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sábado, 6 de maio de 2017

Cientistas eliminam HIV do organismo de animais vivos pela primeira vez

A ideia agora é fazer os testes em primatas
Trata-se de uma inédita demonstração de que o tipo HIV-1 pode ser removido de células infectadas usando uma técnica de edição de DNA

Um estudo feito pelos cientistas da Lewis Katz School of Medicine, em parceria com a Universidade de Pittsburgh, conseguiu eliminar o vírus do HIV — causador da AIDS — em camundongos que haviam sido infectados com células humanas.
Trata-se da primeira demonstração de que o tipo HIV-1 pode ser completamente removido de células infectadas usando uma poderosa técnica de edição de DNA conhecida como CRISPR/Cas9.
A técnica, desenvolvida pela bioquímica americana Jennifer Doudna e a microbiologista francesa Emmanuelle Charpentier consiste em uma espécie de ctrl+c/ctrl+v.
A colaboração entre as duas começou quando Charpentier se apresentou para Doudna em um congresso e contou que estava pesquisando uma técnica chamada Crispr (sequências repetitivas no DNA de bactérias), que parecia auxiliar bactérias carnívoras a combater vírus que tentavam atacá-las.
A intenção da francesa era descobrir como o sistema de defesa dessas bactérias funcionava para destruí-lo e, consequentemente, curar as pessoas infectadas por elas. Mas, à medida que a pesquisa evoluiu, ficou claro que uma proteína específica, a Cas9, era a verdadeira estrela do processo: ela era capaz de recortar uma parte específica do DNA do vírus e juntar as duas pontas — algo similar ao ctrl+x, que você faz todo dia no computador. Elas, então, conseguiram adaptar o processo para outros organismos que não as bactérias. E revolucionaram a engenharia genética.
Em 2016, os cientistas que pesquisam HIV aproveitam a descoberta para publicar um estudo prévio que serviu como base para a nova descoberta.
“Nosso novo estudo é mais abrangente. Confirmamos os dados de nosso trabalho anterior e melhoramos a eficiência de nossa estratégia de edição de genes. Nós também mostramos que a estratégia é eficaz em modelos com outros dois tipos de roedores, um representando infecção aguda em células de rato e o outro representando infecção crônica ou latente em células humanas”, disse o co-coordenador da pesquisa Wenhui Hu, professor associado no Centro de Pesquisa de Doenças Metabólicas e do Departamento de Patologia da LKSOM.
A ideia agora é fazer os testes em primatas. “Nosso objetivo final é um ensaio clínico em pacientes humanos”, acrescentou Kamel Khalili, também co-coordenador da pesquisa.
Fonte: Galileu

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Cientistas criam pílula que queima gordura e dá resistência sem suor

Os cientistas querem levar a novidade a obesos mórbidos
Os cientistas querem levar a novidade a obesos mórbidos, pessoas com problemas graves de saúde ou mobilidade reduzida e idosos


A resistência que atletas levam anos para conseguir pode ser alcançada sem sair do sofá. A “pílula do exercício” promete aumentar a resistência muscular e aumentar a queima de gordura, segundo estudo publicado nesta terça-feira no periódico científico “Cell Metabolism”. Os cientistas querem levar a novidade a obesos mórbidos, pessoas com problemas graves de saúde ou mobilidade reduzida e idosos, que poderão usufruir um pouco dos benefícios das atividades físicas.
Os testes realizados em camundongos com o composto GW501516 (ou só GW) foi capaz de replicar efeitos da atividade física, como aumento do gasto de energia, redução da obesidade e desenvolvimento de resistência à insulina, nos animais. Neste teste, porém, o aumento da resistência não foi identificado caso a ingestão fosse associada a atividades físicas regulares.
Nos testes, os cientistas deram doses maiores e pelo dobro de tempo do GW a camundongos sedentários do que em experiências anteriores enquanto um grupo de ratos sedentários serviu de controle. Após um determinado período, os animais foram submetidos a testes de resistência em esteira, e o resultado mostrou que o grupo controle conseguia correr durante cerca de 160 minutos em média antes de desabarem de exaustão com nível de glicose no sangua abaixo de 70 miligramas por decilitro (mg/dL), enquanto os que ingeriram a droga conseguiam correr por 270 minutos antes de desabarem e com níveis de glicose iguais, o que representa um período aproximadamente 70% maior.
“Isto significa que se pode melhorar a resistência de alguém ao nível equivalente de alguém em treinamento sem todo o esforço físico”, afirma Weiwei Fan, também pesquisador do Instituto Salk e primeiro autor do artigo sobre o estudo. Especialistas brasileiros, porém, pedem ressalvas: “O estudo pode ser extremamente útil para entender as decisões das células musculares do ponto de vista do metabolismo, mas tentar transferir para uma pílula algo tão complexo como os benefícios dos exercícios para a saúde vai uma distância muito grande”, diz o cardiologista Claudio Gil Araújo, diretor de pesquisas da Clínica de Medicina do Exercício (Clinimex), em entrevista ao Globo.

