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sábado, 17 de junho de 2017

Onze presos estão desaparecidos desde o motim no presídio de Alcaçuz


Rebelião no presídio de Alcaçuz

Desde a rebelião, Silva não deixou de pensar no filho; eles não moravam mais juntos desde abril de 2016, quando Ely foi preso pela última vez

Uma simples chamada telefônica causa apreensão à empresária Camila Lima. O som da campainha quando ecoa no apartamento faz o coração do aposentado Francisco Luiz da Silva, de 64 anos, palpitar mais forte e se encher de esperança. Eles anseiam por respostas. A angústia, porém, consome os dias de ambos de maneira mais intensa há quase cinco meses. O filho dele, Guilherme Ely Figueiredo da Silva, de 36 anos, e o irmão da empresária, Caio Henrique Pereira de Lima, 29 anos, cumpriam pena por tráfico no Pavilhão 4 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal. Eles, e outros nove detentos, sumiram após a rebelião em janeiro. Não há nenhum tipo de registro da entrada deles em outras unidades prisionais, hospitais públicos ou privados nem na lista oficial dos foragidos ou mortos.
Coube aos familiares iniciar uma incansável e frustrante procura “É uma busca desesperadora. Comparo o caso do meu filho com o de Eliza Samúdio, com o de Ulysses Guimarães, cujos corpos jamais apareceram. Ninguém sabe onde eles estão”, disse o aposentado.
Desde a rebelião, Silva não deixou de pensar com mais intensidade no filho. Eles não dividiam o mesmo teto desde abril de 2016, quando Ely foi preso pela última vez. “Minha mulher está em estado terminal de câncer e eu passava dia e noite com ela no hospital. Certo dia, vim em casa e quando fui atender à campainha, uns dez policiais entraram procurando por ele e o levaram. Guilherme consumia drogas, mas não era traficante. Depois, vivemos essa angústia. Tudo piorou depois que ele sumiu de Alcaçuz. O Estado tem de dizer onde está meu filho”, declarou, olhando para uma foto do filho.
Questionado sobre o vazio da ausência, ele respirou fundo e respondeu, com os olhos cheios de lágrimas: “O quarto dele está arrumado, esperando voltar. Fica um vazio, sabe? Eu me sinto apunhalado pela incerteza. Não sei se um dia sentirei ele junto a mim de novo.”
Incógnita
O paradeiro de Ely é uma incógnita reconhecida pela Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc), responsável pela administração das prisões potiguares. “Nós não sabemos onde ele está”, limitou-se a dizer o titular da pasta, Luiz Mauro Albuquerque Araújo. Informações repassadas por outros detentos ao Estado indicam que os dois homens foram mortos e estão enterrados em um túnel abaixo do Pavilhão 4 de Alcaçuz. O Estado, porém, nega a informação.
Já o nome de Caio Henrique Pereira de Lima aparece na lista do governo como recolhido à penitenciária, mas Camila, garante que ele não está lá. “Não temos notícias dele há quatro meses.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Agora RN

quinta-feira, 25 de maio de 2017

91 presos escaparam do PEP e 82 seguem foragidos - Os detentos conseguiram sair da unidade por um buraco

PRESOS RECAPTURADOS APÓS A FUGA (CEDIDA)

A Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania informou que 91 detentos fugiram da Penitenciária Estadual de Parnamirim, o PEP, na madrugada desta quinta-feira, 25. Os presos conseguiram sair da unidade por um buraco.
O secretário da Sejuc, Luís Mauro Albuquerque Araújo, informou também a quantidade exata de presos recapturados. De acordo com ele, nove detentos foram recapturados. Ou seja, 82 ainda estão foragidos.
Albuquerque Araújo contou que os presos saíram “depois do muro”, o que dificultou a visibilidade dos agentes que estavam nas guaritas. Isso de acordo com o próprio secretário. Ele determinou que o Grupo de Operações Especiais (GOE) permaneça na penitenciária. Além disso, a Polícia Militar realiza operação no entorno do PEP.
A fuga
Os detentos fugiram por um buraco aberto no pavilhão 1 do presídio com capacidade para 436 presos, de acordo com o secretário.
“Foi feito debaixo de uma escada que dá acesso à galeria superior. O túnel tem uns 30 ou 40 metros”, relatou. De acordo com ele, o buraco cavado não é “profundo”. O secretário acredita que “provavelmente houve apoio externo”.
O titular da Sejuc informou que “todos os presos do Pavilhão 1, que tem quase 300, foram levados para o 2. Só saem de lá após tamparmos o buraco.
A Sejuc ainda vai divulgar os nomes dos recapturados.
Portal no Ar


sábado, 6 de maio de 2017

Três meses após massacre em Alcaçuz, corpos e cabeças ainda aguardam DNA

Corpos em Alcaçuz, em janeiro

Cabeças foram encontradas em buscas sucessivas, depois da rebelião. Antes disso, 11 corpos foram identificados e liberados, sem cabeça, para as famílias

