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sábado, 17 de junho de 2017

Onze presos estão desaparecidos desde o motim no presídio de Alcaçuz


Rebelião no presídio de Alcaçuz

Desde a rebelião, Silva não deixou de pensar no filho; eles não moravam mais juntos desde abril de 2016, quando Ely foi preso pela última vez

Uma simples chamada telefônica causa apreensão à empresária Camila Lima. O som da campainha quando ecoa no apartamento faz o coração do aposentado Francisco Luiz da Silva, de 64 anos, palpitar mais forte e se encher de esperança. Eles anseiam por respostas. A angústia, porém, consome os dias de ambos de maneira mais intensa há quase cinco meses. O filho dele, Guilherme Ely Figueiredo da Silva, de 36 anos, e o irmão da empresária, Caio Henrique Pereira de Lima, 29 anos, cumpriam pena por tráfico no Pavilhão 4 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal. Eles, e outros nove detentos, sumiram após a rebelião em janeiro. Não há nenhum tipo de registro da entrada deles em outras unidades prisionais, hospitais públicos ou privados nem na lista oficial dos foragidos ou mortos.
Coube aos familiares iniciar uma incansável e frustrante procura “É uma busca desesperadora. Comparo o caso do meu filho com o de Eliza Samúdio, com o de Ulysses Guimarães, cujos corpos jamais apareceram. Ninguém sabe onde eles estão”, disse o aposentado.
Desde a rebelião, Silva não deixou de pensar com mais intensidade no filho. Eles não dividiam o mesmo teto desde abril de 2016, quando Ely foi preso pela última vez. “Minha mulher está em estado terminal de câncer e eu passava dia e noite com ela no hospital. Certo dia, vim em casa e quando fui atender à campainha, uns dez policiais entraram procurando por ele e o levaram. Guilherme consumia drogas, mas não era traficante. Depois, vivemos essa angústia. Tudo piorou depois que ele sumiu de Alcaçuz. O Estado tem de dizer onde está meu filho”, declarou, olhando para uma foto do filho.
Questionado sobre o vazio da ausência, ele respirou fundo e respondeu, com os olhos cheios de lágrimas: “O quarto dele está arrumado, esperando voltar. Fica um vazio, sabe? Eu me sinto apunhalado pela incerteza. Não sei se um dia sentirei ele junto a mim de novo.”
Incógnita
O paradeiro de Ely é uma incógnita reconhecida pela Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc), responsável pela administração das prisões potiguares. “Nós não sabemos onde ele está”, limitou-se a dizer o titular da pasta, Luiz Mauro Albuquerque Araújo. Informações repassadas por outros detentos ao Estado indicam que os dois homens foram mortos e estão enterrados em um túnel abaixo do Pavilhão 4 de Alcaçuz. O Estado, porém, nega a informação.
Já o nome de Caio Henrique Pereira de Lima aparece na lista do governo como recolhido à penitenciária, mas Camila, garante que ele não está lá. “Não temos notícias dele há quatro meses.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Agora RN

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Detentos fizeram motim no CDP Potengi - O GOE precisou intervir na unidade para controlar a situação

Presos do Centro de Detenção Provisória do Potengi, na Zona Norte, tentaram iniciar um motim na manhã desta segunda-feira, 29. O Grupo de Operações Especiais (GOE) precisou intervir na unidade para controlar a situação.
Os detentos começaram a se rebelar após a apreensão de duas armas de fogo encontradas na unidade.
De acordo com nota da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc), “Os presos responsáveis pelos objetos ilícitos já foram identificados e apresentados à Policia Civil para dar andamento aos procedimentos judiciais”.
A Sejuc informou também que “o CDP Potengi está provisoriamente com as visitas suspensas e uma vistoria detalhada na unidade prisional já está em curso”.
Portal no Ar

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Presas são contidas após motim no complexo penal Doutor João chaves - Durante a ação colchões foram queimados e a estrutura das celas danificada

Cerca de 70 reeducandas do complexo penal Doutor João Chaves realizaram um motim, na noite desta quinta-feira (19), motivado por razões ainda desconhecidas. Durante a ação colchões foram queimados e parte da estrutura das celas danificada.
O fato ocorreu por volta das 23h, no prédio que fica as margens da Avenida Doutor João Medeiros Filho, no bairro Potengi. De acordo com o capitão Nailton Silva, coordenador de operações da Polícia Militar de plantão, as razões para o motim ainda são desconhecidas. "Somente a direção que pode dar mais esclarecimentos sobre o ocorrido, porém ainda não nos foi apresentado nenhum motivo para esta desordem que ocorreu", disse.
Depois de uma hora de quebra - quebra as agentes penitenciárias conseguiram conter as presas. Uma viatura do Corpo de Bombeiros foi esteve no local para debelar as chamas na parte interna da unidade. Ninguém ficou ferido. 
Portal BO