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sábado, 17 de junho de 2017

Onze presos estão desaparecidos desde o motim no presídio de Alcaçuz


Rebelião no presídio de Alcaçuz

Desde a rebelião, Silva não deixou de pensar no filho; eles não moravam mais juntos desde abril de 2016, quando Ely foi preso pela última vez

Uma simples chamada telefônica causa apreensão à empresária Camila Lima. O som da campainha quando ecoa no apartamento faz o coração do aposentado Francisco Luiz da Silva, de 64 anos, palpitar mais forte e se encher de esperança. Eles anseiam por respostas. A angústia, porém, consome os dias de ambos de maneira mais intensa há quase cinco meses. O filho dele, Guilherme Ely Figueiredo da Silva, de 36 anos, e o irmão da empresária, Caio Henrique Pereira de Lima, 29 anos, cumpriam pena por tráfico no Pavilhão 4 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal. Eles, e outros nove detentos, sumiram após a rebelião em janeiro. Não há nenhum tipo de registro da entrada deles em outras unidades prisionais, hospitais públicos ou privados nem na lista oficial dos foragidos ou mortos.
Coube aos familiares iniciar uma incansável e frustrante procura “É uma busca desesperadora. Comparo o caso do meu filho com o de Eliza Samúdio, com o de Ulysses Guimarães, cujos corpos jamais apareceram. Ninguém sabe onde eles estão”, disse o aposentado.
Desde a rebelião, Silva não deixou de pensar com mais intensidade no filho. Eles não dividiam o mesmo teto desde abril de 2016, quando Ely foi preso pela última vez. “Minha mulher está em estado terminal de câncer e eu passava dia e noite com ela no hospital. Certo dia, vim em casa e quando fui atender à campainha, uns dez policiais entraram procurando por ele e o levaram. Guilherme consumia drogas, mas não era traficante. Depois, vivemos essa angústia. Tudo piorou depois que ele sumiu de Alcaçuz. O Estado tem de dizer onde está meu filho”, declarou, olhando para uma foto do filho.
Questionado sobre o vazio da ausência, ele respirou fundo e respondeu, com os olhos cheios de lágrimas: “O quarto dele está arrumado, esperando voltar. Fica um vazio, sabe? Eu me sinto apunhalado pela incerteza. Não sei se um dia sentirei ele junto a mim de novo.”
Incógnita
O paradeiro de Ely é uma incógnita reconhecida pela Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc), responsável pela administração das prisões potiguares. “Nós não sabemos onde ele está”, limitou-se a dizer o titular da pasta, Luiz Mauro Albuquerque Araújo. Informações repassadas por outros detentos ao Estado indicam que os dois homens foram mortos e estão enterrados em um túnel abaixo do Pavilhão 4 de Alcaçuz. O Estado, porém, nega a informação.
Já o nome de Caio Henrique Pereira de Lima aparece na lista do governo como recolhido à penitenciária, mas Camila, garante que ele não está lá. “Não temos notícias dele há quatro meses.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Agora RN

terça-feira, 16 de maio de 2017

Alcaçuz tem 71 desaparecidos, e número de mortos em rebelião pode chegar a 100

Presidiários fazem fogueira durante rebelião em janeiro

Através de relatório elaborado pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, o número de mortes e detentos desaparecidos é superior ao divulgado