Fonte: Notícias ao Minuto

Cientistas americanos criam pulseira repelente de tubarões; confira

Os produtos não precisam de baterias nem ser carregadas com eletricidade
Em 2015, de acordo com o Arquivo Internacional de Ataques de Tubarões, registradas 98 ocorrências, sendo seis delas mortais


Já pensou em entrar em alto mar e não ter medo de que tubarões se aproximem? Essa é a proposta de uma empresa da Carolina no Sul, nos Estados Unidos, que começaram a idealizar uma pulseira que emite um campo eletromagnético para afastar o animal.
A ideia, segundo o Uol, é proteger os banhistas de possíveis ataques. Em 2015, de acordo com o Arquivo Internacional de Ataques de Tubarões, registradas 98 ocorrências, sendo seis delas mortais.
Após um acidente com um amigo de escola de Nathan Garrison, o pai dele, David Garrison, iniciou estudos que comprovam teses científicos sobre os efeitos dissuasórios das ondas eletromagnéticas. Os produtos não precisam de baterias nem ser carregadas com eletricidade.


“O ser humano nem o sente, mas para o tubarão é muito pouco prazeroso, e são repelidos”, garantiu à Agência Efe David Garrison, cofundador da Sharkbanz, empresa que desenvolveu pulseiras cada vez mais comuns nas praias da Califórnia e da Flórida.
Comercialização
Nos últimos dois anos, relatou a reportagem, foram vendidas mais de 45.000 unidades, desde 2015, ano em que foi criada a pulseia. A comercialização já está, principalmente, nos Estados Unidos e na Austrália, além do Brasil, Japão e alguns países da Europa.

Fonte: Notícias ao Minuto

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Cientistas descobrem planeta com três sóis

O planeta foi batizado de HD 131399Ab, e está localizado a cerca de 340 anos-luz da Terra. Cada ano por lá tem cerca de 550 anos terrestres

