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sábado, 6 de maio de 2017

Cientistas eliminam HIV do organismo de animais vivos pela primeira vez

A ideia agora é fazer os testes em primatas
Trata-se de uma inédita demonstração de que o tipo HIV-1 pode ser removido de células infectadas usando uma técnica de edição de DNA

Um estudo feito pelos cientistas da Lewis Katz School of Medicine, em parceria com a Universidade de Pittsburgh, conseguiu eliminar o vírus do HIV — causador da AIDS — em camundongos que haviam sido infectados com células humanas.
Trata-se da primeira demonstração de que o tipo HIV-1 pode ser completamente removido de células infectadas usando uma poderosa técnica de edição de DNA conhecida como CRISPR/Cas9.
A técnica, desenvolvida pela bioquímica americana Jennifer Doudna e a microbiologista francesa Emmanuelle Charpentier consiste em uma espécie de ctrl+c/ctrl+v.
A colaboração entre as duas começou quando Charpentier se apresentou para Doudna em um congresso e contou que estava pesquisando uma técnica chamada Crispr (sequências repetitivas no DNA de bactérias), que parecia auxiliar bactérias carnívoras a combater vírus que tentavam atacá-las.
A intenção da francesa era descobrir como o sistema de defesa dessas bactérias funcionava para destruí-lo e, consequentemente, curar as pessoas infectadas por elas. Mas, à medida que a pesquisa evoluiu, ficou claro que uma proteína específica, a Cas9, era a verdadeira estrela do processo: ela era capaz de recortar uma parte específica do DNA do vírus e juntar as duas pontas — algo similar ao ctrl+x, que você faz todo dia no computador. Elas, então, conseguiram adaptar o processo para outros organismos que não as bactérias. E revolucionaram a engenharia genética.
Em 2016, os cientistas que pesquisam HIV aproveitam a descoberta para publicar um estudo prévio que serviu como base para a nova descoberta.
“Nosso novo estudo é mais abrangente. Confirmamos os dados de nosso trabalho anterior e melhoramos a eficiência de nossa estratégia de edição de genes. Nós também mostramos que a estratégia é eficaz em modelos com outros dois tipos de roedores, um representando infecção aguda em células de rato e o outro representando infecção crônica ou latente em células humanas”, disse o co-coordenador da pesquisa Wenhui Hu, professor associado no Centro de Pesquisa de Doenças Metabólicas e do Departamento de Patologia da LKSOM.
A ideia agora é fazer os testes em primatas. “Nosso objetivo final é um ensaio clínico em pacientes humanos”, acrescentou Kamel Khalili, também co-coordenador da pesquisa.
Fonte: Galileu

Três meses após massacre em Alcaçuz, corpos e cabeças ainda aguardam DNA

Corpos em Alcaçuz, em janeiro

Cabeças foram encontradas em buscas sucessivas, depois da rebelião. Antes disso, 11 corpos foram identificados e liberados, sem cabeça, para as famílias