Elaborado pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), relatório aponta que o número de mortos no massacre de Alcaçuz pode chegar a 90. Os peritos responsáveis por elaborar o documento, coletaram dados que indicam que há cerca de 71 detentos desaparecidos. Segundo divulgado pelo governo do estado, oficialmente, durante as rebeliões que aconteceram em janeiro, 56 detentos estavam foragidos e 26 era o número de mortos.
No mês de março, uma equipe do MNPCT esteve em Natal para realizar investigações. Junto ao Itep, foram realizadas perguntas específicas para obter um número preciso e da situação a cerca do ocorrido. Detentos e agentes penitenciários também foram ouvidos pessoalmente no presídio.
 Dos 26 corpos recolhidos pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep), quatro ainda não foram identificados. Destes, um não foi enterrado como indigente por não possuir familiares que realizassem o reconhecimento da vítima. Os outros três foram carbonizados, e por esse motivo, permanecem no instituto para os processos de reconhecimento. No dia 11 de maio, uma ossada foi encontrada próxima a um pavilhão da unidade. Porém, ainda se aguarda a confirmação que dirá se os restos mortais são humanos e a data na qual a provável vítima veio a óbito.
 Segundo trecho do relatório, “há 71 pessoas que constam estar em Alcaçuz, mas que não estão. Elas podem ter tido transferência não registrada, fugas/recapturas não contabilizadas, ou óbitos não reconhecidos […]. É possível que o número de mortes se aproxime à estimativa inicial, ou seja, 90 mortos”.
No relatório, ainda é apontado um grave índice. “Há fortes indícios de que aproximadamente 49% de toda a população carcerária de Alcaçuz estaria presa indevidamente”, segundo os peritos. Ou seja, cerca de 636 pessoas estão sendo detidas no presídio sem necessidade.
Outra informação obtida pela equipe do mecanismo, é sobre uma fábrica de bolas que existe dentro da penitenciária. Por esta razão, mais detentos podem ter sido incinerados no local, o que aumentaria o número de mortos que podem estar nas fossas sépticas ou enterrados. Segundo o relatório, “peritos teriam recolhido as cinzas, mas não teria sido possível proceder à identificação devido ao estado das amostras”.
 Péssimas condições
Através do relatório, foram apontadas as péssimas condições das celas no presídio, em especial em um dos pavilhões, onde a média de detentos é de 17 por cela, sendo que sua capacidade é de 8.
“As condições das celas e pavilhões são bastante insalubres, com acúmulo de sujeira decorrente da danificação da estrutura física, restos de alimentação e dejetos humano não evacuados pelo esgotamento sanitário – devido ao racionamento de água. Ambiente propício para a proliferação de doenças e sério comprometimento à saúde. Fiações expostas e arranjos elétricos perigosos prejudicam ainda mais a segurança das pessoas, o que piora nos períodos de chuva. O contexto infraestrutural de vida cotidiana expõe os presos a tratamentos cruéis, desumanos e degradantes, com condições propícias à tortura”.
Sobre a alimentação, de acordo com as investigações, os detentos passam até cerca de 14 horas sem realizar uma alimentação. Além de que não são todos os presos que tem acesso a alimentação, já que o alimento não é entregue diretamente a cada um deles. Também não há acesso a água potável.
Segundo relatos, os presos não possuíam acesso a atendimento médico há cerca de 6 anos. Os materiais de higiene também seriam escassos, quando uma escova de dentes seria dividida e utilizada por até 10 detentos. Em um mutirão de atendimentos médicos realizado em março, foram identificados 67 presos com tuberculose, 32 com sífilis, 12 contendo HIV e 8 com hepatite. Todos, nesse caso, com nenhum tipo de atendimento durante anos.
Não só os detentos, mas também os agentes penitenciários também sofrem com a precariedade da penitenciária. De acordo com informações dos peritos, existe apenas um acesso de entrada e saída, o que pode causar preocupações em situações como rebeliões, onde a urgência da vazão dos funcionários poderá ser comprometida.
Sobre os locais utilizados para descanso dos agentes, o relatório informa que “são extremamente quentes, com mosquitos, camas e armários velhos e sujos e ventiladores improvisados. Os banheiros são impróprios e não funcionam e as instalações elétricas são comprometidas”.
A proporção para cada agente penitenciário é de cerca de 120 detentos. Porém, a Lei de Execuções Penais impõe que cada agente seja responsável por cinco presos. Nenhum tipo de serviço de acompanhamento social ou psicológico é oferecido aos funcionários.
 Objetivo
O relatório criado pelo MNPCT, tem como fim prevenir e combater os maus tratos sofridos pelos detentos e agentes. O formato é de denúncia aos casos. Cópias foram enviadas para o Subcomitê de Prevenção a Tortura da Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização dos Estados Americanos (OEA), além de órgãos regionais, como as secretarias de Segurança Pública (Sesed), Justiça e Cidadania (Sejuc), Tribunal de Justiça, Ministério Público Estadual, entre outros órgãos.
Outro objetivo do documento, é orientar as famílias e vítimas envolvidas nos casos, para que, assim, possam procurar seus direitos. O próprio relatório pode ser utilizado como prova para as ações.
Agora RN

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Obras emergenciais em Alcaçuz vão custar quase R$ 800 mil ao Governo do Estado

Penitenciária Estadual de Alcaçuz

Construção do muro e alargamento do asfalto perimetral serão feitos pela empresa MH Construtora; instalação dos conteiners também está inclusa

O Governo do Estado publicou nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial o resumo do contrato emergencial com a empresa MH Construções, responsável pela construção do muro que deve separar as facções criminosas dentro da Penitenciária Estadual de Alcaçuz. Ao todo, as obras devem custar R$ 794.028,00 aos cofres do estado.
Também estão inclusas no pacote de obras o alargamento do asfalto na via perimetral à penitenciária, área externa do presídio, e a instalação da barreira provisória de conteiners marítimos enquanto não é construída a muralha, que será de concreto pré-moldado.
O contrato foi assinado na última sexta-feira (20) pelo Departamento de Estradas e Rodagens (DER) e tem vigência de 90 dias.
Agora RN

