Os cientistas querem levar a novidade a obesos mórbidos
Os cientistas querem levar a novidade a obesos mórbidos, pessoas com problemas graves de saúde ou mobilidade reduzida e idosos
A
resistência que atletas levam anos para conseguir pode ser alcançada
sem sair do sofá. A “pílula do exercício” promete aumentar a resistência
muscular e aumentar a queima de gordura, segundo estudo publicado nesta
terça-feira no periódico científico “Cell Metabolism”. Os cientistas
querem levar a novidade a obesos mórbidos, pessoas com problemas graves
de saúde ou mobilidade reduzida e idosos, que poderão usufruir um pouco
dos benefícios das atividades físicas.
Os testes realizados em
camundongos com o composto GW501516 (ou só GW) foi capaz de replicar
efeitos da atividade física, como aumento do gasto de energia, redução
da obesidade e desenvolvimento de resistência à insulina, nos animais.
Neste teste, porém, o aumento da resistência não foi identificado caso a
ingestão fosse associada a atividades físicas regulares.
Nos
testes, os cientistas deram doses maiores e pelo dobro de tempo do GW a
camundongos sedentários do que em experiências anteriores enquanto um
grupo de ratos sedentários serviu de controle. Após um determinado
período, os animais foram submetidos a testes de resistência em esteira,
e o resultado mostrou que o grupo controle conseguia correr durante
cerca de 160 minutos em média antes de desabarem de exaustão com nível
de glicose no sangua abaixo de 70 miligramas por decilitro (mg/dL),
enquanto os que ingeriram a droga conseguiam correr por 270 minutos
antes de desabarem e com níveis de glicose iguais, o que representa um
período aproximadamente 70% maior.
“Isto significa que se pode
melhorar a resistência de alguém ao nível equivalente de alguém em
treinamento sem todo o esforço físico”, afirma Weiwei Fan, também
pesquisador do Instituto Salk e primeiro autor do artigo sobre o estudo.
Especialistas brasileiros, porém, pedem ressalvas: “O estudo pode ser
extremamente útil para entender as decisões das células musculares do
ponto de vista do metabolismo, mas tentar transferir para uma pílula
algo tão complexo como os benefícios dos exercícios para a saúde vai uma
distância muito grande”, diz o cardiologista Claudio Gil Araújo,
diretor de pesquisas da Clínica de Medicina do Exercício (Clinimex), em
entrevista ao Globo.
Fonte: Notícias ao Minuto
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