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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Goleiro Bruno é hostilizado por torcedor na 2ª divisão mineira


Bruno ainda não venceu defendendo o Boa Esporte (Cristiane Mattos/AFP)

Torcedores fazem referência ao crime cometido pelo goleiro


“Uh, terror, o Bruno é matador.” Este foi apenas um dos gritos dos torcedores do Patrocinense para o goleiro Bruno, que estreou no Boa Esporte após deixar o presídio pelo assassinato de sua ex-amante, Eliza Samudio.
A partida contra o Patrocinense, pelo hexagonal final da segunda divisão mineira, aconteceu na última quarta-feira, 12 de abril, em Patrocínio. Torcedores do time rival de Bruno imitaram cachorro e perguntaram onde estava Eliza Samudio, enquanto o goleiro se aquecia para o duelo, que terminou com empate de 0 x 0.
Com três das dez rodadas disputadas no hexagonal final da segunda divisão, oBoa Esporte ocupa apenas a quinta (penúltima) colocação no quadrangular, depois de dois empates e uma derrota. Bruno jogou essas três partidas como titular. Apenas os dois primeiros colocados nessa fase conseguirão acesso à primeira divisão.
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sábado, 3 de dezembro de 2016

Mãe do goleiro Danilo é ovacionada na Arena Condá


Ilaídes Padilha, mãe do goleiro Danilo, chega à Arena Condá onde ocorrerá o velório das vítimas da tragédia com o avião que levava a delegação da Chapecoense à Medellin (Luiz Castro/VEJA.com)

Dona Ilaídes deu uma volta pelo gramado para agradecer à torcida que gritava o nome de seu filho


As famílias das 50 vítimas que foram veladas neste sábado na Arena Condá, em Chapecó, se posicionaram  no lugar reservado a elas. Ao deixar o toldo onde se protegia da chuva, dona Ilaídes se surpreendeu ao ouvir o nome de seu filho, o goleiro Danilo, cantado por todo o estádio.

Ilaídes deu uma volta pelo gramado e agradeceu a cada um dos torcedores, debaixo de muita chuva. Um dia antes, a mãe do ídolo, um dos 71 mortos no acidente, consolou jornalistas que também perderam colegas na tragédia – ela emocionou os brasileiros ao confortar repórter do SporTV no ar. O corpo das vítimas chegou a  Arena Condá no início da tarde.
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O dia em que até o céu chorou pela Chapecoense

A torcida de Chapecó recebe, em silêncio e com lágrimas nos olhos, seus heróis (Ivan Pacheco/VEJA.com)

Velório coletivo das vítimas do acidente em Medellín, realizado sob uma chuva incessante, emocionou a Arena Condá, em Chapecó - e todo o Brasil

A torcida da Chapecoense se despediu de seus ídolos neste sábado, sob os gritos de “É campeão”, seguidos por um doloroso silêncio. A Arena Condá não chegou a lotar na cerimônia em homenagem às vítimas do acidente aéreo de Medellín, mas todas as milhares de pessoas presentes se emocionaram, debaixo de um temporal, em Chapecó.
O velório coletivo contou com a presença de familiares das vítimas, personalidades do futebol, como o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e o treinador da seleção brasileira Tite, e do presidente Michel Temer – que nada falou. Além das bênçãos às 50 vítimas veladas, houve muitos agradecimentos à Colômbia, especialmente à equipe do Atlético Nacional.
Ilaídes Padilha, mãe do goleiro Danilo, durante despedida das vítimas da tragédia com o avião que levava a delegação da Chapecoense à Medellin, na Arena Condá (Ricardo Moraes/VEJA.com)
O primeiro avião Hércules da Força Aérea Brasileira pousou com os corpos pouco antes das 9h30, no aeroporto Serafin Enoss Bertaso, em Chapecó. O outro avião com os caixões chegou cerca de quinze minutos depois. O presidente Michel Temer, que não planejava vir à Arena Condá, mudou de idéia e acompanhou o cortejo que chegou à Arena Condá às 12h39. Por lá aguardavam a maioria dos familiares das vítimas.
Uma delas se destacou: dona Ilaídes Padilha, mãe do goleiro Danilo, agradeceu a cada um dos torcedores nas arquibancadas, que gritavam o nome de seu filho. O público, emocionado com o que via no telão, cantou “o campeão voltou” e “é campeão”, até que o primeiro caixão, de Thiaguinho, entrasse no estádio. A partir daí, o silêncio tomou conta.
O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, discursa com a camisa do Atlético Nacional
O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, discursa com a camisa do Atlético Nacional, da Colômbia (Reprodução)
A colocação dos 50 caixões foi acompanhada por muitas lágrimas dos familiares. Apesar da chuva cada vez mais forte, a torcida não arredou pé e acompanhou cada um dos discursos oficiais. O prefeito da cidade, Luciano Buligon, vestindo uma camisa do Atlético Nacional, fez agradecimentos especiais ao povo colombiano. Anunciado logo após o presidente Michel Temer – que não foi vaiado ou exultado – o embaixador da Colômbia, Alejandro Borda, foi efusivamente aplaudido.
Houve ainda orações, e discursos do apresentador Cid Moreira e do presidente da Fifa, Gianni Infantino. A cerimônia terminou com mensagens de jogadores, como Neymar, no telão e com uma volta dos familiares pelo gramado, com imagens dos heróis que se foram. Pela primeira vez, a torcida se agitou, ao ritmo do hino do clube, como se iniciasse, depois do luto, o renascimento da Chapecoense.
O locutor do estádio anunciou, como fazia a cada fim de semana, a “escalação” dos ídolos da Chapecoense. Danilo, Ananias, Bruno Rangel, o técnico Caio Júnior e o presidente Sandro Pallaoro foram os mais celebrados. Os jornalistas e outras vítimas do acidente aéreo também tiveram seus nomes anunciados e aplaudidos.
Logo após o fim do cerimonial, parou de chover e o sol voltou a iluminar as ruas de Chapecó.
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