Mais de três meses depois do início da disputa entre facções rivais que resultou em duas semanas de rebelião e 26 mortos, na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, Rio Grande do Norte, as consequências do massacre ainda perduram. Três corpos e 15 cabeças aguardam exame de DNA. A polícia científica do estado não tem laboratório com tecnologia para a análise do código genético. O exame deve ser feito ainda este mês, no laboratório da Polícia Científica da Bahia.
As cabeças foram encontradas em buscas sucessivas, depois da rebelião. Antes disso, 11 corpos foram identificados e liberados, sem cabeça, para as famílias. Com a identificação por meio do DNA, o diretor-geral do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep), Marcos Brandão, informou que as cabeças vão ser entregues aos familiares para que decidam o destino dos restos mortais. “Não era certeza que essas cabeças apareceriam, foram aparecendo, por sinal, de forma gradativa, algumas só posteriormente. É igual acidente aéreo, a vítima vai ser enterrada com o que foi encontrado.”
Restam também três famílias que ainda não tiveram uma resposta definitiva sobre o destino dos restos mortais de três detentos depois da rebelião. Elas aguardam que os corpos carbonizados e degolados sejam finalmente identificados por meio do DNA. Desde janeiro, os cadáveres estão no Itep. Uma quarta vítima foi enterrada como indigente em abril. Depois da recontagem, além dos 26 mortos, foram contabilizados mais de 50 fugitivos pelo governo estadual.
Marcos Brandão afirmou que as análises de DNA devem ser feitas em maio. “Como a gente não tem [laboratório de DNA] fica dependendo de nos encaixarmos em outro laboratório”, disse. “Vai ser no laboratório da Polícia Científica da Bahia. A gente tem parceria com eles. Os técnicos são nossos, a gente usa a estrutura física e equipamentos deles.”
Segundo Brandão, a rebelião acabou fazendo avançar um processo antigo de abertura de um laboratório de DNA. Uma estrutura do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte (Idiarn) já havia sido doada ao Itep, mas era preciso readequar o espaço. A obra está orçada em R$ 280 mil. Brandão informou que os recursos estão garantidos, e a licitação deve sair no dia 15 de maio. “Até o final do ano esperamos ter o nosso laboratório de DNA.”
Reformas e superlotação
Aos que sobreviveram ao motim, é preciso lidar com a superlotação. Antes da rebelião eram cerca de 1.150 presos para 620 vagas, levando em conta a Penitenciária de Alcaçuz e a Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, outra unidade que fica no mesmo terreno de Alcaçuz e é chamada de Pavilhão 5. Foi desse último espaço, controlado pelo Primeiro Comando da Capital, que escaparam os presos, no dia 14, para atacar o Pavilhão 4, dominado pelo Sindicato do Crime do RN.
A rebelião deixou um rastro de destruição no local, mas os problemas estruturais são mais antigos. Desde 2015 as celas não tinham grades (por causa de outro motim), o que deixava os detentos livres para circular dentro dos pavilhões. Com a retomada do controle de Alcaçuz, o governo estadual anunciou uma reforma emergencial. A obra, contratada com dispensa de licitação, foi orçada em R$ 1,9 milhão.
Com isso, segundo a Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc), cerca de 90% do contingente das duas penitenciárias estão abrigadas provisoriamente no Pavilhão 5, ou Penitenciária Rogério Coutinho Madruga. Ao todo, são 846 presos em Alcaçuz e 473 no Coutinho. O Pavilhão 3 já ficou pronto e, segundo a Sejuc, recebeu vistoria de equipe médica da prefeitura de Nísia Floresta – município onde fica Alcaçuz – e de representantes do governo estadual. Serão transferidos 300 presos que estavam provisoriamente no Pavilhão 5. A data e os detalhes da transferência não foram divulgados pela secretaria “por questões de segurança”
A construção de outras unidades prisionais também foi anunciada à época, como uma saída para a crise. Uma delas é a Cadeia Pública de Ceará-Mirim, que deveria ter sido entregue em 2016. A Sejuc diz que a unidade, com 603 vagas, está com 70% das obras concluídos e deve ser inaugurada no segundo semestre de 2017.
De acordo com a Sejuc, o número de presos a serem transferidos de Alcaçuz para as novas unidades prisionais ainda está sendo decidido pela Coordenação de Administração Penitenciária. Ainda assim, a população carcerária do estado como um todo é maior que o número de vagas a serem criadas. A secretaria informou que existem cerca de 8 mil detentos para 4 mil vagas atualmente.
Fechamento definitivo
Na reforma de Alcaçuz, mudanças foram feitas em relação ao projeto original, que vão desde travas das celas mais modernas a reforço de concreto no chão. Em relação a adaptações que seriam realizadas do lado de fora, como proteção do perímetro do presídio e concretagem junto ao muro para evitar túneis de fuga, a Secretaria de Justiça não detalhou quais ações anunciadas no dia 23 de janeiro já estariam prontas ou foram iniciadas.
Mesmo com o anúncio da reforma, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, manifestou em pelo menos duas ocasiões o desejo de desativar a Penitenciária de Alcaçuz. Para ele, a escolha do local (uma duna próximo a uma área de expansão turística) e a concepção do projeto foram erradas desde o princípio. O Ministério Público do Rio Grande do Norte abriu inquérito civil questionando essas manifestações.
As reformas estão sendo orientadas pela Força Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP), grupo criado pelo Ministério da Justiça este ano para ajudar na crise dos sistemas prisionais dos estados. No total, 85 agentes penitenciários, de quatro estados brasileiros, atuam no Rio Grande do Norte, especialmente em Alcaçuz, desde o fim de janeiro.
“[Alcaçuz] é um presídio bom”, disse o coordenador da FTIP no estado, Mauro Albuquerque. “Tem uma estrutura boa, muro, os blocos são bons, estão sendo reformados, então vai funcionar bem”, destacou em entrevista à Agência Brasil.
Já a presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Rio Grande do Norte (Sindasp-RN), Vilma Batista, concorda que o local escolhido não foi adequado. “O tamanho da penitenciária também desfavorece. É muito grande, e a gente não tem visão dela toda”. Porém, ela classifica o fechamento definitivo de Alcaçuz de “desperdício de dinheiro público”. “Foi um investimento muito alto na penitenciária. O que deveria ser feito era reaproveitar. Temos outro nível de população carcerária, presídio feminino. E também porque não há tempo hábil para a construção de novas unidades. Mesmo que se construa Ceará-Mirim e mais duas unidades ainda não vai desafogar a superlotação que temos hoje.”
Sobre o desejo do governador de fechar definitivamente Alcaçuz, a Secretaria de Justiça informou que “o fechamento ainda não foi confirmado nem tem data para acontecer”.
Agora RN

