitar o preso Leandro Marques dos Santos Silva, de 33 anos que cumpre pena por tráfico de drogas desde 2009. Após o flagrante a mulher foi conduzida para Instituto técnico e científico de polícia e submetida a um exame de corpo de delito em seguida autuada pela polícia civil também por tráfico. 

Portal BO

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Mãe joga o filho recém-nascido pela janela



Uma garota de 19 anos, residente da cidade de Nísia Floresta, estava grávida e escondeu o fato para família. No feriado de quinta-feira (15), ela realizou o parto sozinha em casa. 

Desesperada, a jovem enrolou o recém-nascido em um vestido sujo, o colocou em uma sacola e atirou pela janela da residência. 

Horas depois, a família percebeu que ela estava ensanguentada e passando mal. Apesar dela ter negado aos parentes que estava grávida, a jovem foi levada para a Maternidade Januário Cicco.

Ela continuou negando que tivesse feito um aborto ou que estava grávida para o médico que lhe atendeu na unidade hospitalar.

Ao limpar a casa para retirar o sangue, um parente percebeu que havia uma sacola e era bastante pesada. Ao abrir o pacote, percebeu que havia um bebê, mas ele se encontrava morto.

Polícia Militar só foi acionada na manhã de sexta-feira (16), visitou o local no crime, mas não registrou o flagrante. Por isso, a mulher não foi detida. O caso vai ser apurado, agora, pela Polícia Civil.

A  Polícia Civil afirmou que vão investigar o caso e ouvir as testemunhas, como ela, familiares e médicos. 

Civil também informou que os familiares não perceberam que a menina estava grávida, uma vez que ela sempre se encontrou acima do peso. 

nominuto.com