Mais de três meses depois do início da disputa entre facções rivais que resultou em duas semanas de rebelião e 26 mortos, na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, Rio Grande do Norte, as consequências do massacre ainda perduram. Três corpos e 15 cabeças aguardam exame de DNA. A polícia científica do estado não tem laboratório com tecnologia para a análise do código genético. O exame deve ser feito ainda este mês, no laboratório da Polícia Científica da Bahia.
As cabeças foram encontradas em buscas sucessivas, depois da rebelião. Antes disso, 11 corpos foram identificados e liberados, sem cabeça, para as famílias. Com a identificação por meio do DNA, o diretor-geral do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep), Marcos Brandão, informou que as cabeças vão ser entregues aos familiares para que decidam o destino dos restos mortais. “Não era certeza que essas cabeças apareceriam, foram aparecendo, por sinal, de forma gradativa, algumas só posteriormente. É igual acidente aéreo, a vítima vai ser enterrada com o que foi encontrado.”
Restam também três famílias que ainda não tiveram uma resposta definitiva sobre o destino dos restos mortais de três detentos depois da rebelião. Elas aguardam que os corpos carbonizados e degolados sejam finalmente identificados por meio do DNA. Desde janeiro, os cadáveres estão no Itep. Uma quarta vítima foi enterrada como indigente em abril. Depois da recontagem, além dos 26 mortos, foram contabilizados mais de 50 fugitivos pelo governo estadual.
Marcos Brandão afirmou que as análises de DNA devem ser feitas em maio. “Como a gente não tem [laboratório de DNA] fica dependendo de nos encaixarmos em outro laboratório”, disse. “Vai ser no laboratório da Polícia Científica da Bahia. A gente tem parceria com eles. Os técnicos são nossos, a gente usa a estrutura física e equipamentos deles.”
Segundo Brandão, a rebelião acabou fazendo avançar um processo antigo de abertura de um laboratório de DNA. Uma estrutura do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte (Idiarn) já havia sido doada ao Itep, mas era preciso readequar o espaço. A obra está orçada em R$ 280 mil. Brandão informou que os recursos estão garantidos, e a licitação deve sair no dia 15 de maio. “Até o final do ano esperamos ter o nosso laboratório de DNA.”
Reformas e superlotação
Aos que sobreviveram ao motim, é preciso lidar com a superlotação. Antes da rebelião eram cerca de 1.150 presos para 620 vagas, levando em conta a Penitenciária de Alcaçuz e a Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, outra unidade que fica no mesmo terreno de Alcaçuz e é chamada de Pavilhão 5. Foi desse último espaço, controlado pelo Primeiro Comando da Capital, que escaparam os presos, no dia 14, para atacar o Pavilhão 4, dominado pelo Sindicato do Crime do RN.
A rebelião deixou um rastro de destruição no local, mas os problemas estruturais são mais antigos. Desde 2015 as celas não tinham grades (por causa de outro motim), o que deixava os detentos livres para circular dentro dos pavilhões. Com a retomada do controle de Alcaçuz, o governo estadual anunciou uma reforma emergencial. A obra, contratada com dispensa de licitação, foi orçada em R$ 1,9 milhão.
Com isso, segundo a Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc), cerca de 90% do contingente das duas penitenciárias estão abrigadas provisoriamente no Pavilhão 5, ou Penitenciária Rogério Coutinho Madruga. Ao todo, são 846 presos em Alcaçuz e 473 no Coutinho. O Pavilhão 3 já ficou pronto e, segundo a Sejuc, recebeu vistoria de equipe médica da prefeitura de Nísia Floresta – município onde fica Alcaçuz – e de representantes do governo estadual. Serão transferidos 300 presos que estavam provisoriamente no Pavilhão 5. A data e os detalhes da transferência não foram divulgados pela secretaria “por questões de segurança”
A construção de outras unidades prisionais também foi anunciada à época, como uma saída para a crise. Uma delas é a Cadeia Pública de Ceará-Mirim, que deveria ter sido entregue em 2016. A Sejuc diz que a unidade, com 603 vagas, está com 70% das obras concluídos e deve ser inaugurada no segundo semestre de 2017.
De acordo com a Sejuc, o número de presos a serem transferidos de Alcaçuz para as novas unidades prisionais ainda está sendo decidido pela Coordenação de Administração Penitenciária. Ainda assim, a população carcerária do estado como um todo é maior que o número de vagas a serem criadas. A secretaria informou que existem cerca de 8 mil detentos para 4 mil vagas atualmente.
Fechamento definitivo
Na reforma de Alcaçuz, mudanças foram feitas em relação ao projeto original, que vão desde travas das celas mais modernas a reforço de concreto no chão. Em relação a adaptações que seriam realizadas do lado de fora, como proteção do perímetro do presídio e concretagem junto ao muro para evitar túneis de fuga, a Secretaria de Justiça não detalhou quais ações anunciadas no dia 23 de janeiro já estariam prontas ou foram iniciadas.
Mesmo com o anúncio da reforma, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, manifestou em pelo menos duas ocasiões o desejo de desativar a Penitenciária de Alcaçuz. Para ele, a escolha do local (uma duna próximo a uma área de expansão turística) e a concepção do projeto foram erradas desde o princípio. O Ministério Público do Rio Grande do Norte abriu inquérito civil questionando essas manifestações.
As reformas estão sendo orientadas pela Força Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP), grupo criado pelo Ministério da Justiça este ano para ajudar na crise dos sistemas prisionais dos estados. No total, 85 agentes penitenciários, de quatro estados brasileiros, atuam no Rio Grande do Norte, especialmente em Alcaçuz, desde o fim de janeiro.
“[Alcaçuz] é um presídio bom”, disse o coordenador da FTIP no estado, Mauro Albuquerque. “Tem uma estrutura boa, muro, os blocos são bons, estão sendo reformados, então vai funcionar bem”, destacou em entrevista à Agência Brasil.
Já a presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Rio Grande do Norte (Sindasp-RN), Vilma Batista, concorda que o local escolhido não foi adequado. “O tamanho da penitenciária também desfavorece. É muito grande, e a gente não tem visão dela toda”. Porém, ela classifica o fechamento definitivo de Alcaçuz de “desperdício de dinheiro público”. “Foi um investimento muito alto na penitenciária. O que deveria ser feito era reaproveitar. Temos outro nível de população carcerária, presídio feminino. E também porque não há tempo hábil para a construção de novas unidades. Mesmo que se construa Ceará-Mirim e mais duas unidades ainda não vai desafogar a superlotação que temos hoje.”
Sobre o desejo do governador de fechar definitivamente Alcaçuz, a Secretaria de Justiça informou que “o fechamento ainda não foi confirmado nem tem data para acontecer”.
Agora RN