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Mandado do Supremo é cumprido e goleiro Bruno volta à prisão

Goleiro Bruno foi mandado de volta para prisão
Após os tramites no local, ele passaria por exames de praxe no Instituto Médico Legal (IML) e seria mandado para o presídio da cidade

Dois dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) revogar a liminar que o mantinha em liberdade, o goleiro Bruno Fernandes voltou à prisão na tarde desta quinta-feira, 27. Era perto das 14 horas quando ele se apresentou na Delegacia Regional de Varginha (MG).
Após os tramites no local, ele passaria por exames de praxe no Instituto Médico Legal (IML) e seria mandado para o presídio da cidade. Bruno foi condenado a mais de 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio, ocorrida em 2010.
O goleiro está voltando para a cadeia após 62 dias em liberdade. Na terça-feira, 25, a 1ª Primeira Turma do STF votou a favor de parecer emitido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedindo a revogação da liminar que libertou o atleta.
Ao se apresentar nesta tarde, ele entrou rapidamente na delegacia e se negou a falar com a imprensa.
O advogado do goleiro, Lúcio Adolfo, já adiantou que vai recorrer em favor do cliente. “A intenção é conseguir sua liberdade o quanto antes”, afirmou. No entanto, o contrato do atleta com o Boa Esporte deverá ser rescindido, como estava previsto caso ele retornasse para a prisão.
Agora RN

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Eike Batista tem cabeça raspada durante passagem em presídio

Eike Batista sendo transferido de presídios

Empresário desembarcou no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro às 9h54, vindo de Nova York, e teve seu cabelo cortado durante passagem pelo presídio Ary Franco