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Forças Armadas chegam ao Rio Grande do Norte para conter onda de ataques

Tropas militares chegaram a Natal na manhã desta quinta-feira (20) para conter ataques criminosos no RN

Deflagrada nesta sexta (20), Operação Potiguar 2 segue até o dia 30. Em agosto do ano passado, tropas federais integraram a Operação Potiguar 1

Saldados do Exército, Marinha e Aeronáutica chegaram a Natal na manhã desta sexta-feira (20) para ajudar no combate a onda de ataques criminosos na Grande Natal. Os militares ajudarão no patrulhamento das principais vias, pontos estratégicos e no Aeroporto Internacional Aluízo Alves. O envio da tropa ao Rio Grande do Norte foi autorizada pelo presidente Michel Temer.
Ao todo, 1.200 homens vão integrar a Operação Potiguar 2, que tem previsão de termino no próximo dia 30 deste mês.
A atuação dos militares, contudo, deve se resumir apenas na Grande Natal. De acordo com o decreto, a ação serve para a “garantia da Lei e Ordem na Região Metropolitana do município de Natal”.
Natal amanheceu nesta sexta-feira (20) ainda sem ônibus nas ruas. A decisão foi do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Rio Grande do Norte (Sintro) alegando falta de segurança nos municípios potiguares. Não há previsão para liberação dos transportes públicos.
Agora RN

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Familiares de presos incendeiam sofás velhos em frente ao presídio de Alcaçuz



Fogo foi ateado em sofás velhos em frente ao presídio

Além do fogo ateado, os familiares estão derrubando barracos do lado de fora da penitenciária; situação é tensa e polícia tenta controlar

Os familiares de detentos que estão presos na Penitenciária Estadual de Alcaçuz tocaram fogo em sofás velhos em frente ao presídio na tarde desta quarta-feira (18).
 Além do fogo ateado, os familiares estão derrubando barracos do lado de fora da penitenciária.
A Polícia Militar já foi acionada para controlar a situação. Com bombas de efeito moral, eles conseguiram afastar essas famílias e estão aguardando a saída dos ônibus com os detentos que serão transferidos.
A mãe de um dos presos teve uma convulsão e estava aguardando atendimento médico no local. Uma multidão se aglomerou em volta dela. Veja fotos abaixo:
Mulher passa mal e é amparada por pessoas que estão nas imediações. (Foto: Emmerson Alves / Agora RN)
Foto foi ateado em sofás velhos. (Foto: Emmerson Alves / Agora RN)
Agora RN

Presos de facções rivais voltam a se rebelar na Penitenciária Estadual de Alcaçuz


Presos estão em confronto em Alcaçuz

Detentos voltaram a ocupar os telhados e ameaçam confronto; agentes tentam controlar a situação; Helicóptero Potiguar 1 utiliza bombas de efeito moral

Os detentos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz voltaram a subir nos telhados dos pavilhões da unidade prisional pelo quinto dia consecutivo. Homens da Polícia Militar estão na área externa do presídio para evitar fugas.
Foi necessário que os agentes penitenciários de plantão atirarem balas de efeito moral e gás lacrimogêneo para conter os detentos. O cenário em Alcaçuz nesta manhã é de muita fumaça na área interna, além de muito barulho decorrente do quebra-quebra no local.
Por volta das 10h o helicóptero Potiguar I chegou a unidade prisional para dar apoio a contenção dos presos. Eles estão jogando bombas de efeito moral na tentativa de inibir as ações dos presidiários. O clima é de tensão total na Penitenciária.

Presos estão se enfrentando em Alcaçuz. (Foto: Reprodução / TV Globo)
Os detentos membros do Sindicato do Crime que estavam nos pavilhões foram até a área externa e iniciaram o confronto com presos que estão no pavilhão 5. Eles estão jogando pedras e pedaços de madeiras uns contra os outros, além de terem derrubado uma barricada montada pelo PCC.
Crise na segurança
Esse é o sexto dia de crise enfrentada pela Segurança do Estado do Rio Grande do Norte, após rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz. Os ataques começaram na tarde desta quinta-feira (18), com incêndios a ônibus, após o Governo do Estado realizar transferências de detentos entre unidades prisionais do estado.
Agora RN

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

REBELIÃO EM ALCAÇUZ - Carro do Governo e ônibus são incendiados em bairros da zona Leste de Natal

Ônibus incendiado nas proximidades do Hotel Reis Magos, Praia do Meio

Suspeita é de que ataques estejam ligados a uma possível retaliação de criminosos à transferência de presidiários do Sindicato do Crime em Alcaçuz