Uma equipe internacional de astrônomos anunciou quinta-feira a descoberta de um planeta com três sóis em um sistema solar distante. Segundo o estudo publicado na revista científica americana Science, o planeta peculiar foi batizado de HD 131399Ab, e está localizado a cerca de 340 anos-luz da Terra (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros), na constelação de Centauro. Realizando uma dança com três estrelas, o planeta vê o amanhecer e o pôr-do-sol três vezes por dia e um ano por lá dura meio milênio (em anos terrestres). Sistemas solares binários, com dois sóis (como Tatooine, lar dos Skywalker na saga Star Wars), são relativamente comuns no universo, ao contrário dos que têm três ou mais sóis.
“Imaginem isso: um planeta onde ou a luz do dia é constante ou há três amanheceres e entardeceres por dia, dependendo da estação, que neste caso dura mais que uma vida humana”, indicou o comunicado da equipe de astrônomos, liderada por Kevin Wagner, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.
Peculiaridades – Este não é o primeiro planeta com sistema de três estrelas descoberto, mas ainda assim, HD 131399Ab tem suas peculiaridades. Os cientistas acreditam que se trata de um corpo cósmico com cerca de 16 milhões de anos, com temperatura equivalente a 580 graus Celsius e massa quatro vezes maior que a de Júpiter (o maior planeta do nosso Sistema Solar). Isso faz comHD 131399Ab seja um dos menores, mais jovens e mais friosplanetas descobertos fora do nosso sistema solar.
HD 131399Ab tem uma órbita muito extensa em volta da estrela mais brilhante das três. “Durante a metade da órbita do planeta, que dura 550 anos da Terra, três estrelas são visíveis no céu, as duas mais fracas sempre mais próximas uma da outra”, comentou Wagner, que descobriu o planeta no seu primeiro ano de doutorado. De acordo com os pesquisadores, mesmo que estudos mais longos e novas observações precisem ser feitas para trazer mais detalhes sobre o peculiar HD 131399Ab, essa pesquisa inicial traz algumas pistas sobre o funcionamento do sistema: no centro está a maior estrela, com massa 80% maior que nosso Sol. Ela é orbitada pelo planeta HD 131399Ab que, em seu entorno, é rodeado por dois outros sóis que circulam um ao outro
Durante a primeira estação do ano, o planeta vê os três sóis nascendo e se pondo; na segunda estação, HD 131399Ab vive com luz do dia constante. “Durante grande parte de um ano do planeta, as estrelas ficam próximas umas das outras, o que dá um familiar lado noturno e um lado diurno ao planeta, com um triplo entardecer e amanhecer todos os dias”, acrescentou Wagner. “As estrelas se distanciam a cada dia e, quando ficam opostas, o entardecer de um Sol coincide com o amanhecer do outro”, disse. Esse fenômeno gera luz quase constante durante a segunda estação (que se estende por cerca de um quarto da órbita do planeta, ou 140 anos terrestres).
A equipe de astrônomos descobriu e realizou imagens do planeta com o instrumento Sphere, do Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile. Sphere é um dos instrumentos mais avançados no mundo para encontrar planetas que orbitam em volta de outras estrelas e é sensível à luz infravermelha, o que permite detectar o calor emitido por planetas jovens.
veja

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Cientistas chineses anunciam criação de embriões humanos imunes ao HIV


Uma equipe de cientistas da Universidade de Medicina de Cantão, no Sul da China, anunciou que conseguiu criar embriões humanos resistentes ao vírus HIV, por meio de modificação genética. Segundo o coordenador da equipe, Fan Yong, os testes feitos em 26 embriões “defeituosos e inaptos a tratamentos de fertilidade” permitiram criar quatro embriões imunes ao HIV, enquanto os restantes mostraram mutações “não planejadas”, informou hoje (13) um jornal oficial.
O trabalho foi publicado no último número do Journal on Assisted Reproduction and Genetics e detalha que todos os embriões foram destruídos no espaço de três dias. É a segunda vez que um grupo de médicos chineses causa controvérsias com experiências sobre a modificação genética de embriões. No ano passado, uma equipe da Universidade Zhongshan, também em Cantão, disse ter conseguido alterar pela primeira vez na história o genoma humano em embriões.

Robson Pires

domingo, 27 de março de 2016

Cientistas descobriram por que beijamos de olhos fechados

Você já se perguntou por que fecha os olhos quando beija outra pessoa? A ciência sim e pode ter encontrado a resposta para essa questão. Segundo um estudo da Universidade de Londres, na Inglaterra, as pessoas fecham os olhos para manter o foco na tarefa que estão realizando.
Isso significa que o cérebro tem dificuldade em processar um sentido ao mesmo tempo em que tem um estímulo visual. “Já se sabia que o aumento das exigências de uma tarefa visual poderia reduzir a atenção em estímulos visuais e auditivos”, explica Sandra Murphy, uma das autoras do estudo, em uma entrevista ao jornal inglês The Independent.
Contudo, para chegar a essa conclusão “romântica”, os cientistas não analisaram casais se beijando. Na realidade, o foco da pesquisa era entender como os alertas táteis (aqueles que vibram para chamar a atenção da pessoa) dos carros funcionam para o ser humano.
Robson `pires