O ex-bilionário Eike Batista, preso nesta segunda-feira (30) ao desembarcar no Rio de Janeiro, teve seu cabelo cortado durante passagem pelo presídio Ary Franco, em Água Santa, zona norte do Rio.
O empresário desembarcou no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro às 9h54, vindo de Nova York. Ele seguiu diretamente para o IML (Instituto Médico Legal), passou cerca de 30 minutos no local e foi encaminhado para o presídio.
Eike Batista teve a prisão decretada na quinta-feira (26), no âmbito da Operação Eficiência, segunda fase da Calicute, o desdobramento da Lava Jato no Rio. Considerado foragido pela Justiça, o empresário teve o nome incluído na lista de procurados da Interpol. Como ele não tem ensino superior completo, pode ficar em um presídio comum.
Fernando Martins, advogado responsável pela defesa de Eike, disse durante entrevista na entrada do presídio Ary Franco que o principal objetivo agora é preservar a integridade de seu cliente.
“Ele acabou de chegar e a gente ainda não conseguiu traçar uma linha de defesa. Então, vamos aguardar e conversar com o cliente. Até agora estamos tomando as medidas jurídicas cabíveis no sentido de preservar a integridade física [dele]. Esse é o nosso primeiro objetivo”, disse.
O advogado disse que não sabia informar se Eike ficará em uma cela comum. “Não sei detalhe sobre cela comum.”

A investigação

Quando o mandado de prisão foi expedido, Eike estava fora do país. A prisão foi decretada após a delação dos irmãos e doleiros Renato Hasson Chebar e Marcelo Hasson, que contaram sobre o pagamento de US$ 16,5 milhões de propina ao ex-governador do Rio ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB).
Segundo a investigação, o pagamento da propina faz parte do esquema usado por Sérgio Cabral e outros investigados para ocultar mais de US$ 100 milhões remetidos ao exterior. Desse valor, repassado em ações da Vale, da Petrobras e da Ambev, apenas 10% já foi recuperado pelo Ministério Público Federal.
Ao decidir pela prisão preventiva de Eike e de mais oito pessoas, o juiz Marcelo Bretas argumentou que havia “a necessidade estancar imediatamente a atividade criminosa”.
Além da prisão preventiva de Eike, foram pedidas as prisões do ex-governador fluminense Sérgio Cabral (PMDB), do ex-secretário Wilson Carlos, do ex-assessor de Cabral Carlos Miranda. Também são alvos Luiz Carlos Bezerra, Álvaro José Galliez Novis, Sergio de Castro Oliveira, Thiago Aragão, Francisco de Assis Neto e o advogado Flávio Godinho. Cabral, Wilson Carlos e Miranda foram presos na primeira fase, de 17 de novembro de 2016.
Agora RN

sábado, 21 de janeiro de 2017

Policiais entram na Penitenciária Estadual de Alcaçuz para erguer muro

Desde a noite desta sexta, já chegavam ao presídio caminhões com materiais de construção

Muralha anunciada pelo governo do Estado deverá separar os pavilhões 1, 2 e 3 do 4 e 5. Desde o último sábado (14), o presídio passa por motins

Como parte da operação para construção de um muro na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na Grande Natal (RN), o Batalhão de Choque da Polícia Militar voltou a entrar na unidade na manhã deste sábado (21). Desde a noite desta sexta, já chegavam ao presídio caminhões com materiais de construção, além de contêineres que devem compor a estrutura emergencial para separar as facções que estão em conflito no local. Até o fim da manhã, a incursão não havia levado à reação dos detentos, que estão rebelados há oito dias.
A muralha anunciada pelo governo do Estado deverá separar os pavilhões 1, 2 e 3 do 4 e 5. Os primeiros são ocupados por presos ligados à facção Sindicato do Crime e os últimos, pelos detentos do Primeiro Comando da Capital (PCC). A rivalidade entre as organizações causou o início do motim, quando o PCC, até então restrito ao pavilhão 5, invadiu o 4, deixando 26 mortos.
A livre circulação de detentos pelos pavilhões, em razão da depredação das estruturas da cela, levou ainda a batalhas campais no interior do presídio. Querendo evitar novos confrontos, a muralha está sendo construída, segundo informou a administração estadual. A única forma de a PM deter o conflito vinha sendo o uso de armamento não letal disparado das guaritas para evitar a aproximação entre as partes. O esforço não foi suficiente quando na quinta-feira passada (19) a briga deixou novos mortos e feridos.
Na tarde de quinta-feira, o MP do Rio Grande do Norte emitiu uma recomendação ao governador Robinson Faria (PSD) para que, diante do que classificou como “barbárie”, com ao menos 28 mortes confirmadas desde sábado passado (13), fossem tomadas “providências efetivas”.
Desde o início das rebeliões, os batalhões de Choque e de Operações Especiais (Bope) entraram na cadeia mais de três vezes, realizando revistas e retirando presos para transferências. As operações, no entanto, não se estenderam por mais de cinco horas em nenhuma das oportunidades. Logo que os homens dos batalhões deixam a unidade, os conflitos são retomados.
Agora RN