Um carro com o escudo do Governo do Estado foi incendiado na tarde desta quarta-feira (18) em Mãe Luiza quase simultaneamente a dois ônibus também posto em chamas, este nas proximidades do Hotel Reis Magos, na Praia do Meio e em Brasília Teimosa; ambos os bairros fazem parte da zona Leste de Natal.
Os atos supostamente fazem parte de uma retaliação de bandidos à operação do governo do Rio Grande do Norte e do Batalhão de Choque que estão transferindo do presídio de Alcaçuz, em Nísia Floresta, detentos do Sindicato do Crime para recolocá-los em outras prisões do estado com o intuito de separá-los dos membros do PCC em Alcaçuz.
Carro do Governo incendiado em Mãe Luiza

Batalhão de Choque adentra Alcaçuz para realizar transferência de presos do Sindicato

O Batalhão de Choque adentrou as imediações da penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, no começo da tarde desta quarta-feira (18). A entrada foi negociada com os presos com o intuito de realizar a contenção dos detentos membros do PCC para que os integrantes do Sindicato do Crime possam ser levados e transferidos pelos agentes para outras penitenciárias do estado. Está confirmado que parte destes presidiários será transferida para a Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), onde se encontram detidos mais membros do Sindicato.
No momento, viaturas do Grupo de Operações Especiais cercam a penitenciária em apoio ao Batalhão de Choque, enquanto o helicóptero Potiguar I sobrevoa a área também em suporte à operação. Alguns presos, que estavam nos telhados dos pavilhões se recolheram diante da ação policial. Ao todo, quatro ônibus estão à espera do desfecho da operação para que possam levar os detentos.
A medida é um plano do governo do Rio Grande do Norte para que se possa construir um muro provisório para separar os pavilhões rivais. Anteriormente, o governador Robinson Faria (PSD) havia dito que não mandaria forças policiais para dentro do presídio receando que pudesse culminar em um massacre semelhante ao ocorrido em Carandiru, em 1992.
Agora RN

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Helicóptero e carro blindado são usados para ajudar na retomada de Alcaçuz

Carro blindado do Batalhão de Choque
Além do carro blindado, os grupos do GOE e Choque da PM contam com apoio de um helicóptero da PM que sobrevoa a penitenciária

Para auxiliar no controle da rebelião estabelecida na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, um carro blindado do BPChoque entrou na unidade nesta segunda-feira (16). A Polícia Militar tenta negociar uma entrada pacífica desde o início da tarde; não se tem informações oficiais de quais seriam as reivindicações dos presos.
Segundo informou a imprensa, além do carro blindado, os grupos do GOE e Choque da PM contam com apoio de um helicóptero da PM que sobrevoa a penitenciária. OS grupamentos estão neste momento dentro da unidade, apesar das barricadas feitas pelos presos para tentar impedir essa entrada.
Esta segunda amanheceu sobre clima de ameaças entre os detentos. Ligados ao PCC e localizados no Pavilhão 5, alguns amanheceram empunhando bandeira da facção e pedaços de pau sobre o telhado e trocando ameaças com presos dos pavilhões 3 e 1, que as respondiam.
Agora RN

Governo do RN admite possibilidade de aumento no número de mortos em Alcaçuz

Presos na penitenciária de Alcaçuz
Nota oficial encaminhada à imprensa informa que nova vistoria será feita dentro da unidade para averiguar e atualizar o número de mortes

O Governo do Rio Grande do Norte emitiu nota oficial no início da tarde desta segunda-feira (16) onde deu um panorama sobre as investigações a cerca da rebelião que atingiu a Penitenciária Estadual de Alcaçuz durante o último fim de semana e resultou, até o momento, em 26 mortes brutais.
No comunicado, o Governo admitiu a possibilidade do número de mortos aumentar, uma vez que os detentos informaram que outros corpos foram jogados em valas e fossas da penitenciária na tentativa de escondê-los. A Caern foi acionada para fazer o esgotamento das fossas e checar a veracidade dessas informações.
Confira abaixo a nota na íntegra:
Com relação à situação no presídio estadual de Alcaçuz, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte presta os seguintes esclarecimentos:
O Instituto-Técnico e Científico de Perícia (ITEP) tem realizado o trabalho de retirada dos corpos. Na noite deste domingo (15), foram contabilizados 26 óbitos.
Em virtude das instalações do presídio estarem bastante danificadas, por causa das últimas ocorrências, e por ainda concentrarem detentos nas áreas internas, tem sido um trabalho difícil e demorado. Outro fator que também dificulta a identificação é a situação em que alguns corpos foram encontrados.
O ITEP permanece trabalhando e existe a possibilidade de que outros corpos sejam descobertos nas dependências do presídio, portanto, esses números poderão ser atualizados. O Governo do Estado trabalha com absoluta transparência e não tem interesse em esconder as informações.
As ações policiais ainda atuam em Alcaçuz para preservar o controle no local.
Nesta segunda-feira (16) está em andamento uma operação no presídio, com GOE, Choque e Bope, além do apoio de outros órgãos, para a realização de um pente fino no presídio, com o objetivo de manter a ordem e identificar se há outros mortos.
A Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (Sejuc) está gradativamente realizando a contagem de presos nos pavilhões. Só após a conclusão dessa contagem será possível confirmar se houve fugas.
Na madrugada, por volta das 3h da manhã, detentos do presídio provisório Raimundo Nonato, na zona Norte de Natal, iniciaram um motim. Alguns colchões foram queimados e os agentes realizaram alguns disparos para conter o grupo, até a chegada do reforço da Polícia Militar com o BOPE e BP Choque na área externa. Até o início da manhã, a PM permaneceu no local aguardando a chegada do Grupo de Operações Especiais (GOE) para realizar uma revista no local.  A situação está controlada e não há informação sobre feridos na unidade.
A partir das 17h os secretários de Justiça e Cidadania, Wallber Virgolino, e da Segurança Pública, Caio Bezerra, estarão à disposição da imprensa na sede da Secretaria de Segurança Pública para prestar as informações mais recentes sobre as ações realizadas nas últimas 24 horas.
Agora RN 