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Cientistas admitem existência de nono planeta no Sistema Solar

planetas
Cientistas admitiram hoje (20) a possibilidade de existir um nono planeta, gigante e gelado, no Sistema Solar. De acordo com os astrônomos, os estudos são baseados em modelos matemáticos e simulações por computador e não em observação direta.
O corpo celeste, batizado como “nono planeta”, terá uma massa cerca de dez vezes maior que a da Terra e uma órbita 20 vezes mais afastada que a de Netuno, oitavo planeta do Sistema Solar, o mais externo e que gira em torno do Sol a uma distância média de 4,5 bilhões de quilômetros.
Segundo os investigadores Konstantin Batygin e Mike Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, o possível planeta, oculto pela órbita de Plutão, leva entre 10 mil e 20 mil anos para completar uma trajetória ao redor do Sol.
Durante muito tempo Plutão foi considerado como o nono planeta do Sistema Solar, mas perdeu o status, passando a planeta-anão em decorrência do seu tamanho reduzido. O “nono planeta” terá uma massa cinco mil vezes maior à de Plutão.
Robson Pires

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Vacina promete interromper ciclo de transmissão da dengue


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Cientistas descobriram um gene provável causador da infecção da dengue nas pessoas. E essa descoberta pode ajudar no desenvolvimento de uma vacina que interrompa o ciclo da doença no mosquito. As informações foram divulgadas na revista PLOS Pathogens.
De acordo com cientistas da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, a possível vacina contra a dengue seria aplicada em pessoas que já têm a doença. Como o mosquito aedes aegypti pode passar a doença a outras pessoas ao picar uma pessoa já infectada, a vacinação de pessoas com dengue pode interromper o ciclo e acabar com a proliferação da doença.
Tonya Colpitts e Michael Conway, líderes do estudo, descobriram um gene do mosquito, que batizaram como CRVP379, que é responsável pelo início da infecção nos humanos. Dessa maneira, quando os mosquitos picarem alguém já infectado, eles vão receber os anticorpos da vacina e isso interromperá o ciclo de infecção.

Robson Pires

sábado, 2 de maio de 2015

Nova vacina pode eliminar câncer, dizem cientistas


celula cancerPesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma vacina com anticorpos que poderia eliminar o câncer. De acordo com informações do DailyMail, os estudos apontam que o sistema imunológico pode ser treinado para combater alguns tipos da doença, como o câncer pancreático, de mama e o de pulmão. O estudo foi publicado no Jornal Nature.
O professor de medicina, Edgar Engleman, o líder do estudo, afirma que, a injeção pode eliminar tumores em fase inicial, assim como tumores mais desenvolvidos, em casos piores. “O resultado é impressionante. Nós conseguimos ver o tumor ser eliminado”, disse ele.
Ao incentivar o trabalho dos anticorpos no organismo, os cientistas conseguiram combater seis tipos de câncer: dois tipos de melanoma, linfoma, câncer de mama, pulmão e pâncreas. Por hora, os estudos só foram feitos em ratos de laboratório, mas Engleman afirma que o sistema de células imunológicas humanas deve ter uma resposta parecida.

sábado, 29 de novembro de 2014

Comprimido poderá prolongar vida em até 120 anos, afirmam cientistas

     

Pilula poderia retardar processo de envelhecimento. Foto: Divulgação
Pilula poderia retardar processo de envelhecimento.
Soa como ficção científica, mas cientistas russos afirmam que estão perto de criar uma pílula que diminui o processo de envelhecimento. Os pesquisadores esperam que o medicamento ― que está sendo testado em ratos, camundongos, peixes e cães ― possa permitir que as pessoas vivam até, pelo menos, 120 anos.
Em entrevista ao DailyMail, o pesquisador Maxim Skulachev afirmou que ele e sua equipe estão utilizando um “novo tipo de antioxidante” que poderá ter impacto direto sobre as mitocôndrias, que são responsáveis pela produção de energia das células.
“As mitocôndrias podem ser responsáveis por ataques cardíacos e estão ligadas diretamente a doenças como o Alzheimer e o Parkinson.”
Skulachev afirma que os testes não tem levado a um aumento significativo do tempo de vida das cobaias, mas atrasou o início do envelhecimento.
“Verificamos que as doenças passam a se desenvolver mais lentamente. Nossa ideia para combater o envelhecimento com remédios para mitocôndrias é o caminho certo. Acredito que será possível adiar a velhice.”
Fonte: R7

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Dupla tempestade solar ruma à Terra e preocupa cientistas

 