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Santo Sudário: estudo genético revela que tecido contém DNA de plantas encontradas em todo o mundo


Um novo estudo de DNA contribuiu ainda mais para o mistério que envolve o Sudário de Turim, o suposto pano usado no enterro de Jesus Cristo.
Sequenciando genes de partículas de pólen e poeiras do sudário, os pesquisadores foram capazes de mapear os tipos de plantas e as pessoas que entraram em contato com o linho – tecido.
“Aqui nós relatamos as principais conclusões da análise do DNA genômico extraído de partículas de pó aspiradas de partes da imagem corporal e na borda lateral usada para datação por radiocarbono”, disse o Dr. Gianni Barcaccia, professor de genética de plantas na Universidade de Pádua, na Itália.
Os pesquisadores descobriram uma série de grupos de plantas nativas do Mediterrâneo, de acordo com um relatório publicado no portal Real Clear Science, incluindo trevos, cavalinha, chicória e azevém. Outros genes de plantas eram do Oriente Médio, Ásia ou Américas, mas os cientistas sugerem que estes genes podem ter sido introduzidos em algum momento após o período medieval. “Identificamos espécies cultivadas, em grande parte, por agricultores, comum em muitos sistemas agrícolas do Velho Mundo, incluindo chicória e pepino”, revelaram.
Os resultados, publicados na revista Scientific Reports, sugerem que o pano pode ter sido criado na Índia. Em seguida, viajou extensivamente por todo o mundo, fazendo contato com fiéis de todo o planeta, passando por Jerusalém, Turquia e França, antes de acabar na Itália. Outra sugestão é que o sudário foi criado na Europa Medieval, mas pessoas de todo o mundo, ao tocá-lo, transferiram seu DNA a ele – bem como resquícios microscópicos de pólen.
Predecessor do atual Papa, Bento XVI, descreveu o pano como um ícone “escrito com o sangue” de um homem crucificado. Bento disse que não havia “plena correspondência com o que os Evangelhos nos dizem de Jesus”, mas o debate sobre a autenticidade do Santo Sudário normalmente é impresso com a imagem de um homem que parece ter sido crucificado. Ele mostra, na parte traseiro e dianteira, sinais de um homem com barba, com braços cruzados sobre o peito. O pano é marcado pelo que parece ser filetes de sangue de ferimentos nos pulsos, pés e lado do tronco.
Os pesquisadores do mais recente estudo descrevem-no como um homem “que sofreu trauma físico de uma forma consistente com a crucificação, depois de ser espancado, açoitado e coroado de espinhos”. Em 1998, o Sudário foi datado em carbono como sendo do final do século 13, dando apoio àqueles que dizem que ele é uma falsificação medieval. Mas ele manteve o seu ar místico para muitos, graças, em parte, ao fato de que os pesquisadores não foram capazes de estabelecer exatamente como a imagem foi criada.
O pano de 4,3 metros de comprimento foi colocado em exposição, em Turim, entre abril e junho deste ano. Antes deste ano, visitas públicas ao pano foram realizadas pela última vez em 2010. A Igreja não diz oficialmente que o corpo de Cristo foi envolto na mortalha ou que quaisquer milagres estavam envolvidos na criação da imagem, agora em exposição. “Não é algo de fé, porque ele não é um objeto de fé, nem de devoção, mas pode ajudar na fé de algumas pessoas”, disse o arcebispo de Turim, Cesare Nosiglia.