domingo, 15 de janeiro de 2017

Imprensa internacional repercute rebelião em Alcaçuz; “homicídios são comuns nas prisões brasileiras”, diz jornal

Motim em penitenciária começou neste sábado (14)

Jornais americanos destacam terceiro massacre no sistema prisional brasileiro em apenas duas semanas, com mais de 100 mortes contabilizadas

A imprensa internacional já começa a repercutir a terceira grande rebelião no sistema prisional brasileiro de 2017. Veículos de grande influência no mundo já começam a noticiar ocupação da polícia.
O jornal americano The New York Times destacou que, pelo menos, 10 presos morreram durante o tumultuo que começou na tarde do sábado. Incluiu falas da secretária de Comunicação do Governo do Estado, Juliska Azevedo, e do secretário de Segurança do RN, Caio Bezerra, que explicaram o ocorrido.
O juiz de execuções penais, Henrique Baltazar, também é citado, ao falar que os presos já tinham o controle da penitenciária e que o Estado “só controlava as paredes”.
Segundo publicado no jornal, “homicídios e decapitações são comuns nas prisões brasileiras, onde as condições são algumas vezes descritas como medievais”.
O também americano The Washington Post destaca no título da matéria a ocupação da Polícia Militar na penitenciária: “polícia entra na última prisão do Brasil para ver os presos massacrados”, disse. O Jornal também cita rebelião que ocorreu em novembro de 2015, quando um túnel foi descoberto na penitenciária.
Também é destaque no El País o tumultuo no presídio potiguar, que cita o temor das autoridades de que bandidos comandem ataques nas ruas.
O Governo do Estado fará uma entrevista coletiva, as 10h deste domingo para detalhar as últimas ações realizadas na unidade.
Agora RN

Michel Temer determina que ministro da Justiça preste auxílio ao RN

Michel Temer, presidente

Ao menos dez presos morreram após uma rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, região metropolitana de Natal

Em mensagem publicada em sua conta no Twitter, o presidente Michel Temer determinou que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, preste “todo o auxílio necessário” ao governo do Rio Grande do Norte. Ao menos dez presos morreram após uma rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, região metropolitana de Natal (RN).
Temer também afirmou que acompanha a situação no presídio deste ontem.
O presidente, porém, não fez menção à fuga de detentos do Complexo Penitenciário de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, que aconteceu neste domingo (15).
Ontem, o ministério da Justiça divulgou nota em que informou que Moraes “está acompanhando a situação”.
“O governo do Rio Grande do Norte ainda não fez pedido de ajuda. Caso haja essa necessidade, o auxílio será analisado e prestado imediatamente, da mesma forma como ocorreu na semana passada com os sete estados que solicitaram ajuda”, diz o comunicado.