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Familiares de presos incendeiam sofás velhos em frente ao presídio de Alcaçuz



Fogo foi ateado em sofás velhos em frente ao presídio

Além do fogo ateado, os familiares estão derrubando barracos do lado de fora da penitenciária; situação é tensa e polícia tenta controlar

Os familiares de detentos que estão presos na Penitenciária Estadual de Alcaçuz tocaram fogo em sofás velhos em frente ao presídio na tarde desta quarta-feira (18).
 Além do fogo ateado, os familiares estão derrubando barracos do lado de fora da penitenciária.
A Polícia Militar já foi acionada para controlar a situação. Com bombas de efeito moral, eles conseguiram afastar essas famílias e estão aguardando a saída dos ônibus com os detentos que serão transferidos.
A mãe de um dos presos teve uma convulsão e estava aguardando atendimento médico no local. Uma multidão se aglomerou em volta dela. Veja fotos abaixo:
Mulher passa mal e é amparada por pessoas que estão nas imediações. (Foto: Emmerson Alves / Agora RN)
Foto foi ateado em sofás velhos. (Foto: Emmerson Alves / Agora RN)
Agora RN

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Presos montam barreira para tentar impedir avanço de PMs em Alcaçuz

Detentos voltaram a realizar um motim, na manhã desta segunda-feira 16).

Detentos de Alcaçuz, que voltaram a realizar um motim na manhã desta, montaram barreiras com pedaços de madeira, ferro e telhas para tentar impedir o avanço da Polícia Militar dentro do presídio. Além disso, os presos estão armados com pedras, pau e facas artesanais feitas com ferro.

Desde o final da manhã, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) foi deslocado para Alcaçuz para retomar o controle da unidade, haja vista que os presos estão todos soltos nos pavilhões e acabaram subindo para os telhados de alguns desses pavilhões.
A Polícia Militar e os agentes penitenciários esperam controlar a situação para então fazer uma contagem completa dos presos e estabelecer se houve fugas ou se há mais mortos em outras áreas ainda não localizadas.
Inclusive, um carro da Caern foi deslocado para Alcaçuz para esvaziar uma fossa, onde possivelmente foram jogados corpos, de acordo com informações dos próprios detentos.
Portal BO

sábado, 14 de janeiro de 2017

Terror - Em rebelião, cabeças são jogadas para o lado de fora do pátio de Alcaçuz - Presos estão se rebelando na maior penitenciária do Estado desde às 16h30; segundo a administração, há confrontos entre facções rivais

Imagem mostra três cabeças jogadas no pátio de Alcaçuz


O clima está tenso na Penitenciária Estadual de Alcaçuz. Os detentos iniciaram uma rebelião na tarde deste sábado (14) e já mataram ao menos três presos, segundo informações publicadas pelo Portal Mossoró Hoje no final desta tarde.
A rebelião em si foi confirmada pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado (Sejuc). O coordenador de administração penitenciária da Sejuc, Zemilton Silva, informou à imprensa que o tumultuo é de “grandes proporções” na unidade prisional da grande Natal.
A assessoria da Polícia Militar informou que o motim começou por volta das 16h30, quando presos do pavilhão 1 invadiram o pavilhão 5 da penitenciária. Os pavilhões da penitenciária são controlados por facções criminosas.
Confira outra foto da rebelião:

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Quinze presos do Acre são transferidos para o Rio Grande do Norte



















Uma operação foi realizada para a segurança da transferência dos detentos

Ao todo,15 detentos foram transferidos, na madrugada desta quinta (12) para presídio federal de Mossoró

Quinze presos do sistema carcerário do Acre foram transferidos para o Presídio Federal de Mossoró. Uma operação foi realizada para a segurança da transferência dos detentos. O avião da Polícia Federal saiu do Acre no início da manhã desta quinta-feira (12).
A operação de transferência faz parte das medidas adotadas para combater as organizações criminosas que atuam no estado da região Norte. Os presos que foram transferidos para Mossoró estavam no regime disciplinar diferenciado (RDD).
Agora RN