Jornal Ciência, via Daily Mail


Blog do BG

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Fumar causa danos ao esperma - Um estudo brasileiro sugere que o tabagismo gera alterações no esperma que podem reduzir a chance de fecundação e até causar problemas de saúde no bebê

Os pesquisadores da Unifesp encontraram diversas alterações, como fragmentação de DNA, e ausência ou excesso de determinadas proteínas, no sêmen de fumantes associadas a problemas de fecundação e até mesmo de saúde no bebê. (Thinkstock/VEJA)

Não é novidade que mulheres que planejam engravidar devem parar de fumar. Agora, um estudo publicado recentemente no periódico científico BJU International sugere que o futuro pai também largue o vício.
No estudo, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) analisaram o esperma de 20 fumantes e 20 não fumantes. Os resultados mostraram que o sêmen dos fumantes foi danificado de maneiras que podem reduzir a chance de fecundação ou levar ao desenvolvimento de problemas de saúde no bebê.
As análises mostraram que o DNA no esperma dos fumantes estava fragmentado, o que está relacionado a um aumento do risco de problemas genéticos no feto e ao desenvolvimento de câncer infantil. Os pesquisadores acreditam que essa fragmentação seja resultado de um stress oxidativo ocasionado pelo cádmio e pela nicotina presentes no cigarro. Além disso, as mitocôndrias, que são o centro de energia das células, também estavam menos ativas no esperma desses voluntários.
Os fumantes apresentaram também uma porcentagem maior de acrossomos (parte da cabeça do espermatozoide que libera enzimas que permitem sua penetração no escudo do óvulo) alterados. Os autores ainda encontraram outras alterações nas proteínas do plasma seminal que podem prejudicar a fertilização. Das 422 proteínas analisadas, nos fumantes, uma estava faltando, outras 27 estavam sub representadas e seis super representadas.

“Mais e mais estudos estão demonstrando um efeito nocivo do tabaco sobre a fertilidade masculina. Nossos resultados apontam na direção de alterações importantes no sêmen. O esperma dos fumantes apresenta uma natureza inflamatória associada à diminuição da capacidade de fertilização e de uma gravidez saudável.”, disse Ricardo Pimenta Bertolla, um dos autores do estudo.
A mensagem, segundo ele, é simples: fumar altera a capacidade de um homem produzir espermatozoides que podem fecundar um óvulo com sucesso.
veja

domingo, 31 de julho de 2011

Em Paraú, RN, pai estrangula próprio filho em boate

Cidade de Paraú (foto)

Um jovem de 17 anos foi estrangulado pelo próprio pai, na noite deste sábado (30), no município de Paraú, interior do Rio Grande do Norte. Segundo informações da Policia militar, por volta das 23h, Paulo Nunes, de 34 anos, mais conhecido por "Solange", teria discutido com o rapaz em sua própria boate. Durante a briga, Paulo acabou estrangulando o filho que desmaiou no local.


Em seguida, o jovem foi socorrido por amigos e encaminhado ao Hospital Regional de Assu, mas não resistiu e veio a óbito. De acordo com o soldado Italo Martins, o empresário teria descoberto a poucos dias que o jovem era seu filho, fruto de um relacionamento anterior. Após realizar de um exame de DNA foi comprovada a paternidade, porém ele não aceitava a notícia. Após cometer o crime, o acusado fugiu do local.

Fonte: DN