Rapidez

Desde os três dias de demora para se pronunciar sobre a matança em presídios de Manaus, Temer tem procurado se pronunciar mais rapidamente sobre novos fatos envolvendo a crise no sistema penitenciário.
No caso das mortes na Penitenciária Agrícola Monte Cristo, em Boa Vista, o presidente manifestou-se horas depois do ocorrido.
Agora RN

sábado, 14 de janeiro de 2017

Terror - Em rebelião, cabeças são jogadas para o lado de fora do pátio de Alcaçuz - Presos estão se rebelando na maior penitenciária do Estado desde às 16h30; segundo a administração, há confrontos entre facções rivais

Imagem mostra três cabeças jogadas no pátio de Alcaçuz


O clima está tenso na Penitenciária Estadual de Alcaçuz. Os detentos iniciaram uma rebelião na tarde deste sábado (14) e já mataram ao menos três presos, segundo informações publicadas pelo Portal Mossoró Hoje no final desta tarde.
A rebelião em si foi confirmada pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado (Sejuc). O coordenador de administração penitenciária da Sejuc, Zemilton Silva, informou à imprensa que o tumultuo é de “grandes proporções” na unidade prisional da grande Natal.
A assessoria da Polícia Militar informou que o motim começou por volta das 16h30, quando presos do pavilhão 1 invadiram o pavilhão 5 da penitenciária. Os pavilhões da penitenciária são controlados por facções criminosas.
Confira outra foto da rebelião:

Cúpula do PCC transfere R$ 200 mil para homens do Amazonas lutarem na ‘guerra’ da Região Norte

Briga entre facções já gerou duas chacinas em presídios neste ano na região Norte do país
Determinação do Primeiro Comando da Capital é mais uma ação para o enfrentamento de facções criminosas rivais da região Norte; Família do Norte (FDN) é a principal

A inteligência da polícia de São Paulo detectou uma mensagem da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC) determinando o repasse de R$ 200 mil da organização para seus homens no Amazonas, a fim de o grupo comprar armas e munições para combater os bandidos da Família do Norte (FDN), facção responsável pelo massacre de 56 presos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus.
O envio de dinheiro ao Norte é mais uma das ações da cúpula do PCC para enfrentar seus rivais da FDN e do Comando Vermelho (CV) Na semana passada, a polícia detectara o envio de fuzis para criminosos da Amigo dos Amigos (ADA), facção carioca que se aliou ao PCC na luta contra o CV e a FDN.
“O que está por trás de tudo isso é a rota do Solimões do tráfico”, diz o secretário da Administração Penitenciária de São Paulo, Lourival Gomes. Desde o massacre no Compaj, em 2 de janeiro, Lourival transferiu 14 presos do CV de prisões dominadas pelo PCC para uma no oeste paulista – o lugar é mantido em sigilo pelo secretário.
Eles se juntaram a outros 60 que haviam sido removidos em 19 de outubro, pouco depois do início da guerra entre as facções. Além deles, também foram isolados no mesmo presídio um detento ligado à facção paraibana Okaida (uma referência à organização terrorista Al-Qaeda) e dois detentos que são do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), ambos são rivais do PCC em seus Estados.
Além dos grupos de outros Estados, o PCC, com seus dez mil integrantes, enfrenta em São Paulo a oposição de duas pequenas facções: o Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade (CRBC) – que contaria com cerca de 50 a 100 integrantes – e do Terceiro Comando da Capital (TCC). Para a SAP, outras três facções, Cerol Fino (liderada por Marco Paulo da Silva, o Lúcifer), Seita Satânica e Comando Democrático da Liberdade (CDL), estão desarticuladas.
Agora RN

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Presas são contidas após motim no complexo penal Doutor João chaves - Durante a ação colchões foram queimados e a estrutura das celas danificada

Cerca de 70 reeducandas do complexo penal Doutor João Chaves realizaram um motim, na noite desta quinta-feira (19), motivado por razões ainda desconhecidas. Durante a ação colchões foram queimados e parte da estrutura das celas danificada.
O fato ocorreu por volta das 23h, no prédio que fica as margens da Avenida Doutor João Medeiros Filho, no bairro Potengi. De acordo com o capitão Nailton Silva, coordenador de operações da Polícia Militar de plantão, as razões para o motim ainda são desconhecidas. "Somente a direção que pode dar mais esclarecimentos sobre o ocorrido, porém ainda não nos foi apresentado nenhum motivo para esta desordem que ocorreu", disse.
Depois de uma hora de quebra - quebra as agentes penitenciárias conseguiram conter as presas. Uma viatura do Corpo de Bombeiros foi esteve no local para debelar as chamas na parte interna da unidade. Ninguém ficou ferido. 
Portal BO

Detentas se rebelam e queimam colchões em presídio feminino no RN


feminino
G1/RN – As presas da ala feminina do Complexo Penal João Chaves, na Zona Norte de Natal, fizeram uma rebelião na noite desta quinta-feira (19). Na ocasião, colchões foram queimados no pátio da unidade. Segundo a Coordenadoria de Administração Penitenciária (Coape), a situação já foi controlada.
Coordenador da Coape, Durval Franco disse ao G1 que atualmente 110 detentas estão custodiadas na ala feminina do CPJC. A rebelião aconteceu por volta das 22h30 e vários colchões foram queimados. Ainda não sabemos a motivação da rebelião. Vamos apurar”, acrescentou.
Robson Pires

domingo, 8 de novembro de 2015

Detentos acabam rebelião em Alcaçuz depois de reunião com diretor

Motim dos apenados começou no sábado (7). Colchões foram queimados e celas e parte da estrutura dafinicadas