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Mais seis presos fogem do sistema penitenciário do RN nesta segunda-feira


Detentos fugiram da Cadeia Pública de Natal, na Zona Norte; final de semana soma 25 presos foragidos no Rio Grande do Norte

A Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (SEJUC) confirmou mais uma fuga de presos nesta segunda-feira (19). Desta vez, os apenados se evadiram do Presídio Provisório Raimundo Nonato, na Zona Norte de Natal.
De acordo com a Coordenação de Administração Penitenciária (COAPE) da secretaria, os presos serraram as grades e escaparam pelo solário da Cadeia, fato que só foi percebido na manhã de hoje. Nenhum foi recapturado.
A assessoria de imprensa da SEJUC disse ainda que uma investigação, por meio de Comissão Parlamentar de Processo Administrativo – CEPA, foi aberta em nível da Polícia Civil e da própria secretaria para apurar o caso.
19 no domingo
Outros 19 presos fugiram na madrugada do sábado para o domingo (18) da Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP). Em 2016, a quantidade de presos foragidos do sistema penitenciário do Estado chegam a 373, número 43% maior que em 2015, quando foram registradas 212 fugas.
Agora RN

sábado, 19 de novembro de 2016

Ministra do TSE tira Garotinho de Bangu


A defesa de Garotinho alega que ele está com problemas de saúde (angina instável).



Por Estadão Conteúdo
 
A ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tirou do presídio de Bangu nesta sexta-feira, 18, o ex-governador Anthony Garotinho (PR). Preso na quarta-feira, 16, na Operação Chequinho, o ex-governador havia sido transferido para o Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio.
Na noite de quinta-feira, 17, o juiz eleitoral Glaucenir Oliveira, do município de Campos dos Goytacazes – reduto de Garotinho -, mandou remover o ex-governador para Bangu.
A transferência de Garotinho foi marcada por uma confusão no hospital, onde sua filha, a deputada federal Clarissa Garotinho, se desesperou com a medida.
A defesa de Garotinho alega que ele está com problemas de saúde (angina instável).
Em sua decisão, a ministra, acolhendo o pedido dos advogados do ex-governador, ordenou a remoção de Garotinho para um hospital.
“Ocorre, porém, que não cabe à autoridade judiciária avaliar o quadro clínico do segregado, tal como levado a efeito pelo juiz zonal, que assim procedeu sem qualquer embasamento técnico-pericial por parte de equipe médica regularmente constituída, atitude, a meu ver, em tudo temerária, ante o risco de gravame à integridade física do custodiado”, assinalou a ministra.
Luciana Lóssio afirmou que ‘a decisão pela qual se determinou a imediata transferência do paciente para o presídio baseou-se, também, na afirmação de que chegou ao conhecimento do juiz notícia de que o paciente estaria recebendo regalias no hospital municipal no qual se encontrava internado’.
“As graves consequências que podem advir de uma inapropriada interrupção do tratamento clínico do paciente em ambiente hospitalar exigem do magistrado redobrada cautela na solução do caso, não se revelando minimamente razoável que a decisão judicial tenha lastro em notícias de supostas regalias, em relação às quais não se indicou nada de concreto”, advertiu a ministra.
Luciana Lóssio determinou: “A fim de assegurar o adequado e necessário acompanhamento médico, determino à autoridade policial a imediata remoção do ora paciente, Anthony William Garotinho Matheus de Oliveira, para hospital – podendo ser na rede privada, desde que por ele custeado – o qual deverá estar apto à realização dos exames indicados no relatório médico, devendo permanecer sob custódia no estabelecimento enquanto houver necessidade devidamente atestada pelo corpo clínico.”
A ministra autorizou ‘a visita apenas de seus familiares e advogados, nos termos das regras estabelecidas pelo hospital, vedada, contudo, a utilização de aparelhos de comunicação, a exemplo de telefone celular’.
Luciana Lóssio decidiu ainda. “Ultrapassado o prazo necessário para a conclusão dos exames e procedimentos médicos acima mencionados antes da conclusão do julgamento da medida liminar pelo plenário dessa Colenda Corte, determino que o paciente permaneça em prisão domiciliar, nos termos do artigo 318, inciso II, do Código de Processo Penal.”
O Advogado Fernando Fernandes, que Defende Garotinho, afirmou que: “Ultrapassamos a crueldade testemunhada por todos, em que um paciente é arrancado de um hospital sem concluir seu tratamento”.
Portal no Ar