Imagem feita pelo Observatório de Dinâmica Solar da agência espacial americana, Nasa, mostra as condições atuais de "tranquilidade" da coroa solar e a região de transição do Sol, sem a presença de explosões
Tempestade solar quase provocou 'apagão' na Terra em 2012 (Divulgação/Nasa/SDO/VEJA)
 
Combinação rara de eventos solares pode afetar sinais GPS, comunicações por rádio e transmissões de energia. Impactos serão sentidos na sexta e no sábado
 
Uma rara explosão dupla de tempestades solares magneticamente carregadas vai atingir a Terra nesta sexta-feira, causando preocupações de que sinais GPS, comunicações por rádio e transmissões de energia possam ser interrompidos, disseram autoridades nesta quinta. Individualmente, as tempestades, conhecidas como ejeções de massa coronal, ou CMEs, não justificariam advertências especiais, mas o curto intervalo atípico e sua rota direta para a Terra levaram o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (SWPC) a emitir um alerta.

 Dado ao nível de intensidade geomagnética esperado, essas tempestades "poderão provocar problemas nas comunicações por rádio e sinal de GPS, assim como irregularidades na voltagem da rede de distribuição elétrica", disse Thomas Berger, diretor do centro. Os efeitos seriam mais sentidos nas regiões próximas aos polos, onde as interações com o campo magnético terrestre são mais fortes. "Nós não esperamos nenhum impacto incontornável à infraestrutura nacional, mas estamos acompanhando de perto", acrescentou Berger.

O Sol está atualmente no pico de seu ciclo de 11 anos, embora o nível de atividade esteja menor do que o típico para um pico solar. Tempestades como as que agora rumam para a Terra ocorrem entre 100 e 200 vezes durante um ciclo solar de 11 anos, explicou Berger. Para o cientista, a imprevisibilidade da dupla explosão solar exige uma maior preocupação. "O fato único sobre este evento é que nós tivemos dois em rápida sucessão e as CMEs poderiam estar interagindo em seu caminho para a Terra, na órbita da Terra ou além. Nós simplesmente não sabemos ainda", disse ele. O SWPC estima que os efeitos das tempestades ainda serão sentidos no planeta no sábado.

No lado positivo, os eventos solares devem provocar belas auroras nas regiões polares, incluindo o norte dos Estados Unidos e do Canadá.

Histórico – Em 2012, uma
forte tempestade solar quase atingiu a Terra, colocando em sério risco todo o sistema de redes elétricas e ameaçando "reenviar a civilização contemporânea ao século XVIII", revelou a Nasa em julho. A agência espacial americana estima que o impacto de uma tempestade solar como a de 1859 – conhecida como "evento Carrington" – custaria à economia mundial dois trilhões de dólares e provocaria danos sem precedentes em um mundo inteiramente dependente da eletricidade e da eletrônica.

(Com agências Reuters e France-Presse)

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

EGITO - Arqueólogos identificam tumba de faraó

 

Sarcófago do Faraó Sobekhotep I em Abydos, no Egito
Imagem divulgada pelo Conselho Supremo de Antiguidades do Egito mostra a câmara onde foi localizado o sarcófago do Faraó Sobekhotep I, em Abydos, no Egito (AFP/SCA)
 
 
Arqueólogos americanos identificaram o sarcófago do faraó Sobekhotep I, que se acredita ter sido o fundador da 13ª dinastia do Antigo Egito, há 3.800 anos. A tumba pesando cerca de 60 toneladas foi descoberta no sítio arqueológico de Abydos, no Egito, há aproximadamente um ano, mas a equipe de pesquisadores ainda não tinha conseguido identificá-la.

Na última semana, os cientistas encontraram uma inscrição com o nome do faraó, representando-o sentado no trono. "O faraó governou o Egito durante quatro anos e meio, o reinado mais longo da época", afirma Ayman El-Damarani, autoridade do ministério egípcio das antiguidades, que anunciou a descoberta.
 
Apesar de sua importância, os especialistas têm poucas informações a respeito do faraó. A descoberta ajudará a revelar mais detalhes sobre a vida e os hábitos do governante. No local, considerado um dos mais importantes sítios arqueológicos do Alto Egito, os arqueólogos também encontraram urnas funerárias usadas para preservar vísceras e objetos de ouro pertencentes a Sobekhotep I.