A rebelião em um dos pavilhões da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, maior presídio do Rio Grande do Norte e que fica localizado em Nísia Floresta, acabou na manhã deste domingo (8), depois de uma reunião com o diretor da unidade, Eider Britto, e os detentos.
Os presos afirmaram que ninguém foi morto ou ficou ferido durante a ação, mas a Polícia Militar irá entrar no local para averiguar os estragos. Ainda não se sabe motivou a rebelião, mas informações dão conta que os apenados não gostaram de saber que uma revista seria feita no pavilhão, por isso teriam feito o motim.
Já no Raimundo Nonato, na zona Norte de Natal, que também registrou uma rebelião, a situação se acalmou ainda na noite desse sábado (7).
Nas duas unidades a informação é que os presos quebraram algumas celas e tocaram fogo em vários colchões, além de danificarem parte da estrutura.
Agora RN

quarta-feira, 25 de março de 2015

Alvo das rebeliões, diretora diz que Alcaçuz parecia shopping: “Não havia limites”

Dinorá Simas revela algumas dificuldades que têm enfrentado nos 13 anos que trabalha nos sistema penitenciário do Estado


Durante os sete dias de crise no sistema penitenciário do Rio Grande do Norte – começou no dia 11 e terminou no dia 18 de março – a principal reivindicação dos detentos que participaram dos motins e rebeliões era a saída de Dinorá Simas da diretoria da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, maior unidade prisional do RN, que fica no município de Nísia Floresta, Grande Natal. Entretanto, mesmo diante da situação, Dinorá se negou a entregar o cargo. Agora, com a situação se acalmando, ela resolveu abrir o jogo e falar das dificuldades e de sua história de trabalho diário com alguns dos criminosos mais perigosos do Estado.
Dinorá, que é natural da cidade de Grajaú, no Maranhão, trabalha há 13 anos no sistema prisional do Rio Grande do Norte. Ele começou como agente penitenciária no Complexo Penal Dr. João Chaves, foi diretora do CDP da Ribeira e também titular da Coordenadoria de Administração Penitenciária (Coape). Em Alcaçuz, a primeira oportunidade aconteceu em 2012, quando se tornou a primeira mulher a assumir o comando da unidade. Apesar de ter enfrentado diversos problemas ao longo dos anos, nada se comparou ao que ela teve que encarar nas últimas semanas: os dias de rebeliões e motins em 16 presídios potiguares, além de cinco ônibus queimados em Natal por ordem dos detentos. Tudo isso tendo como uma das principais reivindicações a saída de Dinorá da diretoria de Alcaçuz.
Mãe de quatro filhos, ela conta que teve que se isolar quase que completamente dos familiares. “Durante essa crise no sistema penitenciário, se eu falei duas vezes com a minha família foi muito. Fiquei em casa sozinha, pois tinha que me dedicar completamente ao que estava acontecendo. Além disso, eu tinha que garantir a segurança dos meus familiares”.
Questionada se em algum momento pensou em entregar o cargo para tentar conter a onda de rebeliões, Dinorá disse que não. “Se o Governo tivesse me tirado, eu iria aceitar, pois sou funcionária. Mas entregar o cargo eu não faria. Em um momento de crise, mudanças assim não devem acontecer. O Estado e meus companheiros de profissão, os agentes penitenciários, precisavam de mim e eu não podia abandoná-los em um momento como esse”, disse a diretora de Alcaçuz, que ainda deixou no ar uma possível “mudança de vida” em um futuro próximo. “Vamos esperar a poeira baixar um pouco. A situação ainda está sendo totalmente controlada. Quando tudo isso passar, irei pensar no que fazer”.
Sobre os motivos que teriam levado os detentos a pedirem que ela saísse de Alcaçuz, Dinorá afirmou que as diversas apreensões que vêm acontecendo na unidade têm incomodado muitos apenados. “Na verdade eu faço de tudo por eles (detentos). Se eles precisam de alguma coisa, que faço de tudo para conseguir. Acredito que o problema maior é que estamos fazendo muitas apreensões em Alcaçuz e isso não é bom para a ‘atividade’ deles”.
Com 13 anos de serviços prestados e em contato direto com centenas de detentos, as ameaças também fazem parte da vida da maranhense. A situação piorou quando ela assumiu Alcaçuz, em 2012. “Quando cheguei, Alcaçuz parecia um shopping, com os presos à vontade, sem limite algum e quase nunca eram revistados. Mudei isso com muita luta e coragem. No começo, eles (presos) ficaram chateados. Recebi algumas ameaças sim, mas em geral eram bilhetes e informações de que os detentos estavam me ameaçando. Só que isso nunca me abalou. Sempre continuei trabalhando da mesma forma”. Um dos episódios mais graves contra Dinorá aconteceu em maio de 2013, quando uma casa de praia de propriedade dela, foi queimada. Segundo informações da polícia, criminosos atearam fogo e picharam as paredes da residência com inscrições de uma facção criminosa.
Embora tenha ciência das dificuldades que o cargo de diretora de um presídio como Alcaçuz traz, Dinorá Simas acredita que o trabalho poderia ser facilitado caso os investimentos no sistema prisional fossem feitos de maneira mais rápida. “Hoje o sistema prisional do Rio Grande do Norte tem muitos problemas estruturais e também de equipamentos. Já é complicado manter a paz em presídios, imagine sem as condições ideais. Precisamos de equipamento de raio-x nas revistas. Também é preciso investir em pessoal, o efetivo de agentes penitenciários é muito pequeno para tantos detentos”.
Vida pessoal afetada
Com 57 anos de idade, até 2002 Dinorá Simas sequer pensava em seguir a carreira de agente penitenciária. Até então recebia uma generosa pensão do ex-marido, de quem separou em 1995. “Quando eu separei, eu tinha apenas o primeiro grau. Depois investi nos estudos e em 2002 resolvi fazer o concurso para agente. Passei e até hoje não me arrependo da profissão que escolhi”.
Formada no curso de Administração, a diretora de Alcaçuz também estava fazendo faculdade de Serviço Social, mas as jornadas de trabalha, muitas vezes beirando as 24 horas por dia, impediram que ela concluísse o curso. “A minha profissão ocupa boa parte do meu tempo. Sempre tento fazer alguma outra coisa, mas infelizmente não tenho tempo. Como falei anteriormente, muitas vezes vejo minha família bem menos do que eu gostaria. Tenho que abrir mão de algumas coisas para seguir na minha profissão”.
Mesmo com todas as dificuldades e das vontades que tem que abdicar, a atual diretora de Alcaçuz disse que a profissão traz muitas alegrias. “De maneira alguma eu me arrependo da profissão eu escolhi. Eu que quis seguir esse caminho, não foi ninguém que me obrigou. Sei que o trabalho que eu faço é muito importante para a sociedade. O trabalho que fazemos nos presídios tem um reflexo direto na vida da população.
JH