domingo, 13 de novembro de 2016

Detento desembolsa R$ 200 mil e constrói motel dentro de presídio

Um detento mandou construir 112 quitinetes dentro da Penitenciária Odenir Guimarães, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na capital de Goiás, gastando aproximadamente R$ 200 mil na obra.
A construção, segundo o jornal O Dia, foi iniciada no fim de 2015 e estava quase terminada. Porém, o “motel” foi descoberto quando estava em fase final de acabamento.
O “dono do empreendimento”, o traficante preso Thiago César de Souza, de 32 anos, esperava arrecadar R$ 120 mil por mês com o “aluguel” das quitinetes íntimas. A obra em si na verdade custou R$ 120 mil, mas o traficante teve que gastar mais R$ 70 com o pagamento de propina ao diretor do presídio na época que a construção começou, Marcos Vinícius Alves. Ele está afastado desde o fim do ano passado.
Robson Pires

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Nova fuga é registrada na Penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta


Um detento foi recapturado, mas ainda não se sabe quantos escaparam. Buraco foi encontrado aberto na madrugada desta sexta-feira (28)

Uma nova fuga foi registrada na madrugada desta sexta-feira (28) na Penitenciária Estadual de Alcaçuz. Um buraco aberto do lado de fora do presídio foi encontrado pelos agentes de segurança.
Durante a manhã será feita uma recontagem dos presos. O procedimento é necessário para avaliar a quantidade real de detentos que conseguiram fugir na ação.
Agora RN

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A separação litigiosa de Suzane von Richthofen

A mulher que participou da morte dos pais a pauladas agora briga com a ex, Sandrão, por três máquinas de costura dadas por Gugu Liberato


O casamento das presidiárias Suzane von Richthofen e Sandra Ruiz, o Sandrão, acabou em divórcio litigioso. O objeto da disputa são três máquinas de costura industrial da marca Sansei, avaliadas em 12 000 reais. As duas se casaram na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, em outubro de 2014. No mesmo ano, elas deram uma entrevista ao apresentador Gugu Liberato, da TV Record, contando detalhes do enlace. Comovido com a história (e agradecido porque a entrevista rendeu recorde de audiência), o apresentador mandou dar de presente o maquinário para elas recomeçarem a vida aqui fora. Na cadeia, Suzane tornou-se uma das melhores profissionais do atelier de costura que funciona dentro de Tremembé, onde são fabricados os uniformes das presas e dos guardas que as vigiam do alto da muralha. Sandra era responsável pela manutenção das máquinas. Gugu mandou comprar três máquinas idênticas às usadas por elas na oficina.
A partir desse ponto, a história passa a ter duas versões. Suzane sustenta que Gugu deu as três máquinas a ela e não a Sandrão. Como não recebe visita de qualquer parente e não possui até hoje nenhuma referência familiar – ela não recebe visitas nem de amigos e o seu irmão Andreas não a vê há 10 anos – a acusada de matar os pais a pauladas pediu que o presente ficasse na casa do irmão de Sandra, na cidade de Mogi das Cruzes. Pelo combinado, diz ela, assim que começasse a sair da cadeia no regime semiaberto, pegaria as máquinas para montar o seu tão sonhado atelier de costura.
Sandra, já no regime aberto, relata outra coisa. Diz que Gugu deu as máquinas a ela porque foi graças ao seu empenho que a histórica entrevista ocorreu. Ela lembra que Suzane não queria falar “de jeito nenhum”. “A produção do programa entrou em contato comigo e me pediu para convencê-la a dar a entrevista”, conta Sandrão. Ela confirmou que recebeu as máquinas, mas não quis dizer se elas estão sendo usadas. Procurado por VEJA, a direção do programa do Gugu resolveu não se meter em briga de ex-casal.
Em uma carta escrita de dentro da cadeia e endereçada ao seu noivo, o marceneiro Rogério Olberg, Suzane pediu que ele procure um advogado para reaver as máquinas urgentemente. Segundo relato de presas companheiras de Suzane, na época que ganhou o presente, ela realmente planejava montar um negócio com a então esposa. No entanto, Sandrão progrediu primeiro para o regime aberto e o relacionamento desandou. Em seguida, Suzane passou a namorar Olberg, com quem pretende se casar na Páscoa do ano que vem.
Na última vez que passou fim de semana com o noivo, no feriado do Dia dos Pais, Suzane disse que, agora, é com ele que sonha em montar uma pequena confecção com as tais máquinas assim que progredir para o regime aberto. Ela pode pedir o benefício a partir de julho de 2017. Ao saber dos planos de Suzane com o seu novo amor, Sandrão disse que se sentiu “ludibriada” pela ex, pois acreditava que elas ficariam juntas quando Suzane começasse a sair da cadeia.
Suzane e Sandrão se conheceram no pátio da penitenciária, em 2010. Sandra cumpre pena de 24 anos por sequestro seguido de morte, enquanto Suzane pegou 39 anos. Sandra afirma que foi Suzane quem a cortejou. “Todas as vezes que me olhava, ela pegava nas pontas do cabelo, enrolava os fios e logo em seguida acariciava os lábios levemente para chamar a minha atenção”, relata.
veja

