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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Mandado do Supremo é cumprido e goleiro Bruno volta à prisão

Goleiro Bruno foi mandado de volta para prisão
Após os tramites no local, ele passaria por exames de praxe no Instituto Médico Legal (IML) e seria mandado para o presídio da cidade

Dois dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) revogar a liminar que o mantinha em liberdade, o goleiro Bruno Fernandes voltou à prisão na tarde desta quinta-feira, 27. Era perto das 14 horas quando ele se apresentou na Delegacia Regional de Varginha (MG).
Após os tramites no local, ele passaria por exames de praxe no Instituto Médico Legal (IML) e seria mandado para o presídio da cidade. Bruno foi condenado a mais de 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio, ocorrida em 2010.
O goleiro está voltando para a cadeia após 62 dias em liberdade. Na terça-feira, 25, a 1ª Primeira Turma do STF votou a favor de parecer emitido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedindo a revogação da liminar que libertou o atleta.
Ao se apresentar nesta tarde, ele entrou rapidamente na delegacia e se negou a falar com a imprensa.
O advogado do goleiro, Lúcio Adolfo, já adiantou que vai recorrer em favor do cliente. “A intenção é conseguir sua liberdade o quanto antes”, afirmou. No entanto, o contrato do atleta com o Boa Esporte deverá ser rescindido, como estava previsto caso ele retornasse para a prisão.
Agora RN

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Goleiro Bruno é hostilizado por torcedor na 2ª divisão mineira


Bruno ainda não venceu defendendo o Boa Esporte (Cristiane Mattos/AFP)

Torcedores fazem referência ao crime cometido pelo goleiro


“Uh, terror, o Bruno é matador.” Este foi apenas um dos gritos dos torcedores do Patrocinense para o goleiro Bruno, que estreou no Boa Esporte após deixar o presídio pelo assassinato de sua ex-amante, Eliza Samudio.
A partida contra o Patrocinense, pelo hexagonal final da segunda divisão mineira, aconteceu na última quarta-feira, 12 de abril, em Patrocínio. Torcedores do time rival de Bruno imitaram cachorro e perguntaram onde estava Eliza Samudio, enquanto o goleiro se aquecia para o duelo, que terminou com empate de 0 x 0.
Com três das dez rodadas disputadas no hexagonal final da segunda divisão, oBoa Esporte ocupa apenas a quinta (penúltima) colocação no quadrangular, depois de dois empates e uma derrota. Bruno jogou essas três partidas como titular. Apenas os dois primeiros colocados nessa fase conseguirão acesso à primeira divisão.
veja

domingo, 12 de março de 2017

Ministro do STF rejeita recurso contra soltura do goleiro Bruno

"Paguei pelo meu erro. Não foi fácil. Não apagaria nada', disse ex-goleiro

Marco Aurélio Mello foi quem decidiu pela libertação do atleta no último dia 21 de fevereiro

Autor da decisão que libertou o goleiro Bruno Fernandes, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou o recurso em que Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, buscava reverter a soltura de Bruno, condenado na primeira instância a 22 anos e três meses em regime fechado pela morte de Eliza.
A rejeição dos embargos declaratórios apresentados pela mãe de Eliza consta no acompanhamento processual do habeas corpus do goleiro Bruno no Supremo, mas a íntegra do despacho do ministro não foi disponibilizada até a publicação desta reportagem.
Preso desde julho de 2010, Bruno Fernandes foi condenado em 8 de março de 2013 pelo Plenário do Tribunal do Júri, da Comarca de Contagem-MG, por três crimes: homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima; sequestro e cárcere privado qualificado por ser a vítima menor de 18 anos; e ocultação de cadáver.
Marco Aurélio considerou o fato de o goleiro estar preso há sete anos sem a conclusão do processo na segunda instância, ao autorizar, no dia 21 de fevereiro, Bruno Fernandes a aguardar a conclusão da ação penal em liberdade.
No recurso ao STF, a advogada de Sônia de Fátima Moura, Maria Lúcia Borges Gomes, argumentava que os motivos que basearam a decretação da prisão do goleiro, em 2010, ainda se mantinham, como a ameaça à ordem pública, e insistia que a lentidão para a condenação em segunda instância se devia a manobras da própria defesa do réu.
“O próprio Superior Tribunal de Justiça, com o intuito de pacificar o tema, editou a súmula de n.º 64, disciplinando que ‘não constitui constrangimento ilegal o excesso de prazo na instrução, provocado pela Defesa'”, disse.
Em tom de protesto, afirmava que Supremo não deveria “beneficiar o paciente em descuido com a segurança e paz social, concedendo tal beneficio em razão de alegação de direito violado pelo tempo que o Tribunal de Justiça de MG leva para julgar os recursos, enquanto sabe-se e basta minuciosamente analisar que a mora do TJ-MG para julgamento dos recursos tem a colaboração da defesa do paciente que não permitiu que os recursos estivesse em condições de julgamento”.
A advogada da mãe de Eliza também registrou o “temor da família da vítima com o paciente nas ruas, pois, logo após deixar a prisão concedeu, entrevista em rede nacional imprensa fala e escrita afirmando que ingressará na justiça com pedido de guarda e aproximação do filho, Bruno Samudio de Souza”.
Bruno deixou a prisão no último dia 24 e, na busca por voltar a jogar futebol, está em tratativas de contratação pela equipe do Boa Esporte, da cidade de Varginha, em Minas Gerais, atualmente na Série B do Campeonato Brasileiro.
Agora RN