segunda-feira, 16 de março de 2015

Presos ordenam rebeliões em várias unidades prisionais

Crise no Sistema Penitenciário se agravou na tarde desta segunda-feira.

A crise no Sistema Penitenciário do Rio Grande do Norte se agravou na tarde desta segunda-feira. Presos promovem rebeliões no complexo João Chaves, na zona Norte de Natal, no Presídio de Alcaçuz, no Presídio Estadual de Parnamirim e no Centro de Detenção Provisória da Ribeira. O Goveno do Estado convocou reunião de emergência, bem como os agentes penitenciários fizeram uma reunião para traçar medidas emergenciais.
Várias celas foram quebradas, colchões queimados e paredes de unidades destruídas. Os agentes penitenciários afirmam que têm dificuldade em controlar as rebeliões, devido ao baixo efetivo e, principalmente, a falta de condições de trabalho. 
"As estruturas em si não oferecem condições e, estando depredadas colocam ainda mais em risco a vida dos agentes penitenciários. Estamos cobrando do Governo uma resposta imediata ou então a sociedade vai pagar um preço alto. A qualquer momento, o Estado pode perder o controle geral das penitenciárias. Estamos em uma crise", afirma Vilma Batista, presidente do Sindasp-RN. 
Ainda não se sabe os reais prejuízos das rrebeliões desta segunda-feira, mas a situação nas unidades é crítica, tendo em vista que, na semana passada, outras rebeliões foram promovidas pelos presos. 
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sexta-feira, 13 de março de 2015

Agentes penitenciários controlam nova rebelião em cadeia na zona Norte

Uma nova rebelião foi registrada no Presídio Provisório Raimundo Nonato Fernandes, na zona Norte de Natal, a manhã desta sexta-feira (13). Os presos promoveram quebra-quebra durante mais de três horas. Nesta quinta-feira (12), eles haviam realizado outro motim.

Aproximadamente 175 homens foram colocados na quadra, todos despidos, para que seja feita uma revista e recontagem.A situação desta sexta foi controlada após intervenção do Grupo de Operações Especiais e Grupo de Escolta Penal dos agentes penitenciários. Após conseguir assumir o controle da unidade, os agentes isolaram os presos na quadra.

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