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Padre acusado de abusos sexuais é encontrado morto

Um dos religiosos listados ao final do filme Spotlight, vencedor do Oscar deste ano, sobre casos de abusos cometidos por religiosos e revelados pelo jornal Boston Globe foi encontrado morto na manhã deste domingo (7/8), em Minas Gerais. A polícia acredita que o padre Bonifácio Buzzi, 57 anos, tenha se matado na cela do presídio.
Preso na última sexta-feira (5/8), em Santa Catarina, por suspeita de pedofilia, o religioso foi transferido para Três Corações (MG). O padre já havia sido condenado a 20 anos de prisão por abusar de um garoto de 10 anos em Mariana, também em Minas e em 2015 passou a cumprir a sentença em liberdade.
O padre fugiu para Santa Catarina quando soube que era procurado pela polícia, acusado de envolvimento em novo caso de pedofilia. Ele teria abusado de duas crianças, uma de 9 e outra de 13 anos, em Três Corações, onde morava.
Robson Pires

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Preso diz ter pago R$ 2 mil a agente para fugir de CDP em Natal

Daniel da Silva Flor foi recapturado nesse domingo. Agente suspeito de facilitar a fuga foi afastado


Após fugir no último dia 18 de maio do Centro de Detenção Provisória do Potengi (CDP Potengi), zona Norte de Natal, Daniel da Silva Flor foi recapturado nesse domingo (12) após assaltar uma mulher.
No dia da fuga, câmeras de segurança registraram o momento em que Daniel conversa tranquilamente com um agente na frente do CDP, do lado de fora. Pouco tempo depois, ele escapou pulando o muro da unidade.
Após ser recapturado, o apenado deu um depoimento em vídeo afirmando ter pago R$ 2 mil ao agente penitenciário (APC) para poder escapar.
O APC foi afastado provisoriamente por 60 dias e responde a um processo administrativo.
Agora RN

terça-feira, 17 de maio de 2016

Mostrou os seios para detento e também ficou atrás das grades

Momento em que ela mostra os seios foi registrado pelas câmeras de segurança da prisão


Por Redação
Uma mulher de 29 anos foi presa, nos Estados Unidos, por acusação de ‘exposição indecente’. Aimee Marie James mostrou os seios para um detento dentro de um presidio em terras norte-americanas.
O caso foi registrado no dia 27 de abril e a mulher foi encontrada pela polícia no dia 3 de maio – uma semana após o ocorrido. O momento em que ela mostra os seios foi registrado pelas câmeras de segurança da prisão.
Portal no Ar

sábado, 23 de abril de 2016

Preso fica entalado em buraco quando tentava fugir de Alcaçuz

Detento tentava escapar por buraco, mas ficou preso na areia.

 Um preso tentou fugir do Pavilhão 5 de Alcaçuz, também chamado de Presídio Rogério Coutinho Madruga, mas acabou ficando entalado em um buraco. A tentativa de fuga aconteceu nas primeiras horas deste sábado (23).
O preso, juntamente com outros detentos, teria tentado escapar por um buraco próximo ao muro da unidade. No entanto, guardas e agentes perceberam a movimentação e acabaram interceptando e impedindo a fuga.
Foi então que eles descobriram que um dos presos estava preso no buraco, no meio da areia. O detento foi resgatado e colocado de volta na prisão.
Portal BO

sábado, 30 de janeiro de 2016

Vídeo: agentes e PM flagram dupla tentando arremessar drogas para dentro de presídio


O vídeo abaixo mostra a ação de agentes do Presídio Regional de Pau dos Ferros, na região Oeste potiguar, e policiais militares. Ele prenderam em flagrante uma dupla tentando arremessar drogas para dentro da unidade prisional.