Com AFP

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Cientistas criam método para 'ler pensamentos'

"Ler pensamentos": pesquisa utilizou situações cotidianas para avaliar a atividade cerebral dos pacientes   (Kiyoshi Takahase Segundo/Getty Images/iStockphoto)
Cientistas descobriram um jeito de "ler mentes". A técnica, por enquanto, só funciona com pensamentos numéricos e não permite descobrir exatamente em que a pessoa está pensando, mas torna possível saber se alguém está pensando em valores. A descoberta pode levar a diversas aplicações no futuro, como permitir que pacientes que perderam a capacidade da fala após um derrame, por exemplo, se comuniquem por meio do pensamento.

CONHEÇA A PESQUISA


Onde foi divulgada: periódico Nature Communications

Quem fez: Mohammad Dastjerdi, Muge Ozker, Brett L. Foster, Vinitha Rangarajan e Josef Parvizi

Instituição: Universidade Stanford, EUA, e outras

Dados de amostragem: 3 pacientes com epilepsia que tiveram eletrodos implantados no cérebro

Resultado: Os pesquisadores conseguiram identificar uma região do cérebro que, quando ativa, significa que a pessoa está pensando em números, valores ou quantidades.
Teorias "conspiratórias" afirmam que a técnica pode ser utilizada para criar um chip que mapeie pensamentos. "Se fosse um jogo de baseball, nós teríamos acabado de comprar o ingresso para entrar no estádio", compara Josef Parvizi, neurologista da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, e um dos autores do estudo.
Situações reais – Publicada nesta terça-feira no periódico Nature Communications, a pesquisa é a primeira a medir a atividade cerebral de voluntários não apenas em ambientes laboratoriais, mas em ações cotidianas. Os três voluntários do estudo foram pacientes que estavam internados em um hospital, aguardando uma cirurgia para epilepsia resistente a medicamentos. Para descobrir o local do cérebro que originava as convulsões e verificar a possibilidade de removê-lo cirurgicamente sem afetar outras funções do organismo, esses pacientes tiveram parte do crânio removida para a implantação de eletrodos diretamente no cérebro. Enquanto aguardavam os resultados dos exames, os participantes permaneceram internados, mas podiam realizar atividades como conversar com amigos e familiares, comer e assistir televisão.
Os pacientes responderam um questionário com perguntas de verdadeiro ou falso. Algumas envolviam raciocínio matemático (como “2+4=5”?) e outras memória episódica, ou seja, eventos que podem ser lembrados conscientemente ("você tomou café esta manhã?"). As ações dos participantes durante os dias em que estavam sendo monitorados com os eletrodos também foram filmadas, para que os pesquisadores pudessem comparar as atividades com o comportamento das células nervosas.
Dessa forma, os cientistas descobriram que a atividade na parte do cérebro chamada sulco intraparietal, relacionada à capacidade de lidar com números, aumentava apenas quando os voluntários faziam cálculos ou pensavam numericamente. Um dos pacientes, por exemplo, falava com um amigo sobre ter recebido “um pouco mais” de um analgésico, e outro mencionou “uma crise epiléptica de 10 a 15 minutos”. Em ambos os casos, a atividade no sulco intraparietal disparou, da mesma forma como quando as perguntas de matemática do teste foram respondidas.
Dificuldade – Aplicar essa técnica a uma leitura específica de pensamentos ou de linguagem, porém, seria muito mais complicado. A ciência ainda não descobriu como o cérebro processa conceitos específicos, como palavras ou números. A nova pesquisa revelou onde ocorre o processamento numérico, mas não o circuito específico responsável pelo número dois, por exemplo. Por enquanto, de acordo com o neurologista Josef  Parvizi, apenas é possível dizer que uma pessoa está ou não pensando em números.
As técnicas utilizadas anteriormente para este tipo de estudo, como a ressonância magnética, impossibilitam a análise da atividade cerebral em um contexto da vida real, uma vez que o paciente precisa ficar imóvel em uma câmara escura para que as imagens sejam obtidas. O cruzamento dos dados levou à conclusão de que o padrão de atividade cerebral nos dois ambientes é muito semelhante.
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